Logo Passei Direto
Buscar

simulado enem

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

O revenge tourism – ou turismo de vingança – tornou-se um dos mais recentes e controversos tipos de turismo. Com base no texto anterior, o turismo de vingança

A não guarda nenhuma relação com o vírus da covid.
B irá ultrapassar muito as estatísticas do ano de 2019.
C consiste na retomada das viagens após o lockdown.
D diverge totalmente do conceito de demanda reprimida.
E tem sido bastante impulsionado pela guerra na Ucrânia.

Engenheiros ingleses desenvolveram robôs em miniatura para fazer o monitoramento da rede de tubulações. De acordo com texto, os pipebots

A enfrentam certa resistência das empresas de abastecimento.
B são os primeiros robôs utilizados para monitorar a tubulação.
C estão em plena atividade por todo o território do Reino Unido.
D irão patrulhar a tubulação, gerando atualizações constantes.
E evitaram, até agora, a perda de três bilhões de litros de água.

Com base na imagem acima, o propósito do texto é

A alertar para a qualidade dos alimentos que são consumidos.
B incentivar o consumo de alimentos ecologicamente corretos.
C convidar o leitor a adotar hábitos alimentares mais saudáveis.
D promover uma conscientização sobre o desperdício de comida.
E demonstrar o risco da ingestão de gordura para a saúde humana.

Com base no poema acima, o eu lírico

A revela um otimismo inabalável na capacidade de o ser humano mudar o mundo.
B argumenta que a violência é a única ferramenta de transformação da sociedade.
C acredita que não há nada que se possa fazer para melhorar a condição humana.
D identifica, com
E

A reportagem dessa revista mostra um comentário sobre a capacidade do homem em fazer descobertas no planeta, e que pode ser resumido no vocábulo desnieblado, referindo-se ao(a)
A escassez de descobertas feitas pelo homem.
B capacidade de o homem desvendar mistérios.
C difícil acesso de descobertas humanas.
D excesso de cientistas e pesquisadores na história.
E falta de reconhecimento pelos historiadores.
A escassez de descobertas feitas pelo homem.
B capacidade de o homem desvendar mistérios.
C difícil acesso de descobertas humanas.
D excesso de cientistas e pesquisadores na história.
E falta de reconhecimento pelos historiadores.

O texto mostra a existência de um grupo chamado La Población Callejera. Sua problemática é resumida pelo vocábulo callejeros, referindo-se
A um grupo de pessoas que vive nas ruas.
B à falta de crianças nas ruas.
C ao fácil acesso dos meninos em empresas.
D ao excesso de desempregados em casas.
E à falta de oportunidades para jovens em faculdades.
A um grupo de pessoas que vive nas ruas.
B à falta de crianças nas ruas.
C ao fácil acesso dos meninos em empresas.
D ao excesso de desempregados em casas.
E à falta de oportunidades para jovens em faculdades.

A propaganda é utilizada pelas empresas para aumentar a venda dos produtos. Seu papel é fazer com que algo que está sendo anunciado torne-se mais desejado, mesmo que não indispensável. Utilizando o conteúdo verbal e não verbal acima, é correto afirmar que esta publicidade
A pretende destacar a importância que se tem de uma vida dentro da sua zona de conforto.
B tenciona situar frases de forte impacto para combater doenças urbanas atualmente.
C permite mostrar que não se perde tempo quando alguém se esforça a atingir os sonhos.
D procura desvendar o mistério de como conseguir levar uma vida altamente saudável.
E almeja estampar o quanto as pessoas se preocupam mais com sua saúde do que antes.
A pretende destacar a importância que se tem de uma vida dentro da sua zona de conforto.
B tenciona situar frases de forte impacto para combater doenças urbanas atualmente.
C permite mostrar que não se perde tempo quando alguém se esforça a atingir os sonhos.
D procura desvendar o mistério de como conseguir levar uma vida altamente saudável.
E almeja estampar o quanto as pessoas se preocupam mais com sua saúde do que antes.

Do ponto de vista da variação linguística, os textos I e II apresentam, respectivamente, certa identidade, uma vez que ambos expõem marcas de variantes linguísticas típicas do registro

A formal e erudita.
B informal e culta.
C formal e popular.
D informal e arcaica.
E informal e coloquial.

No trecho “– Me lembro que botei o crânio em cima da pilha, me lembro que até calcei ele com as omoplatas para não rolar.”, há construções em desacordo com a norma-padrão no que diz respeito à

A regência nominal e à variação linguística.
B colocação pronominal e à regência verbal.
C variação linguística e à concordância nominal.
D concordância verbal e à formalidade linguística.
E acentuação e à concordância verbal.

Iza o uso da antítese, do paradoxo e do hipérbato para construir uma poesia lírica filosófica, a qual retrata as ambiguidades do ser humano. E mostra sua impaciência em relação à insatisfação do ser humano, o qual sempre encontra um motivo para reprovar o semelhante.

A retrata a reação harmoniosa entre colonizadores e índios, uma vez que os dois povos tiram proveito dessa aproximação.
B apresenta ambiguidade, pois a linguagem corporal dos índios pode indicar curiosidade e medo.
C configura os maus-tratos que os aborígenes sofreram devido ao desrespeito das suas crenças e dos seus hábitos.
D demonstra comportamentos luxuriosos dos índios pelo fato de andarem nus.
E denuncia o massacre sofrido pelos índios, os quais, por não aceitarem as imposições do colonizador, foram mortos.

Paranoia ou mistificação? Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que veem normalmente as coisas e em consequência disso fazem arte pura, guardando os eternos rirmos da vida, e adotados para a concretização das emoções estéticas, os processos clássicos dos grandes mestres. Quem trilha por esta senda, se tem gênio, é Praxíteles na Grécia, é Rafael na Itália, é Rembrandt na Holanda, é Rubens na Flandres, é Reynolds na Inglaterra, é Leubach na Alemanha, é Iorn na Suécia, é Rodin na França, é Zuloaga na Espanha. Se tem apenas talento vai engrossar a plêiade de satélites que gravitam em torno daqueles sóis imorredouros. A outra espécie é formada pelos que veem anormalmente a natureza, e interpretam-na à luz de teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica de escolas rebeldes, surgidas cá e lá como furúnculos da cultura excessiva. São produtos de cansaço e do sadismo de todos os períodos de decadência: são frutos de fins de estação, bichados ao nascedouro. Estrelas cadentes, brilham um instante, as mais das vezes com a luz de escândalo, e somem-se logo nas trevas do esquecimento. Monteiro Lobato. Este artigo foi publicado no jornal O Estado de S. Paulo, em 20 de dezembro de 1917, com o título “A propósito da exposição Malfatti” (fragmento). Em relação à concepção de arte exposta por Monteiro Lobato, pode-se constatar que ela
A pondera o equilíbrio entre as antigas concepções artísticas e as vanguardas europeias.
B critica a constante tentativa de imitação de grandes personalidades da arte, como Rodin, pelos novos artistas.
C classifica os movimentos artísticos modernos de maneira positiva, comparando-os às novas descobertas da psicanálise.
D reforça a importância da descontinuidade dos padrões clássicos de arte, como a proporcionalidade e a simetria.
E encontra justificativa em concepções tradicionais e preconceituosas sobre o conceito de arte, desconsiderando a possibilidade de mudanças históricas de determinados conceitos, como o de estética.

A fala descrita anteriormente é de Tarisson Nawa, um estudante indígena do Acre, de 21 anos. Considerando a crítica que ele faz e o período da chegada do colonizador ao Brasil, é possível perceber que Nawa
A cita hábitos indígenas descritos em A Carta de Pero Vaz de Caminha a fim de defender a manutenção desses hábitos para preservar a identidade do nativo.
B estabelece a diferença entre o índio do período colonial e o índio da sociedade contemporânea, exaltando este em detrimento daquele.
C tem lugar de fala, pois, como é um cidadão nativo, o argumento que ele utiliza é inquestionável e impede o levantamento de qualquer outro ponto de vista interpretativo e consensual.
D sente-se homenageado com as manifestações infantis que remetem ao índio que vivia no Brasil no período das Grandes Navegações.
E cita hábitos que definem o índio do século XVI, levantando uma reflexão acerca das mudanças pelas quais a comunidade indígena passou em cinco séculos.

De acordo com a matéria da Revista Língua Portuguesa, as redes sociais
A são as responsáveis pelo aumento de cinquenta por cento do número de leitores na última década.
B disponibilizaram novas práticas de alfabetização e letramento, maximizando o papel da internet no cotidiano.
C modificaram os conteúdos científicos e alteraram, de maneira significativa, o papel do educador na sala de aula.
D banalizaram a escrita e impediram a disseminação de textos elaborados na internet.
E democratizaram a informação, ampliaram as possibilidades de leitura e minimizaram a disseminação da escrita.

Quando produzimos um texto argumentativo, visamos persuadir o nosso ouvinte ou leitor, que é o nosso interlocutor, sobre um determinado assunto, uma ideia ou uma opinião. Não necessariamente precisamos fazê-lo pensar como nós, mas precisamos estabelecer argumentos convincentes para que mostremos ao nosso interlocutor que há uma coerência naquilo que pensamos. No texto acima, o autor, para fundamentar seu ponto de vista, fez uso, principalmente, de argumento(s)
A de autoridade.
B baseado na competência motora.
C por comprovação.
D com base em raciocínio lógico.
E por citação.

Sobre a tipologia da arte e a proposta estética dos dois objetos, pode-se inferir que
A ambos representam o artesanato artístico e servem estritamente para apreciação estética.
B o objeto I é artesanato artístico, e o objeto II é uma escultura de caráter mais histórico que estético.
C o objeto II é artesanato artístico, e o objeto I, artesanato funcional de caráter estético.
D ambos representam o artesanato artístico com diferença na utilização diferente de estilo e técnica.
E os objetos I e II são esculturas de barro e argila, uma retratando o cotidiano, a outra, a história do Brasil.
A
B
C
D
E

Os quadrinhos apresentados abordam uma temática relevante para a sociedade, utilizando a linguagem coloquial. Analisando as informações verbais e não verbais utilizadas na construção da tirinha, podemos inferir, adequadamente, que o humor decorre
A do contraste entre as ações politicamente corretas realizadas pelas personagens e suas falas preconceituosas.
B da coerência entre o posicionamento das personagens, que acreditam na inutilidade de ações ambientalmente corretas.
C da representação de ações consideradas fisicamente saudáveis realizadas no discurso das personagens, mas não postas em prática.
D da oposição existente entre as falas das personagens, que compreendem, de formas diferentes, o conceito de consumo sustentável.
E da incoerência existente entre o discurso de proteção ambiental das personagens e a concretização das ações representadas nos quadrinhos.
A
B
C
D
E

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Questões resolvidas

O revenge tourism – ou turismo de vingança – tornou-se um dos mais recentes e controversos tipos de turismo. Com base no texto anterior, o turismo de vingança

A não guarda nenhuma relação com o vírus da covid.
B irá ultrapassar muito as estatísticas do ano de 2019.
C consiste na retomada das viagens após o lockdown.
D diverge totalmente do conceito de demanda reprimida.
E tem sido bastante impulsionado pela guerra na Ucrânia.

Engenheiros ingleses desenvolveram robôs em miniatura para fazer o monitoramento da rede de tubulações. De acordo com texto, os pipebots

A enfrentam certa resistência das empresas de abastecimento.
B são os primeiros robôs utilizados para monitorar a tubulação.
C estão em plena atividade por todo o território do Reino Unido.
D irão patrulhar a tubulação, gerando atualizações constantes.
E evitaram, até agora, a perda de três bilhões de litros de água.

Com base na imagem acima, o propósito do texto é

A alertar para a qualidade dos alimentos que são consumidos.
B incentivar o consumo de alimentos ecologicamente corretos.
C convidar o leitor a adotar hábitos alimentares mais saudáveis.
D promover uma conscientização sobre o desperdício de comida.
E demonstrar o risco da ingestão de gordura para a saúde humana.

Com base no poema acima, o eu lírico

A revela um otimismo inabalável na capacidade de o ser humano mudar o mundo.
B argumenta que a violência é a única ferramenta de transformação da sociedade.
C acredita que não há nada que se possa fazer para melhorar a condição humana.
D identifica, com
E

A reportagem dessa revista mostra um comentário sobre a capacidade do homem em fazer descobertas no planeta, e que pode ser resumido no vocábulo desnieblado, referindo-se ao(a)
A escassez de descobertas feitas pelo homem.
B capacidade de o homem desvendar mistérios.
C difícil acesso de descobertas humanas.
D excesso de cientistas e pesquisadores na história.
E falta de reconhecimento pelos historiadores.
A escassez de descobertas feitas pelo homem.
B capacidade de o homem desvendar mistérios.
C difícil acesso de descobertas humanas.
D excesso de cientistas e pesquisadores na história.
E falta de reconhecimento pelos historiadores.

O texto mostra a existência de um grupo chamado La Población Callejera. Sua problemática é resumida pelo vocábulo callejeros, referindo-se
A um grupo de pessoas que vive nas ruas.
B à falta de crianças nas ruas.
C ao fácil acesso dos meninos em empresas.
D ao excesso de desempregados em casas.
E à falta de oportunidades para jovens em faculdades.
A um grupo de pessoas que vive nas ruas.
B à falta de crianças nas ruas.
C ao fácil acesso dos meninos em empresas.
D ao excesso de desempregados em casas.
E à falta de oportunidades para jovens em faculdades.

A propaganda é utilizada pelas empresas para aumentar a venda dos produtos. Seu papel é fazer com que algo que está sendo anunciado torne-se mais desejado, mesmo que não indispensável. Utilizando o conteúdo verbal e não verbal acima, é correto afirmar que esta publicidade
A pretende destacar a importância que se tem de uma vida dentro da sua zona de conforto.
B tenciona situar frases de forte impacto para combater doenças urbanas atualmente.
C permite mostrar que não se perde tempo quando alguém se esforça a atingir os sonhos.
D procura desvendar o mistério de como conseguir levar uma vida altamente saudável.
E almeja estampar o quanto as pessoas se preocupam mais com sua saúde do que antes.
A pretende destacar a importância que se tem de uma vida dentro da sua zona de conforto.
B tenciona situar frases de forte impacto para combater doenças urbanas atualmente.
C permite mostrar que não se perde tempo quando alguém se esforça a atingir os sonhos.
D procura desvendar o mistério de como conseguir levar uma vida altamente saudável.
E almeja estampar o quanto as pessoas se preocupam mais com sua saúde do que antes.

Do ponto de vista da variação linguística, os textos I e II apresentam, respectivamente, certa identidade, uma vez que ambos expõem marcas de variantes linguísticas típicas do registro

A formal e erudita.
B informal e culta.
C formal e popular.
D informal e arcaica.
E informal e coloquial.

No trecho “– Me lembro que botei o crânio em cima da pilha, me lembro que até calcei ele com as omoplatas para não rolar.”, há construções em desacordo com a norma-padrão no que diz respeito à

A regência nominal e à variação linguística.
B colocação pronominal e à regência verbal.
C variação linguística e à concordância nominal.
D concordância verbal e à formalidade linguística.
E acentuação e à concordância verbal.

Iza o uso da antítese, do paradoxo e do hipérbato para construir uma poesia lírica filosófica, a qual retrata as ambiguidades do ser humano. E mostra sua impaciência em relação à insatisfação do ser humano, o qual sempre encontra um motivo para reprovar o semelhante.

A retrata a reação harmoniosa entre colonizadores e índios, uma vez que os dois povos tiram proveito dessa aproximação.
B apresenta ambiguidade, pois a linguagem corporal dos índios pode indicar curiosidade e medo.
C configura os maus-tratos que os aborígenes sofreram devido ao desrespeito das suas crenças e dos seus hábitos.
D demonstra comportamentos luxuriosos dos índios pelo fato de andarem nus.
E denuncia o massacre sofrido pelos índios, os quais, por não aceitarem as imposições do colonizador, foram mortos.

Paranoia ou mistificação? Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que veem normalmente as coisas e em consequência disso fazem arte pura, guardando os eternos rirmos da vida, e adotados para a concretização das emoções estéticas, os processos clássicos dos grandes mestres. Quem trilha por esta senda, se tem gênio, é Praxíteles na Grécia, é Rafael na Itália, é Rembrandt na Holanda, é Rubens na Flandres, é Reynolds na Inglaterra, é Leubach na Alemanha, é Iorn na Suécia, é Rodin na França, é Zuloaga na Espanha. Se tem apenas talento vai engrossar a plêiade de satélites que gravitam em torno daqueles sóis imorredouros. A outra espécie é formada pelos que veem anormalmente a natureza, e interpretam-na à luz de teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica de escolas rebeldes, surgidas cá e lá como furúnculos da cultura excessiva. São produtos de cansaço e do sadismo de todos os períodos de decadência: são frutos de fins de estação, bichados ao nascedouro. Estrelas cadentes, brilham um instante, as mais das vezes com a luz de escândalo, e somem-se logo nas trevas do esquecimento. Monteiro Lobato. Este artigo foi publicado no jornal O Estado de S. Paulo, em 20 de dezembro de 1917, com o título “A propósito da exposição Malfatti” (fragmento). Em relação à concepção de arte exposta por Monteiro Lobato, pode-se constatar que ela
A pondera o equilíbrio entre as antigas concepções artísticas e as vanguardas europeias.
B critica a constante tentativa de imitação de grandes personalidades da arte, como Rodin, pelos novos artistas.
C classifica os movimentos artísticos modernos de maneira positiva, comparando-os às novas descobertas da psicanálise.
D reforça a importância da descontinuidade dos padrões clássicos de arte, como a proporcionalidade e a simetria.
E encontra justificativa em concepções tradicionais e preconceituosas sobre o conceito de arte, desconsiderando a possibilidade de mudanças históricas de determinados conceitos, como o de estética.

A fala descrita anteriormente é de Tarisson Nawa, um estudante indígena do Acre, de 21 anos. Considerando a crítica que ele faz e o período da chegada do colonizador ao Brasil, é possível perceber que Nawa
A cita hábitos indígenas descritos em A Carta de Pero Vaz de Caminha a fim de defender a manutenção desses hábitos para preservar a identidade do nativo.
B estabelece a diferença entre o índio do período colonial e o índio da sociedade contemporânea, exaltando este em detrimento daquele.
C tem lugar de fala, pois, como é um cidadão nativo, o argumento que ele utiliza é inquestionável e impede o levantamento de qualquer outro ponto de vista interpretativo e consensual.
D sente-se homenageado com as manifestações infantis que remetem ao índio que vivia no Brasil no período das Grandes Navegações.
E cita hábitos que definem o índio do século XVI, levantando uma reflexão acerca das mudanças pelas quais a comunidade indígena passou em cinco séculos.

De acordo com a matéria da Revista Língua Portuguesa, as redes sociais
A são as responsáveis pelo aumento de cinquenta por cento do número de leitores na última década.
B disponibilizaram novas práticas de alfabetização e letramento, maximizando o papel da internet no cotidiano.
C modificaram os conteúdos científicos e alteraram, de maneira significativa, o papel do educador na sala de aula.
D banalizaram a escrita e impediram a disseminação de textos elaborados na internet.
E democratizaram a informação, ampliaram as possibilidades de leitura e minimizaram a disseminação da escrita.

Quando produzimos um texto argumentativo, visamos persuadir o nosso ouvinte ou leitor, que é o nosso interlocutor, sobre um determinado assunto, uma ideia ou uma opinião. Não necessariamente precisamos fazê-lo pensar como nós, mas precisamos estabelecer argumentos convincentes para que mostremos ao nosso interlocutor que há uma coerência naquilo que pensamos. No texto acima, o autor, para fundamentar seu ponto de vista, fez uso, principalmente, de argumento(s)
A de autoridade.
B baseado na competência motora.
C por comprovação.
D com base em raciocínio lógico.
E por citação.

