Prévia do material em texto
MATERIAL EXTRA – (HISTÓRIA/FRENTE 2) Lista de Exercícios Extra Aulas 5 e 6 – Roma Antiga Prof. Ferraro Página 1 de 2 1. (Unicamp 2021) Os aposentos comuns são aqueles aos quais o povo pode ir, como os vestíbulos e pátios. Assim, magníficos vestíbulos, aposentos e átrios não são necessários para as pessoas de fortuna comum, pois visitam, mas não são visitados. As casas de banqueiros deveriam ser mais espaçosas e vistosas, protegidas contra ladrões. Advogados e retóricos deveriam morar com elegância. Para aqueles que ocupam cargos e magistraturas, deveriam ser feitos vestíbulos reais, amplos e devidamente decorados com grandeza. (Adaptado de Vitrúvio, “Sobre a Arquitetura”, em Pedro Paulo Funari, Antiguidade Clássica. Campinas: Editora da Unicamp, 2003, p. 81.) O arquiteto romano Vitrúvio expressa, em seu texto clássico sobre os princípios da Arquitetura, a) a naturalização das diferenças sociais impressas na vida material, já que as habitações ditas comuns deveriam ser simples e as dos enriquecidos deveriam ser espaçosas e vistosas. b) a resistência contra as diferenças sociais impressas na vida material, já que as habitações de pessoas de fortuna comum, magistrados e funcionários públicos deveriam ser iguais. c) a percepção das diferenças sociais durante todo o Império Romano, materializadas nas habitações, e a busca por moradias mais belas e espaçosas para todos. d) a determinação em conservar as diferenças sociais no Império Romano, a partir de políticas públicas de construção de moradias amplas para pessoas de fortuna comum. 2. (Fuvest 2021) “Assim se realizam, no correr do século IV, a transformação do cristianismo de religião perseguida em religião do estado e a transformação de um deus rejeitado em um Deus oficial. Os homens e as mulheres que vivem na Europa ocidental passam, em poucos decênios, do culto de uma multiplicidade de deuses a um Deus único”. LE GOFF, J. O Deus da Idade Média. Conversas com Jean-Luc Pouthier. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007, p. 19-20. a) Indique uma motivação que levou o Império Romano a adotar o cristianismo como religião oficial em seus domínios. b) Aponte dois exemplos da incorporação de elementos do paganismo às práticas devocionais cristãs na passagem da Antiguidade para a Idade Média. c) Indique duas características do cesaropapismo que se desenvolveu na cristandade oriental. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Atualmente, muitos estudiosos acreditam que é possível identificar processos de globalização em sociedades pré-modernas, em vista de fenômenos como o encurtamento relativo das distâncias (através de meios de transporte e comunicação mais eficazes), maior conectividade entre regiões previamente isoladas [...]. (Rafael Scopacasa. Revista de História, nº 177, 2018.) 3. (Unesp 2021) A expansão romana pelo mar Mediterrâneo pode ser considerada um exemplo de “globalização em sociedades pré-modernas”, pois envolveu a) eliminação da influência helenista e homogeneização dos hábitos alimentares na zona mediterrânica. b) imposição do monoteísmo romano e unidade monetária em todas as províncias controladas. c) descaracterização cultural dos povos dominados e interrupção da circulação marítima na região. d) uniformização linguística no entorno do mar e intercâmbios culturais entre os povos da região. e) mobilidade intensa de bens e interdependência entre regiões e povos distantes. 4. (Unicamp 2020) Os imperadores romanos que reinaram no século II administraram um vasto império. Eles se tornaram mais abertamente monárquicos e dinásticos, particularmente fora de Roma, onde não precisavam se preocupar com os humores do Senado. Emergiu uma corte itinerante que competia por influência. Comunidades provinciais enviavam um embaixador atrás do outro para acompanhar o imperador onde quer que ele pudesse estar. Poderiam encontrar Adriano às margens do Nilo ou supervisionando a construção da grande muralha que cruzava o norte da Britânia; ajudando a projetar seu templo de Vênus diante do Coliseu; fazendo um discurso para soldados na África. O império era governado de onde o imperador estivesse. (Adaptado de Greg Woolf, Roma. São Paulo: Cultrix, 2017, p. 204.) A partir da leitura do texto, assinale a alternativa correta. a) O Senado, composto por notáveis, fazia oposição à centralização do poder do Imperador e garantia a centralidade do governo em Roma e a democratização das decisões governamentais. b) O Império romano foi marcado pelas disputas de poder entre o Imperador e o Senado. Os conflitos entre eles acabaram por resultar na diminuição do poder do Senado no que diz respeito à administração pública. c) O Senado, composto por notáveis, apoiava a centralização do poder nas mãos do Imperador. A nova estrutura política do Império permitia a mobilidade da administração pública representada pelo Imperador. d) O Império, governado por militares, opunha-se às comunidades provinciais. Isso levou ao desaparecimento do Senado como instituição responsável pela administração pública. 5. (Enem 2020) Ao abrigo do teto, sua jornada de fé começava na sala de jantar. Na pequena célula cristã, dividia-se a refeição e durante elas os crentes conversavam, rezavam e liam cartas de correligionários residentes em locais diferentes do Império Romano (século II da Era Cristã). Esse ambiente garantia peculiar apoio emocional às experiências intensamente individuais que abrigava. SENNET, R. Carne e Pedra. Rio de Janeiro: Record, 2008. Um motivo que explica a ambientação da prática descrita no texto encontra- se no(a) a) regra judaica, que pregava a superioridade espiritual dos cultos das sinagogas. b) moralismo da legislação, que dificultava as reuniões abertas da juventude livre. c) adesão do patriciado, que subvertia o conceito original dos valores estrangeiros. d) decisão política, que censurava as manifestações públicas da doutrina dissidente. e) violência senhorial, que impunha a desestruturação forçada das famílias escravas. Página 2 de 2 6. (Uem 2020) “No período republicano, a estrutura de poder em Roma se concentrou em instituições como o Senado, as assembleias ou comícios e as magistraturas.” (BRAICK, P. R.; MOTA, M. B., 2012, p. 100). A respeito da república romana na Antiguidade Clássica, assinale o que for correto. 01) Os magistrados eram eleitos pelas assembleias para a ocupação dos cargos de cônsul, pretor, censor, questor e edil, e cumpriam o mandato por tempo indeterminado. O ditador, entretanto, recebia do Senado o poder absoluto, mas limitado a seis meses. 