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1 Abril de 2020 
 
 
 
 
ANATOMIA HUMANA 
 
 
 
 
Material de estudo modo EAD 
 
MSc. Patrícia Alves 
patrícia.biomed12@gmail.com 
 
Extensão universitária - Lago Sul 
 
Abril 2020 
mailto:patrícia.biomed12@gmail.com
 
2 Abril de 2020 
SUMÁRIO 
 
CAPÍTULO 1 – HISTÓRIA DA ANATOMIA HUMANA .......................................................5 
CAPÍTULO 2 – CONCEITOS ANATÔMICOS ......................................................................7 
2.1 Normal, variação anatômica, anomalia e monstruosidade ............................. 7 
2.2 Posição Anatômica ............................................................................................... 8 
2.3 Divisão do corpo humano ................................................................................... 8 
2.4 Planos de delimitação e secção do corpo humano ......................................... 9 
2.5 Termos Anatômicos de Relação: ...................................................................... 10 
CAPÍTULO 3 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA ÓSSEO ....................................................13 
3.1 Estrutura Óssea e Classificação ....................................................................... 13 
3.1 Esqueleto Axial ................................................................................................... 16 
3.2 Esqueleto Apendicular ....................................................................................... 22 
3.3 Articulações ........................................................................................................ 25 
3.3.1 Classificação das articulações ........................................................................25 
CAPÍTULO 4 – SISTEMA MUSCULAR ..............................................................................30 
4.1 Funções dos Músculos ...................................................................................... 31 
4.2 Tecido muscular .................................................................................................. 31 
4.3 Organização da Fibra Muscular ........................................................................ 32 
4.4 Anatomia Microscópica da Fibra Muscular ..................................................... 33 
4.5 Célula Muscular .................................................................................................. 34 
4.6 Componentes Anatômicos dos Músculos Estriados: .................................... 34 
4.7 Classificação dos músculos ............................................................................. 35 
CAPÍTULO 5 – SISTEMA CARDIOVASCULAR................................................................41 
5.1 Coração ................................................................................................................ 41 
5.2 Envoltórios do coração ...................................................................................... 42 
5.3 Vasos sanguíneos .............................................................................................. 43 
5.4 Sentido do fluxo sanguíneo .............................................................................. 44 
CAPÍTULO 6 – SISTEMA NERVOSO .................................................................................46 
6.2 Estruturas que compõem o encéfalo ............................................................... 48 
6.3 Funções ............................................................................................................... 50 
6.4 Anatomia do Cérebro e Medula Espinal .......................................................... 50 
6.5 Anatomia dos Nervos ......................................................................................... 52 
6.6 Anatomia dos Neurônios ................................................................................... 53 
6.7 Sistema Autônomo ............................................................................................. 54 
6.8 Terminações Nervosas ...................................................................................... 55 
CAPÍTULO 7 – SISTEMA RESPIRATÓRIO .......................................................................57 
 
3 Abril de 2020 
7.1 Nariz: .................................................................................................................... 58 
7.2 Faringe ................................................................................................................. 59 
7.3 Laringe ................................................................................................................. 60 
7.4 Traqueia ............................................................................................................... 60 
7.5 Brônquios e Pulmões ......................................................................................... 60 
7.6 Mecanismo da Respiração ................................................................................ 61 
CAPÍTULO 8 – SISTEMA URINÁRIO .................................................................................62 
8.1 Rins, Néfrons ....................................................................................................... 63 
8.2 Ureter: .................................................................................................................. 64 
8.3 Bexiga: ................................................................................................................. 65 
8. 4 Uretra: ................................................................................................................. 65 
8.5 Processo de Formação da Urina ...................................................................... 65 
CAPÍTULO 9 - SISTEMA DIGESTÓRIO .............................................................................67 
9.2 Boca ..................................................................................................................... 68 
9.3 Dentes .................................................................................................................. 68 
9.4 Língua .................................................................................................................. 69 
9.5. Palato .................................................................................................................. 69 
9.6. Faringe e Esôfago .............................................................................................. 69 
9.7 Estômago ............................................................................................................. 69 
9.8 Intestino Delgado ................................................................................................ 69 
9.9 Intestino Grosso ................................................................................................. 69 
9.10 Glândulas Anexas ............................................................................................. 70 
9. 10.1. Glândulas Salivares .......................................................................................70 
9.10.2 Pâncreas ..............................................................................................................70 
9.10.3 Fígado ..................................................................................................................70 
CAPÍTULO 10 – SISTEMA ENDÓCRINO ...........................................................................71 
CAPÍTULO 11 – SISTEMA REPRODUTOR .......................................................................72 
11.1 Masculino: Componentes e Funções: .....................................................................72 
11.2 Feminino: Componentes e Funções .............................................................. 73 
12– REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................77 
 
 
 
 
 
 
4 Abril de 2020 
Antes de iniciarmos nosso estudo de AnatomiaHumana, faz-se necessário 
saber que todo o conhecimento que temos na atualidade se deu desde os 
primórdios com estudos comparativos utilizando animais e mais tarde, corpos 
humanos. Todo e qualquer estudo que seja necessário a utilização de cadáver 
de qualquer espécie, é de suma importância que este seja levado com muita 
seriedade. Para isso, antes dos nossos estudos, segue um parágrafo para nossa 
reflexão, agradecimento e respeito. 
 
Oração ao Cadáver Desconhecido 
 
Ao curvar-te com a lâmina rija de teu bisturi sobre o cadáver desconhecido, 
lembra-te de que este corpo nasceu do amor de duas almas; cresceu embalado 
pela fé e esperança daquela que, em seu seio, o agasalhou, sorriu e sonhou os 
mesmos sonhos das crianças e dos jovens; por certo amou e foi amado e sentiu 
saudades dos outros que partiram, acalentou um amanhã feliz e agora jaz na fria 
lousa, sem que, por ele, se tivesse derramado uma lágrima sequer, sem que 
tivesse uma só prece. Seu nome só Deus o sabe, mas o destino inexorável deu-
lhe o poder e a grandeza de servir a humanidade que por ele passou indiferente. 
(Karel Rabistansky, 1976). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 Abril de 2020 
CAPÍTULO 1 – HISTÓRIA DA ANATOMIA HUMANA 
 
As primeiras descrições anatômicas foram encontradas em papiros por 
volta de 1600 a. C, no Egito. Na Grécia a Anatomia Humana foi ensinada por 
Hipócrates (460 – 377 a.C), considerado o pai da medicina e um fundador desta 
ciência, contribuindo com a escrita de vários livros. A primeira pessoa a utilizar 
o termo anatome, uma palavra grega que significa “cortar em pedaços ou 
separar”. Foi Aristóteles (384-322 a.C). 
Já na época depois de Cristo, Galeno (129 – 217 D.C), médico e filósofo 
romano de origem grega, contribuiu muito nos estudos de anatomia, fisiologia, 
patologia, farmacologia, neurologia e filosofia. Naquela época as dissecações 
eram proibidas por razões éticas e religiosas. Então, no Séc. ll d.C fazia 
dissecações em animais e as comparava com o corpo humano, ou seja, os 
estudos eram comparativos e estes apresentavam muitos erros. 
No início da idade moderna, Andreas Vesalius (1514 – 1564 d.C), médico 
e anatomista belga, após ter realizado várias dissecações em corpos humanos, 
as reproduziu perfeitamente em sua obra, “Humanis Corporis Fabrica”, 
publicada em 1543. Esta marcou uma nova era na história da medicina. 
Entre os séculos 17 e 18 estudo da anatomia floresceu com o advento da 
imprensa, que facilitou a divulgação e a troca de ideias. Devido ao estudo da 
anatomia ser muito calcado na observação e em desenhos, a popularidade dos 
anatomistas estava relacionada à sua capacidade e talento em desenhar. Nesta 
época, anatomistas publicaram tratados extraordinários e atlas esplêndidos com 
ilustrações que introduziram novos padrões para a representação do corpo 
humano. 
Hieronymus Fabricius (1533 – 1619), foi responsável pela construção em 
1594 do famoso anfiteatro anatômico em Pádua, onde lecionou por 50 anos. 
William Harvey (1578–1657) foi um médico inglês que estudou na Universidade 
de Pádua, discípulo de Fabricius, estudou a circulação do sangue. 
A escassez de cadáveres para dissecação e demonstrações anatômicas 
levou o uso de meios ilegais (suspeitas) para obtenção de corpos humanos. 
Então, em 1832 na Gran-Bretanha, com o Anatomy Act, estabelecia 
determinações legais para que as escolas de medicina recebessem cadáveres 
 
6 Abril de 2020 
não reclamados e doados para estudos anatômicos. Isso abriu caminho para leis 
semelhantes em outros países. 
Abaixo, segue uma ilustração da linha do tempo referente aos estudos de 
Anatomia Humana. Para mais detalhes a respeito da história, consultar material 
complementar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 Abril de 2020 
CAPÍTULO 2 – CONCEITOS ANATÔMICOS 
 
A Anatomia (anã = em partes + tomein = cortar) estuda macroscopicamente 
a constituição dos seres, identificando órgãos e sistemas. Por ser antiga, é 
considerada uma ciência-mãe, uma vez que dá suporte para as demais ciências 
biológicas, o que permite a identificação e o estabelecimento conceitual dos 
sistemas orgânicos. Vários anos foram necessários para que uma linguagem 
padrão fosse estabelecida pelos anatomistas. A nomenclatura anatômica, como 
foi chamada essa linguagem universal, tornou possível a padronização nominal 
das estruturas do corpo, diminuindo o vasto dicionário de termos anatômicos 
existentes, além de constituir um avanço no campo conciliatório entre os 
anatomistas do mundo inteiro. 
 
