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SOCIEDADE E ESTADO ORIGEM DA SOCIEDADE Teorias favoráveis à ideia da sociedade natural (maior número de adeptos e maior influência no Estado), ORIGEM NATURAL: Aristóteles: "o homem é naturalmente um animal político", esta frase exemplifique que o homem nasce dotado de algo que o leva NATURALMENTE a buscar a vida em sociedade, não é uma escolha. "O homem que vive só ou é um deus ou uma besta", através desta afirmação Aristóteles explica que só seria capaz de viver sozinho um homem extremamente evoluído. Ele também diz que a vida em sociedade dos animais irracionais é puramente controlada por um instinto.(não há aperfeiçoamento, é sempre algo uniforme) Cícero: "a espécie humana não nasceu para o isolamento e para a vida errante, mas com uma disposição que, mesmo na abundância de todos os bens, a leva a procurar o apoio comum.", aqui Cícero explica que a sociedade seria formada não pela necessidade material, mas sim por uma disposição natural dos homens para a vida associativa. Santo Tomás de Aquino: "o homem é por natureza animal social e político vivendo em multidão ainda mais que todos os outros animais, o que se evidencia pela natural necessidade.", aqui São Tomás de Aquino defende, também, a existência de uma fatores naturais que forcem o homem a procurar a permanente associação. Para São Tomás de Aquino a vida fora de sociedade seria possível para o homem em casos de exceção, que são explicados por três hipóteses: a) corruptio naturae: casos de anomalia mental; b)excellentia naturae: aqueles que como santos eremitas vivem em comunhão com a própria divindade, aquele que é notavelmente virtuoso; c) mala fortuna: aquele que por um acidente, como um 6naufrágio por exemplo, foi forçado a viver isoladamente. Ranelletti: Apoia a ideia da sociedade natural ao homem dizendo que: Em época alguma, mesmo no estado mais rude e selvagem do homem, nunca foi possível encontrar exemplos de humanos vivendo em isolamento, logo se existe o homem, logo existe a sociedade. Ranalletti também defende que essa sociedade é formada por uma NECESSIDADE natural, pois sem o agrupamento o homem não seria capaz de conseguir todos os meios necessários para satisfazer suas necessidades. John Locke: "tendo deus feito o homem criatura tal que, conforme julgava, não seria conveniente para o próprio homem ficar só, colocou-o sob fortes obrigações de necessidade, conveniência e inclinação para arrastá-lo à sociedade, provendo-o igualmente de entendimento e linguagem para que continuasse a gozá-la.". Locke defendia que Deus ao criar o homem teria colocado nele a necessidade de viver em sociedade e que a partir dos seus princípios cristãos o homem não é inteiramente livre e senhor de suas decisões, logo seria impossível que a sociedade fosse formada através da escolha. Teorias favoráveis a sociedade formada a partir de uma escolha, a partir de um contrato celebrado entre os homens, CONTRATUALISTAS. Platão, Thomas Moore, Tommaso Campanella: compartilham com os contratualistas a ideia de que a sociedade seria submissa à razão e à vontade, apesar de adotarem esse pensamento não se encaixam nesta teoria já que suas ideias são sugestões para um vida futura e uma sociedade melhor sem qualquer interesse em idealizar sobre a origem da sociedade. Thomas HOBBES: "Leviatã", "o homem é o lobo do homem"; "guerra de todos contra todos", Hobbes defende que nem sempre o homem viveu em sociedade, sendo assim ele diz que a princípio existia um "estado de natureza", onde o homem é um ser egoísta, luxurioso, inclinados a violência e insaciáveis, condenando-se a vida solitária. Este princípio explica que eles decidiriam não viver em sociedade pois se todos os homens são violentos e todos IGUALMENTE possuem a força de intimidar seu semelhante o homem vive em um medo constante, um estado de desconfiança o que leva a agressão, para que não seja agredido. Hobbes diz que este estado de natureza é uma permanente ameaça a sociedade pois ele pode se mostrar toda vez que a paixão silenciar a razão, ou toda vez