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1 Abril de 2020 ANATOMIA HUMANA Material de estudo modo EAD MSc. Patrícia Alves patrícia.biomed12@gmail.com Extensão universitária - Lago Sul Abril 2020 mailto:patrícia.biomed12@gmail.com 2 Abril de 2020 SUMÁRIO CAPÍTULO 1 – HISTÓRIA DA ANATOMIA HUMANA .......................................................5 CAPÍTULO 2 – CONCEITOS ANATÔMICOS ......................................................................7 2.1 Normal, variação anatômica, anomalia e monstruosidade ............................. 7 2.2 Posição Anatômica ............................................................................................... 8 2.3 Divisão do corpo humano ................................................................................... 8 2.4 Planos de delimitação e secção do corpo humano ......................................... 9 2.5 Termos Anatômicos de Relação: ...................................................................... 10 CAPÍTULO 3 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA ÓSSEO ....................................................13 3.1 Estrutura Óssea e Classificação ....................................................................... 13 3.1 Esqueleto Axial ................................................................................................... 16 3.2 Esqueleto Apendicular ....................................................................................... 22 3.3 Articulações ........................................................................................................ 25 3.3.1 Classificação das articulações ........................................................................25 CAPÍTULO 4 – SISTEMA MUSCULAR ..............................................................................30 4.1 Funções dos Músculos ...................................................................................... 31 4.2 Tecido muscular .................................................................................................. 31 4.3 Organização da Fibra Muscular ........................................................................ 32 4.4 Anatomia Microscópica da Fibra Muscular ..................................................... 33 4.5 Célula Muscular .................................................................................................. 34 4.6 Componentes Anatômicos dos Músculos Estriados: .................................... 34 4.7 Classificação dos músculos ............................................................................. 35 CAPÍTULO 5 – SISTEMA CARDIOVASCULAR................................................................41 5.1 Coração ................................................................................................................ 41 5.2 Envoltórios do coração ...................................................................................... 42 5.3 Vasos sanguíneos .............................................................................................. 43 5.4 Sentido do fluxo sanguíneo .............................................................................. 44 CAPÍTULO 6 – SISTEMA NERVOSO .................................................................................46 6.2 Estruturas que compõem o encéfalo ............................................................... 48 6.3 Funções ............................................................................................................... 50 6.4 Anatomia do Cérebro e Medula Espinal .......................................................... 50 6.5 Anatomia dos Nervos ......................................................................................... 52 6.6 Anatomia dos Neurônios ................................................................................... 53 6.7 Sistema Autônomo ............................................................................................. 54 6.8 Terminações Nervosas ...................................................................................... 55 CAPÍTULO 7 – SISTEMA RESPIRATÓRIO .......................................................................57 3 Abril de 2020 7.1 Nariz: .................................................................................................................... 58 7.2 Faringe ................................................................................................................. 59 7.3 Laringe ................................................................................................................. 60 7.4 Traqueia ............................................................................................................... 60 7.5 Brônquios e Pulmões ......................................................................................... 60 7.6 Mecanismo da Respiração ................................................................................ 61 CAPÍTULO 8 – SISTEMA URINÁRIO .................................................................................62 8.1 Rins, Néfrons ....................................................................................................... 63 8.2 Ureter: .................................................................................................................. 64 8.3 Bexiga: ................................................................................................................. 65 8. 4 Uretra: ................................................................................................................. 65 8.5 Processo de Formação da Urina ...................................................................... 65 CAPÍTULO 9 - SISTEMA DIGESTÓRIO .............................................................................67 9.2 Boca ..................................................................................................................... 68 9.3 Dentes .................................................................................................................. 68 9.4 Língua .................................................................................................................. 69 9.5. Palato .................................................................................................................. 69 9.6. Faringe e Esôfago .............................................................................................. 69 9.7 Estômago ............................................................................................................. 69 9.8 Intestino Delgado ................................................................................................ 69 9.9 Intestino Grosso ................................................................................................. 69 9.10 Glândulas Anexas ............................................................................................. 70 9. 10.1. Glândulas Salivares .......................................................................................70 9.10.2 Pâncreas ..............................................................................................................70 9.10.3 Fígado ..................................................................................................................70 CAPÍTULO 10 – SISTEMA ENDÓCRINO ...........................................................................71 CAPÍTULO 11 – SISTEMA REPRODUTOR .......................................................................72 11.1 Masculino: Componentes e Funções: .....................................................................72 11.2 Feminino: Componentes e Funções .............................................................. 