Sobre a tipologia da arte e a proposta estética dos dois objetos, pode-se inferir que
A ambos representam o artesanato artístico e servem estritamente para apreciação estética.
B o objeto I é artesanato artístico, e o objeto II é uma escultura de caráter mais histórico que estético.
C o objeto II é artesanato artístico, e o objeto I, artesanato funcional de caráter estético.
D ambos representam o artesanato artístico com diferença na utilização diferente de estilo e técnica.
E os objetos I e II são esculturas de barro e argila, uma retratando o cotidiano, a outra, a história do Brasil.
A
B
C
D
E

Os quadrinhos apresentados abordam uma temática relevante para a sociedade, utilizando a linguagem coloquial. Analisando as informações verbais e não verbais utilizadas na construção da tirinha, podemos inferir, adequadamente, que o humor decorre
A do contraste entre as ações politicamente corretas realizadas pelas personagens e suas falas preconceituosas.
B da coerência entre o posicionamento das personagens, que acreditam na inutilidade de ações ambientalmente corretas.
C da representação de ações consideradas fisicamente saudáveis realizadas no discurso das personagens, mas não postas em prática.
D da oposição existente entre as falas das personagens, que compreendem, de formas diferentes, o conceito de consumo sustentável.
E da incoerência existente entre o discurso de proteção ambiental das personagens e a concretização das ações representadas nos quadrinhos.
A
B
C
D
E