02) Com a política expansionista, Roma disputou a supremacia do Mar Mediterrâneo com Cartago, enfrentando os cartagineses em três guerras denominadas Guerras Púnicas. 04) Os plebeus estavam excluídos dos principais cargos públicos, entretanto, a partir das disputas com os patrícios, conquistaram o direito de eleger seus próprios magistrados, denominados tribunos da plebe. 08) As guerras de conquista contribuíram para que Roma elevasse o número de escravos e ampliasse suas riquezas advindas de espólios de guerra e de tributos. 16) A formação do Primeiro e do Segundo Triunvirato teve como objetivo solucionar o problema da questão agrária por meio de reformas que atendiam as reivindicações da plebe. 7. (Ufpr 2020) Para assegurar a ordem entre os conquistados, os romanos tinham que manter postos avançados e acampamentos militares espalhados pelo território imperial. Era preciso alimentar e armar os soldados onde estivessem. (FUNARI, Pedro P. A. Grécia e Roma. São Paulo: Editora Contexto, 2001, p. 91.) Sobre o exército romano, no período imperial, é correto afirmar: a) Foi decisivo nas conquistas territoriais durante o período republicano, perdendo seu prestígio durante o período imperial. b) Permaneceudistante das atividades de manutenção das fronteiras dos territórios. c) Deixou de exercer sua influência no governo após as reformas de Augusto. d) Desempenhou diferentes papéis administrativos e econômicos na manutenção do poder imperial. e) Era limitado em tamanho, o que refletiu num papel político secundário. 8. (Ufpr 2019) Leia o trecho abaixo, escrito por Agostinho de Hipona (354- 430) em 410, sobre a devastação de Roma: Não, irmãos, não nego o que ocorreu em Roma. Coisas horríveis nos são anunciadas: devastação, incêndios, rapinas, mortes e tormentos de homens. É verdade. Ouvimos muitos relatos, gememos e muito choramos por tudo isso, não podemos consolar-nos ante tantas desgraças que se abateram sobre a cidade. (Santo Agostinho. Sermão sobre a devastação de Roma. Tradução de Jean Lauand. Disponível em: <http://www.hottopos.com/mp5/agostinho 1.htm#_ftn2>. Acesso em 11 de agosto de 2018.) Considerando os conhecimentos sobre a história do Império Romano (27 a.C. – 476 d.C.) e as informações do trecho acima, assinale a alternativa que situa o contexto histórico em que ocorreram os problemas relatados sobre Roma e a sua consequência para o Império, entre os séculos IV e V. a) Trata-se do contexto das invasões dos povos visigodos, sendo uma das causas do final do Império Romano do Oriente. b) Trata-se do contexto dos saques de povos vândalos, sendo uma das causas do final do Sacro Império Romano-Germânico. c) Trata-se do contexto das pilhagens de povos ostrogodos, sendo uma das causas do final do Império Bizantino. d) Trata-se do contexto das incorporações de povos vikings, sendo uma das causas do final do Sacro Império Romano do Oriente. e) Trata-se do contexto das invasões de povos bárbaros, sendo uma das causas do final do Império Romano do Ocidente. 9. (Ufrgs 2019) Considere as seguintes afirmações sobre a história antiga de Roma. I. Com o fim do período monárquico, a hierarquia social na República deixou de estar fundada na descendência familiar e na propriedade de terras, valorizando as ocupações ligadas ao comércio urbano e à prática da magistratura. II. No contexto dos séculos III e II a.C., a manumissão de estrangeiros, escravizados a partir de conquistas bélicas, possibilitava a tais indivíduos liberdade social e cidadania política. III. Entre as principais causas do fim da República, estão a invasão de tribos normandas oriundas do norte da Europa, a difusão do cristianismo e a crise econômica provocada pela chamada “Conspiração de Catilina”. Quais estão corretas? a) Apenas I. b) Apenas II. c) Apenas III. d) Apenas I e II. e) I, II e III. 10. (Ufpr 2019) Leia abaixo um excerto das Leis das Doze Tábuas, sistematizadas em 450 a.C.: TÁBUA NONA – Do direito público 1. Que não se estabeleçam privilégios em lei (Ou que não se façam leis contra indivíduos) [...] 3. Se um juiz ou um árbitro indicado pelo magistrado receber dinheiro para julgar a favor de uma das partes em prejuízo de outrem, que seja morto; [...] (Disponível em: <http://www.dhnet.org.br/direitos/anthist/12tab.htm>. Acesso em 07 set. 2018.) A partir dos conhecimentos sobre o período republicano da Roma Antiga (509 a.C. - 27 a.C.): a) Explique as motivações que levaram à sistematização dessas leis e quais mudanças elas trouxeram em relação à vida política e social vigente no período monárquico (753 a.C. - 509 a.C.). b) As Leis das Doze Tábuas deram origem a qual conjunto de leis e normas jurídicas? 11. (Uem 2019) Nos séculos III e IV, o Império Romano enfrentou uma crise que se vincula à escassez da mão de obra escrava. Sobre o assunto, assinale o que for correto. 01) O território romano sofreu a invasão dos povos germânicos que habitavam o norte da Europa; atraídos pelas terras férteis e mais quentes do sul, eles aproveitaram as dificuldades de defesa das fronteiras e nelas trabalharam. 02) Os latifúndios começaram a ser divididos em pequenas propriedades; manter muitos escravos se tornou cada vez mais difícil. 04) Os cristãos, já numerosos no período, consideravam a liberdade um dom natural e a libertação de escravos um ato piedoso que contribuía para a salvação da alma. 08) Constantino, com a publicação do Édito de Milão, extinguiu a mão de obra escrava e criou um exército com os ex-escravos. 16) As guerras diminuíram e, com isso, reduziu-se o número de vencidos, que eram escravizados. A sociedade romana desse período se tornou mais tolerante com os estrangeiros e estendeu o direito de cidadania aos povos conquistados. 12. (Fuvest 2019) (…) o “arco do triunfo” é um fragmento de muro que, Página 2 de 2 embora isolado da muralha, tem a forma de uma porta da cidade. (...) Os primeiros exemplos documentados são estruturas do século II a.C., mas os principais arcos de triunfo são os do Império, como os arcos de Tito, de Sétimo Severo ou de Constantino, todos no foro romano, e todos de grande beleza pela elegância de suas proporções. PEREIRA, J. R. A., Introdução à arquitetura. Das origens ao século XXI. Porto Alegre: Salvaterra, 2010, p. 81. Dentre os vários aspectos da arquitetura romana, destaca‐se a monumentalidade de suas construções. A relação entre o “arco do triunfo” e a História de Roma está baseada a) no processo de formação da urbe romana e de edificação de entradas defensivas contra invasões de povos considerados bárbaros. b) nas celebrações religiosas das divindades romanas vinculadas aos ritos de fertilidade e aos seus ancestrais etruscos. c) nas celebrações das vitórias militares romanas que permitiram a expansão territorial, a consolidação territorial e o estabelecimento do sistema escravista. d) na edificação de monumentos comemorativos em memória das lutas dos plebeus e do alargamento da cidadania romana. e) nos registros das perseguições ao cristianismo e da destruição de suas edificações monásticas. 