Prévia do material em texto
R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o Pe na l e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o Pe na l e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 3 CAPÍTULO Geometria plana: triângulos e proporcionalidade R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o Pe na l e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o Pe na l e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . Além da teoria Neste capítulo você irá revisar alguns conceitos da Geometria plana e, com isso, poderá resolver este e outros problemas. Para medir a largura de um rio, em um trecho de margens parale- las, um topógrafo fixou dois pontos, A e B, um em cada margem, de modo que tAB é perpendicular às margens. A seguir, caminhou 70 m, a partir de um ponto A, perpendicularmente a tAB, até um pon- to C tal que a medida do ângulo A BCB é 45°. Qual é a largura do rio? A 70 m B 45° C A O rio Amazonas é o mais extenso do planeta, com 6.992 km. O trecho mais largo do Amazonas, não intercalado por ilhas e fora do estuário, tem 13 km de largura. Durante as cheias, o rio pode alcançar, em determinados trechos, cerca de 40 a 50 km de largura. O trecho mais estreito do rio, em território brasileiro, tem cerca de 2.600 m de largura. (2003) C H R IS G A R R ET /G ET TY IM A G ES 58 Capítulo 3 Geometria plana: triângulos e proporcionalidade fA U ST In o 70 m70 m PNLEM_Mat_Paiva_v1_C03(058a079).indd 58 05.03.10 20:22:03 R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o Pe na l e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 59Geometria plana: triângulos e proporcionalidade Capítulo 3 As origens da GeometriaAs origens da Geometria1 No antigo Egito, as chuvas provocavam, anualmente, o transbor- damento do rio Nilo. O alagamento dos campos danificava as de- marcações de limites das propriedades e, por isso, após o período das chuvas, quando as águas voltavam ao leito do rio, era necessá- rio remarcar esses limites. O trabalho de remarcação era feito por agrimensores, que utilizavam como ferramenta uma corda esticada reproduzindo um triângulo retângulo, para auxiliar no cálculo de extensão dos terrenos. Para o historiador grego Heródoto (século V a.C.) essa atividade teria dado origem, há aproximadamente 5 mil anos, à ciência das formas e medidas, que viria a ser chamada de Geometria (do grego geo, “terra”, e metria, “medida”). Porém, o homem pré-histórico já apresentava rudimentos de um sentido geométrico, quando se preocupava em representar a natureza por meio de desenhos ou em dar forma aos objetos, cons- truindo vasos ou esculpindo, em pedra, as pontas de suas lanças. Assim, se considerarmos a Geometria quanto à forma, sua origem é anterior à civilização egípcia. Rio Nilo MAR MMEDIEDITERTERRÂNRÂNEOO MM AA MMM RR VVVEEEVVVV RRRMMM EEE MM LLLE HHH OOO Rio Nilo N S LO 300 km Reprodução da capa da primeira versão em inglês do livro Os elementos. Dos treze volumes que subdividem Os elementos, os seis primeiros tratam da Geometria plana, os quatro seguintes da teoria dos números e os três últimos da Geometria do espaço. R U I F A Q U IN I/F O LH A IM A G EM FA B IO C O LO M B IN I R Ô M U LO F IA LD IN I/M U SE U P A R A EN SE E M IL IO G O EL D I, PA R Á FE R N A N D O J O SÉ F ER R EI R A R EP R O D U Ç Ã O Maria Elena Simielli Geoatlas. São Paulo: Ática, 2006. Pinturas rupestres no sítio arqueológico da Reserva Biológica de Pedra Talhada, localizada entre os estados de Alagoas e Pernambuco. (1996) Machado e pilão de pedra, cerca de 2.000 anos. Encontrados em Cabaceiras, PB. (2004) Urna funerária marajoara, cerca de 400 a.C. Os achados arqueológicos são as únicas fontes de informação de que dispomos sobre o povo que viveu na ilha de Marajó. (1986) Como se vê, a origem da Geometria é imprecisa, pois como afirmava o matemático Joseph Louis Lagrange (1736-1813): Logo que houve homens na sociedade, propriedades, trocas e partilhas, é natural que se tenha procurado medir a extensão dos campos e determinar o seu contorno. Em contraponto a essas dúvidas há uma certeza: um marco his- tórico na construção da Geometria ocorreu no século III a.C., quan- do o matemático grego Euclides de Alexandria organizou todo o conhecimento geométrico então disponível – grande parte de sua própria criação – em uma obra de treze volumes, imortalizada com o nome de Os elementos. Neste capítulo, vamos estudar uma parte da Geometria euclidiana. PNLEM_Mat_Paiva_v1_C03(058a079).indd 59 09.03.10 16:20:33 R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o Pe na l e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 60 Capítulo 3 Geometria plana: triângulos e proporcionalidade PolígonosPolígonos2 Consideremos, em um plano, uma linha L formada por segmentos de reta, tais que: • cada extremidade de qualquer um deles é extremidade de dois e apenas dois deles; • dois segmentos consecutivos quaisquer, dentre eles, não são colineares; • dois segmentos não consecutivos quaisquer, dentre eles, não têm ponto comum. Essa linha L separa o plano em duas regiões, das quais uma é limitada. A reunião da linha L com essa região limi- tada é chamada de polígono (do grego polús, “muitos”, e gonos, “ângulo”). Notas: 1. Dois lados de um polígono são consecutivos quando têm um extremo em comum. Por exemplo, tAB e tBC são lados consecutivos nesse polígono. 2. Vértices consecutivos de um polígono são extremos de um mesmo lado desse polígono. 3. Diagonal de um polígono é qualquer segmento de reta com extremos em dois vértices não consecutivos do polígono. 4. Ângulos consecutivos de um polígono são ângulos de vértices consecutivos do polígono. 