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<p>PROVA DE LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS E REDAÇÃO</p><p>PROVA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO</p><p>LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES SEGUINTES</p><p>1. SERÁ ATRIBUÍDA NOTA ZERO À PROVA QUANDO O ALUNO:</p><p>a) utilizar ou portar, durante a realização da prova, MÁQUINAS e(ou) RELÓGIOS DE CALCULAR, bem como RÁDIOS, GRAVADORES,</p><p>HEADPHONES, TELEFONES CELULARES ou FONTES DE CONSULTA DE QUALQUER ESPÉCIE;</p><p>b) ausentar-se da sala em que se realiza a prova levando consigo o CADERNO DE QUESTÕES e(ou) o CARTÃO-RESPOSTA antes do</p><p>prazo estabelecido;</p><p>c) agir com incorreção ou descortesia para com qualquer participante do processo de aplicação das provas;</p><p>d) comunicar-se com outro participante, verbalmente, por escrito ou por qualquer outra forma;</p><p>e) apresentar dado(s) falso(s) na sua identificação pessoal;</p><p>f) for ao banheiro portando CELULAR, mesmo que desligado, APARELHO DE ESCUTA, MÁQUINA DE CALCULAR ou qualquer outro</p><p>MATERIAL DE CONSULTA relativo à prova. Na ida ao banheiro, durante a realização da prova, o aluno será submetido à revista por meio</p><p>de DETECTOR DE METAL.</p><p>2. Este CADERNO DE QUESTÕES contém a Proposta de Redação e 90 questões numeradas de 1 a 90 e dispostas da seguinte maneira:</p><p>a) as questões de número 1 a 45 são relativas à área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias;</p><p>b) as questões de número 1 a 5 são relativas à área de Língua Estrangeira;</p><p>c) as questões de número 46 a 90 são relativas à área de Ciências Humanas e suas Tecnologias.</p><p>3. Verifique no CARTÃO-RESPOSTA se os seus dados estão registrados corretamente. Caso haja alguma divergência, comunique-a</p><p>imediatamente ao aplicador.</p><p>4. Decorrido o tempo determinado, será distribuído o CARTÃO-RESPOSTA, o qual será o único documento válido para a correção da prova.</p><p>5. Não dobre, não amasse, nem rasure o CARTÃO-RESPOSTA. Ele não poderá ser substituído.</p><p>6. Para cada uma das questões objetivas, são apresentadas 5 opções, identificadas com as letras A, B, C, D e E. Apenas uma responde</p><p>corretamente à questão. Você deve, portanto, assinalar apenas uma opção em cada questão. A marcação de mais de uma opção anula a</p><p>questão, mesmo que uma das respostas esteja correta.</p><p>7. No CARTÃO-RESPOSTA, marque, para cada questão, a letra correspondente à opção escolhida para a resposta, preenchendo todo o</p><p>espaço compreendido no círculo, com caneta esferográfica de tinta preta.</p><p>8. Reserve os 30 minutos finais para marcar seu CARTÃO-RESPOSTA. Os rascunhos e as marcações assinaladas no CADERNO DE</p><p>QUESTÕES não serão considerados na avaliação.</p><p>9. O aluno, ao sair da sala, deverá entregar, definitivamente, seu CARTÃO-RESPOSTA devidamente assinado, devendo ainda assinar a folha</p><p>de presença e o cartão de identificação de sala.</p><p>10. O tempo disponível para estas provas é de cinco horas e trinta minutos.</p><p>AP1 – 1a ETAPA</p><p>LC - 1º dia2 OSG.: 1561/23</p><p>LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>Questões de 01 a 45</p><p>Questões de 01 a 05 (opção: inglês)</p><p>QUESTÃO 01</p><p>Business, economics and finance are perennial</p><p>sources of new jargon, some bits more enduring than</p><p>others. The slowdown of China’s economy led to increased</p><p>talk of decoupling (of Western businesses from China’s).</p><p>International frictions led to a boom in friendshoring:</p><p>a kind of reverse offshoring in which supply chains are</p><p>redirected to stable, ideally allied countries, rather than</p><p>those invading their neighbours or pursuing self-harming</p><p>covid policies.</p><p>Disponível em: https://www.economist.com. Acesso em: 8 jan. 2023.</p><p>A composição é um dos processos de formação de novas</p><p>palavras. A partir de duas ou mais palavras simples ou</p><p>radicais, formamos palavras compostas que possuem</p><p>significado próprio. Com base na leitura do texto, o termo</p><p>friendshoring é usado para descrever um(a)</p><p>A política de contenção da disseminação do coronavírus.</p><p>B retorno das cadeias de produção para o país de</p><p>origem.</p><p>C animosidade cada vez maior entre o Ocidente e o</p><p>Oriente.</p><p>D desaceleração progressiva do sistema econômico</p><p>chinês.</p><p>E realocação das cadeias de suprimentos para nações</p><p>aliadas.</p><p>QUESTÃO 02</p><p>Take that, covid! “Revenge” tourism takes off</p><p>Economists call it “pent-up demand”. But people</p><p>who were stuck at home during the pandemic have another</p><p>name for the rebound in travel that will continue in 2023:</p><p>“revenge” tourism, as travellers show the virus who’s boss.</p><p>International tourism arrivals, up 60% in 2022, will rise by</p><p>a further 30% in 2023, to 1.6bn, still short of 2019’s figure</p><p>of 1.8bn. But tourist receipts in 2023 will almost equal the</p><p>2019 total of $1.4trn, if only because inflation has pushed</p><p>up prices. War in Ukraine has hampered the recovery,</p><p>as has China’s zero-covid policy: one in ten tourists was</p><p>Chinese before the pandemic. Their numbers will double</p><p>in 2023, to 59m, far below the 155m recorded in 2019.</p><p>As beaches and sun-loungers fill up again, this is a case</p><p>where revenge is best served hot.</p><p>Disponível em: https://www.economist.com. Acesso em: 8 jan. 2023.</p><p>O revenge tourism – ou turismo de vingança – tornou-se</p><p>um dos mais recentes e controversos tipos de turismo.</p><p>Com base no texto anterior, o turismo de vingança</p><p>A não guarda nenhuma relação com o vírus da covid.</p><p>B irá ultrapassar muito as estatísticas do ano de 2019.</p><p>C consiste na retomada das viagens após o lockdown.</p><p>D diverge totalmente do conceito de demanda reprimida.</p><p>E tem sido bastante impulsionado pela guerra na</p><p>Ucrânia.</p><p>QUESTÃO 03</p><p>Pipebots: The tiny “leak hunter” robots that</p><p>can save billions of litres of water</p><p>The world of robotics is expanding with every</p><p>passing day and now, robots will be used to keep a watch</p><p>on pipe networks in England and Wales. According to the</p><p>water industry economic regulator Ofwat, England and</p><p>Wales lose around three billion litres of water due to water</p><p>pipe leaks and the robots can be the solution to these</p><p>problems. Scientists told BBC that the miniature robots</p><p>will patrol the pipe network and produce constant updates</p><p>about any potential leaks or damages.</p><p>Some companies are already using tethered robots</p><p>to carry out the process but the Integrated Civil and</p><p>Infrastructure Research Centre (ICAIR) at the University</p><p>of Sheffield has come up with a new generation of robots.</p><p>The Pipebots are equipped with small cameras and</p><p>adaptable legs which allows it to cover more area and</p><p>provide constant surveillance footage of the water pipes.</p><p>Disponível em: https://www.wionews.com. Acesso em: 8 jan. 2023 (adaptado).</p><p>Engenheiros ingleses desenvolveram robôs em miniatura</p><p>para fazer o monitoramento da rede de tubulações. De</p><p>acordo com texto, os pipebots</p><p>A enfrentam certa resistência das empresas de abaste-</p><p>cimento.</p><p>B são os primeiros robôs utilizados para monitorar a</p><p>tubulação.</p><p>C estão em plena atividade por todo o território do Reino</p><p>Unido.</p><p>D irão patrulhar a tubulação, gerando atualizações</p><p>constantes.</p><p>E evitaram, até agora, a perda de três bilhões de litros de</p><p>água.</p><p>LC - 1º dia 3OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 04</p><p>Disponível em: https://br.pinterest.com. Acesso em: 8 jan. 2023.</p><p>Os alimentos são utilizados pelo nosso organismo para</p><p>realizar o metabolismo, ajudar na manutenção e no</p><p>crescimento dos tecidos, além de fornecer energia.</p><p>Com base na imagem acima, o propósito do texto é</p><p>A alertar para a qualidade dos alimentos que são</p><p>consumidos.</p><p>B incentivar o consumo de alimentos ecologicamente</p><p>corretos.</p><p>C convidar o leitor a adotar hábitos alimentares mais</p><p>saudáveis.</p><p>D promover uma conscientização sobre o desperdício de</p><p>comida.</p><p>E demonstrar o risco da ingestão de gordura para a</p><p>saúde humana.</p><p>QUESTÃO 05</p><p>Tired</p><p>I am so tired of waiting,</p><p>Aren’t you,</p><p>For the world to become good</p><p>And beautiful and kind?</p><p>Let us take a knife</p><p>And cut the world in two –</p><p>And see what worms are eating</p><p>At the rind.</p><p>Disponível em: https://genius.com. Acesso em: 8 jan. 2023.</p><p>James Mercer Langston Hughes foi um poeta,</p><p>ativista social, novelista, dramaturgo e colunista norte-</p><p>-americano.</p><p>Com base no poema</p><p>ação, de algum</p><p>discurso, o ponto de partida, donde arquétipo (o tipo ou</p><p>modelo primitivo de uma coisa). Em Píndaro, significa</p><p>poder, comando, autoridade, soberania, por extensão,</p><p>arconte (o magistrado). Os primeiros filósofos buscam a</p><p>arkhé, o princípio absoluto (primeiro e último) de tudo o</p><p>que existe.</p><p>CHAUÍ, Marilena. Introdução à História da Filosofia, Vol. 1, Dos Pré-socráticos</p><p>a Aristóteles. Companhia das Letras.</p><p>O conceito apresentado no fragmento acima, isto é, o de</p><p>arkhé, traduz, sob o ponto de vista filosófico</p><p>A esforço racional acerca da compreensão da realidade.</p><p>B tentativa de explicação mitológica da origem do</p><p>universo.</p><p>C ruptura absoluta com os elementos da narrativa</p><p>tradicional.</p><p>D exercício de obstrução ao entendimento lógico da</p><p>natureza.</p><p>E consolidação dos valores religiosos em linguagem</p><p>dogmática.</p><p>QUESTÃO 55</p><p>A partir da análise da gravura, pode-se inferir que</p><p>A a geografia se propõe a descrever paisagens, pois a</p><p>simples descrição fornece elementos suficientes para</p><p>uma compreensão global daquilo que pretendemos</p><p>conhecer geograficamente.</p><p>B a representação visível de vários aspectos do</p><p>espaço geográfico chama-se paisagem, onde estão</p><p>inseridos os elementos naturais (resultado da ação</p><p>da sociedade) e os elementos humanos ou culturais</p><p>(relevo, clima, rios e vegetação).</p><p>C entre todas as dinâmicas de que resultam as diversas</p><p>paisagens que se espalham pelo mundo, as impostas</p><p>pelo ritmo e pela necessidade das modernas</p><p>sociedades industriais são hoje as mais presentes na</p><p>quase totalidade.</p><p>D a natureza é um barreira na formação do espaço</p><p>produtivo, limitando a organização social e econômica</p><p>dos povos que habitam os diferentes lugares.</p><p>E a paisagem natural não pode ser transformada em</p><p>paisagem humanizada, pois as duas se diferenciam.</p><p>A investigação das diferentes paisagens se restringe à</p><p>descrição dos elementos que a constituem.</p><p>QUESTÃO 56</p><p>[...] os mestres gregos foram à escola com os</p><p>egípcios, e todos nós somos discípulos dos gregos. [...]</p><p>Embora alguns [dos] templos [gregos] sejam vastos e</p><p>imponentes, não atingem as colossais dimensões das</p><p>construções egípcias. Sente-se que foram edificadas</p><p>por seres humanos, para seres humanos. De fato, não</p><p>existia um governante divino imperando sobre os gregos</p><p>que pudesse forçar – ou tivesse forçado – todo um povo</p><p>a trabalhar como escravos para ele. As tribos gregas</p><p>tinham-se instalado em várias cidades pequenas e em</p><p>portos de abrigo ao longo da costa. Havia muita rivalidade</p><p>e atritos entre essas comunidades, mas nenhuma delas</p><p>conseguiu dominar todas as outras.</p><p>Ernst H. Gombrich. A história da arte, 1993.</p><p>O diálogo intercivilizacional entre o Egito e as cidades-</p><p>-Estado gregas na Antiguidade foi</p><p>A impossibilitado pelas diferenças profundas de suas</p><p>atividades econômicas.</p><p>B estimulado por suas alianças militares contra o Império</p><p>Persa.</p><p>C interrompido pela oposição da filosofia grega às</p><p>explicações religiosas do mundo.</p><p>D condicionado por suas específicas organizações</p><p>políticas.</p><p>E favorecido pela presença de colônias egípcias nos</p><p>territórios gregos.</p><p>QUESTÃO 57</p><p>Empédocles estabelece quatro elementos corpo-</p><p>rais – fogo, ar, água e terra –, que são eternos e que</p><p>mudam aumentando e diminuindo mediante mistura e</p><p>separação; mas os princípios propriamente ditos, pelos</p><p>quais aqueles são movidos, são o Amor e o Ódio. Pois é</p><p>preciso que os elementos permaneçam alternadamente</p><p>em movimento, sendo ora misturados pelo Amor, ora</p><p>separados pelo Ódio.</p><p>SIMPLÍCIO. Física, 25, 21. In: Os pré-socráticos. São Paulo: Nova Cultural, 1996.</p><p>A partir da leitura acima, é possível observar a tradução</p><p>do pensamento dos chamados filósofos pré-socráticos,</p><p>os quais estavam fundamentalmente preocupados com</p><p>uma</p><p>A investigação mitológica grega.</p><p>B condição originária do universo.</p><p>C dimensão metafísica da realidade.</p><p>D percepção estética dos sentimentos.</p><p>E corresponde à explicação mitológica.</p><p>CH - 1º dia 25OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 58</p><p>É formado por um conjunto indissociável,</p><p>solidário e também contraditório, de sistema de objetos</p><p>(redes técnicas, prédios, ruas) e de sistemas de ações</p><p>(organização do trabalho, produção, circulação, consumo</p><p>de mercadorias, relações familiares e cotidianas), não</p><p>considerados isoladamente, mas como o quadro único no</p><p>qual a historia se dá.</p><p>Milton Santos</p><p>A partir da leitura do texto, é possível afirmar que se trata</p><p>do conceito de</p><p>A paisagem.</p><p>B lugar.</p><p>C espaço geográfico.</p><p>D território.</p><p>E região.</p><p>QUESTÃO 59</p><p>O Eufrates não é um rio manso e amistoso como o</p><p>Nilo, com uma inundação de fim de verão, regular como</p><p>um relógio, que prepara a terra para o plantio do trigo no</p><p>inverno. [...] Ele transborda de suas margens, de forma</p><p>errática e imprevisível, durante a primavera, quando a</p><p>semente já no chão tem de ser protegida, primeiro para</p><p>não se afogar sob as águas da enchente; segundo, para</p><p>não secar sob o sol escaldante, que faz evaporar mais da</p><p>metade do fluxo do rio antes que ele chegue ao mar.</p><p>Paul Kriwaczek. Babilônia: a Mesopotâmia e o nascimento da civilização, 2018.</p><p>O excerto faz uma comparação entre a sociedade da Suméria</p><p>e a do Egito da Antiguidade, acentuando, entre elas,</p><p>A os aspectos divergentes do ponto de vista da natureza</p><p>das atividades econômicas.</p><p>B a ausência de organização militar para a defesa dos</p><p>terrenos férteis.</p><p>C os esforços para o aproveitamento de condições</p><p>naturais de sobrevivência social.</p><p>D os padrões distintos de submissão da mão de obra</p><p>capturada nas guerras.</p><p>E a existência de sociedades sustentadas pela</p><p>propriedade coletiva das terras.</p><p>QUESTÃO 60</p><p>Heráclito indicou o fogo como “princípio” funda-</p><p>mental, e considerou todas as coisas como transformações</p><p>do fogo. Também é evidente por que Heráclito atribuiu</p><p>ao fogo a “natureza” de todas as coisas: o fogo expressa</p><p>de modo exemplar as características de mudança</p><p>contínua, do contraste e da harmonia. Com efeito, o fogo</p><p>está continuamente em movimento, é vida que vive da</p><p>morte do combustível, é contínua transformação deste</p><p>em cinzas, fumaça e vapores, é perene “necessidade e</p><p>saciedade”, como diz Heráclito a respeito de seu Deus.</p><p>REALE, Giovanni e ANTISERI, Dario. História da Filosofia, Filosofia pagã antiga, Vol. 1,</p><p>São Paulo, Paulus, 2003, p. 23.</p><p>Acerca do pensamento de Heráclito de Éfeso, citado no</p><p>fragmento acima, é possível perceber uma</p><p>A estagnação como fundamento real de toda a natureza.