13. (Famema 2019) O problema das “origens” do feudalismo gerou inúmeras polêmicas sobre o fim do Império Romano no Ocidente (século V) e o surgimento das instituições feudais. Comumente, aceita-se a tese da junção de formas sociais romanas e germânicas que, justapostas, engendrariam as bases da sociedade feudal. Outros historiadores têm procurado ver na própria crise interna do império, particularmente a partir do século III, as causas da decadência romana e sua fragilidade em face dos bárbaros. (Francisco C. T. da Silva. Sociedade feudal, 1982. Adaptado.) As origens do sistema feudal podem ser encontradas a) no declínio da escravidão no Império Romano, o que originou nova forma de trabalho, e na noção de fidelidade pessoal dos germanos. b) no fracasso da reforma agrária no Império Romano, o que intensificou as guerras civis, e na concepção de poder divino dos germanos. c) na assimilação dos povos dominados, que se tornaram plenos cidadãos romanos, e na ideia de propriedade privada dos germanos. d) no fortalecimento da autoridade imperial, que se sobrepôs ao Senado romano, e na tradição das leis escritas dos povos germânicos. e) na crise dos minifúndios romanos, o que gerou intenso êxodo rural, e nas relações escravistas típicas das comunidades germânicas. 14. (Unicamp 2019) Havia em Alexandria uma filósofa chamada Hipátia que foi admitida na escola de Platão, demonstrando competência para ensinar as ciências a todos os que o desejassem. Hipátia interrogava: “Por que as estrelas não caem do céu?” E respondia: “Porque seguem a rota mais perfeita, que é o círculo do céu em torno da Terra, que, por sua vez, é centro do cosmos.” Acreditando nesta tradição e movida pela curiosidade, ela instigava: “Se você não questiona aquilo em que acredita, não pode acreditar.” Além disso, acrescentava: “Eu acredito na filosofia e é preciso nos livrarmos de todas as ideias preconcebidas de qualquernatureza.” Na história da filosofia, Hipátia é considerada uma expoente do neoplatonismo. A oposição entre o neoplatonismo e o cristianismo teria marcado o tempo em que ela viveu. Para o filósofo Pierre Hadot, o neoplatonismo foi um foco de resistência ao cristianismo. Essa resistência continuou até 529, quando o imperador Justiniano proibiu os pagãos de ensinar, fechou as escolas filosóficas de Atenas e passou a perseguir filósofos em Alexandria. Nesse contexto, a matemática Hipátia foi assassinada em 415, em Alexandria, por cristãos fanáticos. (Adaptado de Salma Tannus Muchail, Notícias de Hipátia. Labrys, estudos feministas, v. 23, jan./jun. 2013. Disponível em https://www.labrys.net.br/ labrys23/ filosofia/salma.htm. Acessado em 10/07/2017.) A partir do texto acima e de seus conhecimentos históricos e filosóficos, a) identifique dois princípios filosóficos defendidos por Hipátia; b) aponte e explique uma motivação do imperador Justiniano para perseguir correntes de pensamento não cristãs. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Leia o texto para responder à(s) questão(ões): Enquanto nas cidades o poder ficou nas mãos dos bispos, nos campos, concentrou-se na dos grandes proprietários. O governo romano perdeu força: já não era capaz de cobrar os impostos de maneira eficiente, nem mesmo de pagar os exércitos. Em 476, o último imperador romano foi deposto. Era o fim do Império Romano e do mundo antigo e o início de uma nova era, a Idade Média. (Carlos Augusto Ribeiro Machado. Roma e seu império, 2004. Adaptado.) 15. (Famerp 2019) A queda do Império Romano do Ocidente foi provocada, entre outros fatores, a) pela fragilização do poder central, que gradualmente perdeu o controle das províncias que compunham o Império. b) pelo declínio econômico das colônias asiáticas, que deixaram de fornecer matérias-primas à capital do Império. c) pela hegemonia econômico-financeira da Igreja, que passou a combater militarmente os imperadores pagãos. d) pelo desenvolvimento militar dos impérios macedônio e persa, que se tornaram rivais de Roma e a derrotaram. e) pelas invasões dos bárbaros, que saquearam o Império Romano e, assim, facilitaram sua conquista pelos hunos. 16. (Fuvest 2018) Os Impérios helenísticos, amálgamas ecléticas de formas gregas e orientais, alargaram o espaço da civilização urbana da Antiguidade clássica, diluindo-lhe a substância [...]. De 200 a.C. em diante, o poder imperial romano avançou para leste [...] e nos meados do século II as suas legiões haviam esmagado todas as barreiras sérias de resistência do Oriente. P. Anderson. Passagens da Antiguidade ao feudalismo. Porto: Afrontamento, 1982. Na região das formações sociais gregas, a) a autonomia das cidades-estado manteve-se intocável, apesar da centralização política implementada pelos imperadores helenísticos. b) essas formações e os impérios helenísticos constituíram-se com o avanço das conquistas espartanas no período posterior às guerras no Peloponeso, ao final do século V a.C. c) a conquista romana caracterizou-se por uma forte ofensiva frente à cultura helenística, impondo a língua latina e cerceando as escolas filosóficas gregas. d) o Oriente tornou-se área preponderante do Império Romano a partir do século III d.C., com a crise do escravismo, que afetou mais fortemente sua parte ocidental. e) os espaços foram conquistados pelas tropas romanas, na Grécia e na Ásia Menor, em seu período de apogeu, devido às lutas intestinas e às rivalidades entre cidades-estado. 