5. Pode-se definir polígono como apenas a linha L, porém optamos por defini-lo como uma superfície plana em vez de uma linha. Nomenclatura Aos polígonos que têm de três a vinte lados daremos os nomes apresentados na tabela a seguir. Número de lados (número de vértices) Nome do polígono Número de lados (número de vértices) Nome do polígono 3 triângulo ou trilátero 12 dodecágono 4 quadrilátero 13 tridecágono 5 pentágono 14 tetradecágono 6 hexágono 15 pentadecágono 7 heptágono 16 hexadecágono 8 octógono ou octágono 17 heptadecágono 9 eneágono 18 octadecágono 10 decágono 19 eneadecágono 11 undecágono 20 icoságono Quando tratarmos de polígonos com mais de vinte lados, explicitaremos o seu número de lados, não lhes dando nomes especiais. Porém, a título de curiosidade, é interessante saber que para eles também existe uma nomenclatura; por exemplo, um octacoságono é um polígono de 28 lados e um hexacontágono é um polígono de 60 lados. Polígonos convexos Em um plano, a reunião de uma reta r com qualquer uma das duas regiões separadas por ela é chamada de semiplano de origem r. Semiplano de origem r r Um polígono é convexo se, e somente se, a reta r que contém qualquer um de seus lados deixa os demais lados contidos em um mesmo semiplano de origem r. F A B C E D Diagonal Vértice Lado Ângulo externo Ângulo interno fA U ST In o fA U ST In o PNLEM_Mat_Paiva_v1_C03(058a079).indd 60 05.03.10 20:22:29 61Geometria plana: triângulos e proporcionalidade Capítulo 3 R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o Pe na l e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . Exemplo No polígono ABCDE, abaixo, a reta r que contém o lado tAB deixa os demais lados em um mesmo semiplano de origem r. O mesmo acontece com a reta que contém qualquer um dos outros lados. Por isso, dizemos que esse polígono é convexo. r E D CB A Contraexemplo (polígononão convexo) O polígono ABCDEF, a seguir, não é convexo, pois a reta r que contém o lado tAB não deixa os demais lados em um mesmo semiplano de origem r. C B D EF A r Polígono regular Um polígono convexo que possui todos os lados congruentes entre si e todos os ângulos internos congruentes entre si é chamado de polígono regular. Exemplos Quadrilátero regular (quadrado) Triângulo regular (triângulo equilátero) Hexágono regular TriângulosTriângulos3 O triângulo é o polígono fundamental, pois qualquer outro polígono pode ser considerado uma composição de triângulos dispostos lado a lado. Por exemplo: o pentágono ABCDE, abaixo, é composto pelos triângulos ABC, BCE e CDE. B B A A C C C B D D C E E E Por isso, o triângulo merece um estudo mais detalhado do que qualquer outro polígono. Dois ângulos, A BOB e M BPQ, são congruen- tes quando têm a mesma medida. Indi- ca-se essa congruên- cia por: A BOB M BPQ Dois segmentos de reta, tAB e tCD, são con- gruentes quando têm a mesma medida. Indi- ca-se essa congruên- cia por: tAB tCD A forma triangular é muito usada em construções por causa da sua rigidez. Na foto temos a ponte João Luiz Ferreira, que liga o Piauí ao Maranhão. (2007) R U B En S C H AV ES /P U LS A R IM A G En S IL U ST R A Ç Õ ES : f A U ST In o fA U ST In o fA U ST In o PNLEM_Mat_Paiva_v1_C03(058a079).indd 61 05.03.10 20:22:36 62 Capítulo 3 Geometria plana: triângulos e proporcionalidade R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o Pe na l e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . Classificação dos triângulos Podemos classificar os triângulos quanto aos seus ângulos e quanto aos seus lados. • Quanto aos ângulos um triângulo pode ser classificado como: Triângulo retângulo: tem um ângulo interno reto. Triângulo acutângulo: tem os três ângulos internos agudos. Triângulo obtusângulo: tem um ângulo interno obtuso. • Quanto aos lados um triângulo pode ser classificado como: Triângulo equilátero: tem os três lados congruentes entre si. Triângulo isósceles: tem dois lados congruentes entre si. Triângulo escaleno: tem os três lados com medidas diferentes entre si. Elementos de um triângulo Altura de um triângulo é o segmento de reta que liga, perpendicularmente, um vértice à reta que contém o lado oposto a esse vértice. N L M P Altura relativa ao lado TPN (ou relativa ao vértice M) BH A C Altura relativa ao lado TCB (ou relativa ao vértice A) Notas: 1. Duas linhas retas são perpendiculares quando formam ângulos retos entre si. 2. Nesta e nas definições a seguir, quando for dito que um segmento de reta liga dois pontos, isso significa que os extremos do segmento são esses pontos. Bissetriz interna de um triângulo é o segmento de reta contido na bissetriz de um ângu- lo interno, ligando um vértice ao lado oposto. BI A α α C Bissetriz interna relativa ao vértice A (ou relativa ao lado TCB ) Mediana de um triângulo é o segmento de reta que liga um vértice ao ponto médio do lado oposto. BM (ponto médio) A C Mediana relativa ao vértice A (ou relativa ao lado TCB ) Ângulo reto é todo aquele de medida 90o. Ângulo agudo é todo aquele de me- dida menor que 90o e maior que 0o. Ân- gulo obtuso é todo aquele de medida maior que 90o e me- nor que 180o. O triângulo equilá- tero também é isós- celes, pois tem dois lados congruentes entre si. Ponto médio de um segmento é aquele que divide o seg- mento em duas par- tes congruentes. IL U ST R A Ç Õ ES : f A U ST In o IL U ST R A Ç Õ ES : f A U ST In o PNLEM_Mat_Paiva_v1_C03(058a079).indd 62 05.03.10 20:22:42 63Geometria plana: triângulos e proporcionalidade Capítulo 3 R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o Pe na l e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . Mediatriz em um triângulo é a reta perpendicular a um dos lados pelo ponto médio desse lado. BM (ponto médio) A C Mediatriz relativa ao lado TCB Ângulos em um triângulo Soma dos ângulos internos de um triângulo Consideremos um triângulo qualquer ABC, cujos ângulos internos BA, BB e BC têm medidas α, β e , respectivamente (figura 1). Traçando por B a reta $DE %, paralela a $AC %, determinamos ângulos alternos congruentes (figura 2). A C B α β � A C BD E α α β � � Figura 2Figura 1 Como o ângulo DBBE é raso, concluímos que: α 1 β 1 5 180° Isso significa que: A soma das medidas dos ângulos internos de um triângulo qualquer é 180°. Se achar conveniente, propor aos alunos as experiências do Suplemento com orientações para o professor, antes de introduzir os conceitos envolvendo ângulos em um triângulo. Exercício resolvido R.1 Calcular a medida de cada ângulo interno de um triângulo equilátero. Resolução Os três ângulos internos de um triângulo equilátero são congruentes entre si. Indicando por x a medida de cada um desses ângulos, temos: x 1 x 1 x 5 180° ⇒ 3x 5 180° x 5 60° Logo, cada ângulo interno do triângulo equilátero mede 60°. xx x Teorema do ângulo externo de um triângulo Na figura abaixo, o ângulo B BAD é adjacente e suplementar de um ângulo interno do triângulo ABC; por isso B BAD é chamado de ângulo externo desse triângulo. A Ângulo externo relativo ao vértice A C B D IL U ST R A Ç Õ ES : f A U ST In o IL U ST R A Ç Õ ES : f A U ST In o Considerando um ângulo como uma superfície plana, e não uma linha, dize- mos que dois