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Aula 18 – Era Napoleônica e Reação Conservadora Europeia 
 
 
 
 
 
207 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 
 
Questão 01 
Napoleão Bonaparte assumiu o poder na França, em 1799. A partir 
do chamado Golpe do 18 Brumário, tornou-se primeiro cônsul, 
depois primeiro cônsul vitalício e, posteriormente, imperador. 
Durante o seu governo, 
a) retomou as relações com a Igreja Católica e permitiu total 
autonomia dos seus sacerdotes. 
b) estabeleceu uma monarquia parlamentarista, nos moldes do 
sistema de governo vigente na Inglaterra. 
c) estabeleceu um novo Código Civil que manteve a igualdade 
jurídica para os cidadãos do sexo masculino e o direito à 
propriedade privada. 
d) procurou retomar antigas possessões marítimas francesas, 
envolvendo-se em uma guerra desgastante no Haiti e no sudeste 
asiático. 
e) aliou-se aos “sans culottes”, grupos mais radicais da Revolução 
Francesa, e, por isso, foi derrubado em 1814. 
 
Questão 02 
O golpe do 18 de Brumário de 1799, no contexto da Revolução 
Francesa, derrubou o Diretório, instituiu o sistema do Consulado e 
elevou Napoleão Bonaparte à liderança política da França 
revolucionária. Napoleão manteve-se no poder por um período que 
se estendeu de 1799 até 1815, período esse denominado de Era 
Napoleônica, durante o qual ocorreu a: 
a) consolidação interna do ideário burguês da Revolução e a 
tentativa de sua imposição a diversos países da Europa com a 
expansão militar promovida por Napoleão. 
b) retomada do poder político pelos segmentos da nobreza 
provincial francesa com a promulgação do Império (1804) como a 
força política legítima de governo da França do período 
napoleônico. 
c) união de segmentos sociais distintos na defesa do governo 
aristocrático e absolutista de Napoleão, tais como o campesinato e 
a nobreza, com o objetivo de evitar uma invasão estrangeira da 
França revolucionária. 
d) interferência direta das Monarquias Absolutas europeias na 
França, através da ação política da Santa Aliança, ao encerrarem o 
processo revolucionário com seu apoio à ascensão de Napoleão. 
e) formação de diversas coligações que uniriam a França 
revolucionária e a Inglaterra liberal contra os Estados 
aristocráticos, em defesa das conquistas liberais promovidas no 
processo da Revolução Francesa. 
 
Questão 03 
Em 1815, foi encerrado o Congresso de Viena que tinha como 
propósito reorganizar o mapa político da Europa. 
A respeito desse Congresso, considere as seguintes afirmações. 
I. Foi realizado após a derrota de Napoleão Bonaparte, que havia 
alterado o equilíbrio de forças na Europa. 
II. Resultou na formação da Santa Aliança para coibir qualquer 
tentativa de revolução liberal. 
III. Garantiu a Portugal e Espanha ganhos territoriais na Europa, 
por terem lutado contra as forças napoleônicas. 
 
Quais estão corretas? 
a) Apenas I. d) Apenas l e III. 
b) Apenas II. e) I, II e III. 
c) Apenas I e II. 
Questão 04 
Em 1806, o governo de Napoleão Bonaparte instituiu um 
Catecismo para orientar a relação dos indivíduos com o Estado, 
conforme se depreende do trecho a seguir: 
 
“O cristão deve aos príncipes que o governam — e nos devemos 
particularmente a Napoleão I, nosso imperador — amor, respeito, 
obediência, fidelidade, serviço militar e os impostos exigidos para a 
conservação e defesa do Império e de seu trono; nos lhe devemos 
ainda orações fervorosas por sua salvação e pela prosperidade 
espiritual e material do Estado.” 
 
O conteúdo do Catecismo Napoleônico contraria o principio da 
cidadania estabelecido pela Revolução de 1789 porque 
a) o cidadão deve participar diretamente das decisões, sem a 
intermediação de representantes políticos. 
b) a cobrança de impostos pelo Estado impede que o cidadão 
tenha consciência de seus direitos. 
c) a cidadania e a democracia são incompatíveis com as formas 
políticas do governo monárquico. 
d) o cidadão francês, durante o regime bonapartista, foi forçado a 
romper com o cristianismo e o Papado. 
e) cerceia a liberdade política do cidadão ao lhe impor deveres de 
fidelidade pessoal para com o governante. 
 