17. (Ufpr 2018) Leia o texto a seguir: Página 2 de 2 Foi a República Romana que primeiro uniu a grande propriedade agrícola com a escravidão em grupos no interior em maior escala. O advento da escravidão como um modo de produção organizado inaugurou – como na Grécia – a fase clássica que distinguia a civilização romana, o apogeu de seu poder e de sua cultura. Mas enquanto na Grécia isso havia coincidido com a estabilização da pequena agricultura e de um compacto corpo de cidadãos, em Roma foi sistematizado por uma aristocracia urbana a qual já gozava de um domínio social e econômico sobre a cidade. O resultado foi a nova instituição rural do latifundium escravo extensivo. A mão de obra para as enormes explorações que emergiam do século III a.C. em diante era abastecida pela espetacular série de campanhas que deu a Roma o poder sobre o mundo mediterrâneo. (ANDERSON, Perry. Passagens da antiguidade ao feudalismo. São Paulo: Brasiliense, 1995, p. 58.) Tendo como alvo a República Romana, assinale a alternativa correta. a) A desestruturação agrária em Roma, que estabeleceu sistemas de latifúndios, beneficiou os grupos empobrecidos, uma vez que estes podiam abandonar o campo e se estabelecer em cidades. b) As guerras constantes ajudaram as classes dominantes da Roma republicana a desviar a atenção dos problemas fundiários derivados do latifundium nos séculos seguintes. c) Foi por meio da intervenção dos irmãos Graco que o problema da reforma agrária foi resolvido no século II, pois os poderes políticos foram transplantados ao senado e, assim, Roma viu mais um século de paz. d) Os tribunos da plebe tiveram um papel importante no processo da reforma agrária romana, possibilitando a transformação do modo de vida de maneira a permitir que todo pequeno agricultor transformasse sua propriedade em um Domus. e) O domínio social e econômico das cidades provinha de delicada relação entre a manutenção de sistemas agrários em que a mão de obra escrava era aproveitada de forma esporádica e a utilização ocasional de grandes extensões de terra. 18. (Unesp 2018) O mapa do Império Romano na época de Augusto (27 a.C. – 14 d.C.) demonstra a) a dificuldade das tropas romanas de avançar sobre territórios da África e a concentração dos domínios imperiais no continente europeu. b) a resistência do Egito e de Cartago, que conseguiram impedir o avanço romano sobre seus territórios. c) a conformação do maior império da Antiguidade e a imposição do poder romano sobre os chineses e indianos. d) a iminência de conflitos religiosos, resultantes da tensão provocada pela conquista de Jerusalém pelos cristãos. e) a importância do Mar Mediterrâneo para a expansão imperial e para a circulação entre as áreas de hegemonia romana. 19. (Fac. Pequeno Príncipe - Medici 2018) Leia abaixo o trecho escrito por Tácito acerca do Império Romano. Aos que pereciam, acrescentaram-se zombarias. Alguns, cobertos por peles de animais, foram estraçalhados por cães e pereceram; ou eram pregados a cruzes, e por vezes queimados, para servir de iluminação noturna quando a luz do dia havia expirado. Nero ofereceu seus jardins para o espetáculo e ofereceu jogos de circo, misturando-se entre o povo em trajes de condutor de carro, ou conduzindo o carro. Por isso, embora a condenação fosse contra culpados e merecedores dos piores castigos, entre o povo surgiu pena para com eles, como se não estivessem morrendo por utilidade pública, mas devido à crueldade de um só indivíduo. BONI, Luis Alberto de. O estatuto jurídico das perseguições dos cristãos no Império Romano. In: Trans/Form/Ação. Vol.37, Marília, 2014. Esse texto expõe atitudes polêmicas de Nero que teriam sido direcionadas contra a) escravos, mortos em lutas de gladiadores e outros espetáculos públicos dentro de sua nova política de pão e circo, como forma de alienar a população de seus problemas cotidianos. b) povos bárbaros, que continuavam a adorar seus deuses familiares e não aceitavam o culto ao imperador e aos deuses do panteão romano. c) estrangeiros, vistos como uma ameaça pelos romanos graças às constantes invasões e saques que proporcionavam contra o império. d) rebeldes, cidadãos romanos que foram condenados por delitos contra os órgãos estatais e punidos exclusivamente com aviolência pública como forma de expirar seus crimes. e) cristãos, perseguidos por não aceitarem a divindade do imperador e por recusarem o uso da escravidão, tão importante dentro do sistema econômico romano. 20. (Upf 2018) O historiador romano Tácito escreveu sobre o tratamento dado aos cristãos em Roma: “[...] uma grande multidão foi condenada não apenas pelo crime de incêndio mas por ódio contra a raça humana. E, em suas mortes, eles foram feitos objetos de esporte, pois foram amarrados nos esconderijos de bestas selvagens e feitos em pedaços por cães, ou cravados em cruzes, ou incendiados, e, ao fim do dia, eram queimados para servirem de luz noturna.” (TÁCITO, Cornelius. Anais. Rio de Janeiro: W. M. Jackson, 1964). Sobre o tratamento dado aos cristãos pelo Estado Romano, é correto afirmar: a) A perseguição violenta desencadeada contra os seguidores do cristianismo foi praticada até a queda do Império Romano. b) A violência contra os cristãos foi decorrente da fraqueza doutrinária da sua religião, o que facilitava a aplicação da justiça por parte do Estado Romano. c) As perseguições aos cristãos foram circunstanciais, motivadas pelo fanatismo de alguns governantes, pois o Estado Romano tolerava a presença de todas as religiões. d) Apenas os principais líderes cristãos foram perseguidos, pois o Estado Romano se caracterizava pela tolerância religiosa. e) As razões da violenta perseguição ao cristianismo no Império Romano têm relação com o fato de que os cristãos não aceitavam que o Imperador fosse adorado como um deus. 21. (Fgv 2018) A vida privada dos escravos romanos à época do Império é um espetáculo pueril que se olha com desdém. No entanto, esses homens tinham vida própria; por exemplo, participavam da religião, e não apenas Página 2 de 2 da religião do lar que, afinal, era o seu: fora de casa, um escravo podia perfeitamente ser aceito como sacerdote pelos fiéis de alguma devoção coletiva; podia também se tornar padre dessa Igreja cristã que nem por um momento pensou em abolir a escravidão. Paganismo ou cristianismo, é possível que as coisas religiosas os tenham atraído muito, pois bem poucos outros setores estavam abertos para eles. Os escravos também se apaixonavam pelos espetáculos públicos do teatro, do circo e da arena, pois, nos dias de festa, tinham folga, assim como os tribunais, as crianças das escolas e... os burros de carga. (Paul Veyne, O Império Romano. Em: Paul Veyne (org.). História da vida privada v. 1: do Império Romano ao ano mil, 2009. Adaptado) A partir da discussão presente no trecho, é correto afirmar: a) a característica fundante do escravismo romano era a origem étnica, o que fazia com que a escravização dos povos conquistados e o tráfico nas fronteiras do Império proporcionassem a grande maioria da mão de obra servil, ao mesmo tempo em que a escravidão entre os próprios romanos havia caído em desuso desde a crise da República. b) os escravos na sociedade romana não eram uma coisa, mas seres humanos, na medida em que até os senhores que os tratavam desumanamente impunham-lhes o dever moral de ser bons escravos, de servir com dedicação e fidelidade, características necessariamente humanas; no entanto, esses seres humanos eram igualmente um bem cuja propriedade seu amo detinha. c) a escravidão caracterizava as relações de produção em Roma e os escravos, em sua inferioridade jurídica, desempenhavam uma função produtiva, marcados por um lugar social de pobreza, privação e precariedade, estando associados às formas braçais de trabalho e à produção de bens materiais em uma sociedade altamente hierarquizada. d) a justificativa moral da escravidão sofreu uma intensa transformação ao longo dos séculos, de tal forma que a própria sociedade romana passou a questioná-la, tornando mais brandas as relações escravistas em meio à transformação do cristianismo em religião oficial do Império, o que contribuiu para o aprofundamento da crise do escravismo. e) as relações escravistas caracterizaram os tempos da República romana, muito associadas ao poder dos patrícios, pertencentes à aristocracia de grandes proprietários, mas entraram em decadência na passagem para o Império, pois os generais que centralizaram o poder reconheciam na escravidão um mecanismo de enfraquecimento do exército. 