73 12– REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................77 4 Abril de 2020 Antes de iniciarmos nosso estudo de AnatomiaHumana, faz-se necessário saber que todo o conhecimento que temos na atualidade se deu desde os primórdios com estudos comparativos utilizando animais e mais tarde, corpos humanos. Todo e qualquer estudo que seja necessário a utilização de cadáver de qualquer espécie, é de suma importância que este seja levado com muita seriedade. Para isso, antes dos nossos estudos, segue um parágrafo para nossa reflexão, agradecimento e respeito. Oração ao Cadáver Desconhecido Ao curvar-te com a lâmina rija de teu bisturi sobre o cadáver desconhecido, lembra-te de que este corpo nasceu do amor de duas almas; cresceu embalado pela fé e esperança daquela que, em seu seio, o agasalhou, sorriu e sonhou os mesmos sonhos das crianças e dos jovens; por certo amou e foi amado e sentiu saudades dos outros que partiram, acalentou um amanhã feliz e agora jaz na fria lousa, sem que, por ele, se tivesse derramado uma lágrima sequer, sem que tivesse uma só prece. Seu nome só Deus o sabe, mas o destino inexorável deu- lhe o poder e a grandeza de servir a humanidade que por ele passou indiferente. (Karel Rabistansky, 1976). 5 Abril de 2020 CAPÍTULO 1 – HISTÓRIA DA ANATOMIA HUMANA As primeiras descrições anatômicas foram encontradas em papiros por volta de 1600 a. C, no Egito. Na Grécia a Anatomia Humana foi ensinada por Hipócrates (460 – 377 a.C), considerado o pai da medicina e um fundador desta ciência, contribuindo com a escrita de vários livros. A primeira pessoa a utilizar o termo anatome, uma palavra grega que significa “cortar em pedaços ou separar”. Foi Aristóteles (384-322 a.C). Já na época depois de Cristo, Galeno (129 – 217 D.C), médico e filósofo romano de origem grega, contribuiu muito nos estudos de anatomia, fisiologia, patologia, farmacologia, neurologia e filosofia. Naquela época as dissecações eram proibidas por razões éticas e religiosas. Então, no Séc. ll d.C fazia dissecações em animais e as comparava com o corpo humano, ou seja, os estudos eram comparativos e estes apresentavam muitos erros. No início da idade moderna, Andreas Vesalius (1514 – 1564 d.C), médico e anatomista belga, após ter realizado várias dissecações em corpos humanos, as reproduziu perfeitamente em sua obra, “Humanis Corporis Fabrica”, publicada em 1543. Esta marcou uma nova era na história da medicina. Entre os séculos 17 e 18 estudo da anatomia floresceu com o advento da imprensa, que facilitou a divulgação e a troca de ideias. Devido ao estudo da anatomia ser muito calcado na observação e em desenhos, a popularidade dos anatomistas estava relacionada à sua capacidade e talento em desenhar. Nesta época, anatomistas publicaram tratados extraordinários e atlas esplêndidos com ilustrações que introduziram novos padrões para a representação do corpo humano. Hieronymus Fabricius (1533 – 1619), foi responsável pela construção em 1594 do famoso anfiteatro anatômico em Pádua, onde lecionou por 50 anos. William Harvey (1578–1657) foi um médico inglês que estudou na Universidade de Pádua, discípulo de Fabricius, estudou a circulação do sangue. A escassez de cadáveres para dissecação e demonstrações anatômicas levou o uso de meios ilegais (suspeitas) para obtenção de corpos humanos. Então, em 1832 na Gran-Bretanha, com o Anatomy Act, estabelecia determinações legais para que as escolas de medicina recebessem cadáveres 6 Abril de 2020 não reclamados e doados para estudos anatômicos. Isso abriu caminho para leis semelhantes em outros países. Abaixo, segue uma ilustração da linha do tempo referente aos estudos de Anatomia Humana. Para mais detalhes a respeito da história, consultar material complementar. 7 Abril de 2020 CAPÍTULO 2 – CONCEITOS ANATÔMICOS A Anatomia (anã = em partes + tomein = cortar) estuda macroscopicamente a constituição dos seres, identificando órgãos e sistemas. Por ser antiga, é considerada uma ciência-mãe, uma vez que dá suporte para as demais ciências biológicas, o que permite a identificação e o estabelecimento conceitual dos sistemas orgânicos. Vários anos foram necessários para que uma linguagem padrão fosse estabelecida pelos anatomistas. A nomenclatura anatômica, como foi chamada essa linguagem universal, tornou possível a padronização nominal das estruturas do corpo, diminuindo o vasto dicionário de termos anatômicos existentes, além de constituir um avanço no campo conciliatório entre os anatomistas do mundo inteiro. 2.1 Normal, variação anatômica, anomalia e monstruosidade Normal, para o anatomista, é o estatisticamente mais comum, ou seja, o que é encontrado na maioria dos casos. Variação anatômica é qualquer fuga do padrão sem prejuízo da função, ex: dextrocardia (ápice do coração voltado para o lado direito, ao invés de estar voltado para o lado esquerdo). Anomalia: É uma alteração da forma ou posição do órgão, que causa prejuízo na função, porém é compatível com a vida. Ex: lábio leporino. Monstruosidade: É uma alteração da forma ou posição de um órgão, que causa prejuízo na função, e é incompatível com a vida. 8 Abril de 2020 2.2 Posição Anatômica Para evitar o uso de termos diferentes nas descrições anatômicas, considerandose que a posição pode ser variável, optou-se por uma posição padrão, denominada posição de descrição anatômica (posição anatômica). Deste modo, os anatomistas, quando escrevem seus textos, referem-se ao objeto de descrição considerando o indivíduo como se estivesse sempre na posição padronizada. Nela o indivíduo está em posição ereta (em pé, posição ortostática ou bípede), com a face voltada para frente, o olhar dirigido para o horizonte, membros superiores estendidos, aplicados ao tronco e com as palmas voltadas para frente, membros inferiores unidos, com as pontas dos pés dirigidas para frente. 2.3 Divisão do corpo humano O corpo humano divide-se em cabeça, pescoço, tronco e membros. A cabeça corresponde à extremidade superior do corpo estando unido ao tronco por uma porção estreitada, o pescoço. O tronco compreende o tórax e o abdome com as respectivas cavidades torácica e abdominal; a cavidade abdominal prolonga-se inferiormente na cavidade pélvica. Dos membros, dois são superiores ou torácicos e dois inferiores ou pélvicos. Cada membro apresenta uma raiz, pela qual está ligada ao tronco, e uma parte livre. 9 Abril de 2020 2.4 Planos de delimitação e secção do corpo humano • Plano sagital mediano: Plano vertical que passa longitudinalmente através do corpo, dividindo-o em duas metades, direita e esquerda. chama-se, genericamente, de planos sagitais aos planos verticais que passam através do corpo, paralelos ao plano mediano. Qualquer plano paralelo ao plano mediano é sagital, por definição. • Plano coronal ou frontal: São planos verticais que passam através do corpo em ângulos retos com o plano mediano, dividindo-o em partes anterior (frente) e posterior (de trás). • Plano transverso (horizontal ou axial): São planos que passam através do corpo em ângulos retos com os planos coronais e mediano. Divide o corpo em partes superior e inferior. 10 Abril de 2020 2.5 Termos Anatômicos de Relação: A situação e a posição das estruturas anatômicas são indicadas em função dos planos de delimitação e secção. ■ Anterior/ ventral/ frontal: na direção da frente do corpo. ■ Posterior / dorsal: na direção das costas (traseiro). ■ Superior / cranial: na direção da parte superior do corpo. ■ Inferior / caudal: na direção da parte inferior do corpo. ■ Proximal: próximo da raiz do membro. Na direção do tronco. ■ Distal: afastado da raiz do membro. Longe do tronco, ou do ponto de inserção. ■ Superficial: mais perto da superfície do corpo. ■ Profundo: mais afastado da superfície do corpo.Abaixo, segue a figura demonstrando os temos anatômicos de relação. 2.6 Termos de Movimentos Na análise de movimento realizado, a determinação do eixo de movimento realizado é feita obedecendo a regra, segundo a qual, a direção do eixo de movimento é sempre perpendicular ao plano no qual se realiza o movimento. 