Questão 05 
Artigo 5.º — O comércio de mercadorias inglesas é proibido, e 
qualquer mercadoria pertencente à Inglaterra, ou proveniente de 
suas fábricas e de suas colônias é declarada boa presa. 
(...) 
 
Artigo 7.º — Nenhuma embarcação vinda diretamente da Inglaterra 
ou das colônias inglesas, ou lá tendo estado, desde a publicação 
do presente decreto, será recebida em porto algum. 
Artigo 8.º — Qualquer embarcação que, por meio de uma 
declaração, transgredir a disposição acima, será apresada e o 
navio e sua carga serão confiscados como se fossem propriedade 
inglesa. 
(Excerto do Bloqueio Continental, Napoleão Bonaparte. Citado por Kátia M. de 
Queirós Mattoso. Textos e documentos para o estudo da história contemporânea 
(1789-1963), 1977.) 
 
Esses artigos do Bloqueio Continental, decretado pelo Imperador 
da França em 1806, permitem notar a disposição francesa de 
a) estimular a autonomia das colônias inglesas na América, que 
passariam a depender mais de seu comércio interno. 
b) impedir a Inglaterra de negociar com a França uma nova 
legislação para o comércio na Europa e nas áreas coloniais. 
c) provocar a transferência da Corte portuguesa para o Brasil, por 
meio da ocupação militar da Península Ibérica. 
d) ampliar a ação de corsários ingleses no norte do Oceano 
Atlântico e ampliar a hegemonia francesa nos mares europeus. 
e) debilitar economicamente a Inglaterra, então em processo de 
industrialização, limitando seu comércio com o restante da Europa. 
 
Questão 06 
O mapa a seguir mostra a Europa Ocidental nos anos iniciais do 
século XIX. A situação assinalada resultou na vinda da Corte 
Portuguesa para o Brasil, em 1808. 
 
 
 
 
 208 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE HISTÓRIA GERAL – Prof. Monteiro Jr. 
 
Portanto, o mapa retrata: 
a) O Tratado de Comércio e Navegação, assinado entre D. João e 
lord Strangford, que garantia liberdade comercial para ingleses e 
portugueses. 
b) O Tratado de Fontainebleau, assinado por França e Espanha, 
que supunha a invasão de Portugal e divisão de suas colônias. 
c) A Convenção Secreta, acordo entre Inglaterra e Portugal, que 
determinava a defesa marítima dos lusitanos pelos ingleses. 
d) o Bloqueio Continental determinado por Napoleão Bonaparte, 
que proibia os países europeus de comercializarem com os 
ingleses. 
 
Questão 07 
Por volta de 1811, o Império napoleônico atingiu o seu apogeu. 
Direta ou indiretamente, Napoleão dominou mais da metade do 
continente europeu. Tal conjuntura, no entanto, reforçou os 
sentimentos nacionalistas da população dessas regiões. A ideia de 
nação, inspirada nas próprias concepções francesas, passou a ser 
uma arma desses nacionalistas contra Napoleão. 
Assinale a afirmação correta, relativa à conjuntura acima 
delineada. 
a) Após o bloqueio continental, em todos os Estados submetidos à 
dominação napoleônica, os operários e os camponeses, 
beneficiados pela prosperidade econômica, atuaram na defesa de 
Napoleão contra o nacionalismo das elites locais. 
b) A Inglaterra, procurando manter-se longe dos problemas do 
continente, isolou-se e não interveio nos conflitos desencadeados 
pelos anseios de Napoleão de construir um Império. 
c) A Espanha, vinculada à França pela dinastia dos Bourbon desde 
o século XVIII, não reagiu à dominação francesa. Em nome do 
respeito às suas tradições e ao seu nacionalismo, a Espanha 
aceitou a soberania estrangeira imposta por Napoleão. 
d) Em 1812, Napoleão estabeleceu sólida aliança com o Papa, 
provocando a adesão generalizada dos católicos. 
Temporariamente, os surtos nacionalistas foram controlados, o que 
o levou a garantir suas progressivas vitórias na Rússia. 
e) Herdeira da Filosofia das Luzes, a ideia de nação, tal como 
difundida na França,fundou-se sobre uma concepção universalista 
do homem e de seus direitos naturais. Essa concepção, porém, 
pressupunha o princípio do direito dos povos de dispor sobre si 
mesmos. 
 