22. (Unesp 2018) [...] os romanos foram bem-sucedidos em unificar as regiões por eles conquistadas. Isso não significou, no entanto, que essa imensa área tenha deixado de possuir costumes e organizações bem diferentes. [...] Especialmente no que diz respeito à língua, o Império permaneceu dividido, e isso acabou influindo nas diferentes culturas. Na prática, podem-se observar duas grandes áreas culturais, a ocidental e a oriental. O lado ocidental adotou como língua o latim; no oriental, o grego foi a língua mais difundida. [...] Mais importante do que a língua era a diversidade religiosa. A maioria dos povos da Antiguidade era politeísta, o que significa que admitiam a existência de vários deuses. Isso tornava mais fácil conviver com crenças diferentes, o que foi celebrado com a construção do Panteão: um enorme edifício construído em Roma para ser templo de todos os deuses. (Carlos Augusto Ribeiro Machado. Roma e seu império, 2004.) a) Cite dois fatores que justifiquem a afirmação do texto de que “os romanos foram bem-sucedidos em unificar as regiões por eles conquistadas”. b) É possível afirmar que a tolerância à diversidade religiosa no Império Romano era limitada? Explique e exemplifique. 23. (Uel 2018) Durante o século II, o Império Romano atingiu sua máxima extensão territorial, dominando quase toda a atual Europa, o norte da África e partes do Oriente Médio. No final do século IV, porém, essa unidade começaria a ser desfeita com a divisão do império em duas porções: a ocidental, com a capital em Roma, e a oriental, com a capital em Bizâncio. Nos séculos IV e V, a fragmentação territorial se aprofundou ainda mais e o Império Romano do Ocidente acabou desaparecendo para dar lugar a diversos reinos germânicos. Quanto à desagregação e queda do Império Romano do Ocidente, assinale a alternativa correta. a) O êxodo rural causado pelos ataques dos povos germânicos resultou num crescimento desordenado das cidades, criando instabilidade e desordem política nos centros urbanos e forçando a abdicação do último imperador romano. b) O paganismo introduzido no Império Romano pelas tribos germânicas enfraqueceu o cristianismo e causou a divisão entre cristãos católicos e ortodoxos, encerrando o apoio da Igreja ao imperador e consequentemente fazendo ruir o império. c) A língua oficial do Império Romano, o latim, ao se fundir com os idiomas falados pelos invasores, deu origem às línguas germânicas, dificultando a administração dos territórios que se tornaram cada vez mais autônomos até se separarem de Roma. d) A disputa entre os patrícios romanos e a plebe pelas terras férteis facilitou a invasão do império pelos “povos bárbaros”, pois o exército romano foi obrigado a deixar as fronteiras desguarnecidas para defender os proprietários das terras das constantes rebeliões. e) Com o fim das conquistas territoriais, o escravismo e a produção entraram em declínio, somado às “invasões bárbaras” e à ascensão do cristianismo, que aceleraram a fragmentação e queda de Roma. 24. (Enem 2017) TEXTO I Sólon é o primeiro nome grego que nos vem à mente quando terra e dívida são mencionadas juntas. Logo depois de 600 a.C., ele foi designado “legislador” em Atenas, com poderes sem precedentes, porque a exigência de redistribuição de terras e o cancelamento das dívidas não podiam continuar bloqueados pela oligarquia dos proprietários de terra por meio da força ou de pequenas concessões. FINLEY, M. Economia e sociedade na Grécia antiga. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2013 (adaptado).TEXTO II A “Lei das Doze Tábuas” se tornou um dos textos fundamentais do direito romano, uma das principais heranças romanas que chegaram até nos. A publicação dessas leis, por volta de 450 a.C., foi importante pois o conhecimento das “regras do jogo” da vida em sociedade é um instrumento favorável ao homem comum e potencialmente limitador da hegemonia e arbítrio dos poderosos. FUNARI, P. P. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2011 (adaptado). O ponto de convergência entre as realidades sociopolíticas indicadas nos textos consiste na ideia de que a a) discussão de preceitos formais estabeleceu a democracia. b) invenção de códigos jurídicos desarticulou as aristocracias c) formulação de regulamentos oficiais instituiu as sociedades. d) definição de princípios morais encerrou os conflitos de interesses. e) criação de normas coletivas diminuiu as desigualdades de tratamento. 25. (Famerp 2017) Durante o século IV, a velocidade da expansão do cristianismo aumentou muito, especialmente nas cidades [romanas]. As antigas crenças continuaram existindo, mas o número de fiéis diminuiu muito. Os cristãos passaram a chamar os adeptos das outras religiões de Página 2 de 2 pagãos e, em algumas ocasiões, se dedicaram a destruir seus templos e as estátuas dos deuses antigos. Isso não significa que as religiões tenham vivido em conflito. O cristianismo tomou diversas ideias e características do paganismo para si. Os livros escritos no início do Império e na época da República eram considerados obras-primas da literatura, e mesmo os que falavam de outros deuses eram lidos e apreciados pelos cristãos. Carlos Augusto Ribeiro Machado. Roma e seu império, 2004. Adaptado. Segundo o texto, a ascensão do cristianismo na Roma Antiga a) não impediu o avanço de outras formas de religiosidade, e o paganismo, apesar de reprimido, continuou a crescer e manteve-se hegemônico. b) deu-se a partir das conquistas romanas na Palestina e revelou a correção e a supremacia religiosa da fé cristã frente às antigas religiões. c) não impediu a manifestação de outras formas de religiosidade e, apesar de terem ocorrido tensões, algumas antigas práticas religiosas persistiram. d) deu-se a partir das cruzadas, que levaram a fé cristã aos pagãos, judeus e muçulmanos que controlavam as terras do Oriente Próximo. e) deu-se a partir do extermínio dos grupos que professavam crenças antigas e da eliminação dos materiais que contivessem referências ao paganismo. 