Em regiões bilíngues, como a tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina, é comum observar o uso de diferentes línguas em contextos específicos. Esse uso diferenciado está relacionado ao fenômeno da diglossia, que implica uma distribuição funcional entre línguas ou variedades linguísticas. Tal distribuição reflete dinâmicas de poder, prestígio e identidade cultural, afetando o modo como os falantes se posicionam socialmente e desenvolvem competências linguísticas. Segundo linhares e Alencar (2016), diglossia, ao se articular com o bilinguismo, pode tanto favorecer quanto restringir oportunidades sociais, dependendo de como as línguas são valorizadas nas diferentes esferas públicas e privadas.