2.1 Normal, variação anatômica, anomalia e monstruosidade 
 
Normal, para o anatomista, é o estatisticamente mais comum, ou seja, o 
que é encontrado na maioria dos casos. Variação anatômica é qualquer fuga do 
padrão sem prejuízo da função, ex: dextrocardia (ápice do coração voltado para 
o lado direito, ao invés de estar voltado para o lado esquerdo). Anomalia: É uma 
alteração da forma ou posição do órgão, que causa prejuízo na função, porém é 
compatível com a vida. Ex: lábio leporino. Monstruosidade: É uma alteração da 
forma ou posição de um órgão, que causa prejuízo na função, e é incompatível 
com a vida. 
 
 
 
 
 
8 Abril de 2020 
2.2 Posição Anatômica 
 
Para evitar o uso de termos diferentes nas descrições anatômicas, 
considerandose que a posição pode ser variável, optou-se por uma posição 
padrão, denominada posição de descrição anatômica (posição anatômica). 
Deste modo, os anatomistas, quando escrevem seus textos, referem-se ao 
objeto de descrição considerando o indivíduo como se estivesse sempre na 
posição padronizada. Nela o indivíduo está em posição ereta (em pé, posição 
ortostática ou bípede), com a face voltada para frente, o olhar dirigido para o 
horizonte, membros superiores estendidos, aplicados ao tronco e com as palmas 
voltadas para frente, membros inferiores unidos, com as pontas dos pés dirigidas 
para frente. 
 
 
2.3 Divisão do corpo humano 
 
O corpo humano divide-se em cabeça, pescoço, tronco e membros. A 
cabeça corresponde à extremidade superior do corpo estando unido ao tronco 
por uma porção estreitada, o pescoço. O tronco compreende o tórax e o abdome 
com as respectivas cavidades torácica e abdominal; a cavidade abdominal 
prolonga-se inferiormente na cavidade pélvica. Dos membros, dois são 
superiores ou torácicos e dois inferiores ou pélvicos. Cada membro apresenta 
uma raiz, pela qual está ligada ao tronco, e uma parte livre. 
 
 
9 Abril de 2020 
 
 
2.4 Planos de delimitação e secção do corpo humano 
 
• Plano sagital mediano: Plano vertical que passa longitudinalmente através 
do corpo, dividindo-o em duas metades, direita e esquerda. chama-se, 
genericamente, de planos sagitais aos planos verticais que passam através do 
corpo, paralelos ao plano mediano. Qualquer plano paralelo ao plano mediano é 
sagital, por definição. 
• Plano coronal ou frontal: São planos verticais que passam através do 
corpo em ângulos retos com o plano mediano, dividindo-o em partes anterior 
(frente) e posterior (de trás). 
• Plano transverso (horizontal ou axial): São planos que passam através do 
corpo em ângulos retos com os planos coronais e mediano. Divide o corpo em partes 
superior e inferior. 
 
 
10 Abril de 2020 
2.5 Termos Anatômicos de Relação: 
 
A situação e a posição das estruturas anatômicas são indicadas em função dos 
planos de delimitação e secção. 
■ Anterior/ ventral/ frontal: na direção da frente do corpo. 
■ Posterior / dorsal: na direção das costas (traseiro). 
■ Superior / cranial: na direção da parte superior do corpo. 
■ Inferior / caudal: na direção da parte inferior do corpo. 
■ Proximal: próximo da raiz do membro. Na direção do tronco. 
■ Distal: afastado da raiz do membro. Longe do tronco, ou do ponto de 
inserção. 
■ Superficial: mais perto da superfície do corpo. 
■ Profundo: mais afastado da superfície do corpo.Abaixo, segue a figura demonstrando os temos anatômicos de relação. 
 
 
2.6 Termos de Movimentos 
Na análise de movimento realizado, a determinação do eixo de movimento 
realizado é feita obedecendo a regra, segundo a qual, a direção do eixo de 
movimento é sempre perpendicular ao plano no qual se realiza o movimento. 
 
11 Abril de 2020 
Assim, todo movimento é realizado em um plano determinado e o seu eixo de 
movimento é perpendicular àquele plano. 
• Abdução (ABD): É o deslocamento do membro da sua posição 
anatômica, provocando afastamento da linha média 
• Adução (AD): O membro se move em direção a linha média do corpo 
• Rotação medial: traz a face anterior de um membro para mais perto do 
plano mediano 
• Rotação lateral: leva a face anterior para longe do plano mediano. 
• Flexão (FLEX): Ocorre aproximação das extremidades mais distantes de 
dois ossos (seguimentos proximal e distal). 
• Extensão (EXT): Ocorre afastamento das extremidades de dois ossos 
(seguimentos proximal e distal). 
• Supinação (SUP): palma da mão volta-se para anteriormente, enquanto 
seu dorso aparece posteriormente 
• Pronação (PRON): palma da mão volta-se posteriormente, enquanto seu 
dorso aparece anteriormente 
• Eversão (EV): planta do pé é girada para fora ou lateralmente 
• Inversão (INV): planta do pé é girada para dentro ou medialmente 
• Dorsiflexão (DFLEX): movimento de flexão na articulação do tornozelo, 
como acontece quando se caminha morro acima ou se levantam os dedos 
do solo 
• Plantiflexão (PFLEX): dobra o pé ou dedos em direção a face plantar, 
quando se fica em pé ou na ponta dos dedos. 
 
Note que os termos de movimento estão abreviados entre parêntese e 
podem ser identificados na figura abaixo. 
 
 
12 Abril de 2020 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 Abril de 2020 
CAPÍTULO 3 – INTRODUÇÃO AO SISTEMA ÓSSEO 
 
Sistema esquelético (ou esqueleto) humano consiste em um conjunto de 
ossos, cartilagens e ligamentos que se interligam para formar o arcabouço do 
corpo e desempenhar várias funções, tais como: proteção (para órgãos como o 
coração, pulmões e sistema nervoso central); sustentação e conformação do 
corpo; local de armazenamento de cálcio e fósforo (durante a gravidez a 
calcificação fetal se faz, em grande parte, pela reabsorção destes elementos 
armazenados no organismo materno); sistema de alavancas que 
movimentadas pelos músculos permitem os deslocamentos do corpo, no todo 
ou em parte e, finalmente, local de produção de várias células do sangue. 
 
3.1 Estrutura Óssea e Classificação 
 
O esqueleto humano é dividido em duas regiões descritivas: axial e 
apendicular. 
O osso é uma forma especializada de tecido conjuntivo, sendo constituído 
de células e matriz extracelular. A matriz é mineralizada com fosfato de cálcio 
(cristais de hidroxiapatita), conferindo a ela uma textura rígida e servindo como 
um reservatório de cálcio significativo. Os ossos são classificados em: 
• Compacto: tecido ósseo denso que forma a camada mais externa do osso. 
• Esponjoso: osso trabecular que contém uma rede de trabéculas finas (ou 
espículas) de tecido ósseo, encontradas nas epífises dos ossos longos. 
 
Um osso longo típico apresenta os seguintes elementos estruturais: 
• Diáfise: o corpo do osso 
• Epífise: duas extremidades expandidas do osso que são recobertas por 
cartilagem articular 
• Metáfise: localizada entre a diáfise e as epífises, consiste na região cônica 
adjacente à área onde ocorrerá o crescimento ativo do osso 
• Cavidade medular: a porção central da diáfise de muitos ossos longos; 
contém células-tronco que produzem células do sangue. 
 
