Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

• Código Civil ⟶ Lei Federal nº 10460 de 10 de janeiro de 2002 (código 
vigente). 
• Codificação: Surge da necessidade de unificar e uniformizar a legislação 
vigente em determinada matéria, simplificando o direito e facilitando o seu 
conhecimento, dando-lhe certeza e estabilidade. 
• A codificação na esfera do direito provado passou a ser a garantia das 
liberdades civis, assegurando a autonomia do individuo contra a ingerência do 
poder estatal. 
• Direito Civil: É o conjunto de princípios e normas que disciplinam as 
relações comuns de natureza privada; é o direito que regula a pessoa, na sua 
existência e atividades à família e o patrimônio. 
 
 
I. Relações Jurídicas e Sujeitos de Direito 
• Relação jurídica é o vínculo que o direito reconhece entre pessoas ou 
grupos, atribuindo-lhes poderes de deveres. Representa uma situação em que 
duas ou mais pessoas se encontram, a respeito de bens ou interesses jurídicos. 
• Situação jurídica de bilateralidade que se estabelece entre sujeitos, uns em 
posição de poder, e outros em correspondente posição de dever. Poderes e 
deveres estabelecidos pelo ordenamento jurídico para tutela de um interesse, 
entendendo-se como interesse a necessidade que alguém tem de bens 
materiais ou imateriais, o que se constitui em razão para agir. 
• Exemplo de relação jurídica a relação de consumo, entre consumidor e 
fornecedor, a relação matrimonial entre cônjuges, a relação de parentesco 
entre descendentes do mesmo ancestral, a relação locatícia entre locador e 
locatário. 
• Elemento subjetivo das relações jurídicas são os sujeitos de direito. 
• Sujeito de direito é quem participa da relação jurídica, sendo titular de 
direitos e deveres. São sujeitos de direito as pessoas naturais, isto é, seres 
Direito Privado direito privado 
DIREITO | 1º semestre 
 
SUJEITOS DE DIREITO – A PESSOA NATURAL 
humanos, e as pessoas jurídicas, grupos de pessoas ou de bens a quem o 
direito atribui titularidade jurídica. 
• A possibilidade de alguém participar de relações jurídicas decorre de uma 
qualidade inerente ao ser humano, o que torna titular de direitos e deveres. 
Essa qualidade chama-se de personalidade jurídica, e os que a tem, pessoas. 
• Pessoa é o ser humano ou entidade com personalidade, aptidão para a 
titularidade de direitos e deveres. Titularidade de um direito é a união do 
sujeito com esse direito. Não há sujeitos sem direitos, como não há direitos 
sem titular. 
• Se pessoa é ter possibilidade de ser sujeito de direitos, de relações jurídicas, 
como credor, devedor, pais, cônjuge etc. 
Obs.: os animais são desprovidos de personalidade, contudo, o direito os 
protege para garantir-lhes a sua função ecológica, evitar a extinção de 
espécies ou defendê-los da crueldade humana (artigo 225, inciso VII, da 
Constituição Federal). 
A UNESCO elaborou em 15/12/1978 a declaração dos direitos dos animais. 
Assim, os animais são objeto de proteção jurídica, na qualidade de seres vivos 
autônomos a que se reconhece sensibilidade psicofísica e reação à dor. 
II. A Personalidade 
• Pessoa natural ou física é o ser humano como sujeito de direitos e deveres. 
Sua teoria obedece a três princípios fundamentais: 
a) todo ser humano é pessoa, pelo simples fato de existir, e por isso, é capaz 
de direitos e deveres na ordem civil (artigo 1o, do Código Civil); 
b) todo tem a mesma personalidade na medida em que todos tem a mesma 
aptidão para a titularidade de relações jurídicas (artigo 5o da Constituição 
Federal); e 
c) a capacidade jurídica é irrenunciável. 
 
 
 
 
• A personalidade jurídica é um atributo essencial para ser sujeito de direito. 
Para a teoria geral do direito civil a personalidade é uma aptidão genérica para 
titula rizar direitos e contrair obrigações. 
• Início da personalidade jurídica da pessoa natural: o início da personalidade 
é marcado pelo nascimento com vida, conforme dicção do artigo 2o do 
Código Civil. 
 
 
• Nascituro é o ente já ́concebido, mas ainda não nascido (nascimento ainda 
é fato pendente, isto é, é aquele que foi concebido, mas que ainda não 
nasceu). Deixando de lado as discussões teóricas sobre o início da 
personalidade jurídica, é certo de que a segunda parte do artigo 2º do 
Código Civil expressamente “põe à salvo os seus direitos”. Assim, pode-se 
afirmar que na legislação em vigor o nascituro: 
a) É titular de direitos personalíssimos (como o direito à vida); 
 
