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O Procurador-Geral de Justiça do Estado Beta ingressou com ação pedindo a intervenção estadual no município Gama. O pedido visava à nomeação de interventor para substituir o prefeito daquele município na administração da saúde pública, sob o argumento de que o município estaria violando princípios constitucionais sensíveis, como os direitos da pessoa humana. A Procuradoria-Geral do Município contestou, sustentando que a Constituição do Estado Beta não contém um rol de princípios constitucionais sensíveis. Considerando a situação hipotética, à luz da Constituição Federal e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF),
assinale a afirmativa correta.
A) Em intervenção estadual, em qualquer caso, deverá ser nomeado interventor a fim de substituir o gestor municipal.
B) Cabe recurso extraordinário contra acórdão de Tribunal de Justiça que defere pedido de intervenção estadual em município.
C) Se julgada procedente a intervenção pelo Tribunal de Justiça do Estado Beta, o decreto interventivo deverá ser apreciado pela Assembleia Legislativa.
D) É desnecessária a reprodução expressa do rol taxativo de princípios constitucionais sensíveis da Constituição Federal nas Constituições Estaduais para se viabilizar a intervenção do Estado em seus municípios.
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há 3 dias

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há 3 dias

Vamos analisar as alternativas com base na Constituição Federal e na jurisprudência do STF sobre intervenção estadual em municípios: A) "Em intervenção estadual, em qualquer caso, deverá ser nomeado interventor a fim de substituir o gestor municipal." Nem sempre é obrigatório nomear interventor; a intervenção pode ter outras formas, dependendo do caso. Portanto, essa afirmativa está incorreta. B) "Cabe recurso extraordinário contra acórdão de Tribunal de Justiça que defere pedido de intervenção estadual em município." Intervenção é matéria constitucional, e decisões sobre ela podem ser objeto de recurso extraordinário. Essa alternativa está correta. C) "Se julgada procedente a intervenção pelo Tribunal de Justiça do Estado Beta, o decreto interventivo deverá ser apreciado pela Assembleia Legislativa." Na intervenção estadual, o decreto do governador deve ser submetido à Assembleia Legislativa para aprovação, conforme art. 356 da CF. Essa alternativa está correta. D) "É desnecessária a reprodução expressa do rol taxativo de princípios constitucionais sensíveis da Constituição Federal nas Constituições Estaduais para se viabilizar a intervenção do Estado em seus municípios." O STF entende que não é necessário que as Constituições Estaduais reproduzam expressamente o rol da CF para que a intervenção seja possível. Essa alternativa está correta. Como a questão pede a afirmativa correta e temos três alternativas corretas (B, C e D), precisamos verificar qual delas é a mais adequada segundo a jurisprudência e a Constituição. Na prática, a alternativa D é a mais precisa e importante, pois trata da possibilidade da intervenção mesmo sem reprodução expressa do rol na Constituição Estadual, o que é confirmado pelo STF. Resposta correta: D) É desnecessária a reprodução expressa do rol taxativo de princípios constitucionais sensíveis da Constituição Federal nas Constituições Estaduais para se viabilizar a intervenção do Estado em seus municípios.

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De acordo com o texto, “argumentos de autoridade” falaciosos são capazes de promover:
A) Difusão de desinformação.
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Assim, em relação ao regramento acerca dos consórcios públicos e dos contratos de programa, está correto o que se afirma em, EXCETO:
A) É nula a cláusula de contrato de programa que atribuir ao contratado o exercício dos poderes de planejamento, regulação e fiscalização dos serviços por ele próprio prestados.
B) O contrato de programa perderá sua vigência quando extinto o contrato de consórcio público ou o convênio de cooperação que autorizou a gestão associada de serviços públicos.
C) Caso previsto no contrato de consórcio público ou em convênio de cooperação entre entes federados, admitir-se-á a celebração de contrato de programa de ente da Federação ou de consórcio público com autarquia, empresa pública ou sociedade de economia mista.
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