que a autoridade fracassar. É nesse ponto que o homem decide (já que é um animal racional) que é necessário, para a sobrevivência humana, a vida em conjunto, daí se celebra o contrato e logo surge a sociedade. Logo Hobbes cria duas leis da natureza que são as bases para a vida em sociedade que são: a)todos os homens devem se esforçar pela paz, mas se essa não for atingida deve se utilizar de todas as ajudas e vantagens da guerra. b) se a maioria algo decide, todos devem consentir, deve-se renunciar de seus direitos e satisfazer-se com a liberdade que lhe for concedida. Com todas essas leis compreendidas por todos os homens daí realmente se celebra o contrato. Logo se entende que para a preservação dessa nova sociedade é necessário que exista um poder visível que mantenha os homens dentro dos limites e obrigue, por temor ao castigo, a realizar seus deveres e as leis da natureza estabelecidas. Este poder seria o ESTADO, e segundo Hobbes ele não deve sofrer limitações, pois se estas existem o que as impõe é quem é o verdadeiro governante, ele também afirma que essa falta de limites é necessária para que não haja um retrocesso para o estado de natureza, Hobbes era extremamente absolutista (preceptor do rei Carlos II da Inglaterra). Montesquieu:(não menciona um contrato em si) Monstesquieu assim como Hobbes defende a existência de um estado de natureza que antecede a sociedade. O que difere as duas teorias é que, para Montesquieu o homem viveria em um estado de fraqueza, onde ele estaria a todo o tempo atemorizado, neste estado ninguém se sente igual a ninguém. Para Monstesquieu a sociedade só se formou após a formação das leis naturais que para ele são: a) desejo de paz; b) necessidades que só poderiam ser supridas em conjunto (como a procura ou produção de alimento); c) atração natural dos sexos; d) desejo de viver em sociedade. Sendo assim a sociedade se forma, o medo é perdido, e logo o homem passa a se sentir forte, o que de acordo com Montesquieu seria a causa do início do estado de guerra. Para Monstesquieu nenhuma sociedade poderia existir sem governo mas nada leva a acreditar que para ele o Estado tenha decorrido da formação da sociedade. Rousseau: "O contrato social", "o homem nasce bom a sociedade o corrompe" Rosseau assim como Montesquieu adota a ideia de que no estado de natureza o homem seria bom, teria sua força e seria racional, sendo assim então ao chegar em um ponto que o homem compreenderia que não é mais possível ser aumentada esta força e que ele precisaria de mais da mesma para alcançar algum objetivo, logo o contrato social será formado, a sociedade será criada visando a proteção da pessoa e dos bens de todos os associados. Daí logo também se criará o Estado de Rousseau, Estado esse que não será o ditador das regras, será apenas aquele que executa o que o povo, o titular do poder, quer. "Todo poder emana do povo", para Rousseau o Estado governaria a partir da vontade geral algo que não pode ser confundido com a vontade de todos já que a vontade de todos é apenas a soma de vontades individuais e a vontade geral é uma vontade que apesar de as vezes não concordar com o querer de uma maioria continua sendo a melhor opção para o povo. ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DA SOCIEDADE FINALIDADE Deterministas (pouco utilizada): Os Deterministas negam uma possibilidade de escolha, para eles o homem está submetido a uma série de leis naturais, sujeitas ao Princípio da Causalidade (causa e efeito- independe da vontade humana), para eles não há um objetivo (finalidade) a se atingir o homem apensa vive de acordo com uma sucessão natural de fatos que ele mesmo não pode interromper. Exemplo: Pode ser uma ordem econômica, uma ordem geográfica, etc. Finalistas (corrente majoritária): Ao contrário dos Deterministas os criadores desta corrente irão defender que há sim uma finalidade social e que ela é livremente escolhida pelo homem. O homem com sua consciência de que deve viver em sociedade procura fixar como objetivo da mesma uma finalidade quecondiz com suas necessidades