Logo Passei Direto
Buscar

Ferramentas de estudo

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná 
 
 DAMAT – Departamento Acadêmico de Matemática 
 
 Cálculo Diferencial e Integral 4 (MA64A) 
 
 
 
 
SÉRIES - TRANSFORMADAS 
NOTAS DE AULA 
 
 
 
 
 
 
 
 Rudimar Luiz Nós 
 
 2o semestre/2011 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Não é paradoxo dizer 
 
que nos nossos momentos de inspiração mais teórica 
 
podemos estar o mais próximo possível 
 
 de nossas aplicações mais práticas. 
 
 
A. N. Whitehead (1861-1947) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
rudimarnos@gmail.com 
http://pessoal.utfpr.edu.br/rudimarnos 
 
 
 
 
 
 4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 5 
SUMÁRIO 
 
1. SÉRIES.................................................................................................................................................................................9 
1.1 – SEQUÊNCIAS INFINITAS .................................................................................................................................................9 
1.2 – SÉRIES INFINITAS ..........................................................................................................................................................9 
1.3 – CONVERGÊNCIA DE SÉRIES..........................................................................................................................................10 
1.3.1 – A série geométrica..............................................................................................................................................10 
1.3.2 – Condição necessária à convergência.................................................................................................................11 
1.3.3 – Teste da divergência...........................................................................................................................................11 
1.3.4 – Série de termos positivos: o teste da integral.....................................................................................................11 
1.3.5 – Convergência absoluta e condicional ................................................................................................................12 
1.3.6 – Convergência uniforme (série de funções).........................................................................................................12 
1.3.7 – Teste M de Weierstrass ......................................................................................................................................13 
2. A SÉRIE DE FOURIER....................................................................................................................................................17 
2.1 – FUNÇÕES PERIÓDICAS .................................................................................................................................................17 
2.2 – SÉRIES TRIGONOMÉTRICAS..........................................................................................................................................18 
2.3 – SÉRIE DE FOURIER.......................................................................................................................................................22 
2.3.1 – Definição............................................................................................................................................................22 
2.3.2 – Coeficientes ........................................................................................................................................................22 
2.3.3 – Continuidade seccional ou por partes................................................................................................................25 
2.3.4 – Convergência: condições de Dirichlet ...............................................................................................................25 
2.4 – SÉRIE DE FOURIER DE UMA FUNÇÃO PERIÓDICA DADA................................................................................................27 
2.5 – FUNÇÕES PARES E FUNÇÕES ÍMPARES..........................................................................................................................35 
2.6 – SÉRIE DE FOURIER DE COSSENOS.................................................................................................................................39 
2.7 – SÉRIE DE FOURIER DE SENOS.......................................................................................................................................40 
2.8 – O FENÔMENO DE GIBBS...............................................................................................................................................44 
2.9 – A IDENTIDADE DE PARSEVAL PARA SÉRIES DE FOURIER..............................................................................................45 
2.10 – CONVERGÊNCIA DE SÉRIES NUMÉRICAS ATRAVÉS DA SÉRIE DE FOURIER ..................................................................47 
2.11 – DERIVAÇÃO E INTEGRAÇÃO DA SÉRIE DE FOURIER....................................................................................................48 
2.12 – A FORMA EXPONENCIAL (OU COMPLEXA) DA SÉRIE DE FOURIER...............................................................................50 
2.13 – APLICAÇÕES DA SÉRIE DE FOURIER NA SOLUÇÃO DE EQUAÇÕES DIFERENCIAIS PARCIAIS .........................................55 
2.13.1 – Equações diferenciais ......................................................................................................................................55 
2.13.2 – Equação do calor .............................................................................................................................................56 
2.13.3 – Equação da onda..............................................................................................................................................59 
2.13.4 – Equação de Laplace .........................................................................................................................................61 
2.14 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS ..........................................................................................................................................65 
2.15 – EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES................................................................................................................................77 
3. A INTEGRAL DE FOURIER / TRANSFORMADAS DE FOURIER .........................................................................91 
3.1 – A INTEGRAL DE FOURIER ............................................................................................................................................92 
3.2 – CONVERGÊNCIA DA INTEGRAL DE FOURIER ................................................................................................................92 
3.2.1 – Convergência absoluta e condicional ................................................................................................................93 
3.3 – A INTEGRAL COSSENO DE FOURIER .............................................................................................................................933.4 – A INTEGRAL SENO DE FOURIER ...................................................................................................................................94 
3.5 – FORMAS EQUIVALENTES DA INTEGRAL DE FOURIER....................................................................................................95 
3.6 – DEFINIÇÃO DA TRANSFORMADA DE FOURIER E DA TRANSFORMADA INVERSA DE FOURIER ........................................97 
3.7 – TRANSFORMADA COSSENO DE FOURIER E TRANSFORMADA COSSENO DE FOURIER INVERSA ......................................99 
3.8 – TRANSFORMADA SENO DE FOURIER E TRANSFORMADA SENO DE FOURIER INVERSA.................................................100 
3.9 – FUNÇÃO DE HEAVISIDE .............................................................................................................................................102 
3.10 – ESPECTRO, AMPLITUDE E FASE DA TRANSFORMADA DE FOURIER............................................................................104 
3.11 – PROPRIEDADES OPERACIONAIS DAS TRANSFORMADAS DE FOURIER........................................................................106 
3.11.1 – Comportamento de F(α) quando |α|→∞ ........................................................................................................107 
3.11.2 – Linearidade ....................................................................................................................................................108 
3.11.3 – Simetria (ou dualidade)..................................................................................................................................108 
3.11.4 – Conjugado......................................................................................................................................................109 
3.11.5 – Translação (no tempo) ...................................................................................................................................109 
3.11.6 – Translação (na frequência) ............................................................................................................................110 
 6 
3.11.7 – Similaridade (ou mudança de escala) e inversão de tempo ...........................................................................110 
3.11.8 – Convolução ....................................................................................................................................................111 
3.11.9 – Multiplicação (Convolução na frequência)....................................................................................................114 
3.11.10 – Transformada de Fourier de derivadas .......................................................................................................115 
3.11.11 – Derivadas de transformadas de Fourier ......................................................................................................116 
3.12 – RESUMO: PROPRIEDADES OPERACIONAIS DAS TRANSFORMADAS DE FOURIER ........................................................119 
3.13 – DELTA DE DIRAC.....................................................................................................................................................120 
3.13.1 – Propriedades do delta de Dirac .....................................................................................................................121 
3.13.2 – Transformada de Fourier do delta de Dirac ..................................................................................................122 
3.14 – MÉTODOS PARA OBTER A TRANSFORMADA DE FOURIER .........................................................................................122 
3.14.1 – Uso da definição.............................................................................................................................................122 
3.14.2 – Uso de equações diferenciais .........................................................................................................................126 
3.14.3 – Decomposição em frações parciais................................................................................................................128 
3.15 – TRANSFORMADA DE FOURIER DE ALGUMAS FUNÇÕES ............................................................................................130 
3.15.1 – A função constante unitária ...........................................................................................................................130 
3.15.2 – A função sinal.................................................................................................................................................131 
3.15.3 – A função degrau .............................................................................................................................................132 
3.15.4 – Exponencial....................................................................................................................................................132 
3.15.5 – Função cosseno..............................................................................................................................................133 
3.16 – RESUMO: TRANSFORMADAS DE FOURIER DE ALGUMAS FUNÇÕES...........................................................................134 
3.17 – IDENTIDADE DE PARSEVAL PARA AS INTEGRAIS DE FOURIER..................................................................................135 
3.18 – CÁLCULO DE INTEGRAIS IMPRÓPRIAS......................................................................................................................137 
3.19 – SOLUÇÃO DE EQUAÇÕES DIFERENCIAIS ...................................................................................................................141 
3.19.1 – Equações diferenciais ordinárias...................................................................................................................141 
3.19.2 – Equações diferenciais parciais ......................................................................................................................142 
Derivação sob o sinal de integração – Regra de Leibniz .................................................................................................................. 142 
3.19.2.1 – Equação do calor (EDP parabólica).................................................................................................................................. 144 
3.19.2.2 – Equação da onda (EDP hiperbólica) ................................................................................................................................. 146 
3.19.2.3 – Equação de Laplace (EDP elíptica) .................................................................................................................................. 148 
3.20 – SOLUÇÃO DE EQUAÇÕES INTEGRAIS E DE EQUAÇÕES ÍNTEGRO-DIFERENCIAIS.........................................................151 
3.21 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS ........................................................................................................................................154 
3.22 – EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES..............................................................................................................................157 
4. TRANSFORMADAS DE LAPLACE ............................................................................................................................165 
4.1 – DEFINIÇÃO DA TRANSFORMADA DE LAPLACE ...........................................................................................................165 
4.1.1 – Motivação.........................................................................................................................................................165 
4.1.2 – Função de Heaviside........................................................................................................................................166 
4.1.2.1 -Generalização........................................................................................................................................................................ 167 
4.1.3 – Transformada de Laplace ................................................................................................................................168 
4.2 – FUNÇÕES DE ORDEM EXPONENCIAL...........................................................................................................................171 
4.3 – CONVERGÊNCIA DA TRANSFORMADA DE LAPLACE UNILATERAL ..............................................................................174 
4.3.1 – Convergência absoluta e condicional ..............................................................................................................174 
4.3.2 – Condições suficientes para a convergência .....................................................................................................174 
4.4 – TRANSFORMADA DE LAPLACE UNILATERAL DAS FUNÇÕES ELEMENTARES ...............................................................175 
4.4.1 – f(t) = tn..............................................................................................................................................................175 
4.4.2 – f(t) = eat ............................................................................................................................................................177 
4.4.3 – Transformada de algumas funções elementares ..............................................................................................177 
4.5 – PROPRIEDADES DA TRANSFORMADA DE LAPLACE UNILATERAL................................................................................178 
4.5.1 – Comportamento da transformada de Laplace F(s) quando s→∞ ....................................................................178 
4.5.2 – Linearidade ......................................................................................................................................................178 
4.5.3 – Primeira propriedade de translação ou deslocamento ....................................................................................181 
4.5.4 – Segunda propriedade de translação ou deslocamento.....................................................................................181 
4.5.5 – Similaridade (ou mudança de escala) ..............................................................................................................182 
4.5.6 – Transformada de Laplace unilateral de derivadas ..........................................................................................183 
4.5.7 – Transformada de Laplace unilateral de integrais............................................................................................185 
4.5.8 – Derivadas de transformadas de Laplace unilaterais (multiplicação por tn) ....................................................186 
4.5.9 – Integrais de transformadas de Laplace unilaterais (divisão por t) ..................................................................187 
4.5.10 – Convolução ....................................................................................................................................................189 
4.5.11 – Valor inicial ...................................................................................................................................................190 
4.5.12 – Valor final ......................................................................................................................................................191 
4.6 – TRANSFORMADA DE LAPLACE UNILATERAL DE FUNÇÕES PERIÓDICAS......................................................................192 
 7 
4.7 – CÁLCULO DE INTEGRAIS IMPRÓPRIAS........................................................................................................................194 
4.8 – MÉTODOS PARA DETERMINAR A TRANSFORMADA DE LAPLACE UNILATERAL ...........................................................196 
4.8.1 – Uso da definição...............................................................................................................................................196 
4.8.2 – Expansão em série de potências.......................................................................................................................196 
4.8.3 – Uso de equações diferenciais ...........................................................................................................................200 
4.8.4 – Outros métodos ................................................................................................................................................200 
4.8.5 – Uso de tabelas de transformadas .....................................................................................................................200 
4.9 – TRANSFORMADA DE LAPLACE UNILATERAL DE ALGUMAS FUNÇÕES.........................................................................200 
4.9.1 – Função nula .....................................................................................................................................................200 
4.9.2 – Função degrau unitário ...................................................................................................................................200 
4.9.3 – Função impulso unitário ..................................................................................................................................201 
4.9.4 – Algumas funções periódicas.............................................................................................................................202 
4.10 – MÉTODOS PARA DETERMINAR A TRANSFORMADA DE LAPLACE UNILATERAL INVERSA...........................................204 
4.10.1 – Completando quadrados ................................................................................................................................204 
4.10.2 – Decomposição em frações parciais................................................................................................................204 
4.10.3 – Expansão em série de potências.....................................................................................................................209 
4.10.4 – Uso de tabelas de transformadas de Laplace.................................................................................................211 
4.10.5 – A fórmula de Heaviside ..................................................................................................................................211 
4.10.6 – A fórmula geral (ou complexa) de inversão ...................................................................................................212 
4.11 – SOLUÇÃO DE EQUAÇÕES DIFERENCIAIS ...................................................................................................................213 
4.11.1 – Equações diferenciais ordinárias com coeficientes constantes......................................................................213 
4.11.2 – Equações diferenciais ordinárias com coeficientes variáveis........................................................................219 
4.11.3 – Equações diferenciais ordinárias simultâneas...............................................................................................221 
4.11.4 – Equações diferenciais parciais ......................................................................................................................223 
4.12 – SOLUÇÃO DE EQUAÇÕES ÍNTEGRO-DIFERENCIAIS....................................................................................................229 
4.13 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS ........................................................................................................................................232 
4.14 – EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES..............................................................................................................................2405. TRANSFORMADAS ZZZZ ...................................................................................................................................................251 
5.1 – DEFINIÇÃO DA TRANSFORMADA Z UNILATERAL .......................................................................................................252 
5.2 – TRANSFORMADA Z UNILATERAL DE ALGUMAS SEQUÊNCIAS.....................................................................................253 
5.2.1 – Versão discreta da função delta de Dirac........................................................................................................253 
5.2.2 – Sequência unitária ou passo discreto unitário .................................................................................................253 
5.2.3 – Exponencial......................................................................................................................................................254 
5.2.4 – Potência............................................................................................................................................................255 
5.3 – SÉRIES DE POTÊNCIAS: DEFINIÇÃO, RAIO DE CONVERGÊNCIA....................................................................................256 
5.4 – EXISTÊNCIA E DOMÍNIO DE DEFINIÇÃO DA TRANSFORMADA Z UNILATERAL .............................................................258 
5.5 – PROPRIEDADES DA TRANSFORMADA Z UNILATERAL .................................................................................................260 
5.5.1 – Linearidade ......................................................................................................................................................260 
5.5.2 – Translação (ou deslocamento) .........................................................................................................................264 
5.5.3 – Similaridade .....................................................................................................................................................265 
5.5.4 – Convolução ......................................................................................................................................................266 
5.5.5 – Diferenciação da transformada de uma sequência ..........................................................................................267 
5.5.6 – Integração da transformada de uma sequência ...............................................................................................269 
5.5.7 – Valor inicial .....................................................................................................................................................270 
5.5.8 – Valor final ........................................................................................................................................................271 
5.6 – RESUMO: TRANSFORMADA Z UNILATERAL DAS FUNÇÕES DISCRETAS ELEMENTARES ...............................................272 
5.7 – TRANSFORMADA Z UNILATERAL INVERSA ................................................................................................................272 
5.8 – MÉTODOS PARA DETERMINAR A TRANSFORMADA Z UNILATERAL INVERSA..............................................................273 
5.8.1 – Uso da transformada Z unilateral e de suas propriedades..............................................................................273 
5.8.2 – Decomposição em frações parciais..................................................................................................................274 
5.8.3 – Expansão em série de potências.......................................................................................................................277 
5.8.4 – Estratégia geral de inversão ............................................................................................................................279 
5.9 – TRANSFORMADA Z BILATERAL .................................................................................................................................280 
5.9.1 - Série de Laurent................................................................................................................................................280 
5.8.1.1 - Singularidades ....................................................................................................................................................................... 280 
5.9.2 – Definição..........................................................................................................................................................282 
5.10 – EQUAÇÕES DE DIFERENÇAS .....................................................................................................................................286 
5.10.1 – Definição........................................................................................................................................................286 
5.10.2 – Equações de diferenças lineares ....................................................................................................................287 
 8 
5.10.3 – Solução de equações de diferenças lineares ..................................................................................................287 
5.11 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS ........................................................................................................................................294 
5.12 – EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES..............................................................................................................................301 
6. FORMULÁRIO ...............................................................................................................................................................307 
REFERÊNCIAS...................................................................................................................................................................317 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 9 
1. SÉRIES 
1.1 – Sequências infinitas 
 
 Uma sequência infinita é uma função discreta cujo domínio é { }0\N . 
 Notação: { } { } ( )nfa ,0\Nn ,a nn =∈ 
 
Exemplos 
 
 1o) { } ( ) { } ,
14
25
,
11
16
,
8
9
,
5
4
,
2
1
 a
1n3
n1a n
2
1n
n






−−=⇒
−
−=
+
L 
 2o) A sequência { }
1n2
n
a n
+
= é convergente ou divergente? 
 { }
 ,
3n2
1n
,
1n2
n
,,
11
5
,
9
4
,
7
3
,
5
2
,
3
1
 a n






+
+
+
= KL 
 
 Se n
n
alim
∞→
 existe, então { } a n é convergente. Caso contrário, { } a n é divergente. 
 
 Como
2
1
n
12
1lim
1n2
nlim
nn
=
+
=
+ ∞→∞→
, { } a n é convergente. 
 
1.2 – Séries infinitas 
 
 Uma série infinita é definida como sendo a soma dos termos de uma sequência infinita. 
 Notação: LL +++++=∑
∞
=
n321
1n
n aaaaa 
 Somas parciais: 
n321n
3213
212
11
aaaaS
aaaS
aaS
aS
++++=
++=
+=
=
L
M
 
 
 Se SSlim n
n
=
∞→
 
, então a série infinita é convergente. Se o limite S não existe, então a série 
infinita é divergente. 
 