Prévia do material em texto

<p>PROVA DE LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS E REDAÇÃO</p><p>PROVA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO</p><p>LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES SEGUINTES</p><p>1. SERÁ ATRIBUÍDA NOTA ZERO À PROVA QUANDO O ALUNO:</p><p>a) utilizar ou portar, durante a realização da prova, MÁQUINAS e(ou) RELÓGIOS DE CALCULAR, bem como RÁDIOS, GRAVADORES,</p><p>HEADPHONES, TELEFONES CELULARES ou FONTES DE CONSULTA DE QUALQUER ESPÉCIE;</p><p>b) ausentar-se da sala em que se realiza a prova levando consigo o CADERNO DE QUESTÕES e(ou) o CARTÃO-RESPOSTA antes do</p><p>prazo estabelecido;</p><p>c) agir com incorreção ou descortesia para com qualquer participante do processo de aplicação das provas;</p><p>d) comunicar-se com outro participante, verbalmente, por escrito ou por qualquer outra forma;</p><p>e)	 apresentar	dado(s)	falso(s)	na	sua	identificação	pessoal;</p><p>f) for ao banheiro portando CELULAR, mesmo que desligado, APARELHO DE ESCUTA, MÁQUINA DE CALCULAR ou qualquer outro</p><p>MATERIAL DE CONSULTA relativo à prova. Na ida ao banheiro, durante a realização da prova, o aluno será submetido à revista por meio</p><p>de DETECTOR DE METAL.</p><p>2. Este CADERNO DE QUESTÕES contém a Proposta de Redação e 90 questões numeradas de 1 a 90 e dispostas da seguinte maneira:</p><p>a) as questões de número 1 a 45 são relativas à área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias;</p><p>b) as questões de número 1 a 5 são relativas à área de Língua Estrangeira;</p><p>c) as questões de número 46 a 90 são relativas à área de Ciências Humanas e suas Tecnologias.</p><p>3.	 Verifique	 no	 CARTÃO-RESPOSTA	 se	 os	 seus	 dados	 estão	 registrados	 corretamente.	 Caso	 haja	 alguma	 divergência,	 comunique-a</p><p>imediatamente ao aplicador.</p><p>4. Decorrido o tempo determinado, será distribuído o CARTÃO-RESPOSTA, o qual será o único documento válido para a correção da prova.</p><p>5. Não dobre, não amasse, nem rasure o CARTÃO-RESPOSTA. Ele não poderá ser substituído.</p><p>6.	 Para	cada	uma	das	questões	objetivas,	são	apresentadas	5	opções,	identificadas	com	as	letras	A, B, C, D e E. Apenas uma responde</p><p>corretamente à questão. Você deve, portanto, assinalar apenas uma opção em cada questão. A marcação de mais de uma opção anula a</p><p>questão,	mesmo	que	uma	das	respostas	esteja	correta.</p><p>7. No CARTÃO-RESPOSTA, marque, para cada questão, a letra correspondente à opção escolhida para a resposta, preenchendo todo o</p><p>espaço	compreendido	no	círculo,	com	caneta	esferográfica	de	tinta	preta.</p><p>8.	 Reserve	 os	 30	 minutos	 finais	 para	 marcar	 seu	 CARTÃO-RESPOSTA.	 Os	 rascunhos	 e	 as	 marcações	 assinaladas	 no	 CADERNO	 DE</p><p>QUESTÕES não serão considerados na avaliação.</p><p>9.	 O	aluno,	ao	sair	da	sala,	deverá	entregar,	definitivamente,	seu	CARTÃO-RESPOSTA devidamente assinado, devendo ainda assinar a folha</p><p>de	presença	e	o	cartão	de	identificação	de	sala.</p><p>10. O tempo disponível para estas provas é de cinco horas e trinta minutos.</p><p>AP1 – 1a ETAPA</p><p>LC - 1º dia2 OSG.: 1561/23</p><p>LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>Questões de 01 a 45</p><p>Questões de 01 a 05 (opção: inglês)</p><p>QUESTÃO 01</p><p>Business, economics and finance are perennial</p><p>sources of new jargon, some bits more enduring than</p><p>others. The slowdown of China’s economy led to increased</p><p>talk of decoupling (of Western businesses from China’s).</p><p>International frictions led to a boom in friendshoring:</p><p>a kind of reverse offshoring in which supply chains are</p><p>redirected to stable, ideally allied countries, rather than</p><p>those invading their neighbours or pursuing self-harming</p><p>covid policies.</p><p>Disponível em: https://www.economist.com. Acesso em: 8 jan. 2023.</p><p>A composição é um dos processos de formação de novas</p><p>palavras. A partir de duas ou mais palavras simples ou</p><p>radicais, formamos palavras compostas que possuem</p><p>significado próprio. Com base na leitura do texto, o termo</p><p>friendshoring é usado para descrever um(a)</p><p>A política de contenção da disseminação do coronavírus.</p><p>B retorno das cadeias de produção para o país de</p><p>origem.</p><p>C animosidade cada vez maior entre o Ocidente e o</p><p>Oriente.</p><p>D desaceleração progressiva do sistema econômico</p><p>chinês.</p><p>E realocação das cadeias de suprimentos para nações</p><p>aliadas.</p><p>QUESTÃO 02</p><p>Take that, covid! “Revenge” tourism takes off</p><p>Economists call it “pent-up demand”. But people</p><p>who were stuck at home during the pandemic have another</p><p>name for the rebound in travel that will continue in 2023:</p><p>“revenge” tourism, as travellers show the virus who’s boss.</p><p>International tourism arrivals, up 60% in 2022, will rise by</p><p>a further 30% in 2023, to 1.6bn, still short of 2019’s figure</p><p>of 1.8bn. But tourist receipts in 2023 will almost equal the</p><p>2019 total of $1.4trn, if only because inflation has pushed</p><p>up prices. War in Ukraine has hampered the recovery,</p><p>as has China’s zero-covid policy: one in ten tourists was</p><p>Chinese before the pandemic. Their numbers will double</p><p>in 2023, to 59m, far below the 155m recorded in 2019.</p><p>As beaches and sun-loungers fill up again, this is a case</p><p>where revenge is best served hot.</p><p>Disponível em: https://www.economist.com. Acesso em: 8 jan. 2023.</p><p>O revenge tourism – ou turismo de vingança – tornou-se</p><p>um dos mais recentes e controversos tipos de turismo.</p><p>Com base no texto anterior, o turismo de vingança</p><p>A não guarda nenhuma relação com o vírus da covid.</p><p>B irá ultrapassar muito as estatísticas do ano de 2019.</p><p>C consiste na retomada das viagens após o lockdown.</p><p>D diverge totalmente do conceito de demanda reprimida.</p><p>E tem sido bastante impulsionado pela guerra na</p><p>Ucrânia.</p><p>QUESTÃO 03</p><p>Pipebots: The tiny “leak hunter” robots that</p><p>can save billions of litres of water</p><p>The world of robotics is expanding with every</p><p>passing day and now, robots will be used to keep a watch</p><p>on pipe networks in England and Wales. According to the</p><p>water industry economic regulator Ofwat, England and</p><p>Wales lose around three billion litres of water due to water</p><p>pipe leaks and the robots can be the solution to these</p><p>problems. Scientists told BBC that the miniature robots</p><p>will patrol the pipe network and produce constant updates</p><p>about any potential leaks or damages.</p><p>Some companies are already using tethered robots</p><p>to carry out the process but the Integrated Civil and</p><p>Infrastructure Research Centre (ICAIR) at the University</p><p>of Sheffield has come up with a new generation of robots.</p><p>The Pipebots are equipped with small cameras and</p><p>adaptable legs which allows it to cover more area and</p><p>provide constant surveillance footage of the water pipes.</p><p>Disponível em: https://www.wionews.com. Acesso em: 8 jan. 2023 (adaptado).</p><p>Engenheiros ingleses desenvolveram robôs em miniatura</p><p>para fazer o monitoramento da rede de tubulações. De</p><p>acordo com texto, os pipebots</p><p>A enfrentam certa resistência das empresas de abaste-</p><p>cimento.</p><p>B são os primeiros robôs utilizados para monitorar a</p><p>tubulação.</p><p>C estão em plena atividade por todo o território do Reino</p><p>Unido.</p><p>D irão patrulhar a tubulação, gerando atualizações</p><p>constantes.</p><p>E evitaram, até agora, a perda de três bilhões de litros de</p><p>água.</p><p>LC - 1º dia 3OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 04</p><p>Disponível em: https://br.pinterest.com. Acesso em: 8 jan. 2023.</p><p>Os alimentos são utilizados pelo nosso organismo para</p><p>realizar o metabolismo, ajudar na manutenção e no</p><p>crescimento dos tecidos, além de fornecer energia.</p><p>Com base na imagem acima, o propósito do texto é</p><p>A alertar para a qualidade dos alimentos que são</p><p>consumidos.</p><p>B incentivar o consumo de alimentos ecologicamente</p><p>corretos.</p><p>C convidar o leitor a adotar hábitos alimentares mais</p><p>saudáveis.</p><p>D promover uma conscientização sobre o desperdício de</p><p>comida.</p><p>E demonstrar o risco da ingestão de gordura para a</p><p>saúde humana.</p><p>QUESTÃO 05</p><p>Tired</p><p>I am so tired of waiting,</p><p>Aren’t you,</p><p>For the world to become good</p><p>And beautiful and kind?</p><p>Let us take a knife</p><p>And cut the world in two –</p><p>And see what worms are eating</p><p>At the rind.</p><p>Disponível em: https://genius.com. Acesso em: 8 jan. 2023.</p><p>James Mercer Langston Hughes foi um poeta,</p><p>ativista social, novelista, dramaturgo e colunista norte-</p><p>-americano.</p><p>Com base no poema</p><p>ação, de algum</p><p>discurso, o ponto de partida, donde arquétipo (o tipo ou</p><p>modelo primitivo de uma coisa). Em Píndaro, significa</p><p>poder, comando, autoridade, soberania, por extensão,</p><p>arconte (o magistrado). Os primeiros filósofos buscam a</p><p>arkhé, o princípio absoluto (primeiro e último) de tudo o</p><p>que existe.</p><p>CHAUÍ, Marilena. Introdução à História da Filosofia, Vol. 1, Dos Pré-socráticos</p><p>a Aristóteles. Companhia das Letras.</p><p>O conceito apresentado no fragmento acima, isto é, o de</p><p>arkhé, traduz, sob o ponto de vista filosófico</p><p>A esforço racional acerca da compreensão da realidade.</p><p>B tentativa de explicação mitológica da origem do</p><p>universo.</p><p>C ruptura absoluta com os elementos da narrativa</p><p>tradicional.</p><p>D exercício de obstrução ao entendimento lógico da</p><p>natureza.</p><p>E consolidação dos valores religiosos em linguagem</p><p>dogmática.</p><p>QUESTÃO 55</p><p>A partir da análise da gravura, pode-se inferir que</p><p>A a geografia se propõe a descrever paisagens, pois a</p><p>simples descrição fornece elementos suficientes para</p><p>uma compreensão global daquilo que pretendemos</p><p>conhecer geograficamente.</p><p>B a representação visível de vários aspectos do</p><p>espaço geográfico chama-se paisagem, onde estão</p><p>inseridos os elementos naturais (resultado da ação</p><p>da sociedade) e os elementos humanos ou culturais</p><p>(relevo, clima, rios e vegetação).</p><p>C entre todas as dinâmicas de que resultam as diversas</p><p>paisagens que se espalham pelo mundo, as impostas</p><p>pelo ritmo e pela necessidade das modernas</p><p>sociedades industriais são hoje as mais presentes na</p><p>quase totalidade.</p><p>D a natureza é um barreira na formação do espaço</p><p>produtivo, limitando a organização social e econômica</p><p>dos povos que habitam os diferentes lugares.</p><p>E a paisagem natural não pode ser transformada em</p><p>paisagem humanizada, pois as duas se diferenciam.</p><p>A investigação das diferentes paisagens se restringe à</p><p>descrição dos elementos que a constituem.</p><p>QUESTÃO 56</p><p>[...] os mestres gregos foram à escola com os</p><p>egípcios, e todos nós somos discípulos dos gregos. [...]</p><p>Embora alguns [dos] templos [gregos] sejam vastos e</p><p>imponentes, não atingem as colossais dimensões das</p><p>construções egípcias. Sente-se que foram edificadas</p><p>por seres humanos, para seres humanos. De fato, não</p><p>existia um governante divino imperando sobre os gregos</p><p>que pudesse forçar – ou tivesse forçado – todo um povo</p><p>a trabalhar como escravos para ele. As tribos gregas</p><p>tinham-se instalado em várias cidades pequenas e em</p><p>portos de abrigo ao longo da costa. Havia muita rivalidade</p><p>e atritos entre essas comunidades, mas nenhuma delas</p><p>conseguiu dominar todas as outras.</p><p>Ernst H. Gombrich. A história da arte, 1993.</p><p>O diálogo intercivilizacional entre o Egito e as cidades-</p><p>-Estado gregas na Antiguidade foi</p><p>A impossibilitado pelas diferenças profundas de suas</p><p>atividades econômicas.</p><p>B estimulado por suas alianças militares contra o Império</p><p>Persa.</p><p>C interrompido pela oposição da filosofia grega às</p><p>explicações religiosas do mundo.</p><p>D condicionado por suas específicas organizações</p><p>políticas.</p><p>E favorecido pela presença de colônias egípcias nos</p><p>territórios gregos.</p><p>QUESTÃO 57</p><p>Empédocles estabelece quatro elementos corpo-</p><p>rais – fogo, ar, água e terra –, que são eternos e que</p><p>mudam aumentando e diminuindo mediante mistura e</p><p>separação; mas os princípios propriamente ditos, pelos</p><p>quais aqueles são movidos, são o Amor e o Ódio. Pois é</p><p>preciso que os elementos permaneçam alternadamente</p><p>em movimento, sendo ora misturados pelo Amor, ora</p><p>separados pelo Ódio.</p><p>SIMPLÍCIO. Física, 25, 21. In: Os pré-socráticos. São Paulo: Nova Cultural, 1996.</p><p>A partir da leitura acima, é possível observar a tradução</p><p>do pensamento dos chamados filósofos pré-socráticos,</p><p>os quais estavam fundamentalmente preocupados com</p><p>uma</p><p>A investigação mitológica grega.</p><p>B condição originária do universo.</p><p>C dimensão metafísica da realidade.</p><p>D percepção estética dos sentimentos.</p><p>E corresponde à explicação mitológica.</p><p>CH - 1º dia 25OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 58</p><p>É formado por um conjunto indissociável,</p><p>solidário e também contraditório, de sistema de objetos</p><p>(redes técnicas, prédios, ruas) e de sistemas de ações</p><p>(organização do trabalho, produção, circulação, consumo</p><p>de mercadorias, relações familiares e cotidianas), não</p><p>considerados isoladamente, mas como o quadro único no</p><p>qual a historia se dá.</p><p>Milton Santos</p><p>A partir da leitura do texto, é possível afirmar que se trata</p><p>do conceito de</p><p>A paisagem.</p><p>B lugar.</p><p>C espaço geográfico.</p><p>D território.</p><p>E região.</p><p>QUESTÃO 59</p><p>O Eufrates não é um rio manso e amistoso como o</p><p>Nilo, com uma inundação de fim de verão, regular como</p><p>um relógio, que prepara a terra para o plantio do trigo no</p><p>inverno. [...] Ele transborda de suas margens, de forma</p><p>errática e imprevisível, durante a primavera, quando a</p><p>semente já no chão tem de ser protegida, primeiro para</p><p>não se afogar sob as águas da enchente; segundo, para</p><p>não secar sob o sol escaldante, que faz evaporar mais da</p><p>metade do fluxo do rio antes que ele chegue ao mar.</p><p>Paul Kriwaczek. Babilônia: a Mesopotâmia e o nascimento da civilização, 2018.</p><p>O excerto faz uma comparação entre a sociedade da Suméria</p><p>e a do Egito da Antiguidade, acentuando, entre elas,</p><p>A os aspectos divergentes do ponto de vista da natureza</p><p>das atividades econômicas.</p><p>B a ausência de organização militar para a defesa dos</p><p>terrenos férteis.</p><p>C os esforços para o aproveitamento de condições</p><p>naturais de sobrevivência social.</p><p>D os padrões distintos de submissão da mão de obra</p><p>capturada nas guerras.</p><p>E a existência de sociedades sustentadas pela</p><p>propriedade coletiva das terras.</p><p>QUESTÃO 60</p><p>Heráclito indicou o fogo como “princípio” funda-</p><p>mental, e considerou todas as coisas como transformações</p><p>do fogo. Também é evidente por que Heráclito atribuiu</p><p>ao fogo a “natureza” de todas as coisas: o fogo expressa</p><p>de modo exemplar as características de mudança</p><p>contínua, do contraste e da harmonia. Com efeito, o fogo</p><p>está continuamente em movimento, é vida que vive da</p><p>morte do combustível, é contínua transformação deste</p><p>em cinzas, fumaça e vapores, é perene “necessidade e</p><p>saciedade”, como diz Heráclito a respeito de seu Deus.</p><p>REALE, Giovanni e ANTISERI, Dario. História da Filosofia, Filosofia pagã antiga, Vol. 1,</p><p>São Paulo, Paulus, 2003, p. 23.</p><p>Acerca do pensamento de Heráclito de Éfeso, citado no</p><p>fragmento acima, é possível perceber uma</p><p>A estagnação como fundamento real de toda a natureza.</p><p>B compreensão deliberadamente mitológica da realidade.</p><p>C visão cosmológica apoiada no princípio da</p><p>imutabilidade.</p><p>D percepção da origem do universo em dimensão</p><p>metafísica.</p><p>E associação entre devir e natureza como essência do</p><p>universo.</p><p>QUESTÃO 61</p><p>NORUEGA</p><p>Osio</p><p>NORUEGA</p><p>Osio SUÉCIASUÉCIA</p><p>FINLÂNDIAFINLÂNDIA</p><p>MAR DO</p><p>NORTE</p><p>MAR DO</p><p>NORTE</p><p>REINO UNIDOREINO UNIDO</p><p>OCEANO</p><p>ATLÂNTICO</p><p>OCEANO</p><p>ATLÂNTICO</p><p>LondresLondres</p><p>PAÍSES</p><p>BOIXOS</p><p>PAÍSES</p><p>BOIXOS</p><p>IMPÉRIO ALEMÃOIMPÉRIO ALEMÃO</p><p>BÉLGICABÉLGICA</p><p>BerlimBerlim</p><p>ParisParis</p><p>SUÍÇASUÍÇAFRANÇAFRANÇA</p><p>PORTUGALPORTUGAL</p><p>ESPANHAESPANHA</p><p>LisboaLisboa</p><p>ESCALAESCALA</p><p>0 300 600 km0 300 600 km ÁFRICAÁFRICA</p><p>MadriMadri ITÁLIAITÁLIA</p><p>RomaRoma</p><p>MONTENEGROMONTENEGRO</p><p>ALBANIAALBANIA</p><p>GRÉCIAGRÉCIA</p><p>BÓSNIABÓSNIA</p><p>VienaViena</p><p>IMPÉRIO</p><p>AUSTRO-HUNGARO</p><p>IMPÉRIO</p><p>AUSTRO-HUNGARO</p><p>BudapesteBudapeste</p><p>IMPÉRIO RUSSOIMPÉRIO RUSSO</p><p>MOSCOUMOSCOU</p><p>São Pe rsburgoteSão Pe rsburgote</p><p>DINAMARCADINAMARCA</p><p>CopenhageCopenhage</p><p>AmsterdãAmsterdã</p><p>VarsóviaVarsóvia</p><p>EstocolmoEstocolmo</p><p>HetsinqueHetsinque</p><p>BruxelasBruxelas</p><p>SÉRVIASÉRVIA</p><p>BelgradoBelgrado BucaresteBucareste</p><p>ROMÊNIAROMÊNIA</p><p>BULGÁRIABULGÁRIA</p><p>SofiaSofia</p><p>Constan�noplaConstan�nopla</p><p>IMPÉRIO</p><p>OTOMANO</p><p>IMPÉRIO</p><p>OTOMANO</p><p>AtenasAtenas</p><p>MAR NEGROMAR NEGRO</p><p>NORUEGANORUEGA</p><p>OsioOsio SUÉCIASUÉCIA</p><p>EstocolmoEstocolmo</p><p>FINLÂNDIAFINLÂNDIA</p><p>HelsinqueHelsinque</p><p>MAR DO</p><p>NORTE</p><p>MAR DO</p><p>NORTE</p><p>DINAMARCADINAMARCA</p><p>CopenhageCopenhage</p><p>TallinnTallinn</p><p>ESTÔNIAESTÔNIA</p><p>MOSCOUMOSCOU</p><p>LETÔNIALETÔNIA</p><p>LITUÂNIALITUÂNIA</p><p>RigaRiga</p><p>KraunasKraunas</p><p>IRLANDAIRLANDA</p><p>DublinDublin</p><p>REINO UNIDOREINO UNIDO</p><p>OCEANO</p><p>ATLÂNTICO</p><p>OCEANO</p><p>ATLÂNTICO</p><p>LondresLondres</p><p>BruxelasBruxelas</p><p>BÉLGICABÉLGICA</p><p>ParisParis</p><p>PAÍSES</p><p>BOIXOS</p><p>PAÍSES</p><p>BOIXOS</p><p>AmsterdãAmsterdã BerlimBerlim</p><p>ALEMANHAALEMANHA</p><p>LUXEMBUGOLUXEMBUGO PragaPraga</p><p>VarsóviaVarsóvia</p><p>POLÔNIAPOLÔNIA</p><p>TCHECOSLOVAQUIATCHECOSLOVAQUIA</p><p>BernaBerna VienaViena</p><p>ÁFRICAÁFRICA</p><p>ESPANHAESPANHA</p><p>MadriMadri</p><p>PORTUGALPORTUGAL</p><p>LisboaLisboa</p><p>RomaRoma</p><p>ITÁLIAITÁLIA</p><p>ROMÊNIAROMÊNIA</p><p>BucaresteBucareste</p><p>SUÍÇASUÍÇA</p><p>FRANÇAFRANÇA</p><p>AtenasAtenas</p><p>GRÉCIAGRÉCIA</p><p>ALBANIAALBANIA</p><p>UNIÃO SOVIÉTICAUNIÃO SOVIÉTICA</p><p>ÁUSTRIAÁUSTRIA</p><p>HUNGRIAHUNGRIA</p><p>BudapesteBudapeste</p><p>BelgradoBelgrado</p><p>IUGOSLÁVIAIUGOSLÁVIA</p><p>BULGÁRIABULGÁRIA</p><p>SofiaSofia</p><p>MAR NEGROMAR NEGRO</p><p>CórsegaCórsega</p><p>BalearesBaleares SardenhaSardenha</p><p>TiranaTirana AncaraAncara</p><p>TURQUIATURQUIA</p><p>ESCALAESCALA</p><p>0 300 600 km0 300 600 km</p><p>Antônio Pedro e Lizânias de Souza Lima. História por eixos temáticos, 2012.</p><p>As diferenças que os mapas, sob influência de Halford</p><p>Mackinder, apresentam no desenho das fronteiras</p><p>políticas e nas designações dos países indicam o(a)</p><p>A divisão política europeia determinada pelo Tratado de</p><p>Frankfurt, assinado após a Primeira Guerra Mundial.</p><p>B a reorganização dos blocos econômicos e militares,</p><p>coordenada pelas superpotências que venceram a</p><p>Segunda Guerra Mundial.</p><p>C o desaparecimento dos grandes impérios ao fim da</p><p>Primeira Guerra Mundial e a formação de Estados-</p><p>-tampões.</p><p>D a fragmentação provocada, em meio à Guerra Fria,</p><p>pelas guerras étnicas e nacionais no Leste europeu.</p><p>E a reorganização das fronteiras nacionais durante a</p><p>Guerra Fria e o avanço do socialismo sobre o Leste</p><p>europeu.</p><p>CH - 1º dia26 OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 62</p><p>Abertura de novas rotas, a fim de superar os entraves</p><p>derivados do monopólio das importações orientais pelos</p><p>venezianos e muçulmanos, e a escassez do metal nobre</p><p>Implicavam dificuldades técnicas (navegações do Mar</p><p>Oceano) e econômicas (alto custo dos investimentos),</p><p>o que exigia larga mobilização de recursos em escala</p><p>nacional. A expansão marítima, comercial e colonial,</p><p>postulando um certo grau de centralização do poder para</p><p>tornar-se realizável, constituiu-se em fator essencial do</p><p>poder do estado metropolitano.</p><p>NOVAIS, F. O Brasil nos quadros do antigo sistema colonial. In: MOTA, C. G. (Org.). Brasil</p><p>em perspectiva. São Paulo: Difel, 1982 (adaptado).</p><p>Em sua análise, o autor indica que o projeto expansionista</p><p>Europeu, dos séculos XV e XVI, tinha como objetivo</p><p>A fortalecer a economia dos Estados Nacionais</p><p>europeus.</p><p>B eliminar as relações comerciais mediterrâneas com o</p><p>Oriente.</p><p>C propagar a religião católica entre os povos conside-</p><p>rados pagãos.</p><p>D buscar territórios para o escoamento do excedente</p><p>populacional.</p><p>E assegurar os interesses políticos da burguesia</p><p>comercial europeia.