fundamentais e com aquilo que lhes é mais valioso. Mas em uma sociedade com homens tão diferentes como poderia decidir o que é mais valioso se para cada uma esta resposta pode ser diferente? Logo os Finalistas explicam que o que é mais valioso ao homem e a sociedade seria o bem comum que logo seria a finalidade da sociedade. Papa João XXIII explica que esse bem comum seria "conjunto de condições de vida social que consistam e favoreçam o desenvolvimento integral da personalidade humana." Logo o bem comum não é nada mais nada menos do que estabelecer todas as condições que permitam que todos desenvolvam suas personalidades e alcançam seus objetivos particulares. AÇÃO CONJUNTA ORDENADA Para que a finalidade de uma sociedade seja alcançada é necessário que todos os seus componentes passem a se manifestar em conjunto, visando aquele fim, por isso se tem a ação conjunta ordenada que consiste basicamente em três coisas: Repetição (reiteração): é necessário que todos os atos que visem a finalidade sejam repetitivos, pois não é possível alcança-la se apenas se tenta uma vez. Ordenada: é necessário que exista algo para assegura que todas as ações da sociedade serão visando aquela finalidade e para alcançar isto todos os movimentos devem ser ordenados de acordo com determinadas leis. Existem dois tipos de ordem a ORDEM NATURAL e a ORDEM SOCIAL. A Ordem Natural é a ordem que rege a natureza, suas causas e consequências (previsibilidade) independe da vontade do ser humano, logo ela vem do Princípio da Causalidade. Já a Ordem Social é a ordem que rege as sociedades, diferente da anterior suas causas e consequências (previsibilidade) são determinadas pelo ser humano, logo esta vem do Princípio da Imputação. Adequada: Toda a sociedade deve sempre ter em conta as exigências e as possibilidades da realidade social, para que as ações não se desenvolvam em sentido contrário daquele que conduz efetivamente ao bem comum, ou para que a consecução deste não seja prejudicada pela utilização deficiente ou errônea dos recursos sociais disponíveis. Ou seja, é necessário que toda ação da sociedade seja visando o bem comum, seja ADEQUADA para conquistá-lo. Um grande exemplo de sociedades agindo de maneira incorreta com sua finalidade é dar grande relevância a fatores econômicos e não tanto ao bem comum, este comportamento leva a um crescimento que diz respeito apenas a quantidade quando na realidade o que a sociedade necessita para atingir o bem comum é um desenvolvimento mais qualitativo. PODER SOCIAL Para começar a explicar o poder deve-se compreender que ela possui duas características: a socialidade e a bilateralidade. Quanto a socialidade é preciso entender que não existe poder individual, é necessário que exista uma sociedade para esse poder existir. Quanto a bilateralidade é preciso saber que existe uma relação de comando e obediência, existem duas vontades e uma delas irá predominar, não há poder de uma só pessoa, é necessário ter no mínimo duas. Tendo isso em mente é necessário também saber que existem pessoas que acreditam que o poder não é necessário enquanto outras creem na sua essencialidade. Os que acreditam que não é necessário se ter poder para ter sociedade são os chamados anarquistas. Existem anarquistas em toda história, iniciando-se na Grécia com Diógenes que diz que “deve-se viver de acordo com a natureza, sem preocupação de obter bens, respeitar convenções ou submeter-se a leis ou instituições sociais.” Outro grande exemplo é encontrado no Cristianismo que condena qualquer forma de poder de uns homens sobre outros. A maior parte das teorias anarquistas se apoiam na Teoria Contratualista de Rousseau “o homem é bom por natureza”, a partir disso justificam que não é necessário um poder para que os homens cooperem e alcançam o bem comum, já que o homem é essencialmente com e cooperativo. Um dos únicos exemplos de sociedades anarquistas atuais existentes é a sociedade curda. Os que acreditam que o poder é essencial para que a sociedade se estabeleça e alcança o bem comum, que é o pensamento com maior relevância, se