</p><p>B compreensão deliberadamente mitológica da realidade.</p><p>C visão cosmológica apoiada no princípio da</p><p>imutabilidade.</p><p>D percepção da origem do universo em dimensão</p><p>metafísica.</p><p>E associação entre devir e natureza como essência do</p><p>universo.</p><p>QUESTÃO 61</p><p>NORUEGA</p><p>Osio</p><p>NORUEGA</p><p>Osio SUÉCIASUÉCIA</p><p>FINLÂNDIAFINLÂNDIA</p><p>MAR DO</p><p>NORTE</p><p>MAR DO</p><p>NORTE</p><p>REINO UNIDOREINO UNIDO</p><p>OCEANO</p><p>ATLÂNTICO</p><p>OCEANO</p><p>ATLÂNTICO</p><p>LondresLondres</p><p>PAÍSES</p><p>BOIXOS</p><p>PAÍSES</p><p>BOIXOS</p><p>IMPÉRIO ALEMÃOIMPÉRIO ALEMÃO</p><p>BÉLGICABÉLGICA</p><p>BerlimBerlim</p><p>ParisParis</p><p>SUÍÇASUÍÇAFRANÇAFRANÇA</p><p>PORTUGALPORTUGAL</p><p>ESPANHAESPANHA</p><p>LisboaLisboa</p><p>ESCALAESCALA</p><p>0 300 600 km0 300 600 km ÁFRICAÁFRICA</p><p>MadriMadri ITÁLIAITÁLIA</p><p>RomaRoma</p><p>MONTENEGROMONTENEGRO</p><p>ALBANIAALBANIA</p><p>GRÉCIAGRÉCIA</p><p>BÓSNIABÓSNIA</p><p>VienaViena</p><p>IMPÉRIO</p><p>AUSTRO-HUNGARO</p><p>IMPÉRIO</p><p>AUSTRO-HUNGARO</p><p>BudapesteBudapeste</p><p>IMPÉRIO RUSSOIMPÉRIO RUSSO</p><p>MOSCOUMOSCOU</p><p>São Pe rsburgoteSão Pe rsburgote</p><p>DINAMARCADINAMARCA</p><p>CopenhageCopenhage</p><p>AmsterdãAmsterdã</p><p>VarsóviaVarsóvia</p><p>EstocolmoEstocolmo</p><p>HetsinqueHetsinque</p><p>BruxelasBruxelas</p><p>SÉRVIASÉRVIA</p><p>BelgradoBelgrado BucaresteBucareste</p><p>ROMÊNIAROMÊNIA</p><p>BULGÁRIABULGÁRIA</p><p>SofiaSofia</p><p>Constan�noplaConstan�nopla</p><p>IMPÉRIO</p><p>OTOMANO</p><p>IMPÉRIO</p><p>OTOMANO</p><p>AtenasAtenas</p><p>MAR NEGROMAR NEGRO</p><p>NORUEGANORUEGA</p><p>OsioOsio SUÉCIASUÉCIA</p><p>EstocolmoEstocolmo</p><p>FINLÂNDIAFINLÂNDIA</p><p>HelsinqueHelsinque</p><p>MAR DO</p><p>NORTE</p><p>MAR DO</p><p>NORTE</p><p>DINAMARCADINAMARCA</p><p>CopenhageCopenhage</p><p>TallinnTallinn</p><p>ESTÔNIAESTÔNIA</p><p>MOSCOUMOSCOU</p><p>LETÔNIALETÔNIA</p><p>LITUÂNIALITUÂNIA</p><p>RigaRiga</p><p>KraunasKraunas</p><p>IRLANDAIRLANDA</p><p>DublinDublin</p><p>REINO UNIDOREINO UNIDO</p><p>OCEANO</p><p>ATLÂNTICO</p><p>OCEANO</p><p>ATLÂNTICO</p><p>LondresLondres</p><p>BruxelasBruxelas</p><p>BÉLGICABÉLGICA</p><p>ParisParis</p><p>PAÍSES</p><p>BOIXOS</p><p>PAÍSES</p><p>BOIXOS</p><p>AmsterdãAmsterdã BerlimBerlim</p><p>ALEMANHAALEMANHA</p><p>LUXEMBUGOLUXEMBUGO PragaPraga</p><p>VarsóviaVarsóvia</p><p>POLÔNIAPOLÔNIA</p><p>TCHECOSLOVAQUIATCHECOSLOVAQUIA</p><p>BernaBerna VienaViena</p><p>ÁFRICAÁFRICA</p><p>ESPANHAESPANHA</p><p>MadriMadri</p><p>PORTUGALPORTUGAL</p><p>LisboaLisboa</p><p>RomaRoma</p><p>ITÁLIAITÁLIA</p><p>ROMÊNIAROMÊNIA</p><p>BucaresteBucareste</p><p>SUÍÇASUÍÇA</p><p>FRANÇAFRANÇA</p><p>AtenasAtenas</p><p>GRÉCIAGRÉCIA</p><p>ALBANIAALBANIA</p><p>UNIÃO SOVIÉTICAUNIÃO SOVIÉTICA</p><p>ÁUSTRIAÁUSTRIA</p><p>HUNGRIAHUNGRIA</p><p>BudapesteBudapeste</p><p>BelgradoBelgrado</p><p>IUGOSLÁVIAIUGOSLÁVIA</p><p>BULGÁRIABULGÁRIA</p><p>SofiaSofia</p><p>MAR NEGROMAR NEGRO</p><p>CórsegaCórsega</p><p>BalearesBaleares SardenhaSardenha</p><p>TiranaTirana AncaraAncara</p><p>TURQUIATURQUIA</p><p>ESCALAESCALA</p><p>0 300 600 km0 300 600 km</p><p>Antônio Pedro e Lizânias de Souza Lima. História por eixos temáticos, 2012.</p><p>As diferenças que os mapas, sob influência de Halford</p><p>Mackinder, apresentam no desenho das fronteiras</p><p>políticas e nas designações dos países indicam o(a)</p><p>A divisão política europeia determinada pelo Tratado de</p><p>Frankfurt, assinado após a Primeira Guerra Mundial.</p><p>B a reorganização dos blocos econômicos e militares,</p><p>coordenada pelas superpotências que venceram a</p><p>Segunda Guerra Mundial.</p><p>C o desaparecimento dos grandes impérios ao fim da</p><p>Primeira Guerra Mundial e a formação de Estados-</p><p>-tampões.</p><p>D a fragmentação provocada, em meio à Guerra Fria,</p><p>pelas guerras étnicas e nacionais no Leste europeu.</p><p>E a reorganização das fronteiras nacionais durante a</p><p>Guerra Fria e o avanço do socialismo sobre o Leste</p><p>europeu.</p><p>CH - 1º dia26 OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 62</p><p>Abertura de novas rotas, a fim de superar os entraves</p><p>derivados do monopólio das importações orientais pelos</p><p>venezianos e muçulmanos, e a escassez do metal nobre</p><p>Implicavam dificuldades técnicas (navegações do Mar</p><p>Oceano) e econômicas (alto custo dos investimentos),</p><p>o que exigia larga mobilização de recursos em escala</p><p>nacional. A expansão marítima, comercial e colonial,</p><p>postulando um certo grau de centralização do poder para</p><p>tornar-se realizável, constituiu-se em fator essencial do</p><p>poder do estado metropolitano.</p><p>NOVAIS, F. O Brasil nos quadros do antigo sistema colonial. In: MOTA, C. G. (Org.). Brasil</p><p>em perspectiva. São Paulo: Difel, 1982 (adaptado).</p><p>Em sua análise, o autor indica que o projeto expansionista</p><p>Europeu, dos séculos XV e XVI, tinha como objetivo</p><p>A fortalecer a economia dos Estados Nacionais</p><p>europeus.</p><p>B eliminar as relações comerciais mediterrâneas com o</p><p>Oriente.</p><p>C propagar a religião católica entre os povos conside-</p><p>rados pagãos.</p><p>D buscar territórios para o escoamento do excedente</p><p>populacional.</p><p>E assegurar os interesses políticos da burguesia</p><p>comercial europeia.</p><p>QUESTÃO 63</p><p>No âmbito da filosofia da physis, Parmênides se</p><p>apresenta como inovador radical e, em certo sentido,</p><p>como pensador revolucionário. Efetivamente, com ele,</p><p>a cosmologia recebe como que um profundo e benéfico</p><p>abalo do ponto de vista conceitual, transformando-se em</p><p>uma ontologia (teoria do ser).</p><p>REALE, Giovanni e ANTISERI, Dario. História da Filosofia, Filosofia pagã antiga, Vol. 1,</p><p>São Paulo, Paulus, 2003, p. 33.</p><p>Acerca do pensamento de Parmênides de Eleia, citado no</p><p>fragmento acima, é possível perceber uma</p><p>A obstrução ao entendimento acerca dos elementos da</p><p>natureza.</p><p>B dificuldade do desenvolvimento do pensamento de</p><p>tipo racional.</p><p>C tentativa de levar a compreensão da realidade em sua</p><p>essência.</p><p>D busca pela investigação cosmológica em uma</p><p>dimensão material.</p><p>E certeza da mutabilidade como condição fundamental</p><p>do universo.</p><p>QUESTÃO 64</p><p>“Para muitos alemães, a derrota de 1918 foi urna</p><p>experiência inesperada e altamente traumática. Atingiu</p><p>um ponto sensível no habitus nacional e foi sentida como</p><p>um regresso ao tempo da fraqueza alemã, dos exércitos</p><p>estrangeiros no país, de uma vida na sombra de um</p><p>passado mais grandioso. Estava em risco todo o processo</p><p>de recuperação da Alemanha.</p><p>Muitos membros das classes média e superior</p><p>alemãs – talvez a grande maioria – sentiram que não</p><p>poderiam viver com tamanha humilhação. Concluíram</p><p>que deveriam preparar-se para a guerra seguinte, com</p><p>melhores chances de uma vitória alemã, mesmo que, no</p><p>começo, não estivesse claro como isso poderia acontecer.</p><p>ELIAS, N. Os alemães: A luta pelo poder e a evolução do habitus nos séculos XIX e XX. Rio</p><p>de Janeiro: Jorge Zahar, 1997, p. 20.</p><p>No excerto anterior, Norberto Elias considera que, do</p><p>ponto de vista histórico, a derrota alemã na</p><p>A Guerra Franco-prussiana desdobrou-se num senti-</p><p>mento revanchista que mobilizaria o povo alemão na</p><p>Primeira Guerra Mundial.</p><p>B Segunda Guerra Mundial não criou um sentimento</p><p>de vergonha nacional do povo alemão em relação ao</p><p>holocausto judeu.</p><p>C Primeira Guerra Mundial desdobrou-se num</p><p>sentimento conciliatório do povo alemão na legitimação</p><p>da República de Weimar.</p><p>D Primeira Guerra Mundial despertou um sentimento</p><p>revanchista que mobilizaria o povo alemão no</p><p>horizonte da Segunda Guerra Mundial.</p><p>E Guerra Franco-prussiana despertou um sentimento</p><p>nacionalista que mobilizou o povo alemão no combate</p><p>aos comunistas na Primeira Guerra Mundial.</p><p>QUESTÃO 65</p><p>A conquista do comércio oriental de especiarias</p><p>não é uma conquista de território, pois: os navegadores</p><p>não vão ocupar as áreas produtoras, nem interferir nelas.</p><p>É uma conquista que cedo reveste de violência, porque</p><p>disputa privilégios, particularmente o do monopólio</p><p>imposto pela força da maioria dos casos. Trata-se de</p><p>substituir os antigos mercadores árabes, que ali obtinham</p><p>as mercadorias ao ocidente, por mercadores europeus,</p><p>estabelecendo contato direto com as zonas produtoras</p><p>e eliminando os roteiros terrestres. Para a conquista do</p><p>comércio, há necessidade de fundar estabelecimentos,</p><p>é um princípio de ocupação por pontos, a importância</p><p>está em determinadas praças orientais que coletam</p><p>a produção regional. Essa coleta tem importância</p><p>enorme, sem ela não existiria comércio, há que reunir</p><p>o que populações dispersas produzem. A produção,</p><p>entretanto, é preexistente: não trata de criá-la, antecede</p><p>a fase das Grandes Navegações. E há uma população</p><p>suficientemente densa para permitir a coleta da produção</p><p>dispersa. Trata-se de comercializar, pois, e não de</p><p>produzir, nem de povoar, nem de colonizar.</p><p>SODRÉ, N. W. Formação Histórica do Brasil. São Paulo: Editora Brasiliense, 1963. p. 37. (adaptado).</p><p>O texto aborda os empreendimentos portugueses no</p><p>contexto das Grandes Navegações, caracterizado pelo(a)</p><p>A organização de um sistema produtivo.</p><p>B subjugação das comunidades orientais.</p><p>C desenvolvimento da política das feitorias.</p><p>D estabelecimento das capitanias hereditárias.</p><p>E consolidação do projeto colonizador marítimo.</p><p>CH - 1º dia 27OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 66</p><p>Advento da Pólis, nascimento da filosofia: entre as</p><p>duas ordens de fenômenos, os vínculos são demasiado</p><p>estreitos para que o pensamento racional não apareça,</p><p>em suas origens, solidário das estruturas sociais e</p><p>mentais próprias da cidade grega. Assim recolocada na</p><p>história, a filosofia despoja-se desse caráter de revelação</p><p>absoluta que às vezes lhe foi atribuído, saudando,</p><p>na jovem ciência dos jônios, a razão intemporal que</p><p>veio encarnar-se no Tempo. A escola de Mileto não viu</p><p>nascer a Razão; ela construiu uma Razão, uma primeira</p><p>forma de racionalidade. Essa razão grega não é a razão</p><p>experimental da ciência contemporânea.</p><p>VERNANT, J. P. Origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Difel, 2002.</p><p>Os fenômenos apresentados foram fortalecidos pelo</p><p>aparecimento de um grupo de pensadores, conhecidos</p><p>como</p><p>A estoicos, comprometidos na compreensão do fata-</p><p>lismo.</p><p>B sofistas, voltados ao ensino da retórica em nível</p><p>político.</p><p>C peripatéticos, responsáveis por uma filosofia sistemá-</p><p>tica.</p><p>D epicuristas, empenhados na construção de uma vida</p><p>feliz.</p><p>E poetas rapsodos,</p><p>preocupados com a preservação do</p><p>mito.</p><p>QUESTÃO 67</p><p>Estudar, geograficamente, o mundo no todo que em partes</p><p>é buscar entender como e por que as paisagens – sejam</p><p>elas quais forem – apresentam as características que</p><p>observamos. Nos estudos geográficos, a observação da</p><p>paisagem permite</p><p>A explicar as peculiaridades dos povos em cada lugar e</p><p>como estes estabelecem as relações entre o local e o</p><p>global.</p><p>B conhecer a extensão do território dos estados nacionais e</p><p>as construções arquitetônicas produzidas nos lugares</p><p>ao longo do tempo.</p><p>C conhecer a dinâmica dos lugares, através da qual</p><p>podemos compreender os fluxos econômicos que</p><p>determinam as interações regionais.</p><p>D compreender os movimentos da sociedade do estado</p><p>no processo de produção do território.</p><p>E aprender, inicialmente, os elementos físicos e culturais</p><p>que compõem o espaço geográfico.</p><p>QUESTÃO 68</p><p>“...todos os gêneros produzidos junto ao mar</p><p>podiam conduzir-se para a Europa facilmente e os do</p><p>sertão, pelo contrário, nunca chegariam a portos onde os</p><p>embarcassem, ou, se chegassem, seria com despesas</p><p>tais que aos lavradores não faria conta largá-los pelo</p><p>preço por que se vendessem os da Marinha. Estes foram</p><p>os motivos de antepor a povoação da costa à do sertão.”</p><p>Frei Gaspar da Madre de Deus, em 1797.</p><p>O texto mostra</p><p>A o desconhecimento dos colonos das desvantagens de</p><p>se ocupar o interior.</p><p>B o caráter litorâneo da colonização portuguesa da</p><p>América.</p><p>C que àquela altura ainda poucos sabiam sobre as</p><p>desvantagens do sertão.</p><p>D o contraste entre o povoamento do Nordeste e o do</p><p>Sudeste.</p><p>E o estranhamento do autor sobre o que se passava na</p><p>região das Minas.</p><p>QUESTÃO 69</p><p>Eliminada a possibilidade de alcançar uma</p><p>“verdade” absoluta (a alétheia), parece que só restou a</p><p>Górgias o caminho da “opinião” (doxa). Ele, porém, negou</p><p>também a opinião, considerando-a “a mais pérfida das</p><p>coisas”. Procura então um terceiro caminho, o da razão</p><p>que se limita a iluminar fatos, circunstâncias e situações</p><p>da vida dos homens e das cidades na sua concretitude</p><p>e na sua situação contingente, sem chegar a dar a estes</p><p>um fundamento adequado.</p><p>REALE, Giovanni e ANTISERI, Dario. História da Filosofia, Filosofia pagã antiga, Vol. 1,</p><p>São Paulo, Paulus, 2003, p. 78.</p><p>Na tradição de pensamento desenvolvida pelos sofistas,</p><p>a posição adotada por Górgias se alinha a uma</p><p>A perspectiva niilista acerca da realidade social.</p><p>B defesa da normatividade imposta pela cultura.</p><p>C análise de viés dualista em torno da realidade.</p><p>D percepção racional absoluta acerca da verdade.</p><p>E renúncia da razão como fundamento intelectual.</p><p>CH - 1º dia28 OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 70</p><p>Ocupação de Sem-teto –</p><p>Periferia de Mauá-SP.</p><p>Moradores de rua na Ipiranga –</p><p>São Paulo- P.S</p><p>Disponível em: www.flict.com/fotos</p><p>Catadores de lixo.</p><p>Disponível em: raiz-forte.</p><p>blogspot.com</p><p>Acampamento dos Sem-terra.</p><p>Disponível em: interpretacoesdeum</p><p>sujeito.blogspot.com</p><p>Ocupação de Sem-teto –</p><p>Periferia de Mauá-SP.</p><p>Moradores de rua na Ipiranga –</p><p>São Paulo- P.S</p><p>Disponível em: www.flict.com/fotos</p><p>Catadores de lixo.</p><p>Disponível em: raiz-forte.</p><p>blogspot.com</p><p>Acampamento dos Sem-terra.</p><p>Disponível em: interpretacoesdeum</p><p>sujeito.blogspot.com</p><p>A Geografia, assim como várias outras ciências, utiliza-se</p><p>de categorias para basear os seus estudos. Trata-se da</p><p>elaboração e da utilização de conceitos básicos que</p><p>orientam o recorte e a análise de um determinado fenô-</p><p>meno a ser estudado. Ao observar as figuras e texto,</p><p>pode-se concluir que a categoria da geografia explorada é</p><p>A lugar.</p><p>B região.</p><p>C espaço</p><p>D território.</p><p>E paisagem.</p><p>QUESTÃO 71</p><p>Muitos escravos e libertos recorriam aos orixás</p><p>para resolver diferentes tipos de problema. Aos poucos, a</p><p>crença nos orixás foi se desenvolvendo e, no século XIX,</p><p>deu origem ao Candomblé. Essa religião era formada por</p><p>“irmãos de fé”, pessoas que acreditavam nos orixás e que</p><p>se reuniam em torno de uma mesma casa ou terreiro.</p><p>Nesse espaço, que era comandado por uma mãe de santo</p><p>ou um pai de santo, além de realizar suas cerimônias</p><p>religiosas, entrar em contato com seus deuses e buscar</p><p>respostas por meio de jogos de adivinhação (como o jogo</p><p>de búzios), muitos escravos e libertos conseguiram formar</p><p>outra família, família essa que muito se assemelhava com</p><p>as grandes linhagens existentes em diversas localidades</p><p>africanas.</p><p>Ynaê Lopes dos Santos. História da África e do Brasil afrodescendente, 2017.