Exemplo 
 
 ( ) ( ) LL +++++++=+∑
∞
=
1nn
1
5.4
1
4.3
1
3.2
1
2.1
1
1nn
1
1n
 
 10 
 
( )
1
1n
nlimSlim
1n
n
1n
11S
1n
1
n
1
4
1
3
1
3
1
2
1
2
11aaaaS
1n
1
n
1
1nn
1
a
n
n
n
n
n321n
n
=
+
=
+
=
+
−=






+
−++




−+





−+





−=++++=
+
−=
+
=
∞→∞→
LL
 
 
 Logo, a série infinita é convergente. 
 
1.3 – Convergência de séries 
 
 Diferenciar: 
 
• Condições necessárias à convergência; 
• Condições suficientes à convergência; 
• Condições necessárias e suficientes à convergência. 
 
1.3.1 – A série geométrica 
 
 Teorema: A série geométrica 
 
K++++=∑
∞
=
32
1n
1-n arararar a , com a≠0, 
 
 (i) converge, e tem por soma 
r1
a
−
, se ( )1r1 1r <<−< ; 
 (ii) diverge, se ( )1rou -1r 1r ≥≤≥ . 
 
Exemplos 
 
 1o) 2
2
11
1
2
1
2
1
2
1
2
1
2
11
2
1
1n432
1n
1n =
−
=+++++++=
−
∞
=
−
∑ LL 
 
 2o) 
9
5
10
9
10
5
10
11
10
5
10000
5
1000
5
100
5
10
55555,05,0 ==
−
=++++== KK
 
 
 
 11 
1.3.2 – Condição necessária à convergência 
 
 Teorema: Se a série infinita ∑
∞
=1n
na é convergente, então 0alim n
n
=
∞→
. 
 
A recíproca não é sempre verdadeira. 
 
 
1.3.3 – Teste da divergência 
 
 Se 
 
n
n
alim
∞→
 não existir ou 0alim n
n
≠
∞→
 , então a série infinita ∑
∞
=1n
na é divergente. 
 
 
1.3.4 – Série de termos positivos: o teste da integral 
 
 Teorema: Se f é uma função contínua, decrescente e de valores positivos para todo 1x ≥ , então 
a série infinita 
( ) ( ) ( ) ( ) LL ++++=∑
∞
=
nf2f1fnf
1n
 
(i) converge se a integral imprópria ( )∫
∞ 
1 
dx xf converge; 
(ii) diverge se a integral imprópria ( )∫
∞ 
1 
dx xf diverge. 
 
Exemplo 
 
A série harmônica L+++++=∑
∞
=
5
1
4
1
3
1
2
11
n
1
1n
 é divergente. 
0
n
1lim
n
=
∞→
 (condição necessária, porém não suficiente) 
 
( )[ ] ( )[ ] ∞=−===
∞→∞→∞→
∞
∫∫ 0blnlimxlnlimdxx1 limdxx1 bb1b
b 
1 
b
 
1 
 
 
Como a integral diverge, a série harmônica diverge. 
 
 
 12 
1.3.5 – Convergência absoluta e condicional 
 
 A série∑
∞
=1n
na é dita absolutamente convergente se K+++=∑
∞
=
321
1n
n aaaa convergir. 
Se ∑
∞
=1n
na convergir mas ∑
∞
=1n
na divergir, então ∑
∞
=1n
na é dita condicionalmente convergente. 
 
 Teorema: Se ∑
∞
=1n
na converge, então ∑
∞
=1n
na também converge. 
 
 
Exemplo 
 
 A série L+−−++−−+ 2222222 8
1
7
1
6
1
5
1
4
1
3
1
2
11 é absolutamente convergente, uma vez que 
6n
1
8
1
7
1
6
1
5
1
4
1
3
1
2
11
2
1n
22222222
π
==++++++++ ∑
∞
=
L (provaremos usando a série de Fourier). 
 
1.3.6 – Convergência uniforme (série de funções) 
 
 Série de números reais 
 
 K+++=∑
∞
=
321
1n
n aaaa 
 
 
 Exemplo: 
 
 
 
Série de funções 
 
 ( ) ( ) ( ) ( ) K+++=∑
∞
=
xuxuxuxu 321
1n
n 
 
 
 Exemplo: 
 
 
 
K+++++=∑
∞
=
!5
32
!4
16
!3
8
!2
42
!n
2
1n
n
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) K++++=∑
∞
=
!4
x4sen
!3
x3sen
!2
x2sen
xsen
!n
nxsen
1n
 13 
A série de Fourier ∑
∞
=












+





+
1n
nn
0
L
 xn
senb
L
 xn
cosa
2
a ππ é uma série de funções trigonomé-
ricas. 
Sejam a série ( )∑
∞
=1n
n xu , onde ( ){ }xu n , K,3,2,1n = é uma sequência de funções definidas em 
[a,b], ( ) ( ) ( ) ( ) ( )xuxuxuxuxS n321n ++++= L a soma parcial da série e ( ) ( )xSxSlim n
n
=
∞→
. A série 
converge para ( )xS em [ ]b,a se para cada 0>ε e cada [ ]b,ax∈ existe um 0N > tal que 
( ) ( ) ε<− xSxSn para todo Nn > . O número N depende geralmente de ε e x . Se N depende 
somente deε , então a série converge uniformemente ou é uniformemente convergente em [ ]b,a . 
 
Teorema 1: Se cada termo da série ( )∑
∞
=1n
n xu é uma função contínua em [a,b] e a série é 
uniformemente convergente para S(x) em [a,b], então a série pode ser integrada termo a termo, isto é, 
( ) ( )∑ ∫∫ ∑
∞
=
∞
=








=








1n
b 
a 
n
b 
a 1n
n dxxu dxxu . 
 
Teorema 2: Se cada termo da série ( )∑
∞
=1n
n xu é uma função contínua com derivada contínua 
em [a,b] e se ( )∑
∞
=1n
n xu converge para S(x) enquanto ( )∑
∞
=1n
'
n xu converge uniformemente em [a,b], 
então a série pode ser diferenciada termo a termo em [a,b], isto é, ( ) ( )∑∑
∞
=
∞
=






=








1n
n
1n
n xudx
d
xu
dx
d
. 
 
 
1.3.7 – Teste M de Weierstrass 
 
 Karl Theodor Wilhelm Weierstrass (1815-1897): matemático alemão. 
 
 Se existe uma sequência de constantes ,1,2,3,n ,Mn K= tal que para todo x em um intervalo 
 
 (a) ( ) nn Mxu ≤
 
 e 
 (b) ∑
∞
=1n
nM converge, 
então ( )∑
∞
=1n
n xu converge uniforme e absolutamente no intervalo. 
 14 
Observações: 
 
1a) O teste fornece condições suficientes, porém não necessárias. 
 
2a) Séries uniformemente convergentes não são necessariamente absolutamente convergentes ou vice-
versa. 
 
Exemplo 
 
( ) ( ) ( ) ( ) ( )∑
∞
=
++++=
1n
2222 4
x4cos
3
x3cos
2
x2cos
xcos
n
nxcos
L é uniforme e absolutamente 
convergente em [0,2π] (ou em qualquer intervalo), uma vez que 
 
 
( )
22 n
1
n
nxcos ≤ e 
6n
1 2
1n
2
π
=∑
∞
=
. 
 
 
Exercícios 
 
01. Mostre que a série ∑
∞
=
+
1n
2
2
4n5
n
 diverge. 
 
 R.: Use o teste da divergência. 
 
 
02. Mostre que a série ( )( )∑
∞
=
+−
1n
1n21n2
1
 converge e determine sua soma. 
 
 R.: 
2
1
 
 
03. Determine se as séries infinitas a seguir são convergentes ou divergentes. 
 
 a) ∑
∞
=
+
1n
2 1n
n
 R.: A série é divergente: ∞=
+∫
∞ 
1 
2 dx1x
x
. 
 
 b) ( )∑
∞
=1n
3n
nln
 R.: A série é convergente: ( )
4
1dx
x
xln
 
1 
3 =∫
∞
. 
 
 15 
 c) ∑
∞
=
−
1n
nne
 
 R.: A série é convergente:
e
2dxxe 
 
1 
x
=∫
∞
−
. 
 
 d) ( )∑
∞
=2n
nlnn
1
 R.: A série é divergente: ( ) ∞=∫
∞ 
2 xlnx
dx
. 
 
 
04. Verifique se as séries de funções seguintes são uniformemente convergentes para todo x . 
 
 a) ( )∑
∞
=1n
n2
nxcos
 R.: A série é uniformemente convergente para todo x . 
 
 b) ∑
∞
=
+
1n
22
xn
1
 R.: A série é uniformemente convergente para todo x . 
 
 c) ( )∑
∞
=
−
1n
n
2
12
nxsen
 R.: A série é uniformemente convergente para todo x . 
 
 
05. Seja ( ) ( )∑
∞
=
=
1n
3n
nxsen
xf . Prove que ( ) ( )∑∫
∞
=
−
=
1n
4
 
0 1n2
12dxxf 
π
. 
 
 R.: Use ( ) 33 n
1
n
nxsen ≤ , o teste M de Weierstrass (prove que ∑
∞
=1n
3n
1
 converge usando o teste da 
integral) e o fato de que uma série uniformemente convergente pode ser integrada termo a termo. 
 
 Observação: Mostraremos futuramente que ( ) 961n2
1 4
1n
4
π
=
−
∑
∞
=
. Assim, ( )
48
dx
n
nxsen 4
 
0 1n
3
π
=∫ ∑
π ∞
=
. 
 
 
 
06. Prove que ( ) ( ) ( ) 0dx
7.5
x6cos
5.3
x4cos
3.1
x2cos
 
0=



+++∫
π
L . 
 
 
 
 
 
 
 16 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 17 
2. A SÉRIE DE FOURIER 
 
 Jean-Baptiste Joseph Fourier (1766-1830): físico, matemático e engenheiro francês. Principais 
contribuições: teoria da condução do calor, séries trigonométricas. 
 
 Por que aproximar uma função por uma função dada por senos e cossenos? 
 
Para facilitar o tratamento matemático do modelo, uma vez que as funções trigonométricas seno 
e cosseno são periódicas de período fundamental π2 , contínuas, limitadas e de classe ∞C , ou seja, são 
infinitamente diferenciáveis. 
 
2.1 – Funções periódicas 
 
 Uma função RR:f → é periódica de período fundamental P se 
 
( ) ( ) 0P x, xfPxf >∀=+ . 
 
Exemplos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 (a) (b) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 (c) (d) 
 
Figura 1: (a) ( ) ( )xsenxf = , função de período fundamental π2P = ; (b) ( ) ( )xcosxf = , função de 
período fundamental π2P = ; (c) ( ) 5xf = , função de período fundamental 0k ,kP >= ; (d) função 
onda triangular, de período fundamental 2P = . 
 
 18 
 Como as funções ( )xsen e ( )xcos são 2π-periódicas, temos que 
 
 
( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( ) L
L
=+=+=+=
=+=+=+=
πππ
πππ
6xcos4xcos2xcosxcos
6xsen4xsen2xsenxsen
. 
 
 Funções periódicas surgem em uma grande variedade de problemas físicos, tais como as 
vibrações de uma corda, o movimento dos planetas em torno do sol, a rotação da terra em torno do seu 
eixo, o movimento de um pêndulo, a corrente alternada em circuitos elétricos, as marés e os 
movimentos ondulatórios em geral. 
 
2.2 – Séries trigonométricas 
 
 Denomina-se série trigonométrica a uma série da forma 
 
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) L+++++++ x3senbx3cosax2senbx2cosaxsenbxcosa
2
a
332211
0
 
 
ou 
( ) ( )[ ]∑
∞
=
++
1n
nn
0 nxsenbnxcosa
2
a
 (2.2.1)
 
ou
 ∑
∞
=












+





+
1n
nn
0
L
 xn
senb
L
 xn
cosa
2
a ππ
. (2.2.2) 
 
Obtém-se a forma (2.2.2) através de uma transformação linear que leva um intervalo de 
amplitude L2 em um intervalo de amplitude π2 . 
 
 Em (2.2.1) ou (2.2.2), para cada n
 
temos um harmônico da série e 0a , na e nb são os 
coeficientes da série. 
 
 0a : constante 
 
 ( )nfa n = e ( )nfbn = : sequências infinitas 
 
Exemplo 
 
( ) ( ) { }






−−−=⇒
−
== K,
5
2
,
2
1
,
3
2
,
1
,
2
a
n
12
ncos
n
2
a n
n
n ππππππ
π
π
 
 
A série trigonométrica (2) também pode ser escrita na forma 
 
 19 
 
∑
∞
=





 φ+π+
1n
nn
0 nsenA
2
a
L
 x
, (2.2.3) 
 
onde 2n
2
nn baA += , ( )nnn senAa φ= e ( )nnn cosAb φ= . 
 
 A forma (2.2.3) é obtida multiplicando-se e dividindo-se a forma (2.2.2) por 2n2n ba + .
 
 
∑
∞
=
+
+











 π
+




 π
+
+
+
1n
2
n
2
n
2
n
2
n
nn2
n
2
n
2
n
2
n0
ba
ban
senbncosa
ba
ba
2
a
L
 x
L
 x
 
 
∑
∞
=













 π
+
+




 π
+
++
1n
2
n
2
n
n
2
n
2
n
n2
n
2
n
0 nsen
ba
bn
cos
ba
aba
2
a
L
 x
L
 x
 
 
Considerando n
2
n
2
n Aba =+ , ( )n
n
n sen
A
a φ= e ( )n
n
n cos
A
b φ= , temos que: 
 
( ) ( )∑
∞
=











 πφ+




 πφ+
1n
nnn
0 nsencos
n
cossenA
2
a
L
 x
L
 x
 
 
∑
∞
=





 φ+π+
1n
nn
0 nsenA
2
a
L
 x
 
 
Em (2.2.3), o termo 




 φ+π nn nsenA L
 x
 é chamado harmônico de ordem n e pode ser 
caracterizado somente pela amplitude nA e pelo ângulo de fase nφ . 
 
 Questões 
 
01. Dada uma função f(x) 2L-periódica, quais as condições que f(x) deve satisfazer para que exista uma 
série trigonométrica convergente para ela? 
 
02. Sendo Nn,m ∈ , mostre que: 
 
(a) 0n ,0dx
L
 xn
cos
L 
L 
≠=




∫
−
π
 
 
 
 
 20 
 du
n
Ldx dx
L
ndu 
L
 xn
u
π
ππ
===
 
 
 ( ) ( )[ ] 0nsennsen
n
L
L
xn
sen
n
Ldx
L
xn
cos
L
L
L 
L 
=π−−π
π
=










 π
π
=




 π
−−
∫ 
 
 [ ] ( ) L2LLxdx dx
L
xn
cos0n LL
L 
L 
L 
L 
=−−===




 π⇒=
−
−−
∫∫ 
 
 
 (b) 0dx
L
 xn
sen
L 
L 
=




∫
−
π
 ( ( ) 




 π
=
L
 xn
senxf é ímpar no intervalo [ ]L,L− ) 
 
 du
n
Ldx dx
L
ndu 
L
 xn
u
π
ππ
===
 
 
 ( ) ( )[ ] 0ncosncos
n
L
L
 xn
cos
n
Ldx
L
 xn
sen
L
L
L 
L 
=π−−π
π
−=










 π
π
−=




 π
−−
∫ 
 
 00dx dx
L
 xn
sen0n
L 
L 
L 
L 
==




 π⇒= ∫∫
−−
 
 
 
 
 (c) 



≠=
≠
=










∫
−
0nm se L,
nm se 0,
dx
L
 xn
cos
L
 xm
cos
L 
L 
ππ
 
 
 
( ) ( ) ( ) ( )[ ]
( ) ( )
nm se 0dx
L
 xn-m
cos
L
 xnm
cos 
2
1dx
L
 xn
cos
L
 xm
cos
vucosvucos
2
1
vcosucos : que Lembrando
L 
L 
L 
L 
≠=










+


 +
=











−++=
∫∫
−−
ππππ
 
 
[ ] Lx
2
1dx 
2
1dx1
L
 xn2
cos
2
1dx
L
 xn
cos0nm LL
L 
L 
L 
L 
L 
L 
2
===





+




 π
=




 π⇒≠=
−
−−−
∫∫∫
 
 
[ ] L2xdx2 
2
1dx
L
 xn
cos
L
 xm
cos0nm LL
L 
L 
L 
L 
===




 π





 π⇒==
−
−−
∫∫
 
 
 
 
 (d) 



≠=
≠
=










∫
−
0nm se L,
nm se 0,
dx
L
 xn
sen
L
 xm
sen
L 
L 
ππ
 (o produto de duas funções ímpares é par) 
 21 
 ( ) ( ) ( ) ( )[ ]vucosvucos
2
1
vsenusen : que Lembrando +−−=
 
 
( ) ( )
nm se 0dx
L
 xnm
cos
L
 xn-m
cos 
2
1dx
L
 xn
sen
L
 xm
sen
L 
L 
L 
L 
≠=









 π+
−


 π
=




 π





 π ∫∫
−−
 
 
 
 [ ] Lx
2
1dx 
2
1dx
L
 xn2cos1
2
1dx
L
 xn
sen0nm LL
L 
L 
L 
L 
L 
L 
2
===










 π
−=




 π⇒≠=
−
−−−
∫∫∫
 
 
0dx0 
2
1dx
L
 xn
sen
L
 xm
sen0nm
L 
L 
L 
L 
==




 π





 π⇒== ∫∫
−−
 
 
 
 (e) 0dx
L
 xn
sen
L
 xm
cos
L 
L 
=










∫
−
ππ
 (o produto de uma função par por uma ímpar é ímpar) 
 
 
( ) ( ) ( ) ( )[ ]
( ) ( )
 0dx
L
 xm-n
sen
L
 xmn
sen 
2
1dx
L
 xn
cos
L
 xm
sen
vusenvusen
2
1
vcosusen : que Lembrando
L 
L 
L 
L ∫∫ −− =








+


 +
=











−++=
ππππ
 
 
 
Observações: 
 
1a) Os resultados encontrados anteriormente continuam válidos quando os limites de integração –L e L 
são substituídos por c e c + 2L, respectivamente, com Rc∈ . 
 