ângu- los são adjacentes quando eles têm em comum apenas um lado. Dois ângulos são su- plementares quan- do a soma de suas medidas é 180º. Ângulo raso é todo aquele cujos lados são semirretas opos- tas. Há uma importante relação entre a medida de um ângulo externo e as medidas dos ângulos internos de um triângulo. Para obtê-la, vamos traçar por B a reta r paralela a tCA e indicar por α e β as medidas dos ân- gulos internos BC e BB, respectivamente, e por e a medida do ângulo exter- no relativo ao vértice A. A β α α C F B e r D PNLEM_Mat_Paiva_v1_C03(058a079).indd 63 05.03.10 20:22:48 64 Capítulo 3 Geometria plana: triângulos e proporcionalidade R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o Pe na l e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . Os ângulos B BCA e CBBF têm medidas iguais, por serem alternos internos formados por duas retas paralelas e uma transversal. Pelo mesmo motivo os ângulos B BAD e ABBF também têm medidas iguais, isto é: m(B BAD) 5 m(ABBF) ⇒ e 5 α 1 β Demonstramos, assim, o teorema: A medida de um ângulo externo de um triângulo é igual à soma das medidas dos ângulos internos não adjacentes a ele. Exercício resolvido R.2 No triângulo ABC, as expressões indi- cadas em cada ângulo designam a me- dida, em grau, do respectivo ângulo. Determinar a medida do ângulo exter- no relativo ao vértice C. Resolução Pelo teorema do ângulo externo, temos: 4x 2 10° 5 2x 1 20° 1 x 1 10° ⇒ x 5 40° Logo, a medida do ângulo externo relativo ao vértice C é 4 ? 40° 2 10°, ou seja, 150°. C 2x � 20° 4x � 10°x � 10° A B Resolva as questões 1 e 2 do Roteiro de trabalho. Exercícios propostos 1 As medidas, em grau, dos ângulos internos de um triângulo são x, 2x e 3x. 2xx 3x Quanto mede o menor ângulo interno desse triângulo? 2 Determine a medida do ângulo externo relativo ao vértice C do triângulo abaixo: A 100° 2x � 70° x B C 3 Um mastro AB de uma bandeira localiza-se sobre um terreno plano e horizontal. Uma pessoa, parada em um ponto P desse terreno, avista o ponto A sob um ângulo de medida α com a horizontal. Cami- nhando em linha reta no sentido da base B do mas- tro essa pessoa para em um ponto Q e avista o pon- to A sob um ângulo de medida 60° com a horizontal. Sabendo que a medida do ângulo P BAQ é α 4 , calcule a medida α, em grau. 4 Vimos que o triângulo é considerado o polígono fundamental, pois qualquer outro polígono podeser considerado uma composição de triângulos dis- postos lado a lado. Por exemplo, um quadrilátero é composto de dois triângulos, um pentágono é com- posto de três triângulos e um hexágono é composto de quatro triângulos. B I H G F E J O N M L K C D A a) Temos que a soma dos ângulos internos de um triân- gulo qualquer é 180°. A partir dessa informação, junte-se a um colega e calculem a soma dos ângu- los internos do quadrilátero, do pentágono e do hexágono convexos representados acima. b) Agora, calculem a soma dos ângulos internos de um polígono convexo de n vértices. fA U ST In o IL U ST R A Ç Õ ES : f A U ST In o 30°30° 130°130° 48°48° 4. b) Espera-se que os alunos percebam que um polígono de n vértices pode ser decomposto em n 2 2 triângulos. Como a soma dos ângulos internos em cada um é 180°, concluímos que a soma dos ângulos internos de um polígono convexo de n lados (ou n vértices) é 180° ? (n 2 2). Quadrilátero: 2 Quadrilátero: 2 ?? 180° 180° 55 360°; pentágono: 360°; pentágono: 3 3 ?? 180° 180° 55 540°; hexágono: 4 540°; hexágono: 4 ?? 180° 180° 55 720° 720° PNLEM_Mat_Paiva_v1_C03(058a079).indd 64 05.03.10 20:22:55 65Geometria plana: triângulos e proporcionalidade Capítulo 3 R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o Pe na l e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . Propriedades dos triângulosPropriedades dos triângulos4 Triângulo isósceles Triângulo isósceles é todo triângulo que possui dois lados congruentes entre si. O extremo comum a esses lados é chamado de vértice do triângulo isósceles, e o lado oposto a esse vértice é a base do triângulo isósceles. Propriedades P1. Se um triângulo possui dois lados com medidas iguais, então os ângulos opostos a esses lados têm medidas iguais. P2. Se um triângulo possui dois ângulos com medidas iguais, en- tão os lados opostos a esses ângulos têm medidas iguais. P3. A mediana, a bissetriz e a altura relativas à base do triângulo isósceles são segmentos coincidentes e estão contidas na me- diatriz relativa a essa base. Ponto médio CMB A Se AB 5 AC e M é ponto médio de tBC, então o segmento tAM é mediana, bissetriz e altura rela- tivas ao vértice A, e a reta $AM % é mediatriz rela- tiva à base tBC. Exemplo Na situação apresentada na abertura do capítulo, os ângulos B BAC e A BCB do triângulo ABC me- dem 90° e 45°, respectivamente. Como a soma dos ângulos internos de um triângulo é 180°, concluímos que m(A BBC) 5 45°. Assim, dois ângulos internos do triângulo ABC têm medidas iguais e, portanto, os lados opostos a esses ângulos têm medidas iguais, ou seja, ABC é um triân- gulo isósceles. Concluímos, então, que AB 5 AC 5 70, ou seja, a largura do rio é 70 m. IL U ST R A Ç Õ ES : f A U ST In o CB A Por P1 e P2 temos: AB 5 AC ⇔ BB 5 BC m (A BBC ) é lido como “medida do ângulo A BBC”. fA U ST In o B CA 70 m 45° 45° Triângulo equilátero Triângulo equilátero é todo triângulo que possui os três lados congruentes entre si. Assim, todo triângulo equilátero também é isósceles, pois tem dois lados congruentes entre si. Propriedade Cada ângulo interno de um triângulo equilátero mede 60°. Triângulo retângulo Triângulo retângulo é todo triângulo que possui um ângulo interno reto. Os lados do triân- gulo que formam esse ângulo reto são chamados de catetos, e o terceiro lado é a hipotenusa. A medida de um segmento de reta tAB é indicada por AB (sem o traço). PNLEM_Mat_Paiva_v1_C03(058a079).indd 65 05.03.10 20:22:59 66 Capítulo 3 Geometria plana: triângulos e proporcionalidade R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o Pe na l e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . Propriedades Para justificar a propriedade P2, consideremos o retângulo ABCD, ao lado. As diagonais de um retângulo são congruentes e o ponto comum às duas é ponto médio de cada uma. Logo, M é ponto médio da hipotenusa tBC do triângulo ABC. Como AM 5 AD 2 e AD 5 BC, concluímos que AM 5 BC 2 . Portanto, a mediana tAM divide o triângulo retângulo ABC em dois triângulos isósceles. D A M B C Exercício resolvido R.3 No triângulo retângulo ao lado, em que M é o ponto mé- dio da hipotenusa, determinar as medidas dos ângulos internos do triângulo AMB. Resolução Como o triângulo AMC é isósceles de base tAC, então o ân- gulo M BAC mede 20°. B BMA é externo do AMC ⇒ m(B BMA) 5 20° 1 m(M BAC) (I) Substituindo a medida do ângulo M BAC em (I), temos: m(B BMA) 5 20° 1 20° 5 40° AMB é isósceles de base tAB e m(B BMA) 5 40° ⇒ m(M BAB) 5 m(M BBA) 5 70° Portanto, os ângulos internos do triângulo AMB medem 70°, 40° e 70°. 