b) Pode receber doação, conforme dispõe o artigo 542 do Código Civil: “A 
doação feita ao nascituro valerá, sendo aceita por seu representante legal”; 
c) Pode ser beneficiado por legado e herança (artigos 1.798, 1.799, inciso 
I, do Código Civil e artigo 650 do Código de Processo Civil); 
d) Pode ser-lhe nomeado curador para a defesa dos seus interesses (artigo 
1.779 do Código Civil); 
e) Tem direito a alimentos. 
Obs.: O nascituro tem personalidade jurídica, ou, de outro modo, quando 
se inicia a personalidade humana, com a concepção ou com o 
nascimento? 
• Correntes doutrinarias ou teorias: 
Teoria Natalista - defende que a titularização de direitos e a personalidade 
jurídica são conceitos vinculados. Portanto, se o Código Civil não reconhece 
personalidade jurídica a quem ainda não nasceu, o nascituro também não 
CONCEITO DE PERSONALIDADE JURÍDICA 
PROTEÇÃO JURÍDICA DO NASCITURO 
pode ser titular de direitos. Ele teria apenas "mera expectativa de direitos", 
segundo essa corrente. 
Teoria da Personalidade Condicional - a personalidade tem início com a 
concepção, porém fica submetida a uma condição suspensiva (o nascimento 
com vida), assegurados, no entanto, desde a concepção, os direitos da 
personalidade, inclusive para assegurar o nascimento. 
Teoria Concepcionista - a personalidade jurídica se inicia com a concepção, 
muito embora alguns direitos só ́possam ser plenamente exercitáveis com o 
nascimento, como os decorrentes de herança, legado e doação. 
• Por capacidade de direito, também conhecida como capacidade de gozo 
ou capacidade de aquisição, pode ser entendida como a medida da 
intensidade da personalidade. Todo ente com personalidade jurídica possui 
também capacidade de direito, tendo em vista que não se nega ao individuo 
a qualidade para ser sujeito de direito. Personalidade e capacidade jurídica 
são as duas faces de uma mesma moeda. 
• A capacidade de fato, ao contrário da capacidade de direito possui estágios 
definidos no próprio Código Civil. 
• Ele distingue duas modalidades de incapacidade, a saber: a incapacidade 
em absoluta e a relativa. Trata-se de um divisor quantitativo de compreensão 
do individuo. 
• De acordo com o artigo 3º do Código Civil são considerados 
absolutamente incapazes: os menores de 16 anos. 
• Os demais incisos do artigo 3º foram revogados pela Lei Brasileira de 
Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência) – Lei 
Federal no 13.146 de 2015: 
• Art. 2º: Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento 
de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em 
interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e 
efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas. 
• Art. 6º A deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa, inclusive 
para: 
I - Casar-se e constituir união estável; 
II - Exercer direitos sexuais e reprodutivos; 
III - exercer o direito de decidir sobre o número de filhos e de ter acesso a 
informações adequadas sobre reprodução e planejamento familiar; 
IV - Conservar sua fertilidade, sendo vedada a esterilização compulsória; 
V - Exercer o direito à família e à convivência familiar e comunitária; e 
VI - Exercer o direito à guarda, à tutela, à curatela e à adoção, como adotante 
ou adotando, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas. 
• De acordo com o artigo 4º do Código Civil são considerados relativamente 
incapazes: 
a) Os maiores de16 e menores de 18 anos (artigo 4º, inciso I);
 
b) Os ébrios habituais e os viciados em toxico (artigo 4º, inciso II); 
c) Aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir 
sua vontade (artigo 4º, inciso III); 
e) Os pródigos (artigo 4º, inciso IV). - Emancipação 
⤷ Trata-se de um uma hipótese de antecipação da aquisição da capacidade 
civil plena antes da idade legal. 
• Três são as formas de emancipação: 
a) Emancipação voluntaria – É aquela concedida por ato unilateral dos pais em 
pleno exercício do poder parental, ou um deles na falta do outro. 
b) Emancipação judicial – Realiza-se mediante uma sentença judicial, na 
hipótese de um menor posto sob tutela. Antes da sentença o tutor será, 
necessariamente, ouvido pelo magistrado (artigo 5o, paragrafo único, I, 
segunda parte do Código Civil). 
c) Emancipação legal – Ocorre em razão de situações descritas na lei. O artigo 
5º do Código Civil nos traz as seguintes situações: 
1. O casamento; 
2. Exercício de emprego efetivo; 
3. Colação de grau em curso de ensino superior; 
4. Estabelecimento civil ou comercial, ou a existência de relação de emprego, 
desde que, em função deles, o menor tenha economia própria. 
 
OBS: Idade mínima para casar: 16 anos – idade núbil. 
 
• Poder familiar previsto no artigo 1631 do Código Civil ⟶ perda ou 
suspensão do poder familiar (artigo 1635 do Código Civil) 
 
Graus de capacidade ⟶ artigo 3º do Código Civil (menores de 16 anos) 
⤷ Artigo 4º do Código Civil – capacidade relativa (pessoas de 16 a 18 anos; 
ébrio habitual – uso constante de álcool; viciado em tóxicos; pródigo em 
decorrência de causa transitória ou permanente não pode expressar sua 
vontade) ⟶ com exceção das pessoas de 16 a 18 anos, os demais casos 
exigem interdição. 
⟶ Artigo 5º do Código Civil – capacidade plena (pessoas de 18 anos ou mais, 
emancipados, deficiente com 2 apoiadores de decisão – artigo 1783A do 
Código Civil.) 
 
 
Índio Isolado: Não consiste a nossa legislação, pois vivem com regras e 
conceitos apropriados a eles. Mesmo assim a FUNAI se assegura de cuidados. 
Índio em vias integrados: Junto com os isolados, a FUNAI os tutela. 
Índio integrado: Absolutamente, os inclusos na sociedade se aplica no artigo 
9º do estatuto do índio que gera uma grande crítica e vedação de práticas de 
costumes deles, pois ele não tem capacidade plena, apenas se tiver domínio 
do português e interação aos costumes da sociedade. 
 