2a) Funções ortogonais 
 
 Definição 1: O produto interno ou produto escalar de duas funções ( )xf e ( )xg em um 
intervalo [a,b] é o número 
 
( ) ( ) ( )∫=
b 
a 
dx xgxf g|f . 
 
 Definição 2: Duas funções f e g são ortogonais em um intervalo [ ]b,a se 
 
( ) ( ) ( ) 0dx xgxf g|f
b 
a 
== ∫ . 
 
 Assim, as funções ( ) 





=
L
 xn
senxf π e ( ) 





=
L
 xn
cosxg π são ortogonais no intervalo ( )L,L− . 
 
 22 
2.3 – Série de Fourier 
2.3.1 – Definição 
 
 Seja a função f(x) definida no intervalo ( )L,L− e fora desse intervalo definida como 
( ) ( )xfL2xf =+ , ou seja, ( )xf é 2L-periódica. A série de Fourier ou a expansão de Fourier 
correspondente a f(x) é dada por 
 
∑
∞
=












+





+
1n
nn
0
L
 xn
senb
L
 xn
cosa
2
a ππ
 
 
sendo que os coeficientes de Fourier nn0 b e a ,a são dados pelas expressões a seguir. 
 
( )∫
−
=
L 
L 
0 dxxf L
1
a 
 
( )∫
−






=
L 
L 
n dxL
 xn
cosxf
L
1
a
π
 
 
( )∫
−





 π
=
L 
L 
n dxL
 xn
sen xf
L
1b
 
 
2.3.2 – Coeficientes 
 
 Se a série 
∑
∞
=












+





+
1n
nn L
 xn
senb
L
 xn
cosaA ππ 
 
converge uniformemente para ( )xf em ( )L,L− , mostre que, para K,3,2,1n = , 
 
 1. ( )∫
−






=
L 
L 
n dxL
 xn
cosxf
L
1
a
π
; 
 
 2. ( )∫
−





 π
=
L 
L 
n dxL
 xn
sen xf
L
1b ; 
 
 3. 
2
aA 0= . 
 
 23 
1. Multiplicando ( ) ∑
∞
=












+





+=
1n
nn L
 xn
senb
L
 xn
cosaAxf ππ por 





L
 xm
cos
π
 e integrando de –L 
a L, obtemos: 
 
 
( )
∑ ∫∫
∫∫
∞
=
=
−−
−−













 π





 π
+




 π





 π
+
+




 π
=




 π
1n
m,,1,2,3,n II
L 
L 
n
L 
L 
n
I
L 
L 
L 
L 
dx
L
 xn
sen
L
 xm
cosbdx
L
 xn
cos
L
 xm
cosa 
dx
L
 xm
cosAdx
L
 xm
cosxf
4444444444444 34444444444444 21
444 3444 21
KK
 
 
 
 Considerando 0≠m em I e mn = em II: 
 
 ( ) Ladx
L
 xm
cosxf m
L 
L 
=




 π∫
−
 
 
 ( )∫
−





 π
=
L 
L 
m dxL
 xm
cosxf
L
1
a ou ( )∫
−





 π
=
L 
L 
n dxL
 xn
cosxf
L
1
a 
 
 Para 0n = , ( )∫
−
=
L 
L 
0 dxxf L
1
a . (2.3.2.1) 
 
 
2. Multiplicando ( ) ∑
∞
=












+





+=
1n
nn L
 xn
senb
L
 xn
cosaAxf ππ por 





L
 xm
sen
π
 e integrando de –L 
a L, obtemos: 
 
( )
∑ ∫∫
∫∫
∞
=
=
−−
−−













 π





 π
+




 π





 π
+
+




 π
=




 π
1n
m,,1,2,3,n I
L 
L 
n
L 
L 
n
L 
L 
L 
L 
dx
L
 xn
sen
L
 xm
senbdx
L
 xn
cos
L
 xm
sena 
dx
L
 xm
senAdx
L
 xm
sen xf
4444444444444 34444444444444 21
KK
 
 
 Considerando mn = em I: 
 
 24 
 
( ) Lbdx
L
 xm
sen xf m
L 
L 
=




 π∫
−
 
 
 
( )∫
−





 π
=
L 
L 
m dxL
 xm
sen xf
L
1b ou ( )∫
−





 π
=
L 
L 
n dxL
 xn
sen xf
L
1b 
 
 
3. Integrando ( ) ∑
∞
=












+





+=
1n
nn L
 xn
senb
L
 xn
cosaAxf ππ de –L a L, obtemos: 
 
 ( ) ∑ ∫∫∫∫
∞
=
−−−−














+





+=
1n
L 
L 
n
L 
L 
n
L 
L 
L 
L 
dx
L
 xn
senbdx
L
 xn
cosadx Adxxf ππ 
 
 
 Para ,,3,2,1n K= obtemos: 
 
 ( ) AL2dxxf 
L 
L 
=∫
−
 
 
 ( ) dxxf 
L2
1A
L 
L ∫−= (2.3.2.2) 
 
 Comparando (2.3.2.1) e (2.3.2.2), concluímos que 
2
aAAL2La 00 =⇒= . 
 
Observação: Os resultados encontrados continuam válidos quando os limites de integração –L e L são 
substituídos por c e c + 2L, respectivamente, com Rc∈ . 
 
 
 Teorema 1: Se ( )∑
∞
=1n
n xu e ( )∑
∞
=1n
n xv são uniformemente convergentes em bxa ≤≤ e se 
( )xh é contínua em bxa ≤≤ , então as séries ( ) ( )[ ]∑
∞
=
+
1n
nn xvxu , ( ) ( )[ ]∑
∞
=
−
1n
nn xvxu , 
( ) ( )[ ]∑
∞
=1
 
n
n xuxh e ( ) ( )[ ]∑
∞
=1n
n xv xh são uniformemente convergentes em bxa ≤≤ . 
 
 Demonstração: KAPLAN, W. Cálculo avançado. Vol 2. Página 393. 
 
 25 
 Teorema 2: Toda série trigonométrica uniformemente convergente é uma série de Fourier. 
Mais precisamente, se a série 
 
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) L+++++++ x3senbx3cosax2senbx2cosaxsenbxcosa
2
a
332211
0
 
 
converge uniformemente a ( )xf para todo x , então ( )xf é contínua para todo x , ( )xf tem período 
π2 e a série trigonométrica é a série de Fourier de ( )xf .
 
 
2.3.3 – Continuidade seccional ou por partes 
 
 Uma função é seccionalmente contínua ou contínua por partes em um intervalo βα ≤≤ t se 
este intervalo pode ser subdividido em um número finito de intervalos em cada um dos quais a função é 
contínua e tem limites, à direita e à esquerda, finitos. 
 
Exemplo 
 
 
Figura 2: Função seccionalmente contínua – [13]. 
 
2.3.4 – Convergência: condições de Dirichlet 
 
Peter Gustav Lejeune Dirichlet (1805-1859): matemático alemão. 
 
 Suponha que: 
 
 (1) ( )xf é definida em ( )L,L− , exceto em um número finito de pontos; 
 
 (2) ( )xf é 2L-periódica fora de ( )L,L− ; 
 
 (3) ( )xf e ( )xf ' são seccionalmente contínuas em ( )L,L− . 
 
 Então, a série 
∑
∞
=












+





+
1n
nn
0
L
 xn
senb
L
 xn
cosa
2
a ππ
, 
 
 26 
com coeficientes de Fourier, converge para:(a) f(x), se x é um ponto de continuidade; 
 
 (b) ( ) ( )
2
xfxf
−+ +
, se x é um ponto de descontinuidade. 
 
Observações: 
 
1a) ( )+xf e ( )−xf representam os limites laterais de f(x), à direita e à esquerda, respectivamente. 
 
 ( ) ( )hxflimxf
0h
+=
+→
+ e ( ) ( )hxflimxf 0h −= +→− 
 
2a) As condições (1), (2) e (3) impostas a f(x) são suficientes para a convergência, porém não 
necessárias. 
 
 Demonstração: SPIEGEL, M.R.; WREDE, R.C. Cálculo avançado. 2a ed. Porto Alegre: 
Bookman. 
 
 
 Teorema fundamental: Seja ( )xf uma função definida e muito lisa por partes no intervalo 
π≤≤π− x e seja ( )xf definida fora desse intervalo de tal modo que tenha período π2 . Então a série 
de Fourier de ( )xf converge uniformemente a ( )xf em todo intervalo fechado que não contenha 
descontinuidades de ( )xf . Em cada descontinuidade 0x , a série converge para 
 
( ) ( )


 +
−→+→
xflimxflim
2
1
00 xxxx
. 
 
 
 Demonstração: KAPLAN, W. Cálculo avançado. Vol 2. Página 461. 
 
 
Observação: Uma função contínua por partes é lisa por partes se em cada subintervalo tem derivada 
primeira contínua; é muito lisa por partes se em cada subintervalo tem derivada segunda contínua. 
 
 
 Teorema da unicidade: Sejam ( )xf1 e ( )xf2 funções seccionalmente contínuas no intervalo 
π≤≤π− x , de modo que ambas tenham os mesmos coeficientes de Fourier. Então, ( ) ( )xfxf 21 = , 
exceto talvez nos pontos de descontinuidade. 
 
 Demonstração: KAPLAN, W. Cálculo avançado. Vol 2. Página 456. 
 
 
 
 27 
2.4 – Série de Fourier de uma função periódica dada 
 
Exemplo 1 
 
 Seja ( )



<<
<<
=
5x0 se 3,
0x5- se ,0
xf , ( ) ( )10xfxf += . 
 
 a) Construa o gráfico de f(x). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 3: Gráfico de ( )



<<
<<
=
5x0 se 3,
0x5- se ,0
xf , ( ) ( )10xfxf += . 
 
 
b) f(x) satisfaz às condições de Dirichlet? 
 
• ( )xf é definida em ( )5,5− , exceto em 0x = (há um número finito de 
descontinuidades no intervalo); 
• ( )xf é periódica de período fundamental 10P = , isto é, ( ) ( )10xfxf += ; 
• ( )xf e ( )xf ' são seccionalmente contínuas em ( )5,5− . 
 Assim, a série de Fourier converge para ( )xf nos pontos de continuidade e para 
2
3
 (média 
dos limites laterais) nos pontos de descontinuidade. 
 
 
 c) Determine a série de Fourier correspondente a f(x). 
 
 5L10L2P =⇒== 
 
 ( ) [ ] ( ) 305
5
3
x
5
3dx3 dx0 
5
1dxxf 
L
1
a
5
0
5 
0 
0 
5 
L 
L 
0 =−==







+== ∫∫∫
−−
 
 
 
 3a 0 = 
 28 
 
( )













 π
+




 π
=




 π
= ∫∫∫
−−
5 
0 
0 
5 
L 
L 
n dx5
 xn
cos3dx
5
 xn
cos0
5
1dx
L
 xn
cosxf
L
1
a 
 
 ( ) ( )[ ] 00sennsen
n
3
5
 xn
sen
n
5
5
3
a
5
0
n =−π
π
=










 π
π
= 
 
 0a n = 
 
 
 ( )













 π
+




 π
=




 π
= ∫∫∫
−−
5 
0 
0 
5 
L 
L 
n dx5
 xn
sen3dx
5
 xn
sen0
5
1dx
L
 xn
senxf
L
1b 
 
 ( ) ( )[ ] ( )[ ]π−
π
=−π
π
−=










 π
π
−= ncos1
n
30cosncos
n
3
5
 xn
cos
n
5
5
3b
5
0
n 
 
 ( )[ ] ( )[ ]11
n
311
n
3b 1nnn +−
π
=−−
π
=
+
 
 
 
 ( )[ ]11
n
3b 1nn +−
π
=
+
 
 
 
 Série de Fourier de ( )xf : 
 
 ( ) ( )∑
∞
=
+





 π+−
π
+=
1n
1n
5
x n
sen
n
113
2
3
xf 
 
 ( ) 





+




 π
+




 π
+




 π
+




 π
π
+= K
5
 x7
sen
7
2
5
 x5
sen
5
2
5
 x3
sen
3
2
5
 x
sen
1
23
2
3
xf 
 
 ( ) 





+




 π
+




 π
+




 π
+




 π
π
+= K
5
 x7
sen
7
1
5
 x5
sen
5
1
5
 x3
sen
3
1
5
 x
sen
6
2
3
xf 
 
 ( ) ( )∑
∞
=



 π−
−π
+=
1n
5
 x1n2
sen
1n2
16
2
3
xf 
 
 
 
 
 29 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 (a) (b) 
 
Figura 4: (a) Expansão de f(x) em série de Fourier com 19n = ; (b) expansão de f(x) em série de 
Fourier com 49n = . 
 
 
 d) Redefina f(x) para que a série de Fourier venha a convergir para f(x) em 5x5 ≤≤− . 
 
 ( )








=
<<
=
<<
=
=
5 x,23
5x0 3,
0 x,23
0x5- 0,
-5 x,23
xf 
 
Exemplo 2 
 
 Seja ( ) π2x0 ,xxf 2 <<= , ( ) ( )π+= 2xfxf . 
 
 a) Esboce o gráfico de f(x). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 5: Gráfico de ( ) π2x0 ,xxf 2 <<= ,
 
( ) ( )π+= 2xfxf . 
 
 
 30 
 
 
 b) Expanda f(x) em uma série de Fourier. 
 
 π=⇒π== L2L2P 
 
 Lembre-se de que a função está definida em ( )L2,0 , e não em ( )L,L− . 
 
 
( ) ( )
3
808
3
1
3
x1dx x1dxxf 
L
1
a
2
3
2
0
3
2 
0 
2
L2c 
c 
0
π
=−π
π
=





π
=
π
==
ππ+
∫∫ 
 
 
3
8
a
2
0
π
= 
 
 
 ( ) ( )∫∫
π+
π
=




 π
=
2 
0 
2
L2c 
c 
n dxnxcos x
1dx
L
 xn
cosxf 
L
1
a (2.4.1) 
 
 Usando integração por partes, temos que: 
 
 ∫∫ −= vduuvudv 
 
 ( ) ( )
n
nxsen
 v,dxnxcosdv 2xdx,du ,xu 2 ==== 
 
 ( ) ( ) ( )∫ ∫−= dxnxsen xn2n nxsenxdxnxcosx
2
2
 
 
 ( ) ( )
n
nxcos
 v,dxnxsendv dx,du ,xu −==== 
 
 ( ) ( ) ( ) ( )∫ ∫ 





+−−= dxnxcos
n
1
n
nxcosx
n
2
n
nxsenxdxnxcosx
2
2
 
 
 ( ) ( ) ( ) ( )∫ +−+= Cn nxsen2n nxcosx2n nxsenxdxnxcosx 32
2
2
 
 
 Voltando a (2.4.1), obtemos: 
 
 ( ) ( ) ( ) ( )
ππ






−+
π
=
π
= ∫
2
0
32
2
2 
0 
2
n
n
nxsen2
n
nxcosx2
n
nxsenx1dxnxcos x1a 
 31 
 
 22n n
40
n
41
a =



−
π
π
= 
 
 
 2n n
4
a = 
 
 
 ( ) ( )∫∫
π+
π
=




 π
=
2 
0 
2
L2c 
c 
n dxnxsen x
1dx
L
 xn
senxf 
L
1b (2.4.2) 
 
 Usando integração por partes, temos que: 
 
 ( ) ( )
n
nxcos
 v,dxnxsendv 2xdx,du ,xu 2 −==== 
 
 ( ) ( ) ( )∫ ∫+−= dxnxcos xn2n nxcosxdxnxsenx
2
2
 
 ( ) ( )
n
nxsen
 v,dxnxcosdv dx,du,xu ==== 
 
 ( ) ( ) ( ) ( )∫ ∫ 





−+−= dxnxsen
n
1
n
nxsen x
n
2
n
nxcosxdxnxsenx
2
2
 
 
 ( ) ( ) ( ) ( )∫ +++−= Cn nxcos2n nxsen x2n nxcosxdxnxsenx 32
2
2
 
 
 Voltando a (2.4.2), obtemos: 
 
 
( ) ( ) ( ) ( )
ππ






++−
π
=
π
= ∫
2
0
32
2
2 
0 
2
n
n
nxcos2
n
nxsen x2
n
nxcosx1dxnxsen x1b 
 
 
 
n
4
n
2
n
2
n
41b 33
2
n
π
−=





−+
π
−
π
= 
 
 
 
n
4bn
π
−= 
 
 
 
 32 
 
 Série de Fourier de ( )xf : 
 
 ( ) ( ) ( )∑
∞
=



 π
−+
π
=
1n
2
2
n
nxsen
n
nxcos4
3
4
xf (2.4.3) 
 
 
 Em 0x = , (2.4.3) converge para a média dos limites laterais, ou seja 
 
 
2
2
2
2
04
π=
+π
.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 6: (a) Expansão de f(x) em série de Fourier com 10n = ; (b) expansão de f(x) em série de 
Fourier com 20n = . 
 
 c) Usando a série de Fourier de f(x), prove que 
64
1
3
1
2
11
n
1 2
222
1n
2
π
=++++=∑
∞
=
L . 
 
 Considerando 0x = em (3), temos que: 
 
 ∑
∞
=
+
π
=π
1n
2
2
2
n
14
3
42 
 
 
3
2
3
42
n
14
22
2
1n
2
π
=
π
−π=∑
∞
=
 
 
 
 
 33 
( )







>
≤≤+−
<+
=
3x ,
x
1
3x1 ,4x
1x ,2x
xf
2
 
 
6n
1 2
1n
2
π
=∑
∞
=
 
 
 
Observações: 
 
1a) Comando do winplot para uma função definida por várias sentenças:: 
 
 joinx( ) 
 
Exemplo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 joinx 





+−+
x
1
,3|4x,1|2x 2 
 
 
2a) Comando do winplot para uma soma: 
 
 sum(f(n,x),n,a,b): soma de ( )x,nf de an = até bn = 
 
Exemplo 
 
( ) ( )∑
∞
=
+
π
=
1n
nx2sen
n
14
xf 
 
 
(4/pi)+sum((1/n)*sin(2*n*x),n,1,100) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 34 
Exercícios 
 
01. Seja ( ) π+= xxf , ππ <<− x , uma função π2 -periódica. 
 
 a) Verifique se ( )xf satisfaz às condições de Dirichlet. 
 
 b) Expanda ( )xf em uma série de Fourier. 
 