</p><p>QUESTÃO 63</p><p>No âmbito da filosofia da physis, Parmênides se</p><p>apresenta como inovador radical e, em certo sentido,</p><p>como pensador revolucionário. Efetivamente, com ele,</p><p>a cosmologia recebe como que um profundo e benéfico</p><p>abalo do ponto de vista conceitual, transformando-se em</p><p>uma ontologia (teoria do ser).</p><p>REALE, Giovanni e ANTISERI, Dario. História da Filosofia, Filosofia pagã antiga, Vol. 1,</p><p>São Paulo, Paulus, 2003, p. 33.</p><p>Acerca do pensamento de Parmênides de Eleia, citado no</p><p>fragmento acima, é possível perceber uma</p><p>A obstrução ao entendimento acerca dos elementos da</p><p>natureza.</p><p>B dificuldade do desenvolvimento do pensamento de</p><p>tipo racional.</p><p>C tentativa de levar a compreensão da realidade em sua</p><p>essência.</p><p>D busca pela investigação cosmológica em uma</p><p>dimensão material.</p><p>E certeza da mutabilidade como condição fundamental</p><p>do universo.</p><p>QUESTÃO 64</p><p>“Para muitos alemães, a derrota de 1918 foi urna</p><p>experiência inesperada e altamente traumática. Atingiu</p><p>um ponto sensível no habitus nacional e foi sentida como</p><p>um regresso ao tempo da fraqueza alemã, dos exércitos</p><p>estrangeiros no país, de uma vida na sombra de um</p><p>passado mais grandioso. Estava em risco todo o processo</p><p>de recuperação da Alemanha.</p><p>Muitos membros das classes média e superior</p><p>alemãs – talvez a grande maioria – sentiram que não</p><p>poderiam viver com tamanha humilhação. Concluíram</p><p>que deveriam preparar-se para a guerra seguinte, com</p><p>melhores chances de uma vitória alemã, mesmo que, no</p><p>começo, não estivesse claro como isso poderia acontecer.</p><p>ELIAS, N. Os alemães: A luta pelo poder e a evolução do habitus nos séculos XIX e XX. Rio</p><p>de Janeiro: Jorge Zahar, 1997, p. 20.</p><p>No excerto anterior, Norberto Elias considera que, do</p><p>ponto de vista histórico, a derrota alemã na</p><p>A Guerra Franco-prussiana desdobrou-se num senti-</p><p>mento revanchista que mobilizaria o povo alemão na</p><p>Primeira Guerra Mundial.</p><p>B Segunda Guerra Mundial não criou um sentimento</p><p>de vergonha nacional do povo alemão em relação ao</p><p>holocausto judeu.</p><p>C Primeira Guerra Mundial desdobrou-se num</p><p>sentimento conciliatório do povo alemão na legitimação</p><p>da República de Weimar.</p><p>D Primeira Guerra Mundial despertou um sentimento</p><p>revanchista que mobilizaria o povo alemão no</p><p>horizonte da Segunda Guerra Mundial.</p><p>E Guerra Franco-prussiana despertou um sentimento</p><p>nacionalista que mobilizou o povo alemão no combate</p><p>aos comunistas na Primeira Guerra Mundial.</p><p>QUESTÃO 65</p><p>A conquista do comércio oriental de especiarias</p><p>não é uma conquista de território, pois: os navegadores</p><p>não vão ocupar as áreas produtoras, nem interferir nelas.</p><p>É uma conquista que cedo reveste de violência, porque</p><p>disputa privilégios, particularmente o do monopólio</p><p>imposto pela força da maioria dos casos. Trata-se de</p><p>substituir os antigos mercadores árabes, que ali obtinham</p><p>as mercadorias ao ocidente, por mercadores europeus,</p><p>estabelecendo contato direto com as zonas produtoras</p><p>e eliminando os roteiros terrestres. Para a conquista do</p><p>comércio, há necessidade de fundar estabelecimentos,</p><p>é um princípio de ocupação por pontos, a importância</p><p>está em determinadas praças orientais que coletam</p><p>a produção regional. Essa coleta tem importância</p><p>enorme, sem ela não existiria comércio, há que reunir</p><p>o que populações dispersas produzem. A produção,</p><p>entretanto, é preexistente: não trata de criá-la, antecede</p><p>a fase das Grandes Navegações. E há uma população</p><p>suficientemente densa para permitir a coleta da produção</p><p>dispersa. Trata-se de comercializar, pois, e não de</p><p>produzir, nem de povoar, nem de colonizar.</p><p>SODRÉ, N. W. Formação Histórica do Brasil. São Paulo: Editora Brasiliense, 1963. p. 37. (adaptado).</p><p>O texto aborda os empreendimentos portugueses no</p><p>contexto das Grandes Navegações, caracterizado pelo(a)</p><p>A organização de um sistema produtivo.</p><p>B subjugação das comunidades orientais.</p><p>C desenvolvimento da política das feitorias.</p><p>D estabelecimento das capitanias hereditárias.</p><p>E consolidação do projeto colonizador marítimo.</p><p>CH - 1º dia 27OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 66</p><p>Advento da Pólis, nascimento da filosofia: entre as</p><p>duas ordens de fenômenos, os vínculos são demasiado</p><p>estreitos para que o pensamento racional não apareça,</p><p>em suas origens, solidário das estruturas sociais e</p><p>mentais próprias da cidade grega. Assim recolocada na</p><p>história, a filosofia despoja-se desse caráter de revelação</p><p>absoluta que às vezes lhe foi atribuído, saudando,</p><p>na jovem ciência dos jônios, a razão intemporal que</p><p>veio encarnar-se no Tempo. A escola de Mileto não viu</p><p>nascer a Razão; ela construiu uma Razão, uma primeira</p><p>forma de racionalidade. Essa razão grega não é a razão</p><p>experimental da ciência contemporânea.</p><p>VERNANT, J. P. Origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Difel, 2002.</p><p>Os fenômenos apresentados foram fortalecidos pelo</p><p>aparecimento de um grupo de pensadores, conhecidos</p><p>como</p><p>A estoicos, comprometidos na compreensão do fata-</p><p>lismo.</p><p>B sofistas, voltados ao ensino da retórica em nível</p><p>político.</p><p>C peripatéticos, responsáveis por uma filosofia sistemá-</p><p>tica.</p><p>D epicuristas, empenhados na construção de uma vida</p><p>feliz.</p><p>E poetas rapsodos,</p><p>preocupados com a preservação do</p><p>mito.</p><p>QUESTÃO 67</p><p>Estudar, geograficamente, o mundo no todo que em partes</p><p>é buscar entender como e por que as paisagens – sejam</p><p>elas quais forem – apresentam as características que</p><p>observamos. Nos estudos geográficos, a observação da</p><p>paisagem permite</p><p>A explicar as peculiaridades dos povos em cada lugar e</p><p>como estes estabelecem as relações entre o local e o</p><p>global.</p><p>B conhecer a extensão do território dos estados nacionais e</p><p>as construções arquitetônicas produzidas nos lugares</p><p>ao longo do tempo.</p><p>C conhecer a dinâmica dos lugares, através da qual</p><p>podemos compreender os fluxos econômicos que</p><p>determinam as interações regionais.</p><p>D compreender os movimentos da sociedade do estado</p><p>no processo de produção do território.</p><p>E aprender, inicialmente, os elementos físicos e culturais</p><p>que compõem o espaço geográfico.</p><p>QUESTÃO 68</p><p>“...todos os gêneros produzidos junto ao mar</p><p>podiam conduzir-se para a Europa facilmente e os do</p><p>sertão, pelo contrário, nunca chegariam a portos onde os</p><p>embarcassem, ou, se chegassem, seria com despesas</p><p>tais que aos lavradores não faria conta largá-los pelo</p><p>preço por que se vendessem os da Marinha. Estes foram</p><p>os motivos de antepor a povoação da costa à do sertão.”</p><p>Frei Gaspar da Madre de Deus, em 1797.</p><p>O texto mostra</p><p>A o desconhecimento dos colonos das desvantagens de</p><p>se ocupar o interior.</p><p>B o caráter litorâneo da colonização portuguesa da</p><p>América.</p><p>C que àquela altura ainda poucos sabiam sobre as</p><p>desvantagens do sertão.</p><p>D o contraste entre o povoamento do Nordeste e o do</p><p>Sudeste.</p><p>E o estranhamento do autor sobre o que se passava na</p><p>região das Minas.</p><p>QUESTÃO 69</p><p>Eliminada a possibilidade de alcançar uma</p><p>“verdade” absoluta (a alétheia), parece que só restou a</p><p>Górgias o caminho da “opinião” (doxa). Ele, porém, negou</p><p>também a opinião, considerando-a “a mais pérfida das</p><p>coisas”. Procura então um terceiro caminho, o da razão</p><p>que se limita a iluminar fatos, circunstâncias e situações</p><p>da vida dos homens e das cidades na sua concretitude</p><p>e na sua situação contingente, sem chegar a dar a estes</p><p>um fundamento adequado.</p><p>REALE, Giovanni e ANTISERI, Dario. História da Filosofia, Filosofia pagã antiga, Vol. 1,</p><p>São Paulo, Paulus, 2003, p. 78.</p><p>Na tradição de pensamento desenvolvida pelos sofistas,</p><p>a posição adotada por Górgias se alinha a uma</p><p>A perspectiva niilista acerca da realidade social.</p><p>B defesa da normatividade imposta pela cultura.</p><p>C análise de viés dualista em torno da realidade.</p><p>D percepção racional absoluta acerca da verdade.</p><p>E renúncia da razão como fundamento intelectual.</p><p>CH - 1º dia28 OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 70</p><p>Ocupação de Sem-teto –</p><p>Periferia de Mauá-SP.</p><p>Moradores de rua na Ipiranga –</p><p>São Paulo- P.S</p><p>Disponível em: www.flict.com/fotos</p><p>Catadores de lixo.</p><p>Disponível em: raiz-forte.</p><p>blogspot.com</p><p>Acampamento dos Sem-terra.</p><p>Disponível em: interpretacoesdeum</p><p>sujeito.blogspot.com</p><p>Ocupação de Sem-teto –</p><p>Periferia de Mauá-SP.</p><p>Moradores de rua na Ipiranga –</p><p>São Paulo- P.S</p><p>Disponível em: www.flict.com/fotos</p><p>Catadores de lixo.</p><p>Disponível em: raiz-forte.</p><p>blogspot.com</p><p>Acampamento dos Sem-terra.</p><p>Disponível em: interpretacoesdeum</p><p>sujeito.blogspot.com</p><p>A Geografia, assim como várias outras ciências, utiliza-se</p><p>de categorias para basear os seus estudos. Trata-se da</p><p>elaboração e da utilização de conceitos básicos que</p><p>orientam o recorte e a análise de um determinado fenô-</p><p>meno a ser estudado. Ao observar as figuras e texto,</p><p>pode-se concluir que a categoria da geografia explorada é</p><p>A lugar.</p><p>B região.</p><p>C espaço</p><p>D território.</p><p>E paisagem.</p><p>QUESTÃO 71</p><p>Muitos escravos e libertos recorriam aos orixás</p><p>para resolver diferentes tipos de problema. Aos poucos, a</p><p>crença nos orixás foi se desenvolvendo e, no século XIX,</p><p>deu origem ao Candomblé. Essa religião era formada por</p><p>“irmãos de fé”, pessoas que acreditavam nos orixás e que</p><p>se reuniam em torno de uma mesma casa ou terreiro.</p><p>Nesse espaço, que era comandado por uma mãe de santo</p><p>ou um pai de santo, além de realizar suas cerimônias</p><p>religiosas, entrar em contato com seus deuses e buscar</p><p>respostas por meio de jogos de adivinhação (como o jogo</p><p>de búzios), muitos escravos e libertos conseguiram formar</p><p>outra família, família essa que muito se assemelhava com</p><p>as grandes linhagens existentes em diversas localidades</p><p>africanas.</p><p>Ynaê Lopes dos Santos. História da África e do Brasil afrodescendente, 2017.</p><p>O texto caracteriza o Candomblé como</p><p>A uma estratégia de recusa e resistência dos</p><p>escravizados diante dos esforços de catequização</p><p>empreendidos pelos jesuítas portugueses.</p><p>B uma tentativa de conciliar características de distintas</p><p>religiosidades de matriz africana, como o politeísmo e</p><p>as idolatrias.</p><p>C uma religião derivada de crenças de origem africana,</p><p>que possibilitou o surgimento de espaços de</p><p>sociabilidade e solidariedade entre escravizados.</p><p>D uma religião trazida da África e praticada no Brasil</p><p>pelos escravizados como uma forma de manter</p><p>contato com as origens e os antepassados.</p><p>E uma religião de matriz islâmica que permitia a</p><p>unificação dos escravizados procedentes de diversas</p><p>regiões da África</p><p>QUESTÃO 72</p><p>Moral (...) é tudo o que é fonte de solidariedade,</p><p>tudo o que possa o indivíduo a contar com seu próximo,</p><p>a regular seus movimentos com base em outra coisa que</p><p>não os impulsos de ser egoísta e a moralidade é tanto</p><p>mais sólida quanto mais numerosos e fortes são esses</p><p>laços.</p><p>DURKHEIM. A divisão social do trabalho. p. 313.</p><p>De acordo com o pensamento de Émile Durkheim, o</p><p>termo “solidariedade” pode ser compreendido como</p><p>A prática típica de sociedades pré-modernas.</p><p>B liga social que permite a manutenção da coesão.</p><p>C elemento desvinculado da divisão social do trabalho.</p><p>D capacidade de estimular a afetividade e a ajuda mútua</p><p>entre grupos.</p><p>E demonstração de como as tradições são efetivas</p><p>mesmo na modernidade.</p><p>CH - 1º dia 29OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 73</p><p>Na Era dos Impérios, entre 1875 e 1914,</p><p>estabeleceu-se definitivamente uma economia mundial</p><p>unificada que alcançou os lugares mais remotos do globo</p><p>e os envolveu em uma rede complexa de transações</p><p>econômicas, comunicação e circulação de bens, capitais</p><p>e pessoas. Foi a época do surgimento das sociedades</p><p>anônimas, dos oligopólios e de um novo tipo de império</p><p>colonial. Como resultado, definiu-se uma complexa</p><p>integração entre um conjunto pequeno de países que se</p><p>autodesignavam desenvolvidos – sobretudo os Estados</p><p>nacionais soberanos europeus que surgiram a partir da</p><p>segunda metade do século XVIII – e um vasto conjunto de</p><p>países e regiões não desenvolvidas que iria da América</p><p>do Sul às ilhas do Pacífico, passando por África, Ásia e</p><p>Austrália.</p><p>HOBSBAWM, Eric. A Era dos impérios; tradução Sieni Maria Campos e Yolanda Steidel de</p><p>Toledo; revisão técnica Maria Célia Paoli. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988 (adaptado).</p><p>Até 1945 havia um eurocentrismo global, onde ocorreu um</p><p>processo de expansão realizado pelas grandes potências</p><p>europeias ainda no século XIX, nesse contexto, podemos</p><p>inferir que</p><p>A Portugal, Espanha e Inglaterra criaram um espaço</p><p>econômico fixo para a exploração de produtos tropicais</p><p>vendidos a altos preços no mercado europeu.</p><p>B a África tornou-se um espaço territorial disputado para</p><p>a expansão contínua dos mercados da Grã̃-Bretanha,</p><p>França, Alemanha, Bélgica e Itália.</p><p>C a América do Sul assumiu o papel de protagonista dos</p><p>processos de industrialização e expansão dos negócios</p><p>financeiros com o objetivo de superar a Europa.</p><p>D as burguesias nacionais europeias reorganizaram</p><p>suas alianças políticas e militares com o objetivo de</p><p>conter a expansão da França depois da revolução de</p><p>1789.</p><p>E China, Índia e Rússia permaneceram isolados do restante</p><p>do mundo em função do atraso econômico causado pelo</p><p>apego à agricultura e ao trabalho escravo.</p><p>QUESTÃO 74</p><p>“[…] em 1534, seguindo o princípio de transferir</p><p>para terceiros as despesas com a colonização, a Coroa</p><p>introduziu no</p><p>Brasil o sistema de capitanias hereditárias.</p><p>[…] No entanto, a falta de recursos financeiros, a</p><p>inexperiência de alguns donatários, o precário sistema</p><p>de transporte e comunicação e o relacionamento hostil</p><p>entre portugueses e indígenas levaram a maior parte das</p><p>capitanias ao fracasso.”</p><p>BRAICK, Patrícia Ramos; MOTA, Myriam Becho. História: das cavernas ao terceiro milênio</p><p>(vol.1), 4a ed. São Paulo: Moderna, 2016, p. 36.</p><p>Ao constatar os problemas do sistema de capitanias</p><p>hereditárias, a Coroa portuguesa instituiu o</p><p>A clientelismo, ou seja, uma troca de favores entre os</p><p>colonizadores e as autoridades portuguesas.</p><p>B Tribunal da Inquisição que, em parceria com a Igreja</p><p>Católica, ocupou e fez prosperar toda a América</p><p>portuguesa.</p><p>C fim do monopólio português na colônia, abrindo o</p><p>território para comércio e exploração com outras</p><p>nações europeias.</p><p>D fim imediato do sistema de capitanias no século XVI, já</p><p>que todas foram consideradas um fracasso.</p><p>E Governo Geral, em 1548, centralizando a administração</p><p>na América portuguesa.</p><p>QUESTÃO 75</p><p>Em outros termos, o espírito humano, por sua</p><p>natureza, emprega sucessivamente em cada uma de</p><p>suas investigações três métodos de filosofar, cujo caráter</p><p>é essencialmente diferente e mesmo radicalmente oposto:</p><p>primeiro, o método teológico, em seguida, o método</p><p>metafísico, e finalmente, o método positivo (...)</p><p>COMTE, 1825, p. 125-126.</p><p>De acordo com a Lei dos três estágios, o pensamento</p><p>teórico positivista compreende que a</p><p>A metafísica seria a superação do positivismo.</p><p>B fase teológica só existe em regimes teocráticos.</p><p>C fase metafísica valoriza as afirmações de base</p><p>religiosa.</p><p>D religião e fé são os fundamentos do conhecimento</p><p>positivo.</p><p>E fase positiva seria baseada nos saberes lógicos e</p><p>observáveis.</p><p>QUESTÃO 76</p><p>A Guerra Fria está de volta. A ocupação militar</p><p>russa da Crimeia e os preparativos para uma possível</p><p>anexação da província do sul da Ucrânia reavivaram</p><p>temores, cálculos e reflexos enferrujados desde a queda</p><p>do Muro de Berlim, em 1989 (…). O impasse já está</p><p>despertando perguntas difíceis sobre o equilíbrio entre</p><p>sanções e diplomacia, estabelecendo testes de fidelidade</p><p>a aliados e aumentando o risco de contágio por outros</p><p>conflitos e de possíveis guerras por procuração.</p><p>O Globo, 18 mar. 2014. Acesso em: 14 ago. 2015 (adaptado).</p><p>O risco de um retorno à Guerra Fria, com a possível volta</p><p>do cenário bipolar, estabelece-se</p><p>A pela importância do papel da Ucrânia no poderio</p><p>nuclear mundial.</p><p>B pela oposição imperialista e política das frentes russas</p><p>e norte-americanas.</p><p>C pelo choque entre o crescimento econômico russo e a</p><p>crise financeira dos EUA.</p><p>D pelo apoio incondicional da China à Rússia, tal qual</p><p>ocorreu ao longo da Guerra Fria.</p><p>E pela disputa entre Rússia e Estados Unidos pela</p><p>influência sobre a União Europeia.</p><p>CH - 1º dia30 OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 77</p><p>“Eu, el-rei D. João III, faço saber a vós, Tomé de</p><p>Souza, fidalgo da minha casa, que ordenei mandar fazer</p><p>nas terras do Brasil uma fortaleza e uma povoação grande</p><p>e forte na Baía de Todos-os-Santos. (...) Tenho por bem</p><p>enviarvos por governador das ditas terras do Brasil.”</p><p>Regimento de Tomé de Souza, 1549.</p><p>As determinações do rei de Portugal estavam relacionadas</p><p>A à necessidade de colonizar e povoar o Brasil para</p><p>compensar a perda das demais colônias agrícolas</p><p>portuguesas do Oriente e da África.</p><p>B aos planos de defesa militar do império português para</p><p>garantir as rotas comerciais para a Índia, Indonésia,</p><p>Timor, Japão e China.</p><p>C a um projeto que abrangia conjuntamente a exploração</p><p>agrícola, a colonização e a defesa dos territórios.</p><p>D aos projetos administrativos da nobreza palaciana,</p><p>visando à criação de fortes e feitorias para atrair</p><p>missionários e militares ao Brasil.</p><p>E ao plano de inserir o Brasil no processo de colonização</p><p>escravista semelhante ao desenvolvido na África e no</p><p>Oriente.</p><p>QUESTÃO 78</p><p>Os relacionamentos de produção revelam três</p><p>fatores ou elementos: as condições naturais, as técnicas</p><p>e a organização, e a divisão social do trabalho. É</p><p>evidente que a estrutura de uma sociedade, atividade</p><p>dos indivíduos que a constituem, sua distribuição e suas</p><p>situações recíprocas não podem ser compreendidas a</p><p>não ser que comecemos nessa análise.</p><p>Os três fatores citados no texto podem ser denominados,</p><p>conforme a teoria materialista, como</p><p>A forças produtivas de determinadas sociedades.</p><p>B elementos fundamentais para a harmonia entre as</p><p>classes.</p><p>C superestrutura, ou seja, as condições materiais de</p><p>produção.</p><p>D componentes exclusivos do modo de produção</p><p>capitalista.</p><p>E instrumentos a serviço da alienação dos trabalhadores.</p><p>QUESTÃO 79</p><p>“Nos países bálticos, na Ásia central, no Cáucaso,</p><p>até mesmo na Rússia e nas duas outras nações eslavas</p><p>(Ucrânia e Bielo Rússia [ou Belarus]), consideradas o</p><p>núcleo básico de sustentação da União Soviética, (em</p><p>1990), os parlamentos nacionais proclamavam a própria</p><p>soberania em relação ao poder central da União, ou seja,</p><p>a primazia das leis nacionais sobre as leis soviéticas.</p><p>Num contexto de predomínio de forças centrífugas, qual</p><p>seria o destino do poder central?”.</p><p>REIS FILHO, Daniel Aarão. As Revoluções Russas e o Socialismo Soviético.</p><p>São Paulo: Editoria Unesp, 2003.</p><p>VALTMAN, Edmund S., Artista. Gorbachev (Mikhail Gorbachev, presidente da União Soviética</p><p>entre 1985-1991) contempla uma foice e um martelo despedaçados. União Soviética, 1991.</p><p>Disponível em: https://www.loc.gov/item/2016687304/.</p><p>Considerando a relação com a charge, o texto apresenta</p><p>A uma situação de tranquilidade política na União</p><p>Soviética, enquanto a charge faz alusão à mudança</p><p>deste cenário.</p><p>B o momento pós-independência das repúblicas que</p><p>compunham a União Soviética, enquanto a charge</p><p>representa o momento inicial de sua reconstrução.</p><p>C uma projeção otimista quanto ao futuro da União</p><p>Soviética, enquanto a charge nega esse prognóstico.</p><p>D uma crítica ao nacionalismo das repúblicas soviéticas,</p><p>enquanto a charge celebra o esfacelamento do poder</p><p>central.