20° A B C M Exercícios propostos 5 No triângulo ABC da figura, tem-se que AB 5 AC. Deter- mine a medida x, em grau. 6 No projeto de um avião, um engenheiro desenhou três eixos, r, s e t, que denominou eixo do corpo do avião e eixos das asas, conforme a figura abaixo. t sA B r Eixo da asa esquerda Eixo da asa direita Eixo do corpo do avião O Cada um dos ângulos obtusos que r forma com s ou t mede 30° a mais que a medida do ângulo A BOB. Sabendo que as asas têm comprimentos iguais, a medida do ângulo OBBA é: a) 40° b) 50° c) 56° d) 58° e) 60° 7 Há milhares de anos, um meteorito com mais de um milhão de toneladas chocou-se com o solo no Arizona, EUA, formando uma enorme cratera (Cratera de Barringer). Para medir o diâmetro des- sa cratera, um geólogo fixou dois pontos, A e B, ex- tremos de um diâmetro da cratera, e caminhou 1.260 m a partir do ponto A, perpendicularmente a tAB, até um ponto C, tal que m(A BCB) 5 45°. Qual é a medida do diâmetro tAB? Cratera de Barringer, Arizona, Estados Unidos. (1995) PH o To D IS C /G ET TY IM A G ES A B x 110° C IL U ST R A Ç Õ ES : f A U ST In o fA U ST In o IL U ST R A Ç Õ ES : f A U ST In o P1. Os ângulos agudos de um triângulo retângulo são complementares. β α α 1 β 5 90° P2. Em todo triângulo retângulo, a mediana relativa à hipotenusa mede metade da hipotenusa. B A C M (ponto médio) AM 5 BC 2 Dois ângulos são complementares quando a soma de suas medidas é 90°. fA U ST In o 40°40° 1.260 m1.260 m alternativa alternativa aa PNLEM_Mat_Paiva_v1_C03(058a079).indd 66 05.03.10 20:23:09 67Geometria plana: triângulos e proporcionalidade Capítulo 3 R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o Pe na l e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 8 (Ceeteps-SP) Analise as sentenças relativas à figura a seguir. I. O triângulo CDE é isósceles. II. O triângulo ABE é equilátero. III. AyE % é bissetriz do ângulo B BAD. 45° B CE A D 60° 60° É verdade que: a) somente a afirmativa I é falsa; b) somente a afirmativa II é falsa; c) somente a afirmativa III é falsa; d) são todas afirmativas falsas; e) são todas afirmativas verdadeiras. 9 O triângulo ABC é isósceles de base tBC e M é ponto médio da base. Determine a medida do ângulo A BBC. 10 No triângulo retângulo ABC temos: M é ponto mé- dio de tBC, m(M BAC ) 5 30° e CM 5 3 cm. Calcule o perímetro do triângulo ABM. A C B M (Lembrete: perímetro de um polígono é a soma das medidas dos seus lados.) B M C A x 35° Teorema de TalesTeorema de Tales5 Tales de Mileto é considerado o primeiro filósofo grego e é também o primeiro homem da História a quem se atribuem descobertas matemáticas específicas, embora, antes dele, a humani- dade já tivesse acumulado um conhecimento matemático. Um dos teoremas associados ao nome de Tales trata da proporção entre segmentos de reta, conforme é enunciado a seguir. Consideremos três retas paralelas, p, q, r, “cortadas” por duas transversais, s e t. A B C F E D s t p q r Dizemos que dois segmentos das transversais s e t são correspondentes quando seus extremos pertencem às mesmas paralelas. Por exemplo: tAB e tDE são correspondentes, pois seus extremos per- tencemàs mesmas paralelas p e q; de modo análogo, são correspondentes tAC e tDF, tCB e tFE. Tales demonstrou que a razão entre dois segmentos de uma mesma transversal é igual à razão entre os segmentos correspondentes na outra transversal, isto é: AB BC DE EF AB AC DE DF CB CA FE FD ; ; 5 5 5 Esse teorema pode ser generalizado para mais de três paralelas, como segue. Se três ou mais retas paralelas concorrem com duas retas transversais, então a razão entre dois segmentos de uma mesma transversal é igual à razão entre os segmentos corres- pondentes da outra transversal. Tales de Mileto (624 a.C.-548 a.C.), gravura do século XVII. H U LT o n A R C H IV E/ G ET TY IM A G ES fA U ST In o IL U ST R A Ç Õ ES : f A U ST In o 55°55° 9 cm9 cm alternativa alternativa ee PNLEM_Mat_Paiva_v1_C03(058a079).indd 67 05.03.10 20:23:15 68 Capítulo 3 Geometria plana: triângulos e proporcionalidade R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o Pe na l e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . Exercício resolvido R.4 As retas p, q e r, representadas a seguir, são paralelas. Determinar a medida x. 3 5 r q p x x � 4 Resolução Pelo teorema de Tales, temos: x x 1 5 4 3 5 Logo, 5x 5 3x 1 12 ⇒ 2x 5 12 x 5 6 Exercícios propostos 11 Determine a medida x em cada figura: a) r // s // t 9 8 x 12 r s t d) r // s x x 4 9 r s b) r // s // t 2 6x 12 r s t e) r // s x � 2 x � 1 r 6 4 s c) r // s // t t x � 1 x � 2 10 8 r s 12 O terreno de uma fazenda tem a forma de um trapézio de bases tAB e tCD, com AD 5 9 km e BC 5 12 km. A partir de um ponto E do lado tAD, com AE 5 6 km, o fazendeiro pretende construir uma estrada paralela a tAB que cruze a fazenda até um ponto F do lado tBC. Calcule a distância FC. 9 km 12 km 6 km D C E F BA fA U ST In o IL U ST R A Ç Õ ES : f A U ST In o 4 km4 km 66 99 33 66 7 PNLEM_Mat_Paiva_v1_C03(058a079).indd 68 05.03.10 20:23:24 69Geometria plana: triângulos e proporcionalidade Capítulo 3 R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o Pe na l e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . Semelhança de figuras planasSemelhança de figuras planas6 Certamente você já viu na vitrine de alguma loja dois ou mais televisores mostrando a mesma imagem. As figuras mos- tradas nas telas têm a mesma forma, mas não necessariamente o mesmo tamanho. Tendo o mesmo tamanho ou não, dizemos que essas figuras são semelhantes. Intuitivamente, duas figuras planas são semelhantes quando têm a mesma forma, não importando se têm ou não o mesmo tamanho. Exemplos a) Dois quadrados quaisquer são figuras semelhantes. Se os quadrados tiverem o mesmo tamanho, então eles são congruentes. A congruência é um caso particular da semelhança. Indica-se a semelhança de duas figuras A e B por A , B, e a congruência entre duas figuras C e D por C D. b) Duas circunferências quaisquer são figuras semelhantes. c) Dois retângulos são semelhantes somente quando os lados de um deles são proporcionais aos do outro. 