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TEMPLATE PADRÃO ÚNICO DO DESAFIO PROFISSIONAL ORIENTAÇÕES IMPORTANTES ANTES DE COMEÇAR: Este é o template padrão único para a realização do seu Desafio Profissional. Para todas as disciplinas, o template será o mesmo. O que muda é a proposta do seu desafio. Portanto, para que você conheça o desafio proposto para a sua disciplina, é preciso: 1) Acessar o seu AVA; 2) Clicar na disciplina que será avaliada; 3) Entrar em “Notas e Avaliações”; 4) Clicar em “Responder Avaliação III”. Além disto, é fundamental que você faça a leitura atenta da questão na íntegra antes de iniciar o preenchimento deste template. Agora, vamos às etapas de realização do seu desafio profissional. ETAPA 1: Apresentação do Desafio Profissional Seu papel ativo nesta etapa é apenas ler tudo com atenção e entender qual solução (ou soluções) você apresentará ao final da atividade. Então, leia todas as orientações da Etapa 1 do seu Desafio Profissional. ETAPA 2: Materiais de referência (ambientação) do seu Desafio Profissional Nesta etapa, você deve analisar os materiais de referência e eleger três aspectos mais relevantes na solução do desafio. Por exemplo: uma estratégia inovadora, uma decisão polêmica ou uma atitude inesperada. Seu papel ativo nesta etapa é apontar esses três aspectos e justificar suas escolhas. Estudante, escreva aqui os três aspectos e justifique suas escolhas. Anote assim neste template: o que chamou atenção + por quê. A cidadania não deve entendida de forma passiva restrita ao pertencimento formal a uma organização, mas como participação efetiva nos processos decisórios e na construção coletiva da vida social. A baixa presença de mulheres, jovens, pessoas com deficiência e comunidades quilombolas nos espaços de participação da cooperativa revela a negação dessa cidadania ativa. A ausência de protagonismo social desses grupos limita a diversidade de perspectivas e enfraquece a função social da cooperativa, que deveria atuar como espaço democrático, inclusivo e transformador no território em que está inserida. ETAPA 3: Levantamento de conceitos teóricos Aqui, você deve aproximar a teoria da prática. Seu papel ativo nesta etapa é pesquisar conceitos, autores, teorias etc., que possibilitem a compreensão da solução do desafio. Para isto, faça uma lista comentada de conceitos-chave, cada um explicado em duas ou três linhas. Por exemplo: Nome do conceito → definição curta → como ajuda a entender o caso. Lembre-se de que é como montar uma “maleta de ferramentas teóricas” para usar na próxima etapa. É fundamental promover ações de formação cidadã e sensibilização interna,envolvendo todos os cooperados, especialmente os membros mais antigos, para fortalecer a compreensão de que diversidade e inclusão não são pautas exclusivas de grandes empresas, mas responsabilidades coletivas. O estímulo ao diálogo intercultural, a revisão dos processos de adesão à cooperativa e a adaptação da comunicação institucional são medidas alinhadas ao protagonismo social, pois reconhecem os sujeitos como agentes ativos da transformação social e não apenas como beneficiários passivos das decisões organizacionais. ETAPA 4: Aplicação dos conceitos teóricos ao Desafio Profissional Neste momento, você deve começar a construção da sua análise. É aqui que você vai usar sua “maleta de ferramentas” para solucionar o desafio. Seu papel ativo nesta etapa é aplicar cada conceito que julgue importante e conectá-lo com algo que acontece na situação analisada. Você fará isso por meio de uma lista de tópicos, respondendo: Como o conceito X explica o que aconteceu na situação Y? O que a teoria X nos ajuda a entender sobre o problema central? Que soluções possíveis a teoria aponta (e por que elas fazem sentido)? O desafio contribuiu para que pudesse compreender que a cidadania se constrói no cotidiano das relações sociais, especialmente em espaços comunitários como cooperativas. A aplicação dos conceitos teóricos estudados na disciplina possibilitou analisar criticamente a realidade e propor soluções viáveis, reforçando que o protagonismo social é um elemento essencial para o fortalecimento democrático, a inovação social e a legitimidade das organizações perante a sociedade. · CERQUEIRA, Marcone Costa et al. Cidadania e Protagonismo Social. Florianópolis: Arqué,2023.BRASIL. Lei nº 12.288, de 20 de julho de 2010. Estatuto da Igualdade Racial.· A ETAPA 5 É A MAIS IMPORTANTE DE TODO O PROCESSO, POIS É A ETAPA QUE SERÁ AVALIADA! ENTÃO, PRESTE MUITA ATENÇÃO! ETAPA 5 – AVALIATIVA: Redação do produto - Memorial Analítico. Chegou a hora de transformar todo o seu percurso investigativo em um texto claro, bem estruturado e objetivo. Seu papel ativo nesta etapa é desenvolver um Memorial Analítico. Este será o produto final do Desafio Profissional, que será avaliado com nota de zero a dez e terá peso três na média final desta disciplina. Vamos reforçar o que é um memorial analítico? É basicamente você mostrando o caminho que percorreu: o que leu, como interpretou, que teorias usou, que conclusões tirou e o que aprendeu com tudo isso. Para ajudar você, segue o passo a passo do que não pode faltar no Memorial Analítico (ordem recomendada, pois