Questão 08 
Minha maior glória não consistiu em ter ganho quarenta batalhas; 
Waterloo apagará a memória de tantas vitórias. O que nada 
apagará, o que viverá eternamente, é o meu Código Civil. 
Napoleão Bonaparte 
O Código Civil Napoleônico, promulgado em 1804, assegurava: 
a) que os reis franceses só poderiam aumentar impostos ou alterar 
as leis com a aprovação do Grande Conselho, composto por 
membros do clero, burgueses e nobres. 
b) as conquistas burguesas, como a igualdade do indivíduo perante 
a lei, o direito à propriedade e a proibição da organização de 
sindicatos de trabalhadores e das greves. 
c) uma organização da Europa em novas bases econômicas e 
sociais, fixando uma bipolarização ideológica marcada pela tensão 
internacional, o que reativou o confronto com a Inglaterra. 
d) a harmonização dos interesses conflitantes do capital e do 
trabalho dentro dos quadros das corporações, defendendo que 
tudo deveria ser feito para a nação, pois esta representava a mais 
alta forma de sociedade. 
e) um planejamento econômico e social baseado na intervenção do 
Estado na economia, através de investimentos estatais de monta, 
estimulando uma política de pleno emprego. 
 
Questão 09 
"A Revolução Francesa dominou a história, a própria linguagem e o 
simbolismo da política ocidental, desde sua irrupção até o período 
que se seguiu à Primeira Grande Guerra Mundial". 
Do texto anterior, de Eric Hobsbawm, pode-se inferir ter sido a 
Revolução Francesa um dos processos mais importantes do século 
XVIII. Entre os acontecimentos que a marcaram, destaca-se o 
golpe de 18 Brumário de 1799, pelo qual 
a) a burguesia girondina reassumiu o poder, retomando o controle 
da Revolução. 
b) Napoleão Bonaparte assumiu o poder, na condição de Primeiro 
Cônsul. 
c) se instalou a Ditadura Montanhesa, sob a liderança de 
Robespierre. 
d) se instalou o Regime do Terror, com a aprovação da Lei dos 
Suspeitos. 
e) foi proclamada a República, após a vitória salvadora de Valmy. 
 
Questão 10 
Em 1793, Schiller, um crítico da Revolução Francesa vislumbrou os 
possíveis resultados contra-revolucionários gerados pelo 
movimento de 1789 na seguinte passagem: 
"A tentativa do povo francês de instaurar os sagrados Direitos do 
Homem e de conquistar a liberdade política não fez mais que trazer 
à luz sua impotência e falta de valor a este respeito; o resultado foi 
que não apenas esse povo infeliz mas junto com ele boa parte da 
Europa e todo um século foram atirados de volta à barbárie e à 
servidão". 
O processo contra-revolucionário que veio confirmar o receio do 
autor foi 
a) a eclosão da Guerra dos Cem Anos. 
b) a formação da Santa Aliança. 
c) a proclamação da Comuna de Paris. 
d) as jornadas de 1830 e 1848. 
e) o estabelecimento do Comitê da Salvação. 
 
Questão 11 
A criança deve ser protegida contra as práticas que possam levar à 
discriminação racial, à discriminação religiosa ou a qualquer outra 
forma de discriminação. 
 
Fonte: Quino, TODA A MAFALDA, 1989, Lisboa, Publicações Don Quixote, p.420 
http://3.bp.blogspot.com/-SZAooxf7IrE/UhAaTtNo1KI/AAAAAAAAHxA/R7ZyAvWSSWk/s1600/Sem+t%C3%ADtulo.jpg
Aula 18 – Era Napoleônica e Reação Conservadora Europeia 
 
 
 
 
 
209 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
Sabemos que, assim como na charge da Mafalda, também durante 
as diversas fases da Revolução Francesa discutiu-se a questão 
dos direitos humanos. Foi na Era Napoleônica (1799-1815) que 
alguns desses direitos foram assegurados e vêm até os dias de 
hoje, como, por exemplo, a(o): 
a) propriedade privada. 
b) organização sindical em todos os trabalhos urbanos. 
c) jornada de trabalho de 8 horas diárias. 
d) greve por parte de todos trabalhadores. 
e) voto universal, incluindo o direito de voto das mulheres. 
 