 
• A existência da pessoa natural e a sua capacidade jurídica terminam com a 
morte. (Artigo 6º do Código Civil). 
• Prova-se a morte com a certidão de óbito (artigo 9º, inciso I, do Código Civil). 
Sem a qual não se faz sepultamento. O assento de óbito no Registro Civil fará 
referência ao momento, lugar e causa do falecimento, a qualificação do 
falecido e os filhos, herdeiros e bens (art. 80 da lei federal nº 6015 de 1973 – 
Lei de Registros Públicos). 
ESTATUTO DO ÍNDIO 
EXTINÇÃO DA CAPACIDADE JURÍDICA ⟶ A MORTE 
 
• Os efeitos jurídicos da morte manifestam-se nas relações jurídicas que o 
falecido era parte, extinguindo ou modificando-as, conforme sejam 
intransmissíveis ou transmissíveis. 
• O falecido não mais adquirir direitos, a não ser que a aquisição seja 
condicionada ao evento morte, como pode ocorrer com o seguro de vida não 
estipulado em favor de terceiros. 
• Prolongamento da personalidade após a morte da pessoa para proteger-
lhe os respectivos direitos da personalidade e justificar a condenação à ofensa 
moral contra o morto. Procura-se assim garantir o seu direito à honra e 
reputação, agindo o respectivo cônjuge ou herdeiro em nome ou interesse do 
falecido. 
• A personalidade humana, existe, assim, antes do nascimento e projeta-se 
além da morte (testamento, respeito ao cadáver e a sepultura, autorização para 
autópsia e transplantes, proteção à memória do falecido contra injúria e 
difamação.) 
• Morte real (cadáver, materialidade): A morte real ocorre com a morte 
encefálica (art. 3º da Lei Federal nº 9434/1997) 
• Morte presumida: Ficção jurídica 
⤷ Desaparecimento em risco (artigo 7º, inciso I do Código Civil). Necessária 
ação de justificação (artigo 88, paragrafo único da Lei Federal nº 6.015/1973, 
Lei de Registros Públicos). 
⤷ Desaparecimento em campanha/guerra (artigo 7, inciso II do Código Civil). 
Necessária ação de justificação (artigo 88, paragrafo único da Lei Federal nº 
6.015/1973, Lei de Registros Públicos) 
OBS: No caso da ação de justificação na morte presumida no 
desaparecimento por campanha/guerra, o prazo mínimo para propor a ação 
são 2 anos após o fim da guerra e o fim das buscas. Já na ação de justificação 
na morte presumida no desaparecimento em risco, não há prazo. (É possível 
ingressar com a ação no dia do desaparecimento.) 
 
Direito da Personalidade ou Direito Personalíssimos ⟶ são os direitos 
subjetivos que possuem como objeto os valores fundamentais do ser humano. 
• Características: intransmissíveis, irrenunciáveis, imprescritíveis, indisponíveis 
(em regra, pois há possibilidade de cessão), impenhoráveis, ilimitados 
(possibilidade de limitação pelo estado), absolutos e inexpropriaveis. 
OBS: direitos da personalidade também são conhecidos como direitos 
fundamentais (Direito Constitucional) e direito humano (Declaração Universal 
dos Direitos Humanos de 1948). 
• 3 grupos de direito da personalidade: 
Integridade Física: Direito à vida, direito à liberdade, direito ao corpo (corpo é 
o suporte físico da personalidade); 
Integridade Moral: Defesa dos valores, intimidade, vida privada sigilo e honra; 
Integridade Psíquica: Pensamento e expressão. 
 
 
 
Curadoria de bens: Nomeado curando do ausente (curatela). 
Preferencialmente o cônjuge, ascendente e descendentes (artigo 25 do 
Código Civil). 
OBS: No prazo de curadoria de bens haverá publicação no edital a cada 2 
meses chamando o modo/ausente a se fazer presente (art. 745 do Código de 
Processo Civil). A curadoria de bens consiste em localizar, avaliar e inventariar 
os bens do falecido. 
• Ausência é a situação da pessoa que desaparece de seu domicílio sem deixar 
representante, provocando incerteza jurídica sobre a sua existência (artigo 22 
do Código Civil). Trata-se do estado de fato em que uma pessoa desaparece 
de seu domicílio sem deixar qualquer notícia. 
• Juridicamente, é um instituto destinado a proteger os bens e os interesses 
da pessoa cuja existência é incerta, traduzindo a preocupação do Estado com 
o possível abandono desses bens, o que leva ao prejuízo de seus credores e 
do próprio Estado. 
Curadora de Bens
Sucessão Provisória 
(art.26 do CC.)
Sucessão Definitiva
1 ano 10 anos 20 anos 
AUSÊNCIA – SUCESSÃO PROVISÓRIA E DEFINITIVA (ART. 22 AO 39 DO C.C.) 
 
• Para que alguém seja considerado ausente é preciso que 
a) tenha desaparecido do seu domicílio; 
b) haja dúvida sobre sua existência; e 
c) haja sentença declaratória do juiz. 
Podemos resumir na seguinte formula: Não presença + falta de notícias + 
decisão judicial = AUSÊNCIA 
 
Primeira Fase: Curadoria dos bens do ausente 
• Medida judicial preventiva adotada com o fim de resguardar o patrimônio 
do ausente de qualquer forma de perecimento, deterioração ou dilapidação, 
nomeando uma pessoa, conforme a ordem estabelecida no artigo 25 do 
Código Civil, que o administrará por um período de até 1 (um) ano, quando o 
ausente poderá,́ então, retornar e entrar na posse de seus bens, ou, caso 
contrário, findo prazo poderão os interessados requerer a abertura da 
sucessão provisória. 
• Cabimento da declaração de ausência (artigos 22 e 23 do Código Civil): não 
houver o ausente deixado representante ou procurador a quem caiba 
administrar-lhe os bens; ou deixando, este não queira ou não possa exercer 
ou continuar o mandato, ou seus poderes forem insuficientes (artigos 22 e 23 
do Código Civil). 
• Nomeação do curador (artigos 22, 24 e 25 do Código Civil): diante de tais 
circunstâncias (artigos 22 e 23 do CódigoCivil), a requerimento de qualquer 
interessado ou do Ministério Publico, o juiz declarará a ausência e, em seguida, 
nomeará curador (artigo 22 do Código Civil) fixando os seus poderes e 
obrigações (artigo 24 do Código Civil). 
• Conforme o artigo 25 do Código Civil, em regra, é legitimo curador o 
cônjuge do ausente, desde que não esteja separado judicialmente ou de fato 
por mais de 2 (dois) anos antes da declaração da ausência. Na falta deste, 
caberá ́a curadoria aos pais ou descendentes, entre os quais os mais próximos 
precedem os mais remotos. Portanto, a ordem é pais, filhos, netos, bisnetos 
etc. Na falta destes, compete ao juiz a escolha do curador. Isso significa que, 
até então, o juiz está vinculado a nomear o curador de acordo com a ordem 
do artigo 25 do Código Civil. 
 