14 Abril de 2020 
 
A formação óssea ocorre amplamente através da deposição de matriz 
(osteoide), que se torna calcificada mais tarde, e através da reabsorção óssea. 
Portanto, a formação óssea é um processo dinâmico, assim como qualquer outro 
tecido vivo do corpo. Três tipos celulares principais participam deste processo: 
• Osteoblastos: células que formam osso novo através da deposição de 
osteoide 
• Osteócitos: células ósseas maduras (previamente osteoblastos) que se 
tornam envolvidas por matriz óssea calcificada, sendo responsáveis pela 
manutenção desta matriz 
• Osteoclastos: células grandes que dissolvem a matriz óssea 
enzimaticamente e são comumente encontradas nas áreas de 
remodelamento ósseo ativo 
 
Há várias maneiras de classificar os ossos. Uma delas é classificá-los por 
sua posição topográfica, reconhecendo-se ossos axiais (que pertencem ao 
esqueleto axial) e apendiculares (que fazem parte do esqueleto apendicular). 
Entretanto, a classificação mais difundida é aquela que leva em consideração a 
forma dos ossos, classificando-os segundo a relação entre suas dimensões 
lineares (comprimento, largura ou espessura), em ossos longos, curtos, 
laminares e irregulares. 
• Osso longo: Seu comprimento é consideravelmente maior que a largura e a 
espessura. Consiste em um corpo ou diáfise e duas extremidades ou epífises. A 
 
15 Abril de 2020 
diáfise apresenta, em seu interior, uma cavidade, o canal medular, que aloja a 
medula óssea. Exemplos típicos são os ossos do esqueleto apendicular: fêmur, 
úmero, rádio, ulna, tíbia, fíbula, falanges. 
• Osso laminar: Seu comprimento e sua largura são equivalentes, 
predominando sobre a espessura. Ossos do crânio, como o parietal, frontal, 
occipital e outros como a escápula e o osso do quadril, são exemplos bem 
demonstrativos. São também chamados (impropriamente) de ossos planos. 
• Osso curto: Apresenta equivalência das três dimensões. Os ossos do carpo 
e do tarso são excelentes exemplos. 
• Osso irregular: Apresenta uma morfologia complexa não encontrando 
correspondência em formas geométricas conhecidas. As vértebras e osso 
temporal são exemplos marcantes. 
• Osso pneumático: Apresenta uma ou mais cavidades, de volume variável, 
revestidas de mucosa e contendo ar. Estas cavidades recebem o nome de sinus 
ou seio. Os ossos pneumáticos estão situados no crânio: frontal, maxilar, 
temporal, etmoide e esfenoide. 
A figura abaixo demonstra estruturas ósseas segundo sua classificação e 
localização. 
 
 
16 Abril de 2020 
O esqueleto humano é dividido em duas regiões descritivas: axial e 
apendicular. 
• Esqueleto axial: os ossos do crânio, coluna vertebral, costelas e esterno (eles 
formam o “eixo” ou linha central do corpo) 
• Esqueleto apendicular: os ossos dos membros, incluindo o cíngulo do 
membro superior (ombro) e o cíngulo do membro inferior (eles incluem os 
membros superiores e inferiores que se prendem ao esqueleto axial) 
 
Abaixo, temos uma visão anterior e posterior do esqueleto axial (azul) e 
esqueleto apendicular (amarelo). 
 
 
3.1 Esqueleto Axial 
 
O esqueleto axial inclui 80 ossos: 
• O crânio e os ossos associados (ossículos da audição e o osso hioide) são 
responsáveis por 29 ossos 
• A caixa torácica (esterno e costelas) é responsável por 25 ossos 
• A coluna vertebral é responsável por 26 ossos 
 
 
17 Abril de 2020 
Abaixo é apresentado a tabela com os ossos que compõem o esqueleto 
axial: 
 
Seguem as estruturas ósseas que compõem o sistema ósseo axial: 
 
 
18 Abril de 2020 
 
 
 
No tronco destaca-se a coluna vertebral que é uma haste forte e flexível. A 
flexibilidade é sua principal característica, pois as vértebras apresentam 
mobilidade entre si. A estabilidade é fornecida por sua estrutura ligamentar e 
osteomuscular. Entre suas funções, temos: proteção da medula espinhal, 
 
19 Abril de 2020 
movimentação e marcha, manutenção da posição ereta, suporte do peso 
corporal e ligação de todas as suas regiões desde a occipital até o sacro. Os 33 
corpos vertebrais constituem os principais pilares da coluna, todos eles com 
características próprias, sendo: 
 
■ 7 vértebras cervicais - móveis 
■ 12 vértebras torácicas- móveis 
■ 5 vértebras lombares - móveis 
■ 1 sacro (fusão de 5 sacrais) - imóvel 
■ 1 cóccix (fusão de 4 coccígeas) - imóveis 
 
As vértebras são conectadas entre si pelas articulações posteriores entre 
os corpos vertebrais e os arcos neurais. Elas se articulam de modo a conferir 
estabilidade e flexibilidade à coluna, atributos necessários para a mobilidade do 
tronco, postura, equilíbrio e suporte de peso, e em seu interior o canal vertebral, 
eixo central que contém a medula espinhal. 
 
 
 
20 Abril de 2020 
A região cervical da coluna é composta de sete vértebras. As duas 
primeiras vértebras cervicais são únicas e denominadas atlas (C1) e áxis (C2). 
A primeira vértebra (C1) segura a cabeça no pescoço, recebendo este nome por 
causa do deus “Atlas”, que segurou o mundo sobre seus ombros. A vértebra áxis 
(C2) é o ponto de articulação no qual a cabeça gira sobre o pescoço, fornecendo 
um eixo de rotação. A região cervical é uma porção bastante móvel da coluna, 
permitindo fl exão e extensão, assim como rotação e inclinação lateral. 
 
 
 
A caixa torácica é parte do esqueleto axial e inclui o esterno (na linha 
mediana) e 12 pares de costelas. As costelas 1 a 7 articulam-se diretamente 
com o esterno e denominadas costelas verdadeiras. As costelas 8 a 10 
articulam-se com as cartilagens costais das costelas acima e denominadas 
costelas falsas. As costelas 11 e 12 articulam-se somente com as vértebras e 
denominadas costelas flutuantes. 
 
 
21 Abril de 2020 
 
 
Sacro: uma fusão de cinco vértebras sacrais da coluna vertebral. Cóccix: a 
extremidade terminal da coluna vertebral (um remanescente de nossa cauda 
embrionária). 
 
 
 
 
 
22 Abril de 2020 
3.2 Esqueleto Apendicular 
 
O esqueleto apendicular inclui 134 ossos: 
• O cíngulo do membro superior (clavícula e escápula) é responsável por 4 
ossos 
• Os membros superiores são responsáveis por 64 ossos 
• O cíngulo do membro inferior (osso do quadril) é responsável por 2 ossos 
• Os membros inferiores são responsáveis por 64 ossos 
 
Abaixo, temos uma visão anterior e posterior do esqueleto apendicular em 
amarelo: 
 
 
23 Abril de 2020 
Membros superiores 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
24 Abril de 2020 
Membros inferiores 
 
 
 
25 Abril de 2020 
3.3 Articulações 
 
Os ossos unem-se uns aos outros para constituir o esqueleto. Esta união 
não tem a finalidade exclusiva de colocar os ossos em contato, mas também de 
permitir mobilidade e elasticidade ao esqueleto. Esta união não se faz da mesma 
maneira entre todos os ossos, assim, uma maior ou uma menos possibilidade de 
movimento varia de acordo com o tipo de união. 
 
3.3.1 Classificação das articulações 
 
As junturas são classificadas em três grandes grupos: fibrosas, cartilaginosas e 
sinoviais, cuja definição é feita de acordo com o elemento estrutural encontrado 
em cada tipo de juntura. 
 
 
 
• ARTICULAÇÕES FIBROSAS: São formadas por tecido conjuntivo fibroso e 
conferem mais elasticidade do que mobilidade; são encontradas principalmente 
no crânio. É evidente que a mobilidade nestas junturas é extremamente 
reduzida, embora o tecido conjuntivo interposto confira certa elasticidade ao 
crânio. Dentro das articulações fibrosas, dois subtipos podem ser listados, a 
saber: suturas e sindesmoses. Abaixo, podemos visualizar as articulações do 
tipo fibrosa. 
 
 
26 Abril de 2020 
 
 
• ARTICULAÇÕES CARTILAGINOSAS: Apresentam também pouca 
mobilidade, são constituídas por cartilagem que pode ser hialina (cartilagem 
articular que representa a porção do osso que não foi invadida pela ossificação) 
ou fibrosa. Se na articulação o elemento encontrado for cartilagem hialina, ela 
será classificada como articulação cartilaginosa sincondrose; se cartilagem 
fibrosa, articulação cartilaginosa sínfise. 
 