apoiam na ideia de que não se sabe de nenhum momento da história da humanidade em que o poder não estivesse presente. Seja na sociedade pré-histórica onde aqueles mais dotados de força em tempos de necessidade ganhavam subordinados que necessitavam desta força, ou na Idade Média onde aquele com poder seria o escolhido de Deus para representá-lo (“direito divino dos reis”), ou a partir do fim da idade Média onde aquele dotado de poder é o povo. Outro ponto importante a se compreender é que o poder e Direito não se confundem, existem poderes que não tem suas bases apoiados pelo Direito. Logo é necessário compreender a diferença entre poder legítimo e poder legal. O poder legal decorre de uma norma, este é baseado no Direito, como o poder do Presidente. Já o poder legítimo ele é na maioria das vezes um poder por aceitação, um poder carismático, que vem do apoio popular, como por exemplo o poder de Gandhi. ESTADO Quanto à origem do Estado existem aqueles que afirmam que este é formado naturalmente junto a sociedade. Há também quem afirme que o início do Estado tenha ocorrido com a permanência, com o fim da comunidade nômade, logo com o início da era agrícola. Também existe outra corrente que diz que nós iniciamos com uma sociedade simples e pouco a pouco evoluímos para o conceito de Estado, apenas a permanência não é suficiente. ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DO ESTADO O que é preciso para ter um Estado? POVO Povo é um conceito jurídico, geralmente definido pela Constituição de cada país. Costuma ser feito a partir da nacionalidade, que pode ocorrer de duas maneiras: Originária: A partir do nascimento, nesse caso o país pode adotar o jus solis ou o jus sanguinis. Derivada: Decorre de uma manifestação de vontade de fazer parte daquele povo, o que acontece em um processo de naturalização. Obs: Povo não é o mesmo que População, povo é um conceito jurídico enquanto população é um conceito quantitativo. Assim como Nação e Nacionalidade não se confundem, nação são vínculos culturais entre as pessoas, enquanto nacionalidade define apenas o conceito de povo. TERRITÓRIO O território é o local/espaço delimitado onde o povo de um Estado fica. Existem duas teorias que servem para explicar o motivo pelo qual o Estado tem poder sobre o território: Teoria do Território-Patrimônio: Esta teoria diz que o Estado exerce poder sobre o território porque este território pertence a ele (é seu patrimônio). Essa teoria não tem muita credibilidade pois um exemplo muito simples que provaria sua incoerência é a desapropriação de bens privados, neste caso o Estado poderia tomar qualquer propriedade privada sem mais explicações ou remunerações já que o território é seu. Teoria do Território-Espaço: O poder que o Estado exerce, na verdade, é sobre seu povo logo este poder irá refletir-se no território no qual este povo está, esta teoria já possui mais adeptos. Delimitação dos Territórios: Território Terrestre: A parte de terra delimitada por fronteiras que são na maioria das vezes decididas através de tratados internacionais. Território Marítimo: Este território é dividido em três partes: MAR TERRITORIAL, ZONA CONTÍGUA E ZONA ECONÔMICA EXCLUSIVA. Mar Territorial: Este território são 12 milhas marítimas contadas do ponto mais extremo da fronteira do Brasil. Neste território o Estado exerce soberania máxima. Zona Contígua: Este território são mais 12 milhas contadas a partir do fim das 12 milhas do Mar Territorial. Aqui o Estado tem poder de exploração, poder de fiscalizar para cobrar tributos, etc, mas não tem poder jurídico. Zona Econômica Exclusiva: A ZEE são as 200 milhas totais do território marítimo, é onde o Estado tem direito a explorar sozinho, apesar de nas primeiras 24 milhas o Estado ter alguma soberania nas 176 últimas ele tem apenas poder explorador. Território Aéreo: Território Terrestre+ Mar Territorial, até a camada da atmosfera. Obs: O mar internacionale o espaço sideral são considerados territórios de todos. SOBERANIA Poder máximo dentro de uma sociedade, aquele que se sobrepõe a todos. Como