FASES DA AUSÊNCIA 
Segunda Fase: Sucessão Provisória 
• Momento (artigo 26 do Código Civil): decorrido 1 (um) ano da arrecadação 
dos bens do ausente, que foram entregues à administração do curador, nas 
hipóteses dos artigos 22 e 23 do Código Civil; ou depois de 3 (três) anos, caso 
tenha deixado representante ou procurador. 
• Interessados (artigo 27 do Código Civil): cônjuge não separado 
judicialmente (separado de fato independentemente do tempo); herdeiros 
presumidos, legítimos ou testamentários; os que tiverem sobre os bens do 
ausente direito dependente de sua morte; e os credores de obrigações 
vencidas e não pagas. 
Obs.: Herdeiros legítimos ou necessários (artigos 1.784 e 1.829 do Código 
Civil) – descendentes (filhos, netos e bisnetos); ascendentes (pais, avos e 
bisavós); cônjuge sobrevivente; colaterais (irmãos, sobrinhos e tios). 
• Herdeiros testamentários são aquelas pessoas estipuladas apenas com a 
criação do testamento, sendo assim esse testamento irá dispor a transmissão 
de obrigações e direitos que o herdeiro irá receber. 
• Herdeiros presumidos são os prováveis herdeiros de uma certa pessoa, se a 
ela sobrevier, por ser, por exemplo, seu parente mais próximo. 
• Reflexos da provisoriedade: posse dos bens do ausente pelos herdeiros, 
mediante garantia (penhor, hipoteca) da restituição de bens, exceto se 
ascendentes, descendentes e cônjuge, provada a qualidade de herdeiros 
(artigo 30 do Código Civil). Providência de cautela ante ao possível retorno do 
ausente. É dada pelos herdeiros, exceto se ascendentes, descendentes e 
cônjuge, os quais são herdeiros necessários, quando da imissão na posse dos 
bens arrecadados (imissão na posse = posse pela primeira vez de determinado 
bem). 
• Segundo o artigo 30, §1o, do Código Civil será́ excluído da sucessão 
provisória aquele que não puder prestar a garantia, salvo, conforme artigo 34 
do Código Civil, se justificar a falta de meios, ocasião em que requererá a 
metade dos rendimentos do quinhão que lhe tocaria. 
• Alienação ou hipoteca dos bens imóveis somente através decisão judicial 
(artigo 31 do Código Civil). Conversão dos bens moveis em imóveis ou títulos 
da União, antes da partilha (artigo 29 do Código Civil); É feita pelo juiz quando 
julgar conveniente. 
• Só ́ poderão ser convertidos os bens moveis sujeitos a deterioração ou a 
extravio. Percebe-se, então, a finalidade de proteção. 
• Estipulação de prazo de 180 (cento e oitenta) dias para produção dos efeitos 
da sentença que determinar a abertura da sucessão provisória (art. 28, 1a 
parte, do Código Civil); Abertura do testamento, se houver, do inventario e 
partilha dos bens somente após o trânsito em julgado da sentença que 
determinou a abertura da sucessão provisória (artigo 28, 2a parte, do Código 
Civil). 
• Direitos dos herdeiros empossados (artigo 33 do Código Civil): 
ascendentes, descendentes ou cônjuges – frutos e rendimentos dos bens que 
lhes couberem; demais sucessores – metade destes, devendo prestar-lhes 
contas ao juiz anualmente. 
• Prova do falecimento do ausente (artigo 35 do Código Civil): considerar-se-
á ́nessa data aberta a sucessão definitiva. 
• Retorno do ausente ou prova da sua existência (artigo 36 do Código Civil): 
cessa imediatamente as vantagens dos sucessores, os quais ficam obrigados a 
adotar medidas de cautela até a entrega dos bens ao dono. 
Terceira Fase: Sucessão Definitiva 
• (artigos 37 e 38 do Código Civil): depois de 10 (dez) anos do trânsito em 
julgado da sentença que concede a abertura da sucessão provisória, 
poderão os interessados requerer a abertura da sucessão definitiva e o 
levantamento das cauções prestadas (artigo 30 do Código Civil). A lei autoriza 
também a abertura da sucessão definitiva se os interessados provarem que o 
ausente tem 80 (oitenta) anos de idade e que perfazem 5 (cinco) anos do seu 
desaparecimento. Extingue também o matrimonio. 
• Percebe-se que o decurso de tempo, sem que se tenham notícias do ausente, 
bem como o critério da expectativa média do homem determinam uma 
presunção de morte, haja vista a sua maior probabilidade, autorizando, por 
consequência, a abertura da sucessão definitiva. Aliás, sempre é bom reforçar 
que este é o marco estabelecido pelo legislador para definir a morte 
presumida, objeto do estudo presente. 
• Retorno do ausente (artigo 39 do Código Civil); não se pode esquecer que, 
embora a declaração de morte presumida do ausente produza reflexos 
definitivos em algumas relações, como o fim do vínculo matrimonial, trata-se 
de uma mera presunção, o que importa dizer que sempre resta uma 
probabilidade de regresso do ausente ou de ser ele achado com vida, ainda 
que tenha se passado décadas da última notícia de seu paradeiro. 
• Efeitos diversos poderão ocorrer a depender da fase em que suceder o seu 
retorno: 
a) na fase de arrecadação dos bens – não há qualquer prejuízo ao seu 
patrimônio, continuando a gozar de todos os seus bens. 
b) já ́tiver aberta a sucessão provisória – provado ter sido o desaparecimento 
voluntario e injustificado, perderá o ausente para os sucessores provisórios sua 
parte nos frutos e rendimentos (artigo 33, paragrafo único, do Código Civil); 
caso contrário, de acordo com o artigo 36 do Código Civil, cessa 
imediatamente as vantagens dos sucessores, os quais ficam obrigados a 
adotar medidas de cautela até a entrega dos bens ao dono. 
c) em 10 (dez) anos após ter sido aberta a sucessão definitiva (artigo 39, caput. 
do Código Civil) – o ausente ou seus descendentes ou ascendentes receberão 
os bens existentes, no estado em que se acharem, bem como os bens que 
substituíram os anteriores (sub-rogados em seu lugar), ou o preço que os 
herdeiros e demais interessados receberam na alienação deles. 
d) se passados 10 (dez) anos da abertura da sucessão definitiva, não regressar 
o ausente e nenhum interessado não promover a sucessão definitiva, os bens 
passarão ao domínio do Município ou do DF, se neles estiverem localizados, 
ou da União, se situados em território federal. 
 