</p><p>O texto caracteriza o Candomblé como</p><p>A uma estratégia de recusa e resistência dos</p><p>escravizados diante dos esforços de catequização</p><p>empreendidos pelos jesuítas portugueses.</p><p>B uma tentativa de conciliar características de distintas</p><p>religiosidades de matriz africana, como o politeísmo e</p><p>as idolatrias.</p><p>C uma religião derivada de crenças de origem africana,</p><p>que possibilitou o surgimento de espaços de</p><p>sociabilidade e solidariedade entre escravizados.</p><p>D uma religião trazida da África e praticada no Brasil</p><p>pelos escravizados como uma forma de manter</p><p>contato com as origens e os antepassados.</p><p>E uma religião de matriz islâmica que permitia a</p><p>unificação dos escravizados procedentes de diversas</p><p>regiões da África</p><p>QUESTÃO 72</p><p>Moral (...) é tudo o que é fonte de solidariedade,</p><p>tudo o que possa o indivíduo a contar com seu próximo,</p><p>a regular seus movimentos com base em outra coisa que</p><p>não os impulsos de ser egoísta e a moralidade é tanto</p><p>mais sólida quanto mais numerosos e fortes são esses</p><p>laços.</p><p>DURKHEIM. A divisão social do trabalho. p. 313.</p><p>De acordo com o pensamento de Émile Durkheim, o</p><p>termo “solidariedade” pode ser compreendido como</p><p>A prática típica de sociedades pré-modernas.</p><p>B liga social que permite a manutenção da coesão.</p><p>C elemento desvinculado da divisão social do trabalho.</p><p>D capacidade de estimular a afetividade e a ajuda mútua</p><p>entre grupos.</p><p>E demonstração de como as tradições são efetivas</p><p>mesmo na modernidade.</p><p>CH - 1º dia 29OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 73</p><p>Na Era dos Impérios, entre 1875 e 1914,</p><p>estabeleceu-se definitivamente uma economia mundial</p><p>unificada que alcançou os lugares mais remotos do globo</p><p>e os envolveu em uma rede complexa de transações</p><p>econômicas, comunicação e circulação de bens, capitais</p><p>e pessoas. Foi a época do surgimento das sociedades</p><p>anônimas, dos oligopólios e de um novo tipo de império</p><p>colonial. Como resultado, definiu-se uma complexa</p><p>integração entre um conjunto pequeno de países que se</p><p>autodesignavam desenvolvidos – sobretudo os Estados</p><p>nacionais soberanos europeus que surgiram a partir da</p><p>segunda metade do século XVIII – e um vasto conjunto de</p><p>países e regiões não desenvolvidas que iria da América</p><p>do Sul às ilhas do Pacífico, passando por África, Ásia e</p><p>Austrália.</p><p>HOBSBAWM, Eric. A Era dos impérios; tradução Sieni Maria Campos e Yolanda Steidel de</p><p>Toledo; revisão técnica Maria Célia Paoli. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988 (adaptado).</p><p>Até 1945 havia um eurocentrismo global, onde ocorreu um</p><p>processo de expansão realizado pelas grandes potências</p><p>europeias ainda no século XIX, nesse contexto, podemos</p><p>inferir que</p><p>A Portugal, Espanha e Inglaterra criaram um espaço</p><p>econômico fixo para a exploração de produtos tropicais</p><p>vendidos a altos preços no mercado europeu.</p><p>B a África tornou-se um espaço territorial disputado para</p><p>a expansão contínua dos mercados da Grã̃-Bretanha,</p><p>França, Alemanha, Bélgica e Itália.</p><p>C a América do Sul assumiu o papel de protagonista dos</p><p>processos de industrialização e expansão dos negócios</p><p>financeiros com o objetivo de superar a Europa.</p><p>D as burguesias nacionais europeias reorganizaram</p><p>suas alianças políticas e militares com o objetivo de</p><p>conter a expansão da França depois da revolução de</p><p>1789.</p><p>E China, Índia e Rússia permaneceram isolados do restante</p><p>do mundo em função do atraso econômico causado pelo</p><p>apego à agricultura e ao trabalho escravo.</p><p>QUESTÃO 74</p><p>“[…] em 1534, seguindo o princípio de transferir</p><p>para terceiros as despesas com a colonização, a Coroa</p><p>introduziu no</p><p>Brasil o sistema de capitanias hereditárias.</p><p>[…] No entanto, a falta de recursos financeiros, a</p><p>inexperiência de alguns donatários, o precário sistema</p><p>de transporte e comunicação e o relacionamento hostil</p><p>entre portugueses e indígenas levaram a maior parte das</p><p>capitanias ao fracasso.”</p><p>BRAICK, Patrícia Ramos; MOTA, Myriam Becho. História: das cavernas ao terceiro milênio</p><p>(vol.1), 4a ed. São Paulo: Moderna, 2016, p. 36.</p><p>Ao constatar os problemas do sistema de capitanias</p><p>hereditárias, a Coroa portuguesa instituiu o</p><p>A clientelismo, ou seja, uma troca de favores entre os</p><p>colonizadores e as autoridades portuguesas.</p><p>B Tribunal da Inquisição que, em parceria com a Igreja</p><p>Católica, ocupou e fez prosperar toda a América</p><p>portuguesa.</p><p>C fim do monopólio português na colônia, abrindo o</p><p>território para comércio e exploração com outras</p><p>nações europeias.</p><p>D fim imediato do sistema de capitanias no século XVI, já</p><p>que todas foram consideradas um fracasso.</p><p>E Governo Geral, em 1548, centralizando a administração</p><p>na América portuguesa.</p><p>QUESTÃO 75</p><p>Em outros termos, o espírito humano, por sua</p><p>natureza, emprega sucessivamente em cada uma de</p><p>suas investigações três métodos de filosofar, cujo caráter</p><p>é essencialmente diferente e mesmo radicalmente oposto:</p><p>primeiro, o método teológico, em seguida, o método</p><p>metafísico, e finalmente, o método positivo (...)</p><p>COMTE, 1825, p. 125-126.</p><p>De acordo com a Lei dos três estágios, o pensamento</p><p>teórico positivista compreende que a</p><p>A metafísica seria a superação do positivismo.</p><p>B fase teológica só existe em regimes teocráticos.</p><p>C fase metafísica valoriza as afirmações de base</p><p>religiosa.</p><p>D religião e fé são os fundamentos do conhecimento</p><p>positivo.</p><p>E fase positiva seria baseada nos saberes lógicos e</p><p>observáveis.</p><p>QUESTÃO 76</p><p>A Guerra Fria está de volta. A ocupação militar</p><p>russa da Crimeia e os preparativos para uma possível</p><p>anexação da província do sul da Ucrânia reavivaram</p><p>temores, cálculos e reflexos enferrujados desde a queda</p><p>do Muro de Berlim, em 1989 (…). O impasse já está</p><p>despertando perguntas difíceis sobre o equilíbrio entre</p><p>sanções e diplomacia, estabelecendo testes de fidelidade</p><p>a aliados e aumentando o risco de contágio por outros</p><p>conflitos e de possíveis guerras por procuração.</p><p>O Globo, 18 mar. 2014. Acesso em: 14 ago. 2015 (adaptado).</p><p>O risco de um retorno à Guerra Fria, com a possível volta</p><p>do cenário bipolar, estabelece-se</p><p>A pela importância do papel da Ucrânia no poderio</p><p>nuclear mundial.</p><p>B pela oposição imperialista e política das frentes russas</p><p>e norte-americanas.</p><p>C pelo choque entre o crescimento econômico russo e a</p><p>crise financeira dos EUA.</p><p>D pelo apoio incondicional da China à Rússia, tal qual</p><p>ocorreu ao longo da Guerra Fria.</p><p>E pela disputa entre Rússia e Estados Unidos pela</p><p>influência sobre a União Europeia.</p><p>CH - 1º dia30 OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 77</p><p>“Eu, el-rei D. João III, faço saber a vós, Tomé de</p><p>Souza, fidalgo da minha casa, que ordenei mandar fazer</p><p>nas terras do Brasil uma fortaleza e uma povoação grande</p><p>e forte na Baía de Todos-os-Santos. (...) Tenho por bem</p><p>enviarvos por governador das ditas terras do Brasil.”</p><p>Regimento de Tomé de Souza, 1549.</p><p>As determinações do rei de Portugal estavam relacionadas</p><p>A à necessidade de colonizar e povoar o Brasil para</p><p>compensar a perda das demais colônias agrícolas</p><p>portuguesas do Oriente e da África.</p><p>B aos planos de defesa militar do império português para</p><p>garantir as rotas comerciais para a Índia, Indonésia,</p><p>Timor, Japão e China.</p><p>C a um projeto que abrangia conjuntamente a exploração</p><p>agrícola, a colonização e a defesa dos territórios.</p><p>D aos projetos administrativos da nobreza palaciana,</p><p>visando à criação de fortes e feitorias para atrair</p><p>missionários e militares ao Brasil.</p><p>E ao plano de inserir o Brasil no processo de colonização</p><p>escravista semelhante ao desenvolvido na África e no</p><p>Oriente.</p><p>QUESTÃO 78</p><p>Os relacionamentos de produção revelam três</p><p>fatores ou elementos: as condições naturais, as técnicas</p><p>e a organização, e a divisão social do trabalho. É</p><p>evidente que a estrutura de uma sociedade, atividade</p><p>dos indivíduos que a constituem, sua distribuição e suas</p><p>situações recíprocas não podem ser compreendidas a</p><p>não ser que comecemos nessa análise.</p><p>Os três fatores citados no texto podem ser denominados,</p><p>conforme a teoria materialista, como</p><p>A forças produtivas de determinadas sociedades.</p><p>B elementos fundamentais para a harmonia entre as</p><p>classes.</p><p>C superestrutura, ou seja, as condições materiais de</p><p>produção.</p><p>D componentes exclusivos do modo de produção</p><p>capitalista.</p><p>E instrumentos a serviço da alienação dos trabalhadores.</p><p>QUESTÃO 79</p><p>“Nos países bálticos, na Ásia central, no Cáucaso,</p><p>até mesmo na Rússia e nas duas outras nações eslavas</p><p>(Ucrânia e Bielo Rússia [ou Belarus]), consideradas o</p><p>núcleo básico de sustentação da União Soviética, (em</p><p>1990), os parlamentos nacionais proclamavam a própria</p><p>soberania em relação ao poder central da União, ou seja,</p><p>a primazia das leis nacionais sobre as leis soviéticas.</p><p>Num contexto de predomínio de forças centrífugas, qual</p><p>seria o destino do poder central?”.</p><p>REIS FILHO, Daniel Aarão. As Revoluções Russas e o Socialismo Soviético.</p><p>São Paulo: Editoria Unesp, 2003.</p><p>VALTMAN, Edmund S., Artista. Gorbachev (Mikhail Gorbachev, presidente da União Soviética</p><p>entre 1985-1991) contempla uma foice e um martelo despedaçados. União Soviética, 1991.</p><p>Disponível em: https://www.loc.gov/item/2016687304/.</p><p>Considerando a relação com a charge, o texto apresenta</p><p>A uma situação de tranquilidade política na União</p><p>Soviética, enquanto a charge faz alusão à mudança</p><p>deste cenário.</p><p>B o momento pós-independência das repúblicas que</p><p>compunham a União Soviética, enquanto a charge</p><p>representa o momento inicial de sua reconstrução.</p><p>C uma projeção otimista quanto ao futuro da União</p><p>Soviética, enquanto a charge nega esse prognóstico.</p><p>D uma crítica ao nacionalismo das repúblicas soviéticas,</p><p>enquanto a charge celebra o esfacelamento do poder</p><p>central.</p><p>E uma conjuntura de crise no governo de Gorbachev,</p><p>enquanto a charge representa o subsequente colapso</p><p>da União Soviética.</p><p>CH - 1º dia 31OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 80</p><p>“Deu no Mercurio Portuguez: ... e do Brasil vira</p><p>também o galeão chamado Padre Eterno, que se faz no</p><p>Rio de Janeiro, e é o mais famoso baixei de guerra que</p><p>os mares jamais viram”. A gazeta mensal lisboeta trazia</p><p>a notícia anterior fechando a edição de março de 1665.</p><p>O periódico de Antônio de Souza de Macedo, secretário</p><p>de estado do Reino de Portugal, se referia ao barco de</p><p>53 metros (m) que deslocava 2 mil toneladas (t) com</p><p>um mastro feito num só tronco de 2,97 m circunferência</p><p>na base. O navio começou a ser construído em 1659 a</p><p>mando do governador da capitania do Rio, Salvador</p><p>Correia de Sá e Benevides, na Ilha do Governador, em</p><p>um local conhecido como Ponta do Galeão (onde fica</p><p>hoje o Aeroporto Internacional Tom Jobim). Militar e</p><p>político português, dono de engenhos e currais, Sá fez</p><p>o mais potente galeão que pôde para evitar depender</p><p>da proteção das frotas do governo ao se aventurar no</p><p>comércio pelos mares.</p><p>MARCOLIN, Neldson. Por mares sempre navegados. Disponível em:</p><p>http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/11/30por-mares-nevegados. Acesso em: 9 abr. 2019.</p><p>É correto afirmar que a existência de estaleiros destinados</p><p>à construção de grandes navios no Brasil do século XVII</p><p>demonstrava</p><p>A que o Brasil possuía uma economia dinâmica que</p><p>superava Portugal e Inglaterra na produção naval.</p><p>B que a indústria naval apenas servia para transportar o</p><p>açúcar para a Europa.</p><p>C que havia outras atividades econômicas na colônia,</p><p>além da produção e exportação de cana-de-açúcar.</p><p>D a necessidade de numerosas embarcações para</p><p>a navegação fluvial no Brasil, como o galeão Padre</p><p>Eterno.</p><p>E a existência de colonizadores franceses no Brasil, os</p><p>únicos capazes de construir grandes navios.</p><p>QUESTÃO 81</p><p>Para Durkheim,</p><p>uma sociedade não é simplesmente</p><p>uma soma de indivíduos, mas uma realidade que supera</p><p>ou é maior que cada um de seus membros tomados de</p><p>maneira isolada. Uma sociedade é, assim, uma realidade</p><p>que se impõe a qualquer um de seus indivíduos. E para</p><p>comprovar tal compreensão, Durkheim desenvolveu o</p><p>conceito de Fato Social que aborda, na perspectiva dele,</p><p>a maneira como ocorre essa força do social sobre os</p><p>seres humanos em sociedade, além de ser o objeto de</p><p>estudo principal, para ele, da ciência sociológica.</p><p>Assim, considerando a perspectiva sociológica durkhei-</p><p>miana, é correto dizer que os fatos sociais</p><p>A demonstram as necessidades e funcionalidades que</p><p>estão em constante conflito na sociedade.</p><p>B atuam contra os indivíduos e podem exercer uma força</p><p>contrária decisiva na reorganização de sua sociedade.</p><p>C produzem efeitos sociais nos indivíduos, mas</p><p>não alteram as estruturas sociais historicamente</p><p>enraizadas.</p><p>D os fatos sociais são certas maneiras de agir, pensar</p><p>e sentir que não possuem força coercitiva sobre os</p><p>indivíduos.</p><p>E a realidade individual entra em contradição com</p><p>a realidade do social, baseada na luta de classes</p><p>antagônicas.</p><p>QUESTÃO 82</p><p>Minha vida é andar</p><p>Por esse país</p><p>Pra ver se um dia</p><p>Descanso feliz</p><p>Guardando as recordações</p><p>Das terras onde passei</p><p>Andando pelos sertões</p><p>E dos amigos que lá deixei</p><p>GONZAGA, L.; CORDOVIL, H. A vida de viajante, 1962.</p><p>Na letra da canção A vida de viajante, de composição de</p><p>Herve Cordovil e Luiz Gonzaga, a expressão “guardando</p><p>as recordações das terras onde passei” tem o sentido</p><p>geográfico de</p><p>A paisagem, espaço delimitado pelo alcance visual.</p><p>B território, espaço definido por fronteiras.</p><p>C lugar, pois está revestido da ideia de espaço vivido.</p><p>D região, pois se refere a uma área do espaço, mais ou</p><p>menos delimitada.</p><p>E espaço, pois se refere ao produto das ações humanas</p><p>na interação com o meio.</p><p>QUESTÃO 83</p><p>Numa primeira aproximação, o sistema colonial</p><p>apresenta-se-nos como o conjunto das relações entre</p><p>as metrópoles e suas respectivas colônias, num dado</p><p>período da história da colonização.</p><p>Fernando A. Novais. Portugal e Brasil na crise do Antigo Sistema Colonial (1777-1808), 2019.)</p><p>O “conjunto das relações” mencionado no excerto</p><p>abrangia o</p><p>A equilíbrio contínuo da balança comercial entre colônia</p><p>e metrópole, que assegurava a isonomia nas relações</p><p>comerciais.</p><p>B instrumento do exclusivo metropolitano do comércio,</p><p>que regulava as trocas de mercadorias entre colônia</p><p>e metrópole.</p><p>C estabelecimento de domínio político da colônia sobre</p><p>a metrópole, que caracterizava o vínculo imperialista.</p><p>D prevalecimento de formas assalariadas de trabalho,</p><p>que permitiam a ampliação do mercado consumidor</p><p>colonial.</p><p>E predomínio de princípios e ideias liberais, que articu-</p><p>lavam a política econômica mercantilista.