</p><p>E uma conjuntura de crise no governo de Gorbachev,</p><p>enquanto a charge representa o subsequente colapso</p><p>da União Soviética.</p><p>CH - 1º dia 31OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 80</p><p>“Deu no Mercurio Portuguez: ... e do Brasil vira</p><p>também o galeão chamado Padre Eterno, que se faz no</p><p>Rio de Janeiro, e é o mais famoso baixei de guerra que</p><p>os mares jamais viram”. A gazeta mensal lisboeta trazia</p><p>a notícia anterior fechando a edição de março de 1665.</p><p>O periódico de Antônio de Souza de Macedo, secretário</p><p>de estado do Reino de Portugal, se referia ao barco de</p><p>53 metros (m) que deslocava 2 mil toneladas (t) com</p><p>um mastro feito num só tronco de 2,97 m circunferência</p><p>na base. O navio começou a ser construído em 1659 a</p><p>mando do governador da capitania do Rio, Salvador</p><p>Correia de Sá e Benevides, na Ilha do Governador, em</p><p>um local conhecido como Ponta do Galeão (onde fica</p><p>hoje o Aeroporto Internacional Tom Jobim). Militar e</p><p>político português, dono de engenhos e currais, Sá fez</p><p>o mais potente galeão que pôde para evitar depender</p><p>da proteção das frotas do governo ao se aventurar no</p><p>comércio pelos mares.</p><p>MARCOLIN, Neldson. Por mares sempre navegados. Disponível em:</p><p>http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/11/30por-mares-nevegados. Acesso em: 9 abr. 2019.</p><p>É correto afirmar que a existência de estaleiros destinados</p><p>à construção de grandes navios no Brasil do século XVII</p><p>demonstrava</p><p>A que o Brasil possuía uma economia dinâmica que</p><p>superava Portugal e Inglaterra na produção naval.</p><p>B que a indústria naval apenas servia para transportar o</p><p>açúcar para a Europa.</p><p>C que havia outras atividades econômicas na colônia,</p><p>além da produção e exportação de cana-de-açúcar.</p><p>D a necessidade de numerosas embarcações para</p><p>a navegação fluvial no Brasil, como o galeão Padre</p><p>Eterno.</p><p>E a existência de colonizadores franceses no Brasil, os</p><p>únicos capazes de construir grandes navios.</p><p>QUESTÃO 81</p><p>Para Durkheim,</p><p>uma sociedade não é simplesmente</p><p>uma soma de indivíduos, mas uma realidade que supera</p><p>ou é maior que cada um de seus membros tomados de</p><p>maneira isolada. Uma sociedade é, assim, uma realidade</p><p>que se impõe a qualquer um de seus indivíduos. E para</p><p>comprovar tal compreensão, Durkheim desenvolveu o</p><p>conceito de Fato Social que aborda, na perspectiva dele,</p><p>a maneira como ocorre essa força do social sobre os</p><p>seres humanos em sociedade, além de ser o objeto de</p><p>estudo principal, para ele, da ciência sociológica.</p><p>Assim, considerando a perspectiva sociológica durkhei-</p><p>miana, é correto dizer que os fatos sociais</p><p>A demonstram as necessidades e funcionalidades que</p><p>estão em constante conflito na sociedade.</p><p>B atuam contra os indivíduos e podem exercer uma força</p><p>contrária decisiva na reorganização de sua sociedade.</p><p>C produzem efeitos sociais nos indivíduos, mas</p><p>não alteram as estruturas sociais historicamente</p><p>enraizadas.</p><p>D os fatos sociais são certas maneiras de agir, pensar</p><p>e sentir que não possuem força coercitiva sobre os</p><p>indivíduos.</p><p>E a realidade individual entra em contradição com</p><p>a realidade do social, baseada na luta de classes</p><p>antagônicas.</p><p>QUESTÃO 82</p><p>Minha vida é andar</p><p>Por esse país</p><p>Pra ver se um dia</p><p>Descanso feliz</p><p>Guardando as recordações</p><p>Das terras onde passei</p><p>Andando pelos sertões</p><p>E dos amigos que lá deixei</p><p>GONZAGA, L.; CORDOVIL, H. A vida de viajante, 1962.</p><p>Na letra da canção A vida de viajante, de composição de</p><p>Herve Cordovil e Luiz Gonzaga, a expressão “guardando</p><p>as recordações das terras onde passei” tem o sentido</p><p>geográfico de</p><p>A paisagem, espaço delimitado pelo alcance visual.</p><p>B território, espaço definido por fronteiras.</p><p>C lugar, pois está revestido da ideia de espaço vivido.</p><p>D região, pois se refere a uma área do espaço, mais ou</p><p>menos delimitada.</p><p>E espaço, pois se refere ao produto das ações humanas</p><p>na interação com o meio.</p><p>QUESTÃO 83</p><p>Numa primeira aproximação, o sistema colonial</p><p>apresenta-se-nos como o conjunto das relações entre</p><p>as metrópoles e suas respectivas colônias, num dado</p><p>período da história da colonização.</p><p>Fernando A. Novais. Portugal e Brasil na crise do Antigo Sistema Colonial (1777-1808), 2019.)</p><p>O “conjunto das relações” mencionado no excerto</p><p>abrangia o</p><p>A equilíbrio contínuo da balança comercial entre colônia</p><p>e metrópole, que assegurava a isonomia nas relações</p><p>comerciais.</p><p>B instrumento do exclusivo metropolitano do comércio,</p><p>que regulava as trocas de mercadorias entre colônia</p><p>e metrópole.</p><p>C estabelecimento de domínio político da colônia sobre</p><p>a metrópole, que caracterizava o vínculo imperialista.</p><p>D prevalecimento de formas assalariadas de trabalho,</p><p>que permitiam a ampliação do mercado consumidor</p><p>colonial.</p><p>E predomínio de princípios e ideias liberais, que articu-</p><p>lavam a política econômica mercantilista.</p><p>CH - 1º dia32 OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 84</p><p>A partir da terceira década do século 19, intensifi-</p><p>cam-se, na sociedade francesa, as crises econômicas e</p><p>as lutas de classe. A contestação da ordem capitalista,</p><p>levada a cabo pela classe trabalhadora, passa a ser</p><p>reprimida com violência, como em 1848, quando a</p><p>burguesia utiliza os aparatos do Estado por ela dominado</p><p>para sufocar as expressões populares.</p><p>MARTINS. O que é Sociologia. Editora Brasiliense. 22o edição. p. 29.</p><p>A Modernidade é um momento de estabelecimento dos</p><p>Estados-nação. O Estado Moderno burocrático tem à sua</p><p>disposição a força coercitiva. Na perspectiva materialista,</p><p>a repressão citada no texto pode ser compreendida como</p><p>A necessidade que o Estado tem de manter a classe</p><p>proletária no poder.</p><p>B consequência do Estado como instituição à disposição</p><p>das classes dominantes.</p><p>C atitudes drásticas, porém, legítimas e alinhadas com</p><p>os princípios dos Direitos Humanos.</p><p>D maneira mais eficaz de enfraquecer movimentos de</p><p>caráter antidemocrático, como os de 1848.</p><p>E algo fundamental para estabelecimento da ordem e do</p><p>progresso conforme a perspectiva positivista.</p><p>QUESTÃO 85</p><p>É quase impossível para o homem moderno</p><p>imaginar como é viver da caça. A vida do caçador é a</p><p>de uma dura viagem por terra que parece não ter fim.</p><p>Uma vida de preocupações frequentes de que a próxima</p><p>interceptação possa não funcionar, de que a armadilha</p><p>ou o ataque fracassará, ou de que as manadas não</p><p>aparecerão nesta estação. Sobretudo, a vida de um</p><p>caçador carrega com ela a ameaça de privação e morte</p><p>por inanição.</p><p>CAMPBELL, John M. O verão faminto apud KRAKAUER, Jon. Na natureza selvagem. São</p><p>Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 195.</p><p>Com base no texto acima, indique a qual corrente do</p><p>pensamento geográfico ele se refere.</p><p>A Determinismo ambiental.</p><p>B Possibilismo geográfico.</p><p>C Nova geografia ou geografia quantitativista.</p><p>D Geografia crítica ou geografia marxista.</p><p>E Geografia humanística ou cultural.</p><p>QUESTÃO 86</p><p>“Não são raros [no período colonial] os casos como</p><p>o de um Bernardo Vieira de Melo, que, suspeitando a</p><p>nora de adultério, condena-a à morte em conselho de</p><p>família e manda executar a sentença, sem que a Justiça</p><p>dê um único passo no sentido de impedir o homicídio ou</p><p>de castigar o culpado...”.</p><p>Sérgio Buarque de Holanda, Raízes do Brasil.</p><p>O texto demonstra a</p><p>A eficácia das instituições judiciárias.</p><p>B insegurança dos grandes proprietários.</p><p>C força imensa do pátrio poder.</p><p>D tolerância com os crimes de ordem sexual.</p><p>E gestão coletiva do poder no interior da família.</p><p>QUESTÃO 87</p><p>A sociologia constitui, em certa medida, uma</p><p>resposta intelectual às novas situações colocadas</p><p>pela Revolução Industrial. Boa parte de seus temas de</p><p>análise e de reflexão foi retirada das novas situações, por</p><p>exemplo, a situação da classe trabalhadora, o surgimento</p><p>da cidade industrial, as transformações tecnológicas, a</p><p>organização do trabalho na fábrica, etc.</p><p>MARTINS. O que é Sociologia. Editora Brasiliense. 22o edição. p. 16.</p><p>A respeito do contexto de surgimento da sociologia, é</p><p>correto afirmar que</p><p>A os indivíduos da modernidade sentem a necessidade</p><p>de compreender o mundo em que vivem, dadas as</p><p>transformações decorrentes da Revolução Industrial.</p><p>B a modernidade diz respeito, sobretudo, à forma</p><p>como os ocidentais se relacionam com a natureza. A</p><p>evolução biológica faz com que a humanidade, cada</p><p>vez mais, evolua seu pensamento.</p><p>C a sociologia, em usa origem, esteve relacionada com o</p><p>positivismo, que procurou trazer os métodos científicos</p><p>das ciências sociais para as ciências naturais.</p><p>D a sociologia nasce de mãos dadas com a psicologia.</p><p>Émile Durkheim é o grande exemplo de sociólogo que</p><p>pensa a sociedade a partir das relações individuais.</p><p>Em sua obra principal, O Suicídio, ele argumenta que</p><p>o egoísmo é o principal problema moderno.</p><p>E entre as principais missões da sociologia enquanto</p><p>saber científico, é possível afirmar a sua preocupação</p><p>eliminar conflitos sociais.</p><p>CH - 1º dia 33OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 88</p><p>A tecnologia da comunicação permite inovações</p><p>que aparecem juntas e associadas, mas também para</p><p>serem propagadas em conjunto. Isto é peculiar à natureza</p><p>do sistema, em oposição ao que sucedia anteriormente,</p><p>quando a propagação de diferentes variáveis não era</p><p>necessariamente acelerada.</p><p>Santos, 1997a, p. 27.</p><p>Esta instantaneidade e universalidade na propagação</p><p>de certas modernizações desmantela a organização do</p><p>espaço anterior, constitui, sobretudo, um fator de dispersão</p><p>que se opõe de uma forma muito clara aos fatores de</p><p>concentração conhecidos nos períodos anteriores.</p><p>Santos 1997a, p. 29.</p><p>O geógrafo Milton Santos entende que a construção de um</p><p>novo espaço está inserida em um período denominado de</p><p>A técnico-científico espacial.</p><p>B técnico espacial global.</p><p>C histórico-geográfico informacional.</p><p>D técnico científico-informacional.</p><p>E homogeneização cultural.</p><p>QUESTÃO 89</p><p>No final de Quinhentos, um senhor de engenho</p><p>da Bahia escrevia que “ como os tupinambás são muito</p><p>belicosos todos os seus fundamentos são como farão</p><p>guerra aos seus contrários”. Esta asserção identificava</p><p>claramente a guerra [ ... ] como a instituição fundamental</p><p>das sociedades tupiguaranis, com particular realce para</p><p>a tupinambá, sendo considerada como o mecanismo</p><p>central de reprodução social e de manutenção do</p><p>equilíbrio cosmológico.</p><p>Couto, Jorge. A construção do Brasil: ameríndios, portugueses e africanos, do inicio do</p><p>povoamento a finais de quinhentos. 3. ed./Rio de Janeiro: Forense, 2011.p.97.</p><p>Conforme se depreende pela análise do texto, a guerra,</p><p>para os referidos nativos na América Lusa,</p><p>A foi estimulada pela presença dos colonizadores no</p><p>litoral.</p><p>B esteve associada aos conflitos entre reinos locais.</p><p>C era orientada pelas alianças entre caciques e</p><p>colonizadores.</p><p>D foi derivada da ausência de alimentos em áreas</p><p>centrais.</p><p>E era fundamentada na manutenção da vida nativa.</p><p>QUESTÃO 90</p><p>A sociologia é útil porque as sociedades modernas</p><p>já não se representam a si mesmas como o cumprimento</p><p>de um projeto divino [...], ou como o produto transparente</p><p>da vontade dos homens concluída livre e racionalmente</p><p>em um contrato social, segundo o sonho do Século das</p><p>Luzes.</p><p>DUBET, François. Para qué realmente sirve realmente un sociólogo. 1a ed. Buenos Aires:</p><p>Siglo Veintiuno Editores, 2012, p. 10.</p><p>A respeito do surgimento da sociologia, é possível afirmar</p><p>que</p><p>A a sociologia aparece para dar conta de explicar de</p><p>forma metafísica o funcionamento da sociedade.</p><p>B as pesquisas sociais estão relacionadas às mudanças</p><p>surgidas antes da Revolução Industrial.</p><p>C a sociologia é contemporânea ao surgimento da</p><p>filosofia e das demais ciências humanas.</p><p>D há um processo de desencantamento e desburo-</p><p>cratização do mundo que a sociologia pretende</p><p>compreender.</p><p>E a sociologia se interessa particularmente pelos</p><p>conflitos sociais e pelos problemas decorrentes da</p><p>Modernidade.</p><p>OAO/Rev.: AC/EDG</p><p>CH - 1º dia34 OSG.: 1561/23</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>CH - 1º dia 35OSG.: 1561/23</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>5</p><p>6</p><p>7</p><p>8</p><p>9</p><p>10</p><p>11</p><p>12</p><p>13</p><p>14</p><p>15</p><p>16</p><p>17</p><p>18</p><p>19</p><p>20</p><p>21</p><p>22</p><p>23</p><p>24</p><p>25</p><p>26</p><p>27</p><p>28</p><p>29</p><p>30</p><p>LC - 1º dia36 OSG.: 1561/23</p><p>acima, o eu lírico</p><p>A revela um otimismo inabalável na capacidade de o ser</p><p>humano mudar o mundo.</p><p>B argumenta que a violência é a única ferramenta de</p><p>transformação da sociedade.</p><p>C acredita que não há nada que se possa fazer para</p><p>melhorar a condição humana.</p><p>D identifica, com exatidão, o que está tornando o mundo</p><p>um lugar ruim de se viver.</p><p>E convida o leitor a tentar descobrir o que impede o</p><p>mundo de ser um lugar melhor.</p><p>LC - 1º dia4 OSG.: 1561/23</p><p>Questões de 01 a 05 (opção: espanhol)</p><p>QUESTÃO 01</p><p>Virtualidad y realidad</p><p>El desarrollo de computadoras más veloces, el</p><p>crecimiento de las memorias RAM y la miniaturización</p><p>siempre creciente de los componentes junto a los</p><p>avances en el diseño de sofisticados programas de</p><p>gráfica han hecho aparecer en las pantallas “mundos”</p><p>completamente artificiales. El film “El hombre del jardín”</p><p>ha sido especialmente ilustrativo acerca de este nuevo</p><p>campo llamado “realidad virtual”. Esta nueva expresión</p><p>ya está entrando en el lenguaje diario, aunque algunas</p><p>veces en forma no muy apropiada. Cuenta la historia</p><p>de un cuerpo social que lidia con el desarrollo de sus</p><p>aparatos. ¿Qué es, en verdad, una realidad “virtual”?</p><p>¿Qué es lo que, en computación o en teleinformática,</p><p>podemos llamar con propiedad “realidad virtual”? ¿Puede</p><p>tener importancia fuera del mero ámbito de la recreación</p><p>(juegos de computadoras)? ¿Afecta la enseñanza,</p><p>especialmente en la universidad?</p><p>Vivimos en una época de realidad virtual. Creemos</p><p>que todo es real a nuestro alrededor, sin embargo en gran</p><p>parte es gran medida ficción.</p><p>Disponível em: http://virtualidadyrealidad.blogspot.com.br/2009/11/diferencia-entre-lo-real-y-lo-</p><p>virtual.html. Acceso em: 29 maio 2016.</p><p>A humanidade vive, hoje, um momento de sua história</p><p>marcado por grandes transformações decorrentes,</p><p>sobretudo, do avanço tecnológico, bem como a procura</p><p>cada vez mais intensa de ficção cinematográfica. O filme</p><p>El hombre del jardín trata, em forma fantasiosa, de um(a)</p><p>A sociedade presa a histórias de ficção científica.</p><p>B coletividade realizada por suas conquistas culturais.</p><p>C irmandade que acredita em uma transformação</p><p>urbana.</p><p>D liga autorrepresentativa que vende uma imagem</p><p>instrutiva.</p><p>E grupo social que vive em um mundo de desenvol-</p><p>vimento virtual.</p><p>QUESTÃO 02</p><p>Los 10 descubrimientos más importantes de los</p><p>últimos 50 años</p><p>A lo largo de la historia, el hombre ha hecho todo lo</p><p>que estuvo a su alcance y aún más, para poder vivir en la</p><p>forma en la que hoy vivimos, para lograr concebir la vida</p><p>en la forma en la que hoy lo hacemos. Así ha adecuado</p><p>el medio, ha cambiado la forma en la que la humanidad</p><p>entera piensa, nos ha acercado, nos ha hecho vivir más</p><p>tiempo y nos ha hecho la vida mucho más cómoda y</p><p>sencilla que nunca.</p><p>Todo ese largo proceso se ha desarrollado gracias</p><p>a los numerosos inventos, descubrimientos y avances</p><p>en el ámbito de las ciencias y la tecnología. Por ser tan</p><p>importantes, en oportunidades anteriores ya hemos visto</p><p>toda clase de ellos, desde los más simples a los más</p><p>complejos, a través de cientos de años en los que los</p><p>hombres han intentado superarse sin detenimiento. Hoy</p><p>te invito a conocer varios nuevos ejemplos con esta lista</p><p>de los 10 descubrimientos más importantes de los últimos</p><p>50 años. Vamos a conocer un hombre cada vez más</p><p>desnieblado, descubriendo todo que hay en este mundo.</p><p>Disponível em: http://www.batanga.com/curiosidades/3988/los-10-descubrimientos-mas-</p><p>importantes-de-los-ultimos-50-anos. Acceso em: 30 maio 2016 (adaptado).</p><p>A reportagem dessa revista mostra um comentário sobre a</p><p>capacidade do homem em fazer descobertas no planeta,</p><p>e que pode ser resumido no vocábulo desnieblado,</p><p>referindo-se ao(à)</p><p>A escassez de descobertas feitas pelo homem.</p><p>B capacidade de o homem desvendar mistérios.</p><p>C difícil acesso de descobertas humanas.</p><p>D excesso de cientistas e pesquisadores na história.</p><p>E falta de reconhecimento pelos historiadores.</p><p>QUESTÃO 03</p><p>Hay que reducir los costos fijos para intentar</p><p>minimizar los gastos. Tiene que resolver pronto la</p><p>cuestión, mientras la crisis económica (falta de crédito,</p><p>parar de pagar sus cuentas) esté en descenso. Pues sólo</p><p>así podemos mirar otras rutas. Puede tratarse de una</p><p>crisis generalizada, con caída de todos los índices, o de</p><p>crisis que afectan en especial a ciertos sectores (crisis de</p><p>la oferta, crisis de la demanda). Por otra parte, se habla</p><p>de crisis de subsistencia cuando un grupo social no puede</p><p>satisfacer sus necesidades básicas.</p><p>Delante de este ámbito no es recomendable</p><p>enseñar al mundo la real situación para que no espantéis</p><p>las inversiones. Lo mejor, para este rato, es ello. Hay</p><p>que preocuparse con la cantidad de la plata que circula</p><p>el comercio, pues puede acabar haciendo compras de</p><p>manera descontrolada. Buscas la mejor forma de no</p><p>añadir el endeudamiento y disminuir el interés. Espera</p><p>pues de pronto se salen maneras de resolver el reto.</p><p>Disponível em: http://definicion.de/crisis-economica/#ixzz48a4iKsPI</p><p>Crise do capitalismo ou crise econômica – todas as</p><p>nomenclaturas se referem à mesma situação: quando</p><p>um país se torna incapaz de controlar fatores como a alta</p><p>da inflação, sem que as ações prejudiquem a produção</p><p>de bens e serviços, a comercialização e o consumo. A</p><p>melhor forma de lidar com o período de crise é</p><p>A dar crédito na praça para aumentar o poder de</p><p>compras felizes e contentes, mesmo que seja de</p><p>forma controlada.</p><p>B oferecer crédito para investimento em imóveis,</p><p>incentivando o endividamento e o aumento de juros</p><p>em diversas áreas.</p><p>C mostrar a inadimplência assustadoramente, sem</p><p>se preocupar com linhas de crédito com o mercado</p><p>mundial.</p><p>D diminuir os custos para reduzir os gastos, pois, embora</p><p>seja um instante de queda, o momento logo acaba</p><p>ofertando saídas alternativas.</p><p>E parar de honrar seus compromissos e fazer com que</p><p>as dívidas sejam parceladas o máximo de tempo</p><p>possível.</p><p>LC - 1º dia 5OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 04</p><p>La Población Callejera</p><p>La Población Callejera es un grupo social diverso,</p><p>conformado por niñas, niños, personas jóvenes, mujeres,</p><p>familias, personas adultas mayores, personas con</p><p>discapacidad y otras con diversos problemas de salud y</p><p>adicciones que subsisten en la calle o el e’spacio público</p><p>utilizando recursos propios y precarios para satisfacer</p><p>sus necesidades elementales. El término “poblaciones</p><p>callejeras” se usa para nombrar “a quienes comparten</p><p>la misma red social de sobrevivencia y en conjunto han</p><p>gestado una cultura callejera.”</p><p>Una definición más amplia incluye no sólo al status</p><p>de la vivienda sino a la condición general que conlleva</p><p>un fenómeno asociado al fenómeno de la pobreza</p><p>extrema en las ciudades, siendo preciso puntualizar que</p><p>se trata de un grupo poblacional que se caracteriza por</p><p>ser heterogéneo en su composición, teniendo en común</p><p>la extrema pobreza, los vínculos familiares quebrados o</p><p>fragilizados, y la inexistencia de vivienda convencional</p><p>regular, factores que obligan a estas personas a buscar</p><p>espacios públicos (calles, veredas, plazas, puentes, etc.)