• A declaração de morte presumida, nos casos de desaparecimento de 
pessoas que se encontravam em perigo de vida ou em campanha militar (ou 
feito prisioneiro de guerra), segundo o artigo 7º, paragrafo único, do Código 
Civil, somente pode ser requerida “depois de esgotadas as buscas e 
averiguações, devendo a sentença fixar a data provável do falecimento”. 
Portanto, é essencial que o juiz fixe a data da morte presumida do 
desaparecido, conforme prova apresentada, pois gera inúmeras 
consequências, principalmente no campo sucessório. 
• Não se confunde a morte presumida com ausência. Na ausência, a presunção 
de morte só ́se dá quando da abertura da sucessão definitiva. 
 
 
MORTE PRESUMIDA X AUSÊNCIA 
 
 
• Comoriência é a presunção de morte simultânea de pessoas reciprocamente 
herdeiras (artigo 8º do Código Civil). 
• Quando duas ou mais pessoas, com direito sucessório recíproco, falecem na 
mesma ocasião, surge o problema de se estabelecer quem morreu primeiro 
para fins de vocação hereditária do artigo 1.829 do Código Civil. Diante da 
impossibilidade, pelas provas admitidas em direito e os meios especiais demedicina legal, estabelecer quem primeiro morreu, consideram-se as pessoas 
simultaneamente mortas, não havendo, consequentemente, transmissão de 
direitos entre si. 
• Exemplo 1: no mesmo acidente, morrem Joao e seu filho José (sem 
descendentes). Ambos serão reciprocamente herdeiros, conforme a ordem 
fixada no artigo 1.829 do Código Civil. Para evitar-se conflito de interesses 
entre outras pessoas, diretamente ligadas aos falecidos, por exemplo, seus 
cônjuges, estabelece a lei presunção de morte simultânea, não havendo, 
portanto, transmissão de direitos entre os falecidos. 
• Exemplo 2: João e Maria, casados entre si, sem descendentes ou 
ascendentes vivos. Falecem por ocasião do mesmo acidente. Pedro, primo de 
Joao, e Marcos, primo de Maria, concorrem à herança dos falecidos. Se a 
perícia atestar que João faleceu 10 minutos antes de Maria, a herança daquele, 
pela ordem de vocação legal, seria transferida para a sua esposa, e, 
posteriormente, após se agregar ao patrimônio dela, arrecadada por Marcos. 
A solução inversa ocorreria se Maria falecesse antes de João. Em caso de 
falecimento sem possibilidade de fixação do instante das mortes, firma a lei a 
presunção de óbito simultâneo, o que determinará a abertura de cadeias 
sucessórias distintas. Assim, nessa hipótese, não sendo os comorientes 
considerados sucessores entre si, não haverá́ transferência de bens entre eles, 
de maneira que Pedro e Marcos arrecadarão a meação pertencente a cada 
sucedido. 
• O instituto da comoriência baseia-se em uma presunção relativa (iuris 
tantum), passível de contestação e de prova por quem tiver legitimo interesse. 
Pode ocorrer que um sobrevivente declare ter visto, após o sinistro, uma das 
vítimas ainda com vida, ou que a natureza dos ferimentos de um permita 
estabelecer prioridade na morte como, por exemplo, se um morreu de 
traumatismo craniano e outro de hemorragia, decorrente de fratura exposta. 
Mas se não for possível estabelecer quem morreu primeiro, não se transmitirão 
direitos entre os falecidos. A importância da comoriência está, portanto, no 
COMORIÊNCIA 
seu efeito, que é a instramissibilidade de direitos entre os comorientes, como 
se entre eles não tivesse havido qualquer vínculo sucessório. 
• Sujeitos de Direito: não é exclusivo de pessoas naturais. 
• As Pessoas Jurídicas são como as pessoas naturais, pois, apresentam 
capacidade de adquirir direitos e contrair obrigações. 
• Fato Associativo: é um grupo de indivíduos que se associam para 
perseguir finalidades comuns. 
• Unidade: personalizar o grupo para que este possa atuar em nome próprio 
e tenha capacidade jurídica igual a de pessoas naturais. 
• Requisito: formação patrimonial – integralizar o capital social. 
• Regra: Autonomia Patrimonial. 
• Exceção: Desconsideração da personalidade Jurídica. 
• Conceito: Grupos humanos dotados de personalidade para realização de 
finalidades comuns | Conjunto de pessoas ou de bens, dotado de 
personalidade jurídica. Entidades ou organizações unitárias de pessoas ou 
de bens a que o direito atribui aptidão para a titularidade de relações 
jurídicas. 
• Caracterizam-se as pessoas jurídicas: 
a) por sua capacidade de direito e de fato, própria; 
b) pela existência de uma estrutura organizativa artificial; 
c) pelos objetivos comuns de seus membros; 
d) por um patrimônio próprio e independente do de seus membros e 
e) pela publicidade de sua constituição, isto é, o registro dos seus atos 
constitutivos nas repartições competentes. 
• No âmbito público, o modelo é o Estado como pessoa jurídica distinta dos 
cidadãos que o compõem, e cuja existência se deve à necessidade de 
valores coletivos, como a segurança, a justiça e o bem comum. 
• No âmbito privado, as pessoas jurídicas constituem-se de acordo com os 
objetivos específicos de seus membros. 
⤷ Quando tais objetivos são de fins não lucrativos, de natureza ideal, 
temos as associações. 
⤷ Se, porém, o objetivo visado é o lucro, o interesse pecuniário, 
constituem-se as sociedades, de natureza civil ou empresarial, conforme a 
atividade desenvolvida. A sociedade está por si mesma diretamente 
conectada à economia de mercado, visto que, por meio da personalidade 
jurídica, favorece-se a constituição do capital necessário à atividade 
empresarial, sem que o investidor fique pessoalmente sujeito aos riscos 
dessa atividade. 
⤷ Tratando-se de uma entidade que se destine a garantir a 
permanência e a utilidade de um patrimônio afetado a determinado fim 
ideal, teremos uma terceira espécie, a fundação. 
 