surge? Teoricamente a soberania teria se iniciado com Jean Bordin, no séc. XVI, dizendo que a soberania teria começado a partir de conflitos entre dois poderes onde um saiu vencedor e se tornou soberano. Este conflito teria se passado na Idade Média com conflitos entre os reis e o Papa, durante as delimitações das nações, para decidir quem controlaria os feudos. A primeira ideia que se usou para definir poder soberano é de que este seria o que teria poder de decidir em última instância, se utilizando dessa definição, em casos de conflitos, por exemplo, se criaria uma situação de desigualdade entre as nações (já que o poder de decidir em última instância será daquela nação com maior influência e maior poder econômico). Então a definição que deve ser utilizada é a definição criada por Jean Bordin: que o poder soberano seria aquele que teria poder de criar suas próprias normas, como a Constituição por exemplo, algo que agora coloca as nações em pé de igualdade já que cada país seria soberano dentro de seu próprio território mas fora deste seria igual a qualquer outro. Antes dessa definição, nas monarquias absolutistas, o poder soberano criava a Constituição mas não se submetia à ela, podendo a qualquer momento cria novas normas, hoje porém ao ser feita uma Constituição o poder soberano deve se curvar a ela e respeitá-la, podendo se criar novas normas apenas através de atos revolucionários (momentos históricos que colocam a antiga Constituição em desuso e pedem por novas normas). Titularidade do Poder Soberano Titularidade: A quem o poder pertence. Exercício: Quem irá executar esse poder. Teorias Teocrática do Poder Soberano T. da Origem Divina do Poder: Titularidade: Deus Exercício: Deus Ex: Egito, Faraós, onde eles eram os “deuses”. T. da Investidura Divina: Titularidade: Deus Exercício: Representante escolhido diretamente por Deus Ex: Monarquias absolutistas (direito divino do rei). T. da Investidura Providencial: Titularidade: Deus Exercício: Aquele que seria escolhido indiretamente por Deus. Ex: Escolha do Papa no Vaticano. Teorias Democráticas do Poder Soberano T. da Soberania Popular: Titularidade: Povo Exercício: O povo diretamente pode exercer essa titularidade ou podem exercê-lo indiretamente, escolhendo um representante. Ex: Diretamente: Curdos; Indiretamente: Votos eleitorais. T. da Soberania Nacional: Titularidade: Nação (Povo + Gerações Futuras) Exercício: Representante escolhido pela Nação Ex: O único exemplo a ser dado aqui é o da Revolução Francesa, esta concepção existiu apenas para manipular o povo e dar poder à burguesia. Características do Poder Soberano Uno: Só pode existir um poder soberano, do contrário ele não será soberano. Indivisível: Não é possível que se aplique o poder soberano em apenas uma certa parcela e não em outras, é necessário que ele se aplique a todos os fatos dentro de seu Estado indivisivelmente. Indelegável: Não é possível trocar a titularidade do poder soberano. Dar sua titularidade à outra pessoa/instituição. Perpétuo: Não se pode colocar uma data de validade no poder soberano. Não se deve saber quanto tempo ele irá durar, pois isso implica que ele irá acabar, e essa finalidade leva a sociedade a não respeitá-lo. Pode ser que venham a acontecer revoluções que levem a seu fim, mas nada que seja previsível. Soberania absoluta X Soberania Relativa Desde a definição criada por Jean Bordin até a Segunda Guerra Mundial o pensamento majoritário era de que a soberania dentro de seu território poderia ser absoluta (sem limites). Após a Segunda Guerra Mundial e o claro abuso da soberania feito por Hitler foi notada a necessidade de trazer uma limitação a essa soberania (mesmo que dentro de seu próprio território) e esta limitação viria a ser os DIREITOS HUMANOS. Soberania Interna X Soberania Externa Na soberania interna há uma superioridade do poder soberano sobre todos os outros poderes que existirem dentro daquele território delimitado, porém ao se relacionar com outros países não existe hierarquia, existem apenas tratados que serão feitos em pé de igualdade.