11 Abril de 2020 Assim, todo movimento é realizado em um plano determinado e o seu eixo de movimento é perpendicular àquele plano. • Abdução (ABD): É o deslocamento do membro da sua posição anatômica, provocando afastamento da linha média • Adução (AD): O membro se move em direção a linha média do corpo • Rotação medial: traz a face anterior de um membro para mais perto do plano mediano • Rotação lateral: leva a face anterior para longe do plano mediano. • Flexão (FLEX): Ocorre aproximação das extremidades mais distantes de dois ossos (seguimentos proximal e distal). • Extensão (EXT): Ocorre afastamento das extremidades de dois ossos (seguimentos proximal e distal). • Supinação (SUP): palma da mão volta-se para anteriormente, enquanto seu dorso aparece posteriormente • Pronação (PRON): palma da mão volta-se posteriormente, enquanto seu dorso aparece anteriormente • Eversão (EV): planta do pé é girada para fora ou lateralmente • Inversão (INV): planta do pé é girada para dentro ou medialmente • Dorsiflexão (DFLEX): movimento de flexão na articulação do tornozelo, como acontece quando se caminha morro acima ou se levantam os dedos do solo • Plantiflexão (PFLEX): dobra o pé ou dedos em direção a face plantar, quando se fica em pé ou na ponta dos dedos. Note que os termos de movimento estão abreviados entre parêntese e podem ser identificados na figura abaixo. 12 Abril de 2020 13 Abril de 2020 CAPÍTULO 3 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA ÓSSEO Sistema esquelético (ou esqueleto) humano consiste em um conjunto de ossos, cartilagens e ligamentos que se interligam para formar o arcabouço do corpo e desempenhar várias funções, tais como: proteção (para órgãos como o coração, pulmões e sistema nervoso central); sustentação e conformação do corpo; local de armazenamento de cálcio e fósforo (durante a gravidez a calcificação fetal se faz, em grande parte, pela reabsorção destes elementos armazenados no organismo materno); sistema de alavancas que movimentadas pelos músculos permitem os deslocamentos do corpo, no todo ou em parte e, finalmente, local de produção de várias células do sangue. 3.1 Estrutura Óssea e Classificação O esqueleto humano é dividido em duas regiões descritivas: axial e apendicular. O osso é uma forma especializada de tecido conjuntivo, sendo constituído de células e matriz extracelular. A matriz é mineralizada com fosfato de cálcio (cristais de hidroxiapatita), conferindo a ela uma textura rígida e servindo como um reservatório de cálcio significativo. Os ossos são classificados em: • Compacto: tecido ósseo denso que forma a camada mais externa do osso. • Esponjoso: osso trabecular que contém uma rede de trabéculas finas (ou espículas) de tecido ósseo, encontradas nas epífises dos ossos longos. Um osso longo típico apresenta os seguintes elementos estruturais: • Diáfise: o corpo do osso • Epífise: duas extremidades expandidas do osso que são recobertas por cartilagem articular • Metáfise: localizada entre a diáfise e as epífises, consiste na região cônica adjacente à área onde ocorrerá o crescimento ativo do osso • Cavidade medular: a porção central da diáfise de muitos ossos longos; contém células-tronco que produzem células do sangue. 14 Abril de 2020 A formação óssea ocorre amplamente através da deposição de matriz (osteoide), que se torna calcificada mais tarde, e através da reabsorção óssea. Portanto, a formação óssea é um processo dinâmico, assim como qualquer outro tecido vivo do corpo. Três tipos celulares principais participam deste processo: • Osteoblastos: células que formam osso novo através da deposição de osteoide • Osteócitos: células ósseas maduras (previamente osteoblastos) que se tornam envolvidas por matriz óssea calcificada, sendo responsáveis pela manutenção desta matriz • Osteoclastos: células grandes que dissolvem a matriz óssea enzimaticamente e são comumente encontradas nas áreas de remodelamento ósseo ativo Há várias maneiras de classificar os ossos. Uma delas é classificá-los por sua posição topográfica, reconhecendo-se ossos axiais (que pertencem ao esqueleto axial) e apendiculares (que fazem parte do esqueleto apendicular). Entretanto, a classificação mais difundida é aquela que leva em consideração a forma dos ossos, classificando-os segundo a relação entre suas dimensões lineares (comprimento, largura ou espessura), em ossos longos, curtos, laminares e irregulares. • Osso longo: Seu comprimento é consideravelmente maior que a largura e a espessura. Consiste em um corpo ou diáfise e duas extremidades ou epífises. A 15 Abril de 2020 diáfise apresenta, em seu interior, uma cavidade, o canal medular, que aloja a medula óssea. Exemplos típicos são os ossos do esqueleto apendicular: fêmur, úmero, rádio, ulna, tíbia, fíbula, falanges. • Osso laminar: Seu comprimento e sua largura são equivalentes, predominando sobre a espessura. Ossos do crânio, como o parietal, frontal, occipital e outros como a escápula e o osso do quadril, são exemplos bem demonstrativos. São também chamados (impropriamente) de ossos planos. • Osso curto: Apresenta equivalência das três dimensões. Os ossos do carpo e do tarso são excelentes exemplos. • Osso irregular: Apresenta uma morfologia complexa não encontrando correspondência em formas geométricas conhecidas. As vértebras e osso temporal são exemplos marcantes. • Osso pneumático: Apresenta uma ou mais cavidades, de volume variável, revestidas de mucosa e contendo ar. Estas cavidades recebem o nome de sinus ou seio. Os ossos pneumáticos estão situados no crânio: frontal, maxilar, temporal, etmoide e esfenoide. A figura abaixo demonstra estruturas ósseas segundo sua classificação e localização. 16 Abril de 2020 O esqueleto humano é dividido em duas regiões descritivas: axial e apendicular. • Esqueleto axial: os ossos do crânio, coluna vertebral, costelas e esterno (eles formam o “eixo” ou linha central do corpo) • Esqueleto apendicular: os ossos dos membros, incluindo o cíngulo do membro superior (ombro) e o cíngulo do membro inferior (eles incluem os membros superiores e inferiores que se prendem ao esqueleto axial) Abaixo, temos uma visão anterior e posterior do esqueleto axial (azul) e esqueleto apendicular (amarelo). 3.1 Esqueleto Axial O esqueleto axial inclui 80 ossos: • O crânio e os ossos associados (ossículos da audição e o osso hioide) são responsáveis por 29 ossos • A caixa torácica (esterno e costelas) é responsável por 25 ossos • A coluna vertebral é responsável por 26 ossos 17 Abril de 2020 Abaixo é apresentado a tabela com os ossos que compõem o esqueleto axial: Seguem as estruturas ósseas que compõem o sistema ósseo axial: 18 Abril de 2020 No tronco destaca-se a coluna vertebral que é uma haste forte e flexível. A flexibilidade é sua principal característica, pois as vértebras apresentam mobilidade entre si. A estabilidade é fornecida por sua estrutura ligamentar e osteomuscular. Entre suas funções, temos: proteção da medula espinhal, 19 Abril de 2020 movimentação e marcha, manutenção da posição ereta, suporte do peso corporal e ligação de todas as suas regiões desde a occipital até o sacro. Os 33 corpos vertebrais constituem os principais pilares da coluna, todos eles com características próprias, sendo: ■ 7 vértebras cervicais - móveis ■ 12 vértebras torácicas- móveis ■ 5 vértebras lombares - móveis ■ 1 sacro (fusão de 5 sacrais) - imóvel ■ 1 cóccix (fusão de 4 coccígeas) - imóveis As vértebras são conectadas entre si pelas articulações posteriores entre os corpos vertebrais e os arcos neurais. Elas se articulam de modo a conferir estabilidade e flexibilidade à coluna, atributos necessários para a mobilidade do tronco, postura, equilíbrio e suporte de peso, e em seu interior o canal vertebral, eixo central que contém a medula espinhal. 20 Abril de 2020 A região cervical da coluna é composta de sete vértebras. As duas primeiras vértebras cervicais são únicas e denominadas atlas (C1) e áxis (C2). A primeira vértebra (C1) segura a cabeça no pescoço, recebendo este nome por causa do deus “Atlas”, que segurou o mundo sobre seus ombros. A vértebra áxis (C2) é o ponto de articulação no qual a cabeça gira sobre o pescoço, fornecendo um eixo de rotação. A região cervical é uma porção bastante móvel da coluna, permitindo fl exão e extensão, assim como rotação e inclinação lateral. A caixa torácica é parte do esqueleto axial e inclui o esterno (na linha mediana) e 12 pares de costelas. As costelas 1 a 7 articulam-se diretamente com o esterno e denominadas costelas verdadeiras. As costelas 8 a 10 articulam-se com as cartilagens costais das costelas acima e denominadas costelas falsas. As costelas 11 e 12 articulam-se somente com as vértebras e denominadas costelas flutuantes. 