 
 
 
27 Abril de 2020 
• ARTICULAÇÕES SINOVIAIS: Apresentam como elemento estrutural a 
sinóvia, um líquido viscoso que permite a mobilidade da junção óssea com o 
mínimo de atrito entre as extremidades do osso. Encontramos nesse tipo de 
articulação uma cápsula articular, que envolve a articulação, e uma cavidade 
articular onde se encontra o liquido sinovial. Dessa forma, a cápsula articular, a 
cavidade articular e o líquido sinovial são características das articulações 
sinoviais. 
 
 
 
Os critérios utilizados para classificar as articulações sinoviais são: a forma das 
superfícies ósseas que entram em contato e o movimento realizado por elas, de 
forma que as articulações sinoviais podem ser classificadas em: plana, gínglimo, 
trocóide, condilar, em sela e esferoide. 
 
• Plana: As superfícies articulares são planas ou ligeiramente curvas, 
permitindo deslizamento de uma superfície sobre a outra em qualquer 
direção. Exemplo: articulação sacro-ilíaca. 
• Gínglimo: Denominado também de dobradiça refere-se muito mais ao 
movimento do que à forma das superfícies articulares: realizam flexão e 
extensão. Exemplo: articulação do cotovelo. 
• Trocóide: Permite rotação. Exemplo: articulação rádio-ulnar proximal 
responsável pelos movimentos de pronação e supinação do antebraço. Na 
 
28 Abril de 2020 
pronação ocorre uma rotação medial do rádio e na supinação, rotação 
lateral. 
• Condilar: As superfícies articulares são elípticas. Permitem flexão, 
extensão, abdução e adução, mas não permitem a rotação. Exemplo: 
articulação rádiocárpica (ou do punho), articulação têmporo mandibular. 
• Em sela: A superfície articular de uma peça esquelética tem a forma de sela, 
apresentando concavidade num sentido e convexidade em outro, e se 
encaixa numa segunda peça onde convexidade e concavidades 
apresentam-se no sentido inverso da primeira. Permite flexão, extensão, 
abdução, adução e rotação (consequentemente circundação). Exemplo: 
articulação carpo-metacárpico do polegar. 
• Esferoide: As superfícies articulares são segmentos de esferas e se 
encaixam em receptáculos ocos. Permitem movimentos de flexão, extensão, 
adução, abdução, rotação e circundação. Exemplo: articulação do ombro 
(entre úmero e escápula) e do quadril (entre o osso do quadril e o fêmur). 
 
 
29 Abril de 2020 
Meniscos, com sua forma de meia lua são encontrados na articulação do 
joelho e disco intra-articular nas articulações esterno clavicular e têmporo 
mandibular. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
30 Abril de 2020 
CAPÍTULO 4 – SISTEMA MUSCULAR 
 
O tecido muscular contribui para a homeostasia produzindo os movimentos 
corporais, movimentando substâncias pelo corpo e produzindo calor para manter 
a temperatura do corpo normal. Embora os ossos forneçam força mecânica (de 
alavanca) e formem o arcabouço do corpo, não podem mover, sozinhos, partes 
do corpo. O movimento resulta da alternância entre contração e relaxamento dos 
músculos, que constituem 40-50% do peso total do corpo adulto. 
Os tecidos musculares são classificados em: 
• Músculo estriado esquelético: músculos do esqueleto humano. 
• Músculo estriado cardíaco: presente no coração. 
• Músculo liso: presentes em órgãos viscerais. 
 
O ser vivo é disposto de uma variedade de músculos que estão fixados 
em regiões posterior, anterior, lateral e medial no corpo humano. Abaixo está 
demonstrado os três tipos musculares e localizações. 
 
 
 
31 Abril de 2020 
4.1 Funções dos Músculos 
 
Diversas são as atividades desempenhadas pelos músculos, tais como: 
• Contração muscular; 
• Locomoção; 
• Sustentação; 
• Proteção; 
• Regulação de temperatura; 
• Respiração; 
• Elasticidade; 
• Flexibilidade. 
 
4.2 Tecido muscular 
 
O tecido muscular esquelético é assim chamado porque a maioria dos 
músculos esqueléticos movimenta os ossos do esqueleto. O tecido muscular 
esquelético atua, basicamente, de forma voluntária. Sua atividade pode ser 
conscientemente controladapelos neurônios (células nervosas) que são parte 
da divisão somática (voluntária) do sistema nervoso. 
Apenas o coração contém o tecido muscular cardíaco, que forma a maior 
parte da parede do coração. O músculo cardíaco também é estriado, mas sua 
ação é involuntária. A contração e o relaxamento alternados do coração não são 
controlados conscientemente. Ao contrário, o coração bate porque possui um 
marca-passo que inicia cada contração. 
O tecido muscular liso localiza-se nas paredes das estruturas internas 
ocas, como os vasos sanguíneos, as vias respiratórias e a maioria dos órgãos 
situados na cavidade abdominopélvica. O tecido também é encontrado na pele, 
fixado aos folículos pilosos. Ao microscópio, esse tecido não apresenta as 
estriações do tecido muscular cardíaco e esquelético. Por essa razão, parece 
não estriado, motivo pelo qual é chamado de liso. A ação do músculo liso 
normalmente é involuntária, 
Na figura abaixo, podemos observar os tipos de tecido muscular e suas 
diferenças microscópicas. 
 
 
32 Abril de 2020 
 
4.3 Organização da Fibra Muscular 
 
• Um músculo = muitos feixes de 
fibras; 
• Feixe de fibras = milhares de fibras; 
• 1 fibra = 1 célula; 
• Célula: milhares de miofibrilas; 
• Miofibrila: inúmeros sarcômeros; 
• Sarcômero: proteínas contráteis 
(actina e miosina). Menor unidade 
contrátil da fibra muscular. 
 
 
 
33 Abril de 2020 
 4.4 Anatomia Microscópica da Fibra Muscular 
 
Toda a célula muscular contém filamentos protéicos contráteis de dois 
tipos: actina e miosina. Esses miofilamentos (ou miofibrilas) são diferenciados 
um do outro pelo peso molecular, maior no filamento de miosina. Ao microscópio 
eletrônico, a actina aparece sob a forma de filamentos finos, enquanto a miosina 
é representada por filamentos grossos (vistos na figura anterior). A interação da 
actina com a miosina é o grande evento desencadeador da contração muscular, 
pode ser visto na figura abaixo. 
Note que as unidades de actina e miosina que se repetem ao longo da 
miofibrila e estas são chamadas de sarcômeros. As faixas mais externas dos 
sarcômeros, claras, são denominadas de banda I e contêm apenas filamentos 
de actina. A faixa central mais escura é denominada banda A. As extremidades 
da banda A são formadas por filamentos de actina e miosina sobrepostos, 
enquanto a sua região mediana mais clara, denominada banda H, contém 
apenas miosina. As linhas Z constituem o ponto onde se originam os filamentos 
de actina. Os filamentos de miosina ficam intercalados com os de actina. Note 
na Figura A o músculo relaxado e na Figura C completamente contraído. 
Observe a diferença entre ambas. 
 
 
34 Abril de 2020 
4.5 Célula Muscular 
 
A célula muscular está sob o controle do sistema nervoso. O nervo motor 
transmite o impulso na placa motora, que por sua vez, transmite à célula 
muscular. A figura demonstra fibras musculares ligadas à neurônios motores, por 
onde chegam os impulsos elétricos para execução de algum movimento. 
 
 
4.6 Componentes Anatômicos dos Músculos Estriados: 
 
• Ventre Muscular é a porção contrátil do músculo, constituída por fibras 
musculares que se contraem. Constitui o corpo do músculo (porção carnosa). 
• Tendão é um elemento de tecido conjuntivo, ricos em fibras colágenas e que 
serve para fixação do ventre, em ossos, no tecido subcutâneo e em cápsulas 
articulares. Possuem aspecto morfológico de fitas ou de cilindros. 
• Aponeurose é uma estrutura formada por tecido conjuntivo. Membrana que 
envolve grupos musculares. Geralmente apresenta-se em forma de lâminas ou 
em leques. 
 