</p><p>CH - 1º dia32 OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 84</p><p>A partir da terceira década do século 19, intensifi-</p><p>cam-se, na sociedade francesa, as crises econômicas e</p><p>as lutas de classe. A contestação da ordem capitalista,</p><p>levada a cabo pela classe trabalhadora, passa a ser</p><p>reprimida com violência, como em 1848, quando a</p><p>burguesia utiliza os aparatos do Estado por ela dominado</p><p>para sufocar as expressões populares.</p><p>MARTINS. O que é Sociologia. Editora Brasiliense. 22o edição. p. 29.</p><p>A Modernidade é um momento de estabelecimento dos</p><p>Estados-nação. O Estado Moderno burocrático tem à sua</p><p>disposição a força coercitiva. Na perspectiva materialista,</p><p>a repressão citada no texto pode ser compreendida como</p><p>A necessidade que o Estado tem de manter a classe</p><p>proletária no poder.</p><p>B consequência do Estado como instituição à disposição</p><p>das classes dominantes.</p><p>C atitudes drásticas, porém, legítimas e alinhadas com</p><p>os princípios dos Direitos Humanos.</p><p>D maneira mais eficaz de enfraquecer movimentos de</p><p>caráter antidemocrático, como os de 1848.</p><p>E algo fundamental para estabelecimento da ordem e do</p><p>progresso conforme a perspectiva positivista.</p><p>QUESTÃO 85</p><p>É quase impossível para o homem moderno</p><p>imaginar como é viver da caça. A vida do caçador é a</p><p>de uma dura viagem por terra que parece não ter fim.</p><p>Uma vida de preocupações frequentes de que a próxima</p><p>interceptação possa não funcionar, de que a armadilha</p><p>ou o ataque fracassará, ou de que as manadas não</p><p>aparecerão nesta estação. Sobretudo, a vida de um</p><p>caçador carrega com ela a ameaça de privação e morte</p><p>por inanição.</p><p>CAMPBELL, John M. O verão faminto apud KRAKAUER, Jon. Na natureza selvagem. São</p><p>Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 195.</p><p>Com base no texto acima, indique a qual corrente do</p><p>pensamento geográfico ele se refere.</p><p>A Determinismo ambiental.</p><p>B Possibilismo geográfico.</p><p>C Nova geografia ou geografia quantitativista.</p><p>D Geografia crítica ou geografia marxista.</p><p>E Geografia humanística ou cultural.</p><p>QUESTÃO 86</p><p>“Não são raros [no período colonial] os casos como</p><p>o de um Bernardo Vieira de Melo, que, suspeitando a</p><p>nora de adultério, condena-a à morte em conselho de</p><p>família e manda executar a sentença, sem que a Justiça</p><p>dê um único passo no sentido de impedir o homicídio ou</p><p>de castigar o culpado...”.</p><p>Sérgio Buarque de Holanda, Raízes do Brasil.</p><p>O texto demonstra a</p><p>A eficácia das instituições judiciárias.</p><p>B insegurança dos grandes proprietários.</p><p>C força imensa do pátrio poder.</p><p>D tolerância com os crimes de ordem sexual.</p><p>E gestão coletiva do poder no interior da família.</p><p>QUESTÃO 87</p><p>A sociologia constitui, em certa medida, uma</p><p>resposta intelectual às novas situações colocadas</p><p>pela Revolução Industrial. Boa parte de seus temas de</p><p>análise e de reflexão foi retirada das novas situações, por</p><p>exemplo, a situação da classe trabalhadora, o surgimento</p><p>da cidade industrial, as transformações tecnológicas, a</p><p>organização do trabalho na fábrica, etc.</p><p>MARTINS. O que é Sociologia. Editora Brasiliense. 22o edição. p. 16.</p><p>A respeito do contexto de surgimento da sociologia, é</p><p>correto afirmar que</p><p>A os indivíduos da modernidade sentem a necessidade</p><p>de compreender o mundo em que vivem, dadas as</p><p>transformações decorrentes da Revolução Industrial.</p><p>B a modernidade diz respeito, sobretudo, à forma</p><p>como os ocidentais se relacionam com a natureza. A</p><p>evolução biológica faz com que a humanidade, cada</p><p>vez mais, evolua seu pensamento.</p><p>C a sociologia, em usa origem, esteve relacionada com o</p><p>positivismo, que procurou trazer os métodos científicos</p><p>das ciências sociais para as ciências naturais.</p><p>D a sociologia nasce de mãos dadas com a psicologia.</p><p>Émile Durkheim é o grande exemplo de sociólogo que</p><p>pensa a sociedade a partir das relações individuais.</p><p>Em sua obra principal, O Suicídio, ele argumenta que</p><p>o egoísmo é o principal problema moderno.</p><p>E entre as principais missões da sociologia enquanto</p><p>saber científico, é possível afirmar a sua preocupação</p><p>eliminar conflitos sociais.</p><p>CH - 1º dia 33OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 88</p><p>A tecnologia da comunicação permite inovações</p><p>que aparecem juntas e associadas, mas também para</p><p>serem propagadas em conjunto. Isto é peculiar à natureza</p><p>do sistema, em oposição ao que sucedia anteriormente,</p><p>quando a propagação de diferentes variáveis não era</p><p>necessariamente acelerada.</p><p>Santos, 1997a, p. 27.</p><p>Esta instantaneidade e universalidade na propagação</p><p>de certas modernizações desmantela a organização do</p><p>espaço anterior, constitui, sobretudo, um fator de dispersão</p><p>que se opõe de uma forma muito clara aos fatores de</p><p>concentração conhecidos nos períodos anteriores.</p><p>Santos 1997a, p. 29.</p><p>O geógrafo Milton Santos entende que a construção de um</p><p>novo espaço está inserida em um período denominado de</p><p>A técnico-científico espacial.</p><p>B técnico espacial global.</p><p>C histórico-geográfico informacional.</p><p>D técnico científico-informacional.</p><p>E homogeneização cultural.</p><p>QUESTÃO 89</p><p>No final de Quinhentos, um senhor de engenho</p><p>da Bahia escrevia que “ como os tupinambás são muito</p><p>belicosos todos os seus fundamentos são como farão</p><p>guerra aos seus contrários”. Esta asserção identificava</p><p>claramente a guerra [ ... ] como a instituição fundamental</p><p>das sociedades tupiguaranis, com particular realce para</p><p>a tupinambá, sendo considerada como o mecanismo</p><p>central de reprodução social e de manutenção do</p><p>equilíbrio cosmológico.</p><p>Couto, Jorge. A construção do Brasil: ameríndios, portugueses e africanos, do inicio do</p><p>povoamento a finais de quinhentos. 3. ed./Rio de Janeiro: Forense, 2011.p.97.</p><p>Conforme se depreende pela análise do texto, a guerra,</p><p>para os referidos nativos na América Lusa,</p><p>A foi estimulada pela presença dos colonizadores no</p><p>litoral.</p><p>B esteve associada aos conflitos entre reinos locais.</p><p>C era orientada pelas alianças entre caciques e</p><p>colonizadores.</p><p>D foi derivada da ausência de alimentos em áreas</p><p>centrais.</p><p>E era fundamentada na manutenção da vida nativa.</p><p>QUESTÃO 90</p><p>A sociologia é útil porque as sociedades modernas</p><p>já não se representam a si mesmas como o cumprimento</p><p>de um projeto divino [...], ou como o produto transparente</p><p>da vontade dos homens concluída livre e racionalmente</p><p>em um contrato social, segundo o sonho do Século das</p><p>Luzes.</p><p>DUBET, François. Para qué realmente sirve realmente un sociólogo. 1a ed. Buenos Aires:</p><p>Siglo Veintiuno Editores, 2012, p. 10.</p><p>A respeito do surgimento da sociologia, é possível afirmar</p><p>que</p><p>A a sociologia aparece para dar conta de explicar de</p><p>forma metafísica o funcionamento da sociedade.</p><p>B as pesquisas sociais estão relacionadas às mudanças</p><p>surgidas antes da Revolução Industrial.</p><p>C a sociologia é contemporânea ao surgimento da</p><p>filosofia e das demais ciências humanas.</p><p>D há um processo de desencantamento e desburo-</p><p>cratização do mundo que a sociologia pretende</p><p>compreender.</p><p>E a sociologia se interessa particularmente pelos</p><p>conflitos sociais e pelos problemas decorrentes da</p><p>Modernidade.</p><p>OAO/Rev.: AC/EDG</p><p>CH - 1º dia34 OSG.: 1561/23</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>CH - 1º dia 35OSG.: 1561/23</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>5</p><p>6</p><p>7</p><p>8</p><p>9</p><p>10</p><p>11</p><p>12</p><p>13</p><p>14</p><p>15</p><p>16</p><p>17</p><p>18</p><p>19</p><p>20</p><p>21</p><p>22</p><p>23</p><p>24</p><p>25</p><p>26</p><p>27</p><p>28</p><p>29</p><p>30</p><p>LC - 1º dia36 OSG.: 1561/23</p><p>acima, o eu lírico</p><p>A revela um otimismo inabalável na capacidade de o ser</p><p>humano mudar o mundo.</p><p>B argumenta que a violência é a única ferramenta de</p><p>transformação da sociedade.</p><p>C acredita que não há nada que se possa fazer para</p><p>melhorar a condição humana.</p><p>D identifica, com exatidão, o que está tornando o mundo</p><p>um lugar ruim de se viver.</p><p>E convida o leitor a tentar descobrir o que impede o</p><p>mundo de ser um lugar melhor.</p><p>LC - 1º dia4 OSG.: 1561/23</p><p>Questões de 01 a 05 (opção: espanhol)</p><p>QUESTÃO 01</p><p>Virtualidad y realidad</p><p>El desarrollo de computadoras más veloces, el</p><p>crecimiento de las memorias RAM y la miniaturización</p><p>siempre creciente de los componentes junto a los</p><p>avances en el diseño de sofisticados programas de</p><p>gráfica han hecho aparecer en las pantallas “mundos”</p><p>completamente artificiales. El film “El hombre del jardín”</p><p>ha sido especialmente ilustrativo acerca de este nuevo</p><p>campo llamado “realidad virtual”. Esta nueva expresión</p><p>ya está entrando en el lenguaje diario, aunque algunas</p><p>veces en forma no muy apropiada. Cuenta la historia</p><p>de un cuerpo social que lidia con el desarrollo de sus</p><p>aparatos. ¿Qué es, en verdad, una realidad “virtual”?</p><p>¿Qué es lo que, en computación o en teleinformática,</p><p>podemos llamar con propiedad “realidad virtual”? ¿Puede</p><p>tener importancia fuera del mero ámbito de la recreación</p><p>(juegos de computadoras)? ¿Afecta la enseñanza,</p><p>especialmente en la universidad?</p><p>Vivimos en una época de realidad virtual. Creemos</p><p>que todo es real a nuestro alrededor, sin embargo en gran</p><p>parte es gran medida ficción.</p><p>Disponível em: http://virtualidadyrealidad.blogspot.com.br/2009/11/diferencia-entre-lo-real-y-lo-</p><p>virtual.html. Acceso em: 29 maio 2016.</p><p>A humanidade vive, hoje, um momento de sua história</p><p>marcado por grandes transformações decorrentes,</p><p>sobretudo, do avanço tecnológico, bem como a procura</p><p>cada vez mais intensa de ficção cinematográfica. O filme</p><p>El hombre del jardín trata, em forma fantasiosa, de um(a)</p><p>A sociedade presa a histórias de ficção científica.</p><p>B coletividade realizada por suas conquistas culturais.</p><p>C irmandade que acredita em uma transformação</p><p>urbana.</p><p>D liga autorrepresentativa que vende uma imagem</p><p>instrutiva.</p><p>E grupo social que vive em um mundo de desenvol-</p><p>vimento virtual.</p><p>QUESTÃO 02</p><p>Los 10 descubrimientos más importantes de los</p><p>últimos 50 años</p><p>A lo largo de la historia, el hombre ha hecho todo lo</p><p>que estuvo a su alcance y aún más, para poder vivir en la</p><p>forma en la que hoy vivimos, para lograr concebir la vida</p><p>en la forma en la que hoy lo hacemos. Así ha adecuado</p><p>el medio, ha cambiado la forma en la que la humanidad</p><p>entera piensa, nos ha acercado, nos ha hecho vivir más</p><p>tiempo y nos ha hecho la vida mucho más cómoda y</p><p>sencilla que nunca.</p><p>Todo ese largo proceso se ha desarrollado gracias</p><p>a los numerosos inventos, descubrimientos y avances</p><p>en el ámbito de las ciencias y la tecnología. Por ser tan</p><p>importantes, en oportunidades anteriores ya hemos visto</p><p>toda clase de ellos, desde los más simples a los más</p><p>complejos, a través de cientos de años en los que los</p><p>hombres han intentado superarse sin detenimiento. Hoy</p><p>te invito a conocer varios nuevos ejemplos con esta lista</p><p>de los 10 descubrimientos más importantes de los últimos</p><p>50 años. Vamos a conocer un hombre cada vez más</p><p>desnieblado, descubriendo todo que hay en este mundo.</p><p>Disponível em: http://www.batanga.com/curiosidades/3988/los-10-descubrimientos-mas-</p><p>importantes-de-los-ultimos-50-anos. Acceso em: 30 maio 2016 (adaptado).</p><p>A reportagem dessa revista mostra um comentário sobre a</p><p>capacidade do homem em fazer descobertas no planeta,</p><p>e que pode ser resumido no vocábulo desnieblado,</p><p>referindo-se ao(à)</p><p>A escassez de descobertas feitas pelo homem.</p><p>B capacidade de o homem desvendar mistérios.</p><p>C difícil acesso de descobertas humanas.</p><p>D excesso de cientistas e pesquisadores na história.</p><p>E falta de reconhecimento pelos historiadores.</p><p>QUESTÃO 03</p><p>Hay que reducir los costos fijos para intentar</p><p>minimizar los gastos. Tiene que resolver pronto la</p><p>cuestión, mientras la crisis económica (falta de crédito,</p><p>parar de pagar sus cuentas) esté en descenso. Pues sólo</p><p>así podemos mirar otras rutas. Puede tratarse de una</p><p>crisis generalizada, con caída de todos los índices, o de</p><p>crisis que afectan en especial a ciertos sectores (crisis de</p><p>la oferta, crisis de la demanda). Por otra parte, se habla</p><p>de crisis de subsistencia cuando un grupo social no puede</p><p>satisfacer sus necesidades básicas.</p><p>Delante de este ámbito no es recomendable</p><p>enseñar al mundo la real situación para que no espantéis</p><p>las inversiones. Lo mejor, para este rato, es ello. Hay</p><p>que preocuparse con la cantidad de la plata que circula</p><p>el comercio, pues puede acabar haciendo compras de</p><p>manera descontrolada. Buscas la mejor forma de no</p><p>añadir el endeudamiento y disminuir el interés. Espera</p><p>pues de pronto se salen maneras de resolver el reto.</p><p>Disponível em: http://definicion.de/crisis-economica/#ixzz48a4iKsPI</p><p>Crise do capitalismo ou crise econômica – todas as</p><p>nomenclaturas se referem à mesma situação: quando</p><p>um país se torna incapaz de controlar fatores como a alta</p><p>da inflação, sem que as ações prejudiquem a produção</p><p>de bens e serviços, a comercialização e o consumo. A</p><p>melhor forma de lidar com o período de crise é</p><p>A dar crédito na praça para aumentar o poder de</p><p>compras felizes e contentes, mesmo que seja de</p><p>forma controlada.</p><p>B oferecer crédito para investimento em imóveis,</p><p>incentivando o endividamento e o aumento de juros</p><p>em diversas áreas.</p><p>C mostrar a inadimplência assustadoramente, sem</p><p>se preocupar com linhas de crédito com o mercado</p><p>mundial.</p><p>D diminuir os custos para reduzir os gastos, pois, embora</p><p>seja um instante de queda, o momento logo acaba</p><p>ofertando saídas alternativas.</p><p>E parar de honrar seus compromissos e fazer com que</p><p>as dívidas sejam parceladas o máximo de tempo</p><p>possível.</p><p>LC - 1º dia 5OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 04</p><p>La Población Callejera</p><p>La Población Callejera es un grupo social diverso,</p><p>conformado por niñas, niños, personas jóvenes, mujeres,</p><p>familias, personas adultas mayores, personas con</p><p>discapacidad y otras con diversos problemas de salud y</p><p>adicciones que subsisten en la calle o el e’spacio público</p><p>utilizando recursos propios y precarios para satisfacer</p><p>sus necesidades elementales. El término “poblaciones</p><p>callejeras” se usa para nombrar “a quienes comparten</p><p>la misma red social de sobrevivencia y en conjunto han</p><p>gestado una cultura callejera.”</p><p>Una definición más amplia incluye no sólo al status</p><p>de la vivienda sino a la condición general que conlleva</p><p>un fenómeno asociado al fenómeno de la pobreza</p><p>extrema en las ciudades, siendo preciso puntualizar que</p><p>se trata de un grupo poblacional que se caracteriza por</p><p>ser heterogéneo en su composición, teniendo en común</p><p>la extrema pobreza, los vínculos familiares quebrados o</p><p>fragilizados, y la inexistencia de vivienda convencional</p><p>regular, factores que obligan a estas personas a buscar</p><p>espacios públicos (calles, veredas, plazas, puentes, etc.)