21 Abril de 2020 Sacro: uma fusão de cinco vértebras sacrais da coluna vertebral. Cóccix: a extremidade terminal da coluna vertebral (um remanescente de nossa cauda embrionária). 22 Abril de 2020 3.2 Esqueleto Apendicular O esqueleto apendicular inclui 134 ossos: • O cíngulo do membro superior (clavícula e escápula) é responsável por 4 ossos • Os membros superiores são responsáveis por 64 ossos • O cíngulo do membro inferior (osso do quadril) é responsável por 2 ossos • Os membros inferiores são responsáveis por 64 ossos Abaixo, temos uma visão anterior e posterior do esqueleto apendicular em amarelo: 23 Abril de 2020 Membros superiores 24 Abril de 2020 Membros inferiores 25 Abril de 2020 3.3 Articulações Os ossos unem-se uns aos outros para constituir o esqueleto. Esta união não tem a finalidade exclusiva de colocar os ossos em contato, mas também de permitir mobilidade e elasticidade ao esqueleto. Esta união não se faz da mesma maneira entre todos os ossos, assim, uma maior ou uma menos possibilidade de movimento varia de acordo com o tipo de união. 3.3.1 Classificação das articulações As junturas são classificadas em três grandes grupos: fibrosas, cartilaginosas e sinoviais, cuja definição é feita de acordo com o elemento estrutural encontrado em cada tipo de juntura. • ARTICULAÇÕES FIBROSAS: São formadas por tecido conjuntivo fibroso e conferem mais elasticidade do que mobilidade; são encontradas principalmente no crânio. É evidente que a mobilidade nestas junturas é extremamente reduzida, embora o tecido conjuntivo interposto confira certa elasticidade ao crânio. Dentro das articulações fibrosas, dois subtipos podem ser listados, a saber: suturas e sindesmoses. Abaixo, podemos visualizar as articulações do tipo fibrosa. 26 Abril de 2020 • ARTICULAÇÕES CARTILAGINOSAS: Apresentam também pouca mobilidade, são constituídas por cartilagem que pode ser hialina (cartilagem articular que representa a porção do osso que não foi invadida pela ossificação) ou fibrosa. Se na articulação o elemento encontrado for cartilagem hialina, ela será classificada como articulação cartilaginosa sincondrose; se cartilagem fibrosa, articulação cartilaginosa sínfise. 27 Abril de 2020 • ARTICULAÇÕES SINOVIAIS: Apresentam como elemento estrutural a sinóvia, um líquido viscoso que permite a mobilidade da junção óssea com o mínimo de atrito entre as extremidades do osso. Encontramos nesse tipo de articulação uma cápsula articular, que envolve a articulação, e uma cavidade articular onde se encontra o liquido sinovial. Dessa forma, a cápsula articular, a cavidade articular e o líquido sinovial são características das articulações sinoviais. Os critérios utilizados para classificar as articulações sinoviais são: a forma das superfícies ósseas que entram em contato e o movimento realizado por elas, de forma que as articulações sinoviais podem ser classificadas em: plana, gínglimo, trocóide, condilar, em sela e esferoide. • Plana: As superfícies articulares são planas ou ligeiramente curvas, permitindo deslizamento de uma superfície sobre a outra em qualquer direção. Exemplo: articulação sacro-ilíaca. • Gínglimo: Denominado também de dobradiça refere-se muito mais ao movimento do que à forma das superfícies articulares: realizam flexão e extensão. Exemplo: articulação do cotovelo. • Trocóide: Permite rotação. Exemplo: articulação rádio-ulnar proximal responsável pelos movimentos de pronação e supinação do antebraço. Na 28 Abril de 2020 pronação ocorre uma rotação medial do rádio e na supinação, rotação lateral. • Condilar: As superfícies articulares são elípticas. Permitem flexão, extensão, abdução e adução, mas não permitem a rotação. Exemplo: articulação rádiocárpica (ou do punho), articulação têmporo mandibular. • Em sela: A superfície articular de uma peça esquelética tem a forma de sela, apresentando concavidade num sentido e convexidade em outro, e se encaixa numa segunda peça onde convexidade e concavidades apresentam-se no sentido inverso da primeira. Permite flexão, extensão, abdução, adução e rotação (consequentemente circundação). Exemplo: articulação carpo-metacárpico do polegar. • Esferoide: As superfícies articulares são segmentos de esferas e se encaixam em receptáculos ocos. Permitem movimentos de flexão, extensão, adução, abdução, rotação e circundação. Exemplo: articulação do ombro (entre úmero e escápula) e do quadril (entre o osso do quadril e o fêmur). 29 Abril de 2020 Meniscos, com sua forma de meia lua são encontrados na articulação do joelho e disco intra-articular nas articulações esterno clavicular e têmporo mandibular. 30 Abril de 2020 CAPÍTULO 4 – SISTEMA MUSCULAR O tecido muscular contribui para a homeostasia produzindo os movimentos corporais, movimentando substâncias pelo corpo e produzindo calor para manter a temperatura do corpo normal. Embora os ossos forneçam força mecânica (de alavanca) e formem o arcabouço do corpo, não podem mover, sozinhos, partes do corpo. O movimento resulta da alternância entre contração e relaxamento dos músculos, que constituem 40-50% do peso total do corpo adulto. Os tecidos musculares são classificados em: • Músculo estriado esquelético: músculos do esqueleto humano. • Músculo estriado cardíaco: presente no coração. • Músculo liso: presentes em órgãos viscerais. O ser vivo é disposto de uma variedade de músculos que estão fixados em regiões posterior, anterior, lateral e medial no corpo humano. Abaixo está demonstrado os três tipos musculares e localizações. 31 Abril de 2020 4.1 Funções dos Músculos Diversas são as atividades desempenhadas pelos músculos, tais como: • Contração muscular; • Locomoção; • Sustentação; • Proteção; • Regulação de temperatura; • Respiração; • Elasticidade; • Flexibilidade. 4.2 Tecido muscular O tecido muscular esquelético é assim chamado porque a maioria dos músculos esqueléticos movimenta os ossos do esqueleto. O tecido muscular esquelético atua, basicamente, de forma voluntária. Sua atividade pode ser conscientemente controladapelos neurônios (células nervosas) que são parte da divisão somática (voluntária) do sistema nervoso. Apenas o coração contém o tecido muscular cardíaco, que forma a maior parte da parede do coração. O músculo cardíaco também é estriado, mas sua ação é involuntária. A contração e o relaxamento alternados do coração não são controlados conscientemente. Ao contrário, o coração bate porque possui um marca-passo que inicia cada contração. O tecido muscular liso localiza-se nas paredes das estruturas internas ocas, como os vasos sanguíneos, as vias respiratórias e a maioria dos órgãos situados na cavidade abdominopélvica. O tecido também é encontrado na pele, fixado aos folículos pilosos. Ao microscópio, esse tecido não apresenta as estriações do tecido muscular cardíaco e esquelético. Por essa razão, parece não estriado, motivo pelo qual é chamado de liso. A ação do músculo liso normalmente é involuntária, Na figura abaixo, podemos observar os tipos de tecido muscular e suas diferenças microscópicas. 32 Abril de 2020 4.3 Organização da Fibra Muscular • Um músculo = muitos feixes de fibras; • Feixe de fibras = milhares de fibras; • 1 fibra = 1 célula; • Célula: milhares de miofibrilas; • Miofibrila: inúmeros sarcômeros; • Sarcômero: proteínas contráteis (actina e miosina). Menor unidade contrátil da fibra muscular. 