 
 
 
 
35 Abril de 2020 
 
 
 
 
4.7 Classificação dos músculos 
 
 Quanto à origem e inserção: 
• Origem: extremidade do músculo presa a peça óssea que não se desloca 
(fixo); 
 
36 Abril de 2020 
• Inserção: extremidade do músculo presa a peça óssea que se desloca 
(móvel). 
 
 
Quanto à forma: 
• Longos: São encontrados especialmente nos membros. Os mais superficiais 
são os mais longos, podendo passar duas ou mais articulações. Exemplo: Bíceps 
braquial. 
• Curtos: Encontram-se nas articulações cujos movimentos tem pouca 
amplitude, o que não exclui força nem especialização. Exemplo: Músculos da 
mão. 
• Largos: Caracterizam-se por serem laminares. São encontrados nas paredes 
das grandes cavidades (tórax e abdome). Exemplo: Diafragma. 
 
 
37 Abril de 2020 
Quanto ao tipo: 
• Paralelo: em forma de cinta; amplitude longa (contração de grande distância); 
boa resistência; não especialmente fortes. Exemplos: reto do abdome. 
• Convergente: em forma de leque; força de contração em um único ponto de 
fixação; mais fortes que o tipo paralelo. Exemplo: peitoral maior. 
• Esfinctérico: fibras dispostas concentricamente em torno de um orifício; atua 
como esfíncter quando contraído. Exemplo: orbituar do olho. 
• Peniforme: muitas fibras por unidade de área; músculos fortes; amplitude 
curta; cansam depressa. Exemplo: Reto femoral. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
38 Abril de 2020 
Quanto à disposição da fibra: 
• Reto: Paralelo à linha média. Ex: Reto abdominal. 
• Transverso: Perpendicular à linha média. Ex: Transverso abdominal. 
• Oblíquo: Diagonal à linha média. Ex: Oblíquo externo 
 
 
Quanto à Função: 
 
a) Agonistas: São os músculos principais que ativam um movimento específico 
do corpo, eles se contraem ativamente para produzir um movimento desejado. 
Ex: Pegar uma chave sobre a mesa, agonistas são os flexores dos dedos. 
 
b) Antagonistas: Músculos que se opõem à ação dos agonistas, quando o 
agonista se contrai, o antagonista relaxa progressivamente, produzindo um 
movimento suave. Ex: idem anterior, porém os antagonistas são os extensores 
dos dedos. 
 
c) Sinergistas: São aqueles que participam estabilizando as articulações para 
que não ocorram movimentos indesejáveis durante a ação principal. Ex: idem 
anterior, os sinergistas são estabilizadores do punho, cotovelo e ombro. 
 
39 Abril de 2020 
Vamos aprender e aprender o nome de alguns músculos? 😉 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
40 Abril de 2020 
Vamos aprender e aprender o nome de alguns músculos? 😉 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
41 Abril de 2020 
CAPÍTULO 5 – SISTEMA CARDIOVASCULAR 
 
 O sistema cardiovascular consiste dos seguintes componentes: 
• Coração: bombeia o sangue através da circulação 
• Circulação pulmonar: uma circulação fechada entre o coração e os pulmões 
para as trocas gasosas 
• Circulação sistêmica: uma circulação fechada entre o coração e todos os 
tecidos do corpo 
 
Os vasos do sistema circulatório incluem os seguintes: 
• Artérias: vasos que carreiam sangue para fora do coração 
• Veias: vasos que retornam sangue para o coração 
 
 
5.1 Coração 
 
O coração, localizado no mediastino torácico (porção mediana do tórax, 
compreendida entre as cavidades pulmonares é um órgão muscular oco que 
funciona como uma bomba contrátil-propulsora), e possui quatro câmaras: dois 
átrios e dois ventrículos. Os átrios e ventrículos estão separados por valvas 
atrioventriculares (tricúspide no lado direito e bicúspide no lado esquerdo) que 
previnem o refluxo sanguíneo para os átrios quando os ventrículos se contraem. 
Da mesma forma, os dois maiores vasos de saída de fluxo, o tronco pulmonar 
do ventrículo direito e a parte ascendente da aorta do lado esquerdo também 
possuem valvas denominadas valvas semilunares (valva do tronco pulmonar e 
valva da aorta). Detalhes das características de cada câmara do coração e suas 
válvulas estão demonstrados na figura a seguir. Note na figura 3, os átrios foram 
removidos para melhor visualização das válvulas cardíacas. 
 
 
42 Abril de 2020 
 
 
 
 
5.2 Envoltórios do coração 
 
O coração é protegido por envoltórios. Estes serão apresentados de fora 
para dentro. 
Externamente temos o pericárdio fibroso que vai dar sustentação ao 
coração,em seguida temos o pericárdio seroso o qual se divide em duas 
lâminas, a lâmina parietal e a lâmina visceral, entre elas vamos ter uma cavidade 
que chama-se cavidade pericárdica onde vamos ter o líquido pericárdico que 
permite a movimentação do coração, em seguida temos o músculo cardíaco o 
miocárdio, e por último mais internamente a lâmina endocárdio. 
 
43 Abril de 2020 
 
 
5.3 Vasos sanguíneos 
 
Os vasos sanguíneos são de três tipos: artérias, veias e capilares. 
• As artérias levam o sangue do coração e o distribuem para os vários tecidos 
do corpo por meio de seus ramos. 
• As veias são vasos que levam o sangue de volta para o coração; multas delas 
possuem valvas. As veias menores são denominadas vênulas. 
• Os capilares são vasos microscópicos com a forma de uma rede conectando 
as arteríolas às vênulas. 
 
44 Abril de 2020 
 
 
5.4 Sentido do fluxo sanguíneo 
 
Ao átrio direito, através das veias cavas inferiores e superior chega o 
sangue venoso do corpo (com baixa pressão de O2 e alta pressão de CO2). Ele 
passa ao ventrículo direito através do óstio atrioventricular direito e deste vai ao 
tronco pulmonar e daí, através das artérias pulmonares direita e esquerda, dirige-
se aos pulmões, onde ocorrerá a troca gasosa, com CO2 sendo liberado dos 
capilares pulmonares para o meio ambiente e com O2 sendo absorvido do meio 
ambiente para os capilares pulmonares. Estes capilares confluem e, 
progressivamente, se formam as veias pulmonares que levam sangue rico em 
O2 para o átrio esquerdo. Deste, o sangue passa ao ventrículo esquerdo através 
do óstio atrioventricular esquerdo e daí vai para a artéria aorta, que inicia sua 
distribuição pelo corpo. 
O trajeto ventrículo esquerdo -> aorta -> artérias de calibres 
progressivamente menores -> capilares -> veias de calibres progressivamente 
 
45 Abril de 2020 
maiores veias cavas superior e inferior -> átrio direito, é chamado de grande 
circulação ou circulação sistêmica. 
O trajeto ventrículo direito -> tronco pulmonar -> artérias pulmonares direita 
e esquerda, com redução progressiva de calibre -> capilares pulmonares -> veias 
pulmonares com aumento progressivo de calibre -> átrio esquerdo, é chamado 
de pequena circulação ou circulação pulmonar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
46 Abril de 2020 
CAPÍTULO 6 – SISTEMA NERVOSO 
 
O sistema nervoso não só controla e coordena as funções de todos os 
sistemas do organismo como também, ao receber os devidos estímulos, é capaz 
de interpretá-los e desencadear respostas adequadas a eles. Desta forma, 
muitas funções do sistema nervoso dependem da vontade (caminhar, por 
exemplo, é um ato voluntário) e muitas outras ocorrem sem que se tenha 
consciência delas (a secreção de saliva, por exemplo, ocorre 
independentemente da vontade). 
 
O sistema nervoso é dividido em duas partes principais: 
• Sistema nervoso central (SNC), composto pelo encéfalo e medula espinhal. 
• Sistema nervoso periférico (SNP), composto de nervos cranianos e espinhais 
e seus gânglios associados e ainda, as terminações nervosas. 
 
 
 
47 Abril de 2020 
O SNC é protegido pelo crânio e pela coluna vertebral. Esta proteção é 
reforçada pela presença de lâminas de tecido conjuntivo, as meninges. Elas são, 
de fora para dentro: dura-máter, aracnóide-máter e pia-máter. 
A dura-máter é a mais espessa delas, sendo que no crânio está associada 
ao periósteo da face interna dos ossos. 
A aracnóide-máter está entre a dura-máter e a pia-máter e dela partem 
fibras delicadas que vão a pia-máter, formando uma rede semelhante a uma 
teia de aranha. É separada da pia-máter pelo espaço subaracnóideo, onde 
circula o líquido cérebro-espinhal ou líquor, que tem função de absorver 
choques. 
 A pia-máter é a mais fina e está intimamente aplicada ao encéfalo e a 
medula espinhal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
48 Abril de 2020 
6.2 Estruturas que compõem o encéfalo 
 
o encéfalo humano consiste nas seguintes partes: 
• Cérebro (córtex cerebral) 
• Diencéfalo (tálamo, hipotálamo e glândula pineal) 
• Mesencéfalo (uma parte do tronco encefálico) 
• Ponte (conecta-se ao cerebelo e ao bulbo; é parte do tronco encefálico) 
• Bulbo (conecta-se à medula espinal; é parte do tronco encefálico) 
• Cerebelo 
 
 
 
O cérebro é dividido em dois grandes hemisférios, sendo caracterizado pelo 
seu córtex cerebral enrolado, o que aumenta significativamente a área de 
superfície para os neurônios através do dobramento do tecido em um volume 
compacto. O córtex cerebral é dividido em quatro lobos visíveis e um lobo que 
se situa profundamente no córtex externo. 
 