</p><p>y áreas degradadas (edificios, coches abandonados,</p><p>etc.) como espacio de vivienda y subsistencia, de manera</p><p>temporal o permanente, utilizando para pernoctar lugares</p><p>administrados institucionalmente como albergues, o</p><p>casas de asistencia, además de diferentes tipos de</p><p>viviendas provisorias.</p><p>O texto mostra a existência de um grupo chamado La</p><p>Población Callejera. Sua problemática é resumida pelo</p><p>vocábulo callejeros, referindo-se</p><p>A a um grupo de pessoas que vive nas ruas.</p><p>B à falta de crianças nas ruas.</p><p>C ao fácil acesso dos meninos em empresas.</p><p>D ao excesso de desempregados em casas.</p><p>E à falta de oportunidades para jovens em faculdades.</p><p>QUESTÃO 05</p><p>CORRE TRAS TUS SUEÑOS</p><p>SI NO LOS ALCANZAS</p><p>AL MENOS ADELGAZAS...</p><p>A propaganda é utilizada pelas empresas para aumentar a</p><p>venda dos produtos. Seu papel é fazer com que algo que</p><p>está sendo anunciado torne-se mais desejado, mesmo</p><p>que não indispensável. Utilizando o conteúdo verbal e</p><p>não</p><p>verbal acima, é correto afirmar que esta publicidade</p><p>A pretende destacar a importância que se tem de uma</p><p>vida dentro da sua zona de conforto.</p><p>B tenciona situar frases de forte impacto para combater</p><p>doenças urbanas atualmente.</p><p>C permite mostrar que não se perde tempo quando</p><p>alguém se esforça a atingir os sonhos.</p><p>D procura desvendar o mistério de como conseguir levar</p><p>uma vida altamente saudável.</p><p>E almeja estampar o quanto as pessoas se preocupam</p><p>mais com sua saúde do que antes.</p><p>LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>Questões de 06 a 45</p><p>QUESTÃO 06</p><p>Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/116671446572426075/</p><p>O argumento presente no cartum consiste em uma</p><p>metáfora relativa à teoria evolucionista. Considerando o</p><p>contexto apresentado, verifica-se que o cartum</p><p>A destaca o desenvolvimento do homem diante da</p><p>criação de ferramentas que contribuem para um</p><p>mundo mais sustentável.</p><p>B ironiza a forma como a evolução do ser humano entra</p><p>em contradição com suas atitudes diante do meio</p><p>ambiente.</p><p>C promove a invenção de equipamentos que facilitem o</p><p>trabalho do homem em sua esfera ambiental.</p><p>D enfatiza a mudança do homem em razão dos novos</p><p>inventos tecnológicos que destroem sua realidade.</p><p>E faz uma crítica ao surgimento de um homem depen-</p><p>dente de um novo modelo tecnológico.</p><p>LC - 1º dia6 OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 07</p><p>Quem deixa o trato pastoril amado</p><p>Pela ingrata, civil correspondência,</p><p>Ou desconhece o rosto da violência,</p><p>Ou do retiro a paz não tem provado.</p><p>Que bem é ver nos campos transladado</p><p>No gênio do pastor, o da inocência!</p><p>E que mal é no trato, e na aparência</p><p>Ver sempre o cortesão dissimulado!</p><p>Ali respira amor sinceridade;</p><p>Aqui sempre a traição seu rosto encobre;</p><p>Um só trata a mentira, outro a verdade.</p><p>Ali não há fortuna, que soçobre;</p><p>Aqui quanto se observa, é variedade:</p><p>Oh ventura do rico! Oh bem do pobre!</p><p>COSTA, C. M. Poemas. São Paulo: Editora Cultrix, 1966.</p><p>A poesia neoclássica foi fundamentada nos ideais</p><p>clássicos e nas construções erigidas durante o período</p><p>do Renascimento. No soneto acima, é perceptível que o</p><p>eu lírico</p><p>A relativiza o fato de o homem estar no campo ou na</p><p>cidade, pois entende que o importante é o contato com</p><p>o divino.</p><p>B apresenta fortes traços da escola literária anterior, o</p><p>Barroco, ao estabelecer a antítese entre a cidade e o</p><p>campo de forma mórbida.</p><p>C destaca que a cidade deve ser aproveitada pelos</p><p>ricos, e o campo, pelos pobres, pois não é necessário</p><p>ter dinheiro quando se vive no campo.</p><p>D utiliza de uma linguagem complexa para retratar a</p><p>dificuldade e a angústia de se viver em contato com a</p><p>cidade.</p><p>E expõe características árcades, como aurea mediocritas,</p><p>fugere urbem e locus amoenus, com o intuito de</p><p>esclarecer quão ruim é a vida na cidade.</p><p>QUESTÃO 08</p><p>De acordo com alguns antropólogos, como Claude Lèvi-</p><p>-Strauss, ou mesmo artistas, como Pablo Picasso, a arte</p><p>africana funda-se na representação de usos e costumes</p><p>das inúmeras tribos, com objetos funcionais e, também,</p><p>simbólicos. Uma das formas ou expressões de arte muito</p><p>utilizadas pelos artistas da África é a escultura, com</p><p>destaque para as máscaras, a forma de expressão mais</p><p>popular que eles possuem além dos tambores. Segundo</p><p>os estudiosos, o material mais utilizado na feitura das</p><p>máscaras, que pode ser visto como um tipo de canalizador</p><p>para, por exemplo, a incorporação de espíritos e de forças</p><p>mágicas, sempre foi o(a)</p><p>A madeira.</p><p>B ouro.</p><p>C marfim.</p><p>D prata.</p><p>E barro.</p><p>QUESTÃO 09</p><p>TEXTO I</p><p>“...palavras que tomaram o discurso global e</p><p>entraram de supetão na língua inglesa, como ‘covid-19’.”</p><p>[...] ‘Alguns desses termos são impostos meio na marra’,</p><p>diz o professor Pasquale Cipro Neto. ‘Isso é muito chato,</p><p>quando o gerente do banco fala comigo que tem um ‘call’,</p><p>que ‘call’?’”</p><p>TEXTO II</p><p>Daiquiri Caco Galhardo</p><p>O problema do desmatamento na</p><p>Amazônia é que a gente não tá</p><p>perto pra ver.</p><p>Só tá no ar que a gente respira.</p><p>Folha de São Paulo, ilustrada, 17 jun. 2021, p. B14.</p><p>Do ponto de vista da variação linguística, os textos I e II</p><p>apresentam, respectivamente, certa identidade, uma</p><p>vez que ambos expõem marcas de variantes linguísticas</p><p>típicas do registro</p><p>A formal e erudita.</p><p>B informal e culta.</p><p>C formal e popular.</p><p>D informal e arcaica.</p><p>E informal e coloquial.</p><p>LC - 1º dia 7OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 10</p><p>A arquitetura e a escultura são obras tridimensionais,</p><p>pois são analisadas a partir da largura, da altura e da</p><p>profundidade. Tais obras podem transmitir dramaticidade,</p><p>ou seja, são carregadas de tensão e dão ideia de</p><p>movimento. Das obras a seguir, aquela que mais se</p><p>encaixa nessa definição é:</p><p>A</p><p>BERNINI, G. L. Davi, 1623. Mármore, tamanho natural. Galeria Borghese, Roma.</p><p>B</p><p>CARDIFF, Janet. Forty part motet, 2001. Instalação sonora com 40 canais, duração 14’7”,</p><p>cantada pelo coro da Catedral de Salisbury. Obra de Thomas Tallis, compositor inglês do</p><p>século XVI.</p><p>C</p><p>Bustos fúnebres de Públio Aídio e Públia Aídia, século I d.C. Museu Pergamon.</p><p>D</p><p>Museu do Louvre, Paris / França.</p><p>E</p><p>O Transamérica Building, São Francisco. Califórnia / EUA.</p><p>QUESTÃO 11</p><p>A feição deles é serem pardos, maneira de</p><p>avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem-feitos.</p><p>Andam nus, sem nenhuma cobertura. Nem estimam de</p><p>cobrir ou de mostrar suas vergonhas; e nisso têm tanta</p><p>inocência como em mostrar o rosto. Ambos traziam os</p><p>beiços de baixo furados e metidos neles seus ossos</p><p>brancos e verdadeiros, de comprimento duma mão</p><p>travessa, da grossura dum fuso de algodão, agudos na</p><p>ponta como um furador.</p><p>MINISTÉRIO DA CULTURA Fundação Biblioteca Nacional Departamento Nacional do Livro.</p><p>A Carta de Pero Vaz de Caminha.</p><p>A Carta do Achamento do Brasil, escrita por Pero</p><p>Vaz de Caminha, entre 26 de abril a 2 de maio, tornou-se</p><p>relevante documento de estudo da historiografia para</p><p>melhor compreendermos a trajetória da chegada dos</p><p>portugueses ao Brasil.</p><p>No trecho acima, ao citar a nudez, o autor do texto</p><p>A mostra a malícia dos índios.</p><p>B demonstra a divergência de hábitos entre o colonizador</p><p>e o colonizado.</p><p>C usa de eufemismo para amenizar o estranhamento do</p><p>colonizador.</p><p>D configura a convergência de pensamento compor-</p><p>tamental entre europeu e índio.</p><p>E defende, metaforicamente, a liberdade de compor-</p><p>tamento do colonizado.</p><p>LC - 1º dia8 OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 12</p><p>MEIRELLES, V. Moema. Óleo sobre tela, 129 cm x 190 cm. Masp, São Paulo, 1866.</p><p>Nessa obra, que retrata uma cena de Caramuru, célebre</p><p>poema épico brasileiro, por meio do(a)</p><p>A arte formalista, observa-se a exaltação do retrato fiel</p><p>da beleza feminina quinhentista.</p><p>B arte naturalista, observa-se a tematização da fragili-</p><p>dade humana diante da morte na fase senil da</p><p>existência.</p><p>C artesanato artístico, observa-se a ressignificação de</p><p>obras do cânone literário nacional.</p><p>D arte gráfica, observa-se a representação poética e</p><p>idealizada do corpo de uma índia</p><p>E arte gráfica, observa-se a oposição entre a condição</p><p>humana e a natureza primitiva.</p><p>QUESTÃO 13</p><p>“(...)</p><p>Respingou fartamente o álcool em todo o caixote.</p><p>Em seguida, calçou os sapatos e como uma equilibrista</p><p>andando no fio de arame, foi pisando firme, um pé diante</p><p>do outro na trilha de formigas. Foi e voltou duas vezes.</p><p>Apagou o cigarro. Puxou a cadeira. E ficou olhando dentro</p><p>do caixotinho.</p><p>– Esquisito. Muito esquisito.</p><p>– O quê?</p><p>– Me lembro que botei o crânio em cima da pilha,</p><p>me lembro que até calcei ele com as omoplatas para não</p><p>rolar. E agora ele está aí no chão do caixote, com uma</p><p>omoplata de cada lado. Por acaso você mexeu aqui?</p><p>– Deus me livre, tenho nojo de osso. Ainda mais</p><p>de anão”.</p><p>TELLES, Lygia Fagundes. In: STEEN, Edla van. O conto da mulher brasileira. 3 ed. São</p><p>Paulo: Global, 2007 (fragmento).</p><p>No trecho “– Me lembro que botei o crânio em cima da</p><p>pilha, me lembro que até calcei ele com as omoplatas</p><p>para não rolar.”, há construções em desacordo com a</p><p>norma-padrão no que diz respeito à</p><p>A regência nominal e à variação linguística.</p><p>B colocação pronominal e à regência</p><p>verbal.</p><p>C variação linguística e à concordância nominal.</p><p>D concordância verbal e à formalidade linguística.</p><p>E acentuação e à concordância verbal.</p><p>QUESTÃO 14</p><p>Traduzir-se</p><p>Uma parte de mim</p><p>é todo mundo;</p><p>outra parte é ninguém:</p><p>fundo sem fundo.</p><p>Uma parte, de mim</p><p>é multidão:</p><p>outra parte, estranheza</p><p>e solidão.</p><p>Uma parte de mim</p><p>pesa, pondera;</p><p>outra parte</p><p>delira.</p><p>Uma parte de mim</p><p>almoça e janta;</p><p>outra parte</p><p>se espanta.</p><p>Uma parte de mim</p><p>é permanente;</p><p>outra parte</p><p>se sabe de repente.</p><p>Uma parte de mim</p><p>é só vertigem;</p><p>outra parte,</p><p>linguagem.</p><p>Traduzir-se uma parte</p><p>na outra parte</p><p>– que é uma questão</p><p>de vida ou morte –</p><p>será arte?</p><p>GULLAR, F. Na vertigem do dia. 1980.</p><p>De acordo com a leitura do poema de Ferreira Gullar,</p><p>podemos entender a Arte como</p><p>A a busca incessante pelo isolamento e a recusa da</p><p>própria vida.</p><p>B o ápice da racionalidade para exprimir sensações.</p><p>C o retrato do cotidiano cansativo que devasta a alegria</p><p>e faz emergir o silêncio.</p><p>D a reunião de um conjunto de artifícios das linguagens</p><p>que o artista utiliza para expressar emoções.</p><p>E a tradução de realidades textuais feitas de uma língua</p><p>para outra com maestria.</p><p>LC - 1º dia 9OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 15</p><p>“Na linguística atual, considera-se só a língua</p><p>falada ‘primária’ (espontânea ou usual) como “natural” e</p><p>livre, ao tempo que a língua exemplar (ou “língua-padrão”)</p><p>e a forma literária desta se consideram como “artificiais”</p><p>e “impostas”. Por conseguinte, considera-se também</p><p>só a gramática descritiva “objetivista” como realmente</p><p>científica e a gramática normativa como expressão</p><p>sem fundamento científico duma atitude antiliberal e</p><p>dogmática”.</p><p>Eugenio Coseriu</p><p>A passagem acima</p><p>A condena a gramática normativa por conta de seu teor</p><p>excludente e atrelado aos valores liberais.</p><p>B mostra a ausência de relação entre a política e os</p><p>estudos linguísticos.</p><p>C critica a impossibilidade da língua de agrupar temas</p><p>que possam ser debatidos na seara científica.</p><p>D considera a gramática descritiva como pseudocientífica</p><p>e desprovida de regras.</p><p>E propõe a substituição da gramática descritiva pela</p><p>normativa.</p><p>QUESTÃO 16</p><p>“Emicida: AmarElo – É tudo pra ontem” – o discurso</p><p>dos excluídos e a reivindicação de espaços culturais</p><p>fechados no contexto da negritude brasileira</p><p>O documentário protagonizado e narrado pelo</p><p>rapper Emicida traz em seu título a urgência do debate: “é</p><p>tudo pra ontem”, porque tem pressa de fazer acontecer. O</p><p>filme, estreado na plataforma de streaming da Netflix, em</p><p>dezembro de 2020, combina dois momentos importantes:</p><p>uma autobiografia feita por um registro dos bastidores da</p><p>construção do seu último álbum de lançamento, o AmarElo,</p><p>e a narrativa da história da negritude brasileira munida da</p><p>imprescindibilidade de uma reparação histórica.</p><p>O documentário avança em seus quase 90 minutos,</p><p>porque Emicida é categórico ao contar lições sobre o</p><p>passado. O roteiro é pensado e organizado sob vieses</p><p>importantes para se entender a história da negritude</p><p>no Brasil. “Eu não sinto que eu vim, eu sinto que voltei.</p><p>E que, de alguma forma, meus sonhos e minhas lutas</p><p>começaram muito tempo antes da minha chegada.”</p><p>O rapper lembra que o Brasil foi o último país</p><p>do continente a abolir a escravidão. Refere-se a São</p><p>Paulo, palco de sua história, como uma cidade que tem</p><p>a sua riqueza baseada no ciclo do café mantida por</p><p>uma mão de obra dessa escravidão recente. A abolição,</p><p>que abandonou milhões de pretos à própria sorte é,</p><p>posteriormente, mantida por políticas de branqueamento</p><p>que incentivaram a imigração europeia, a demonização</p><p>das culturas africana e indígena e o apagamento total, não</p><p>só da memória da escravidão, mas de toda a contribuição</p><p>não branca para o desenvolvimento do país.</p><p>Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/19308/209209215309</p><p>Com base no texto lido, pode-se perceber que as várias</p><p>manifestações artísticas apresentadas no discurso do</p><p>rapper Emicida têm a função precípua de</p><p>A discutir manifestações culturais e corroborar a forma</p><p>como elas são recebidas por camadas sociais domi-</p><p>nantes, de forma que não desestabilizem a pax social.</p><p>B denunciar problemas sociais que afetam grupos</p><p>periféricos e marginalizados na sociedade brasileira.</p><p>C alertar que, apesar das diferenças, a miscigenação</p><p>que aqui se operou reduziu conflitos e tornou o Brasil</p><p>em um exemplo de democracia racial.</p><p>D notabilizar movimentos culturais ligados aos povos</p><p>originários e perceber como esses movimentos influen-</p><p>ciam a sociedade atual.</p><p>E apelar para que ações governamentais modifiquem o</p><p>pensamento da sociedade sobre a marginalização dos</p><p>cultos religiosos dos povos originários.</p><p>QUESTÃO 17</p><p>MAMÃE VOCÊ CONHECE,</p><p>A HISTÓRIA DO SAPO</p><p>QUE VIRA PRÍNCIPE?</p><p>CONTOS DE FADA...</p><p>NÃO, AMOR! A MAMÃE</p><p>CONHECE A HISTÓRIA DO</p><p>PRÍNCIPE QUE VIRA SAPO!</p><p>Dispon vel em: www.mulher30.com.brí</p><p>O discurso humorístico do texto é construído por meio</p><p>do(a)</p><p>A variante linguística das personagens.</p><p>B trocadilho linguístico realizado pela mãe que enxerga</p><p>o marido como um príncipe.</p><p>C fala da mãe e da utilização da onomatopeia.</p><p>D duplo sentido do verbo “virar” e da representação do</p><p>pai de forma grandiosa e austera.</p><p>E seriedade do português culto utilizado pelas perso-</p><p>nagens.