 
• CC, Art. 40. As pessoas jurídicas são de direito público, interno ou externo, 
e de direito privado. 
• Direito Público (Interno e Internacional): 
a) Interno: Estado (Brasil). União, Estados, DF e Municípios. Além das 
autarquias e instituições para realizar fins públicos. Ex: Institutos de 
assistência social, de previdência social, de disciplina de atividades 
econômicas, estabelecimentos de crédito popular, universidades. 
CC, Art. 41. São pessoas jurídicas de direito público interno: 
I - a União; 
II - os Estados, o Distrito Federal e os Territórios; 
III - os Municípios; 
IV - as autarquias, inclusive as associações públicas; (Redação dada pela Lei 
no 11.107, de 2005); 
V - as demais entidades de caráter público criadas por lei. 
Parágrafo único. Salvo disposição em contrário, as pessoas jurídicas de 
direito público, a que se tenha dado estrutura de direito privado, regem-se, 
no que couber, quanto ao seu funcionamento, pelas normas deste Código. 
CLASSIFICAÇÃO DAS PESSOAS JURÍDICAS 
CC, Art. 43. As pessoas jurídicas de direito público interno são 
civilmente responsáveis por atos dos seus agentes que nessa qualidade 
causem danos a terceiros, ressalvado direito regressivo contra os causadores 
do dano, se houver, por parte destes, culpa ou dolo. 
b) Externo: Estados estrangeiros (países estrangeiros) 
CC, Art. 42. São pessoas jurídicas de direito público externo os 
Estados estrangeiros e todas as pessoas que forem regidas pelo direito 
internacional público. 
 
É a área do direito que trata dos direitos particulares, ou seja, entre nas 
relações entre as partes suas vidas privadas. Tudo o que não é público. 
CC, Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado: 
I - as associações; 
II - as sociedades; 
III - as fundações; 
IV - as organizações religiosas; (Incluído pela Lei no 10.825, de 22.12.2003); 
V - os partidos políticos. (Incluído pela Lei no 10.825, de 22.12.2003). 
• Requisito: Devem surgir da iniciativa privada, mesmo que sejam 
constituídas para realização de interesse coletivo. obs: Condomínios, 
embora apresentem CNPJ não são considerados Pessoas Jurídicas. 
• As PJ de Direito Privado podem ser classificadas a partir da finalidade pela 
qual foram constituídas ou ainda pela vinculação entre as pessoas que a 
incorporam. 
• Quanto a Finalidade: 
a) Sociedades: proveito econômico comum dos sócios; 
b) Associação: fim (religioso, cultural, político, assistencial, esportivo); Times 
de Futebol: S.A. 
c) Fundação: propósito de atender interesses de caráter geral ou uma 
categoria particular de indivíduos. 
DIREITO PRIVADO 
• Quanto a Vinculação: 
a) Sociedades: obrigações recíprocas entre os sócios e diretores; 
b) Associação: sócios não tem relações recíprocas, não tem finalidade 
lucrativa e podem ser composta de outras pessoas jurídicas; 
c) Fundação: conjunto de bens (e não pessoas). 
• PJ podem ser divididas em: 
a) Corporações: 
1) grupo de pessoas; 
 2) seus próprios membros que a administram; 
3) patrimônio comum é de livre disposição do grupo. 
b) Instituições: 
1) podem ser criadas por uma pessoa só; 
2) interesses de certos destinatários que não administram nem dispõem do 
seu patrimônio. Ex: Fundações e cooperativas. 
 
 
• Poderão constituir uma sociedade duas ou mais pessoas que atuam com 
finalidade comum ou coloquem recursos com objetivo de partilhar o proveito 
resultante do seuempreendimento (seja pelo patrimônio ou pelo trabalho). 
Direito de Empresa: Livro II (Parte Especial CC). 
 