33 Abril de 2020 4.4 Anatomia Microscópica da Fibra Muscular Toda a célula muscular contém filamentos protéicos contráteis de dois tipos: actina e miosina. Esses miofilamentos (ou miofibrilas) são diferenciados um do outro pelo peso molecular, maior no filamento de miosina. Ao microscópio eletrônico, a actina aparece sob a forma de filamentos finos, enquanto a miosina é representada por filamentos grossos (vistos na figura anterior). A interação da actina com a miosina é o grande evento desencadeador da contração muscular, pode ser visto na figura abaixo. Note que as unidades de actina e miosina que se repetem ao longo da miofibrila e estas são chamadas de sarcômeros. As faixas mais externas dos sarcômeros, claras, são denominadas de banda I e contêm apenas filamentos de actina. A faixa central mais escura é denominada banda A. As extremidades da banda A são formadas por filamentos de actina e miosina sobrepostos, enquanto a sua região mediana mais clara, denominada banda H, contém apenas miosina. As linhas Z constituem o ponto onde se originam os filamentos de actina. Os filamentos de miosina ficam intercalados com os de actina. Note na Figura A o músculo relaxado e na Figura C completamente contraído. Observe a diferença entre ambas. 34 Abril de 2020 4.5 Célula Muscular A célula muscular está sob o controle do sistema nervoso. O nervo motor transmite o impulso na placa motora, que por sua vez, transmite à célula muscular. A figura demonstra fibras musculares ligadas à neurônios motores, por onde chegam os impulsos elétricos para execução de algum movimento. 4.6 Componentes Anatômicos dos Músculos Estriados: • Ventre Muscular é a porção contrátil do músculo, constituída por fibras musculares que se contraem. Constitui o corpo do músculo (porção carnosa). • Tendão é um elemento de tecido conjuntivo, ricos em fibras colágenas e que serve para fixação do ventre, em ossos, no tecido subcutâneo e em cápsulas articulares. Possuem aspecto morfológico de fitas ou de cilindros. • Aponeurose é uma estrutura formada por tecido conjuntivo. Membrana que envolve grupos musculares. Geralmente apresenta-se em forma de lâminas ou em leques. 35 Abril de 2020 4.7 Classificação dos músculos Quanto à origem e inserção: • Origem: extremidade do músculo presa a peça óssea que não se desloca (fixo); 36 Abril de 2020 • Inserção: extremidade do músculo presa a peça óssea que se desloca (móvel). Quanto à forma: • Longos: São encontrados especialmente nos membros. Os mais superficiais são os mais longos, podendo passar duas ou mais articulações. Exemplo: Bíceps braquial. • Curtos: Encontram-se nas articulações cujos movimentos tem pouca amplitude, o que não exclui força nem especialização. Exemplo: Músculos da mão. • Largos: Caracterizam-se por serem laminares. São encontrados nas paredes das grandes cavidades (tórax e abdome). Exemplo: Diafragma. 37 Abril de 2020 Quanto ao tipo: • Paralelo: em forma de cinta; amplitude longa (contração de grande distância); boa resistência; não especialmente fortes. Exemplos: reto do abdome. • Convergente: em forma de leque; força de contração em um único ponto de fixação; mais fortes que o tipo paralelo. Exemplo: peitoral maior. • Esfinctérico: fibras dispostas concentricamente em torno de um orifício; atua como esfíncter quando contraído. Exemplo: orbituar do olho. • Peniforme: muitas fibras por unidade de área; músculos fortes; amplitude curta; cansam depressa. Exemplo: Reto femoral. 38 Abril de 2020 Quanto à disposição da fibra: • Reto: Paralelo à linha média. Ex: Reto abdominal. • Transverso: Perpendicular à linha média. Ex: Transverso abdominal. • Oblíquo: Diagonal à linha média. Ex: Oblíquo externo Quanto à Função: a) Agonistas: São os músculos principais que ativam um movimento específico do corpo, eles se contraem ativamente para produzir um movimento desejado. Ex: Pegar uma chave sobre a mesa, agonistas são os flexores dos dedos. b) Antagonistas: Músculos que se opõem à ação dos agonistas, quando o agonista se contrai, o antagonista relaxa progressivamente, produzindo um movimento suave. Ex: idem anterior, porém os antagonistas são os extensores dos dedos. c) Sinergistas: São aqueles que participam estabilizando as articulações para que não ocorram movimentos indesejáveis durante a ação principal. Ex: idem anterior, os sinergistas são estabilizadores do punho, cotovelo e ombro. 39 Abril de 2020 Vamos aprender e aprender o nome de alguns músculos? 😉 40 Abril de 2020 Vamos aprender e aprender o nome de alguns músculos? 😉 41 Abril de 2020 CAPÍTULO 5 – SISTEMA CARDIOVASCULAR O sistema cardiovascular consiste dos seguintes componentes: • Coração: bombeia o sangue através da circulação • Circulação pulmonar: uma circulação fechada entre o coração e os pulmões para as trocas gasosas • Circulação sistêmica: uma circulação fechada entre o coração e todos os tecidos do corpo Os vasos do sistema circulatório incluem os seguintes: • Artérias: vasos que carreiam sangue para fora do coração • Veias: vasos que retornam sangue para o coração 5.1 Coração O coração, localizado no mediastino torácico (porção mediana do tórax, compreendida entre as cavidades pulmonares é um órgão muscular oco que funciona como uma bomba contrátil-propulsora), e possui quatro câmaras: dois átrios e dois ventrículos. Os átrios e ventrículos estão separados por valvas atrioventriculares (tricúspide no lado direito e bicúspide no lado esquerdo) que previnem o refluxo sanguíneo para os átrios quando os ventrículos se contraem. Da mesma forma, os dois maiores vasos de saída de fluxo, o tronco pulmonar do ventrículo direito e a parte ascendente da aorta do lado esquerdo também possuem valvas denominadas valvas semilunares (valva do tronco pulmonar e valva da aorta). Detalhes das características de cada câmara do coração e suas válvulas estão demonstrados na figura a seguir. Note na figura 3, os átrios foram removidos para melhor visualização das válvulas cardíacas. 42 Abril de 2020 5.2 Envoltórios do coração O coração é protegido por envoltórios. Estes serão apresentados de fora para dentro. Externamente temos o pericárdio fibroso que vai dar sustentação ao coração,em seguida temos o pericárdio seroso o qual se divide em duas lâminas, a lâmina parietal e a lâmina visceral, entre elas vamos ter uma cavidade que chama-se cavidade pericárdica onde vamos ter o líquido pericárdico que permite a movimentação do coração, em seguida temos o músculo cardíaco o miocárdio, e por último mais internamente a lâmina endocárdio. 43 Abril de 2020 5.3 Vasos sanguíneos Os vasos sanguíneos são de três tipos: artérias, veias e capilares. • As artérias levam o sangue do coração e o distribuem para os vários tecidos do corpo por meio de seus ramos. • As veias são vasos que levam o sangue de volta para o coração; multas delas possuem valvas. As veias menores são denominadas vênulas. • Os capilares são vasos microscópicos com a forma de uma rede conectando as arteríolas às vênulas. 44 Abril de 2020 5.4 Sentido do fluxo sanguíneo Ao átrio direito, através das veias cavas inferiores e superior chega o sangue venoso do corpo (com baixa pressão de O2 e alta pressão de CO2). Ele passa ao ventrículo direito através do óstio atrioventricular direito e deste vai ao tronco pulmonar e daí, através das artérias pulmonares direita e esquerda, dirige- se aos pulmões, onde ocorrerá a troca gasosa, com CO2 sendo liberado dos capilares pulmonares para o meio ambiente e com O2 sendo absorvido do meio ambiente para os capilares pulmonares. Estes capilares confluem e, progressivamente, se formam as veias pulmonares que levam sangue rico em O2 para o átrio esquerdo. Deste, o sangue passa ao ventrículo esquerdo através do óstio atrioventricular esquerdo e daí vai para a artéria aorta, que inicia sua distribuição pelo corpo. O trajeto ventrículo esquerdo -> aorta -> artérias de calibres progressivamente menores -> capilares -> veias de calibres progressivamente 45 Abril de 2020 maiores veias cavas superior e inferior -> átrio direito, é chamado de grande circulação ou circulação sistêmica. O trajeto ventrículo direito -> tronco pulmonar -> artérias pulmonares direita e esquerda, com redução progressiva de calibre -> capilares pulmonares -> veias pulmonares com aumento progressivo de calibre -> átrio esquerdo, é chamado de pequena circulação ou circulação pulmonar. 