 R.: ( ) ( ) ( )∑
∞
=
+
−
+=
1n
1n
nxsen
n
12xf π 
 
 c) Mostre que ( )
412
1
1
1 π
=
−
−∑
∞
=
+
n
n
n
. 
 
 d) Como ( )xf deveria ser definida em π−=x e π=x para que a série de Fourier convergisse para 
( )xf em ππ ≤≤− x ? 
 
 e) Plote simultaneamente o gráfico de ( )xf e da série de Fourier que converge para ela. 
 
 
02. Calcule a série de Fourier do sinal periódico representado no gráfico (a) da figura abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 (a) (b) 
 
Figura 7: (a) Sinal; (b) Série de Fourier do sinal com 5n = . 
 
 
 R.: ( ) ∑
∞
=












−
+=
1n
22 2
 xn
cos
n
2
n
cos1
8
2
1
xf π
π
π
 
 
 
 35 
03. Seja o sinal representado no gráfico abaixo. 
 
−4 −3 −2 −1 1 2 3 4 5
−4
−3
−2
−1
1
2
3
4
x
y
 
 
Figura 8: Sinal. 
 
a) Determine a série de Fourier correspondente ao sinal. 
 
 R.: ( ) ( ) ( )∑
∞
=
+
π
+−
π
+=
1n
1n
xnsen
n
1141xf 
 
 b) Para quanto converge a série de Fourier do sinal em 1x = ? E em 2x = ? 
 
 R.: 1 
 
 c) Use a série de Fourier determinada em (a) para calcular para quanto converge a série numérica 
∑
∞
=1n
2n
1
. 
 
 R.: 
6
2π
 
 
 d) Plote simultaneamente os gráficos de ( )xf e da série de Fourier de ( )xf . 
 
 
2.5 – Funções pares e funções ímpares 
 
 Uma função f(x) é par se 
 
( ) ( )xfxf =− . 
 
 
 Assim, ( ) 21 xxf = , ( ) 5x4x2xf 262 +−= , ( ) ( )xcosxf3 = e ( ) xx4 eexf −+= são funções pares. 
 36 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 9: Gráfico da função ( ) xx eexf −+= . 
 
 
 Uma função f(x) é ímpar se 
 
( ) ( )xfxf −=− . 
 
 
 Assim, ( ) 31 xxf = , ( ) x2x3xxf 352 +−= , ( ) ( )xsenxf3 = e ( ) ( )x3tgxf4 = são funções ímpares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 10: Gráfico da função ( ) x2x3xxf 35 +−= . 
 
 
 Teorema – Propriedades das funções pares e ímpares 
 
 (a) O produto de duas funções pares é par. 
 
 (b) O produto de duas funções ímpares é par. 
 
 (c) O produto de uma função par e uma função ímpar é ímpar. 
 
 (d) A soma (ou diferença) de duas funções pares é par. 
 
 
 37 
 (e) A soma (ou diferença) de duas funções ímpares é ímpar. 
 
 (f) Se f é par, então ( ) ( )∫∫ =
−
a 
0 
a 
a 
dxxf 2dxxf . 
 
 (g) Se f é ímpar, então ( ) 0dxxf 
a 
a 
=∫
−
. 
 
 Demonstração 
 
 Seja ( ) ( ) ( )xg xfxF = . 
 
 (a) Suponhamos f(x) e g(x) funções pares. 
 Assim: 
 
( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
( ) par é xF
xFxg xfx-g xfxF
xgx-g ,xfxf
∴
==−=−
==−
 
 
 b) Suponhamos f(x) e g(x) funções ímpares. 
 Logo: 
 
( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( ) ( )[ ] ( ) ( ) ( )
( ) par é xF
xFxg xf xg-xfx-g xfxF
xgx-g ,xfxf
∴
==−=−=−
−=−=−
 
 
 (c) Suponhamos f(x) par e g(x) ímpar. 
 Então: 
 
( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( ) ( )[ ] ( ) ( ) ( )
( ) ímpar é xF
xFxg xf xg-xfx-g xfxF
xgx-g ,xfxf
∴
−=−==−=−
−==−
 
 
 Seja ( ) ( ) ( )xg xfxF ±= . 
 
 (d) Suponhamos f(x) e g(x) funções pares. 
 Dessa forma: 
 
( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
( ) par é xF
xF xgxfx-g xfxF
xgx-g ,xfxf
∴
=±=±−=−
==−
 
 
 (e) Suponhamos f(x) e g(x) funções ímpares. 
 Assim: 
 38 
 
( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )[ ] ( )
( )
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )[ ] ( )
( ) ímpar é xF
xFxgxf xgxfx-g xfxF
ímpar é xF
xFxgxf xgxfx-g xfxF
xgx-g ,xfxf
∴
−=−−=+−=−−=−
∴
−=+−=−−=+−=−
−=−=−
 
 
 (f) f(x) é par ( ) ( )xfxf =−⇒ 
 
( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )∫∫∫∫∫∫
∫∫∫∫
=+=+=
=−=−−=
−−
−
a 
0 
a 
0 
a 
0 
a 
0 
0 
a 
a 
a 
a 
0 
a 
0 
0 
a 
0 
a 
dxxf 2dxxf dxxf dxxf dxxf dxxf 
dxxf dxxf dxxf dxxf 
 
 
 
 (g) f(x) é ímpar ( ) ( )xfxf −=−⇒ 
 
( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 0dxxf dxxf dxxf dxxf dxxf 
dxxf dxxf dxxf dxxf 
a 
0 
a 
0 
a 
0 
0 
a 
a 
a 
a 
0 
a 
0 
0 
a 
0 
a 
=+−=+=
−=−=−−=
∫∫∫∫∫
∫∫∫∫
−−
−
 
Exemplo 
 
 
( ) ( ) ( ) ] [∞∞∈= ,- x,x3senx2cosxxf 5
 
 
 
( ) ( ) ( ) ()
( ) ( )[ ]
( ) ( )
( )xf 
x3senx2cosx 
x3senx2cos-x 
x3senx2cosxxf
5
5
5
=
=
−=
−−−=−
 
 ( )xf é função par 
 
Exercícios 
 
Verifique a paridade das seguintes funções: 
 
01. ( ) ( ) ( )x4cosxsenxf = , ] [∞∞−∈ ,x 
 
02. ( ) ( ) ( )x5cosx2cosxf = , ] [∞∞−∈ ,x 
 
03. ( ) ( ) ( )xsenx3senxf = , ] [∞∞−∈ ,x 
 
04. ( ) ( ) ( ) ( )x2senxcosx5senxf = , ] [∞∞−∈ ,x 
 
 39 
05. ( ) ( )x2senxxf 4= , ] [∞∞−∈ ,x 
 
06. ( ) ( )x3cosxxf 2= , ] [∞∞−∈ ,x 
 
07. ( ) ( ) ( )x4senxcosxxf 7= , ] [∞∞−∈ ,x 
 
08. ( ) ( ) ( )x2cos2xxf += , ] [∞∞−∈ ,x 
 
09. ( ) ( )xsenexf x= , ] [∞∞−∈ ,x 
 
10. ( ) ( ) ( ) ( )xsenx3coseexf xx −+= , ] [∞∞−∈ ,x 
 
11. ( ) xexxf += , ] [∞∞−∈ ,x 
 
12. ( )
x
1
xf = , ] [ ] [∞∪∞−∈ ,00,x 
 
13. ( ) ( ) ( ) ( )x8cosx10senee
x
1
xf xx2
−+= , ] [ ] [∞∪∞−∈ ,00,x 
 
14. ( ) ( ) ( ) ( )x3senxcoseexf xx −−= , ] [∞∞−∈ ,x 
 
2.6 – Série de Fourier de cossenos 
 
 Se f(x) é uma função par em ( )L,L− , então temos que: 
 
 
( ) ( )
( ) ( )
( ) 0dx
L
 xn
senxf
L
1b
 dx
L
 xn
cosxf 
L
2
 xd
L
 xn
cosxf 
L
1
a
dxxf 
L
2dxxf 
L
1
a
L 
L 
ímpar função
n
L 
0 
L 
L 
par função
n
L 
0 
L 
L 
0
=





=






=





=
==
∫
∫∫
∫∫
−
−
−
44 344 21
44 344 21
π
ππ
 
 Série de Fourier de cossenos: ( ) ∑
∞
=






+=
1n
n
0
L
 xn
cosa
2
a
xf π
 
 
Exemplos 
 
01. Expanda ( )



<<
<<−
=
 2x0 se x,
0x2- se ,x
xf , ( ) ( )4xfxf += , em uma série de Fourier de cossenos. 
 40 
 R.: ( ) ( )∑
∞
=





−−
+=
1n
2
n
2 2
 xn
cos
n
1141xf π
π
 
 
−4 −3 −2 −1 1 2 3 4 5
−4
−3
−2
−1
1
2
3
4
x
y
 
 
Figura 11: Gráfico da função ( )



<<
<<−
=
 2x0 se x,
0x2- se ,x
xf , 22 <<− x , ( ) ( )4xfxf += , expandida em 
série de Fourier de cossenos com 5n = e 100n = . 
 
 
02. Mostre que ( )∑
∞
=
=
−
1n
2
2 81n2
1 π
. 
03. Determine para quanto converge a soma ( )∑
∞
=1n
2
n2
1
. R.: 
24
2π
 
 
2.7 – Série de Fourier de senos 
 
 Se f(x) é uma função ímpar em ( )L,L− , então temos que: 
 
 
( )
( ) 0 xd
L
 xn
cosxf 
L
1
a
0dxxf 
L
1
a
L 
L 
ímpar função
n
L 
L 
0
=





=
==
∫
∫
−
−
44 344 21
π
 
 41 
 
 
( ) ( )∫∫ ==
−
L 
0 
L 
L 
par função
n dxL
 xn
senxf
L
2dx
L
 xn
senxf
L
1b ππ
44 344 21
 
 
 Série de Fourier de senos: ( ) ∑
∞
=






=
1n
n L
 xn
senbxf π 
 
Exemplo 
 
Expanda ( ) 2x2- ,xxf <<= , ( ) ( )4xfxf += , em uma série de Fourier de senos. 
 
R.: ( ) ( )∑
∞
=
+





−
=
1n
1n
2
 xn
sen
n
14
xf π
π
 
−4 −3 −2 −1 1 2 3 4 5
−4
−3
−2
−1
1
2
3
4
x
y
 
 
Figura 12: Gráfico da função ( ) xxf = , 22 <<− x , ( ) ( )4xfxf += , expandida em série de Fourier de 
senos com 10n = e 100n = . 
 
 
Exercícios 
 
01. Seja ( ) 3x3- ,x2xf <≤= ,
 
( ) ( )6xfxf += . 
 
 a) Desenvolva f(x) em uma série de Fourier. 
 
 R.: ( ) ( )∑
∞
=
+





−
=
1n
1n
3
 xn
sen
n
112
xf π
π
 
 42 
 b) Determine para quanto converge a série ( )∑
∞
=
+
−
−
1n
1n
1n2
1
. 
 R.: 4π 
 
 
02. Calcule a série de Fourier do sinal periódico representado no gráfico (a) da figura abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 (a) (b) 
 
Figura 13: (a) Sinal; (b) Série de Fourier do sinal com cinco harmônicos. 
 
 R.: ( ) ∑
∞
=






−





+=
1n
22 2
 xn
cos
n
1
2
n
cos
8
2
3
xf π
π
π
 
 
 
03. Calcule a série de Fourier do sinal periódico representado no gráfico (a) da figura abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 (a) (b) 
 
Figura 14: (a) Sinal; (b) Série de Fourier do sinal com vinte harmônicos. 
 
 43 
−9 −8 −7 −6 −5 −4 −3 −2 −1 1 2 3 4 5 6 7 8 9
−3
−2
−1
1
2
3
x
y
 
 R.: ( )
( )
∑
∞
=












−−
=
1n
n
2
 xn
sen
n
2
n
sen
n
21
6
xf π
π
π
π
 
 
 
04. Seja ( )







<≤
≤≤
≤≤
≤<
=
4x2 4, 
2x0 2,-3x 
0x2- 2,-3x-
-2x4- ,4 
xf , ( ) ( )8xfxf += . Determine a série de Fourier de ( )xf . 
 
 R.: ( ) ∑
∞
=






−





+=
1n
22 4
 xn
cos
n
1
2
n
cos
24
2
5
xf π
π
π
 
 
05. Seja ( ) ( ) ( ) ( )xf2xf ,x- ,x2sen xxf =π+π<<π= , representada graficamente abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 15: Gráfico de ( ) ( ) ( ) ( )xf2xf ,x- ,x2sen xxf =π+π<<π= . 
 
a) Determine a série de Fourier de ( )xf . 
 
 R.: ( ) ( ) ( ) ( ) ( )∑
∞
=
+
−
−
−−+−=
3n
2
1n
nxcos
4n
14x2cos
4
1
xcos
3
4
2
1
xf 
 
b) Empregando (a), calcule para quanto converge a série numérica 
 
( )
( ) K+−+−+−=+
−∑
∞
=
+
10.6
1
9.5
1
8.4
1
7.3
1
6.2
1
5.1
1
4nn
1
1n
1n
. 
 
 R.: 
48
7
 
 
 44 
06. Seja ( ) ( ) ( ) ( )xf2xf ,x- ,x3cosxxf/RR:f =π+π<<π=→ . 
 
 a) Calcule a série de Fourier de ( )xf . 
 
 R.: ( ) ( ) ( ) ( ) ( )( )( ) ( )∑
∞
=
+−
−
+−−=
4n
n
nxsen
3n3n
1n2x3sen
6
1
x2sen
5
4
xsen
4
1
xf 
 b) Determine para quanto converge a série numérica 
 
( ) ( )
( ) K+−+−+−=+
+−∑
∞
=
+
9.6
15
8.5
13
7.4
11
6.3
9
5.2
7
4.1
5
3nn
3n21
1n
1n
. 
 
 R.: 
6
5
 
 
2.8 – O fenômeno de Gibbs 
 
 Josiah Willard Gibbs (1839-1903): matemático e físico teórico norte americano. Principais 
contribuições: análise vetorial e mecânica estatística. 
 O fenômeno de Gibbs descreve a maneira peculiar como a série de Fourier truncada de uma 
função ( )xf periódica e seccionalmente contínua se comporta nas vizinhanças de uma descontinuidade 
dessa função. A n-ésima soma parcial da série de Fourier apresenta oscilações de maior amplitude nas 
proximidades de uma descontinuidade. A amplitude dessas oscilações não diminui com o aumento do 
número de harmônicos, porém tende a um limite. Há uma estimativa para a amplitude das oscilações 
nas proximidades de uma descontinuidade 0x dada por 
 
( ) ( )[ ]
- 0 0 xfxf09,0 −+ . 
 
 A Figura 16 ilustra ofenômeno de Gibbs para a onda quadrada. 
 
 
 Onda quadrada: ( )



<<
<<
=
1x0 1
0x1- 0
,
,
xf , ( ) ( )xfxf =+ 2 . 
 
 Série de Fourier da onda quadrada: ( ) ( ) ( )∑
∞
=
+
π
+−
π
+=
1n
1n
xnsen
n
111
2
1
xf 
 
 
 45 
−1 1
1
x
y
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 16: Série de Fourier da onda quadrada ( )



<<
<<
=
1x0 1
0x1- 0
,
,
xf , ( ) ( )xfxf =+ 2 , com 5n = , 
10n = , 20n = e 100n = . 
 
Exercício 
 
Pesquise a respeito dos seguintes aspectos do fenômeno de Gibbs: 
a) amplitude das oscilações; 
b) como minimizar os efeitos do fenômeno de Gibbs; 
c) consequências do fenômeno de Gibbs associadas principalmente à compactação de imagens e de 
áudio; 
d) associe os fenômenos de Gibbs e de Runge (interpolação polinomial). 
 
2.9 – A identidade de Parseval para séries de Fourier 
 
 Marc-Antoine Parseval des Chênes (1755-1836): matemático francês. 
 
 Se na e nb são os coeficientes de Fourier correspondentes a ( )xf , e se ( )xf satisfaz as 
condições de Dirichlet, então 
 
( )[ ] ( )∑∫
∞
=
−
++=
1n
2
n
2
n
2
0
L 
L 
2 ba
2
adxxf 
L
1
. 
 
 46 
 Demonstração 
 
 Assumimos que a série de Fourier correspondente a ( )xf converge uniformemente para ( )xf 
em ( )L,L− e que: 
 
 
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( ) Lbdx
L
 xn
senxf dx
L
 xn
senxf
L
1b
L a dx
L
 xn
cosxf dx
L
 xn
cosxf
L
1
a
Ladxxf dxxf 
L
1
a
n
L 
L 
L 
L 
n
n
L 
L 
L 
L 
n
0
L 
L 
L 
L 
0
=




⇒





=
=




⇒





=
=⇒=
∫∫
∫∫
∫∫
−−
−−
−−
ππ
ππ
 
 
Dessa forma, multiplicando 
 
( ) ∑
∞
=












+





+=
1n
nn
0
L
 xn
senb
L
 xn
cosa
2
a
xf ππ 
 
por ( )xf e integrando termo a termo de –L a L, temos que: 
 
 
( )[ ] ( ) ( ) ( )
( )[ ] ( )
( )[ ] ( )
( )[ ] ( )∑∫
∑∫
∑∫
∑ ∫∫∫∫
∞
=
−
∞
=
−
∞
=
−
∞
=
−−−−
++=








++=
++=














+





+=
1n
2
n
2
n
2
0
L 
L 
2 
1n
2
n
2
n
2
0
L 
L 
2 
1n
nnnn0
0
L 
L 
2 
1n
L 
L 
n
L 
L 
n
L 
L 
0
L 
L 
2 
ba
2
adxxf 
L
1
ba
2
a
Ldxxf 
LbbLaaLa
2
adxxf 
dx
L
 xn
senxfbdx
L
 xn
cosxfadxxf 
2
adxxf ππ
 
 
 
Aplicações 
 
• Convergência de séries. 
• Verificar se uma série trigonométrica é a série de Fourier de uma função f(x). 
 