26. (Uel 2017) Otávio tornou-se o primeiro imperador no período do alto império romano e a Pax romana impôs militarmente seu domínio hegemônico no cotidiano de diferentes povos da região norte da África e de grande parte da Europa. Com base nos conhecimentos sobre o Império Romano sob o governo de Otávio, considere as afirmativas a seguir. I. Quando Otávio se tornou o primeiro romano a congregar o título de Augusto, implantou-se o culto ao governante, diferentemente dos dirigentes anteriores. II. Otávio buscou interferir no cotidiano dos romanos ao incentivar a constituição de famílias numerosas e impor punição às mulheres adúlteras. III. Sob seu governo, estabeleceu-se uma diferença dos governos anteriores pelo sistema de coleta de impostos, pois o Estado assumiu o papel que era dos publicanos. IV. A organização social dos romanos distribuído em ordens sociais foi revisada e implantou-se a hereditariedade como critério privilegiado da diferenciação. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas I e II são corretas. b) Somente as afirmativas I e IV são corretas. c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 27. (Unesp 2017) A Igreja foi responsável direta por mais uma transformação, formidável e silenciosa, nos últimos séculos do Império: a vulgarização da cultura clássica. Essa façanha fundamental da Igreja nascente indica seu verdadeiro lugar e função na passagem para o Feudalismo. A condição de existência da civilização da Antiguidade em meio aos séculos caóticos da Idade Média foi o caráter de resistência da Igreja. Ela foi a ponte entre duas épocas. (Perry Anderson. Passagens da Antiguidade ao Feudalismo, 2016. Adaptado.) O excerto permite afirmar corretamente que a Igreja cristã a) tornou-se uma instituição do Império Romano e sobreviveu à sua derrocada quando da invasão dos bárbaros germânicos. b) limitou suas atividades à esfera cultural e evitou participar das lutas políticas durante o Feudalismo. c) manteve-se fiel aos ensinamentos bíblicos e proibiu representações de imagens religiosas na Idade Média. d) reconheceu a importância da liberdade religiosa na Europa Ocidental e combateu a teocracia imperial. e) combateu o universo religioso do Feudalismo e propagou, em meio aos povos sem escrita, o paganismo greco-romano. 28. (Unicamp 2017) A imagem acima retrata parte do mosaico romano de Nennig, um dos mais bem conservados que se encontram até o momento no norte da Europa. A composição conta com mais de 2160 m e apresenta como tema cenas próprias de um anfiteatro romano. https://fr.wikipedia.org/wiki/Perl_(Sarre)#/media/File:Retiarius_stabs_secutor_(color).jpg. Acessado em: 12/08/2016. A partir da leitura da imagem e do conhecimento sobre o período em questão, pode-se afirmar corretamente que a imagem representa a) uma luta entre três gladiadores, prática popular entre membros da elite romana do século III d. C, que foi criticada pelos cristãos. b) a popularidade das atividades circenses entre os romanos, prática de cunho religioso que envolvia os prisioneiros de guerra. c) uma das ações da política do pão e do circo, estratégia da elite romana que usava cidadãos romanos na arena, para lutarem entre si e, assim, divertir o povo. d) uma luta entre gladiadores, prática que tinha inúmeras funções naquela sociedade, como a diversão, a tentativa de controle social e a valorização da guerra. 29. (Unicamp 2017) “Onde está aquela tua prudência? Onde está a sagacidade nas coisas que se devem discernir? Onde está a grandeza de alma? Já as pequenas coisas te afligem? (...) Nenhuma destas coisas é insólita, nenhuma inesperada. Ofender-te com estas coisas é tão ridículo quanto te queixares porque caíste em público ou porque te sujaste na lama. (...) O inverno faz vir o frio: é necessário gelar. O tempo traz de novo o calor: é necessário arder. A intempérie do céu provoca a saúde: é necessário adoecer. Uma fera em algum lugar se aproximará de nós, e um homem mais pernicioso que todas as feras. Algo a água, algo o fogo nos retirará. Esta condição das coisas não podemos mudar. Mas isto podemos: adotar um espírito elevado e digno do homem nobre para que corajosamente suportemos as coisas fortuitas e nos harmonizemos com a Natureza.” Sêneca, Carta de Sêneca a Lucílio, CVII. Prometeus, Maceió, ano 1 – nº 1, p.121, jan.-jun. 2008. Disponível em https://www.academia.edu/4204064. Acessado em 19/12/2016. A partir da leitura do texto escrito pelo filósofo Sêneca, a) identifique e explique um princípio do estoicismo latino; b) cite dois legados culturais do mundo romano, além da filosofia, para a tradição ocidental. 30. (Uece 2017) Plutarco atribuiu ao Tribuno da Plebe, Tibério Graco, o seguinte discurso dirigido aos pobres de Roma: “As feras que atravessam os bosques da Itália têm cada uma seus abrigos e suas tocas; os que lutam e morrem pela defesa da Itália só têm o ar e luz Página 2 de 2 e nenhuma outra coisa mais. Sem teto para se abrigar, eles vagueiam com seus filhos e suas mulheres. Os enganam seus generais quando, nas batalhas, os estimulam a combater pelos templos de seus deuses, pelas sepulturas de seus pais. Isto porque, de um grandenúmero de romanos, não há um só que tenha o seu altar doméstico nem seu jazigo familiar. Eles combatem e morrem para alimentar a opulência e o luxo de outros, e, quando dizem que são senhores de todo o mundo, eles não são donos sequer de um pedaço de terra”. Apud Plutarco. Vidas Paralelas. Tomo VI. P. 209-210. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=6 712 Com essas palavras, o Tribuno Tibério Graco nos informa que Roma a) possuía uma grande camada social desprovida de acesso à propriedade, contudo, era essa camada que garantia o sucesso militar e o poderio das elites romanas. b) tinha uma organização social baseada numa justa distribuição da riqueza e era alicerçada pelo poderio militar. c) tinha uma sociedade baseada na tradição de culto aos antepassados e todos os romanos tinham sua terra e um lugar para cultuar seus entes. d) vivia sobre uma constante tensão social em função do apoio irrestrito dos pobres aos militares, já que estes garantiam ao povo a propriedade da terra, mesmo a contragosto dos latifundiários. Página 2 de 2 Gabarito: Resposta da questão 1: [A] [Resposta do ponto de vista da disciplina de História] O autor expressão a materialização das diferenças sociais existentes na Roma Antiga na arquitetura e no urbanismo, uma vez que destaca que os aposentos e moradias tinham construções diferentes dependendo de quem fosse o dono ou de que estrato social os frequentasse. [Resposta do ponto de vista da disciplina de Sociologia] A arquitetura das habitações revela as desigualdades sociais sobre as quais determinada sociedade se constrói. No caso descrito no texto, as “pessoas de fortuna comum” são aqueles que estão fora da elite e, por isso, não devem ter casas opulentas. Em contrapartida, a elite é aquela que deve ter suas casas mais espaçosas e pomposas. Resposta da questão 2: a) Apesar da perseguição sofrida, o número de cristãos aumentava de forma considerável levando os imperadores romanos a apoiarem a religião cristã-católica para facilitar seu projeto de poder político, foi o caso do imperador Constantino, que no ano de 313, aprovou o Edito de Milão concedendo liberdade de culto aos cristãos. b) Valorização de espaços públicos para celebrar o culto (construção das igrejas em estilo românico) e a escolha do dia 25 de dezembro para ser o dia de natal. Para os pagãos era a festa de culto ao sol. c) A igreja (patriarca de Constantinopla) era submissa ao Estado (imperador), a não aceitação do papa de Roma como chefe da Igreja de Constantinopla. Resposta da questão 3: [E] Na antiguidade, surgiram impérios que já possuíam aspectos globalizantes, tais como o Império Romano que impôs aos dominados sua língua, o latim, construíram estradas para facilitar a comunicação entre povos distantes, investiram em meios de transportes para agilizar a locomoção, etc. Gabarito [E]. Resposta da questão 4: [B] As disputas entre os senadores romanos marcaram a República Romana, contribuindo para uma crise que levou ao surgimento de Triunviratos, o que levou a República a chegar ao fim a partir do Principado de Otávio Augusto, que inaugurou o Império Romano. Durante esse período, a concentração de poder na mão dos Imperadores cresceu, fazendo com que o poder do Senado diminuísse. Resposta da questão 5: [D] O Cristianismo, até a sua adoção como religião oficial em Roma, enfrentou censura e perseguição por parte dos governos romanos. Como, dentre outras coisas, os cristãos não aceitavam a sacralidade do Imperador romano, eles eram perseguidos pelo governo e os cultos cristãos eram proibidos e censurados. Daí a necessidade de aconteceram às escondidas, dentro de residências particulares. Resposta da questão 6: 02 + 04 + 08 = 14. A afirmativa [01] está incorreta porque os mandatos de cônsul, pretor, censor, questor e edil não tinham duração indeterminada ou vitalícia; A afirmativa [16] está incorreta porque a formação dos Triunviratos está relacionada ao aumento de poder dos generais romanos, num processo iniciado pelas guerras de expansão. Dotados de prestígio, os generais passaram a aspirar ao aumento de seu poder político em Roma. Os Triunviratos foram, então, tentativas de tomada de poder pelos generais na República Romana. Resposta da questão 7: [D] O povo romano na antiguidade era caracterizado pelo seu aspecto militarista, belicoso, expansionista e prático. Desta forma, o exército romano teve um papel fundamental tanto no contexto da República quanto do Império, exercendo as mais diversas funções sociais: defesa do território, administração, manutenção do poder imperial, etc. Gabarito [D]. Resposta da questão 8: [E] Somente a alternativa [E] está correta. Santo Agostinho, 354-430, viveu no contexto de uma profunda crise que contribuiu para o fim do Império Romano do Ocidente no ano de 476. O cenário foi caracterizado por uma crise econômica, política, escravista, êxodo urbano, etc. Entre tantos problemas, o Império Romano sofreu com uma intensa onda de invasões bárbaras marcadas por muita violência. Exatamente isso que Agostinho de Hipona estava retratando. Resposta da questão 9: [B] A afirmativa [I] está incorreta porque o Período Monárquico romano chegou ao fim por iniciativa dos Patrícios numa tentativa clara de não perder seus privilégios e de não permitir a ascensão social dos Plebeus e, por isso, a hierarquia social romana foi mantida na República; A afirmativa [III] está incorreta porque as invasões normandas e a difusão do Cristianismo aconteceram durante a fase do Império Romano. A Conspiração de Catilina, por sua vez, apesar de ocorrida na República, não provocou uma crise econômica, mas sim uma crise institucional. Resposta da questão 10: a) No contexto da República, 509-27 a.C, ocorreram grandes transformações em Roma, entre elas, a luta de classes entre patrícios e plebeus culminando em diversas conquistas plebeias através da aprovação de leis. Lei da Licínia (igualdade política), Canuleia (igualdade civil), Olgúnia, entre outras que foram aprovadas nesse momento. b) As Leis das Doze Tábuas caracterizam essas conquistas dos plebeus, trata-se da primeira compilação escrita das leis romanas responsáveis pelos fundamentos essenciais do Direito Romano. Resposta da questão 11: 01 + 02 + 04 + 16 = 23. A afirmativa [08] está incorreta porque o Edito de Milão oficializou que o Estado romano estaria isento de participação religiosa, o que pôs fim à perseguição aos cristãos em Roma. Resposta da questão 12: [C] O militarismo teve papel central na consolidação da República romana. A sociedade criou o costume de celebrar as vitórias militares – e as consequentes expansões territoriais – em uma cerimônia batizada de triunfo que, ao longo do tempo, acabou levando à construção de edificações em forma de arco. Daí a expressão arco do triunfo. Resposta da questão 13: [A] No Baixo Império Romano, séculos III, IV e V, ocorreu a crise e o fim do Império. A crise escravista provocou um problema generalizado na esfera política, econômica e social. A falta de alimento na cidade, contribuiu para um processo de ruralização, isto é, o êxodo urbano, era a transição do escravismo para o regime feudalismo. Neste contexto, ocorreram as invasões dos bárbaros germânicos contribuindo para a queda de Roma no ano de 476. Assim, a origem do sistema feudal está vinculada a elementos culturais romanos e germânicos. Gabarito [A]. Resposta da questão 14: a) O Neoplatonismo foi uma escola filosófica com caráter metafísico e epistemológico com viés Platônico que existiu no contexto da crise do Império Romano, séculos III, IV e V. O pensamento de Hipátia era pautado no Racionalismo através de uma coerência intelectual e também no Criticismo caracterizado no questionamento de “verdadesabsolutas”. b) Justiniano governou o Império Bizantino