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Público Intervenção Cognitivo- Comportamental: Enfoque e Procedimentos Práticos Por Fernanda Santos Conceitualização cognitiva Público Sou capaz Sou atraente Posso conseguir o que quero Sou capaz de entender problemas e resolvê-los. Exemplos de autoconceit os positivos Público Sou fraco, Sou inferior, Sou detestável, Não sou capaz de fazer nada direito. Exemplo de autoconceitos negativos ou autodepreciati vosEsses autoconceitos negativos emergem com grande força na depressão. Público Os núcleos dos autoconceitos positivos e negativos determinam a direção da autoestima do indivíduo. Quando os autoconceitos positivos são ativados os indivíduos se julgam de modo mais favorável ou seja vivenciam um aumento de sua autoestima. O papel da auto estima é central na depressão. Público Público Funções da Conceituação Público A conceitualização de caso sintetiza a experiência do cliente, a teoria e a pesquisa pertinentes em TCC. Ideias teóricas são integradas à pesquisa e aos aspectos-chave da história pessoal do paciente, sua situação de vida atual, suas crenças e a forma como lida com as situações. Público A conceitualização de caso sintetiza a experiência do cliente, a teoria e a pesquisa pertinentes em TCC. A teoria e a pesquisa baseadas em evidências garantem que o melhor conhecimento disponível informe a nossa compreensão emergente das dificuldades presentes. Público A conceitualização de caso normaliza os problemas apresentados pelos clientes e é validante A conceitualização de caso descreve os problemas em uma linguagem construtiva e ajuda os clientes a entenderem como os problemas se mantêm. A normalização das dificuldades que os clientes apresentam em terapia pode despertar esperança, ajudá-los a verem a relevância pessoal do modelo cognitivo e oferece uma oportunidade de mudança. Público A conceitualização de caso promove o engajamento do cliente. O engajamento na TCC é um pré-requisito para a mudança. A conceitualização de caso frequentemente gera curiosidade e interesse, o que conduz a um engajamento por parte do cliente. Público A conceitualização de caso promove o engajamento do cliente. A maioria dos clientes gosta da conceitualização de caso porque ela oferece uma sensação de domínio das dificuldades e sugere caminhos para alcançar os objetivos. Público A conceitualização de caso pode fazer com que inúmeros problemas complexos pareçam mais possíveis de serem manejados pelos clientes e terapeutas. Um terapeuta descreveu isto como o processo de “transformar a grande confusão em alguma coisa mais palatável”. Público A conceitualização de caso pode fazer com que inúmeros problemas complexos pareçam mais possíveis de serem manejados pelos clientes e terapeutas. Um cliente descreveu como: “Todas estas peças do quebra-cabeça agora se encaixam”. Público A conceitualização de caso orienta a escolha, o foco e a sequência das intervenções. Quando terapeuta e cliente concordam em uma conceitualização, pode então ser formulada uma justificativa clara para que sejam seguidas determinadas abordagens terapêuticas. Público A conceitualização de caso orienta a escolha, o foco e a sequência das intervenções. O desenvolvimento de conceitualizações do caso fornece o mapa do caminho para ajudar terapeuta e cliente a decidirem juntos quais as melhores rotas em direção aos objetivos da terapia. Público A conceitualização de caso pode identificar os pontos fortes e sugerir formas de ajudar a desenvolver a resiliência do cliente.Ela proporciona uma descrição e compreensão da pessoa como um todo, não apenas dos pontos problemáticos. Público A conceitualização de caso pode identificar os pontos fortes e sugerir formas de ajudar a desenvolver a resiliência do cliente.Um foco nos pontos fortes amplia os resultados potenciais da terapia, o alívio do sofrimento e a retomada do funcionamento normal para