Questão 12 
A expansão napoleônica no século XIX influenciou decisivamente 
vários acontecimentos históricos no período. Dentre esses 
acontecimentos podemos destacar: 
a) A Independência dos Estados Unidos. Com a atenção da 
Inglaterra voltada para as batalhas com a marinha napoleônica, os 
colonos americanos declararam sua independência, vencendo 
rapidamente os ingleses. 
b) A formação da Santa Aliança, um pacto militar entre Áustria, 
Prússia, Inglaterra e Rússia que evitou a eclosão de movimentos 
revolucionários na Europa e impediu a independência das colônias 
espanholas e inglesas na América. 
 c) A Independência do Brasil. Com a ocupação de Portugal pelas 
tropas napoleônicas, houve um enfraquecimento da monarquia 
portuguesa que culminou com as lutas pela independência e o 
rompimento de D. Pedro I com Portugal. 
d) A Independência das colônias espanholas. Em 1808 a Espanha 
foi ocupada pelas tropas napoleônicas ao mesmo tempo em que se 
difundiam os ideais liberais da Revolução Francesa que inspirou as 
lutas pela independência. 
e) O Congresso de Viena. A França de Napoleão assinou um pacto 
com a Áustria, Inglaterra e Rússia cujo objetivo maior era 
estabelecer uma trégua e reorganizar todo o mapa europeu. 
 
Questão 13 
Como general, cônsul e, depois, imperador, Napoleão Bonaparte 
transformou a França de um país sitiado numa potência 
expansionista com influência em todo o continente europeu. No 
entanto, a expansão francesa com seus ideais burgueses 
encontrou muitas resistências principalmente entre as nações 
dominadas por setores aristocráticos. 
Assinale a opção que identifica corretamente uma ação 
implementada pelo governo napoleônico. 
a) O estabelecimento do catolicismo cristão e romano como 
religião de estado. 
b) A descentralização das atividades econômicas, o que permitia 
que as economias locais prosperassem sem o pagamento de 
impostos. 
c) A adoção do Código Civil que garantia a liberdade individual, a 
igualdade perante a lei e o direito à propriedade privada. 
d) O estímulo, por parte das leis francesas, à criação de sindicatos 
de trabalhadores, livres da influência do Estado. 
e) A estatização de toda a propriedade agrícola, comercial e 
industrial nas regiões dominadas pelo exército napoleônico. 
 
Questão 14 
Em 1804, Napoleão Bonaparte recebeu o título de Imperador, 
mediante um plebiscito. Durante sua cerimônia de coroação, ele 
retirou do Papa a coroa e colocou-a em sua cabeça com as 
próprias mãos. Esse gesto ousado representou 
a) o rompimento entre a Igreja Católica Romana e o novo Estado 
Revolucionário Francês. 
b) que Napoleão estava assumindo todas as responsabilidades do 
Poder Moderador na França. 
c) que Napoleão, símbolo máximo da força da burguesia, 
considerava-se mais importante que a tradição da Igreja. 
d) a criação de uma religião de Estado, tendo como figura central o 
Imperador, a exemplo do Anglicanismo inglês. 
 
Questão 15 
"Milhares de séculos decorrerão antes que as circunstâncias 
acumuladas sobre a minha cabeça encontrem um outro na 
multidão para reproduzir o mesmo espetáculo." (Napoleão 
Bonaparte) 
Sobre o Período Napoleônico (1799 - 1815), podemos afirmar que: 
a) consolidou a revolução burguesa na França, através da 
contenção dos monarquistas e jacobinos. 
b) manteve as perseguições religiosas e confisco das propriedades 
eclesiásticas iniciadas durante a Revolução Francesa. 
c) enfrentou a oposição do Exército e dos camponeses ao se fazer 
coroar imperador dos franceses. 
d) favoreceu a aliança militar e econômica com a Inglaterra, 
visando à expansão de mercados. 
e) anulou diversas conquistas do período revolucionário, tais como 
a igualdade entre os indivíduos e o direito de propriedade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
História do Brasil 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURSO ANUAL DE HISTÓRIA DO BRASIL 
Prof. Márcio Michiles 
VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta ConcorrênciaOCUPAÇÃO E INÍCIO DA COLONIZAÇÃO 
O processo da expansão marítima dos séculos XV e XVI orientada 
pela política mercantilista, buscando metais preciosos, novas rotas 
comerciais para fugir do monopólio das cidades italianas, levaram 
ao processo de centralização do poder político e a formação das 
monarquias nacionais. Portugal foi a pioneira na Europa devido a 
revolução de Avis que centralizara o Estado português, fortalecia a 
burguesia e organizava a nobreza em torno do rei além da posição 
geográfica privilegiada, por não estar envolvida em uma guerra 
longa como a dos Cem Anos, uma avançada capacidade de 
navegação permitiram ao Estado português iniciar o processo 
expansionista. 
 