</p><p>LC - 1º dia10 OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 18</p><p>TEXTO</p><p>(Isto não é um cachimbo.)</p><p>MAGRITTE, R. 1898-1967. La trahison des images, 1929, Paris, 4 décembre 2016.</p><p>René Magritte, ao propor a pintura acima, faz um</p><p>questionamento em relação ao que seja uma obra de</p><p>arte. Tal questionamento traz conexões, de modo mais</p><p>preciso, com o seguinte aforismo:</p><p>A “É na arte que o homem se ultrapassa definitivamente”.</p><p>Simone de Beauvoir</p><p>B “O apreço exterior pela arte é a sobrecasaca da</p><p>inteligência.”</p><p>Eça de Queiroz</p><p>C “O fim da arte inferior é agradar, o fim da arte média é</p><p>elevar, o fim da arte superior é libertar.</p><p>Fernado Pessoa</p><p>D “Ninguém alguma vez escreveu ou pintou, esculpiu,</p><p>modelou, construiu ou inventou senão para sair do</p><p>inferno”.</p><p>Antonin Artaud</p><p>E “A arte é a ideia da obra, a ideia que existe sem</p><p>matéria”.</p><p>Aristóteles</p><p>QUESTÃO 19</p><p>FILHO, É CHEGADO O MOMENTO EM QUE TUA</p><p>VIDA EXIGE A BUSCA POR NOVOS</p><p>HORIZONTES, NOVAS OPORTUNIDADES DE</p><p>FORTUNA – QUE DEUS O PROTEJA E ILUMINE</p><p>NO CAMINHO QUE HÁS DE TRILHAR.</p><p>DESENCANEI...</p><p>Laerte. Manual do Minotauro, 2021 (adaptado).</p><p>Para o efeito de humor da tirinha, contribui o contraste entre</p><p>a linguagem</p><p>A hermética do pai e a linguagem pedante do filho.</p><p>B coloquial do pai e a linguagem concisa do filho.</p><p>C erudita do pai e a linguagem enigmática do filho.</p><p>D formal do pai e a linguagem coloquial do filho.</p><p>E informal do pai e a linguagem desleixada do filho.</p><p>QUESTÃO 20</p><p>Meu país Ceará</p><p>Só um cearense entende outro:</p><p>“Tão te fazendo de besta” (enganando)</p><p>“Ela voltou toda besta” (se achando)</p><p>“Ô bicho besta” (sem graça)</p><p>“Foi coisa besta” (sem importância)</p><p>“Ele saiu igual uma besta” (com raiva)</p><p>“Eu vi, fiquei besta” (chocado)</p><p>“Lá tava besta” (desinteressante)</p><p>Sobre a linguagem do post acima, pode-se inferir que</p><p>A se utiliza de sinônimos do vocábulo “besta” para gerar</p><p>humor.</p><p>B esclarece uma comunicação típica de pessoas do</p><p>interior do Ceará.</p><p>C desrespeita regras gramaticais necessárias para uma</p><p>efetiva compreensão da língua.</p><p>D apresenta marca de regionalismo ao empregar,</p><p>principalmente, um jogo polissêmico.</p><p>E exemplifica variação linguística típica de pessoas</p><p>despreocupadas em seguir as regras de escrita.</p><p>QUESTÃO 21</p><p>Prédio do Congresso Nacional – Oscar Niemeyer</p><p>Sobre a obra arquitetônica de Oscar Niemeyer e sua</p><p>perspectiva artística, é comum referenciá-la, principal-</p><p>mente, com o uso da expressão</p><p>A curvas primárias.</p><p>B curvas fatoriais.</p><p>C curvas antípodas.</p><p>D curvas poéticas.</p><p>E curvas metálicas.</p><p>LC - 1º dia 11OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 22</p><p>Descobrimento da América</p><p>MAJESTADE,</p><p>ANTES DE TUDO,</p><p>QUERO EXPLICAR</p><p>UMA COISA:</p><p>A TERRA É</p><p>REDONDA!</p><p>GRANDE</p><p>NOVIDADE!</p><p>DESCOBRIU A</p><p>AMÉRICA!</p><p>NÃO!</p><p>ISSO AINDA</p><p>NÃO FIZ!</p><p>PARA PROVAR O QUE EU</p><p>DISSE,</p><p>PLANEJO VIAJAR PELO OCIDENTE</p><p>ATÉ CHEGAR ÀS</p><p>ÍNDIAS, NO ORIENTE!</p><p>SABE</p><p>COMO É?</p><p>ESTOU MEIO</p><p>DURO E</p><p>PRECISO DE UM</p><p>FINANCIAMENTO!E EU</p><p>COM</p><p>ISSO?</p><p>CERTO, CRIS!</p><p>VOU ASSINAR ESTE</p><p>CHEQUE PARA A</p><p>COMPRA DAS</p><p>CARAVELAS!</p><p>CARAVELAS</p><p>USADAS!</p><p>PINTA</p><p>NIÑA</p><p>SANTA</p><p>MARIA</p><p>VOU LEVAR</p><p>ESSAS TRÊS!</p><p>FEZ UM</p><p>ÓTIMO</p><p>NEGÓCIO!</p><p>O humor da tirinha acima decorre, principalmente, do(a)</p><p>A presença de elementos históricos que aumentam a</p><p>verossimilhança da cena.</p><p>B destaque dado à emoção e à subjetividade dos</p><p>grandes navegadores.</p><p>C informalidade da linguagem que garante a quebra de</p><p>expectativa.</p><p>D caracterização do rei e da rainha como devotos do</p><p>conhecimento científico.</p><p>E mescla de linguagens que garante o predomínio da</p><p>erudição e do academicismo na comunicação.</p><p>QUESTÃO 23</p><p>Disponível em: https://www.hypeness.com.br/1/2014/09/facebook-surreal4.jpg</p><p>O artista polonês Pawel Kuczynski já explorou o logotipo</p><p>da rede social Facebook como elemento central de</p><p>algumas de suas obras gráficas. Nessa ilustração, o</p><p>artista, por meio da função utilitária, usa sua arte para</p><p>A informar sobre os benefícios cotidianos dos usuários</p><p>das redes sociais.</p><p>B destacar o aspecto vigilante e controlador das redes</p><p>sociais sobre a vida privada dos indivíduos.</p><p>C ressaltar o quanto o Facebook é um parceiro presente</p><p>na vida comercial dos indivíduos.</p><p>D criticar o excesso de postagens dos indivíduos sobre</p><p>fatos simplórios e desprovidos de repercussão.</p><p>E provocar a reflexão sobre os efeitos nocivos do</p><p>Facebook às democracias contemporâneas.</p><p>QUESTÃO 24</p><p>Pintura admirável de uma beleza</p><p>Vês esse sol de luzes coroado?</p><p>Em pérolas a aurora convertida?</p><p>Vês a lua de estrelas guarnecida?</p><p>Vês o céu de planetas adorado?</p><p>O céu deixemos; vês naquele prado</p><p>A rosa com razão desvanecida?</p><p>A açucena por alva presumida?</p><p>O cravo por galã lisonjeado?</p><p>Deixa o prado; vem cá, minha adorada:</p><p>Vês desse mar a esfera cristalina</p><p>Em sucessivo aljôfar desatada?</p><p>Parece aos olhos ser de prata fina?</p><p>Vês tudo isto bem? Pois tudo é nada</p><p>À vista do teu rosto, Catarina.</p><p>Gregório de Matos</p><p>Representante do Barroco brasileiro, no soneto acima,</p><p>Gregório de Matos faz reiteradas perguntas, as quais</p><p>A são artifícios estéticos para ironizar o sentimento de</p><p>amor por Catarina.</p><p>B exemplificam o hipérbato e a sátira na poesia</p><p>seiscentista.</p><p>C confirmam um exemplo de poema filosófico e</p><p>pessimista.</p><p>D são estratégias estéticas para a criação de um texto</p><p>amoroso.</p><p>E preconizam a poesia romântica por meio do escapismo.</p><p>LC - 1º dia12 OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 25</p><p>A escultura de Nossa Senhora da Piedade, de Aleijadinho,</p><p>apresenta, em sua forma, traços peculiares do</p><p>Seiscentismo, conhecido como arte</p><p>A clássica, devido à referência cristã.</p><p>B renascentista, porque recorre a aspectos mitológicos.</p><p>C barroca, pois há dramaticidade e temática religiosa.</p><p>D da crise, pois ratifica a objetividade e a racionalidade</p><p>clássica.</p><p>E barroca, por representar o carpe diem e o fugere</p><p>urbem.</p><p>QUESTÃO 26</p><p>Reprovações</p><p>Se sois homem valeroso,</p><p>Dizem que sois temerário,</p><p>Se valente, espadachim,</p><p>E atrevido, se esforçado.</p><p>Se resoluto, – arrogante,</p><p>Se pacífico, sois fraco,</p><p>Se precatado, – medroso,</p><p>E se o não sois, – confiado.</p><p>Se usais justiça, um Herodes,</p><p>Se favorável, sois brando,</p><p>Se condenais, sois injusto,</p><p>Se absolveis, estais peitado.</p><p>Se vos dão, sois um covarde,</p><p>E se dais, sois desumano,</p><p>Se vos rendeis, sois traidor,</p><p>Se rendeis, – afortunado.</p><p>(...)</p><p>Se andais devagar, – mimoso,</p><p>Se depressa, sois cavalo,</p><p>Mal encarado, se feio,</p><p>Se gentil, efeminado.</p><p>Se falais muito, palreiro,</p><p>Se falais pouco, sois tardo,</p><p>Se em pé, não tendes assento,</p><p>Preguiçoso, se assentado.</p><p>E assim não pode viver</p><p>Neste Brasil infestado,</p><p>Segundo o que vos refiro</p><p>Quem não seja reprovado.</p><p>Gregório de Matos</p><p>SPINA, S. A poesia de Gregório de Matos. SP: Edusp.</p><p>Por meio do discurso em tom jocoso, Gregório de Matos</p><p>A utiliza o eufemismo para mostrar sua satisfação com o</p><p>comportamento social da época.</p><p>B fala diretamente com um único interlocutor, para o</p><p>qual todas as ações do eu lírico são reprováveis, mas</p><p>aceitas de bom grado na Bahia seiscentista.</p><p>C estabelece com o interlocutor uma relação amistosa,</p><p>na tentativa de convencê-lo de que o ser humano é</p><p>paradoxal.</p><p>D desvaloriza o uso da antítese, do paradoxo e do</p><p>hipérbato para construir uma poesia lírica filosófica, a</p><p>qual retrata as ambiguidades do ser humano.</p><p>E mostra sua impaciência em relação à insatisfação do</p><p>ser humano, o qual sempre encontra um motivo para</p><p>reprovar o semelhante.</p><p>QUESTÃO 27</p><p>PORTINARI, C. Descobrimento do Brasil. Óleo sobre tela – 199 x 169cm – Acervo do</p><p>Banco Central do Brasil, 1956.</p><p>Pertencente ao patrimônio cultural brasileiro, a tela de</p><p>Portinari</p><p>A retrata a reação harmoniosa entre colonizadores</p><p>e índios, uma vez que os dois povos tiram proveito</p><p>dessa aproximação.</p><p>B apresenta ambiguidade, pois a linguagem corporal</p><p>dos índios pode indicar curiosidade e medo.</p><p>C configura os maus-tratos que os aborígenes sofreram</p><p>devido ao desrespeito das suas crenças e dos seus</p><p>hábitos.</p><p>D demonstra comportamentos luxuriosos dos índios pelo</p><p>fato de andarem nus.</p><p>E denuncia o massacre sofrido pelos índios, os quais,</p><p>por não aceitarem as imposições do colonizador,</p><p>foram mortos.</p><p>LC - 1º dia 13OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 28</p><p>As cousas do mundo</p><p>Neste mundo é mais rico o que mais rapa:</p><p>Quem mais limpo se faz, tem mais carepa;</p><p>Com sua língua, ao nobre o vil decepa:</p><p>O velhaco maior sempre tem capa.</p><p>Mostra o patife da nobreza o mapa:</p><p>Quem tem mão de agarrar, ligeiro trepa;</p><p>Quem menos falar pode, mais increpa:</p><p>Quem dinheiro tiver, pode ser Papa.</p><p>A flor baixa se inculca por tulipa;</p><p>Bengala hoje na mão, ontem garlopa,</p><p>Mais isento se mostra o que mais chupa.</p><p>Para a tropa do trapo vazo a tripa</p><p>E mais não digo, porque a Musa topa</p><p>Em apa, epa, ipa, opa, upa.</p><p>MATOS, G. Poemas escolhidos: seleção de José Miguel Wisniki. São Paulo:</p><p>Companhia das Letras, 2010, p. 46.</p><p>No verso “Bengala hoje na mão, ontem garlopa”, Gregório</p><p>de Matos repete sua crítica social comparando situações</p><p>de sujeitos que enriquecem ilicitamente, mobilizando uma</p><p>sutil ironia na oposição bengala (índice de fidalguia na</p><p>época) e garlopa (instrumento de marcenaria usado em</p><p>trabalhos manuais). Assim, pode-se compreender que</p><p>A se trata de metonímias da condição social.</p><p>B são hipérboles acerca do enriquecimento.</p><p>C o paradoxo é uma figura de estilo recorrente do Barroco.</p><p>D houve emprego proposital de uma elipse, que mascara</p><p>a passagem entre dois estados.</p><p>E há um eufemismo ao caracterizar o enriquecimento</p><p>por uma bengala.</p><p>QUESTÃO 29</p><p>Cidadezinha qualquer</p><p>Casas entre bananeiras</p><p>mulheres entre laranjeiras</p><p>pomar amor cantar.</p><p>Um homem vai devagar.</p><p>Um cachorro vai devagar.</p><p>Um burro vai devagar.</p><p>Devagar... as janelas olham.</p><p>Eta vida besta, meu Deus.</p><p>Carlos Drummond de Andrade</p><p>A imagem que representa uma oposição ao assunto</p><p>tratado no poema Cidadezinha qualquer, de Carlos</p><p>Drummond de Andrade, é:</p><p>A</p><p>Disponível em: http://brasilidadepoesiaearte.blogspot.com</p><p>B</p><p>BORGES M. Cidadezinha qualquer,</p><p>C</p><p>AMARAL, T. Morro da favela,</p><p>D</p><p>Disponível em: http://lacigestaritba.blogspot.com/2009/07/desenho-retratando-cidades</p><p>E</p><p>Disponível em: http://lacigestaritba.blogspot.com/2009/07/desenho-retratando-cidades</p><p>LC - 1º dia14 OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 30</p><p>Ladainha</p><p>Por se tratar de uma ilha deram-lhe o nome</p><p>de Ilha de Vera-Cruz.</p><p>……….Ilha cheia de graça</p><p>……….Ilha cheia de pássaros</p><p>……….Ilha cheia de luz.</p><p>……….Ilha verde onde havia</p><p>……….mulheres morenas e nuas</p><p>……….anhangás a sonhar com histórias de luas</p><p>……….e cantos bárbaros de pajés em poracés batendo</p><p>os pés.</p><p>Depois mudaram-lhe o nome</p><p>……….pra Terra de Santa Cruz.</p><p>……….Terra cheia de graça</p><p>……….Terra cheia de pássaros</p><p>……….Terra cheia de luz.</p><p>A grande terra girassol onde havia guerreiros de tanga e</p><p>onças ruivas deitadas à sombra das árvores</p><p>mosqueadas de sol</p><p>Mas como houvesse em abundância,</p><p>certa madeira cor de sangue, cor de brasa</p><p>e como o fogo da manhã</p><p>selvagem</p><p>fosse um brasido no carvão noturno da paisagem,</p><p>e como a Terra fosse de árvores vermelhas</p><p>e se houvesse mostrado assaz gentil,</p><p>……….deram-lhe o nome de Brasil.</p><p>……….Brasil cheio de graça</p><p>……….Brasil cheio de pássaros</p><p>……….Brasil cheio de luz.</p><p>Cassiano Ricardo</p><p>Ladainha é uma falação longa e cansativa, que se</p><p>prolonga tratando sempre do mesmo assunto. No poema</p><p>acima, o conceito de ladainha é ratificado porque</p><p>A trata do assunto da descoberta do Brasil.</p><p>B exalta a terra descoberta.</p><p>C ironiza o processo de colonização.</p><p>D reitera as formas como a terra descoberta era</p><p>chamada.</p><p>E manifesta uma crítica acerca da agressividade do</p><p>europeu com o índio.</p><p>QUESTÃO 31</p><p>Paranoia ou mistificação?</p><p>Há duas espécies de artistas. Uma composta dos</p><p>que veem normalmente as coisas e em consequência</p><p>disso fazem arte pura, guardando os eternos rirmos da</p><p>vida, e adotados para a concretização das emoções</p><p>estéticas, os processos clássicos dos grandes mestres.</p><p>Quem trilha por esta senda, se tem gênio, é Praxíteles</p><p>na Grécia, é Rafael na Itália, é Rembrandt na Holanda,</p><p>é Rubens na Flandres, é Reynolds na Inglaterra, é</p><p>Leubach na Alemanha, é Iorn na Suécia, é Rodin na</p><p>França, é Zuloaga na Espanha. Se tem apenas talento vai</p><p>engrossar a plêiade de satélites que gravitam em torno</p><p>daqueles sóis imorredouros. A outra espécie é formada</p><p>pelos que veem anormalmente a natureza, e interpretam-</p><p>-na à luz de teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica</p><p>de escolas rebeldes, surgidas cá e lá como furúnculos da</p><p>cultura excessiva. São produtos de cansaço e do sadismo</p><p>de todos os períodos de decadência: são frutos de fins</p><p>de estação, bichados ao nascedouro. Estrelas cadentes,</p><p>brilham um instante, as mais das vezes com a luz de</p><p>escândalo, e somem-se logo nas trevas do esquecimento.</p><p>Monteiro Lobato.</p><p>Este artigo foi publicado no jornal O Estado de S. Paulo, em 20 de dezembro de 1917, com o</p><p>título “A propósito da exposição Malfatti” (fragmento).</p><p>Em relação à concepção de arte exposta por Monteiro</p><p>Lobato, pode-se constatar que ela</p><p>A pondera o equilíbrio entre as antigas concepções</p><p>artísticas e as vanguardas europeias.</p><p>B critica a constante tentativa de imitação de grandes</p><p>personalidades da arte, como Rodin, pelos novos</p><p>artistas.</p><p>C classifica os movimentos artísticos modernos de</p><p>maneira positiva, comparando-os às novas desco-</p><p>bertas da psicanálise.</p><p>D reforça a importância da descontinuidade dos padrões</p><p>clássicos de arte, como a proporcionalidade e a</p><p>simetria.</p><p>E encontra justificativa em concepções tradicionais e</p><p>preconceituosas sobre o conceito de arte, desconsi-</p><p>derando a possibilidade de mudanças históricas de</p><p>determinados conceitos, como o de estética.</p><p>LC - 1º dia 15OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 32</p><p>TEXTO I</p><p>Uma fotografia não vale mil palavras,</p><p>mas vale mil perguntas.</p><p>Allan Sekula, crítico de cinema e fotografía.</p><p>TEXTO II</p><p>SALGADO, S. Fotografia Mina de carvão, Índia, 1989.</p><p>Com base nos textos I e II, a opção que descreve,</p><p>adequadamente, a “fotografia política”, de Sebastião</p><p>Salgado, é:</p><p>A o fotógrafo prioriza fotos em preto e branco por</p><p>considerá-las desproporcionais e mais respeitosas</p><p>com os dramas sociais que retrata.