 
 
 
 
 
 
 47 
Exercício 
 
Seja ( )



<<
<<−
=
 2x0 se x,
0x2- se ,x
xf ,
 
( ) ( )4xfxf += . Determine a identidade de Parseval correspondente à 
série de Fourier de f(x). 
 
R.: ( ) 967
1
5
1
3
11
1n2
1 4
444
1n
4
π
=++++=
−
∑
∞
=
L (2.9.1) 
 
2.10 – Convergência de séries numéricas através da série de Fourier 
 
Exemplo 
 
 Empregando a identidade de Parseval determinada anteriormente, mostrar que 
 
90n
1 4
1n
4
π
=∑
∞
=
 
e ( ) 1440n2
1 4
1n
4
π
=∑
∞
=
.
 
 
 
 
( )
( )6159615
16
n
1
96n
1
16
15
96n
1
16
11
n
1
16
1
96n
1
4
1
3
1
2
11
2
1
1n2
1
n
1
6
1
4
1
2
1
7
1
5
1
3
11
n
1
7
1
6
1
5
1
4
1
3
1
2
11
n
1
44
1n
4
4
1n
4
4
1n
4
1n
4
4
1n
4
4444
1n
4
1n
4
444444
1n
4
444444
1n
4
ππ
π
π
π
==
=
=





−
+=






+++++
−
=






++++





++++=
+++++++=
∑
∑
∑
∑∑
∑∑
∑
∑
∞
=
∞
=
∞
=
∞
=
∞
=
∞
=
∞
=
∞
=
∞
=
L
LL
L
 
 48 
 
90n
1 4
1n
4
π
=∑
∞
=
 (2.10.1) 
 
 Empregando (2.9.1) e (2.10.1), temos que: 
 
 
( )
( )
( ) 1440n2
1
1440
1516
9690n2
1
8
1
6
1
4
1
2
1
n2
1
4
1n
4
4444
1n
4
4444
1n
4
π
ππππ
=
−
=−=
++++=
∑
∑
∑
∞
=
∞
=
∞
=
L
 
 
2.11 – Derivação e integração da série de Fourier 
 Teorema 1: Se ( ){ } K1,2,3,n ,xu n = , forem contínuas em [ ]b,a e se ( )∑
∞
=1n
n xu convergir 
uniformemente para a soma ( )xS em [ ]b,a , então 
 
( ) ( )∑ ∫∫
∞
=








=
1n
b 
a 
n
b 
a 
dxxu dxxS ou ( ) ( )∑ ∫∫ ∑
∞
=
∞
=








=








1n
b 
a 
n
b 
a 1n
n dxxu dxxu . 
 
 Assim, uma série uniformemente convergente de funções contínuas pode ser integrada termo a 
termo. 
 
 
 Teorema 2: Se ( ){ } K1,2,3,n ,xu n = , forem contínuas e tiverem derivadas contínuas em [ ]b,a 
e se ( )∑
∞
=1n
n xu convergir para ( )xS enquanto ( )∑
∞
=1n
'
n xu é uniformemente convergente em [ ]b,a , 
então em [ ]b,a 
( ) ( )∑
∞
=
=
1n
'
n
'
xuxS ou ( ) ( )∑∑
∞
=
∞
=
=








1n
n
1n
n xudx
d
xu
dx
d
. 
 
 Dessa forma, a série pode ser derivada termo a termo. 
 
 
Observação: Os teoremas 1 e 2 oferecem condições suficientes, porém não necessárias. 
 
 
 49 
 Teorema 3: A série de Fourier correspondente a f(x) pode ser integrada termo a termo de a a x, 
e a série resultante convergirá uniformemente para ( )∫
x 
a 
duuf desde que f(x) seja seccionalmente 
contínua em LxL ≤≤− e ambos, a e x, pertençam a esse intervalo. 
 
Exemplo 
 
 Seja ( ) 2x2- ,xxf <<= . 
 
a) Obtenha uma série de Fourier para ( ) 2x0 ,xxf 2 <<= , integrando a série de Fourier 
( ) ( )∑
∞
=
+





−
==
1n
1n
2
 xn
sen
n
14
xxf π
π
. 
 b) Use a série obtida anteriormente para mostrar que ( )∑
∞
=
+
=
−
1n
2
2
1n
12n
1 π
. 
a) ( ) ( )∑
∞
=
+





−
==
1n
1n
2
 xn
sen
n
14
xxf π
π
 
 
( )
( ) 





+





−





+





−





==






+





−





+





−





==
L
L
2
u 4
sen
4
1
2
u 3
sen
3
1
2
u 2
sen
2
1
2
u 
sen
4
uuf
2
x 4
sen
4
1
2
x 3
sen
3
1
2
x 2
sen
2
1
2
x 
sen
4
xxf
ππππ
π
ππππ
π
 
 
 Integrando a igualdade anterior de 0 a x, temos que: 
 






+




 π
−




 π
+




 π
−




 π
π
−=






+




 π
−




 π
+




 π−




 π
π
−=






+




 π
π
+




 π
π
−




 π
π
+




 π
π
−
π
+=












++




 π
π
++




 π
π
−+




 π
π
++




 π
π
−
π
=








+




 π
−




 π
+




 π
−




 π
π
= ∫∫∫∫∫
L
L
L
444444444444444444 3444444444444444444 21
L
L
2
x 4
cos
4
1
2
x 3
cos
3
1
2
x 2
cos
2
1
2
x 
cos
16Cx
2
x 4
cos
4
1
2
x 3
cos
3
1
2
x 2
cos
2
1
2
x 
cos
8C
2
x
2
x 4
cos
4
2
2
x 3
cos
3
2
2
x 2
cos
2
2
2
x 
cos
24C
2
x
C
2
x 4
cos
4
2C
2
x 3
cos
3
2C
2
x 2
cos
2
2C
2
x 
cos
24
2
x
du
2
u 4
sen
4
1du
2
u 3
sen
3
1du
2
u 2
sen
2
1du
2
u 
sen
4
udu 
2222
2
2222
'
2
222
'
2
)1(
4232221
2
x 
0 
x 
0 
x 
0 
x 
0 
x 
0 
 
 
 50 
 Em (1), se a soma ∞<++=∑
∞
=
K21
1i
i CCC for conhecida, podemos usá-la para determinar 0a . 
 
 ( )
3
4
3
8
2
1
3
x
2
1dxx 
2
1dxxf 
L
1
2
aC
2
0
32 
0 
2
2 
0 
0
=⋅=





==== ∫∫ 
 
 Logo: 
 
 
2
x 4
cos
4
1
2
x 3
cos
3
1
2
x 2
cos
2
1
2
x 
cos
16
3
4
x 2222
2






+





−





+





−





−= L
ππππ
π
 
 
 ( ) ( )∑
∞
=
+





−
−==
1n
2
1n
2
2
2
 xn
cos
n
116
3
4
xxf π
π
 (2.11.1) 
 
b) Considerando 0x = em (2.11.1): 
 
 
( )
( )
( )
( )
( )
12n
1
n
1
163
4
n
116
3
4
n
116
3
40
 
n
116
3
4
x
2
1n
2
1n
1n
2
1n2
1n
2
1n
2
1n
2
1n
2
1n
2
1n
2
2
π
π
π
π
π
=
−
−
=⋅
−
−=−
−
−=
−
−=
∑
∑
∑
∑
∑
∞
=
+
∞
=
+
∞
=
+
∞
=
+
∞
=
+
 
 
2.12 – A forma exponencial (ou complexa) da série de Fourier 
 
 a) Mostrar que ( ) ∑
∞
=












+





+=
1n
nn
0
L
 xn
senb
L
 xn
cosa
2
a
xf ππ pode ser escrita na forma 
complexa ( ) ∑
∞
−∞=
=
n
L
x ni
necxf
π
. 
 
 51 
 b) Mostrar que os coeficientes de Fourier nn0 b e a ,a podem ser escritos como uma única 
integral ( ) K3,2,1,0,n ,dxexf 
L2
1
c
L 
L- 
L
x ni
n ±±±== ∫ −
π
. 
 
 
a) Recordando as identidades de Euler (Leonhard Euler (1707-1783): matemático suíço) 
 
 ( ) ( )θθθ sen icose i ±=± 
 
 Seja ( ) ( ) ( )[ ] xiexsen ixcosxf −+= . (2.12.1) 
 
 ( ) ( ) ( )[ ] ( ) ( )[ ]( ) xi xi eixsen ixcosexsen xcosixf
dx
d
−−
−++−= 
 
 ( ) ( ) ( ) ( ) ( )[ ] ( )xf0exsen xcosixsen xcosixf
dx
d
 xi ⇒=+−−= − é constante 
 
 ( ) ( ) ( )[ ] ( ) 1e0sen i0cos0f 0i =+= − 
 
 ( ) 1xf = 
 
 Voltando a (2.12.1), temos que: 
 
 ( ) ( )[ ] ( ) ( ) xi xi exsen ixcosexsen ixcos1 =+⇒+= − 
 
 Assim: 
 
 






−





=





−+





−=






+





=
−
L
 xn
sen i
L
 xn
cos
L
 xn
sen i
L
 xn
cose
L
 xn
sen i
L
 xn
cose
L
 xni
L
 xni
ππππ
ππ
π
π
 
 
 As igualdades anteriores conduzem a: 
 
 
i2
ee
L
 xn
sen
2
ee
L
 xn
cos
L
 xni
L
 xni
L
 xni
L
 xni
ππ
ππ
π
π
−
−
−
=





+
=





 
 
 Substituindo as igualdades acima na série de Fourier de ( )xf , temos que: 
 
 52 
 
( )
( )
( )
( )
( ) ∑
∑
∑
∑
∑
∞
=
−
∞
=
−
∞
=
−
∞
=
−−
∞
=











 +
+




 −
+=











 −
+




 +
+=












−+





++=










−
+
+
+=












+





+=
1n
L
 xni
nnL
 xni
nn0
1n
L
 xni
nnL
 xni
nn0
1n
L
 xni
nnL
 xni
nn0
1n
L
 xni
L
 xni
n
L
 xni
L
 xni
n
0
1n
nn
0
e
2
iba
e
2
iba
2
a
xf
e
i2
bia
e
i2
bia
2
a
xf
e
i2
b
2
a
e
i2
b
2
a
2
a
xf
i2
eeb
2
ee
a
2
a
xf
L
 xn
senb
L
 xn
cosa
2
a
xf
ππ
ππ
ππ
ππππ
ππ
 
 
 Considerando 
2
iba
c nnn
−
= e 
 cca
2
iba
c nnn
nn
n- −+=⇒
+
= e ( )nnn ccib −−= : 
 
 ( ) ∑
∞
−∞=
π
=
n
ni
necxf L
 x
 
 
 
2
a
c0n 00 =⇒= 
 
 
Exercício 
 
Mostre que 
( )



=
≠
=∫
−
nm se 2L,
nm se ,0
dxe 
L 
L- 
L
x mni π
 
 
 
b) Multiplicando ( ) ∑
∞
−∞=
=
n
L
 xni
necxf
π
 por L
 xmi
e
π
−
 e integrando de –L a L, obtemos: 
 
 
( )
( ) ( )∑ ∫∫
∑ ∫∫
∞
−∞=
−
−
∞
−∞=
−−








=








=
n
L 
L- 
L
x mni
n
L 
L- 
L
x mi
n
L 
L- 
L
x mi
L
x ni
n
L 
L- 
L
x mi
dxe cdxexf 
dxee cdxexf 
ππ
πππ
 
 
 53 
 Considerando mn = : 
 
 
( )
( )∫
∫
−
−
=
=
L 
L- 
L
x ni
n
n
L 
L- 
L
x ni
dxexf 
L2
1
c
L2cdxexf 
π
π
 
 
 Outra forma de mostrar: 
 
 
( ) ( ) ( )
( )∫
∫∫
−
−−












−





=














−





=−=
L 
L 
n
L 
L 
L 
L 
nnn
dx
L
 xn
sen i
L
 xn
cosxf 
L2
1
c
dx
L
 xn
senxf
L
1idx
L
 xn
cosxf
L
1
2
1iba
2
1
c
ππ
ππ
 
 
 ( )∫
−
−
=
L 
L 
L
 xni
n dxexf L2
1
c
π
 
 
 ( ) ( )
2
a
cac2dxxf
L
1
c2dxxf
L2
1
c 0000
L
L
0
L
L
0 =⇒=⇒=⇒= ∫∫
−−
 
 
 
 
 
 
 
Exemplo 
 
 ( ) 2L4P 2,x2- =⇒=<<= ,xxf 
 
 
( )∫
−
−
=
L 
L 
L
 xni
n dxexf L2
1
c
π
 
 
 ∫∫
−−
π
−











 π
−




 π
==
2
2
2
2
ni
n dx
n
senincosx
4
1dxxe
4
1
c
 
 
 
 
2
 x
2
 x
 
2
 x
 
 (2.12.2) 
 
 ∫∫  π−= π−=
−
2
0
2
2
n dx
n
xsen
2
idxnsenx
4
i
c
 
 
 
 
2
 x
 
2
 x
 
 
 
 Integrando por partes, temos que: 
 
 ( )



π
π
−−=










 π
π
+




 π
π
−−= ncos
n
4
2
in
sen
n
4n
cos
n
x2
2
i
c
2
0
22n 2
 x
2
 x54 
 
 
 0c0n 0 =⇒= (substitua n por 0 em (2.12.2)) 
 
 
( ) ∑
∞
−∞=
π
=
n
ni
n ecxf L
 x
 
 
 ( ) ( ) ( )∑∑
∞
−∞=
π
∞
−∞=
π
−
π
=−
π
=
n
nin
n
ni
e
n
1i2
e1
n
i2
xf 2
 x
2
 x
n
 
 
 Verificando a equivalência entre as formas exponencial e usual: 
 
 ( ) ( )∑
∞
−∞=











 π
−




 π−
π
=
n
n
2
 xn
sen
2
 xn
cos i
n
12
xf 
 
 Para n opostos, ( ) 




 π−
2
 x
 
n
n
cosi
n
1
 se anula e ( ) 




 π−
2
 xn
sen
n
1 n duplica. Assim: 
 
 ( ) ( )∑
∞
=
+





 π−
π
=
1n
1n
2
 xn
sen
n
14
xf 
 
 0dxx
4
1
c
2
0 == ∫
−
2 
 
 
 
 
Exercícios 
 
01. Determine a série de Fourier na forma exponencial de ( ) xexf −= , π<<π− x , ( ) ( )π+= 2xfxf . 
 
 R.: ( ) ( ) ( )∑
∞
−∞=
+
−
π
π
=
n
inx
n
e
in1
1senh
xf 
 
 
02. Seja ( )



<<−
<<
=
5x0 ,10
0x5- ,01 
xf , ( ) ( )10xfxf += . Expanda ( )xf em série de Fourier na forma 
exponencial. 
 
( ) 0n ,1
n
i2
c
n
n ≠−
π
=
 55 
 R.: ( ) ( )∑
∞
−∞=
π+
=⇒=
+−
π
=
n
0
5
 xni1n
0c0n ,e
n
11i10
xf ou ( )
( )
∑
∞
−∞=
π−
−π
=
n
5
 x 1n2i
1n2
ei20
xf 
 
 
03. Seja ( ) ( ) ( )xf2xf ,x- ,x2xf =π+π<<π= . 
 
 a) Expanda ( )xf em série de Fourier na forma exponencial. Para quanto converge a série em 
π±=x ? 
 
 R.: ( ) ( ) 0c0n ,e
n
1i 2xf 0
n
inx
n
=⇒=
−
= ∑
∞
−∞=
 
 Em π±=x a série de Fourier converge para a média dos limites laterais, ou seja, zero. 
 
 b) Use a série determinada no item a para calcular ∑
∞
=1n
2n
1
. R.: 
6
2π
 
 
2.13 – Aplicações da série de Fourier na solução de equações diferenciais parciais 
 
 A série de Fourier surge na solução de equações diferenciais parciais, tais como a equação do 
calor, a equação da onda e a equação de Laplace. 
 
2.13.1 – Equações diferenciais 
 
 Uma equação diferencial é uma igualdade que relaciona uma função e suas derivadas (ou 
apenas as derivadas dessa função). 
 Uma equação diferencial ordinária (EDO) é uma igualdade envolvendo as derivadas de uma 
função de uma única variável independente. 
 
Exemplos 
 
 
( ) ( ) 0 t,0ty3
dt
tdy
>=+ (1) 
 
 ( ) ( ) ( ) 0 x,x2cos3xu4xu '' >π=− (2) 
 
 Uma equação diferencial parcial (EDP) é uma igualdade envolvendo as derivadas de uma 
função de duas ou mais variáveis independentes. 
 