a melhoria da qualidade de vida do cliente e para o fortalecimento da sua resiliência. Público A conceitualização de caso frequentemente sugere as intervenções com maior relação custo-benefício. Uma abordagem de conceitualização de caso pode propiciar isso quando ajuda terapeutas e clientes a escolherem a forma mais eficiente de trabalhar em direção aos objetivos da terapia. Público A conceitualização de caso antecipa e aborda os problemas na terapia. Toda a conceitualização possibilita que o terapeuta formule hipóteses sobre problemas que provavelmente surgirão na terapia. Por exemplo, pode-se esperar que um cliente avaliado para grupo de TCC que sofre de depressão com comorbidade com fobia social tenha crenças e temores que venham a interferir em sua participação na terapia de grupo. Público A conceitualização de caso antecipa e aborda os problemas na terapia. As possíveis crenças incluem: “A terapia de grupo não vai me ajudar porque eu sou menos capaz do que os outros”, “As pessoas do grupo vão ver como eu sou inadequado”, ou “Eu vou ficar tão ansioso que vou ter vontade de escapar”. Público A conceitualização de caso nos ajuda a compreender a não resposta à terapia e sugere rotas alternativas para a mudança. A não resposta pode, por exemplo, ser o resultado de uma desesperança permanente ou de evitação firmemente estabelecida. Público A conceitualização de caso estrutura o pensamento e a discussão do supervisor e supervisionado. A conceitualizaç ão de caso possibilita supervisão e consulta de alta qualidade Público Público Também chamada de Conceituação Cognitiva. Explicar ao paciente o Modelo Cognitivo. Usar exemplos cotidianos, ter certeza de que ele entendeu a relação entre pensamento, emoção e comportamento. Fazer a conceitualização previamente e discuti-la com seu supervisor, caso tenha dúvidas. Construir a conceituação com o paciente na sessão. Antes da Conceitualizaç ão Cognitiva Público Fazer na sessão algumas situações para que o paciente identifique: Situação / PA / Emoção e Comportamento. Dar como tarefa de casa a identificação de outras situações que geram sintomas ou incomodam o paciente (de diferentes áreas da vida do paciente). Deixar que ele registre no Diagrama de Conceitualização Cognitiva as situações. Fazer o significado do PA com o paciente na sessão. Primeira Etapa da Conceitualização Público Após levantar várias situações, pedir que o paciente identifique o que elas têm em comum. Mapa de conceitualização. Com base no Significado do PA, deduzir junto com o paciente quais podem ser suas Crenças centrais. Com base nas Crenças centrais deduzir as Crenças regra ou intermediárias. Identificar as Estratégias compensatórias (mantenedoras e protetoras do Sistema de Crenças). Segunda Etapa da Conceitualização Público Público Tríade cognitiva Categorias a serem levantadas Relacionamentos Interpessoais Relacionamento Familiar Trabalho Passado Saúde Mental Religião Sobre si Situação 1: Discussões Conjugais Mudança de cidade Entrevistas de emprego Refletindo sobre o passado Refletindo sobre seus sintomas Aborto realizado Pensamento Automático (PA): “Quero estar o tempo todo controlando ele (marido)” “Eles me abandonaram” “Não me sinto preparada e acho que vou ser reprovada” “Não sou quem eu gostaria de ser” “Gostaria de ser uma pessoa que pensa uma coisa pro resto da vida ou até que provem o contrário”. “Eu perdi Deus e minha família” Significado do PA: Vulnerabilidade Abandono Incapacidade Inadequação Inadequação Vulnerabilidade Emoção e Reação fisiológica (RF): Ansiedade Tristeza Ansiedade Tristeza Tristeza Tristeza Comportamento: Interrogar e investigar os comportamentos do marido Chorar e pensamentos de desesperança Não comparecer à entrevista de empregoPensamentos de desesperança Pensamentos de desesperança Chorar e pensamentos de desesperança Público Tríade cognitiva Categorias a serem levantadas Relacionamentos