cada item fará parte da composição da sua nota): Resumo do que você descobriu (1 parágrafo) – vale 1 ponto Contextualização do desafio (1 parágrafo): Quem? Onde? Qual a situação? – vale 0,5 ponto Análise (1 parágrafo): use de 2 a 3 conceitos da disciplina, mostrando como eles explicam a situação. Dê exemplos diretos e contextualizados – vale 2 pontos Propostas de solução (até 2 parágrafos): o que você recomenda? Por quê? Qual teoria apoia sua ideia? – vale 3 pontos Conclusão reflexiva (até 2 parágrafos): O que você aprendeu com essa experiência? – vale 2 pontos Referências (somente o que você realmente usou, incluindo o livro) – vale 0,5 ponto Autoavaliação (1 parágrafo): o que você percebeu sobre seu próprio processo de estudo? – vale 1 ponto Checklist rápido antes de entregar: Meu texto não passou de 6000 caracteres. Meus conceitos fazem sentido, e não estão só “porque sim”. Conectei teoria + situação. Apresentei soluções plausíveis. Incluí referências. Mostrei que aprendi algo. Tenho orgulho do que escrevi. Lembre-se de que este trecho deve ser copiado e colado no campo de resposta da questão, dentro de Notas e Avaliações. Lembre-se também de salvar este documento em PDF e colocá-lo como anexo à sua resposta. Durante este desafio cheguei a descobrir que o maior problema da Cooperativa Raízes do Vale não é a falta de intenção, mas a falta de coerência entre o que ela proclama e o que ela pratica. Uma organização pode ter um discurso impecável sobre diversidade e ao mesmo tempo, reproduzir estruturas que silenciam mulheres, excluem quilombolas e tornam invisíveis pessoas com deficiência. Compreender isso exigiu ir além dos números e olhar para os processos, a cultura e as relações de poder que sustentam essa contradição. A Cooperativa Raízes do Vale é uma organização de produção de alimentos orgânicos com 143 cooperados, localizada em uma região com presença de comunidades quilombolas. Apesar de seu discurso institucional de inclusão justiça social, apenas 12 mulheres integram o quadro, nenhuma em posição de liderança, não há cooperados com deficiência e agricultores quilombolas relatam barreiras concretas para aderir. Desafio central é justamente esse: transformar um discurso bonito em prática real. Três conceitos foram fundamentais para compreender a situação. O primeiro é o de coerência institucional: a cooperativa comunica valores que não se refletem em seus dados, o que gera descrédito externo desmotivação interna. O segundo é o de cidadania ativa conceitotrabalhado por Cerqueira et al.(2023), que nos lembra que participar formalmente de uma organização não equivale a exercer cidadania de verdade para isso, é preciso ter voz, vez e poder de decisão. O terceiro é o de barreiras estruturais: os quilombolas não estão fora da cooperativa por desinteresse, mas porque os processos, a linguagem e a cultura organizacional foram construídos sem considerá-los. Quando membros antigos dizem que inclusão "é assunto de grandes empresas", estão sem perceber, naturalizando essas barreiras. A primeira proposta é a criação de um Programa de Protagonismo e Diversidade com metas mensuráveis: percentual mínimo de mulheres em cargosde liderança, processo de adesão adaptado para PCDs e comunidades quilombolas, e assembleias em formatos acessíveis. Aqui o conceito de equidade é essencial não basta oferecer as mesmas condições a todos quando os pontos de partida são diferentes. Mediadores culturais e materiais em linguagem simples e visual são medidas concretas que a teoria intercultural aponta como indispensáveis para alcançar quem historicamente foi deixado de fora. A segunda proposta é investir em formação interna sobre diversidade e protagonismo social, especialmente para os membros mais antigos. Não como imposição, mas como diálogo, mostrar com dados que organizações mais diversas tomam decisões melhores e são mais resili entes. O argumento dos jovens cooperados já aponta esse caminho e a teoria da diversidade institucional confirma que representatividade nos espaços de poder não é pauta indenitária, é estratégia de desenvolvimento. Este desafio me mostrou que inclusão real exige desconforto. É fácil assinar um documento bonito o difícil é revisar processos, abrir mão de privilégios e escutar quem sempre foi silenciado. A Cooperativa Raízes do Vale tem algo valioso: um grupo de jovens que já enxerga o problema e quer mudar. Esse é o ponto de partida mais honesto que uma organização pode ter. Aprendi também que teoria sem prática é ornamento e prática sem teoria é improviso. Conectar conceitos como interseccional idade e protagonismo social a situações reais me deu ferramentas para propor soluções que fazem sentido, não apenas soluções que soam bem. CERQUEIRA, Marcone Costa et al. Cidadania e protagonismo social. Florianópolis: Arqué, 2023. IPEA. O Ipeae a Diversidade Social: em busca de um caminho de inclusão, equidade, respeito e acessibilidade. Disponível em: repositorio.ipea.gov.br BRASIL. Lei nº 12.288/2010 – Estatuto da Igualdade Racial. Disponível em: planalto.gov.br percebi que minha maior dificuldade foi resistir à tentação de ficar só na superfície listar problemas sem de fato analisá-los. O processo de montar a "maleta teórica".