Exemplos 
 
 ( ) ( ) 0 t2,x0 ,t,xu2t,xu xxt ><<= (3) 
 
 56 
 
( ) ( ) 1y0 1,x0 ,xy2
y
y,xu
x
y,xu
2
2
2
2
<<<<=
∂
∂
+
∂
∂
 (4) 
 
( ) ( ) ( ) ( ) 0 t5,x1 ,t,xu t,xut,xut,xu xxxt ><<Γ=+ (5) 
 
 A ordem de uma equação diferencial é dada pela derivada (simples ou parcial) de maior ordem 
que ocorre na equação. 
 Uma equação diferencial é dita linear quando depende linearmente da função (variável 
dependente) envolvida e seus coeficientes independem dessa função. 
 Uma equação diferencial é dita homogênea quando o termo que independe da função e de suas 
derivadas é identicamente nulo. 
 Assim, nos exemplos dados anteriormente, temos em: 
 
(1) uma EDO linear de 1a ordem homogênea; 
 
(2) uma EDO linear de 2a ordem não homogênea; 
 
(3) uma EDP linear de 2a ordem homogênea; 
 
(4) uma EDP linear de 2a ordem não homogênea (equação de Poisson); 
 
(5) uma EDP não linear de 2a ordem não homogênea (equação de Burger). 
 
Na solução de equações diferenciais parciais podemos ter dois tipos de informações 
suplementares necessárias à unicidade de solução: condições iniciais e condições de contorno 
(domínios limitados). Dessa forma, teremos problemas de valor inicial, problemas de contorno ou 
problemas mistos (ambos). 
 
 Uma equação diferencial parcial de segunda ordem da forma 
 
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Gy,xF
y
y,xE
x
y,xD
y
y,xC
yx
y,xB
x
y,xA 2
22
2
2
=φ+
∂
φ∂
+
∂
φ∂
+
∂
φ∂
+
∂∂
φ∂
+
∂
φ∂
 
 
é dita elíptica se 0AC4B2 <− , parabólica se 0AC4B2 =− e hiperbólica se 0AC4B2 >− . 
 
2.13.2 – Equação do calor 
 
 ( ) ( )t,xu t,xu xxt κ= (equação diferencial parcial parabólica) 
 
 A formulação matemática da equação do calor pode ser encontrada em FIGUEIREDO, D.G. 
Análise de Fourier e equações diferenciais parciais, página 1. 
 
Obtenha uma solução ( )t,xu para o problema misto abaixo. 
 
 57 
( ) ( )
( )
( )






<
<<=
>==
<<>
∂
∂
=
∂
∂
limitada) (solução Mtx,u
2x0 ,xx,0u
0 t,0t,2ut0,u
2x0 0, t ,
x
u3
t
u
2
2
 
 
Solução: ( ) ( ) ( )tTxXt,xu = (separação de variáveis) (2.13.2.1) 
Substituindo (1) na equação diferencial parcial, obtemos: 
 
( ) ( )XT
x
3XT
t 2
2
∂
∂
=
∂
∂
 
 
2
2
dx
XdT3
dt
dTX = 
 
2
2
2
dx
Xd
X
1
dt
dT
T3
1 λ−== (2.13.2.2) 
 
Pode-se mostrar que uma constante 0c ≥ em (2.13.2.2) não satisfaz as condições de contorno. 
Assim: 
 






=+
=+
 0X
dx
Xd
0T3
dt
dT
2
2
2
2
λ
λ
 (2.13.2.3) 
 
A solução do sistema de equações diferenciais ordinárias (2.13.2.3) é: 
 
( ) ( )x senBx cosAX
CeT
11
t3 2
λλ
λ
+=
=
−
 (2.13.2.4) 
 
Substituindo (2.13.2.4) em (2.13.2.1), encontramos 
 
( ) ( ) ( )[ ] constantes B eA , xBsen xcosAet,xu t3 2 λλλ += − . (2.13.2.5) 
 
Precisamos agora determinar A e B de tal maneira que (2.13.2.5) satisfaça as condições de 
contorno. 
 
( ) ( ) ( )
 xsenBet,xu0A0Ae0t,0u t3t3
22 λλλ −− =⇒=⇒=⇒= (2.13.2.6) 
( ) ( ) 02senBe0t,2u t3 2 =⇒= − λλ (2.13.2.7) 
 
Como 0B = satisfaz (2.13.2.7) (não nos interessa a solução trivial), evitamos essa escolha 
( ( ) 0t,xu = ). Consideremos então 
 
 58 
( ) Zn ,
2
n
n202sen ∈=⇒=⇒= πλπλλ . (2.13.2.8) 
 
Substituindo (2.13.2.8) em (2.13.2.6): 
 
( ) 





=
−
2
 xn
seneBt,xu 4
tn3
n
22
ππ
. (2.13.2.9) 
 
Em (2.13.2.9), substituímos B por nB , indicando que constantes diferentes podem ser usadas 
para diferentes valores de n. 
Lembrando que somas de soluções da forma (2.13.2.9) são também soluções (princípio da 
superposição), podemos escrever (2.13.2.9) como: 
 
( ) ∑
∞
=
−






=
1n
4
tn3
n 2
 xn
seneBt,xu
22
ππ
.(2.13.2.10) 
 
A solução (2.13.2.10) deve satisfazer também a condição inicial ( ) 2x0 ,x0,xu <<= . 
Portanto, substituindo 0t = em (2.13.2.10), obtemos: 
 
2x0 ,
2
 xn
senBx
1n
n <<





=∑
∞
=
π
. (2.13.2.11) 
 
Observe que (2.13.2.11) equivale a expandir ( ) xxf = , 2x2 <<− , em uma série de Fourier de 
senos. 
Logo: 
 
( ) ( ) ( ) 1nnn 1
n
41
n
4
ncos
n
4B +−
π
=−
π
−=π
π
−= . (questão resolvida anteriormente) (2.13.2.12) 
 
Substituindo (2.13.2.12) em (2.13.2.10), chegamos à solução 
 
 
( ) ( )∑
∞
=
π
−
+





 π−
π
=
1n
4
tn3
 
1n
2
 xn
sene
n
14
t,xu
22
 . 
 (2.13.2.13) 
 
Exercício 
 
Mostre que a solução (2.13.2.13) satisfaz a equação diferencial parcial, as condições de contorno e a 
condição inicial. 
 
 
 
 59 
2.13.3 – Equação da onda 
 
 ( ) ( )t,xu ct,xu xx2tt = (equação diferencial parcial hiperbólica) 
 
 A formulação matemática da equação da onda pode ser encontrada em FIGUEIREDO, D.G. 
Análise de Fourier e equações diferenciais parciais, página 130. 
 
 Determine uma solução ( )t,xu para o seguinte problema misto. 
 
( ) ( )
( ) ( )
( )
( )











<
<<=
<<=
>==
><<
∂
∂
=
∂
∂
M
00,x
xf
0t,Lu
x
u
a
t
u
2
2
2
2
2
tx,u
Lx0 u
Lx0 x,0u
0t t0,u
0t L,x0 
t
 
 
Solução: ( ) ( ) ( )tTxXt,xu = (separação de variáveis) (2.13.3.1) 
 
Substituindo (2.13.3.1) na equação diferencial parcial, obtemos: 
 
( ) ( )XT
x
aXT
t 2
2
2
2
2
∂
∂
=
∂
∂
 
 
2
2
2
2
2
dx
XdTa
dt
TdX = 
 
2
2
2
2
2
2 dx
Xd
X
1
dt
Td
Ta
1 λ−== (2.13.3.2) 
 
 






=λ+
=λ+
0X
dt
Xd
0Ta
dt
Td
2
2
2
22
2
2
 (2.13.3.3) 
 
A solução do sistema de equações diferenciais ordinárias (2.13.3.3) é: 
 
( ) ( )
( ) ( )xsenBxcosBX
tasenAtacosAT
21
21
λ+λ=
λ+λ=
. (2.13.3.4) 
 
Substituindo (2.13.3.4) em (2.13.3.1), encontramos 
 
( ) ( ) ( )[ ] ( ) ( )[ ]xsenBxcosBtasenAtacosAt,xu 2121 λ+λλ+λ= . (2.13.3.5) 
 
 60 
Devemos agora determinar as constantes para que (2.13.3.5) satisfaça as condições de contorno 
e as condições iniciais. 
 
 ( ) ( ) ( )[ ] 0000 1211 =⇒=λ+λ⇒= BtasenAtacosABt,u (a solução trivial não interessa) 
 (2.13.3.6) 
 
( ) ( ) ( )[ ] ( )[ ] ( ) ( ) ( )[ ]tacosBtaAsenxsenxsenBtasenAtacosAt,xu λ+λλ=λλ+λ= 221 (2.13.3.7) 
 
( ) ( ) ( ) ( )[ ] 00 =λ+λλ⇒= tacosBtaAsenLsent,Lu (2.13.3.8) 
 
( ) Zn 0 ∈π=λ⇒π=λ⇒=λ ,
L
n
nLLsen (2.13.3.9) 
 
( ) ( ) ( ) ( )[ ]taBsenatacosAaxsent,xu t λλ−λλλ= 
 
( ) ( ) 000 =⇒=λλ= AxAsena,xu t (2.13.3.10) 
 
Substituindo (2.13.3.9) e (2.13.3.10) em (2.13.3.7), temos que: 
 
( ) ( ) ( )tacosxBsent,xu λλ= ; 
 
( ) ∑
∞
=





 π





 π
=
1n
n
n
cos
n
senBt,xu
L
at 
L
 x
. (2.13.3.11) 
 
Em (2.13.3.11), acrescentamos o índice n à constante B pensando na superposição de soluções. 
 
( ) ( ) ( )∑
∞
=
=




 π⇒=
1n
n xf
n
senBxf0,xu
L
 x
. (2.13.3.12) 
 
Temos em (2.13.3.12) a expansão de f(x) em uma série de Fourier de senos. Logo: 
 
( )∫  π=
L
0
n dx
n
senxf
L
2B
 
 
L
 x
. (2.13.3.13) 
 
Substituindo (2.13.3.13) em (2.13.3.11), obtemos a solução procurada. 
 
( ) ( )∑ ∫
∞
=





 π





 π













 π
=
1n
L
0
n
cos
n
sendxnsenxf
L
2
t,xu
L
at 
L
 x
L
 x
 
 
 (2.13.3.14) 
 
Exercício 
 
Mostre que a solução (2.13.3.14) satisfaz a equação diferencial parcial, as condições de contorno e as 
condições iniciais. 
 61 
 
2.13.4 – Equação de Laplace 
 
 ( ) ( ) 0y,xu y,xu yyxx =+ (equação diferencial parcial elíptica) 
 
 Obtenha uma solução ( )y,xu para o problema de contorno a seguir. 
 
( ) ( ) ( )
( ) ( )
( )






<
==
===
<<<<=
∂
∂
+
∂
∂
M
yfu
0,xuy,1u
y
u
x
u
1
2
2
2
2
tx,u
 x,1u
0y0,u
1y0 1,x0 0
 
 
 y 
 
 u1 
 1 
 
 
 0 0 
 
 
 
 x 
 0 0 1 
 
Figura 17: Condições de contorno para a equação de Laplace. 
 
 
Solução: ( ) ( ) ( )yYxXy,xu = (separação de variáveis) (2.13.4.1) 
 
Substituindo (2.13.4.1) na equação diferencial parcial, obtemos: 
 
( ) ( ) 0XY
y
XY
x 2
2
2
2
=
∂
∂
+
∂
∂
 
 
0
dy
YdX
dx
XdY 2
2
2
2
=+ 
 
2
2
2
2
2
dy
YdX
dx
XdY λ−=−= 
 
2
2
2
2
2
dy
Yd
Y
1
dx
Xd
X
1 λ−=−= (2.13.4.2) 
 62 
 
 






=λ−
=λ+
0Y
dy
Yd
0X
dx
Xd
2
2
2
2
2
2
 (2.13.4.3) 
 
A solução do sistema de equações diferenciais ordinárias (2.13.4.3) é: 
 
( ) ( )
( ) ( )ysenhBycoshAY
xsenBxcosAX
λ+λ=
λ+λ=
22
11
. (2.13.4.4) 
 
Substituindo (2.13.4.4) em (2.13.4.1), encontramos 
 
( ) ( ) ( )[ ] ( ) ( )[ ]ysenhBycoshAxsenBxcosAt,xu λ+λλ+λ= 2211 . (2.13.4.5) 
 
Devemos agora determinar as constantes para que (2.13.4.5) satisfaça as condições de contorno. 
 
( ) ( ) ( )[ ] 0000 1221 =⇒=λ+λ⇒= AysenhBycoshAAy,u (a solução trivial não interessa) 
(2.13.4.6) 
 
( ) ( ) ( ) ( )[ ]yBsenhycoshAxsent,xu λ+λλ= (2.13.4.7) 
 
( ) ( ) 0000 =⇒=λ⇒= AxAsen,xu(2.13.4.8) 
 
( ) ( ) ( )ysenhxBsent,xu λλ= (2.13.4.9) 
 
( ) ( ) ( ) ( ) Zn ,n 0001 ∈π=λ⇒=λ⇒=λλ⇒= senysenhBseny,u (2.13.4.10) 
 
Substituindo (2.13.4.10) em (2.13.4.9) e usando o princípio da superposição, temos que: 
 
 ( ) ( ) ( )∑
∞
=
ππ=
1n
n ynsenhxnsenBt,xu ; (2.13.4.11) 
 
 ( ) ( ) ( ) 1
1n
n1 uxnsennsenhBu1,xu =ππ⇒= ∑
∞
=
. (2.13.4.12) 
 
Temos em (2.13.4.12) a expansão de 1u em uma série de Fourier de senos. Assim: 
 
( ) ( ) ( ) ( )
1
0
1
n
1 
0 
1n xncos
n
1
nsenh
u2Bdx xnsenu 
1
2Bnsenh 



π
π
−
π
=⇒π=π ∫ ; 
 
 63 
( ) ( )[ ] ( ) ( )[ ]11nsenhn u21ncosnsenhn u2B 1n11n +−ππ=+π−ππ= + . (2.13.4.13) 
 
 
Substituindo (2.13.4.13) em (2.13.4.11), obtemos a solução procurada. 
 
 
 ( ) ( )[ ]( ) ( ) ( )∑
∞
=
+
ππ
π
+−
π
=
1n
1n
1 ynsenhxnsen
nsenhn
11u2
t,xu
 
 (2.13.4.14) 
 
Exercícios 
 
01. Mostre que a solução (2.13.4.14) satisfaz a equação diferencial parcial e as condições de contorno. 
 
02. Suponha uma barra de comprimento L (extremos em 0x = e Lx = ) com temperatura inicial dada 
por uma função f(x). Determine a distribuição de temperatura na barra. 
 
 Para este caso, o problema de valor de contorno é dado por 
 
 
( ) ( )
( ) ( )
( )






<
<<=
>==
<<>
∂
∂
=
∂
∂
limitada) (solução Mtx,u
Lx0 ,xfx,0u
0 t,0t,Lut0,u
Lx0 0, t ,
x
u
t
u
xx
2
2
κ
 
 
 
 R.: ( ) ( ) ( )∑ ∫∫
∞
=
−




























+=
1n
L
tn L 
0 
L 
0 L
 xn
cosedx
L
 xn
cosxf
L
2dxxf 
L
1
t,xu 2
22
ππ
πκ
 
 
03. Solucione o problema misto: 
 
 
( ) ( )
( ) ( )
( )
( )






<
<<=
>==
><<
∂
∂
=
∂
∂
M
x25
0t,4u
t,xu
x
2t,xu
t 2
2
tx,u
4x0 x,0u
0t t0,u
0t 4,x0 
 
 
 R.: 
 
( )
( ) ( )∑
∞
=
π
−
+
+





 π−
π
=
−
π
=
1n
8
tn1n
1n
n
4
 xn
sene
n
1200
t,xu
1
n
200B
22
 
 64 
04. Solucione os problemas de valor de contorno a seguir empregando o método de separação de 
variáveis. 
 
 a) 
( ) ( )
( )



=
=+
−x
yx
e40,xu
0y,xu2y,xu3
 
 
 R.: ( ) ( )2x2y3e4y,xu −= 
 
 
 b) 
( ) ( ) ( )
( )



+=
+
∂
∂
=
∂
∂
−− x3x5 e2e30,xu
y,xuy,xu
y
2y,xu
x
 
 
 R.: ( ) y2x3y3x5 e2e4y,xu −−−− += 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 65 
−9 −8 −7 −6 −5 −4 −3 −2 −1 1 2 3 4 5 6 7 8 9
−8
−7
−6
−5
−4
−3
−2
−1
1
2
3
4
5
6
7
8
x
y
−10 −9 −8 −7 −6 −5 −4 −3 −2 −1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
−9
−8
−7
−6
−5
−4
−3
−2
−1
1
2
3
4
5
6
7
8
9
x
y
2.14 – Exercícios resolvidos 
 
01. Seja ( ) ( )x2senxxf/RR:f 2=→ , ( )ππ−∈ ,x , ( ) ( )xf2xf =π+ . 
 
 a) Plote o gráfico de ( )xf com pelo menos três períodos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 (a) (b) 
 
Figura 18: Gráfico de ( ) ( )x2senxxf/RR:f 2=→ : (a) ( )ππ−∈ ,x ; (b) ( ) ( )xf2xf =π+ . 
 
 b) Determine a série de Fourier de ( )xf . 
 