46 Abril de 2020 CAPÍTULO 6 – SISTEMA NERVOSO O sistema nervoso não só controla e coordena as funções de todos os sistemas do organismo como também, ao receber os devidos estímulos, é capaz de interpretá-los e desencadear respostas adequadas a eles. Desta forma, muitas funções do sistema nervoso dependem da vontade (caminhar, por exemplo, é um ato voluntário) e muitas outras ocorrem sem que se tenha consciência delas (a secreção de saliva, por exemplo, ocorre independentemente da vontade). O sistema nervoso é dividido em duas partes principais: • Sistema nervoso central (SNC), composto pelo encéfalo e medula espinhal. • Sistema nervoso periférico (SNP), composto de nervos cranianos e espinhais e seus gânglios associados e ainda, as terminações nervosas. 47 Abril de 2020 O SNC é protegido pelo crânio e pela coluna vertebral. Esta proteção é reforçada pela presença de lâminas de tecido conjuntivo, as meninges. Elas são, de fora para dentro: dura-máter, aracnóide-máter e pia-máter. A dura-máter é a mais espessa delas, sendo que no crânio está associada ao periósteo da face interna dos ossos. A aracnóide-máter está entre a dura-máter e a pia-máter e dela partem fibras delicadas que vão a pia-máter, formando uma rede semelhante a uma teia de aranha. É separada da pia-máter pelo espaço subaracnóideo, onde circula o líquido cérebro-espinhal ou líquor, que tem função de absorver choques. A pia-máter é a mais fina e está intimamente aplicada ao encéfalo e a medula espinhal. 48 Abril de 2020 6.2 Estruturas que compõem o encéfalo o encéfalo humano consiste nas seguintes partes: • Cérebro (córtex cerebral) • Diencéfalo (tálamo, hipotálamo e glândula pineal) • Mesencéfalo (uma parte do tronco encefálico) • Ponte (conecta-se ao cerebelo e ao bulbo; é parte do tronco encefálico) • Bulbo (conecta-se à medula espinal; é parte do tronco encefálico) • Cerebelo O cérebro é dividido em dois grandes hemisférios, sendo caracterizado pelo seu córtex cerebral enrolado, o que aumenta significativamente a área de superfície para os neurônios através do dobramento do tecido em um volume compacto. O córtex cerebral é dividido em quatro lobos visíveis e um lobo que se situa profundamente no córtex externo. 49 Abril de 2020 50 Abril de 2020 6.3 Funções O cérebro responde pelas funções nervosas mais elevadas, contendo centros para interpretação de estímulos bem como centros que iniciam movimentos musculares (voluntários ou reflexos). Ele armazena informações e é responsável também por processos psíquicos altamente elaborados, determinando a inteligência e a personalidade. O cerebelo atua, basicamente, como coordenador dos movimentos da musculatura esquelética e na manutenção do equilíbrio. O tronco encefálico, além de ser a origem de dez dos doze nervos cranianos, é sede de várias funções ligadas ao controle das atividades involuntárias e das emoções. A medula espinal é formada por trinta e um segmentos, cada um dos quais dá origem a um par de nervos espinais. Ela atua como um caminho pelo qual passam impulsos que vão ou vem do encéfalo para várias partes do corpo. 6.4 Anatomia do Cérebro e Medula Espinal A observação atenta de um corte de qualquer área do SNC permite reconhecer áreas escuras e claras que representam, respectivamente, o que se chama de substância cinzenta e substância branca. A substância cinzenta está constituída por corpos de neurônios e a substância branca está constituída, predominantemente, por fibras nervosas mielínicas. No cérebro e no cerebelo a estrutura geral é a mesma: uma massa de substância branca, revestida externamente por uma fina camada de substância cinzenta e tendo no centro massas de substância cinzenta constituindo os núcleos (acúmulos de corpos neuronais dentro do SNC). Na medula, a substância cinzenta forma um eixo central contínuo envolvido por substância branca, enquanto no tronco encefálico a substância cinzenta central não é contínua, apresentando-se fragmentada, formando núcleos. Na figura abaixo, a substancia cinzenta no cérebro corresponde ao rosa mais escuro. Na medula espinal, a substancia cinzenta corresponde a cor azul. 51 Abril de 2020 Os nervos sensitivos e motores são demonstrados na figura abaixo. Note que na substancia cinzenta da medula espinha, uma parte corresponde aos nervos sensitivos e a outra aos nervos motores. Ainda, pode-se observar um disco intervertebral posicionado no corpo da vértebra (quadrado rosa). 52 Abril de 2020 6.5 Anatomia dos Nervos Os nervos do corpo humano são estruturas formadas por fibras nervosas e tecido conjuntivo. Eles são responsáveis pelas transmissões dos impulsos nervosos (impulsos elétricos), conhecidos como “potencial de ação”. Estão distribuídos em todo o corpo humano, e se iniciam no encéfalo e na medula espinhal. Sua principal função é estabelecer a comunicação dos órgãos motores e de sensibilidade, tudo por meio do sistema nervoso central. São classificados em: 53 Abril de 2020 Abaixo pode-se observar os nervos cranianos. Estes podem ser aferentes, eferentes ou mistos. 6.6 Anatomia dos Neurônios Neurônio: é a unidade estrutural e funcional do sistema nervoso que é especializada para a comunicação rápida. Tem a função básica de receber, processar e enviar informações. São células altamente excitáveis que se comunicam entre si ou com outras células efetuadoras, usando basicamenteuma linguagem elétrica. A maioria dos neurônios possui três regiões responsáveis por funções especializadas: corpo celular, dendritos e axônios. 54 Abril de 2020 6.7 Sistema Autônomo Tanto o SN somático quanto o SN visceral possuem uma parte aferente e outra eferente. Denomina-se sistema nervoso autônomo (SNA) a parte eferente do SN visceral. O SNA por sua vez é dividido em duas partes: o sistema simpático e o sistema parassimpático. O simpático estimula as atividades que ocorrem em situações de emergência ou tensão, enquanto o parassimpático é mais ativo nas condições comuns da vida, estimulando atividades que restauram e conservam a energia corporal. O simpático tem origens nas regiões torácica e lombar da medula espinhal, enquanto o parassimpático as tem porções no tronco encefálico e nos segmentos sacrais da medula espinhal. Ambos possuem fibras pré- ganglionares que fazem conexões com gânglios (acúmulo de neurônios fora do SNC) e dos quais partem fibras pós-ganglionares que vão até os órgãos efetuadores; contudo as fibras pré- ganglionares simpáticas são curtas e as pós- ganglionares são longas, enquanto no parassimpático ocorre o contrário. 55 Abril de 2020 6.8 Terminações Nervosas As terminações nervosas existem na extremidade de fibras sensitivas e motoras. Nestas últimas, o exemplo mais típico é a placa motora. Nas primeiras, as terminações nervosas são estruturas especializadas para receber estímulos físicos ou químicos na superfície ou no interior do corpo. Na figura abaixo, o exemplo é a derme. Nela temos terminações nervosas que nos permitem perceber mudanças de temperaturas, como por exemplo frio, calor, etc. A terminações nervosas captam o estímulo e os levam para o SNC, onde a informação é processada e ocorrendo uma resposta por parte do SNC, ao local do estímulo. 56 Abril de 2020 57 Abril de 2020 CAPÍTULO 7 – SISTEMA RESPIRATÓRIO O sistema respiratório fornece o oxigênio ao corpo para suas necessidades metabólicas e elimina o dióxido de carbono. Estruturalmente, o sistema respiratório está composto de: • Nariz e seios paranasais • Faringe e suas subdivisões: parte nasal da faringe, parte oral da faringe e parte laríngea da faringe • Laringe • Traqueia • Brônquios, bronquíolos, ductos e sáculos alveolares e alvéolos • Pulmões Funcionalmente, o sistema respiratório realiza cinco funções básicas: • Filtra, umidifica e movimenta o ar para dentro e para fora dos pulmões • Proporciona uma grande área de superfície para a troca gasosa com o sangue • Ajuda a regular o pH dos fluidos corporais • Participa na vocalização • Ajuda o sistema olfatório na detecção de odores 58 Abril de 2020 7.1 Nariz: Formado por ossos e cartilagens, apresenta duas aberturas, as narinas, que permitem a entrada do ar. • A cavidade nasal é o espaço situado posteriormente ao nariz e é dividida medianamente pelo septo nasal. As paredes laterais da cavidade nasal apresentam saliências, as conchas nasais que aumentam a superfície de contato entre o ar e a mucosa da cavidade nasal. Esta mucosa filtra, aquece e umidifica o ar inspirado. • Os seios paranasais são cavidades existentes em alguns ossos do crânio e que se abrem na cavidade nasal. Seu revestimento é contínuo e idêntico ao da cavidade nasal. Além de reduzirem o peso do crânio, apresentam as mesmas funções da cavidade nasal. 