</p><p>B a fotografia documental de Salgado objetiva imortalizar</p><p>o instante alegre, oferecendo um registro paradoxal</p><p>entre o riso e a seriedade.</p><p>C a câmera do artista captura a beleza clássica do</p><p>mundo, emocionando os espectadores.</p><p>D o olhar do fotógrafo aproxima o observador da</p><p>realidade, ao retratar, de forma espontânea, situações</p><p>que despertam a criticidade daqueles que antes só</p><p>participavam do processo de maneira contemplativa.</p><p>E as fotografias de Salgado convidam a refletir acerca de</p><p>problemas sociais, com fotos bucólicas e impactantes.</p><p>QUESTÃO 33</p><p>Imagine a seguinte situação: é 19 de abril, Dia do</p><p>Índio. Nas escolas infantis, ao redor do Brasil, as crianças</p><p>estarão com os rostos pintados de tinta guache, usando</p><p>cocares feitos de papel sulfite – elementos que deveriam</p><p>ser entendidos enquanto cultura e não fantasia –</p><p>e fazendo danças circulares em uma “homenagem”</p><p>aos povos originários do país, celebrados nesta data.</p><p>Existem muitos equívocos com relação às populações</p><p>indígenas que precisam ser desfeitos, desmistificados.</p><p>É preciso retirar essa ideia de que o indígena, para</p><p>ser indígena, tem que estar na aldeia, caçando ou nu,</p><p>usando cocar e pintura. Não. Ele vive na sociedade. E</p><p>por viver em sociedade, a gente troca simbolicamente</p><p>as nossas experiências com outros indivíduos. Isso faz</p><p>com que nós possamos ressignificar nossas expressões</p><p>socioculturais”.</p><p>Disponível em: http://www.unama.br/noticias/indigenas-brasileiros-um-historico-de-luta-e-</p><p>preservacao-identitaria</p><p>A fala descrita anteriormente é de Tarisson Nawa, um</p><p>estudante indígena do Acre, de 21 anos. Considerando a</p><p>crítica que ele faz e o período da chegada do colonizador</p><p>ao Brasil, é possível perceber que Nawa</p><p>A cita hábitos indígenas descritos em A Carta de Pero</p><p>Vaz de Caminha a fim de defender a manutenção</p><p>desses hábitos para preservar a identidade do nativo.</p><p>B estabelece a diferença entre o índio do período colonial</p><p>e o índio da sociedade contemporânea, exaltando este</p><p>em detrimento daquele.</p><p>C tem lugar de fala, pois, como é um cidadão nativo, o</p><p>argumento que ele utiliza é inquestionável e impede</p><p>o levantamento de qualquer outro ponto de vista</p><p>interpretativo e consensual.</p><p>D sente-se homenageado com as manifestações infantis</p><p>que remetem ao índio que vivia no Brasil no período</p><p>das Grandes Navegações.</p><p>E cita hábitos que definem o índio do século XVI, levan-</p><p>tando uma reflexão acerca das mudanças pelas quais</p><p>a comunidade indígena passou em cinco séculos.</p><p>QUESTÃO 34</p><p>Leitura, escrita e internet</p><p>Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil,</p><p>realizada pelo Instituto Pró-Livro, na última década, o</p><p>Brasil saltou de 26 para 66,5 milhões de leitores no que</p><p>diz respeito a livros impressos. Esses números por si só</p><p>já desfazem qualquer “má” influência da internet sobre os</p><p>hábitos de leitura do brasileiro.</p><p>– A internet não deve ser vista como algo negativo,</p><p>pois amplia nossas possibilidades de leitura. É claro que</p><p>é preciso um olhar crítico, e este é o papel do educador,</p><p>o de orientar a busca, a seleção e o gerenciamento das</p><p>informações que estão disponíveis na rede – afirma</p><p>Valéria Caratti, consultora do portal Planeta Educação.</p><p>Não só a leitura como também a escrita foram</p><p>favorecidas pela explosão da comunicação na internet</p><p>observada na última década, que proporcionou um</p><p>contato maior das pessoas com atividades que envolvam</p><p>a escrita – como deixar um recado na página de um amigo,</p><p>escrever um e-mail ou postar textos em um blog. Também</p><p>é inegável que sites de relacionamento – como Orkut,</p><p>Twitter e Facebook, só para citar os mais conhecidos –</p><p>tornaram o ato de escrever mais banal e cotidiano, sem</p><p>nenhum prejuízo nisto, uma vez que a escrita elaborada</p><p>deixou de ser algo exclusivo de escritores e das atividades</p><p>escolares.</p><p>Disponível em: http://revistalingua.uol.com.br/textos/64/artigo249031-1.asp. Acesso em: 29 nov. 2012.</p><p>De acordo com a matéria da Revista Língua Portuguesa,</p><p>as redes sociais</p><p>A são as responsáveis pelo aumento de cinquenta por</p><p>cento do número de leitores na última década.</p><p>B disponibilizaram novas práticas de alfabetização e letra-</p><p>mento, maximizando o papel da internet no cotidiano.</p><p>C modificaram os conteúdos científicos e alteraram, de ma-</p><p>neira significativa, o papel do educador na sala de aula.</p><p>D banalizaram a escrita e impediram a disseminação de</p><p>textos elaborados na internet.</p><p>E democratizaram a informação, ampliaram as possibili-</p><p>dades de leitura e minimizaram a disseminação da</p><p>escrita.</p><p>LC - 1º dia16 OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 35</p><p>“O fumo é o mais grave problema de saúde pública</p><p>no Brasil. Assim como não admitimos que os comerciantes</p><p>de maconha, crack ou heroína façam propaganda para os</p><p>nossos filhos na TV, todas as formas de publicidade do</p><p>cigarro deveriam ser proibidas terminantemente.</p><p>Para os</p><p>desobedientes, cadeia.”</p><p>VARELLA, Drauzio. In: Folha de S. Paulo, 20 maio 2010.</p><p>Quando produzimos um texto argumentativo, visamos</p><p>persuadir o nosso ouvinte ou leitor, que é o nosso</p><p>interlocutor, sobre um determinado assunto, uma ideia ou</p><p>uma opinião. Não necessariamente precisamos fazê-lo</p><p>pensar como nós, mas precisamos estabelecer argu-</p><p>mentos convincentes para que mostremos ao nosso</p><p>interlocutor que há uma coerência naquilo que pensamos.</p><p>No texto acima, o autor, para fundamentar seu ponto de</p><p>vista, fez uso, principalmente, de argumento(s)</p><p>A de autoridade.</p><p>B baseado na competência motora.</p><p>C por comprovação.</p><p>D com base em raciocínio lógico.</p><p>E por citação.</p><p>QUESTÃO 36</p><p>Muitos deles ou quase a maior parte dos que</p><p>andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços. E</p><p>alguns, que andavam sem eles, tinham os beiços furados</p><p>e nos buracos, uns espelhos de pau, que pareciam</p><p>espelhos de borracha; outros traziam três daqueles bicos,</p><p>a saber, um no meio e os dois nos cabos. Aí andavam</p><p>outros, quartejados de cores, a saber, metade deles da</p><p>sua própria cor, e metade de tintura preta, a modos de</p><p>azulada; e outros quartejados de escaques. Ali andavam</p><p>entre eles três ou quatro moças, bem moças e bem gentis,</p><p>com cabelos muito pretos, compridos pelas espáduas, e</p><p>suas vergonhas tão altas, tão cerradinhas e tão limpas</p><p>das cabeleiras que, de as muito bem olharmos, não</p><p>tínhamos nenhuma vergonha. Ali por então não houve</p><p>mais fala ou entendimento com eles, por a barbaria deles</p><p>ser tamanha, que se não entendia nem ouvia ninguém.</p><p>Ministério da Cultura – Fundação Biblioteca Nacional Departamento</p><p>Nacional do livro A Carta de Pero Vaz de Caminha.</p><p>O trecho acima é um fragmento de A Carta de Pero Vaz</p><p>de Caminha. Acerca desse texto, é possível inferir que ele</p><p>representa a literatura</p><p>A de viagem, porque descreve com riqueza de detalhes</p><p>e objetivamente os hábitos e os costumes do índio.</p><p>B de informação, porque denuncia a agressividade do</p><p>europeu em relação ao índio, o qual foi subjugado pelo</p><p>colonizador.</p><p>C catequética, pois apresenta esteticamente os primeiros</p><p>contatos entre colonizador e colonizado.</p><p>D jesuítica, uma vez que o texto foi escrito por um</p><p>português que almejava catequizar o índio.</p><p>E de informação e a literatura jesuítica, pois descreve,</p><p>de forma romantizada, o comportamento do índio.</p><p>QUESTÃO 37</p><p>A primeira coisa que me desedifica, peixes, de</p><p>vós, é que comeis uns aos outros. Grande escândalo é</p><p>este, mas a circunstância o faz ainda maior. Não só vos</p><p>comeis uns aos outros, senão que os grandes comem</p><p>os pequenos. Se fora pelo contrário, era menos mal. Se</p><p>os pequenos comeram os grandes, bastara um grande</p><p>para muitos pequenos; mas como os grandes comem os</p><p>pequenos, não bastam cem pequenos, nem mil, para um</p><p>só grande [...]. Os homens, com suas más e perversas</p><p>cobiças, vêm a ser como os peixes que se comem uns aos</p><p>outros. Tão alheia coisa é não só da razão, mas da mesma</p><p>natureza, que, sendo criados no mesmo elemento, todos</p><p>cidadãos da mesma pátria, e todos finalmente irmãos,</p><p>vivais de vos comer.</p><p>VIEIRA, A. Obras completas do Padre Antônio Vieira: sermões. Prefaciados e revistos</p><p>pelo Pe. Gonçalo Alves. Porto: Lello e Irmão – Editores, 1993. v. III, p. 264-265.</p><p>O fragmento anterior exemplifica o Conceptismo. Esse</p><p>estilo barroco consiste na valorização do(a)</p><p>A conteúdo por meio do jogo de ideias, de conceitos e do</p><p>raciocínio lógico.</p><p>B jogo de palavras, objetivando a exaltação da forma</p><p>com o emprego de metáforas e de hipérboles.</p><p>C conteúdo e da forma por meio do emprego da</p><p>adjetivação excessiva e do apelo sensorial.</p><p>D forma por meio de jogo de palavras, de trocadilhos e</p><p>do uso abusivo de metáforas.</p><p>E adjetivação excessiva e do apelo sensorial, ou seja,</p><p>dos apelos que se ligam aos cinco sentidos.</p><p>LC - 1º dia 17OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 38</p><p>OBJETO I</p><p>Cangaceiros (1975).</p><p>OBJETO II</p><p>Homenagem a Lampião (PE).</p><p>Sobre a tipologia da arte e a proposta estética dos dois</p><p>objetos, pode-se inferir que</p><p>A ambos representam o artesanato artístico e servem</p><p>estritamente para apreciação estética.</p><p>B o objeto I é artesanato artístico, e o objeto II é uma</p><p>escultura de caráter mais histórico que estético.</p><p>C o objeto II é artesanato artístico, e o objeto I, artesanato</p><p>funcional de caráter estético.</p><p>D ambos representam o artesanato artístico com dife-</p><p>rença na utilização diferente de estilo e técnica.</p><p>E os objetos I e II são esculturas de barro e argila, uma</p><p>retratando o cotidiano, a outra, a história do Brasil.</p><p>QUESTÃO 39</p><p>A impressão daqueles restos de floresta, a cidade</p><p>confusa lá embaixo, a montanha roída trouxeram</p><p>tristeza ao coração do russo, e recordações dolorosas</p><p>do seu amargo passado. Em presença daquelas altas</p><p>manifestações da natureza, o seu pensamento era triste.</p><p>Diante do Atlântico, o mar tenebroso dos navegadores da</p><p>Renascença, quando veio, embora estivesse espelhante</p><p>que nem um lago, a sua alma se confrangeu.</p><p>Ele – que mal conhecia a história daquelas águas</p><p>e a das terras que banhavam – só se lembrou que estava</p><p>ali o mar da escravidão moderna, o mar dos negreiros,</p><p>que assistira durante três séculos o drama de sangue, de</p><p>opressão e de morte, o sinistro drama do aproveitamento</p><p>das terras da América pelas gentes da Europa.</p><p>BARRETO, L. Numa e a Ninfa, 1915.</p><p>A relação entre Literatura e História provoca reflexões e</p><p>redimensiona as fronteiras do texto literário. No trecho</p><p>anterior, o narrador de Lima Barreto faz referência às</p><p>seguintes situações históricas:</p><p>A Revolução Francesa e Grandes Navegações.</p><p>B Tráfico negreiro e Proclamação da República.</p><p>C Grandes Navegações e tráfico negreiro.</p><p>D Independência do Brasil e Proclamação da República.</p><p>E Tráfico negreiro e Revolução Francesa.</p><p>QUESTÃO 40</p><p>UÉ? VOCÊ NÃO PEGOU</p><p>CANUDINHO?</p><p>UÉ? VOCÊ NÃO PEGOU</p><p>CANUDINHO?</p><p>DE JEITO NENHUM!DE JEITO NENHUM!</p><p>VOCÊ NÃO</p><p>SABIA QUE CANUDOS DE</p><p>PLÁSTICO PODEM ACABAR</p><p>NOS OCEANOS?</p><p>VOCÊ NÃO</p><p>SABIA QUE CANUDOS DE</p><p>PLÁSTICO PODEM ACABAR</p><p>NOS OCEANOS?</p><p>O QUE SERIA</p><p>DO PLANETA SE NÃO</p><p>TIVESSEM CIDADÃOS</p><p>CONSCIENTES COMO</p><p>NÓS?</p><p>O QUE SERIA</p><p>DO PLANETA SE NÃO</p><p>TIVESSEM CIDADÃOS</p><p>CONSCIENTES COMO</p><p>NÓS?</p><p>VERDADE.VERDADE.</p><p>QUADRINHORAMA.COM.BRQUADRINHORAMA.COM.BR DRAGOESDEGARANGEM.BOMDRAGOESDEGARANGEM.BOM</p><p>Disponível em: tinyurl.com/tbgmcf5. Acesso em: 23 abr. 2022.</p><p>Os quadrinhos apresentados abordam uma temática</p><p>relevante para a sociedade, utilizando a linguagem</p><p>coloquial. Analisando as informações verbais e não</p><p>verbais utilizadas na construção da tirinha, podemos</p><p>inferir, adequadamente, que o humor decorre</p><p>A do contraste entre as ações politicamente corretas</p><p>realizadas pelas personagens e suas falas preconcei-</p><p>tuosas.</p><p>B da coerência entre o posicionamento das personagens,</p><p>que acreditam na inutilidade de ações ambientalmente</p><p>corretas.</p><p>C da representação de ações consideradas fisicamente</p><p>saudáveis realizadas no discurso das personagens,</p><p>mas não postas em prática.</p><p>D da oposição existente entre as falas das personagens,</p><p>que compreendem, de formas diferentes, o conceito</p><p>de consumo sustentável.</p><p>E da incoerência existente entre o discurso de proteção</p><p>ambiental das personagens e a concretização das</p><p>ações representadas nos quadrinhos.</p><p>LC - 1º dia18 OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 41</p><p>AMARAL, T. Anjos, 1924.</p><p>As crianças do interior do Brasil se vestem de anjos</p><p>para comparecer às procissões e às festas da igreja</p><p>católica.</p><p>Por meio da linguagem não verbal, a pintora Tarsila do</p><p>Amaral reproduz, no quadro Anjos, uma dessas cenas,</p><p>em que se veem rostos amorenados, representando, com</p><p>isso, a</p><p>A tristeza do povo religioso.</p><p>B miscigenação etno-cultural brasileira.</p><p>C pobreza do mundo religioso.</p><p>D variedade de crenças no Brasil.</p><p>E pouca religiosidade do povo brasileiro.</p><p>QUESTÃO 42</p><p>[...] não há em língua um padrão absoluto de</p><p>correção (válido para todas as circunstâncias), mas</p><p>apenas padrões relativos às diferentes circunstâncias</p><p>(daí os linguistas afirmarem que a propriedade é mais</p><p>importante</p><p>que a correção). Se esse é um postulado</p><p>clássico entre os linguistas, sua apreensão social (dentro</p><p>e fora da escola) continua envolta em muita confusão. E o</p><p>núcleo do problema parece estar num gesto que lê ‘relativo’</p><p>onde se deve ler ‘relativo a’, ou seja, os linguistas são</p><p>acusados de relativistas porque – segundo os acusadores –</p><p>defendem que “tudo vale na língua”, quando, de fato,</p><p>jamais afirmam isso. O que suas descrições efetivamente</p><p>mostram é que os falantes variam sistemática (e não</p><p>aleatoriamente) sua expressão e tomam como baliza,</p><p>não um padrão absoluto de correção, mas critérios</p><p>de adequação às circunstâncias. Nesse sentido, os</p><p>fenômenos linguísticos não são relativos, mas relativos</p><p>às circunstâncias.</p><p>Disponível em: http://www.parabolaeditorial.com.br/NadaNaLinguaPrimeirasPaginas.pdf.</p><p>Acesso em: 28 nov. 2012.</p><p>Com base na leitura anterior, podemos reconhecer, no</p><p>posicionamento crítico de Carlos Alberto Faraco, um(a)</p><p>A visão de língua homogênea, baseada na defesa da</p><p>uniformização da comunicação.</p><p>B defesa do relativismo da língua e de sua capacidade</p><p>de se desvencilhar dos aspectos sociológicos.</p><p>C desejo de obediência ao conjunto de regras gramaticais</p><p>que fundamentam a normatização do uso da língua.</p><p>D julgamento criterioso dos linguistas que contribuem</p><p>para a sedimentação de uma padronização relativista</p><p>e unidirecional da língua.</p><p>E olhar cauteloso sobre aspectos como a heterogenei-</p><p>dade e a variabilidade no uso da língua.