</p><p>y áreas degradadas (edificios, coches abandonados,</p><p>etc.) como espacio de vivienda y subsistencia, de manera</p><p>temporal o permanente, utilizando para pernoctar lugares</p><p>administrados institucionalmente como albergues, o</p><p>casas de asistencia, además de diferentes tipos de</p><p>viviendas provisorias.</p><p>O texto mostra a existência de um grupo chamado La</p><p>Población Callejera. Sua problemática é resumida pelo</p><p>vocábulo callejeros, referindo-se</p><p>A a um grupo de pessoas que vive nas ruas.</p><p>B à falta de crianças nas ruas.</p><p>C ao fácil acesso dos meninos em empresas.</p><p>D ao excesso de desempregados em casas.</p><p>E à falta de oportunidades para jovens em faculdades.</p><p>QUESTÃO 05</p><p>CORRE TRAS TUS SUEÑOS</p><p>SI NO LOS ALCANZAS</p><p>AL MENOS ADELGAZAS...</p><p>A propaganda é utilizada pelas empresas para aumentar a</p><p>venda dos produtos. Seu papel é fazer com que algo que</p><p>está sendo anunciado torne-se mais desejado, mesmo</p><p>que não indispensável. Utilizando o conteúdo verbal e</p><p>não</p><p>verbal acima, é correto afirmar que esta publicidade</p><p>A pretende destacar a importância que se tem de uma</p><p>vida dentro da sua zona de conforto.</p><p>B tenciona situar frases de forte impacto para combater</p><p>doenças urbanas atualmente.</p><p>C permite mostrar que não se perde tempo quando</p><p>alguém se esforça a atingir os sonhos.</p><p>D procura desvendar o mistério de como conseguir levar</p><p>uma vida altamente saudável.</p><p>E almeja estampar o quanto as pessoas se preocupam</p><p>mais com sua saúde do que antes.</p><p>LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>Questões de 06 a 45</p><p>QUESTÃO 06</p><p>Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/116671446572426075/</p><p>O argumento presente no cartum consiste em uma</p><p>metáfora relativa à teoria evolucionista. Considerando o</p><p>contexto apresentado, verifica-se que o cartum</p><p>A destaca o desenvolvimento do homem diante da</p><p>criação de ferramentas que contribuem para um</p><p>mundo mais sustentável.</p><p>B ironiza a forma como a evolução do ser humano entra</p><p>em contradição com suas atitudes diante do meio</p><p>ambiente.</p><p>C promove a invenção de equipamentos que facilitem o</p><p>trabalho do homem em sua esfera ambiental.</p><p>D enfatiza a mudança do homem em razão dos novos</p><p>inventos tecnológicos que destroem sua realidade.</p><p>E faz uma crítica ao surgimento de um homem depen-</p><p>dente de um novo modelo tecnológico.</p><p>LC - 1º dia6 OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 07</p><p>Quem deixa o trato pastoril amado</p><p>Pela ingrata, civil correspondência,</p><p>Ou desconhece o rosto da violência,</p><p>Ou do retiro a paz não tem provado.</p><p>Que bem é ver nos campos transladado</p><p>No gênio do pastor, o da inocência!</p><p>E que mal é no trato, e na aparência</p><p>Ver sempre o cortesão dissimulado!</p><p>Ali respira amor sinceridade;</p><p>Aqui sempre a traição seu rosto encobre;</p><p>Um só trata a mentira, outro a verdade.</p><p>Ali não há fortuna, que soçobre;</p><p>Aqui quanto se observa, é variedade:</p><p>Oh ventura do rico! Oh bem do pobre!</p><p>COSTA, C. M. Poemas. São Paulo: Editora Cultrix, 1966.</p><p>A poesia neoclássica foi fundamentada nos ideais</p><p>clássicos e nas construções erigidas durante o período</p><p>do Renascimento. No soneto acima, é perceptível que o</p><p>eu lírico</p><p>A relativiza o fato de o homem estar no campo ou na</p><p>cidade, pois entende que o importante é o contato com</p><p>o divino.</p><p>B apresenta fortes traços da escola literária anterior, o</p><p>Barroco, ao estabelecer a antítese entre a cidade e o</p><p>campo de forma mórbida.</p><p>C destaca que a cidade deve ser aproveitada pelos</p><p>ricos, e o campo, pelos pobres, pois não é necessário</p><p>ter dinheiro quando se vive no campo.</p><p>D utiliza de uma linguagem complexa para retratar a</p><p>dificuldade e a angústia de se viver em contato com a</p><p>cidade.</p><p>E expõe características árcades, como aurea mediocritas,</p><p>fugere urbem e locus amoenus, com o intuito de</p><p>esclarecer quão ruim é a vida na cidade.</p><p>QUESTÃO 08</p><p>De acordo com alguns antropólogos, como Claude Lèvi-</p><p>-Strauss, ou mesmo artistas, como Pablo Picasso, a arte</p><p>africana funda-se na representação de usos e costumes</p><p>das inúmeras tribos, com objetos funcionais e, também,</p><p>simbólicos. Uma das formas ou expressões de arte muito</p><p>utilizadas pelos artistas da África é a escultura, com</p><p>destaque para as máscaras, a forma de expressão mais</p><p>popular que eles possuem além dos tambores. Segundo</p><p>os estudiosos, o material mais utilizado na feitura das</p><p>máscaras, que pode ser visto como um tipo de canalizador</p><p>para, por exemplo, a incorporação de espíritos e de forças</p><p>mágicas, sempre foi o(a)</p><p>A madeira.</p><p>B ouro.</p><p>C marfim.</p><p>D prata.</p><p>E barro.</p><p>QUESTÃO 09</p><p>TEXTO I</p><p>“...palavras que tomaram o discurso global e</p><p>entraram de supetão na língua inglesa, como ‘covid-19’.”</p><p>[...] ‘Alguns desses termos são impostos meio na marra’,</p><p>diz o professor Pasquale Cipro Neto. ‘Isso é muito chato,</p><p>quando o gerente do banco fala comigo que tem um ‘call’,</p><p>que ‘call’?’”</p><p>TEXTO II</p><p>Daiquiri Caco Galhardo</p><p>O problema do desmatamento na</p><p>Amazônia é que a gente não tá</p><p>perto pra ver.</p><p>Só tá no ar que a gente respira.</p><p>Folha de São Paulo, ilustrada, 17 jun. 2021, p. B14.</p><p>Do ponto de vista da variação linguística, os textos I e II</p><p>apresentam, respectivamente, certa identidade, uma</p><p>vez que ambos expõem marcas de variantes linguísticas</p><p>típicas do registro</p><p>A formal e erudita.</p><p>B informal e culta.</p><p>C formal e popular.</p><p>D informal e arcaica.</p><p>E informal e coloquial.</p><p>LC - 1º dia 7OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 10</p><p>A arquitetura e a escultura são obras tridimensionais,</p><p>pois são analisadas a partir da largura, da altura e da</p><p>profundidade. Tais obras podem transmitir dramaticidade,</p><p>ou seja, são carregadas de tensão e dão ideia de</p><p>movimento. Das obras a seguir, aquela que mais se</p><p>encaixa nessa definição é:</p><p>A</p><p>BERNINI, G. L. Davi, 1623. Mármore, tamanho natural. Galeria Borghese, Roma.</p><p>B</p><p>CARDIFF, Janet. Forty part motet, 2001. Instalação sonora com 40 canais, duração 14’7”,</p><p>cantada pelo coro da Catedral de Salisbury. Obra de Thomas Tallis, compositor inglês do</p><p>século XVI.</p><p>C</p><p>Bustos fúnebres de Públio Aídio e Públia Aídia, século I d.C. Museu Pergamon.</p><p>D</p><p>Museu do Louvre, Paris / França.</p><p>E</p><p>O Transamérica Building, São Francisco. Califórnia / EUA.</p><p>QUESTÃO 11</p><p>A feição deles é serem pardos, maneira de</p><p>avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem-feitos.</p><p>Andam nus, sem nenhuma cobertura. Nem estimam de</p><p>cobrir ou de mostrar suas vergonhas; e nisso têm tanta</p><p>inocência como em mostrar o rosto. Ambos traziam os</p><p>beiços de baixo furados e metidos neles seus ossos</p><p>brancos e verdadeiros, de comprimento duma mão</p><p>travessa, da grossura dum fuso de algodão, agudos na</p><p>ponta como um furador.</p><p>MINISTÉRIO DA CULTURA Fundação Biblioteca Nacional Departamento Nacional do Livro.</p><p>A Carta de Pero Vaz de Caminha.</p><p>A Carta do Achamento do Brasil, escrita por Pero</p><p>Vaz de Caminha, entre 26 de abril a 2 de maio, tornou-se</p><p>relevante documento de estudo da historiografia para</p><p>melhor compreendermos a trajetória da chegada dos</p><p>portugueses ao Brasil.</p><p>No trecho acima, ao citar a nudez, o autor do texto</p><p>A mostra a malícia dos índios.</p><p>B demonstra a divergência de hábitos entre o colonizador</p><p>e o colonizado.</p><p>C usa de eufemismo para amenizar o estranhamento do</p><p>colonizador.</p><p>D configura a convergência de pensamento compor-</p><p>tamental entre europeu e índio.</p><p>E defende, metaforicamente, a liberdade de compor-</p><p>tamento do colonizado.</p><p>LC - 1º dia8 OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 12</p><p>MEIRELLES, V. Moema. Óleo sobre tela, 129 cm x 190 cm. Masp, São Paulo, 1866.</p><p>Nessa obra, que retrata uma cena de Caramuru, célebre</p><p>poema épico brasileiro, por meio do(a)</p><p>A arte formalista, observa-se a exaltação do retrato fiel</p><p>da beleza feminina quinhentista.</p><p>B arte naturalista, observa-se a tematização da fragili-</p><p>dade humana diante da morte na fase senil da</p><p>existência.</p><p>C artesanato artístico, observa-se a ressignificação de</p><p>obras do cânone literário nacional.</p><p>D arte gráfica, observa-se a representação poética e</p><p>idealizada do corpo de uma índia</p><p>E arte gráfica, observa-se a oposição entre a condição</p><p>humana e a natureza primitiva.</p><p>QUESTÃO 13</p><p>“(...)</p><p>Respingou fartamente o álcool em todo o caixote.</p><p>Em seguida, calçou os sapatos e como uma equilibrista</p><p>andando no fio de arame, foi pisando firme, um pé diante</p><p>do outro na trilha de formigas. Foi e voltou duas vezes.</p><p>Apagou o cigarro. Puxou a cadeira. E ficou olhando dentro</p><p>do caixotinho.</p><p>– Esquisito. Muito esquisito.</p><p>– O quê?</p><p>– Me lembro que botei o crânio em cima da pilha,</p><p>me lembro que até calcei ele com as omoplatas para não</p><p>rolar. E agora ele está aí no chão do caixote, com uma</p><p>omoplata de cada lado. Por acaso você mexeu aqui?</p><p>– Deus me livre, tenho nojo de osso. Ainda mais</p><p>de anão”.</p><p>TELLES, Lygia Fagundes. In: STEEN, Edla van. O conto da mulher brasileira. 3 ed. São</p><p>Paulo: Global, 2007 (fragmento).</p><p>No trecho “– Me lembro que botei o crânio em cima da</p><p>pilha, me lembro que até calcei ele com as omoplatas</p><p>para não rolar.”, há construções em desacordo com a</p><p>norma-padrão no que diz respeito à</p><p>A regência nominal e à variação linguística.</p><p>B colocação pronominal e à regência</p><p>verbal.</p><p>C variação linguística e à concordância nominal.</p><p>D concordância verbal e à formalidade linguística.</p><p>E acentuação e à concordância verbal.</p><p>QUESTÃO 14</p><p>Traduzir-se</p><p>Uma parte de mim</p><p>é todo mundo;</p><p>outra parte é ninguém:</p><p>fundo sem fundo.</p><p>Uma parte, de mim</p><p>é multidão:</p><p>outra parte, estranheza</p><p>e solidão.</p><p>Uma parte de mim</p><p>pesa, pondera;</p><p>outra parte</p><p>delira.</p><p>Uma parte de mim</p><p>almoça e janta;</p><p>outra parte</p><p>se espanta.</p><p>Uma parte de mim</p><p>é permanente;</p><p>outra parte</p><p>se sabe de repente.</p><p>Uma parte de mim</p><p>é só vertigem;</p><p>outra parte,</p><p>linguagem.</p><p>Traduzir-se uma parte</p><p>na outra parte</p><p>– que é uma questão</p><p>de vida ou morte –</p><p>será arte?</p><p>GULLAR, F. Na vertigem do dia. 1980.</p><p>De acordo com a leitura do poema de Ferreira Gullar,</p><p>podemos entender a Arte como</p><p>A a busca incessante pelo isolamento e a recusa da</p><p>própria vida.</p><p>B o ápice da racionalidade para exprimir sensações.</p><p>C o retrato do cotidiano cansativo que devasta a alegria</p><p>e faz emergir o silêncio.</p><p>D a reunião de um conjunto de artifícios das linguagens</p><p>que o artista utiliza para expressar emoções.</p><p>E a tradução de realidades textuais feitas de uma língua</p><p>para outra com maestria.</p><p>LC - 1º dia 9OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 15</p><p>“Na linguística atual, considera-se só a língua</p><p>falada ‘primária’ (espontânea ou usual) como “natural” e</p><p>livre, ao tempo que a língua exemplar (ou “língua-padrão”)</p><p>e a forma literária desta se consideram como “artificiais”</p><p>e “impostas”. Por conseguinte, considera-se também</p><p>só a gramática descritiva “objetivista” como realmente</p><p>científica e a gramática normativa como expressão</p><p>sem fundamento científico duma atitude antiliberal e</p><p>dogmática”.</p><p>Eugenio Coseriu</p><p>A passagem acima</p><p>A condena a gramática normativa por conta de seu teor</p><p>excludente e atrelado aos valores liberais.</p><p>B mostra a ausência de relação entre a política e os</p><p>estudos linguísticos.</p><p>C critica a impossibilidade da língua de agrupar temas</p><p>que possam ser debatidos na seara científica.</p><p>D considera a gramática descritiva como pseudocientífica</p><p>e desprovida de regras.</p><p>E propõe a substituição da gramática descritiva pela</p><p>normativa.</p><p>QUESTÃO 16</p><p>“Emicida: AmarElo – É tudo pra ontem” – o discurso</p><p>dos excluídos e a reivindicação de espaços culturais</p><p>fechados no contexto da negritude brasileira</p><p>O documentário protagonizado e narrado pelo</p><p>rapper Emicida traz em seu título a urgência do debate: “é</p><p>tudo pra ontem”, porque tem pressa de fazer acontecer. O</p><p>filme, estreado na plataforma de streaming da Netflix, em</p><p>dezembro de 2020, combina dois momentos importantes:</p><p>uma autobiografia feita por um registro dos bastidores da</p><p>construção do seu último álbum de lançamento, o AmarElo,</p><p>e a narrativa da história da negritude brasileira munida da</p><p>imprescindibilidade de uma reparação histórica.</p><p>O documentário avança em seus quase 90 minutos,</p><p>porque Emicida é categórico ao contar lições sobre o</p><p>passado. O roteiro é pensado e organizado sob vieses</p><p>importantes para se entender a história da negritude</p><p>no Brasil. “Eu não sinto que eu vim, eu sinto que voltei.</p><p>E que, de alguma forma, meus sonhos e minhas lutas</p><p>começaram muito tempo antes da minha chegada.”</p><p>O rapper lembra que o Brasil foi o último país</p><p>do continente a abolir a escravidão. Refere-se a São</p><p>Paulo, palco de sua história, como uma cidade que tem</p><p>a sua riqueza baseada no ciclo do café mantida por</p><p>uma mão de obra dessa escravidão recente. A abolição,</p><p>que abandonou milhões de pretos à própria sorte é,</p><p>posteriormente, mantida por políticas de branqueamento</p><p>que incentivaram a imigração europeia, a demonização</p><p>das culturas africana e indígena e o apagamento total, não</p><p>só da memória da escravidão, mas de toda a contribuição</p><p>não branca para o desenvolvimento do país.</p><p>Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/19308/209209215309</p><p>Com base no texto lido, pode-se perceber que as várias</p><p>manifestações artísticas apresentadas no discurso do</p><p>rapper Emicida têm a função precípua de</p><p>A discutir manifestações culturais e corroborar a forma</p><p>como elas são recebidas por camadas sociais domi-</p><p>nantes, de forma que não desestabilizem a pax social.</p><p>B denunciar problemas sociais que afetam grupos</p><p>periféricos e marginalizados na sociedade brasileira.</p><p>C alertar que, apesar das diferenças, a miscigenação</p><p>que aqui se operou reduziu conflitos e tornou o Brasil</p><p>em um exemplo de democracia racial.</p><p>D notabilizar movimentos culturais ligados aos povos</p><p>originários e perceber como esses movimentos influen-</p><p>ciam a sociedade atual.</p><p>E apelar para que ações governamentais modifiquem o</p><p>pensamento da sociedade sobre a marginalização dos</p><p>cultos religiosos dos povos originários.</p><p>QUESTÃO 17</p><p>MAMÃE VOCÊ CONHECE,</p><p>A HISTÓRIA DO SAPO</p><p>QUE VIRA PRÍNCIPE?</p><p>CONTOS DE FADA...</p><p>NÃO, AMOR! A MAMÃE</p><p>CONHECE A HISTÓRIA DO</p><p>PRÍNCIPE QUE VIRA SAPO!</p><p>Dispon vel em: www.mulher30.com.brí</p><p>O discurso humorístico do texto é construído por meio</p><p>do(a)</p><p>A variante linguística das personagens.</p><p>B trocadilho linguístico realizado pela mãe que enxerga</p><p>o marido como um príncipe.</p><p>C fala da mãe e da utilização da onomatopeia.</p><p>D duplo sentido do verbo “virar” e da representação do</p><p>pai de forma grandiosa e austera.</p><p>E seriedade do português culto utilizado pelas perso-</p><p>nagens.</p><p>LC - 1º dia10 OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 18</p><p>TEXTO</p><p>(Isto não é um cachimbo.)</p><p>MAGRITTE, R. 1898-1967. La trahison des images, 1929, Paris, 4 décembre 2016.</p><p>René Magritte, ao propor a pintura acima, faz um</p><p>questionamento em relação ao que seja uma obra de</p><p>arte. Tal questionamento traz conexões, de modo mais</p><p>preciso, com o seguinte aforismo:</p><p>A “É na arte que o homem se ultrapassa definitivamente”.</p><p>Simone de Beauvoir</p><p>B “O apreço exterior pela arte é a sobrecasaca da</p><p>inteligência.”</p><p>Eça de Queiroz</p><p>C “O fim da arte inferior é agradar, o fim da arte média é</p><p>elevar, o fim da arte superior é libertar.</p><p>Fernado Pessoa</p><p>D “Ninguém alguma vez escreveu ou pintou, esculpiu,</p><p>modelou, construiu ou inventou senão para sair do</p><p>inferno”.</p><p>Antonin Artaud</p><p>E “A arte é a ideia da obra, a ideia que existe sem</p><p>matéria”.</p><p>Aristóteles</p><p>QUESTÃO 19</p><p>FILHO, É CHEGADO O MOMENTO EM QUE TUA</p><p>VIDA EXIGE A BUSCA POR NOVOS</p><p>HORIZONTES, NOVAS OPORTUNIDADES DE</p><p>FORTUNA – QUE DEUS O PROTEJA E ILUMINE</p><p>NO CAMINHO QUE HÁS DE TRILHAR.</p><p>DESENCANEI...</p><p>Laerte. Manual do Minotauro, 2021 (adaptado).</p><p>Para o efeito de humor da tirinha, contribui o contraste entre</p><p>a linguagem</p><p>A hermética do pai e a linguagem pedante do filho.</p><p>B coloquial do pai e a linguagem concisa do filho.</p><p>C erudita do pai e a linguagem enigmática do filho.</p><p>D formal do pai e a linguagem coloquial do filho.</p><p>E informal do pai e a linguagem desleixada do filho.</p><p>QUESTÃO 20</p><p>Meu país Ceará</p><p>Só um cearense entende outro:</p><p>“Tão te fazendo de besta” (enganando)</p><p>“Ela voltou toda besta” (se achando)</p><p>“Ô bicho besta” (sem graça)</p><p>“Foi coisa besta” (sem importância)</p><p>“Ele saiu igual uma besta” (com raiva)</p><p>“Eu vi, fiquei besta” (chocado)</p><p>“Lá tava besta” (desinteressante)</p><p>Sobre a linguagem do post acima, pode-se inferir que</p><p>A se utiliza de sinônimos do vocábulo “besta” para gerar</p><p>humor.</p><p>B esclarece uma comunicação típica de pessoas do</p><p>interior do Ceará.</p><p>C desrespeita regras gramaticais necessárias para uma</p><p>efetiva compreensão da língua.</p><p>D apresenta marca de regionalismo ao empregar,</p><p>principalmente, um jogo polissêmico.</p><p>E exemplifica variação linguística típica de pessoas</p><p>despreocupadas em seguir as regras de escrita.</p><p>QUESTÃO 21</p><p>Prédio do Congresso Nacional – Oscar Niemeyer</p><p>Sobre a obra arquitetônica de Oscar Niemeyer e sua</p><p>perspectiva artística, é comum referenciá-la, principal-</p><p>mente, com o uso da expressão</p><p>A curvas primárias.</p><p>B curvas fatoriais.</p><p>C curvas antípodas.</p><p>D curvas poéticas.</p><p>E curvas metálicas.</p><p>LC - 1º dia 11OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 22</p><p>Descobrimento da América</p><p>MAJESTADE,</p><p>ANTES DE TUDO,</p><p>QUERO EXPLICAR</p><p>UMA COISA:</p><p>A TERRA É</p><p>REDONDA!</p><p>GRANDE</p><p>NOVIDADE!</p><p>DESCOBRIU A</p><p>AMÉRICA!</p><p>NÃO!</p><p>ISSO AINDA</p><p>NÃO FIZ!</p><p>PARA PROVAR O QUE EU</p><p>DISSE,</p><p>PLANEJO VIAJAR PELO OCIDENTE</p><p>ATÉ CHEGAR ÀS</p><p>ÍNDIAS, NO ORIENTE!</p><p>SABE</p><p>COMO É?</p><p>ESTOU MEIO</p><p>DURO E</p><p>PRECISO DE UM</p><p>FINANCIAMENTO!E EU</p><p>COM</p><p>ISSO?</p><p>CERTO, CRIS!</p><p>VOU ASSINAR ESTE</p><p>CHEQUE PARA A</p><p>COMPRA DAS</p><p>CARAVELAS!</p><p>CARAVELAS</p><p>USADAS!</p><p>PINTA</p><p>NIÑA</p><p>SANTA</p><p>MARIA</p><p>VOU LEVAR</p><p>ESSAS TRÊS!</p><p>FEZ UM</p><p>ÓTIMO</p><p>NEGÓCIO!</p><p>O humor da tirinha acima decorre, principalmente, do(a)</p><p>A presença de elementos históricos que aumentam a</p><p>verossimilhança da cena.</p><p>B destaque dado à emoção e à subjetividade dos</p><p>grandes navegadores.</p><p>C informalidade da linguagem que garante a quebra de</p><p>expectativa.</p><p>D caracterização do rei e da rainha como devotos do</p><p>conhecimento científico.</p><p>E mescla de linguagens que garante o predomínio da</p><p>erudição e do academicismo na comunicação.</p><p>QUESTÃO 23</p><p>Disponível em: https://www.hypeness.com.br/1/2014/09/facebook-surreal4.jpg</p><p>O artista polonês Pawel Kuczynski já explorou o logotipo</p><p>da rede social Facebook como elemento central de</p><p>algumas de suas obras gráficas. Nessa ilustração, o</p><p>artista, por meio da função utilitária, usa sua arte para</p><p>A informar sobre os benefícios cotidianos dos usuários</p><p>das redes sociais.</p><p>B destacar o aspecto vigilante e controlador das redes</p><p>sociais sobre a vida privada dos indivíduos.</p><p>C ressaltar o quanto o Facebook é um parceiro presente</p><p>na vida comercial dos indivíduos.</p><p>D criticar o excesso de postagens dos indivíduos sobre</p><p>fatos simplórios e desprovidos de repercussão.</p><p>E provocar a reflexão sobre os efeitos nocivos do</p><p>Facebook às democracias contemporâneas.</p><p>QUESTÃO 24</p><p>Pintura admirável de uma beleza</p><p>Vês esse sol de luzes coroado?</p><p>Em pérolas a aurora convertida?</p><p>Vês a lua de estrelas guarnecida?</p><p>Vês o céu de planetas adorado?</p><p>O céu deixemos; vês naquele prado</p><p>A rosa com razão desvanecida?</p><p>A açucena por alva presumida?