5 cm 10 cm 16 cm 8 cm Semelhança de triângulosSemelhança de triângulos7 O conceito intuitivo de semelhança é muito importante, porém devemos formalizá-lo. Para isso, adotamos a definição a seguir. Dois triângulos são semelhantes se, e somente se, existe uma correspondência biunívo- ca, que associa os três vértices de um dos triângulos aos três vértices do outro tal que: I. ângulos com vértices correspondentes são congruentes; II. lados opostos a vértices correspondentes são proporcionais. A C D E FB ABC , DEF ⇔ B B B B B B A D B E AB DE BC EF AC DF C e 5 5 FF Uma correspondên- cia biunívoca entre dois conjuntos não vazios A e B associa cada elemento de A a um único elemen- to de B e cada ele- mento de B a um único elemento de A. J M A R SH A LL /T R IB A LE YE IM A - G ES /A LA M Y/ o TH ER IM A G ES IL U ST R A Ç Õ ES : f A U ST In o fA U ST In o PNLEM_Mat_Paiva_v1_C03(058a079).indd 69 05.03.10 20:23:33 70 Capítulo 3 Geometria plana: triângulos e proporcionalidade R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o Pe na l e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . Casos de semelhança de triângulos Pela definição de semelhança de triângulos é necessário que sejam obedecidas seis condições: três congruências e três proporcionalidades. Porém, escolhendo adequadamente algumas dentre essas seis condições, percebemos que, se elas forem obedecidas, as outras também o serão. Qual- quer conjunto formado por uma quantidade mínima de condições capazes de garantir a seme- lhança de dois triângulos é chamado de caso de semelhança. A seguir apresentamos os casos principais. Caso A.A. (ângulo-ângulo) Dois triângulos são semelhantes se, e somente se, têm dois ângulos respectivamente con- gruentes. A C D E FB B B B B B E C F e ⇔ ABC , DEF Caso L.A.L. (lado-ângulo-lado) Dois triângulos são semelhantes se, e somente se, têm dois lados, respectivamente, propor- cionais; e são congruentes os ângulos formados por esses lados. A C D E FB AB DE BC EF B E 5 e B B ⇔ ABC , DEF Caso L.L.L. (lado-lado-lado) Dois triângulos são semelhantes se, e somente se, têm os três lados, respectivamente, pro- porcionais. A C D E FB AB DE BC EF AC DF 5 5 ⇔ ABC , DEF Notas: 1. Ao indicar a semelhança por ABC , DEF estamos afirmando que os vértices A, B e C são, respectivamente, os correspondentes dos vértices D, E e F. 2. Lados opostos a ângulos correspondentes são chamados de lados correspondentes. 3. A razão entre dois lados correspondentes é chamada razão de semelhança. A razão de semelhança também pode ser obtida através da razão entre dois segmentos corresponden- tes quaisquer: alturas, medianas, bissetrizes etc., conforme a demonstração a seguir. Demonstração Consideremos que ABC , DEF. A C D E FB A razão de semelhança do triângulo ABC para DEF é o número k tal que: k AB DE BC EF AC DF ( )5 5 5 I IL U ST R A Ç Õ ES : f A U ST In o fA U ST In o PNLEM_Mat_Paiva_v1_C03(058a079).indd 70 05.03.10 20:23:40 71Geometria plana: triângulos e proporcionalidade Capítulo 3 R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o Pe na l e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . Traçando as alturas correspondentes tAH e tDI, concluímos, pelo caso A.A., que os triângu- los ABH e DEI são semelhantes: A C D E IH FB Logo, temos: AH DI AB DE ( )5 II Em (I), observamos que AB DE k ;5 logo, de (II), podemos concluir que AH DI k ,5 ou seja, a razão entre as alturas correspondentes tAH u e tDI é a razão de semelhança entre os triângulos. De maneira análoga, pode-se demonstrar que a razão de semelhança se mantém para dois comprimentos correspondentes quaisquer: medianas, bissetrizes, perímetros etc. Exercícios resolvidos R.5 Um projetor de slide, colocado a 9 m de distância de uma tela, projeta um retângulo de altura 6 m. A que distância da tela deve ser colocado o proje- tor para que o retângulo projetado tenha 2 m de altura? 9 m 6 m 2 m Resolução Sendo d a distância procurada, esquematizamos: 6 2 9 A B C D E F G Hd Temos que ABC ~ EFG e que a razão de seme- lhança é a razão entre dois comprimentos corres- pondentes quaisquer. Assim, temos: BC FH AD EG d d d d d d d 5 55 55 55 5 d d5 5d d ⇒ ⇒ 5 5⇒5 5 ⇒ 6 2 9 6 1d d6 1d d 6 1 d d d d6 1d d d dd d d d6 1d d d dd d5 5d d6 1d d5 5d d8 3d d8 3d d 8 3 d d d d8 3d d d dd d8 3d dd d d d8 3d d d d5 58 35 5d d5 5d d8 3d d5 5d dd d⇒d d8 3d d⇒d dd d5 5d d⇒d d5 5d d8 3d d5 5d d⇒d d5 5d d Logo, a distância entreo projetor e a tela deve ser 3 m. R.6 Determinar a medida do lado tAB do triângulo ABC abaixo, sabendo que B BAC D BBC. A B D C 6 cm 3 cm 4 cm x Resolução Separando os triângulos ABC e BDC, e observando que B BAC D BBC e B BCA B BCD ( BC é ângulo comum aos dois triângulos), concluímos que ABC , BDC (caso A.A.). Marcando os ângulos congruentes com o mesmo número de arquinhos, temos os triângulos abaixo. A B D C B C 6 4 3 x Para montar a proporção entre as medidas dos la- dos, colocamos como numeradores as medidas dos lados de um mesmo triângulo e em cada denomi- nador colocamos o correspondente do numerador (lados correspondentes são lados opostos a ângulos congruentes), isto é: x x 4 6 3 8 5 5x5 5x5 55 5⇒ ⇒ 5 5⇒5 5 Logo, o lado tAB mede 8 cm. IL U ST R A Ç Õ ES : f A U ST In o fA U ST In o PNLEM_Mat_Paiva_v1_C03(058a079).indd 71 05.03.10 20:23:51 72 Capítulo 3 Geometria plana: triângulos e proporcionalidade R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o Pe na l e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . Resolva as questões 3 e 4 do Roteiro de trabalho. Exercícios propostos 13 No triângulo ABC abaixo, o segmento tED é parale- lo a tBC. Determine as medidas tAE e tAD. A B E D C 6 9 18 12 14 Na figura a seguir, tAB // tDE. Determine as medidas x e y. A B16 y x8 21 12 D E C 15 (Unir-RO) Na figura, tem-se D BAB D BBC. A medi- da x é: 5 x D C B A 10 a) 12 b) 13 c) 14 d) 15 e) 16 16 O esquema abaixo, fora de escala, representa uma pessoa em frente a uma máquina fotográfica cuja base é paralela ao piso plano e horizontal. Diafragma Se a distância entre a pessoa e o diafragma da máqui- na é 3 m, a distância entre o diafragma e o filme é 6 cm e a altura da pessoa é 1,75 m, calcule a altura, em cen- tímetro, da imagem da pessoa projetada no filme. 