• Sociedades: simples, limitada (ou limitada unipessoais), anônima, Micro 
empreendedor individual (MEI)*. 
• Podem apresentar regime jurídico próprio (Lei das S.A. 6.404/1976), mas 
subsidiariamente aplica-se disposições aplicadas nas associações em casos 
de lacunas. 
INDEPENDENTEMENTE DA FORMA SOCIETÁRIA PARA A ENTRADA DE 
SÓCIO É IMPRESCINDÍVEL QUE ESTE OFEREÇA DINHEIRO, TRABALHO 
OU BENS. 
SOCIEDADES 
• SOCIEDADE EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO (SCP) – artigos 991 a 996 
do Código Civil: devem apresentar CNPJ ainda que não tenham 
personalidade jurídica. 
• Profissional Liberal: sociedades não empresária. 
• Sociedades Uniprofissionais - SUPs: As sociedades uniprofissionais são 
aquelas cujos profissionais (sócios, empregados ou não) são habilitados ao 
exercício da mesma atividade e prestam serviços de forma pessoal, em nome 
da sociedade, assumindo responsabilidade pessoal, nos termos da legislação 
específica. Atividade fim das SUPs: Pessoalidade na prestação de serviço. 
• Requisitos: profissionais da mesma profissão e pessoalidade na prestação 
de serviços, independentemente da forma societária. Exemplos: 
Advogados, Médicos, Contabilistas etc. 
• FUNDAÇÕES: Conjunto patrimonial destinado para uma finalidade 
específica. Deve o Instituidor fazer uma doação especial (ato de dotação) de 
bens declarando a finalidade para qual eles se destinam. Seu ato constitutivo 
será um ESTATUTO aprovado pelo poder público. 
• Requisitos: 
a) patrimônio; 
b) finalidade específica. 
• CC, Art. 62. Para criar uma fundação, o seu instituidor fará, por escritura 
pública ou testamento, dotação especial de bens livres, especificando o fim a 
que se destina, e declarando, se quiser, a maneira de administrá-la. 
Parágrafo único. A fundação somente poderá constituir-se para fins de: 
(Redação dada pela Lei no 13.151, de 2015) 
I – assistência social; (Incluído pela Lei no 13.151, de 2015)
 
II – cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico; (Incluído 
pela Lei no 13.151, de 2015)
 
III – educação; (Incluído pela Lei no 13.151, de 2015) 
IV – saúde; (Incluído pela Lei no 13.151, de 2015)
 
V – segurança alimentar e nutricional; (Incluído pela Lei no 13.151, de 2015)

VI – defesa, preservação e conservação do meio ambiente e promoção do 
desenvolvimento sustentável; (Incluído pela Lei no 13.151, de 2015)
 
VII – pesquisa científica, desenvolvimento de tecnologias alternativas, 
modernização de sistemas de gestão, produção e divulgação de informações 
e conhecimentos técnicos e científicos; (Incluído pela Lei no 13.151, de 2015) 
VIII – promoção da ética, da cidadania, da democracia e dos direitos 
humanos; (Incluído pela Lei no 13.151, de 2015)
 
IX – atividades religiosas; e (Incluído pela Lei no 13.151, de 2015). 
Podem Existir FUNDAÇÕES instituídas pelo Estado, portanto pessoas 
jurídicas de Direito Público. 
• Início da Existência das Pessoas Jurídicas: 
Ato Constitutivo: deve ser publicado e inscrito em registro público.Exigem 
forma escrita. 
• Associações: ESTATUTO SOCIAL – dispõe sobre: 
a) os órgãos da associação, normalmente são compostos de Assembleia 
Geral ou Conselho Deliberativo e Diretoria, 
b) Direitos e Deveres. As deliberações devem ser tomadas pela maioria. 
Poderes deliberativos não necessariamente vão ser tomados por votos 
numericamente. 
• Sociedades: CONTRATO SOCIAL – mecanismos mais simples e as 
deliberações são tomadas por meio de assembleias. Cargos de gestão 
normalmente são exercidos pelos diretores ou gerentes de acordo com o 
disposto no contrato social ou implícitos na função de gerência. 
• Sociedades Anônimas: ESTATUTO SOCIAL – organização própria 
conforme Lei. 
• Fundações: ESTATUTO SOCIAL – atividades e órgãos previstos 
expressamente, restringindo o poder deliberativo dos administradores. O 
funcionamento das fundações condiciona-se à possibilidade de sua 
manutenção, sob pena de extinção. 
• Desconsideração da Personalidade Jurídica: 
Teoria doutrinária chega no Brasil na década de 60 do século passado. 
Doutrinador empresarial Rubens Requião. 
• Objetivo: superar a autonomia patrimonial da pessoa jurídica quando esta 
for usada para consumação de abusos ou ilegalidades para fraudar credores. 
• Apenas em 1990, no CDC a teoria foi positivada pela primeira vez: 
Lei 8.078/90. Art. 28. O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da 
sociedade quando, em detrimento do consumidor, houver abuso de 
direito, excesso de poder, infração da lei, fato ou ato ilícito ou violação 
dos estatutos ou contrato social. A desconsideração também será efetivada 
quando houver falência, estado de insolvência, encerramento ou inatividade 
da pessoa jurídica provocados por má administração. 
Outras positivações antes do CC 2002: 
Lei 8.884/94 (infrações contra a ordem econômica nacional) e Lei 9.605/98 
(Lei de Crimes Ambientais). 
• Código Civil 2002: 
Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo 
desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial, pode o juiz, a 
requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber 
intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e 
determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens 
particulares de administradores ou de sócios da pessoa jurídica beneficiados 
direta ou indiretamente pelo abuso. (Redação dada pela Lei no 13.874, de 
2019) 
§ 1o Para os fins do disposto neste artigo, desvio de finalidade é a 
utilização da pessoa jurídica com o propósito de lesar credores e para a 
prática de atos ilícitos de qualquer natureza. (Incluído pela Lei no 13.874, 
de 2019) 
§ 2o Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de 
fato entre os patrimônios, caracterizada por: (Incluído pela Lei no 13.874, 
de 2019) 
I - cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do 
administrador ou vice-versa; (Incluído pela Lei no 13.874, de 2019) 
II - transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, 
exceto os de valor proporcionalmente insignificante; e (Incluído pela Lei 
no 13.874, de 2019) 
III - outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial. (Incluído 
pela Lei no 13.874, de 2019) 
 