</p><p>O cravo por galã lisonjeado?</p><p>Deixa o prado; vem cá, minha adorada:</p><p>Vês desse mar a esfera cristalina</p><p>Em sucessivo aljôfar desatada?</p><p>Parece aos olhos ser de prata fina?</p><p>Vês tudo isto bem? Pois tudo é nada</p><p>À vista do teu rosto, Catarina.</p><p>Gregório de Matos</p><p>Representante do Barroco brasileiro, no soneto acima,</p><p>Gregório de Matos faz reiteradas perguntas, as quais</p><p>A são artifícios estéticos para ironizar o sentimento de</p><p>amor por Catarina.</p><p>B exemplificam o hipérbato e a sátira na poesia</p><p>seiscentista.</p><p>C confirmam um exemplo de poema filosófico e</p><p>pessimista.</p><p>D são estratégias estéticas para a criação de um texto</p><p>amoroso.</p><p>E preconizam a poesia romântica por meio do escapismo.</p><p>LC - 1º dia12 OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 25</p><p>A escultura de Nossa Senhora da Piedade, de Aleijadinho,</p><p>apresenta, em sua forma, traços peculiares do</p><p>Seiscentismo, conhecido como arte</p><p>A clássica, devido à referência cristã.</p><p>B renascentista, porque recorre a aspectos mitológicos.</p><p>C barroca, pois há dramaticidade e temática religiosa.</p><p>D da crise, pois ratifica a objetividade e a racionalidade</p><p>clássica.</p><p>E barroca, por representar o carpe diem e o fugere</p><p>urbem.</p><p>QUESTÃO 26</p><p>Reprovações</p><p>Se sois homem valeroso,</p><p>Dizem que sois temerário,</p><p>Se valente, espadachim,</p><p>E atrevido, se esforçado.</p><p>Se resoluto, – arrogante,</p><p>Se pacífico, sois fraco,</p><p>Se precatado, – medroso,</p><p>E se o não sois, – confiado.</p><p>Se usais justiça, um Herodes,</p><p>Se favorável, sois brando,</p><p>Se condenais, sois injusto,</p><p>Se absolveis, estais peitado.</p><p>Se vos dão, sois um covarde,</p><p>E se dais, sois desumano,</p><p>Se vos rendeis, sois traidor,</p><p>Se rendeis, – afortunado.</p><p>(...)</p><p>Se andais devagar, – mimoso,</p><p>Se depressa, sois cavalo,</p><p>Mal encarado, se feio,</p><p>Se gentil, efeminado.</p><p>Se falais muito, palreiro,</p><p>Se falais pouco, sois tardo,</p><p>Se em pé, não tendes assento,</p><p>Preguiçoso, se assentado.</p><p>E assim não pode viver</p><p>Neste Brasil infestado,</p><p>Segundo o que vos refiro</p><p>Quem não seja reprovado.</p><p>Gregório de Matos</p><p>SPINA, S. A poesia de Gregório de Matos. SP: Edusp.</p><p>Por meio do discurso em tom jocoso, Gregório de Matos</p><p>A utiliza o eufemismo para mostrar sua satisfação com o</p><p>comportamento social da época.</p><p>B fala diretamente com um único interlocutor, para o</p><p>qual todas as ações do eu lírico são reprováveis, mas</p><p>aceitas de bom grado na Bahia seiscentista.</p><p>C estabelece com o interlocutor uma relação amistosa,</p><p>na tentativa de convencê-lo de que o ser humano é</p><p>paradoxal.</p><p>D desvaloriza o uso da antítese, do paradoxo e do</p><p>hipérbato para construir uma poesia lírica filosófica, a</p><p>qual retrata as ambiguidades do ser humano.</p><p>E mostra sua impaciência em relação à insatisfação do</p><p>ser humano, o qual sempre encontra um motivo para</p><p>reprovar o semelhante.</p><p>QUESTÃO 27</p><p>PORTINARI, C. Descobrimento do Brasil. Óleo sobre tela – 199 x 169cm – Acervo do</p><p>Banco Central do Brasil, 1956.</p><p>Pertencente ao patrimônio cultural brasileiro, a tela de</p><p>Portinari</p><p>A retrata a reação harmoniosa entre colonizadores</p><p>e índios, uma vez que os dois povos tiram proveito</p><p>dessa aproximação.</p><p>B apresenta ambiguidade, pois a linguagem corporal</p><p>dos índios pode indicar curiosidade e medo.</p><p>C configura os maus-tratos que os aborígenes sofreram</p><p>devido ao desrespeito das suas crenças e dos seus</p><p>hábitos.</p><p>D demonstra comportamentos luxuriosos dos índios pelo</p><p>fato de andarem nus.</p><p>E denuncia o massacre sofrido pelos índios, os quais,</p><p>por não aceitarem as imposições do colonizador,</p><p>foram mortos.</p><p>LC - 1º dia 13OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 28</p><p>As cousas do mundo</p><p>Neste mundo é mais rico o que mais rapa:</p><p>Quem mais limpo se faz, tem mais carepa;</p><p>Com sua língua, ao nobre o vil decepa:</p><p>O velhaco maior sempre tem capa.</p><p>Mostra o patife da nobreza o mapa:</p><p>Quem tem mão de agarrar, ligeiro trepa;</p><p>Quem menos falar pode, mais increpa:</p><p>Quem dinheiro tiver, pode ser Papa.</p><p>A flor baixa se inculca por tulipa;</p><p>Bengala hoje na mão, ontem garlopa,</p><p>Mais isento se mostra o que mais chupa.</p><p>Para a tropa do trapo vazo a tripa</p><p>E mais não digo, porque a Musa topa</p><p>Em apa, epa, ipa, opa, upa.</p><p>MATOS, G. Poemas escolhidos: seleção de José Miguel Wisniki. São Paulo:</p><p>Companhia das Letras, 2010, p. 46.</p><p>No verso “Bengala hoje na mão, ontem garlopa”, Gregório</p><p>de Matos repete sua crítica social comparando situações</p><p>de sujeitos que enriquecem ilicitamente, mobilizando uma</p><p>sutil ironia na oposição bengala (índice de fidalguia na</p><p>época) e garlopa (instrumento de marcenaria usado em</p><p>trabalhos manuais). Assim, pode-se compreender que</p><p>A se trata de metonímias da condição social.</p><p>B são hipérboles acerca do enriquecimento.</p><p>C o paradoxo é uma figura de estilo recorrente do Barroco.</p><p>D houve emprego proposital de uma elipse, que mascara</p><p>a passagem entre dois estados.</p><p>E há um eufemismo ao caracterizar o enriquecimento</p><p>por uma bengala.</p><p>QUESTÃO 29</p><p>Cidadezinha qualquer</p><p>Casas entre bananeiras</p><p>mulheres entre laranjeiras</p><p>pomar amor cantar.</p><p>Um homem vai devagar.</p><p>Um cachorro vai devagar.</p><p>Um burro vai devagar.</p><p>Devagar... as janelas olham.</p><p>Eta vida besta, meu Deus.</p><p>Carlos Drummond de Andrade</p><p>A imagem que representa uma oposição ao assunto</p><p>tratado no poema Cidadezinha qualquer, de Carlos</p><p>Drummond de Andrade, é:</p><p>A</p><p>Disponível em: http://brasilidadepoesiaearte.blogspot.com</p><p>B</p><p>BORGES M. Cidadezinha qualquer,</p><p>C</p><p>AMARAL, T. Morro da favela,</p><p>D</p><p>Disponível em: http://lacigestaritba.blogspot.com/2009/07/desenho-retratando-cidades</p><p>E</p><p>Disponível em: http://lacigestaritba.blogspot.com/2009/07/desenho-retratando-cidades</p><p>LC - 1º dia14 OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 30</p><p>Ladainha</p><p>Por se tratar de uma ilha deram-lhe o nome</p><p>de Ilha de Vera-Cruz.</p><p>……….Ilha cheia de graça</p><p>……….Ilha cheia de pássaros</p><p>……….Ilha cheia de luz.</p><p>……….Ilha verde onde havia</p><p>……….mulheres morenas e nuas</p><p>……….anhangás a sonhar com histórias de luas</p><p>……….e cantos bárbaros de pajés em poracés batendo</p><p>os pés.</p><p>Depois mudaram-lhe o nome</p><p>……….pra Terra de Santa Cruz.</p><p>……….Terra cheia de graça</p><p>……….Terra cheia de pássaros</p><p>……….Terra cheia de luz.</p><p>A grande terra girassol onde havia guerreiros de tanga e</p><p>onças ruivas deitadas à sombra das árvores</p><p>mosqueadas de sol</p><p>Mas como houvesse em abundância,</p><p>certa madeira cor de sangue, cor de brasa</p><p>e como o fogo da manhã</p><p>selvagem</p><p>fosse um brasido no carvão noturno da paisagem,</p><p>e como a Terra fosse de árvores vermelhas</p><p>e se houvesse mostrado assaz gentil,</p><p>……….deram-lhe o nome de Brasil.</p><p>……….Brasil cheio de graça</p><p>……….Brasil cheio de pássaros</p><p>……….Brasil cheio de luz.</p><p>Cassiano Ricardo</p><p>Ladainha é uma falação longa e cansativa, que se</p><p>prolonga tratando sempre do mesmo assunto. No poema</p><p>acima, o conceito de ladainha é ratificado porque</p><p>A trata do assunto da descoberta do Brasil.</p><p>B exalta a terra descoberta.</p><p>C ironiza o processo de colonização.</p><p>D reitera as formas como a terra descoberta era</p><p>chamada.</p><p>E manifesta uma crítica acerca da agressividade do</p><p>europeu com o índio.</p><p>QUESTÃO 31</p><p>Paranoia ou mistificação?</p><p>Há duas espécies de artistas. Uma composta dos</p><p>que veem normalmente as coisas e em consequência</p><p>disso fazem arte pura, guardando os eternos rirmos da</p><p>vida, e adotados para a concretização das emoções</p><p>estéticas, os processos clássicos dos grandes mestres.</p><p>Quem trilha por esta senda, se tem gênio, é Praxíteles</p><p>na Grécia, é Rafael na Itália, é Rembrandt na Holanda,</p><p>é Rubens na Flandres, é Reynolds na Inglaterra, é</p><p>Leubach na Alemanha, é Iorn na Suécia, é Rodin na</p><p>França, é Zuloaga na Espanha. Se tem apenas talento vai</p><p>engrossar a plêiade de satélites que gravitam em torno</p><p>daqueles sóis imorredouros. A outra espécie é formada</p><p>pelos que veem anormalmente a natureza, e interpretam-</p><p>-na à luz de teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica</p><p>de escolas rebeldes, surgidas cá e lá como furúnculos da</p><p>cultura excessiva. São produtos de cansaço e do sadismo</p><p>de todos os períodos de decadência: são frutos de fins</p><p>de estação, bichados ao nascedouro. Estrelas cadentes,</p><p>brilham um instante, as mais das vezes com a luz de</p><p>escândalo, e somem-se logo nas trevas do esquecimento.</p><p>Monteiro Lobato.</p><p>Este artigo foi publicado no jornal O Estado de S. Paulo, em 20 de dezembro de 1917, com o</p><p>título “A propósito da exposição Malfatti” (fragmento).</p><p>Em relação à concepção de arte exposta por Monteiro</p><p>Lobato, pode-se constatar que ela</p><p>A pondera o equilíbrio entre as antigas concepções</p><p>artísticas e as vanguardas europeias.</p><p>B critica a constante tentativa de imitação de grandes</p><p>personalidades da arte, como Rodin, pelos novos</p><p>artistas.</p><p>C classifica os movimentos artísticos modernos de</p><p>maneira positiva, comparando-os às novas desco-</p><p>bertas da psicanálise.</p><p>D reforça a importância da descontinuidade dos padrões</p><p>clássicos de arte, como a proporcionalidade e a</p><p>simetria.</p><p>E encontra justificativa em concepções tradicionais e</p><p>preconceituosas sobre o conceito de arte, desconsi-</p><p>derando a possibilidade de mudanças históricas de</p><p>determinados conceitos, como o de estética.</p><p>LC - 1º dia 15OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 32</p><p>TEXTO I</p><p>Uma fotografia não vale mil palavras,</p><p>mas vale mil perguntas.</p><p>Allan Sekula, crítico de cinema e fotografía.</p><p>TEXTO II</p><p>SALGADO, S. Fotografia Mina de carvão, Índia, 1989.</p><p>Com base nos textos I e II, a opção que descreve,</p><p>adequadamente, a “fotografia política”, de Sebastião</p><p>Salgado, é:</p><p>A o fotógrafo prioriza fotos em preto e branco por</p><p>considerá-las desproporcionais e mais respeitosas</p><p>com os dramas sociais que retrata.</p><p>B a fotografia documental de Salgado objetiva imortalizar</p><p>o instante alegre, oferecendo um registro paradoxal</p><p>entre o riso e a seriedade.</p><p>C a câmera do artista captura a beleza clássica do</p><p>mundo, emocionando os espectadores.</p><p>D o olhar do fotógrafo aproxima o observador da</p><p>realidade, ao retratar, de forma espontânea, situações</p><p>que despertam a criticidade daqueles que antes só</p><p>participavam do processo de maneira contemplativa.</p><p>E as fotografias de Salgado convidam a refletir acerca de</p><p>problemas sociais, com fotos bucólicas e impactantes.</p><p>QUESTÃO 33</p><p>Imagine a seguinte situação: é 19 de abril, Dia do</p><p>Índio. Nas escolas infantis, ao redor do Brasil, as crianças</p><p>estarão com os rostos pintados de tinta guache, usando</p><p>cocares feitos de papel sulfite – elementos que deveriam</p><p>ser entendidos enquanto cultura e não fantasia –</p><p>e fazendo danças circulares em uma “homenagem”</p><p>aos povos originários do país, celebrados nesta data.</p><p>Existem muitos equívocos com relação às populações</p><p>indígenas que precisam ser desfeitos, desmistificados.</p><p>É preciso retirar essa ideia de que o indígena, para</p><p>ser indígena, tem que estar na aldeia, caçando ou nu,</p><p>usando cocar e pintura. Não. Ele vive na sociedade. E</p><p>por viver em sociedade, a gente troca simbolicamente</p><p>as nossas experiências com outros indivíduos. Isso faz</p><p>com que nós possamos ressignificar nossas expressões</p><p>socioculturais”.</p><p>Disponível em: http://www.unama.br/noticias/indigenas-brasileiros-um-historico-de-luta-e-</p><p>preservacao-identitaria</p><p>A fala descrita anteriormente é de Tarisson Nawa, um</p><p>estudante indígena do Acre, de 21 anos. Considerando a</p><p>crítica que ele faz e o período da chegada do colonizador</p><p>ao Brasil, é possível perceber que Nawa</p><p>A cita hábitos indígenas descritos em A Carta de Pero</p><p>Vaz de Caminha a fim de defender a manutenção</p><p>desses hábitos para preservar a identidade do nativo.</p><p>B estabelece a diferença entre o índio do período colonial</p><p>e o índio da sociedade contemporânea, exaltando este</p><p>em detrimento daquele.</p><p>C tem lugar de fala, pois, como é um cidadão nativo, o</p><p>argumento que ele utiliza é inquestionável e impede</p><p>o levantamento de qualquer outro ponto de vista</p><p>interpretativo e consensual.</p><p>D sente-se homenageado com as manifestações infantis</p><p>que remetem ao índio que vivia no Brasil no período</p><p>das Grandes Navegações.</p><p>E cita hábitos que definem o índio do século XVI, levan-</p><p>tando uma reflexão acerca das mudanças pelas quais</p><p>a comunidade indígena passou em cinco séculos.</p><p>QUESTÃO 34</p><p>Leitura, escrita e internet</p><p>Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil,</p><p>realizada pelo Instituto Pró-Livro, na última década, o</p><p>Brasil saltou de 26 para 66,5 milhões de leitores no que</p><p>diz respeito a livros impressos. Esses números por si só</p><p>já desfazem qualquer “má” influência da internet sobre os</p><p>hábitos de leitura do brasileiro.</p><p>– A internet não deve ser vista como algo negativo,</p><p>pois amplia nossas possibilidades de leitura. É claro que</p><p>é preciso um olhar crítico, e este é o papel do educador,</p><p>o de orientar a busca, a seleção e o gerenciamento das</p><p>informações que estão disponíveis na rede – afirma</p><p>Valéria Caratti, consultora do portal Planeta Educação.</p><p>Não só a leitura como também a escrita foram</p><p>favorecidas pela explosão da comunicação na internet</p><p>observada na última década, que proporcionou um</p><p>contato maior das pessoas com atividades que envolvam</p><p>a escrita – como deixar um recado na página de um amigo,</p><p>escrever um e-mail ou postar textos em um blog. Também</p><p>é inegável que sites de relacionamento – como Orkut,</p><p>Twitter e Facebook, só para citar os mais conhecidos –</p><p>tornaram o ato de escrever mais banal e cotidiano, sem</p><p>nenhum prejuízo nisto, uma vez que a escrita elaborada</p><p>deixou de ser algo exclusivo de escritores e das atividades</p><p>escolares.</p><p>Disponível em: http://revistalingua.uol.com.br/textos/64/artigo249031-1.asp. Acesso em: 29 nov. 2012.</p><p>De acordo com a matéria da Revista Língua Portuguesa,</p><p>as redes sociais</p><p>A são as responsáveis pelo aumento de cinquenta por</p><p>cento do número de leitores na última década.</p><p>B disponibilizaram novas práticas de alfabetização e letra-</p><p>mento, maximizando o papel da internet no cotidiano.</p><p>C modificaram os conteúdos científicos e alteraram, de ma-</p><p>neira significativa, o papel do educador na sala de aula.</p><p>D banalizaram a escrita e impediram a disseminação de</p><p>textos elaborados na internet.</p><p>E democratizaram a informação, ampliaram as possibili-</p><p>dades de leitura e minimizaram a disseminação da</p><p>escrita.</p><p>LC - 1º dia16 OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 35</p><p>“O fumo é o mais grave problema de saúde pública</p><p>no Brasil. Assim como não admitimos que os comerciantes</p><p>de maconha, crack ou heroína façam propaganda para os</p><p>nossos filhos na TV, todas as formas de publicidade do</p><p>cigarro deveriam ser proibidas terminantemente.</p><p>Para os</p><p>desobedientes, cadeia.”</p><p>VARELLA, Drauzio. In: Folha de S. Paulo, 20 maio 2010.</p><p>Quando produzimos um texto argumentativo, visamos</p><p>persuadir o nosso ouvinte ou leitor, que é o nosso</p><p>interlocutor, sobre um determinado assunto, uma ideia ou</p><p>uma opinião. Não necessariamente precisamos fazê-lo</p><p>pensar como nós, mas precisamos estabelecer argu-</p><p>mentos convincentes para que mostremos ao nosso</p><p>interlocutor que há uma coerência naquilo que pensamos.</p><p>No texto acima, o autor, para fundamentar seu ponto de</p><p>vista, fez uso, principalmente, de argumento(s)</p><p>A de autoridade.</p><p>B baseado na competência motora.</p><p>C por comprovação.</p><p>D com base em raciocínio lógico.</p><p>E por citação.</p><p>QUESTÃO 36</p><p>Muitos deles ou quase a maior parte dos que</p><p>andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços. E</p><p>alguns, que andavam sem eles, tinham os beiços furados</p><p>e nos buracos, uns espelhos de pau, que pareciam</p><p>espelhos de borracha; outros traziam três daqueles bicos,</p><p>a saber, um no meio e os dois nos cabos. Aí andavam</p><p>outros, quartejados de cores, a saber, metade deles da</p><p>sua própria cor, e metade de tintura preta, a modos de</p><p>azulada; e outros quartejados de escaques. Ali andavam</p><p>entre eles três ou quatro moças, bem moças e bem gentis,</p><p>com cabelos muito pretos, compridos pelas espáduas, e</p><p>suas vergonhas tão altas, tão cerradinhas e tão limpas</p><p>das cabeleiras que, de as muito bem olharmos, não</p><p>tínhamos nenhuma vergonha. Ali por então não houve</p><p>mais fala ou entendimento com eles, por a barbaria deles</p><p>ser tamanha, que se não entendia nem ouvia ninguém.</p><p>Ministério da Cultura – Fundação Biblioteca Nacional Departamento</p><p>Nacional do livro A Carta de Pero Vaz de Caminha.</p><p>O trecho acima é um fragmento de A Carta de Pero Vaz</p><p>de Caminha. Acerca desse texto, é possível inferir que ele</p><p>representa a literatura</p><p>A de viagem, porque descreve com riqueza de detalhes</p><p>e objetivamente os hábitos e os costumes do índio.</p><p>B de informação, porque denuncia a agressividade do</p><p>europeu em relação ao índio, o qual foi subjugado pelo</p><p>colonizador.</p><p>C catequética, pois apresenta esteticamente os primeiros</p><p>contatos entre colonizador e colonizado.</p><p>D jesuítica, uma vez que o texto foi escrito por um</p><p>português que almejava catequizar o índio.</p><p>E de informação e a literatura jesuítica, pois descreve,</p><p>de forma romantizada, o comportamento do índio.</p><p>QUESTÃO 37</p><p>A primeira coisa que me desedifica, peixes, de</p><p>vós, é que comeis uns aos outros. Grande escândalo é</p><p>este, mas a circunstância o faz ainda maior. Não só vos</p><p>comeis uns aos outros, senão que os grandes comem</p><p>os pequenos. Se fora pelo contrário, era menos mal. Se</p><p>os pequenos comeram os grandes, bastara um grande</p><p>para muitos pequenos; mas como os grandes comem os</p><p>pequenos, não bastam cem pequenos, nem mil, para um</p><p>só grande [...]. Os homens, com suas más e perversas</p><p>cobiças, vêm a ser como os peixes que se comem uns aos</p><p>outros. Tão alheia coisa é não só da razão, mas da mesma</p><p>natureza, que, sendo criados no mesmo elemento, todos</p><p>cidadãos da mesma pátria, e todos finalmente irmãos,</p><p>vivais de vos comer.</p><p>VIEIRA, A. Obras completas do Padre Antônio Vieira: sermões. Prefaciados e revistos</p><p>pelo Pe. Gonçalo Alves. Porto: Lello e Irmão – Editores, 1993. v. III, p. 264-265.</p><p>O fragmento anterior exemplifica o Conceptismo. Esse</p><p>estilo barroco consiste na valorização do(a)</p><p>A conteúdo por meio do jogo de ideias, de conceitos e do</p><p>raciocínio lógico.</p><p>B jogo de palavras, objetivando a exaltação da forma</p><p>com o emprego de metáforas e de hipérboles.</p><p>C conteúdo e da forma por meio do emprego da</p><p>adjetivação excessiva e do apelo sensorial.</p><p>D forma por meio de jogo de palavras, de trocadilhos e</p><p>do uso abusivo de metáforas.</p><p>E adjetivação excessiva e do apelo sensorial, ou seja,</p><p>dos apelos que se ligam aos cinco sentidos.</p><p>LC - 1º dia 17OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 38</p><p>OBJETO I</p><p>Cangaceiros (1975).</p><p>OBJETO II</p><p>Homenagem a Lampião (PE).</p><p>Sobre a tipologia da arte e a proposta estética dos dois</p><p>objetos, pode-se inferir que</p><p>A ambos representam o artesanato artístico e servem</p><p>estritamente para apreciação estética.</p><p>B o objeto I é artesanato artístico, e o objeto II é uma</p><p>escultura de caráter mais histórico que estético.</p><p>C o objeto II é artesanato artístico, e o objeto I, artesanato</p><p>funcional de caráter estético.</p><p>D ambos representam o artesanato artístico com dife-</p><p>rença na utilização diferente de estilo e técnica.</p><p>E os objetos I e II são esculturas de barro e argila, uma</p><p>retratando o cotidiano, a outra, a história do Brasil.</p><p>QUESTÃO 39</p><p>A impressão daqueles restos de floresta, a cidade</p><p>confusa lá embaixo, a montanha roída trouxeram</p><p>tristeza ao coração do russo, e recordações dolorosas</p><p>do seu amargo passado. Em presença daquelas altas</p><p>manifestações da natureza, o seu pensamento era triste.