 
49 Abril de 2020 
 
 
50 Abril de 2020 
6.3 Funções 
O cérebro responde pelas funções nervosas mais elevadas, contendo 
centros para interpretação de estímulos bem como centros que iniciam 
movimentos musculares (voluntários ou reflexos). Ele armazena informações e 
é responsável também por processos psíquicos altamente elaborados, 
determinando a inteligência e a personalidade. 
O cerebelo atua, basicamente, como coordenador dos movimentos da 
musculatura esquelética e na manutenção do equilíbrio. 
O tronco encefálico, além de ser a origem de dez dos doze nervos 
cranianos, é sede de várias funções ligadas ao controle das atividades 
involuntárias e das emoções. 
A medula espinal é formada por trinta e um segmentos, cada um dos quais 
dá origem a um par de nervos espinais. Ela atua como um caminho pelo qual 
passam impulsos que vão ou vem do encéfalo para várias partes do corpo. 
 
6.4 Anatomia do Cérebro e Medula Espinal 
 
A observação atenta de um corte de qualquer área do SNC permite 
reconhecer áreas escuras e claras que representam, respectivamente, o que se 
chama de substância cinzenta e substância branca. 
A substância cinzenta está constituída por corpos de neurônios e a 
substância branca está constituída, predominantemente, por fibras nervosas 
mielínicas. 
No cérebro e no cerebelo a estrutura geral é a mesma: uma massa de 
substância branca, revestida externamente por uma fina camada de substância 
cinzenta e tendo no centro massas de substância cinzenta constituindo os 
núcleos (acúmulos de corpos neuronais dentro do SNC). 
Na medula, a substância cinzenta forma um eixo central contínuo envolvido 
por substância branca, enquanto no tronco encefálico a substância cinzenta 
central não é contínua, apresentando-se fragmentada, formando núcleos. 
Na figura abaixo, a substancia cinzenta no cérebro corresponde ao rosa 
mais escuro. Na medula espinal, a substancia cinzenta corresponde a cor azul. 
 
51 Abril de 2020 
 
Os nervos sensitivos e motores são demonstrados na figura abaixo. Note 
que na substancia cinzenta da medula espinha, uma parte corresponde aos 
nervos sensitivos e a outra aos nervos motores. Ainda, pode-se observar um 
disco intervertebral posicionado no corpo da vértebra (quadrado rosa). 
 
 
52 Abril de 2020 
6.5 Anatomia dos Nervos 
 
Os nervos do corpo humano são estruturas formadas por fibras nervosas e 
tecido conjuntivo. Eles são responsáveis pelas transmissões dos impulsos 
nervosos (impulsos elétricos), conhecidos como “potencial de ação”. Estão 
distribuídos em todo o corpo humano, e se iniciam no encéfalo e na medula 
espinhal. Sua principal função é estabelecer a comunicação dos órgãos motores 
e de sensibilidade, tudo por meio do sistema nervoso central. 
 
 
São classificados em: 
 
 
 
53 Abril de 2020 
Abaixo pode-se observar os nervos cranianos. Estes podem ser aferentes, 
eferentes ou mistos. 
 
 
 
6.6 Anatomia dos Neurônios 
 
Neurônio: é a unidade estrutural e funcional do sistema nervoso que é 
especializada para a comunicação rápida. Tem a função básica de receber, 
processar e enviar informações. São células altamente excitáveis que se 
comunicam entre si ou com outras células efetuadoras, usando basicamenteuma linguagem elétrica. A maioria dos neurônios possui três regiões 
responsáveis por funções especializadas: corpo celular, dendritos e axônios. 
 
54 Abril de 2020 
 
 
6.7 Sistema Autônomo 
 
Tanto o SN somático quanto o SN visceral possuem uma parte aferente e 
outra eferente. Denomina-se sistema nervoso autônomo (SNA) a parte eferente 
do SN visceral. O SNA por sua vez é dividido em duas partes: o sistema 
simpático e o sistema parassimpático. 
O simpático estimula as atividades que ocorrem em situações de 
emergência ou tensão, enquanto o parassimpático é mais ativo nas condições 
comuns da vida, estimulando atividades que restauram e conservam a energia 
corporal. 
O simpático tem origens nas regiões torácica e lombar da medula espinhal, 
enquanto o parassimpático as tem porções no tronco encefálico e nos 
segmentos sacrais da medula espinhal. Ambos possuem fibras pré-
ganglionares que fazem conexões com gânglios (acúmulo de neurônios fora do 
SNC) e dos quais partem fibras pós-ganglionares que vão até os órgãos 
efetuadores; contudo as fibras pré- ganglionares simpáticas são curtas e as pós-
ganglionares são longas, enquanto no parassimpático ocorre o contrário. 
 
 
55 Abril de 2020 
 
 
6.8 Terminações Nervosas 
 
As terminações nervosas existem na extremidade de fibras sensitivas e 
motoras. Nestas últimas, o exemplo mais típico é a placa motora. Nas primeiras, 
as terminações nervosas são estruturas especializadas para receber estímulos 
físicos ou químicos na superfície ou no interior do corpo. 
Na figura abaixo, o exemplo é a derme. Nela temos terminações nervosas 
que nos permitem perceber mudanças de temperaturas, como por exemplo frio, 
calor, etc. A terminações nervosas captam o estímulo e os levam para o SNC, 
onde a informação é processada e ocorrendo uma resposta por parte do SNC, 
ao local do estímulo. 
 
 
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57 Abril de 2020 
CAPÍTULO 7 – SISTEMA RESPIRATÓRIO 
 
O sistema respiratório fornece o oxigênio ao corpo para suas necessidades 
metabólicas e elimina o dióxido de carbono. Estruturalmente, o sistema 
respiratório está composto de: 
• Nariz e seios paranasais 
• Faringe e suas subdivisões: parte nasal da faringe, parte oral da faringe 
e parte laríngea da faringe 
• Laringe 
• Traqueia 
• Brônquios, bronquíolos, ductos e sáculos alveolares e alvéolos 
• Pulmões 
 
Funcionalmente, o sistema respiratório realiza cinco funções básicas: 
• Filtra, umidifica e movimenta o ar para dentro e para fora dos pulmões 
• Proporciona uma grande área de superfície para a troca gasosa com o 
sangue 
• Ajuda a regular o pH dos fluidos corporais 
• Participa na vocalização 
• Ajuda o sistema olfatório na detecção de odores 
 
 
 
 
 
 
 
58 Abril de 2020 
 
 
7.1 Nariz: 
 
Formado por ossos e cartilagens, apresenta duas aberturas, as narinas, que 
permitem a entrada do ar. 
• A cavidade nasal é o espaço situado posteriormente ao nariz e é dividida 
medianamente pelo septo nasal. As paredes laterais da cavidade nasal 
apresentam saliências, as conchas nasais que aumentam a superfície de contato 
entre o ar e a mucosa da cavidade nasal. Esta mucosa filtra, aquece e umidifica 
o ar inspirado. 
• Os seios paranasais são cavidades existentes em alguns ossos do crânio e 
que se abrem na cavidade nasal. Seu revestimento é contínuo e idêntico ao da 
cavidade nasal. Além de reduzirem o peso do crânio, apresentam as mesmas 
funções da cavidade nasal. 
 
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7.2 Faringe 
 
Apresenta três partes: nasofaringe, orofaringe e laringofaringe. Destas três, 
a nasofaringe é, exclusivamente, via aérea. A laringofaringe é somente via 
digestiva e a oro faringe é um caminho comum ao ar e aos alimentos. Da 
orofaringe o ar inspirado vai para a laringe. 
 
 
60 Abril de 2020 
 
 
7.3 Laringe 
Atua como passagem de ar e ajuda a evitar, através do reflexo da tosse, 
que corpos estranhos penetrem na traqueia. Além disto, elas contem as pregas 
vocais (errônea e popularmente chamadas de cordas vocais), saliências 
músculo-ligamentares em sua luz, que produzem os sons básicos da fala, por 
vibrarem com a passagem do ar durante a expiração. A movimentação das 
pregas vocais as leva a maior ou menor tensão (o que regula se os sons serão 
mais ou menos agudos) e a uma maior ou menor aproximação mediana (o que 
produz sons mais ou menos intensos). 
 