17 Em uma noite de Lua cheia, Paulo e Renata realiza- ram a seguinte experiência: Paulo fechou um dos olhos e Renata segurou uma moeda de 2,5 cm de diâmetro entre a Lua e o olho aberto de Paulo, de modo que o jovem visse a moeda coincidindo com a imagem do disco lunar; a seguir, mediram a dis- tância entre a moeda e o olho aberto de Paulo, ob- tendo 290 cm. Sabendo que a distância da Terra à Lua é 4 105 km, os jovens estimaram a medida do diâmetro da Lua. Com esses dados, que medida, em quilômetro, se obtém para o diâmetro da Lua? 18 (Vunesp) Um observador situado num ponto O, lo- calizado na margem de um rio, precisa determinar sua distância até um ponto P, localizado na outra margem, sem atravessar o rio. Para isso marca, com estacas, outros pontos do lado da margem em que se encontra, de tal forma que P, O e B estão alinha- dos entre si e P, A e C também. Além disso, tOA é paralelo a tBC, OA 25 m, BC 40 m e OB 30 m, conforme mostra a figura. P AO B C rio A distância, em metro, do observador em O até o ponto P é: a) 30 b) 35 c) 40 d) 45 e) 50 IL U ST R A Ç Õ ES : F A U ST IN O FA U ST IN O SE R R A LH EI R O 3,5 cm3,5 cm 3,45 3,45 10 1033 km km AEAE 12; 12; ADAD 8 8 xx 14 e 14 e yy 24 24 alternativa alternativa dd alternativa alternativa ee PNLEM_Mat_Paiva_v1_C03(058a079).indd 72 4/20/10 3:16:13 PM 73Geometria plana: triângulos e proporcionalidade Capítulo 3 R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o Pe na l e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . Relações métricas no triângulo retângulo Relações métricas no triângulo retângulo 8 Considerando o triângulo retângulo ABC ao lado, temos: • b e c são as medidas dos catetos; • a é a medida da hipotenusa; • h é a medida da altura relativa à hipotenusa; • m é a medida da projeção ortogonal do cateto tAB sobre a hipotenusa; • n é a medida da projeção ortogonal do cateto tAC sobre a hipotenusa. Vamos demonstrar as seguintes relações métricas: ah 5 bc ch 5 bm a2 5 b2 1 c2 (teorema de Pitágoras) c2 5 am bh 5 cn b2 5 an h2 5 mn Demonstrações O triângulo retângulo ABC pode ser separado em três triângulos semelhantes entre si. B BCa hh b c nm AA CHH A c b Assim, temos: • ABC , HBA ⇔ a c b h c m 5 5 Logo: ah 5 bc, c2 5 am, ch 5 bm • ABC , HAC ⇔ a b b n c h 5 5 Logo: b2 5 an, ah 5 bc, bh 5 cn • HBA , HAC ⇔ c b h n m h 5 5 Logo: bh 5 cn, ch 5 bm, h2 5 mn • Para demonstrar o teorema de Pitágoras, basta adicionar, membro a membro, as relações b2 5 an e c2 5 am, obtendo: b2 1 c2 5 an 1 am ⇒ b2 1 c2 5 a(n 1 m) Como n 1 m 5 a, concluímos que: b2 1 c2 5 a2 Nota: Nenhuma outra proposição matemática possui tantas demonstrações quanto o teorema de Pitágoras. Em 1940, o professor norte-americano Elisha Scott Loomis publicou, em seu livro The Pythagorean Proposition, 367 demonstrações diferentes desse teorema. Uma de- las é apresentada a seguir. Consideremos quatro triângulos retângulos congruentes entre si, cuja hipotenusa tem medida a e os catetos têm medidas b e c: b a c b a c b a c b a c B C A c h H a b m n IL U ST R A Ç Õ ES : f A U ST In o fA U ST In o PNLEM_Mat_Paiva_v1_C03(058a079).indd 73 05.03.10 20:24:09 74 Capítulo 3 Geometria plana: triângulos e proporcionalidade R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o Pe na l e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . Exercício resolvido Dispondo esses triângulos conforme a figura abaixo, temos que as hipotenusas são lados de um quadrado inscrito no quadrado cujos lados são formados por catetos: b b b b a a a a c c c c Observando que a área do quadrado de lado b 1 c é igual à soma das áreas dos quatro triângulos com a área do quadrado de lado a, podemos escrever: ( ) b c bc a1 5 12 24 2 ? Assim, concluímos: b2 1 2bc 1 c2 5 2bc 1 a2 ⇒ b2 1 c2 5 a2 R.7 Em um retângulo ABCD, tem-se AB 5 8 cm e BC 5 6 cm. Calcular: a) a medida da diagonal tAC; b) a distância do ponto B à diagonal tAC; c) a medida da projeção ortogonal do lado tAB sobre a diagonal tAC. Resolução a) Traçando a diagonal tAC, obtém-se o triângulo retângulo ABC. Indicando por x a medida, em centímetro, dessa diago- nal, temos pelo teorema de Pitágoras: x2 5 62 1 82 ⇒ x2 5 100 x 5 110 ou x 5 210 Excluímos o valor 210, porque x é necessariamente posi- tivo; logo, a medida da diagonal tAC é 10 cm. b) A distância de B à diagonal tAC é a medida h da altura tBB’ relativa à hipotenusa do tri- ângulo retângulo ABC. Uma das relações métricas no triângulo retângulo afirma que o produto das medidas da hipotenusa e de sua altura relativa é igual ao produto das medidas dos catetos. As- sim, no triângulo ABC, temos: 10h 5 8 ? 6 h 5 4,8 Concluímos, então, que B dista 4,8 cm da diagonal tAC. c) Observando a figura apresentada no item b, vemos que a projeção ortogonal do lado tAB sobre a diagonal tAC é o segmento tAB’. Uma relação métrica no triângulo retângulo garante que o quadrado da medida de um cateto é igual ao produto da medida da hipotenusa pela medida da projeção desse cateto. Indicando por y a medida da projeção tAB’ do cateto tAB sobre a hipotenusa tAC, temos: 82 5 10y y 5 6,4 Concluímos, então, que AB’ é igual a 6,4 cm. A B CD x 8 6 A B h C B� D 8 6 fA U ST In o IL U ST R A Ç Õ ES : f A U ST In o PNLEM_Mat_Paiva_v1_C03(058a079).indd 74 05.03.10 20:24:15 75Geometria plana: triângulos e proporcionalidade Capítulo 3 R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o Pe na l e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . Exercícios propostos 19 Determine as medidas a, h, m e n no triângulo re- tângulo ABC a seguir. B H C A 3 4 h m n a 20 Calcule a medida da altura relativa à base tBC do triângulo isósceles. B C A 5 cm 5 cm 8 cm 21 No triângulo retângulo ABC abaixo, calcule a me- dida daprojeção ortogonal do cateto tAC sobre a hipotenusa. B H C A 5 12 22 (Enem) Na figura abaixo, que representa o projeto de uma escada com cinco degraus de mesma altura, o comprimento total do corrimão é igual a: 30 cm 30 cm 90 cm 90 cm corrimão 24 cm 24 cm 24 cm 24 cm 24 cm a) 1,8 m d) 2,1 m b) 1,9 m e) 2,2 m c) 2,0 m 23 (UFPE) Uma embarcação está presa ao cais por um cabo horizontal de comprimento 2,9 m. Quando a maré baixar 2,0 m, qual será a distância, em decíme- tro, medida na horizontal, da embarcação ao cais? 24 Nas armações de madeira que suportam telhados, são construídas estruturas sob a forma de triângu- los isósceles ABC de base tBC, chamadas de tesoura de telhado, conforme mostra a figura abaixo, em que N, M e P dividem a base tBC em quatro partes congruentes. A D E C M N P B Se AN 3 m e ND 2,5 m, calcule a metragem linear de caibros necessária para a construção des- sa estrutura. 