</p><p>Diante do Atlântico, o mar tenebroso dos navegadores da</p><p>Renascença, quando veio, embora estivesse espelhante</p><p>que nem um lago, a sua alma se confrangeu.</p><p>Ele – que mal conhecia a história daquelas águas</p><p>e a das terras que banhavam – só se lembrou que estava</p><p>ali o mar da escravidão moderna, o mar dos negreiros,</p><p>que assistira durante três séculos o drama de sangue, de</p><p>opressão e de morte, o sinistro drama do aproveitamento</p><p>das terras da América pelas gentes da Europa.</p><p>BARRETO, L. Numa e a Ninfa, 1915.</p><p>A relação entre Literatura e História provoca reflexões e</p><p>redimensiona as fronteiras do texto literário. No trecho</p><p>anterior, o narrador de Lima Barreto faz referência às</p><p>seguintes situações históricas:</p><p>A Revolução Francesa e Grandes Navegações.</p><p>B Tráfico negreiro e Proclamação da República.</p><p>C Grandes Navegações e tráfico negreiro.</p><p>D Independência do Brasil e Proclamação da República.</p><p>E Tráfico negreiro e Revolução Francesa.</p><p>QUESTÃO 40</p><p>UÉ? VOCÊ NÃO PEGOU</p><p>CANUDINHO?</p><p>UÉ? VOCÊ NÃO PEGOU</p><p>CANUDINHO?</p><p>DE JEITO NENHUM!DE JEITO NENHUM!</p><p>VOCÊ NÃO</p><p>SABIA QUE CANUDOS DE</p><p>PLÁSTICO PODEM ACABAR</p><p>NOS OCEANOS?</p><p>VOCÊ NÃO</p><p>SABIA QUE CANUDOS DE</p><p>PLÁSTICO PODEM ACABAR</p><p>NOS OCEANOS?</p><p>O QUE SERIA</p><p>DO PLANETA SE NÃO</p><p>TIVESSEM CIDADÃOS</p><p>CONSCIENTES COMO</p><p>NÓS?</p><p>O QUE SERIA</p><p>DO PLANETA SE NÃO</p><p>TIVESSEM CIDADÃOS</p><p>CONSCIENTES COMO</p><p>NÓS?</p><p>VERDADE.VERDADE.</p><p>QUADRINHORAMA.COM.BRQUADRINHORAMA.COM.BR DRAGOESDEGARANGEM.BOMDRAGOESDEGARANGEM.BOM</p><p>Disponível em: tinyurl.com/tbgmcf5. Acesso em: 23 abr. 2022.</p><p>Os quadrinhos apresentados abordam uma temática</p><p>relevante para a sociedade, utilizando a linguagem</p><p>coloquial. Analisando as informações verbais e não</p><p>verbais utilizadas na construção da tirinha, podemos</p><p>inferir, adequadamente, que o humor decorre</p><p>A do contraste entre as ações politicamente corretas</p><p>realizadas pelas personagens e suas falas preconcei-</p><p>tuosas.</p><p>B da coerência entre o posicionamento das personagens,</p><p>que acreditam na inutilidade de ações ambientalmente</p><p>corretas.</p><p>C da representação de ações consideradas fisicamente</p><p>saudáveis realizadas no discurso das personagens,</p><p>mas não postas em prática.</p><p>D da oposição existente entre as falas das personagens,</p><p>que compreendem, de formas diferentes, o conceito</p><p>de consumo sustentável.</p><p>E da incoerência existente entre o discurso de proteção</p><p>ambiental das personagens e a concretização das</p><p>ações representadas nos quadrinhos.</p><p>LC - 1º dia18 OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 41</p><p>AMARAL, T. Anjos, 1924.</p><p>As crianças do interior do Brasil se vestem de anjos</p><p>para comparecer às procissões e às festas da igreja</p><p>católica.</p><p>Por meio da linguagem não verbal, a pintora Tarsila do</p><p>Amaral reproduz, no quadro Anjos, uma dessas cenas,</p><p>em que se veem rostos amorenados, representando, com</p><p>isso, a</p><p>A tristeza do povo religioso.</p><p>B miscigenação etno-cultural brasileira.</p><p>C pobreza do mundo religioso.</p><p>D variedade de crenças no Brasil.</p><p>E pouca religiosidade do povo brasileiro.</p><p>QUESTÃO 42</p><p>[...] não há em língua um padrão absoluto de</p><p>correção (válido para todas as circunstâncias), mas</p><p>apenas padrões relativos às diferentes circunstâncias</p><p>(daí os linguistas afirmarem que a propriedade é mais</p><p>importante</p><p>que a correção). Se esse é um postulado</p><p>clássico entre os linguistas, sua apreensão social (dentro</p><p>e fora da escola) continua envolta em muita confusão. E o</p><p>núcleo do problema parece estar num gesto que lê ‘relativo’</p><p>onde se deve ler ‘relativo a’, ou seja, os linguistas são</p><p>acusados de relativistas porque – segundo os acusadores –</p><p>defendem que “tudo vale na língua”, quando, de fato,</p><p>jamais afirmam isso. O que suas descrições efetivamente</p><p>mostram é que os falantes variam sistemática (e não</p><p>aleatoriamente) sua expressão e tomam como baliza,</p><p>não um padrão absoluto de correção, mas critérios</p><p>de adequação às circunstâncias. Nesse sentido, os</p><p>fenômenos linguísticos não são relativos, mas relativos</p><p>às circunstâncias.</p><p>Disponível em: http://www.parabolaeditorial.com.br/NadaNaLinguaPrimeirasPaginas.pdf.</p><p>Acesso em: 28 nov. 2012.</p><p>Com base na leitura anterior, podemos reconhecer, no</p><p>posicionamento crítico de Carlos Alberto Faraco, um(a)</p><p>A visão de língua homogênea, baseada na defesa da</p><p>uniformização da comunicação.</p><p>B defesa do relativismo da língua e de sua capacidade</p><p>de se desvencilhar dos aspectos sociológicos.</p><p>C desejo de obediência ao conjunto de regras gramaticais</p><p>que fundamentam a normatização do uso da língua.</p><p>D julgamento criterioso dos linguistas que contribuem</p><p>para a sedimentação de uma padronização relativista</p><p>e unidirecional da língua.</p><p>E olhar cauteloso sobre aspectos como a heterogenei-</p><p>dade e a variabilidade no uso da língua.</p><p>QUESTÃO 43</p><p>Mas essa norma culta, pelo visto, só diz respeito à</p><p>língua falada. Como fica a língua escrita?</p><p>Marcos Bagno: O conhecimento da norma culta</p><p>falada é importantíssimo porque ele permite fazer um</p><p>bom retrato também da escrita culta. Ao contrário do que</p><p>a maioria das pessoas pensa, não existe uma diferença</p><p>radical, um abismo profundo entre fala e escrita.</p><p>Essa visão distorcida nasceu de comparações</p><p>equivocadas: as pessoas comparam a fala mais</p><p>espontânea, descontraída, informal, com textos altamente</p><p>formais, literários etc. Mas, quando comparamos fala</p><p>informal com escrita informal e fala formal com escrita</p><p>formal, as semelhanças são muito maiores do que as</p><p>diferenças. Conhecendo bem a norma culta falada,</p><p>podemos entender muito do que acontece também na</p><p>norma culta escrita.</p><p>BAGNO, M. Não é errado falar assim! Em defesa do português brasileiro (adaptado).</p><p>Disponível em: https://www.parabolablog.com.br/in-dex.php/blogs/nao-e-errado-falar-assim-</p><p>em-defesa-do-portugues-brasileiro</p><p>Sobre as concepções de língua, do professor Marcos</p><p>Bagno, pode-se depreender que:</p><p>A Ao se referir a uma “visão distorcida”, o entrevistado</p><p>está ratificando que é equivocada qualquer compa-</p><p>ração entre a fala e a escrita.</p><p>B De acordo com o professor entrevistado, é preciso</p><p>compreender que a língua falada e a língua escrita são</p><p>radicalmente diferentes em todos os seus aspectos.</p><p>C De acordo com o linguista e escritor entrevistado,</p><p>comparar textos formais e literários com a fala informal</p><p>gera uma percepção enviesada dos fenômenos da</p><p>língua.</p><p>D Segundo o professor Marcos Bagno, até mesmo a</p><p>fala mais informal e espontânea deve obedecer aos</p><p>preceitos gramaticais dos textos altamente formais e</p><p>literários.</p><p>E O professor entrevistado destaca que é importante,</p><p>primeiramente, conhecer os detalhes da língua escrita,</p><p>pois somente dessa forma se pode compreender</p><p>totalmente a norma culta falada.</p><p>LC - 1º dia 19OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 44</p><p>A partir da declaração do arquiteto modernista visionário</p><p>Oscar Niemeyer, podemos identificar como a obra que</p><p>está mais alheia ao que foi relatado:</p><p>A</p><p>Museu do Olho – PR</p><p>B</p><p>Catedral Metropolitana – DF</p><p>C</p><p>Edifício Copan – SP</p><p>D</p><p>Edifício Gustavo Capanema – RJ</p><p>E</p><p>Museu de Arte Contemporânea – RJ</p><p>QUESTÃO 45</p><p>Mas Diogo, naqueles intervalos,</p><p>Suspendendo o furor do duro Marte,</p><p>Esperança concebe de amansá-los,</p><p>Uma vez com temor, outra com arte:</p><p>A viseira levanta e vai buscá-los,</p><p>Mostrando-se risonho em toda parte;</p><p>Levantai-vos (lhes diz) e assim dizendo,</p><p>Ia-os co’a própria mão da terra erguendo</p><p>DURÃO, J. S. R. Caramuru, p. 51.</p><p>O poema épico Caramuru transformou Diogo Álvares</p><p>Correia em protagonista virtuoso da conquista do</p><p>Recôncavo baiano e, por extensão, da capitania da Bahia.</p><p>Nos versos lidos acima, o português foi caracterizado</p><p>como</p><p>A líder enérgico, pois era corajoso e audacioso, mas</p><p>também ordeiro e pacifista, porque teria (com)vencido</p><p>o gentio pela palavra.</p><p>B algoz do índio, que, de forma passiva-agressiva,</p><p>apropriou-se das terras do silvícola para escravizá-lo.</p><p>C carrasco, pois ergue a voz para amedrontar o índio e</p><p>impor o comportamento que acha adequado.</p><p>D líder bondoso e empático, que procura ouvir o índio,</p><p>com o objetivo de manter a diferença de hábitos e</p><p>costumes.</p><p>E obediente convidado que age de acordo com as</p><p>imposições do silvícola.</p><p>LC - 1º dia20 OSG.: 1561/23</p><p>PROPOSTA DE REDAÇÃO</p><p>TEXTO I</p><p>O Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores e mais complexos sistemas de saúde pública do mundo,</p><p>abrangendo desde o simples atendimento para avaliação da pressão arterial, por meio da Atenção Primária, até o</p><p>transplante de órgãos, garantindo acesso integral, universal e gratuito à saúde para toda a população do país. A</p><p>atenção integral à saúde, e não somente aos cuidados assistenciais, passou a ser um direito de todos os brasileiros,</p><p>com foco na saúde com qualidade de vida, visando à prevenção e à promoção da saúde.</p><p>Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sus (adaptado).</p><p>TEXTO II</p><p>DO SISTEMA</p><p>DE SAÚDE</p><p>BRASILEIRO</p><p>UMA BREVE EVOLUÇÃO</p><p>SÉCULOS XIX/XX</p><p>Primeiras ações para</p><p>promoção de saúde pública.</p><p>Ausência de organização e</p><p>planejamento de ações</p><p>voltadas para a saúde</p><p>pública.</p><p>Criação do Código Sanitário</p><p>“Sanear é a grande questão</p><p>Nacional”.</p><p>1918</p><p>1923</p><p>Sistema de Caixas e</p><p>aposentadorias,</p><p>Prestação de serviços</p><p>previdenciários, assistência</p><p>à saúde e medicamentos.</p><p>1930</p><p>Ins�tutos de Aposentadoria e</p><p>Pensões- APs.I</p><p>1964</p><p>Ditadura Militar- apoio para a</p><p>criação de hospitais privados.</p><p>1970</p><p>Movimento da Reforma Sanitária</p><p>Inicia�va popular de</p><p>reivindicação por um sistema de</p><p>saúde único, universal e gratuito.</p><p>1987</p><p>Sistema nificado eu</p><p>escentralizado de aúded s</p><p>-com princípios da Reforma</p><p>Sanitária.1988</p><p>Cons�tuição Federal</p><p>-ar�go 196: criação d SUS.o</p><p>Disponível em: https://images.app.goo.gl/wFKqJNawHakxQSoXA (adaptado).</p><p>LC - 1º dia 21OSG.: 1561/23</p><p>TEXTO III</p><p>O senador Fernando Collor (Pros-AL) afirmou que a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR)</p><p>vem promovendo audiências como “um esforço para uma reflexão” na busca de soluções para o país, principalmente</p><p>em um ambiente de pandemia. Segundo Collor, a maior crise sanitária mundial em um século demonstra a necessidade</p><p>de uma maior valorização do SUS, que tem sido fundamental no enfrentamento da crise decorrente da pandemia do</p><p>coronavírus.</p><p>De acordo com o senador, o SUS tem eficiência comprovada na vacinação em massa e é uma ferramenta</p><p>poderosa na redução das desigualdades do país. Collor elogiou os servidores da saúde e disse que o sistema é</p><p>responsável pelo maior programa de assistência médica do mundo. Para o senador, o SUS é imprescindível para a</p><p>construção de um país socialmente mais justo e equilibrado.</p><p>A diretora do Departamento da Saúde da Família do Ministério da Saúde, Renata Maria de Oliveira Costa,</p><p>admitiu que o país é complexo, com dimensão continental e com diferenças específicas em suas regiões. Ela apontou,</p><p>no entanto, que o SUS tem o princípio da equidade como determinante no atendimento ao cidadão. Ela ainda</p><p>acrescentou que o SUS tem buscado uma atenção específica para minorias, como indígenas, imigrantes, ciganos,</p><p>negros, população de rua e comunidade LGBTI+.</p><p>Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2021/08/02/debatedores-apontam-sus-como-essencial-para-a-reducao-de-desigualdades (adaptado).</p><p>TEXTO IV</p><p>Disponível em: https://images.app.goo.gl/oL3J26uYb4cphGRg9 (adaptado).</p><p>A partir da leitura</p><p>dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua</p><p>formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema</p><p>“A relevância do Sistema Único de Saúde (SUS) para os brasileiros”, apresentando proposta de intervenção que</p><p>respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para</p><p>defesa de seu ponto de vista.</p><p>CH - 1º dia22 OSG.: 1561/23</p><p>CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>Questões de 46 a 90</p><p>QUESTÃO 46</p><p>Disponível em: www.todamateria.com.br</p><p>Em 1890 Alfred Mahan desenvolveu um pensamento no</p><p>qual o domínio dos mares e suas áreas geoestratégicas</p><p>se traduziriam num aumento de poder e, no contexto da</p><p>Guerra Hispano-Americana à qual a charge se refere,</p><p>afirma-se que Cuba, considerada uma área importante,</p><p>A aproximou-se dos ideais liberais da Europa em</p><p>oposição ao americanismo.</p><p>B rompeu os laços com a metrópole europeia por ação</p><p>de guerrilhas socialistas.</p><p>C manteve sua estrutura colonial apesar da libertação do</p><p>domínio estadunidense.</p><p>D passou à tutela econômica e militar dos Estados</p><p>Unidos após a independência.</p><p>E aliou-se ao bloco soviético após o movimento</p><p>revolucionário anti-imperialista.</p><p>QUESTÃO 47</p><p>Na Antiguidade, o desenvolvimento de povoações,</p><p>aldeias e cidades que se utilizaram dos rios para a sua</p><p>constituição gerou sociedades mais complexas em</p><p>diversas regiões do mundo, como o Oriente Médio, a</p><p>Ásia e a África. Nessas sociedades, a vida coletiva era</p><p>marcada pelo trabalho que modificava a natureza e</p><p>estabelecia divisões de tarefas entre os seres humanos.</p><p>Nelas, o trabalho coletivo de irrigação era necessário</p><p>para controlar as cheias dos rios e para cultivar as terras</p><p>de suas margens.</p><p>CAMPOS, Flavio de; CLARO, Regina; DOLHNIKOFF, Miriam. Jogo da História nos dias de</p><p>Hoje. 6. 2a ed. São Paulo: Leya, 2015. p. 58 (adaptado).</p><p>O texto se refere às chamadas sociedades</p><p>A feudais.</p><p>B hidráulicas.</p><p>C nômades.</p><p>D patriarcais.</p><p>E pré-históricas.</p><p>QUESTÃO 48</p><p>TEXTO I</p><p>Uma filosofia da percepção que queira reaprender</p><p>a ver o mundo restituirá à pintura e às artes em geral seu</p><p>lugar verdadeiro.</p><p>MERLEAU-PONTY, M. Conversas: 1948. São Paulo: Martins Fontes, 2004.</p><p>TEXTO II</p><p>Os grandes autores de cinema nos pareceram</p><p>confrontáveis não apenas com pintores, arquitetos,</p><p>músicos, mas também com pensadores. Eles pensam</p><p>com imagens, em vez de conceitos.</p><p>DELEUZE, G. Cinema 1: a imagem-movimento. São Paulo: Brasiliense, 1983 (adaptado).</p><p>É possível observar que os textos acima sustentam a</p><p>existência de um saber ancorado na</p><p>A mitologia, admitindo o belo como fenômeno transcen-</p><p>dental.</p><p>B religiosidade, reafirmando a vivência estética como</p><p>juízo de gosto.</p><p>C sensibilidade, considerando o olhar como experiência</p><p>de conhecimento.</p><p>D inteligência, apontando as formas de expressão como</p><p>auxiliares da razão.</p><p>E imaginação, estabelecendo a inteligência como impli-</p><p>cação das representações.</p><p>QUESTÃO 49</p><p>O índice Gini é um cálculo usado para medir a concen-</p><p>tração de renda, ainda que se direcione mais para</p><p>a observação do nível de desigualdade do que para</p><p>o desenvolvimento. Os níveis de desigualdade são</p><p>distribuídos entre dois extremos, 0 e 100 (ou 0 e 1).Se o</p><p>coeficiente de Gini decresce, a</p><p>A desigualdade da renda subiu.</p><p>B renda média subiu.</p><p>C renda média caiu.</p><p>D taxa de pobreza caiu.</p><p>E desigualdade da renda caiu.</p><p>CH - 1º dia 23OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 50</p><p>Os pequenos cultivadores, que tomavam valores</p><p>ou mercadorias emprestados, deviam encontrar-se</p><p>constantemente na impossibilidade de reembolsar seus</p><p>credores, os quais se ressarciam escravizando-os. O</p><p>resultado dessa situação é que pessoas arruinadas</p><p>vendiam seus filhos para subsistir. Entretanto, a grande</p><p>massa de escravos provinha dos prisioneiros de guerra,</p><p>resultados de operações militares.</p><p>GARELLI, Paul. Oriente próximo asiático: impérios mesopotâmicos, Israel. São Paulo:</p><p>EDUSP, 1982, p. 120. (adaptado).</p><p>Considerando as informações apresentadas, é correto</p><p>afirmar que a escravidão, no contexto citado,</p><p>A empregava predominantemente a mão de obra de</p><p>negros africanos escravizados em batalhas.</p><p>B estava relacionada às práticas econômicas de</p><p>empréstimos e às guerras de expansão territorial.</p><p>C resultava do excesso populacional na Assíria durante</p><p>o período de expansão do Império Islâmico.</p><p>D baseava-se na discriminação racial aos povos de</p><p>origem judaica que circulavam como nômades.</p><p>E organizava-se de acordo com o modelo econômico</p><p>mercantilista, visando à acumulação de capitais.</p><p>QUESTÃO 51</p><p>O filósofo reconhece-se pela posse inseparável do</p><p>gosto da evidência e do sentido da ambiguidade. Quando</p><p>se limita a suportar a ambiguidade, esta se chama</p><p>equívoco. Sempre aconteceu que, mesmo aqueles que</p><p>pretenderam construir uma filosofia absolutamente</p><p>positiva, sô conseguiram ser filósofos na medida em</p><p>que, simultaneamente, se recusaram o direito de se</p><p>instalar no saber absoluto. O que caracteriza o filósofo</p><p>é o movimento que leva incessantemente do saber à</p><p>ignorância, da ignorância ao saber, e um certo repouso</p><p>neste movimento.</p><p>MERLEAU-PONTY, M. Elogio da filosofia. Lisboa: Guimarães, 1998 (adaptado).</p><p>O fragmento acima destaca o papel do filósofo em uma</p><p>dimensão de</p><p>A essência de dialética.</p><p>B posição de indiferença.</p><p>C defesa do dogmatismo.</p><p>D unilateralidade da razão.</p><p>E renúncia ao conhecimento.</p><p>QUESTÃO 52</p><p>TEXTO I</p><p>A intervenção da Rússia na crise no Leste da</p><p>Ucrânia reacendeu a tensão entre os aliados da Otan</p><p>e Moscou. Os EUA informaram que pretendem instalar</p><p>armamento pesado no Leste da Europa, plano criticado</p><p>pelo governo russo. Em resposta, a Rússia anunciou o</p><p>reforço de seu arsenal nuclear, novos mísseis balísticos</p><p>intercontinentais, descritos como “capazes de superar</p><p>sistemas de defesa mais avançados”.</p><p>STEWART, P. Disponível em: http://noticias.uol.com.br. Acesso em: 26 jun. 2015 (adaptado).</p><p>TEXTO II</p><p>Os Estados Unidos e seus aliados não vão deixar</p><p>a Rússia “nos arrastar de volta ao passado”, disse o</p><p>secretário de Defesa dos Estados Unidos em um discurso</p><p>em Berlim, dia 22 de junho de 2015, quando acusou o</p><p>governo russo de tentar recriar uma esfera de influência</p><p>da era soviética.</p><p>Disponível em: http://oglobo.globo.com. Acesso em: 26 jun. 2015 (adaptado).</p><p>Que tema da geopolítica da segunda metade do século XX</p><p>é o fundamento histórico da referência feita ao passado?</p><p>A Luta antiditatorial.</p><p>B Corrida armamentista.</p><p>C Conservação ambiental.</p><p>D Terrorismo internacional.</p><p>E Globalização geoeconômica.</p><p>QUESTÃO 53</p><p>“A classe dirigente das grandes cidades</p><p>conquistadas era morta ou presa, e alguns reis de lugares</p><p>menores se submetiam.” Contudo, só vencer as batalhas</p><p>não bastava. Era preciso manter a ordem nos territórios</p><p>conquistados, o que Hamurabi fez brilhantemente. Mais</p><p>do que um general, ele era um administrador e um</p><p>legislador, que legou à humanidade um dos mais antigos</p><p>e importantes conjuntos de leis.</p><p>Disponível em: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/. Acesso em: 5 abr. 2022 (adaptado).</p><p>A respeito do conjunto de leis mencionado no texto,</p><p>depreende-se que aplicava</p><p>A uma justiça baseada nas heranças culturais relegadas</p><p>pelo Império Romano, por isso era muito comum a</p><p>condenação à morte.</p><p>B uma “justiça seletiva”, visto que membros das classes</p><p>dirigentes não partilhavam das mesmas penas que</p><p>pessoas socialmente inferiorizadas.</p><p>C as penas com base na Lei de Talião, configurando</p><p>uma representação perfeita da aplicação da igualdade</p><p>social na Mesopotâmia.</p><p>D o direito consuetudinário baseado na tradição oral,</p><p>que vigorava fortemente na cultura mesopotâmica.</p><p>E uma fundamentação teórica baseada no direito grego,</p><p>visto que os babilônicos foram muito influenciados</p><p>pela cultura clássica.</p><p>CH - 1º dia24 OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 54</p><p>Em Homero, arkhé significa o que está no começo,</p><p>no princípio, na origem de alguma</p>

Mais conteúdos dessa disciplina