</p><p>QUESTÃO 43</p><p>Mas essa norma culta, pelo visto, só diz respeito à</p><p>língua falada. Como fica a língua escrita?</p><p>Marcos Bagno: O conhecimento da norma culta</p><p>falada é importantíssimo porque ele permite fazer um</p><p>bom retrato também da escrita culta. Ao contrário do que</p><p>a maioria das pessoas pensa, não existe uma diferença</p><p>radical, um abismo profundo entre fala e escrita.</p><p>Essa visão distorcida nasceu de comparações</p><p>equivocadas: as pessoas comparam a fala mais</p><p>espontânea, descontraída, informal, com textos altamente</p><p>formais, literários etc. Mas, quando comparamos fala</p><p>informal com escrita informal e fala formal com escrita</p><p>formal, as semelhanças são muito maiores do que as</p><p>diferenças. Conhecendo bem a norma culta falada,</p><p>podemos entender muito do que acontece também na</p><p>norma culta escrita.</p><p>BAGNO, M. Não é errado falar assim! Em defesa do português brasileiro (adaptado).</p><p>Disponível em: https://www.parabolablog.com.br/in-dex.php/blogs/nao-e-errado-falar-assim-</p><p>em-defesa-do-portugues-brasileiro</p><p>Sobre as concepções de língua, do professor Marcos</p><p>Bagno, pode-se depreender que:</p><p>A Ao se referir a uma “visão distorcida”, o entrevistado</p><p>está ratificando que é equivocada qualquer compa-</p><p>ração entre a fala e a escrita.</p><p>B De acordo com o professor entrevistado, é preciso</p><p>compreender que a língua falada e a língua escrita são</p><p>radicalmente diferentes em todos os seus aspectos.</p><p>C De acordo com o linguista e escritor entrevistado,</p><p>comparar textos formais e literários com a fala informal</p><p>gera uma percepção enviesada dos fenômenos da</p><p>língua.</p><p>D Segundo o professor Marcos Bagno, até mesmo a</p><p>fala mais informal e espontânea deve obedecer aos</p><p>preceitos gramaticais dos textos altamente formais e</p><p>literários.</p><p>E O professor entrevistado destaca que é importante,</p><p>primeiramente, conhecer os detalhes da língua escrita,</p><p>pois somente dessa forma se pode compreender</p><p>totalmente a norma culta falada.</p><p>LC - 1º dia 19OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 44</p><p>A partir da declaração do arquiteto modernista visionário</p><p>Oscar Niemeyer, podemos identificar como a obra que</p><p>está mais alheia ao que foi relatado:</p><p>A</p><p>Museu do Olho – PR</p><p>B</p><p>Catedral Metropolitana – DF</p><p>C</p><p>Edifício Copan – SP</p><p>D</p><p>Edifício Gustavo Capanema – RJ</p><p>E</p><p>Museu de Arte Contemporânea – RJ</p><p>QUESTÃO 45</p><p>Mas Diogo, naqueles intervalos,</p><p>Suspendendo o furor do duro Marte,</p><p>Esperança concebe de amansá-los,</p><p>Uma vez com temor, outra com arte:</p><p>A viseira levanta e vai buscá-los,</p><p>Mostrando-se risonho em toda parte;</p><p>Levantai-vos (lhes diz) e assim dizendo,</p><p>Ia-os co’a própria mão da terra erguendo</p><p>DURÃO, J. S. R. Caramuru, p. 51.</p><p>O poema épico Caramuru transformou Diogo Álvares</p><p>Correia em protagonista virtuoso da conquista do</p><p>Recôncavo baiano e, por extensão, da capitania da Bahia.</p><p>Nos versos lidos acima, o português foi caracterizado</p><p>como</p><p>A líder enérgico, pois era corajoso e audacioso, mas</p><p>também ordeiro e pacifista, porque teria (com)vencido</p><p>o gentio pela palavra.</p><p>B algoz do índio, que, de forma passiva-agressiva,</p><p>apropriou-se das terras do silvícola para escravizá-lo.</p><p>C carrasco, pois ergue a voz para amedrontar o índio e</p><p>impor o comportamento que acha adequado.</p><p>D líder bondoso e empático, que procura ouvir o índio,</p><p>com o objetivo de manter a diferença de hábitos e</p><p>costumes.</p><p>E obediente convidado que age de acordo com as</p><p>imposições do silvícola.</p><p>LC - 1º dia20 OSG.: 1561/23</p><p>PROPOSTA DE REDAÇÃO</p><p>TEXTO I</p><p>O Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores e mais complexos sistemas de saúde pública do mundo,</p><p>abrangendo desde o simples atendimento para avaliação da pressão arterial, por meio da Atenção Primária, até o</p><p>transplante de órgãos, garantindo acesso integral, universal e gratuito à saúde para toda a população do país. A</p><p>atenção integral à saúde, e não somente aos cuidados assistenciais, passou a ser um direito de todos os brasileiros,</p><p>com foco na saúde com qualidade de vida, visando à prevenção e à promoção da saúde.</p><p>Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sus (adaptado).</p><p>TEXTO II</p><p>DO SISTEMA</p><p>DE SAÚDE</p><p>BRASILEIRO</p><p>UMA BREVE EVOLUÇÃO</p><p>SÉCULOS XIX/XX</p><p>Primeiras ações para</p><p>promoção de saúde pública.</p><p>Ausência de organização e</p><p>planejamento de ações</p><p>voltadas para a saúde</p><p>pública.</p><p>Criação do Código Sanitário</p><p>“Sanear é a grande questão</p><p>Nacional”.</p><p>1918</p><p>1923</p><p>Sistema de Caixas e</p><p>aposentadorias,</p><p>Prestação de serviços</p><p>previdenciários, assistência</p><p>à saúde e medicamentos.</p><p>1930</p><p>Ins�tutos de Aposentadoria e</p><p>Pensões- APs.I</p><p>1964</p><p>Ditadura Militar- apoio para a</p><p>criação de hospitais privados.</p><p>1970</p><p>Movimento da Reforma Sanitária</p><p>Inicia�va popular de</p><p>reivindicação por um sistema de</p><p>saúde único, universal e gratuito.</p><p>1987</p><p>Sistema nificado eu</p><p>escentralizado de aúded s</p><p>-com princípios da Reforma</p><p>Sanitária.1988</p><p>Cons�tuição Federal</p><p>-ar�go 196: criação d SUS.o</p><p>Disponível em: https://images.app.goo.gl/wFKqJNawHakxQSoXA (adaptado).</p><p>LC - 1º dia 21OSG.: 1561/23</p><p>TEXTO III</p><p>O senador Fernando Collor (Pros-AL) afirmou que a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR)</p><p>vem promovendo audiências como “um esforço para uma reflexão” na busca de soluções para o país, principalmente</p><p>em um ambiente de pandemia. Segundo Collor, a maior crise sanitária mundial em um século demonstra a necessidade</p><p>de uma maior valorização do SUS, que tem sido fundamental no enfrentamento da crise decorrente da pandemia do</p><p>coronavírus.</p><p>De acordo com o senador, o SUS tem eficiência comprovada na vacinação em massa e é uma ferramenta</p><p>poderosa na redução das desigualdades do país. Collor elogiou os servidores da saúde e disse que o sistema é</p><p>responsável pelo maior programa de assistência médica do mundo. Para o senador, o SUS é imprescindível para a</p><p>construção de um país socialmente mais justo e equilibrado.</p><p>A diretora do Departamento da Saúde da Família do Ministério da Saúde, Renata Maria de Oliveira Costa,</p><p>admitiu que o país é complexo, com dimensão continental e com diferenças específicas em suas regiões. Ela apontou,</p><p>no entanto, que o SUS tem o princípio da equidade como determinante no atendimento ao cidadão. Ela ainda</p><p>acrescentou que o SUS tem buscado uma atenção específica para minorias, como indígenas, imigrantes, ciganos,</p><p>negros, população de rua e comunidade LGBTI+.</p><p>Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2021/08/02/debatedores-apontam-sus-como-essencial-para-a-reducao-de-desigualdades (adaptado).</p><p>TEXTO IV</p><p>Disponível em: https://images.app.goo.gl/oL3J26uYb4cphGRg9 (adaptado).</p><p>A partir da leitura</p><p>dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua</p><p>formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema</p><p>“A relevância do Sistema Único de Saúde (SUS) para os brasileiros”, apresentando proposta de intervenção que</p><p>respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para</p><p>defesa de seu ponto de vista.</p><p>CH - 1º dia22 OSG.: 1561/23</p><p>CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>Questões de 46 a 90</p><p>QUESTÃO 46</p><p>Disponível em: www.todamateria.com.br</p><p>Em 1890 Alfred Mahan desenvolveu um pensamento no</p><p>qual o domínio dos mares e suas áreas geoestratégicas</p><p>se traduziriam num aumento de poder e, no contexto da</p><p>Guerra Hispano-Americana à qual a charge se refere,</p><p>afirma-se que Cuba, considerada uma área importante,</p><p>A aproximou-se dos ideais liberais da Europa em</p><p>oposição ao americanismo.</p><p>B rompeu os laços com a metrópole europeia por ação</p><p>de guerrilhas socialistas.</p><p>C manteve sua estrutura colonial apesar da libertação do</p><p>domínio estadunidense.</p><p>D passou à tutela econômica e militar dos Estados</p><p>Unidos após a independência.</p><p>E aliou-se ao bloco soviético após o movimento</p><p>revolucionário anti-imperialista.</p><p>QUESTÃO 47</p><p>Na Antiguidade, o desenvolvimento de povoações,</p><p>aldeias e cidades que se utilizaram dos rios para a sua</p><p>constituição gerou sociedades mais complexas em</p><p>diversas regiões do mundo, como o Oriente Médio, a</p><p>Ásia e a África. Nessas sociedades, a vida coletiva era</p><p>marcada pelo trabalho que modificava a natureza e</p><p>estabelecia divisões de tarefas entre os seres humanos.</p><p>Nelas, o trabalho coletivo de irrigação era necessário</p><p>para controlar as cheias dos rios e para cultivar as terras</p><p>de suas margens.</p><p>CAMPOS, Flavio de; CLARO, Regina; DOLHNIKOFF, Miriam. Jogo da História nos dias de</p><p>Hoje. 6. 2a ed. São Paulo: Leya, 2015. p. 58 (adaptado).</p><p>O texto se refere às chamadas sociedades</p><p>A feudais.</p><p>B hidráulicas.</p><p>C nômades.</p><p>D patriarcais.</p><p>E pré-históricas.</p><p>QUESTÃO 48</p><p>TEXTO I</p><p>Uma filosofia da percepção que queira reaprender</p><p>a ver o mundo restituirá à pintura e às artes em geral seu</p><p>lugar verdadeiro.</p><p>MERLEAU-PONTY, M. Conversas: 1948. São Paulo: Martins Fontes, 2004.</p><p>TEXTO II</p><p>Os grandes autores de cinema nos pareceram</p><p>confrontáveis não apenas com pintores, arquitetos,</p><p>músicos, mas também com pensadores. Eles pensam</p><p>com imagens, em vez de conceitos.</p><p>DELEUZE, G. Cinema 1: a imagem-movimento. São Paulo: Brasiliense, 1983 (adaptado).</p><p>É possível observar que os textos acima sustentam a</p><p>existência de um saber ancorado na</p><p>A mitologia, admitindo o belo como fenômeno transcen-</p><p>dental.</p><p>B religiosidade, reafirmando a vivência estética como</p><p>juízo de gosto.</p><p>C sensibilidade, considerando o olhar como experiência</p><p>de conhecimento.</p><p>D inteligência, apontando as formas de expressão como</p><p>auxiliares da razão.</p><p>E imaginação, estabelecendo a inteligência como impli-</p><p>cação das representações.</p><p>QUESTÃO 49</p><p>O índice Gini é um cálculo usado para medir a concen-</p><p>tração de renda, ainda que se direcione mais para</p><p>a observação do nível de desigualdade do que para</p><p>o desenvolvimento. Os níveis de desigualdade são</p><p>distribuídos entre dois extremos, 0 e 100 (ou 0 e 1).Se o</p><p>coeficiente de Gini decresce, a</p><p>A desigualdade da renda subiu.</p><p>B renda média subiu.</p><p>C renda média caiu.</p><p>D taxa de pobreza caiu.</p><p>E desigualdade da renda caiu.</p><p>CH - 1º dia 23OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 50</p><p>Os pequenos cultivadores, que tomavam valores</p><p>ou mercadorias emprestados, deviam encontrar-se</p><p>constantemente na impossibilidade de reembolsar seus</p><p>credores, os quais se ressarciam escravizando-os. O</p><p>resultado dessa situação é que pessoas arruinadas</p><p>vendiam seus filhos para subsistir. Entretanto, a grande</p><p>massa de escravos provinha dos prisioneiros de guerra,</p><p>resultados de operações militares.</p><p>GARELLI, Paul. Oriente próximo asiático: impérios mesopotâmicos, Israel. São Paulo:</p><p>EDUSP, 1982, p. 120. (adaptado).</p><p>Considerando as informações apresentadas, é correto</p><p>afirmar que a escravidão, no contexto citado,</p><p>A empregava predominantemente a mão de obra de</p><p>negros africanos escravizados em batalhas.</p><p>B estava relacionada às práticas econômicas de</p><p>empréstimos e às guerras de expansão territorial.</p><p>C resultava do excesso populacional na Assíria durante</p><p>o período de expansão do Império Islâmico.</p><p>D baseava-se na discriminação racial aos povos de</p><p>origem judaica que circulavam como nômades.</p><p>E organizava-se de acordo com o modelo econômico</p><p>mercantilista, visando à acumulação de capitais.</p><p>QUESTÃO 51</p><p>O filósofo reconhece-se pela posse inseparável do</p><p>gosto da evidência e do sentido da ambiguidade. Quando</p><p>se limita a suportar a ambiguidade, esta se chama</p><p>equívoco. Sempre aconteceu que, mesmo aqueles que</p><p>pretenderam construir uma filosofia absolutamente</p><p>positiva, sô conseguiram ser filósofos na medida em</p><p>que, simultaneamente, se recusaram o direito de se</p><p>instalar no saber absoluto. O que caracteriza o filósofo</p><p>é o movimento que leva incessantemente do saber à</p><p>ignorância, da ignorância ao saber, e um certo repouso</p><p>neste movimento.</p><p>MERLEAU-PONTY, M. Elogio da filosofia. Lisboa: Guimarães, 1998 (adaptado).</p><p>O fragmento acima destaca o papel do filósofo em uma</p><p>dimensão de</p><p>A essência de dialética.</p><p>B posição de indiferença.</p><p>C defesa do dogmatismo.</p><p>D unilateralidade da razão.</p><p>E renúncia ao conhecimento.</p><p>QUESTÃO 52</p><p>TEXTO I</p><p>A intervenção da Rússia na crise no Leste da</p><p>Ucrânia reacendeu a tensão entre os aliados da Otan</p><p>e Moscou. Os EUA informaram que pretendem instalar</p><p>armamento pesado no Leste da Europa, plano criticado</p><p>pelo governo russo. Em resposta, a Rússia anunciou o</p><p>reforço de seu arsenal nuclear, novos mísseis balísticos</p><p>intercontinentais, descritos como “capazes de superar</p><p>sistemas de defesa mais avançados”.</p><p>STEWART, P. Disponível em: http://noticias.uol.com.br. Acesso em: 26 jun. 2015 (adaptado).</p><p>TEXTO II</p><p>Os Estados Unidos e seus aliados não vão deixar</p><p>a Rússia “nos arrastar de volta ao passado”, disse o</p><p>secretário de Defesa dos Estados Unidos em um discurso</p><p>em Berlim, dia 22 de junho de 2015, quando acusou o</p><p>governo russo de tentar recriar uma esfera de influência</p><p>da era soviética.</p><p>Disponível em: http://oglobo.globo.com. Acesso em: 26 jun. 2015 (adaptado).</p><p>Que tema da geopolítica da segunda metade do século XX</p><p>é o fundamento histórico da referência feita ao passado?</p><p>A Luta antiditatorial.</p><p>B Corrida armamentista.</p><p>C Conservação ambiental.</p><p>D Terrorismo internacional.</p><p>E Globalização geoeconômica.</p><p>QUESTÃO 53</p><p>“A classe dirigente das grandes cidades</p><p>conquistadas era morta ou presa, e alguns reis de lugares</p><p>menores se submetiam.” Contudo, só vencer as batalhas</p><p>não bastava. Era preciso manter a ordem nos territórios</p><p>conquistados, o que Hamurabi fez brilhantemente. Mais</p><p>do que um general, ele era um administrador e um</p><p>legislador, que legou à humanidade um dos mais antigos</p><p>e importantes conjuntos de leis.</p><p>Disponível em: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/. Acesso em: 5 abr. 2022 (adaptado).</p><p>A respeito do conjunto de leis mencionado no texto,</p><p>depreende-se que aplicava</p><p>A uma justiça baseada nas heranças culturais relegadas</p><p>pelo Império Romano, por isso era muito comum a</p><p>condenação à morte.</p><p>B uma “justiça seletiva”, visto que membros das classes</p><p>dirigentes não partilhavam das mesmas penas que</p><p>pessoas socialmente inferiorizadas.</p><p>C as penas com base na Lei de Talião, configurando</p><p>uma representação perfeita da aplicação da igualdade</p><p>social na Mesopotâmia.</p><p>D o direito consuetudinário baseado na tradição oral,</p><p>que vigorava fortemente na cultura mesopotâmica.</p><p>E uma fundamentação teórica baseada no direito grego,</p><p>visto que os babilônicos foram muito influenciados</p><p>pela cultura clássica.</p><p>CH - 1º dia24 OSG.: 1561/23</p><p>QUESTÃO 54</p><p>Em Homero, arkhé significa o que está no começo,</p><p>no princípio, na origem de alguma</p>