25 (Enem) Quatro estações distribuidoras de energia A, B, C e D estão dispostas como vértices de um quadrado de 40 km de lado. Deseja-se construir uma estação central que seja ao mesmo tempo equidistante das estações A e B e da estrada (reta) que liga as estações C e D. A nova estação deve ser localizada: a) no centro do quadrado; b) na perpendicular à estrada que liga C e D pas- sando por seu ponto médio, a 15 km dessa es- trada; c) na perpendicular à estrada que liga C e D passando por seu ponto médio, a 25 km des- sa estrada; d) no vértice de um triângulo equilátero de base tAB, oposto a essa base; e) no ponto médio da estrada que liga as estações A e B. Cálculo da medida da diagonal de um quadrado e da altura de um triângulo equilátero A medida d da diagonal de um quadrado cujo lado tem medida a pode ser calculada pelo teorema de Pitágoras. d a a d 2 a 2 a 2 ⇒ d 2 2a 2 ∴ d 2 2a ⇒ d a 2 IL U ST R A Ç Õ ES : F A U ST IN O FA U ST IN O 3 cm HCHC 28,8 28,8 alternativa alternativa cc 29 m29 m 21 dm21 dm aa 5; 5; hh 2,4; 2,4; mm 1,8 e 1,8 e nn 3,2 3,2 alternativa alternativa o comprimento total do corrimão é igual a: alternativa o comprimento total do corrimão é igual a:o comprimento total do corrimão é igual a: dd PNLEM_Mat_Paiva_v1_C03(058a079).indd 75 4/20/10 3:17:04 PM 76 R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o Pe na l e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . Capítulo 3 Geometria plana: triângulos e proporcionalidade De modo análogo, a medida h da altura de um triângulo equilátero cujo lado tem medida a pode ser calculada pelo teorema de Pitágoras. h a a 2 h a 3 2 h a a h a h a 2 2 2 2 2 2 2 3 4 3 4 ⇒ ⇒⇒ Exemplos a) A diagonal de um quadrado de lado 5 cm mede 5 2 cm. b) A diagonal de um quadrado de lado 2 m mede 2 2 m, ou seja, 2 m. c) A altura de um triângulo equilátero de lado 7 cm mede 7 3 2 cm. d) A altura de um triângulo equilátero de lado 3 cm mede 3 3 2 cm, ou seja, 3 2 cm. Exercícios propostos 26 Na figura, ABCD é um qua- drado de lado 5 cm. Calcule a medida da altura do triângulo equilátero DBE. 27 De um ponto C, o piloto de um avião avista um ponto A na cabeceira da pista de um aeroporto, a 7 km de distância, sob um ângulo de 45° com a vertical tCB, conforme mostra a figura ao lado. A que altura, em relação à pista do aeroporto, encontra-se o avião? 28 Um cabo de aço de 10 m de comprimento é esticado do topo de um poste a um ponto de um terreno pla- no e horizontal, de modo que o ângulo entre o cabo e o solo mede 30°. 30° Calcule a medida da altura do poste. (Sugestão: Imagine a metade de um triângulo equi- látero.) D A B C E 1 Em duplas, respondam: a) O que é um polígono regular? b) Como podemos classificar os triângulos? c) Por que o triângulo pode ser considerado o polígono fundamental? 2 Junte-se a um colega e enunciem com suas palavras o teorema da soma dos ângulos internos de um triângulo e o teorema do ângulo externo de um triângulo. Expliquem como, a partir do teorema da soma dos ângulos internos de um triângulo, pode-se calcular a soma dos ângulos internos de qualquer polígono convexo. 3 Reúna-se em grupo e escolham situações do dia a dia nas quais esteja presente o conceito de semelhança de figuras planas. 4 Em duplas, respondam à questão. A definição de triângulos semelhantes explicita seis condições: as congruências entre os três ângulos internos e as proporcio- nalidades entre os três lados. Para demonstrar que dois triângulos são semelhantes, é preciso constatar as seis condições? Justifique. FA U ST IN O IL U ST R A Ç Õ ES : F A U ST IN O Roteiro de trabalho B C A 45° 7 km 1. b) Podemos classificar os triângulos quanto aos ângulos (triângulo retângulo, triângulo acutângulo e triângulo obtusângulo) e quanto aos lados (triângulo equilátero, triângulo isósceles e triângulo escaleno). Espera-se que os alunos escolham situações em que as figuras têm a mesma forma, não importando se têm ou não o mesmo tamanho. Porque qualquer outro polígono pode ser considerado uma composição de triângulos dispostos lado a lado. Ver Suplemento com orientações para o professor. Ver Suplemento com orientações para o professor. 5 m5 m Polígono regular é todo polígono convexo que possui todos os lados congruentes entre si e todos os ângulos internos congruentes entre si. 5 65 6 2 cm 7 27 2 2 km PNLEM_Mat_Paiva_v1_C03(058a079).indd 76 09.03.10 16:29:14 R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o Pe na l e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 77Geometria plana: triângulos e proporcionalidade Capítulo 3 Exercícios complementares 1 No triângulo isós- celes de base tBC da figura, deter- mine a medida do ângulo inter- no BA. 2 (Fuvest-SP) Na figura, AB BD CD. Então: a) y 3x b) y 2x c) x y 180° d) x y e) 3x 2y 3 Um triângulo ABC, retângulo em A, possui um ângu- lo interno de 30°. Calcule a medida de um ângulo agu- do formado pela altura e pela bissetriz interna, ambas relativas ao vértice A. 4 (UFMA) Um triângulo retângulo possui um ângulo interno de 40°. A medida do ângulo agudo determina- do pela mediana e pela altura, ambas relativas à hipo- tenusa, é: a) 10° b) 20° c) 25° d) 30° e) 35° 5 Uma escala termométrica é uma sequência de valores numéricos em que para cada valor é associada uma temperatura. A escala Celsius adota, sob pressão nor- mal, ao nível do mar, o valor 0 (zero) para a tempera- tura de congelamento da água e o valor 100 para a temperatura sob a qual a água entra em ebulição. Na escala Fahrenheit, são atribuídos os valores 32 e 212 a essas temperaturas, respectivamente. No esquema a seguir, as três retas representadas pelos tracejados são paralelas e con- correm com as duas transver- sais, que simbo- lizam as escalas Celsius (°C) e Fahrenheit (°F). Aplicando o teo- rema de Tales, determine a tem- peratura em grau Fahrenheit (°F) correspondente a 75 °C. 6 Para a realização de uma experiência, uma rampa reta e plana de 2 m de comprimento, de plástico transpa- rente, foi colocada sobre um terreno plano e horizon- tal. Quando os raios de sol eram perpendiculares ao terreno, fez-se rolar uma bola desde o ponto mais alto da rampa até o solo, observando-se que a sombra da bola sobre o terreno percorreu uma distância de 1,6 m. Que distância percorreu essa sombra, quando a bola se deslocou 50 cm sobre a rampa? 