59 Abril de 2020 7.2 Faringe Apresenta três partes: nasofaringe, orofaringe e laringofaringe. Destas três, a nasofaringe é, exclusivamente, via aérea. A laringofaringe é somente via digestiva e a oro faringe é um caminho comum ao ar e aos alimentos. Da orofaringe o ar inspirado vai para a laringe. 60 Abril de 2020 7.3 Laringe Atua como passagem de ar e ajuda a evitar, através do reflexo da tosse, que corpos estranhos penetrem na traqueia. Além disto, elas contem as pregas vocais (errônea e popularmente chamadas de cordas vocais), saliências músculo-ligamentares em sua luz, que produzem os sons básicos da fala, por vibrarem com a passagem do ar durante a expiração. A movimentação das pregas vocais as leva a maior ou menor tensão (o que regula se os sons serão mais ou menos agudos) e a uma maior ou menor aproximação mediana (o que produz sons mais ou menos intensos). 7.4 Traqueia Além de servir de passagem de ar também ajuda a aquecê-lo e a umidificá- lo. Termina dividindo-se em brônquios principais direito e esquerdo. 7.5 Brônquios e Pulmões Os brônquios se ramificam progressivamente, formando a árvore bronquial, que leva o ar da traqueia aos alvéolos pulmonares. 61 Abril de 2020 Os pulmões são formados pelo conjunto dos alvéolos, da maior parte da árvore bronquial e de tecidos de sustentação. O pulmão direito é constituído por 3 lobos, enquanto o pulmão esquerdo por 2. Os detalhes dos órgãos que compõem o sistema respiratório são apresentados a seguir. 7.6 Mecanismo da Respiração A inspiração (entrada do ar) e a expiração (saída do ar) são acompanhadas de alterações dos diâmetros da caixa torácica. Para que a inspiração ocorra é necessário que o tórax se expanda, reduzindo assim a pressão dentro dele, o que vai permitir a expansão dos tecidos pulmonares e a sucção do ar do meio ambiente. Esta expansão do tórax ocorre no diâmetro crânio- podálico à custa da contração e consequente abaixamento (em direção ao abdome) do músculo diafragma, constituindo o principal movimento inspiratório. Os diâmetros látero lateral e anteroposterior aumentam devido movimento das costelas. A expiração, ao contrário da inspiração, que 62 Abril de 2020 sempre envolve gasto energético, quando feita de forma tranquila, o que ocorre habitualmente, é passiva, sem gasto de energia, pois é feita à custa da energia potencial acumulada nas fibras elásticas pulmonares, distendidas durante a inspiração (como uma borracha estirada volta a seu tamanho original sem ser preciso empregar energia). CAPÍTULO 8 – SISTEMA URINÁRIO O sistema urinário inclui os seguintes componentes: • Rins: órgãos retroperitoneais pares que filtram o plasma e produzem a urina; eles estão localizados superiormente na parede abdominal posterior, exatamente anterior aos músculos • Ureteres: fluem retroperitonealmente dos rins até a pelve e transportam a urina dos rins até a bexiga urinária • Bexiga urinária: repousa subperitonealmente na região anterior da pelve, estoca a urina e, quando apropriado, libera a urina por meio da uretra • Uretra: flui da bexiga urinária até o meio externo As funções dos rins: 63 Abril de 2020 • Filtrar o plasma e começar o processo da formação da urina • Reabsorver eletrólitos importantes, moléculas orgânicas, vitaminas e a água do filtrado • Excretar os restos metabólicos, metabólitos e substâncias químicas estranhas, tais como drogas • Regular o volume, a composição e o pH do líquido • Secretar hormônios que regulam a pressão sanguínea, a eritropoiese e o metabolismo do cálcio • Transportar a urina até os ureteres, que, então, conduzem a urina para a bexiga 8.1 Rins, Néfrons O néfron é a unidade funcional dos rins. Estes têm como função a produção do ultrafiltrado do plasma sanguíneo e eventualmente forma a urina, consiste nos seguintes elementos: • Glomérulos: um tufo de capilares formados pelas arteríolas aferentes, que é envolvido pela cápsula glomerular, sendo responsável pela filtração do plasma • Túbulo contorcido proximal (TCP): conectado ao glomérulo, ele recebe o ultrafiltrado e o transporta para a alça de Henle 64 Abril de 2020 • Alça de Henle: consiste em um túbulo longo único de espessura variável, sendo revestidopor células epiteliais que estão envolvidas na reabsorção e na secreção ao longo da extensão do túbulo • Túbulo contorcido distal (TCD): recebe o líquido tubular remanescente da alça de Henle, monitora a sua osmolaridade e transporta o líquido para o ducto coletor • Ducto coletor: porção terminal do néfron onde a concentração final da urina é “finamente ajustada” antes que ela seja transportada para os cálices menores Abaixo é demonstrada as estruturas que compõem os rins. Note o zoom seguido pelas setas. 8.2 Ureter: Os néfrons desembocam em dutos coletores, que se unem para formar canais cada vez mais grossos. A fusão dos dutos origina um canal único, denominado ureter, que deixa o rim em direção à bexiga urinária. 65 Abril de 2020 8.3 Bexiga: A bexiga urinária repousa subperitonealmente atrás da sínfi se púbica. A bexiga estoca a urina até que ela seja apropriadamente eliminada (urinação), podendo reter acima de 800 a 1.000 L de urina. 8. 4 Uretra: A uretra é um tubo que parte da bexiga e termina, na mulher, na região vulvar e, no homem, na extremidade do pênis. Sua comunicação com a bexiga mantém-se fechada por anéis musculares - chamados esfíncteres. Quando a musculatura desses anéis se relaxa e a musculatura da parede da bexiga contrai-se, urinamos 8.5 Processo de Formação da Urina • O sangue chega nos glomérulos através das aterias aferentes. O filtrado glomerular passa para o túbulo contorcido proximal, ocorrendo transporte ativo de sódio de volta para o sangue. Processo este estimulado pelo hormônio chamado aldosterona (das suprarrenais). • Na alça de Henle, há reabsorção de água, e a urina primária torna-se mais concentrada. Este é o local de maior reabsorção de água. • No túbulo contorcido distal volta a acontecer o transporte ativo, com reabsorção de glicose e aminoácidos. Mas neste local também há reabsorção passiva de água, estimulada pelo ADH (hormônio antidiurético). • O líquido que chega aos tubos coletores já não contém mais aminoácidos, glicose ou vitaminas, o seu teor de água é relativamente pequeno, e ele já pode ser considerado urina. A urina segue através dos ureteres em direção a bexiga, onde será armazenada até que seja excretada. • Substâncias reabsorvidas: Água, Glicose, Eletrólitos, Aminoácidos, Vitaminas. 66 Abril de 2020 • Substâncias excretadas: Água, Ureia, Ácido Úrico, Amônia, Creatinina, Resíduos metabólicos. 67 Abril de 2020 CAPÍTULO 9 - SISTEMA DIGESTÓRIO O sistema digestório consiste em um tubo revestido por epitélio, que começa com a cavidade oral e se estende até o canal anal, e também inclui as glândulas associadas ao trato gastrointestinal (GI), como, por exemplo: • Glândulas salivares: três glândulas maiores e milhares de microscópicas glândulas salivares menores espalhadas por toda a mucosa oral • Fígado: a maior glândula no corpo • Vesícula biliar: armazena e concentra a bile necessária para a digestão da gordura • Pâncreas: um órgão exócrino (enzimas digestivas) e endócrino O tubo revestido por epitélio, que é o trato GI, mede aproximadamente 8 m da boca ao canal anal, incluindo as seguintes cavidades e estruturas viscerais: • Cavidade oral: língua, dentes e glândulas salivares • Faringe: subdividida em parte nasal da faringe, parte oral da faringe e parte laríngea da faringe • Esôfago • Estômago • Intestino delgado: subdividido em duodeno, jejuno e íleo • Intestino grosso: subdividido em ceco, colo ascendente, colo transverso, colo descendente, colo sigmoide, reto e canal anal 68 Abril de 2020 9.2 Boca Adaptada a receber os alimentos e iniciar o processo de digestão. Também atua como órgão da fala e do prazer. As bochechas são seu limite lateral, enquanto que os lábios a delimitam superior e inferiormente. Os lábios são muito móveis e possuem grande variedade e quantidade de receptores sensitivos, utilizados para analisar as características do alimento. 