7.4 Traqueia 
Além de servir de passagem de ar também ajuda a aquecê-lo e a umidificá-
lo. Termina dividindo-se em brônquios principais direito e esquerdo. 
 
7.5 Brônquios e Pulmões 
Os brônquios se ramificam progressivamente, formando a árvore bronquial, 
que leva o ar da traqueia aos alvéolos pulmonares. 
 
61 Abril de 2020 
Os pulmões são formados pelo conjunto dos alvéolos, da maior parte da 
árvore bronquial e de tecidos de sustentação. O pulmão direito é constituído por 
3 lobos, enquanto o pulmão esquerdo por 2. 
Os detalhes dos órgãos que compõem o sistema respiratório são 
apresentados a seguir. 
 
 
 
7.6 Mecanismo da Respiração 
 
A inspiração (entrada do ar) e a expiração (saída do ar) são acompanhadas 
de alterações dos diâmetros da caixa torácica. 
Para que a inspiração ocorra é necessário que o tórax se expanda, 
reduzindo assim a pressão dentro dele, o que vai permitir a expansão dos tecidos 
pulmonares e a sucção do ar do meio ambiente. Esta expansão do tórax ocorre 
no diâmetro crânio- podálico à custa da contração e consequente abaixamento 
(em direção ao abdome) do músculo diafragma, constituindo o principal 
movimento inspiratório. Os diâmetros látero lateral e anteroposterior aumentam 
devido movimento das costelas. A expiração, ao contrário da inspiração, que 
 
62 Abril de 2020 
sempre envolve gasto energético, quando feita de forma tranquila, o que ocorre 
habitualmente, é passiva, sem gasto de energia, pois é feita à custa da energia 
potencial acumulada nas fibras elásticas pulmonares, distendidas durante a 
inspiração (como uma borracha estirada volta a seu tamanho original sem ser 
preciso empregar energia). 
 
 
CAPÍTULO 8 – SISTEMA URINÁRIO 
 
O sistema urinário inclui os seguintes componentes: 
• Rins: órgãos retroperitoneais pares que filtram o plasma e produzem a urina; 
eles estão localizados superiormente na parede abdominal posterior, 
exatamente anterior aos músculos 
• Ureteres: fluem retroperitonealmente dos rins até a pelve e transportam a 
urina dos rins até a bexiga urinária 
• Bexiga urinária: repousa subperitonealmente na região anterior da pelve, 
estoca a urina e, quando apropriado, libera a urina por meio da uretra 
• Uretra: flui da bexiga urinária até o meio externo 
 
As funções dos rins: 
 
63 Abril de 2020 
• Filtrar o plasma e começar o processo da formação da urina 
• Reabsorver eletrólitos importantes, moléculas orgânicas, vitaminas e a água 
do filtrado 
• Excretar os restos metabólicos, metabólitos e substâncias químicas estranhas, 
tais como drogas 
• Regular o volume, a composição e o pH do líquido 
• Secretar hormônios que regulam a pressão sanguínea, a eritropoiese e o 
metabolismo do cálcio 
• Transportar a urina até os ureteres, que, então, conduzem a urina para a bexiga 
 
 
 
8.1 Rins, Néfrons 
 
O néfron é a unidade funcional dos rins. Estes têm como função a produção 
do ultrafiltrado do plasma sanguíneo e eventualmente forma a urina, consiste 
nos seguintes elementos: 
• Glomérulos: um tufo de capilares formados pelas arteríolas aferentes, que é 
envolvido pela cápsula glomerular, sendo responsável pela filtração do plasma 
• Túbulo contorcido proximal (TCP): conectado ao glomérulo, ele recebe o 
ultrafiltrado e o transporta para a alça de Henle 
 
64 Abril de 2020 
• Alça de Henle: consiste em um túbulo longo único de espessura variável, 
sendo revestidopor células epiteliais que estão envolvidas na reabsorção e na 
secreção ao longo da extensão do túbulo 
• Túbulo contorcido distal (TCD): recebe o líquido tubular remanescente da 
alça de Henle, monitora a sua osmolaridade e transporta o líquido para o ducto 
coletor 
• Ducto coletor: porção terminal do néfron onde a concentração final da urina 
é “finamente ajustada” antes que ela seja transportada para os cálices menores 
 
Abaixo é demonstrada as estruturas que compõem os rins. Note o zoom 
seguido pelas setas. 
 
 
8.2 Ureter: 
 
Os néfrons desembocam em dutos coletores, que se unem para formar 
canais cada vez mais grossos. A fusão dos dutos origina um canal único, 
denominado ureter, que deixa o rim em direção à bexiga urinária. 
 
65 Abril de 2020 
8.3 Bexiga: 
 
A bexiga urinária repousa subperitonealmente atrás da sínfi se púbica. A 
bexiga estoca a urina até que ela seja apropriadamente eliminada (urinação), 
podendo reter acima de 800 a 1.000 L de urina. 
 
8. 4 Uretra: 
 
A uretra é um tubo que parte da bexiga e termina, na mulher, na região 
vulvar e, no homem, na extremidade do pênis. Sua comunicação com a bexiga 
mantém-se fechada por anéis musculares - chamados esfíncteres. Quando a 
musculatura desses anéis se relaxa e a musculatura da parede da bexiga 
contrai-se, urinamos 
 
8.5 Processo de Formação da Urina 
 
• O sangue chega nos glomérulos através das aterias aferentes. O filtrado 
glomerular passa para o túbulo contorcido proximal, ocorrendo transporte 
ativo de sódio de volta para o sangue. Processo este estimulado pelo 
hormônio chamado aldosterona (das suprarrenais). 
• Na alça de Henle, há reabsorção de água, e a urina primária torna-se mais 
concentrada. Este é o local de maior reabsorção de água. 
• No túbulo contorcido distal volta a acontecer o transporte ativo, com 
reabsorção de glicose e aminoácidos. Mas neste local também há 
reabsorção passiva de água, estimulada pelo ADH (hormônio 
antidiurético). 
• O líquido que chega aos tubos coletores já não contém mais aminoácidos, 
glicose ou vitaminas, o seu teor de água é relativamente pequeno, e ele 
já pode ser considerado urina. A urina segue através dos ureteres em 
direção a bexiga, onde será armazenada até que seja excretada. 
 
• Substâncias reabsorvidas: Água, Glicose, Eletrólitos, Aminoácidos, 
Vitaminas. 
 
66 Abril de 2020 
• Substâncias excretadas: Água, Ureia, Ácido Úrico, Amônia, Creatinina, 
Resíduos metabólicos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
67 Abril de 2020 
CAPÍTULO 9 - SISTEMA DIGESTÓRIO 
 
O sistema digestório consiste em um tubo revestido por epitélio, que 
começa com a cavidade oral e se estende até o canal anal, e também inclui as 
glândulas associadas ao trato gastrointestinal (GI), como, por exemplo: 
• Glândulas salivares: três glândulas maiores e milhares de microscópicas 
glândulas salivares menores espalhadas por toda a mucosa oral 
• Fígado: a maior glândula no corpo 
• Vesícula biliar: armazena e concentra a bile necessária para a digestão da 
gordura 
• Pâncreas: um órgão exócrino (enzimas digestivas) e endócrino 
 
O tubo revestido por epitélio, que é o trato GI, mede aproximadamente 8 m da 
boca ao canal anal, incluindo as seguintes cavidades e estruturas viscerais: 
• Cavidade oral: língua, dentes e glândulas salivares 
• Faringe: subdividida em parte nasal da faringe, parte oral da faringe e parte 
laríngea da faringe 
• Esôfago 
• Estômago 
• Intestino delgado: subdividido em duodeno, jejuno e íleo 
• Intestino grosso: subdividido em ceco, colo ascendente, colo transverso, colo 
descendente, colo sigmoide, reto e canal anal 
 
 
68 Abril de 2020 
 
 
9.2 Boca 
 Adaptada a receber os alimentos e iniciar o processo de digestão. Também 
atua como órgão da fala e do prazer. As bochechas são seu limite lateral, 
enquanto que os lábios a delimitam superior e inferiormente. Os lábios são muito 
móveis e possuem grande variedade e quantidade de receptores sensitivos, 
utilizados para analisar as características do alimento. 
 
9.3 Dentes 
 Vinte na infância, e trinta e dois na fase adulta. Atuam cortando os 
alimentos em pedaços pequenos, aumentando assim a área exposta às ações 
digestivas. 
 
