Rinite alérgica e Rinossinusite Epidemiologia
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Rinite alérgica e Rinossinusite Epidemiologia


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Transcrição aula 2.1 \u2013 Rinite alérgica e Rinossinusite \u2013 
Epidemiologia da rinossinusite 
 
O objetivo deste vídeo é apresentar a epidemiologia da rinite alérgica e 
rinossinusite, expondo seus conceitos, fatores de risco e relevância. 
 
Começamos com uma questão: Você sabe quais os principais 
fatores predisponentes das rinossinusites? 
 
A rinite é a inflamação da mucosa nasal. 
Enquanto a rinossinusite se caracterizada pela inflamação da mucosa do nariz e 
seios paranasais. 
Por outro lado, as infecções das vias aéreas superiores são classificas em três 
categorias principais que são as rinossinusite, faringite e otite média. 
Na faringite, o sintoma predominante é dor de garganta. 
Na otite média, o sintoma predominante é a dor de ouvido. 
Assim, o termo geral rinossinusite é usado para descrever doenças com 
sintomas predominantemente nasais como o resfriado comum, a rinofaringite e a 
sinusite. 
Pode ser aguda ou crônica, infecciosa, alérgica ou irritativa. 
Na rinite alérgica os alérgenos são os antígenos de natureza proteica ou 
glicoproteica que estimulam uma reação do tipo anticorpo IgE. 
Também podem agir como irritantes da mucosa nasal agentes ocupacionais, 
poluentes externos como produtos de combustão veicular e industrial, fumaça de 
cigarro, substâncias químicas, perfumes, cloro, cosméticos, mudanças climáticas e ar-
condicionado. 
Entre os aeroalérgenos mais frequentes em nosso meio estão os ácaros, as 
baratas e os fungos. 
Os fatores predispodentes das rinossinusites são as infecções virais das vias 
aéreas superiores (IVAS), a rinite alérgica, a exposição ao tabaco, as anormalidades 
anatômicas das vias aéreas superiores, presença de corpo estranho, e barotrauma. 
Podem decorrer de processos infecciosos virais, bacterianos e fúngicos e pode 
estar associada à alergia, polipose nasossinusal e disfunção vasomotora da mucosa. 
Fatores locais ou sistêmicos como infecções das vias aéreas superiores, rinite 
alérgica, anormalidades das vias aéreas superiores, corpo estranho, barotrauma 
podem favorecer a ocorrência de rinossinusite por diferentes mecanismos, como: 
obstrução dos óstios sinusais, disfunção do transporte mucociliar e imunodeficiência. 
A rinossinusite pode ser classificada de acordo com o tempo de evolução dos 
sintomas e a frequência de seu aparecimento em: 
\uf0b7 Rinossinusite aguda: sintomas com duração de até quatro semanas. 
\uf0b7 Rinossinusite subaguda: duração maior que quatro e menor que 12 semanas. 
\uf0b7 Rinossinusite crônica: duração maior que 12 semanas. 
\uf0b7 Rinossinusite recorrente: quatro ou mais episódios de RSA no intervalo de um 
ano, com resolução completa dos sintomas entre eles. 
\uf0b7 Rinossinusite crônica com períodos de agudização: duração de mais de 12 
semanas com sintomas leves e períodos de intensificação. 
Adultos costumam ter de dois a cinco episódios de infecção das vias aéreas 
superiores por ano segundo estimativas. 
A maioria das pessoas com rinossinusite não procura assistência médica o que 
dificulta a estimativa de incidência. 
A rinite pode ser considerada a doença de maior prevalência entre as doenças 
respiratórias crônicas e problema global de saúde pública, acometendo cerca de 10 a 
30% da população em geral. 
Embora com sintomas de menor gravidade, a rinite está entre as dez razões 
mais frequentes de atendimento em Atenção Primária em Saúde. 
A rinite causa enormes prejuízos econômicos. Em 2002 nos Estados Unidos se 
estimou em torno de 11,5 bilhões de dólares ao ano entre custos diretos e indiretos. 
Ela afeta a qualidade de vida das pessoas, interferindo no período produtivo de 
suas vidas. 
 significativa de absenteísmo no trabalho e na escola. 
 
 
asma. 
 
Voltando à questão inicial, Você sabe quais os principais fatores 
predisponentes das rinossinusites? 
 
Os principais fatores predispodentes das rinossinusites são as infecções virais 
das vias aéreas superiores (IVAS), a rinite alérgica, a exposição ao tabaco e as 
anormalidades anatômicas das vias aéreas superiores. 
 
 
Referências 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de 
Atenção Básica. Doenças respiratórias crônicas / Ministério da Saúde, Secretaria de 
Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. \u2013 Brasília : Ministério da Saúde, 
2010. 
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção 
Básica. Acolhimento à demanda espontânea : queixas mais comuns na Atenção Básica 
/ Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção 
Básica. \u2013 Brasília : Ministério da Saúde, 2012. 
DUNCAN BB, Schimdt MI, Giugliani ER. Medicina ambulatorial: condutas clínicas na 
atenção primária. Porto Alegre. Artes Médicas, 4ª ed., 2013.