9.3 Dentes Vinte na infância, e trinta e dois na fase adulta. Atuam cortando os alimentos em pedaços pequenos, aumentando assim a área exposta às ações digestivas. 69 Abril de 2020 9.4 Língua Basicamente, uma estrutura muscular revestida por mucosa que atua misturando o alimento com a saliva e encaminhando-o à faringe. A superfície irregular da língua, além de facilitar a movimentação dos alimentos também apresenta receptores gustativos. 9.5. Palato Forma o teto da cavidade bucal e apresenta duas partes, o palato duro, ósseo e o palato mole, muscular. Este se move e ajuda a ocluir a comunicação com a cavidade nasal durante a passagem dos alimentos em direção à faringe. 9.6. Faringe e Esôfago Atuam, somente, como tubos condutores, levando o alimento da boca até ao estômago. A faringe é dividida em nasofaringe, orofaringe e laringofaringe. Destas três, a nasofaringe é, exclusivamente, via aérea. A laringofaringe é somente via digestiva e a oro faringe é um caminho comum ao ar e aos alimentos. A deglutição dos alimentos se inicia com eles sendo misturados com a saliva, na boca, e empurrados para a orofaringe. A seguir, reflexos involuntários encaminham o alimento até ao esôfago, do qual é encaminhado ao estômago. 9.7 Estômago Recebe os alimentos, mistura-os com o suco gástrico, absorve-os (limitadamente) e os encaminha ao intestino delgado. 9.8 Intestino Delgado Composto de três partes (duodeno, jejuno e ílio) mede, no vivo, cerca de 3 a 4 metros de comprimento. Ele recebe o bolo alimentar do estômago, mistura- o com secreções provenientes do pâncreas, da vesícula biliar e completa o processo de digestão, absorvendo seus produtos e encaminhando seus resíduos ao intestino grosso. 9.9 Intestino Grosso Formado pelo ceco, pelos colos ascendentes, transverso, descendente e sigmoide, pelo reto e pelo canal anal, recebe os resíduos da digestão vindos do 70 Abril de 2020 intestino delgado, reabsorve a água e os eletrólitos neles contidos e forma e estoca as fezes. Estas consistem de material não digerido, água, eletrólitos, secreções mucosas e bactérias 9.10 Glândulas Anexas 9. 10.1. Glândulas Salivares Secretam a saliva, a qual umedece os alimentos, facilita a mastigação, possibilita a gustação, inicia a digestão e ajuda a limpar a língua. Existem três pares de glândulas salivares maiores (parótida, submandibular e sublingual) e um número variável de glândulas salivares menores disseminadas pela cavidade oral. 9.10.2 Pâncreas Estreitamente relacionado com o duodeno, produz o suco pancreático, Além disto, tem ações como glândula endócrina, produzindo dois hormônios, a insulina e o glucagon, que atuam no metabolismo dos açúcares. 9.10.3 Fígado É a maior glândula do corpo humano. Além de produzir diversas substâncias fundamentais para a vida, ele atua na digestão através da produção da bile, a qual é armazenada, concentrada e excretada pela vesícula biliar. 71 Abril de 2020 CAPÍTULO 10 – SISTEMA ENDÓCRINO O Sistema Endócrino é o conjunto de glândulas responsáveis pela produção dos hormônios que são lançados no sangue e percorrem o corpo até chegar aos órgãos-alvo sobre os quais atuam. Junto com o sistema nervoso, o sistema endócrino coordena todas as funções do nosso corpo. O hipotálamo, um grupo de células nervosas localizadas na base do encéfalo, faz a integração entre esses dois sistemas. Componentes: • Hipófise • Hipotálamo • Glândula Tireóide • Timo • Coração • Estômago • Pâncreas • Intestinos • Glândulas supra-renais • Ovários • Testículos https://www.todamateria.com.br/sistema-nervoso/ 72 Abril de 2020 CAPÍTULO 11 – SISTEMA REPRODUTOR11.1 Masculino: Componentes e Funções: • Pênis – órgão pelo qual o homem urina e ejacula (durante a ereção) • Uretra - Canal comum ao sistema urinário e reprodutor, conduz a urina e o esperma ao exterior. • Próstata – glândula que contribui para a formação do esperma. • Ducto deferente (2)- tubos que ligam os testículos à uretra • Vesícula seminal(2)- glândulas que produzem liquido indispensável à vida dos espermatozóides. • Testículos (2) -Produzem as gâmetas masculinas, os espermatozóides • Escroto – saco de pele que contém o testículo. 73 Abril de 2020 11.2 Feminino: Componentes e Funções O sistema reprodutor feminino é responsável pela produção dos hormônios progesterona e estrógeno e também pela produção dos gametas femininos. Além disso, é nesse sistema que encontramos o útero, órgão em que ocorre o desenvolvimento do bebê durante a gestação. ➢ Órgãos externos do sistema reprodutor feminino Os órgãos externos do sistema reprodutor feminino, também chamados de vulva, são os lábios maiores, os lábios menores e o clitóris. • Lábios maiores: São dobras de pele, ricas em tecido adiposo, que protegem e circundam o restante da vulva. • Lábios menores: Essas estruturas, que são dobras da mucosa vaginal, delimitam a abertura da vagina e da uretra. • Clitóris: É uma estrutura homóloga ao pênis. Também apresenta corpos eréteis, os quais terminam em uma glande clitoridiana e um prepúcio. Durante a excitação sexual, esse órgão se preenche de sangue. É um dos pontos mais sensíveis do corpo da mulher, fato explicado pela grande quantidade de terminações nervosas. ➢ Órgãos internos do sistema reprodutor feminino O sistema genital feminino apresenta como órgãos internos o ovário, as tubas uterinas, o útero e a vagina. • Ovários: Os ovários são estruturas em forma de amêndoas que apresentam como função a produção dos gametas femininos (ovócitos secundários) e dos hormônios femininos (estrógeno e progesterona). Na região cortical do ovário, localizam-se os folículos, os quais são o conjunto formado pelo ovócito e pelas células que o envolvem. O folículo maduro rompe-se e libera o ovócito na ovulação, que acontece em torno do 14º dia de um ciclo de 28 dias. Na ruptura do folículo, forma-se o corpo lúteo que também secreta progesterona e estrógeno. • Tubas uterinas: As tubas uterinas são tubos musculares de cerca de 12 cm de comprimento. Uma das extremidades abre-se na cavidade peritoneal próximo ao ovário e a outra porção se abre no interior do útero. A parte que https://www.biologianet.com/anatomia-fisiologia-animal/sistema-reprodutor.htm 74 Abril de 2020 se abre próxima ao ovário possui espécies de prolongamentos denominados de fímbrias. É geralmente nas tubas uterinas que ocorre a fecundação. Contrações peristálticas e cílios presentes nesse órgão auxiliam no transporte do óvulo até o útero. • Útero: O útero é um órgão em formato de pera que apresenta três partes principais: o corpo, o fundo e o colo uterino. Sua parede é formada por três camadas: a mais externa é uma camada delgada serosa, a intermediária é o miométrio, formado por músculo liso, e a mais interna é o endométrio. Essa última camada, ricamente vascularizada, é parcialmente eliminada na menstruação. É nesse órgão que o bebê se desenvolve. • Vagina: A vagina é um órgão muscular e elástico no qual o pênis é introduzido durante a cópula. Esse órgão conecta o sistema ao exterior e é o local de saída da criança no parto normal. https://www.biologianet.com/embriologia-reproducao-humana/fecundacao.htm 75 Abril de 2020 76 Abril de 2020 Mamas As mamas são constituídas por tecido adiposo, tecido conjuntivo e tecido glandular, além de vasos sanguíneos, vasos linfáticos e fibras nervosas. Sua função das mamas é produzir o leite que serve de alimento para os bebês. 77 Abril de 2020 12– REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Princípios de anatomia e fisiologia / Gerard J. Tortora, Bryan Derrickson, 12ª edição, 2010 Netter, anatomia para colorir / John T. Hansen, 2010