Interpessoais Relacionamento Familiar Trabalho Passado Saúde Mental Religião Sobre os outros/mundo Situação 1: Relatando a época em que mudou-se para capital Fim do seu primeiro relacionamento Entrevistas de emprego Pensando sobre seus problemas emocionais Pensando sobre as pessoas que ela considera normais Pensamento Automático (PA): “O mundo é sujo” “Os outros me descartam e humilham” “Os outros são melhores que eu” “Tem pessoas tão ruins pra quem a vida dá certo” “Uma pessoa normal tem um objetivo, traça metas e vai atrás... Parece que eu levo uma surra todos os dias” Significado do PA: Inadequação e Vulnerabilidade Vulnerabilidade Os outros são mais capazes Inadequação Inadequação Emoção e Reação fisiológica (RF): Raiva e Tristeza Raiva e Tristeza Ansiedade Tristeza Raiva e Tristeza Comportamento: Lembrar fatos ruins do passado Procurar mais evidencias que comprove essa crença. Não comparecer à entrevista de emprego Pensamentos de desesperança Pensamentos de desesperança Público Tríade cognitiva Categorias a serem levantadas Relacionamentos Interpessoais Relacionamento Familiar Trabalho Passado Saúde Mental Religião Sobre o futuro Situação 1: Pensando sobre as expectativas para sua vida Situação 2: Pensando sobre si mesma Pensamento Automático (PA): “Vejo o futuro muito sombrio” Pensamento Automático (PA): “Ou eu melhoro isso ou eu me mato” Significado do PA: Desesperança Significado do PA: Desesperança Emoção e Reação fisiológica (RF): Tristeza Emoção e Reação fisiológica (RF): Tristeza e culpa Comportamento: Pensamentos de desesperança e ativação de lembranças negativas Comportamento: Ideação suicida Público Fazer o fechamento da conceitualização com o paciente, refletindo sobre como seu sistema de crenças atua na manutenção de seus sintomas. Refletir sobre como as estratégias compensatórias se instalaram e quanto elas se repetem. Correlacionar as situações atuais de vida com o sistema de crenças e com seu funcionamento. Retomar a conceitualização sempre que possível no intuito de familiarizar o cliente com manter consciente o funcionamento do seu sistema de crenças. Terceira Etapa da Conceitualização Público Exemplos de crenças centrais negativas sobre si nas diferentes categorias Público Categorias de crenças centrais negativas sobre si Exemplos de crenças centrais negativas sobre si Desamparo Sou incapaz, inadequado, ineficiente, fraco, descontrolado, uma vítima, vulnerável, sem recursos, passível de maus-tratos, inferior, um fracasso, um perdedor. Não consigo me proteger, não consigo mudar, não tenho atitude/objetivo, não sou bom o suficiente, não sou igual aos outros. Desamor Sou indesejável, indigno de amor, diferente, feio, defeituoso, imperfeito, monótono, negligenciado, rejeitado, abandonado, sozinho, relegado à própria sorte. Não sou amado, querido, bom o suficiente para ser amado. Desvalorização Sou sem valor, inaceitável, mau, louco, derrotado, um nada, um lixo, cruel, perigoso, venenoso, maligno. Não mereço viver, receber atenção. Público Série: Bates Motel Episódio 1 – Primeira Temporada Público ABREU, C. N., & GUILHARDI, H. (2004). Terapia comportamental e cognitivocomportamental: Práticas clínicas. São Paulo: Roca. BECK, A., FREEMAN, A., & DAVIS, D. D. (2005). Terapia cognitiva dos transtornos de personalidade. Porto Alegre: Artmed. BECK, J. S. (2013) Terapia cognitivo-comportamental. Artmed Editora. DODSON, D. & DODSON, K. S. (2010). A terapia cognitivo-comportamental baseado em evidências. Porto Alegre: Artmed. FREEMAN, A. (2004). Terapia cognitivo-comportamental em grupo para populações e problemas específicos. São Paulo: Roca. HOFMANN, S. G. (2014). Introdução à terapia cognitivo-comportamental contemporânea. Artmed Editora. KNAPP, P. (2004). Terapia cognitivo-comportamental na prática psiquiátrica. Porto Alegre: Artmed. KUYKEN, W., PADESKY, C. 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