§ 3o O disposto no caput e nos §§ 1o e 2o deste artigo também se aplica à 
extensão das obrigações de sócios ou de administradores à pessoa jurídica. 
(Incluído pela Lei no 13.874, de 2019) 
§ 4o A mera existência de grupo econômico sem a presença dos 
requisitos de que trata o caput deste artigo não autoriza a 
desconsideração da personalidade da pessoa jurídica. (Incluído pela Lei 
no 13.874, de 2019) 
§ 5o Não constitui desvio de finalidade a mera expansão ou a alteração 
da finalidade original da atividade econômica específica da pessoa 
jurídica. (Incluído pela Lei no 13.874, de 2019) 
Formas de Desconsideração: 
a) Direta: desconsidera a PJ para atacar o patrimônio do sócio; 
 
b) Indireta: desconsidera PJ para atacar outra PJ que pertence ao mesmo 
grupo econômico; 
c) Inversa: Desconsidera a personalidade do sócio (PF), que por dívidas 
pessoais oculta o patrimônio na sociedade. Comum no Direito de Família 
(pensão). 
Extinção da Personalidade Jurídica: 
Dissolução ou liquidação (judicial ou extrajudicial). 
• Dissolução consensual: ocorrência de um termo (prazo) ou pela 
deliberação da vontade dos sócios ou associados manifestada em ato 
colegiado. 
• Dissolução Irregular: quando não são observados os requisitos legais, 
causas que a pessoa física do sócio poderá ser responsabilizado. 
• Dissolução Regular: CC, Art. 51. Nos casos de dissolução da pessoa 
jurídica ou cassada a autorização para seu funcionamento, ela subsistirá para 
os fins de liquidação, até que esta se conclua. 
§ 1o Far-se-á, no registro onde a pessoa jurídica estiver inscrita, a averbação 
de sua dissolução. 
§ 2o As disposições para a liquidação das sociedadesaplicam-se, no que 
couber, às demais pessoas jurídicas de direito privado. 
• Distrato: consenso dos sócios. 
Outras causas como: 
a) consecução de um fim social, 
b) verificação de sua inexequibilidade, 
c) morte (dos sócios), d) insolvência, 
e) extinção do capital social. 
 
Ato de Dissolução: termo formal para o fim das Pessoas Jurídicas. 
 
 CC, Art. 54. Sob pena de nulidade, o estatuto das associações conterá: [...] VI 
- as condições para a alteração das disposições estatutárias e para a 
dissolução. 
1) Dissolução convencional: da mesma forma que estas vão nascer de um 
ato de vontade, estas poderão ser dissolvidas por um ato de vontade. 
Votação deve atentar para o quórum previsto no Estatuto Social. Caso não 
haja unanimidade, a minoria poderá se opor à dissolução. 
2) Dissolução Legal: decorrente de previsões legais. Quando o fim pela 
qual foi criada tiver fim, é realizado integralmente ou ainda quando é 
inexequível. (CF, art. 5o, XIX - as associações só poderão ser 
compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão 
judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado). 
3) Dissolução Administrativa: quando praticam atos opostos ao seu fim, ou 
nocivos ao bem coletivo, a administração pública poderá cassar a autorização 
para o funcionamento. 
4) Extinção Natural: morte dos membros da associação. 
• Fase de Liquidação: momento que apuram-se os haveres e pagamento de 
eventuais dívidas. Encerrada a fase de liquidação qualquer interessado 
promoverá o cancelamento do registro. 
• Destinação dos bens: 
• CC, Art. 61. Dissolvida a associação, o remanescente do seu patrimônio 
líquido, depois de deduzidas, se for o caso, as quotas ou frações ideais 
referidas no parágrafo único do art. 56, será destinado à entidade de fins não 
econômicos designada no estatuto, ou, omisso este, por deliberação dos 
ASSOCIAÇÕES 
associados, à instituição municipal, estadual ou federal, de fins idênticos ou 
semelhantes. 
§ 1o Por cláusula do estatuto ou, no seu silêncio, por deliberação dos 
associados, podem estes, antes da destinação do remanescente referida 
neste artigo, receber em restituição, atualizado o respectivo valor, as 
contribuições que tiverem prestado ao patrimônio da associação. 
§ 2o Não existindo no Município, no Estado, no Distrito Federal ou no 
Território, em que a associação tiver sede, instituição nas condições 
indicadas neste artigo, o que remanescer do seu patrimônio se devolverá à 
Fazenda do Estado, do Distrito Federal ou da União. 
Pode ainda serem destinados à entidades congêneres que sejam 
indicadas no Estatuto, ou em caso de omissão, a alguma entidade 
análoga existente. 
 
 
Formas de extinção: 
a) Decurso do prazo de sua existência (quando houver); 
b) Ministério Público (MP) ou qualquer interessado, inclusive a minoria 
dissidente promover judicialmente sua extinção quando a finalidade se 
tornar ilícita, inútil ou impossível. No entanto a decisão não poderá ser dos 
órgãos dirigentes tendo em vista sua função meramente administrativa, não 
podendo dispor de acervo que não é seu. 
c) Impossibilidade de manutenção por ausência de fins econômicos. 
• CC, Art. 63. Quando insuficientes para constituir a fundação, os bens a ela 
destinados serão, se de outro modo não dispuser o instituidor, incorporados 
em outra fundação que se proponha a fim igual ou semelhante. 
• CC, Art. 69. Tornando-se ilícita, impossível ou inútil a finalidade a que visa a 
fundação, ou vencido o prazo de sua existência, o órgão do Ministério 
Público, ou qualquer interessado, lhe promoverá a extinção, incorporando-se 
o seu patrimônio, salvo disposição em contrário no ato constitutivo, ou no 
estatuto, em outra fundação, designada pelo juiz, que se proponha a fim 
igual ou semelhante. 
 
FUNDAÇÕES