 
69 Abril de 2020 
9.4 Língua 
Basicamente, uma estrutura muscular revestida por mucosa que atua 
misturando o alimento com a saliva e encaminhando-o à faringe. A superfície 
irregular da língua, além de facilitar a movimentação dos alimentos também 
apresenta receptores gustativos. 
 
9.5. Palato 
 Forma o teto da cavidade bucal e apresenta duas partes, o palato duro, 
ósseo e o palato mole, muscular. Este se move e ajuda a ocluir a comunicação 
com a cavidade nasal durante a passagem dos alimentos em direção à faringe. 
 
9.6. Faringe e Esôfago 
 Atuam, somente, como tubos condutores, levando o alimento da boca até 
ao estômago. A faringe é dividida em nasofaringe, orofaringe e laringofaringe. 
Destas três, a nasofaringe é, exclusivamente, via aérea. A laringofaringe é 
somente via digestiva e a oro faringe é um caminho comum ao ar e aos 
alimentos. A deglutição dos alimentos se inicia com eles sendo misturados com 
a saliva, na boca, e empurrados para a orofaringe. A seguir, reflexos 
involuntários encaminham o alimento até ao esôfago, do qual é encaminhado ao 
estômago. 
 
9.7 Estômago 
 Recebe os alimentos, mistura-os com o suco gástrico, absorve-os 
(limitadamente) e os encaminha ao intestino delgado. 
 
9.8 Intestino Delgado 
 Composto de três partes (duodeno, jejuno e ílio) mede, no vivo, cerca de 
3 a 4 metros de comprimento. Ele recebe o bolo alimentar do estômago, mistura-
o com secreções provenientes do pâncreas, da vesícula biliar e completa o 
processo de digestão, absorvendo seus produtos e encaminhando seus resíduos 
ao intestino grosso. 
 
9.9 Intestino Grosso 
 Formado pelo ceco, pelos colos ascendentes, transverso, descendente e 
sigmoide, pelo reto e pelo canal anal, recebe os resíduos da digestão vindos do 
 
70 Abril de 2020 
intestino delgado, reabsorve a água e os eletrólitos neles contidos e forma e 
estoca as fezes. Estas consistem de material não digerido, água, eletrólitos, 
secreções mucosas e bactérias 
 
9.10 Glândulas Anexas 
 
9. 10.1. Glândulas Salivares 
 Secretam a saliva, a qual umedece os alimentos, facilita a mastigação, 
possibilita a gustação, inicia a digestão e ajuda a limpar a língua. Existem três 
pares de glândulas salivares maiores (parótida, submandibular e sublingual) e 
um número variável de glândulas salivares menores disseminadas pela cavidade 
oral. 
 
 9.10.2 Pâncreas 
 Estreitamente relacionado com o duodeno, produz o suco pancreático, 
Além disto, tem ações como glândula endócrina, produzindo dois hormônios, a 
insulina e o glucagon, que atuam no metabolismo dos açúcares. 
 
9.10.3 Fígado 
 É a maior glândula do corpo humano. Além de produzir diversas 
substâncias fundamentais para a vida, ele atua na digestão através da produção 
da bile, a qual é armazenada, concentrada e excretada pela vesícula biliar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
71 Abril de 2020 
CAPÍTULO 10 – SISTEMA ENDÓCRINO 
 
O Sistema Endócrino é o conjunto de glândulas responsáveis 
pela produção dos hormônios que são lançados no sangue e percorrem o corpo 
até chegar aos órgãos-alvo sobre os quais atuam. Junto com o sistema nervoso, 
o sistema endócrino coordena todas as funções do nosso corpo. O hipotálamo, 
um grupo de células nervosas localizadas na base do encéfalo, faz a integração 
entre esses dois sistemas. 
 
Componentes: 
• Hipófise 
• Hipotálamo 
• Glândula Tireóide 
• Timo 
• Coração 
• Estômago 
• Pâncreas 
• Intestinos 
• Glândulas supra-renais 
• Ovários 
• Testículos
 
 
https://www.todamateria.com.br/sistema-nervoso/
 
72 Abril de 2020 
CAPÍTULO 11 – SISTEMA REPRODUTOR11.1 Masculino: Componentes e Funções: 
 
• Pênis – órgão pelo qual o homem urina e ejacula (durante a ereção) 
• Uretra - Canal comum ao sistema urinário e reprodutor, conduz a urina e o 
esperma ao exterior. 
• Próstata – glândula que contribui para a formação do esperma. 
• Ducto deferente (2)- tubos que ligam os testículos à uretra 
• Vesícula seminal(2)- glândulas que produzem liquido indispensável à vida 
dos espermatozóides. 
• Testículos (2) -Produzem as gâmetas masculinas, os espermatozóides 
• Escroto – saco de pele que contém o testículo. 
 
 
 
 
 
 
 
73 Abril de 2020 
11.2 Feminino: Componentes e Funções 
 
O sistema reprodutor feminino é responsável pela produção 
dos hormônios progesterona e estrógeno e também pela produção dos gametas 
femininos. Além disso, é nesse sistema que encontramos o útero, órgão em que 
ocorre o desenvolvimento do bebê durante a gestação. 
 
➢ Órgãos externos do sistema reprodutor feminino 
Os órgãos externos do sistema reprodutor feminino, também chamados de 
vulva, são os lábios maiores, os lábios menores e o clitóris. 
• Lábios maiores: São dobras de pele, ricas em tecido adiposo, que 
protegem e circundam o restante da vulva. 
• Lábios menores: Essas estruturas, que são dobras da mucosa vaginal, 
delimitam a abertura da vagina e da uretra. 
• Clitóris: É uma estrutura homóloga ao pênis. Também apresenta corpos 
eréteis, os quais terminam em uma glande clitoridiana e um prepúcio. 
Durante a excitação sexual, esse órgão se preenche de sangue. É um dos 
pontos mais sensíveis do corpo da mulher, fato explicado pela grande 
quantidade de terminações nervosas. 
 
➢ Órgãos internos do sistema reprodutor feminino 
O sistema genital feminino apresenta como órgãos internos o ovário, as tubas 
uterinas, o útero e a vagina. 
• Ovários: Os ovários são estruturas em forma de amêndoas que 
apresentam como função a produção dos gametas femininos (ovócitos 
secundários) e dos hormônios femininos (estrógeno e progesterona). Na 
região cortical do ovário, localizam-se os folículos, os quais são o conjunto 
formado pelo ovócito e pelas células que o envolvem. O folículo maduro 
rompe-se e libera o ovócito na ovulação, que acontece em torno do 14º dia 
de um ciclo de 28 dias. Na ruptura do folículo, forma-se o corpo lúteo que 
também secreta progesterona e estrógeno. 
• Tubas uterinas: As tubas uterinas são tubos musculares de cerca de 12 
cm de comprimento. Uma das extremidades abre-se na cavidade peritoneal 
próximo ao ovário e a outra porção se abre no interior do útero. A parte que 
https://www.biologianet.com/anatomia-fisiologia-animal/sistema-reprodutor.htm
 
74 Abril de 2020 
se abre próxima ao ovário possui espécies de prolongamentos 
denominados de fímbrias. É geralmente nas tubas uterinas que ocorre 
a fecundação. Contrações peristálticas e cílios presentes nesse órgão 
auxiliam no transporte do óvulo até o útero. 
• Útero: O útero é um órgão em formato de pera que apresenta três partes 
principais: o corpo, o fundo e o colo uterino. Sua parede é formada por três 
camadas: a mais externa é uma camada delgada serosa, a intermediária é 
o miométrio, formado por músculo liso, e a mais interna é o endométrio. 
Essa última camada, ricamente vascularizada, é parcialmente eliminada 
na menstruação. É nesse órgão que o bebê se desenvolve. 
• Vagina: A vagina é um órgão muscular e elástico no qual o pênis é 
introduzido durante a cópula. Esse órgão conecta o sistema ao exterior e é 
o local de saída da criança no parto normal. 
 
 
https://www.biologianet.com/embriologia-reproducao-humana/fecundacao.htm
 
75 Abril de 2020 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
76 Abril de 2020 
Mamas 
As mamas são constituídas por tecido adiposo, tecido conjuntivo e tecido 
glandular, além de vasos sanguíneos, vasos linfáticos e fibras nervosas. Sua 
função das mamas é produzir o leite que serve de alimento para os bebês. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
77 Abril de 2020 
12– REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
Princípios de anatomia e fisiologia / Gerard J. Tortora, Bryan Derrickson, 12ª 
edição, 2010 
Netter, anatomia para colorir / John T. Hansen, 2010

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