 ( ) ( ) ( ) ( )x2senxx2senxxf 22 −=−−=− 
( )xf é função ímpar (produto de uma par por uma ímpar) 1n0a ,0a n0 ≥∀==⇒ 
 
 π=⇒π== L2L2P 
 
 ( ) ( ) ( )∫∫
π
π
=




 π
=
 
0 
2
L 
0 
n dxnxsenx2senx 
2dx
L
 x n
senxf
L
2b (2.14.1) 
 
 Empregando a identidade ( ) ( ) ( ) ( )[ ]vucosvucos
2
1
vsenusen +−−= em (2.14.1), temos que: 
 
 ( )[ ] ( )[ ]








+−−
π
= ∫∫
ππ 
0 
2
 
0 
2
n dxx2ncosx dxx2ncosx 
1b (2.14.2) 
 
 Calculando a integral indefinida (integração por partes): 
 66 
 
 ( ) ( )
a
axsen
 v,dxaxcosdv
2xdxdu ,xu 2
==
==
 ( ) ( )
a
axcos
 v,dxaxsendv
dxdu ,xu
−==
==
 
 
 
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) C
a
axsen2
a
axcosx2
a
axsenx
 
dxaxcos
a
1
a
axcosx
a
2
a
axsenx
 
dxaxsen x
a
2
a
axsenxdxaxcosx
32
2
2
2
2
+−+=






+−−=
−=
∫
∫∫
 (2.14.3) 
 
 Usando (2.14.3) em (2.14.2): 
 
 
( )[ ] ( )[ ]
( )
( )[ ]
( )
( )[ ] ( )[ ]
( )
( )[ ]
( ) 







+
+
−
+
+
+
+
+
π
+








−
−
−
−
−
+
−
−
π
=
π
π
|
|
0
32
2
0
32
2
n
2n
x2nsen2
2n
x2ncosx2
2n
x2nsenx1
- 
2n
x2nsen2
2n
x2ncosx2
2n
x2nsenx1b
 
 
 
( )[ ] ( )[ ]
( )
( )[ ]
( )
( )[ ] ( )[ ]
( )
( )[ ]
( ) 




+
π+
−
+
π+π
+
+
π+π
π
+






−
π−
−
−
π−π
+
−
π−π
π
=
32
2
32
2
n
2n
2nsen2
2n
2ncos2
2n
2nsen1
- 
2n
2nsen2
2n
2ncos2
2n
2nsen1b
 
 
 Como ( )[ ] ( )n12ncos −=π± e ( )[ ] 02nsen =π± : 
 
 
( )
( )
( )
( ) ( ) ( ) ( ) 




+
−
−
−=





+
−π
−
−
−π
π
= 22
n
2
n
2
n
n 2n
1
2n
112
2n
12
2n
121b 
 
 ( ) ( ) ( )( ) ( ) ( )
( )
( ) 





−
+−−++
−=





+−
−−+
−= 22
22
n
22
22
n
n
4n
4n4n4n4n12
2n2n
2n2n12b 
 
 ( ) ( )
( )
( ) 2n ,4n
1n16
4n
n812b 22
n
22
n
n ≠
−
−
=








−
−= 
 
 
9
16b1 −= 
 
 Para calcular 2b , voltamos a (2.14.2): 
 
 67 
−9 −8 −7 −6 −5 −4 −3 −2 −1 1 2 3 4 5 6 7 8 9
−8
−7
−6
−5
−4
−3
−2
−1
1
2
3
4
5
6
7
x
y
−10 −9 −8 −7 −6 −5 −4 −3 −2 −1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
−9
−8
−7
−6
−5
−4
−3
−2
−1
1
2
3
4
5
6
7
8
9
x
y
 
( )[ ] ( )[ ]
( )
( ) ( ) ( )
8
1
3
 
16
2
3
1
 
4
x4sen2
4
x4cosx2
4
x4senx
3
x1
 
dxx4cosx dxx 1 
dxx22cosx dxx22cosx 1b
2
3
0
32
2
0
3
 
0 
2
 
0 
2
 
0 
2
 
0 
2
2
|
−
π
=





 π
−
π
π
=














−+−
π
=








−
π
=








+−−
π
=
ππ
ππ
ππ∫∫
∫∫
 
 
 
 ( ) ( ) ( ) ( )( ) ( )∑
∞
=
−
−
+





−
π
+−=
3n
22
n2
nxsen
4n
1n16x2sen
8
1
3
xsen
9
16
xf (2.14.4) 
 
 
 c) Plote simultaneamente os gráficos de ( )xf e da série de Fourier de ( )xf truncada (empregue 
diferentes harmônicos) e faça comentários pertinentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 (a) (b) 
 
Figura 19: Gráfico de ( ) ( ) ( ) ( )( ) ( )∑
∞
=
−
−
+





−
π
+−=
3n
22
n2
nxsen
4n
1n16x2sen
8
1
3
xsen
9
16
xf : (a) 3n = ; (b) 
1000n = . 
 
 
 68 
 Comentários: Como ( )xf tem descontinuidades do tipo removível em K,5 ,3 , π±π±π± , não 
se observa o fenômeno de Gibbs na série de Fourier de ( )xf . Nas descontinuidades de ( )xf , a série de 
Fourier converge para a média dos limites laterais (zero). 
 
 
 d) Use a série de Fourier de ( )xf para determinar para quanto converge a série numérica 
 
( ) ( )
( ) ( ) K+−+−=+−
+−∑
∞
=
+
22222222
1n
22
1n
11.7
9
9.5
7
7.3
5
5.1
3
3n21n2
1n21
. 
 
 Considerando 
2
x
π
= em (2.14.4) e lembrando que ( ) ( )( )2n2n4n 2222 +−=− : 
 
 ( ) ( )
( ) ( )∑
∞
=
+
+−
+−
=






+−+−+−==




 π
1n
22
1n
22222222
3n21n2
1n2116
9
16
11.7
9
9.5
7
7.3
5
5.1
316
9
160
2
f K
 
 
 
( ) ( )
( ) ( ) 9
1
3n21n2
1n21
1n
22
1n
=
+−
+−∑
∞
=
+
 
 
 
 
02. Seja ( ) ( ) ( )xcoshxsenhxf/RR:f =→ , ( )ππ−∈ ,x , ( ) ( )xf2xf =π+ . 
 a) Determine a série de Fourier de ( )xf . 
 
 
( ) ( ) ( )
( ) ( )
( )x-f 
xcoshx-senh 
xcoshxsenhxf
=
=
−−=−
 
 
 ( ) ( ) ( )xcoshxsenhxf = é uma função ímpar (produto de uma ímpar por uma par) 
 
 1n0a ,0a n0 ≥∀==⇒ 
 
 π=⇒π== L2L2P 
 
 ( ) ( ) ( ) ( )∫∫
π
π
=




 π
=
 
0 
L 
0 
n dxnxsenxcoshxsenh 
2dx
L
 x n
senxf
L
2b 
 
 69 
 ( )∫
π
−−





 +





 −
π
=
 
0 
xxxx
dxnxsen
2
ee
 
2
ee2
 
 
 ( )∫
π
−





 −−+
π
=
 
0 
x22x
dxnxsen 
4
e11e2
 
 
 
( ) ( )








−
π
= ∫∫
ππ 
0 
2x-
 
0 
2x dxnxsene dxnxsene 
2
1
 (2.14.5) 
 
 
 Calculando a integral indefinida (integração por partes) ( )∫ dxnxseneax : 
 
 ( ) ( )
n
nxcos
 v,dxnxsendv
dxaedu ,eu axax
−==
==
 
 
 ( ) ( ) ( )∫∫ +−= dxnxcos enan nxcosedxnxsene ax
ax
ax
 
 
 ( ) ( )
n
nxsen
 v,dxnxcosdv
dxaedu ,eu axax
==
==
 
 
 ( ) ( ) ( ) ( ) 





−+−= ∫∫ dxnxsen enan nxsenenan nxcosedxnxsene ax
axax
ax
 
 
 ( ) ( ) ( ) ( )∫∫ −+−= dxnxsen enan nxsenaen nxcosedxnxsene ax2
2
2
axax
ax
 
 
 
( ) ( ) ( )2
axax
ax
2
2
n
nxsenae
n
nxcosedxnxsene
n
a1 +−=





+ ∫ 
 
 ( ) ( ) ( ) C
n
nxsenae
n
nxcose
an
ndxnxsene 2
axax
22
2
ax +





+−
+
=∫ (2.14.6) 
 
 
 Substituindo (2.14.6) em (2.14.5), primeiramente com 2a = e depois com 2a −= , tem-se que: 
 
 70 
 
( ) ( )
( ) ( )








−−
+π
+








+−
+π
=
π
−−
π
|
|
0
2
x2x2
2
2
0
2
x2x2
2
2
n
n
nxsene2
n
nxcose
4n
n
2
1
- 
n
nxsene2
n
nxcose
4n
n
2
1b
 
 
 
 
( ) ( )






−
π
++
π
−
+π
=
π−π
n
1
n
ncose
n
1
n
ncose
4n
n
2
1b
22
2
2
n 
 
 
( ) ( )π−π +−
+
π
π
=
22
2n ee4n
ncosn
2
1b 
 
 
( ) ( )π−π +−
+
−
π
=
22
2
n
ee
4n
1n
2
1
 
 
 
( ) ( )π−π+ −
+
−
π
=
22
2
1n
ee
4n
1n
2
1
 
 
 
( )
2
ee
4n
1n1 22
2
1n π−π+
−
+
−
π
= 
 
 
( ) ( )
4n
n12senh
2
1n
+
−
π
π
=
+
 
 
 
 
 
( ) ( ) 1n ,
4n
n12senhb 2
1n
n ≥
+
−
π
π
=
+
 
 
 
 
 
 ( ) ( ) ( ) ( )∑
∞
=
+
+
−
π
π
=
1n
2
1n
nxsen
4n
n12senh
xf 
 
 
 
 b) Plote simultaneamente os gráficos de ( )xf e da série de Fourier de ( )xf truncada (empregue 
diferentes harmônicos) e faça comentários pertinentes. 
 
 
 
 
 71 
 
−9 −8 −7 −6 −5 −4 −3 −2 −1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
−150
−140
−130
−120
−110
−100
−90
−80
−70
−60
−50
−40
−30
−20
−10
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
110
120
130
140
x
y
 
 
Figura 20: Gráfico de ( ) ( ) ( )xcoshxsenhxf = , ( )ππ−∈ ,x , ( ) ( )xf2xf =π+ . 
 
 
 
−9 −8 −7 −6 −5 −4 −3 −2 −1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
−150
−140
−130
−120
−110
−100
−90
−80
−70
−60
−50
−40
−30
−20
−10
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
110
120
130
140
x
y
 
 
 
Figura 21: Gráfico de ( ) ( ) ( )xcoshxsenhxf = , ( )ππ−∈ ,x , ( ) ( )xf2xf =π+ (azul), e da série de 
Fourier de ( )xf com 1n = (vermelho). 
 
 
 72 
−9 −8 −7 −6 −5 −4 −3 −2 −1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
−150
−140
−130
−120
−110
−100
−90
−80
−70
−60
−50
−40
−30
−20
−10
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
110
120
130
140
x
y
 
 
Figura 22: Gráfico de ( ) ( ) ( )xcoshxsenhxf = , ( )ππ−∈ ,x , ( ) ( )xf2xf =π+ (azul), e da série de 
Fourier de ( )xf com 10n = (vermelho). 
 
−9 −8 −7 −6 −5 −4 −3 −2 −1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
−150
−140
−130
−120
−110
−100
−90
−80
−70
−60
−50
−40
−30
−20
−10
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
110
120
130
140
x
y
 
 
Figura 23: Gráfico de ( ) ( ) ( )xcoshxsenhxf = , ( )ππ−∈ ,x , ( ) ( )xf2xf =π+ (azul), e da série de 
Fourier de ( )xf com 20n = (vermelho). 
 73 
−9 −8 −7 −6 −5 −4 −3 −2 −1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
−150
−140
−130
−120
−110
−100
−90
−80
−70
−60
−50
−40
−30
−20
−10
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
110
120
130
140
x
y
 
 
Figura 24: Gráfico de ( ) ( ) ( )xcoshxsenhxf = , ( )ππ−∈ ,x , ( ) ( )xf2xf =π+ (azul), e da série de 
Fourier de ( )xf com 50n = (vermelho). 
 
−9 −8 −7 −6 −5 −4 −3 −2 −1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
−150
−140
−130
−120
−110
−100
−90
−80
−70
−60
−50
−40
−30
−20
−10
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
110
120
130
140
x
y
 
 
Figura 25: Gráfico de ( ) ( ) ( )xcoshxsenhxf = , ( )ππ−∈ ,x , ( ) ( )xf2xf =π+ (azul), e da série de 
Fourier de ( )xf com 1000n = (vermelho). 
 
 
 74 
 Comentários: Como o prolongamento periódico de ( )xf tem descontinuidades do tipo salto 
finito, observa-se o fenômeno de Gibbs na série de Fourier de ( )xf , isto é, oscilações de maior 
amplitude nas vizinhançasdos saltos. A estimativa para a maior amplitude é de cerca de %9 da 
amplitude do salto. Nas descontinuidades de ( )xf , a série de Fourier converge para a média dos limites 
laterais (zero). 
 
 
 
x
 
 
Figura 26: Gráfico da série de Fourier de ( )xf com 1n = (vermelho), 10n = (verde escuro), 20n = 
(verde claro), 50n = (marron) e 1000n = (preto). 
 
 
03. Seja ( ) ( ) ( ) ( )xf2xf ,x- ,x3coshxf =π+π<<π= . 
 
a) Determine a série de Fourier de ( )xf . 
 
( ) ( )
( )
( )xf 
x3cosh 
x3coshxf
=
=
−=−
 ( ) ( )x3coshxf = é uma função par 1n 0bn ≥∀=⇒ 
 
π=⇒π== L2L2P 
 
( ) ( ) ( )π
π
=



π
=
π
=
ππ
∫ 3senh323 x3senh2dxx3cosh 2a 0
 
0 
0 
 
 75 
( ) ( )∫
π
π
=
 
0 
n dxx ncosx3cosh
2
a (2.14.7) 
 
Calculando a integral indefinida (integração por partes) ( ) ( )∫ dxnxcosx3cosh : 
( ) ( )
( ) ( )
n
nxsen
 v,dxnxcosdv
dxx3senh3du ,x3coshu
==
==
 
( ) ( )
( ) ( )
n
nxcos
 v,dxnxsendv
dxx3cosh3du ,x3senhu
−==
==
 
 
 ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )∫∫ −= dxnxsenx3senhn3n nxsenx3coshdxnxcosx3cosh 
 
 ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 





+−−= ∫∫ dxnxcosx3coshn3n nxcosx3senhn3n nxsenx3coshdxnxcosx3cosh 
 
 ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )22 n
nxcosx3senh3
n
nxsenx3coshdxnxcosx3cosh
n
91 +=





+ ∫ 
 
 ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) C
n
nxcosx3senh3
n
nxsenx3cosh
9n
ndxnxcosx3cosh 22
2
+



+
+
=∫ (2.14.8) 
 
Substituindo (2.14.8) em (2.14.7), tem-se que 
 
( ) ( ) ( ) ( ) π




+
+π
=
0
22
2
n
n
nxcosx3senh3
n
nxsenx3cosh
9n
n2
a 
 
( ) ( )



 ππ
+π
= 22
2
n
n
ncos3senh3
9n
n2
a 
 
( ) ( )
9n
13senh6
a 2
n
n
+
−
π
π
= . 
 
( ) ( ) ( ) ( ) ( )∑
∞
=
+
−
π
π
+
π
π
=
1n
2
n
nxcos
9n
13senh6
3
3senh
xf (2.14.9) 
 
 
b) Calcule para quanto converge a série numérica 
 
( )
K+−+−+−=
+
−∑
∞
=
34
1
25
1
18
1
13
1
10
1
9n
1
1n
2
n
. 
 
 76 
Considerando 0x = em (2.14.9), tem-se que ( ) 10cosh = ( ( )xf é contínua em 0x = ) e que 
 
( ) ( ) ( )∑
∞
=
+
−
π
π
+
π
π
=
1n
2
n
9n
13senh6
3
3senh1 
 
 
( ) ( ) ( )∑
∞
=
+
−
π
π
=
π
π
−
1n
2
n
9n
13senh6
3
3senh1 
 
( ) ( ) ( )∑
∞
=
+
−
π
π
=
π
π−π
1n
2
n
9n
13senh6
3
3senh3
 
 
( ) ( )
( )
( )
( )π
π−π
=
π
π
π
π−π
=
+
−∑
∞
=
3senh18
3senh3
3senh63
3senh3
9n
1
1n
2
n
. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 77 
−4 −3 −2 −1 1 2 3 4 5
−4
−3
−2
−1
1
2
3
4
x
y
2.15 – Exercícios complementares 
 
01. Seja ( )xf , representada graficamente abaixo, uma função π -periódica. 
 
f(x) 
 
 
 2 
 
 
 x 
 
2
π
− 
2
π
 
 
 -2 
 
 
Figura 27: Gráfico de
 
( )






π
<<+
π
−
<<
π
−
π
−
=
2
x0 24
0
2
- 24
,x
x,x
xf , ( ) ( )xfxf =π+ . 
 
 Expanda ( )xf em série de Fourier. 
 
 R.: ( )∑
∞
=
π
1
214
n
nxsen
n
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 28: Gráfico de
 
( )






π
<<+
π
−
<<
π
−
π
−
=
2
x0 24
0
2
- 24
,x
x,x
xf , ( ) ( )xfxf =π+ , e da série de Fourier de ( )xf 
com 5n = e 20n = . 
 
 78 
−4 −3 −2 −1 1 2 3 4 5
−4
−3
−2
−1
1
2
3
4
x
y
 
02. Seja ( )xf , representada graficamente abaixo, uma função π -periódica. 
 
f(x) 
 
 
 2 
 
 
 x 
 
2
π
− 
2
π
 
 
 
Figura 29: Gráfico de
 
( )






π≤≤+
π
−
<≤π+
π
=
2
x0 ,2x4
0x
2
- ,2x4
xf , ( ) ( )xfxf =π+ . 
 Expanda ( )xf em série de Fourier. 
 
 R.: ( ) ( )∑
∞
=
+ +−
π
+
1
2
1
2 2
1141
n
n
nxcos
n
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 30: Gráfico de
 
( )






π≤≤+
π
−
<≤π+
π
=
2
x0 ,2x4
0x
2
- ,2x4
xf , ( ) ( )xfxf =π+ , e da série de Fourier de ( )xf com 
2n = e 4n = . 
 