7 Um estudante posicionou-se a 50 m de distância de um prédio e colocou, a 16 cm de seus olhos, uma has- te vertical de 20 cm de comprimento tal que a haste e o prédio ficassem sob o mesmo ângulo visual, confor- me a figura. A partir dessa situação, o jovem calculou a altura do prédio. Qual é essa altura, em metro? 8 Na construção da estrutura de um telhado, um carpin- teiro montou um triângulo isósceles formado por trêsvigas, de 5 m, 5 m e 8 m. Para dar rigidez à estrutura, ele fez uma triangulação conforme o esquema abaixo. 5 m5 m 4 m 4 m Quantos metros de viga foram usados nessa peça? 9 Para calcular o comprimento de um túnel que será construído em linha reta, ligando dois pontos, A e B, da base de uma montanha, um topógrafo posicionou seu teodolito em um ponto C tal que m(A BCB) 90°; a seguir mediu as distâncias AC e BC, obtendo 60 m e 80 m, respectivamente. O comprimento do tú- nel, em metro, será: a) 120 b) 100 c) 110 d) 80 e) 92 10 Para calcular a distância entre um navio A e o cais, uma pessoa marcou um ponto B na margem do cais de maneira que tAB fosse perpendicular a essa mar- gem; a seguir, caminhou 50 m perpendicularmen- te a tAB, até um ponto C, constatando que o ângulo A BCB media 60°. A que distância do cais estava o navio? IL U ST R A Ç Õ ES : F A U ST IN O A B x � 5° 2x � 10° C A x y B D C M 100 °C 75 °C 0 °C 212 °F 32 °F x N P M� N� P� A B C 60° CB A Cais50 m 60° 0,4 m 62,5 m 15° alternativa a alternativa a alternativa b 167 °F 25,8 m 50 3 m PNLEM_Mat_Paiva_v1_C03(058a079).indd 77 09.03.10 16:29:40 78 Capítulo 3 Geometria plana: triângulos e proporcionalidade R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o Pe na l e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o Pe na l e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . MAT – PAIVA – PNLEM – Vol.1 – Cap. 01 – 1.ª Prova (FORMATO ☎ 2618-1009 • 3569-1878) Matemática sem fronteiras Geometria e arte Ao observar uma rua longa e reta tem-se a impressão de que suas margens convergem para um ponto da linha do horizonte (LH). Em Geometria, esse ponto é chamado de ponto de fuga (PF). Claude Monet. A rua de Saint-Denis, Festa de 30 de junho de 1878, 1878, 76 52 cm. Rua em Paraty, Rio de Janeiro. (2009) O ponto de fuga foi descoberto no século XV pelo arqui- teto italiano Filippo Brunelleschi (1377-1446). Acredita-se que essa descoberta tenha tido origem no hábito de Brunel- leschi de desenhar as silhuetas de edifícios contornando suas imagens em um espelho. Desse modo, o arquiteto per- cebeu que todas as linhas dos desenhos convergiam para a linha do horizonte. Nascia, então, o método geométrico de construção da perspectiva, que é a técnica de representação de figuras tridimensionais através de desenhos, de modo que se tenha a ilusão da espessura e profundidade das figuras. Observe o quadro ao lado, do pintor impressionista Claude Monet: a perspectiva direciona nosso olhar para o final da rua, no centro do quadro. Uma figura tridimensional pode ser representada por um desenho com mais de um ponto de fuga; por exemplo, as figuras abaixo mostram um cubo representado com dois ou três pon- tos de fuga. fL o R IA n K o PP /IM A G EB R o K ER /A LA M Y/ o TH ER IM A G ES M U SE U D ES B EA U X- A R TS , R o U En , f R A n Ç A IL U ST R A Ç Õ ES : f A U ST In o 78 LH PF1 cubo com dois pontos de fuga cubo com três pontos de fuga PF2 LH PF1 PF2 PF3 Um desenho que pretenda representar fielmente a realidade deve manter a proporção entre suas medidas. Por exemplo, o desenho de um cubo em perspectiva deve assegurar a ilusão de que suas faces são quadrados congruentes. Esse efeito é conseguido por meio de medidas obtidas por semelhança de triângulos. PF PFLH LH Capítulo 3 Geometria plana: triângulos e proporcionalidade Para um estudo detalhado sobre esse Para um estudo detalhado sobre esse assunto, sugerimos o endereço eletrônico assunto, sugerimos o endereço eletrônico <http://www.perspectivaquadrilatera.<http://www.perspectivaquadrilatera. net/y.tessuto/livro/localiz_pfuga.htm>.net/y.tessuto/livro/localiz_pfuga.htm>. PNLEM_Mat_Paiva_v1_C03(058a079).indd 78 05.03.10 20:25:24 79Geometria plana: triângulos e proporcionalidade Capítulo 3 R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o Pe na l e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . MAT – PAIVA – PNLEM – Vol.1 – Cap. 01 – 1.ª Prova (FORMATO ☎ 2618-1009 • 3569-1878) 1 Observe as imagens abaixo e responda aos itens. Explique como se determinam: um ponto de fuga na figura 1, dois pontos de fuga na figura 2 e três pontos de fuga na figura 3. 2 Vimos que um desenho que pretenda representar fielmente a realidade deve manter a proporção entre suas medidas. Para obter esse efeito, aplicamos o conceito de semelhança de triângulos. Observe a representação do cubo e do seu ponto de fuga. H LH PF D G C A B F Encontre dois triângulos semelhantes na figura acima e identifique um caso de semelhança. 3 Em dupla, escolham um objeto à sua volta que lembre um paralelepípedo, por exemplo, borracha, caderno, livro etc. Desenhem, utilizando régua, o objeto de três maneiras diferentes: com 1, 2 ou 3 pontos de fuga. Atividades FA U ST IN O 79 Casarões da rua Triunfo no bairro da Luz, São Paulo, SP. (2007) Estrada de ferro, sul dos Estados Unidos. (2005) Prédio em Potsmader Platz em Berlim, na Alemanha. (2007) D EL FI M M A R TI N S/ PU LS A R IM A G EN S Figura 2 N IC K R A IN S/ C O R B IS /L AT IN ST O C K Figura 1 JE A N -P IE R R E LE SC O U R R ET /C O R B IS /L AT IN ST O C K Figura 3 Geometria plana: triângulos e proporcionalidade Capítulo 3 Ver Ver Suplemento com orientações para o professorSuplemento com orientações para o professor..Suplemento com orientações para o professorSuplemento com orientações para o professor.Suplemento com orientações para o professorSuplemento com orientações para o professor Ver Ver Suplemento com orientações para o professorSuplemento com orientações para o professor..Suplemento com orientações para o professorSuplemento com orientações para o professor.Suplemento com orientações para o professorSuplemento com orientações para o professor Resposta pessoal.Resposta pessoal. PNLEM_Mat_Paiva_v1_C03(058a079).indd 79 4/20/10 3:18:38 PM