entre os anos de 527 até 565, representando o auge da história desse império. Expandiu as fronteiras, organizou o famoso “Corpus Juris Civilis”, construiu a Igreja de Santa Sofia. O imperador atuou de maneira enérgica para construir uma unidade religiosa e consequentemente aumentar seu poder, daí a perseguição aos “diferentes”. Página 2 de 2 Resposta da questão 15: [A] Durante o Baixo Império Romano, séculos III, IV e V, ocorreram transformações estruturais no Império Romano contribuindo para a crise e a queda de Roma, bem como para a transição do mundo Antigo para o Medieval ou do escravismo para o feudalismo. O texto de Carlos Augusto Ribeiro Machado aponta para a crise política do Império Romano com a fragilização do poder imperial que culminou no maior poder das províncias. Em função da dificuldade de cobrar impostos, faltaram recursos para pagar os militares, daí que o exército romano foi fragilizado exatamente no momento em que ocorreram as invasões bárbaras. Gabarito [A]. Resposta da questão 16: [D] A partir da crise do Império Romano, a conhecida Crise do Século III, a preponderância de Roma concentrou-se na sua parte Oriental, uma vez que os efeitos da crise foram mais sentidos no lado Ocidental do Império, que acabou por sucumbir às invasões bárbaras pouco tempo depois. Resposta da questão 17: [B] Uma das principais marcas da República romana foi a expansão territorial. Tal expansão foi realizada através de conquistas bélicas e trouxe, para Roma, a ampliação territorial e, principalmente, a ampliação da utilização do escravo de guerra. Esse uso impulsionou o latifúndio agrícola romano, ajudando no desenvolvimento econômico em Roma. Resposta da questão 18: [E] Os romanos dominaram as terras em torno no Mar Mediterrâneo ainda no período republicano, o que os fazia chamar tal mar de Mare Nostrum. A partir desse domínio, o Mediterrâneo passou a ser fundamental para a circulação dentro de Roma, seja de pessoas ou de produtos. Resposta da questão 19: [E] A historiografia tradicional atribuiu a Nero o incêndio em Roma para punir os cristãos. As ideias cristãs abalaram as estruturas do Império Romano uma vez que criticou a escravidão, a desigualdade social, o politeísmo e o culto a imagem do imperador. Somente a alternativa [E] está correta. Resposta da questão 20: [E] Somente a alternativa [A] está correta. As ideias cristãs abalaram as estruturas do Império Romano culminando na crise e fim do mesmo. Diferente da religião romana, os cristãos eram monoteístas e não aceitavam que os imperadores fossem cultuados como divindades. Resposta da questão 21: [B] As definições da situação dos escravos em Roma eram complexas: o escravo era, ao mesmo tempo, aos olhos do seu dono, humano e mercadoria (ou propriedade). Sendo assim, apesar das imposições relativas ao conceito de propriedade, o escravo podia exercer atividades de relativa liberdade, como as citadas no texto. Resposta da questão 22: a) Podemos citar os seguintes fatores: (1) os povos conquistados recebiam o direito à cidadania romana e (2) todos os lugares conquistados por Roma recebiam a estrutura político-administrativa aplicada pelo Estado Romano. b) Como o texto afirma, o politeísmo facilitava o entendimento entre os romanos e os povos conquistados por eles. Mas podemos identificar a intolerância religiosa no Império Romano para com o Cristianismo, que por ser uma religião monoteísta negava a divindade dos Imperadores romanos, sendo considerada, por isso, inadequada. Resposta da questão 23: [E] Somente a alternativa [E] está correta. Com a Pax Romana, interrompe-se a expansão territorial do Império. Uma vez que não se conquistam novos territórios, os escravos, em geral prisioneiros de guerra, começam a escassear, dando início a uma profunda crise de mão de obra e produção agrícola. As invasões das tribos germânicas se tornam cada vez mais comuns, e a ascensão do cristianismo choca-se com a tradição religiosa romana. Resposta da questão 24: [E] A similaridade buscada pela questão não se estabelece por completo, uma vez que a eliminação das desigualdades se fez mais presente na aplicação da Lei das XII Tábuas, em Roma, do que na Reforma Jurídica de Sólon, na Grécia. Mesmo assim, a resposta possível é a alternativa [E]. Resposta da questão 25: [C] Somente a alternativa [C] está correta. O texto do historiador Carlos Augusto Ribeiro Machado faz referência ao surgimento do Cristianismo no contexto da passagem da Idade Antiga para a Idade Média quando o paganismo e o cristianismo, apesar de alguns conflitos, o cristianismo tomou diversas características do paganismo para si. Resposta da questão 26: [D] [IV] Incorreta, porque o governo de Otávio Augusto não mudou a organização social romana, baseada na divisão: patrícios, plebeus e escravos. Resposta da questão 27: [A] O texto deixa claro que, na passagem da Antiguidade para a Idade Média, uma das poucas “pontes” foi a presença e influência da Igreja Católica. Surgida durante o Império Romano, a Igreja Católica “sobreviveu” ao caos da derrocada romana e tornou-se a instituição mais influente do Feudalismo. Resposta da questão 28: [D] A luta entre os gladiadores era uma prática comum romana, iniciada no fim da República e adotada por todo o Império. Os gladiadores provinham das classes sociais inferiores ou dos escravos de conquista de Roma. Suas lutas faziam parte da política do pão e circo. Dito isso, as lutas tinham três funções: entreter o povo em espetáculos públicos, estabelecer o controle das classes altas sobre as mais baixas e valorizar o espírito guerreiro romano. Resposta da questão 29: a) Segundo o estoicismo, existe uma ordem moral que regulamenta o Universo, e o homem, para encaixar-se nela, deve se desenvolver moralmente, buscando renegar a luxúria e a paixão, por exemplo. b) Podemos citar o latim, o direito romano e a república. Resposta da questão 30: [A] Somente a proposição [A] está correta. O texto de Plutarco aponta para a expansão romana ocorrida durante a República, 509-27 a.C. Em decorrência desta expansão, inúmeras transformações ocorreram na sociedade, economia, política e nos valores. Aumentou a escravidão, a desigualdade social e a violência. As terras conquistadas tonaram-se propriedades públicas, ou seja, do Estado. Embora fosse responsável pela base material, o homem humilde e pobre foi o maior prejudicado com esta expansão, daí a frase “as feras que atravessam os bosques da Itália têm cada uma seus abrigos e suas tocas; os que lutam e morrem pela defesa da Itália só têm o ar e luz e nenhuma outra coisa mais. Sem teto para se abrigar, eles vagueiam com seus filhos e suas mulheres”.