O marco inicial foi a tomada de Ceuta em 1415, núcleo estratégico 
da expansão árabe, sendo justificada inclusive em Portugal como 
uma cruzada cristã. Mas os interesses portugueses foram 
frustrados, os assassinatos, roubos, ataques árabes foram 
constantes forçando Portugal a uma nova rota. 
 
A aventura marítima portuguesa foi denominada Periplo Africano 
porque pretendia alcançar as Índias contornando a África. À 
medida que se conquistavam novas regiões criavam-se Feitorias, 
obtendo lucros negociando os produtos próprios da região 
conquistada. Inclusive com o já lucrativo comercio de escravos. Em 
1498, Vasco da Gama completa a epopeia portuguesa aportando 
em Calicute nas Índias. 
 
Enquanto isso os espanhóis estavam envolvidos na guerra de 
Reconquista, com a figura de Cristovão Colombo e auxilio 
econômico dos reis católicos da Espanha, Colombo chega ate a 
ilha de Guanaani na América, mais tarde o nome será dado em 
referencia ao navegador Américo Vespucio. 
 
A descoberta de novas terras gerou a necessidade de um acordo 
de divisão e legitimidade do Novo Mundo. A Espanha usa sua 
influencia com a Igreja Católica e através do Papa Alexandre VI, 
em 1493 é proclamada a Bula INTERCOETERA, onde através de 
uma linha imaginaria partindo das Ilhas de Cabo Verde, 100 léguas 
em direção ao Ocidente, as terras a oeste seriam da Espanha e as 
terras a leste a Portugal. 
 
Com o conhecimento do Atlântico o Estado Português não aceita a 
divisão. É assinado então o Tratado de Tordesilhas em 1494, 
ampliando a distancia original para 370 léguas a partir das Ilhas do 
Cabo Verde. 
 
Ao reino português era importante assegurar o domínio, 
organizando uma esquadra para este fim. O fidalgo Pedro Alvares 
Cabral comandou a expedição que chegou em 1500. Se houve ou 
não a intencionalidade da chegada dos portugueses ao Brasil e 
irrelevante hoje, muito mais importante e entender o contexto da 
política mercantilista e expansionista do período, além de que na 
Europa já se falava sobre as terras brasileiras, o espanhol Vicente 
Pizon já havia chegado em nosso litoral e levado a noticia. 
 
 
 
PERÍODO PRÉ-COLONIAL (1500-1530) 
O desinteresse português nas terras brasileiras pela falta de mão-
de-obra, prioridade no comercio lucrativo com as Índias além da 
inexistência de relatos de riquezas materiais na carta de Pero Vaz 
de Caminha dão nome a este período de 3 décadas. 
 
A economia pré-colonial centrou-se no pau-brasil, já conhecido do 
europeu pela extração de corantes para tingimento de tecidos e 
moveis. A extração do pau-brasil se deu através do ESTANCO, 
monopólio real de arrendamento para extração. A exploração era 
feita por conta e risco do arrendatário e a Coroa portuguesa sem 
investir nada ainda recebia uma parcela dos lucros, atraindo 
grupos perseguidos na Europa como os Cristaos-Novos (judeus 
convertidos). 
 
Os índios cortavam e transportavam as arvores aos navios em 
troca de objetos de pequeno valor, relação chamada de 
ESCAMBO. Esta atividade econômica não gerou núcleos 
povoadores somente algumas feitorias. Também foram presentes 
neste período expedições exploratórias como a de Gaspar de 
Lemos e Gonçalo Coelho, com o acréscimo da função de evitar as 
invasões estrangeiras. 
 
A França era a principal ameaça para Portugal, prejudicada com o 
Tratado de Tordesilhas, o governo Frances enviava tropas piratas 
ao litoral brasileiro.Com a ameaça de perder o território e o 
comercio com as Índias entrando em decadência, o reino 
português incumbiu Martim Afonso e seu irmão Pero Lopes de 
explorar o litoral ate o Rio Prata, atacar os estrangeiros e povoar, 
sendo fundada a vila de São Vicente. 
 
Foram nomeados os primeiros administradores, órgãos judiciários 
e fiscais distribuídas as primeiras Sesmarias e montado o primeiro 
forte. Porem em condições precárias a Coroa ira optar por um 
sistema já utilizado com sucesso, as Capitanias Hereditárias. 
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