 79 
03. Seja ( )xf a função representada graficamente abaixo. Sabendo que ( ) ( )π+= 4xfxf , determine a 
série de Fourier de ( )xf na forma usual. 
 
 f(x) 
 
 
 2 
 
 
 x 
 π− 2 π− π π2 
 
 
 -2 
 
 
Figura 31: Gráfico de
 
( )







π≤≤π−
π
π<≤π−
π−<≤π−
π
−
=
2x ,6x4 
x- ,2 
x2- ,6x4
xf , ( ) ( )xf4xf =π+ . 
 R.: ( )
( )
∑ 





 π
−−
π
+−=
2
x n
cos
n
2
n
cos1
161xf 2
n
2 
04. Seja ( )xf a função representada graficamente abaixo. Sabendo que ( ) ( )π+= 6xfxf , determine a 
série de Fourier de ( )xf na forma usual. 
 f(x) 
 
 
 3 
 
 
 
 x 
 π− 3 π− π π3 
 
 
 
 -3 
 
Figura 32: Gráfico de
 
( )







π≤≤π+
π
π<≤π
π−<≤π+
π
=
3x ,6x3-
x- ,3 
x3- ,6x3 
xf , ( ) ( )xf6xf =π+ . 
 
 80 
 R.: ( )
( )
∑ 




 π
+−
π
+=
+
3
x n
cos
n
3
n
cos1
181xf 2
1n
2 
 
 
05. Seja ( )



<<
<<−
=
4x0 ,8 
0x4- ,8
xf , ( ) ( )8xfxf += . Expanda ( )xf em série de Fourier na forma 
exponencial. 
 
 R.: ( ) ( )∑
∞
−∞=
π
=⇒=
−−
π
=
n
0
4
 xnin
0c0n ,e
n
11i8
xf 
 
 
06. Seja ( ) ( ) ( )xf2xf , 
x0 ,x2 
0x- ,x2
xf =π+



π<<
≤<π−
= . 
 
 a) Expanda ( )xf em série de Fourier na forma exponencial. Para quanto converge a série em 
π±=x ? 
 
 R.: ( ) ( ) π=⇒=−−
π
= ∑
∞
−∞=
0
n
inx
2
n
c0n ,e
n
112
xf 
 Em π±=x a série de Fourier converge para a média dos limites laterais, ou seja, π2 . 
 
 b) Use a série determinada no item a para calcular ( )∑
∞
=
−
1n
21n2
1
. 
 
 R.: 
8
2π
 
 
 
07. a) Obtenha a série de Fourier que converge para a função π2 -periódica ( ) xexf = , ππ <<− x . 
 
 R.: ( ) ( ) ( ) ( ) ( )[ ]








−
+
−
+= ∑
∞
=1n
2
n
nxsen nnxcos
1n
1
2
1senh2
xf
π
π
 
 
 b) Determine a identidade de Parseval correspondente à série obtida no item anterior. 
 
 R.: ( ) ( )( )π
πππ
2
2
1n
2 senh 4
senh 22senh 
1n
1 −
=
+∑
∞
=
 
 81 
−4 −3 −2 −1 1 2 3 4
−3
−2
−1
1
2
3
x
y
−4 −3 −2 −1 1 2 3 4
−3
−2
−1
1
2
3
x
y
08. Sendo ( ) ( )

≤≤
≤≤
=
π
π
x0 se ,xsen
0x- se ,0
xf uma função π2 -periódica: 
 
 a) expanda ( )xf em uma série de Fourier; 
 R.: ( ) ( ) ( ) ( )∑
∞
=
−
+−
++=
2n
2
n
nxcos
n1
111
xsen
2
11
xf
ππ
 
 b) mostre que 
16
8
7.5
1
5.3
1
3.1
1 2
222222
−
=+++
π
L . 
 
 Sugestão: Calcule a identidade de Parseval. 
 
09. Seja 
 
( ) ( )

π<<
<<π
=
x0 ,xcos
0x- ,0 
xf , ( ) ( )π+= 2xfxf (1) 
 
e sua série de Fourier 
 
 ( ) ( ) ( )[ ] ( )∑
∞
=
−
+−
π
+=
2n
2
n
nxsen
1n
11n1
xcos
2
1
xf . (2) 
 
 A Figura 22 ilustra o gráfico de ( )xf e de sua série de Fourier com 50n = . 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 (a) (b) 
 
Figura 33: (a) Gráfico de ( ) ( )

π<<
<<π
=
x0 ,xcos
0x- ,0 
xf , ( ) ( )π+= 2xfxf ; (b) gráfico de 
( ) ( ) ( )[ ] ( )∑
∞
=
−
+−
π
+=
2n
2
n
nxsen
1n
11n1
xcos
2
1
xf , com 50n = . 
 82 
 a) ( )xf é par ou ímpar? Justifique. 
 b) Identifique os coeficientes de Fourier de ( )xf . 
 
 R.: ( )[ ]( ) 2n1n 11nb ,0b ,2n0a ,21a ,0a 2
n
n1n10 ≥∀
−π
+−
==≥∀=== 
 c) Para quanto converge a série (2) se π= 14x ? E se 
6
953
x
π
= ? Justifique. 
 
 R.: Em π= 14x a série converge para 
2
1
; em 
6
953
x
π
= a série converge para 
2
3
− . 
 d) Use a série de Fourier de ( )xf para determinar a convergência da série ( )( ) ( )∑
∞
=
+−
1n
22
2
1n21n2
n2
. 
 R.: 
16
2π
 
 
 
10. Prove que, para π≤≤ x0 : 
 
 a) ( ) ( ) ( ) ( ) 



+++−=− L222
2
3
6 cos
2
4 cos
1
2 cos
6
xxx
xx
π
π 
 
 b) ( ) ( ) ( ) ( ) 



+++=− L333 5
5 
3
3 
1
 8 xsenxsenxsen
xx
π
π 
 
 Usando (a) e (b), mostre que: 
 
 c) ( )∑
∞
=
−
π
=
−
1
2
2
1
12
1
n
n
n
 
 
 d) ( )( )∑
∞
=
−
π
=
−
−
1
3
3
1
3212
1
n
n
n
 
 
 
e) ( )∑
∞
=
π
=
−
1
6
6 96012
1
n
n
 e
 
∑
∞
=
π
=
1
6
6 945
1
n
n
 
 
 
 
11. a) Mostre que, em ππ <<− x , 
 
 
 83 
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 



−+−+−= Lx4sen
5.3
4
x3sen
4.2
3
x2sen
3.1
22xsen
2
1
xcosx . 
 
 
 
Figura 34: Gráfico de ( ) ( ) ππ <<= x- ,xcosxxf , e da série de Fourier de ( )xf com 5n = e 10n = . 
 
 
 b) Usando (a), mostre que em ππ ≤≤− x 
 
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 



−+−−−= L
5.3
x4cos
4.2
x3cos
3.1
x2cos2xcos
2
11xsen x . 
 
 
Figura 35: Gráfico de ( ) ( ) ππ ≤≤= x- ,xsen xxf , e da série de Fourier de ( )xf com 5n = . 
 84 
 c) Empregando (a) e (b), mostre que: 
 
 
( ) ( )
( ) 4
1
2n2n2
1n21
1n
1n
=
+
+−∑
∞
=
+
 R.: Use 
2
x
π
= em (a) 
 
 ( ) 4
3
2nn
1
1n
=
+∑
∞
=
 R.: Use π=x em (b) 
 
 
 
12. Seja ( ) ( )




<≤
≤<+
=
+ 2x0 se ,e
0x2- se ,2x
2
e
xf
2x-
2
 uma função 4-periódica, representada graficamente abaixo. 
 
 
 
Figura 36: Gráfico da função ( ) ( )




<≤
≤<+
=
+ 2x0 se ,e
0x2- se ,2x
2
e
xf
2x-
2
, de período fundamental 4P = . 
 
 
 a) Verifique se f(x) satisfaz as condições de Dirichlet. 
 
 b) Determine a série de Fourier correspondente a f(x). 
 
 R.: 
2
1
ea 20 −= , ( )[ ] ( )[ ]n222n22 2n 1e4n 211nea −−++−−= ππ , ( )[ ]n222
2
n 1e4n
n
n
eb −−
+
+−=
π
π
π
 
 
 c) Calcule a identidade de Parseval da série de Fourier obtida no item anterior. 
 
 85 
 R.: ( )
8
3
2
e
12
eba
24
1n
2
n
2
n −+=+∑
∞
=
 
 
 d) Usando um software gráfico, plote o gráfico da série de Fourier determinada em (b) com pelo 
menos quinze (15) harmônicos. 
 
 
 
Figura 37: Série de Fourier com 15n = da função ( ) ( )




<≤
≤<+
=
+ 2x0 se ,e
0x2- se ,2x
2
e
xf
2x-
2
, de período 
fundamental 4P = . 
 
 
13. Seja ( ) ( )

<<−
≤≤
=
3x0 se ,x3x 
0x3- se ,0 
xf 2 , ( ) ( )xf6xf =+ . 
 
 a) Esboce o gráfico da função dada com pelo menos três períodos. 
 
 
Figura 38: Gráfico da função ( ) ( )

<<−
≤≤
=
3x0 se ,x3x 
0x3- se ,0 
xf 2 , de período fundamental 6=P . 
 86 
−24−23−22−21−20−19−18−17−16−15−14−13−12−11−10−9−8−7−6−5−4−3−2−1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10111213141516171819202122232425
−23
−22
−21
−20
−19
−18
−17
−16
−15
−14
−13
−12
−11
−10
−9
−8
−7
−6
−5
−4
−3
−2
−1
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
x
y
 
 
 b) Determine a série de Fourier de f(x). 
 
 R.; 
4
9
0 =a , ( )[ ] ( )nnn
nn
a 12711162 2244 −π
−−−
π
= , ( )[ ]11254 133 −−π= +nn nb 
 
 c) Esboce o gráfico da série de Fourier determinada em (b) com pelo menos cinco (5) harmônicos. 
 
 
Figura 39: Série de Fourier com 5n = da função ( ) ( )

<<−
≤≤
=
3x0 se ,x3x 
0x3- se ,0 
xf 2 , de período 
fundamental 6=P . 
 
 
14. Seja ( ) ( )xsenxxf 2= , 
2
3
x
2
3 π
<<
π
− , ( ) ( )π+= 3xfxf . 
 
 a) Esboce o gráfico de ( )xf com pelo menos três períodos.Figura 40: Gráfico de ( ) ( )xsenxxf 2= , ( ) ( )π+= 3xfxf . 
 
 87 
−28−27−26−25−24−23−22−21−20−19−18−17−16−15−14−13−12−11−10−9−8−7−6−5−4−3−2−1 1 2 3 4 5 6 7 8 91011121314151617181920212223242526272829
−26
−25
−24
−23
−22
−21
−20
−19
−18
−17
−16
−15
−14
−13
−12
−11
−10
−9
−8
−7
−6
−5
−4
−3
−2
−1
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
x
y
−28−27−26−25−24−23−22−21−20−19−18−17−16−15−14−13−12−11−10−9−8−7−6−5−4−3−2−1 1 2 3 4 5 6 7 8 91011121314151617181920212223242526272829
−26
−25
−24
−23
−22
−21
−20
−19
−18
−17
−16
−15
−14
−13
−12
−11
−10
−9
−8
−7
−6
−5
−4
−3
−2
−1
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
x
y
 b) Determine a série de Fourier de ( )xf . 
 
 R.: 0aa n0 == , 
( )
( )
( )
( ) 





−
+
+π−
−π
−
= 22
2
2
2
n
n
n49
n427n8
n
n49
118b 
 ( ) ( ) ( )( )∑
∞
=














−
+
+π−
−
−
π
=
1n
22
2
2
2
n
3
nx2
sen
n49
n427n8
n
n49
118
xf 
 
 c) Esboce o gráfico da série de Fourier de ( )xf com 1n = , 10n = , 100n = , 1000n = , K 
(Explore as limitações do aplicativo gráfico empregado). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 41: Gráfico de ( ) ( )xsenxxf 2= , ( ) ( )π+= 3xfxf , e de 
( ) ( ) ( )( )∑
∞
=














−
+
+π−
−
−
π
=
1n
22
2
2
2
n
3
nx2
sen
n49
n427n8
n
n49
118
xf , com 2n = . 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 42: Gráfico de ( ) ( )xsenxxf 2= , ( ) ( )π+= 3xfxf , e de 
( ) ( ) ( )( )∑
∞
=














−
+
+π−
−
−
π
=
1n
22
2
2
2
n
3
nx2
sen
n49
n427n8
n
n49
118
xf , com 5n = . 
 88 
−28−27−26−25−24−23−22−21−20−19−18−17−16−15−14−13−12−11−10−9−8−7−6−5−4−3−2−1 1 2 3 4 5 6 7 8 91011121314151617181920212223242526272829
−26
−25
−24
−23
−22
−21
−20
−19
−18
−17
−16
−15
−14
−13
−12
−11
−10
−9
−8
−7
−6
−5
−4
−3
−2
−1
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
x
y
−28−27−26−25−24−23−22−21−20−19−18−17−16−15−14−13−12−11−10−9−8−7−6−5−4−3−2−1 1 2 3 4 5 6 7 8 91011121314151617181920212223242526272829
−26
−25
−24
−23
−22
−21
−20
−19
−18
−17
−16
−15
−14
−13
−12
−11
−10
−9
−8
−7
−6
−5
−4
−3
−2
−1
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
x
y
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 43: Gráfico de ( ) ( )xsenxxf 2= , ( ) ( )π+= 3xfxf , e de 
( ) ( ) ( )( )∑
∞
=














−
+
+π−
−
−
π
=
1n
22
2
2
2
n
3
nx2
sen
n49
n427n8
n
n49
118
xf , com 10n = . 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 44: Gráfico de ( ) ( )xsenxxf 2= , ( ) ( )π+= 3xfxf , e de 
( ) ( ) ( )( )∑
∞
=














−
+
+π−
−
−
π
=
1n
22
2
2
2
n
3
nx2
sen
n49
n427n8
n
n49
118
xf , com 5000n = . 
 
 d) Para quanto converge a série de Fourier de ( )xf se 
12
17
x
π
−= ? E se 
2
619
x
π
= ? Justifique. 
 
 89 
 R.: Em 
12
17
x
π
−= a série de Fourier converge para ( )62
576
289 2
+
π
. 
 
 Em 
2
619
x
π
= a série de Fourier converge para 
4
2π
. 
 
 
15. Seja 
 
( ) ( )

π<<
<<π
=
x0 ,xcos
0x- ,0 
xf , ( ) ( )xf2xf =π+ . 
 
 a) Esboce o gráfico de ( )xf com pelo menos três períodos. 
 b) Determine a série de Fourier de ( )xf . 
 
 R.: ( ) ( ) ( )[ ] ( )∑
∞
=
−
+−
π
+=
2n
2
n
nxsen
1n
11n1
xcos
2
1
xf 
 
 c) Plote simultaneamente os gráficos de ( )xf e da série de Fourier de ( )xf truncada. 
 Empregue diferentes harmônicos. 
 d) Para quanto converge a série de Fourier de ( )xf se π= 15x ? E se 
4
425
x
π
= ? 
 Justifique. 
 
 R.: 
2
1
− ; 
2
2
4
cos =




 π
 
 
 e) Use a série de Fourier de ( )xf para determinar para quanto converge a série 
 
( )∑
∞
=
−
1n
22
2
1n4
n
. 
 
 R.: 
64
2π
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 90 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 91 
3. A INTEGRAL DE FOURIER / TRANSFORMADAS DE FOURIER 
 
 
 Usamos a série de Fourier para representar uma função f(x) definida em um intervalo 
( )L,L− ou ( )L,0 . Quando ( )xf e ( )xf ' são seccionalmente contínuas nesse intervalo, uma série de 
Fourier representa a função no intervalo e converge para um prolongamento periódico de ( )xf fora do 
intervalo. 
 Estabeleceremos agora (de forma não rigorosa) uma maneira de representar certos tipos de 
funções não-periódicas definidas em um intervalo infinito ( )∞∞− , ou ( )∞,0 (expansão de f(x) em uma 
integral de Fourier). 
 
 Da série de Fourier à integral de Fourier 
 
 Suponhamos uma função f(x) definida em ( )L,L− que satisfaça as condições de Dirichlet. 
Assim 
 
 ( ) ∑
∞
=












+





+=
1n
nn
0
L
 xn
senb
L
 xn
cosa
2
a
xf ππ ; 
 
 ( ) ( )
( )
( )
∑
∫
∫
∫
∞
=
−
−
−




































+
+



















+=
1n
L 
L 
L 
L 
L 
L 
L
 xn
sendu
L
u n
senuf
L
 xn
cosdu
L
u n
cosuf
L
1duuf 
L2
1
xf
ππ
ππ
. (3.1) 
 
 Considerando ( )
LL
n
L
1n
 ,
L
n
n1nn
πππ
ααα
π
α =−
+
=−=∆= + , reescrevemos (3.1) como 
 
 ( ) ( )
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )
α
αα
αα
π
α
π
∆
























+
+








+∆








= ∑
∫
∫
∫
∞
=
−
−
− 1n
n
L 
L 
n
n
L 
L 
nL 
L 
xsenduusenuf 
xcosduucosuf 
1duuf 
2
1
xf . (3.2)
 
 
Como 0L →∆⇒∞→ α , temos que 
 
 ( ) 0duuf 
2
1lim
L 
L 
0
=








∆








∫
−
→∆
α
πα
.
 
 
 Logo, o restante de (3.2) toma a forma 
 
 92 
 ( ) ( ) ( )∑∑
∞
=
→∆
∞
=
→∆
∆∆=∆=
1n
0
1n
n0
nFlimFlimxf αααα
αα
 (3.3) 
 
 Em (3.3) temos uma soma de Riemann, o que nos leva à integral ( )∫
∞ 
0 
dF αα . 
Dessa forma, podemos escrever o limite de (3.2), quando 0L →∆⇒∞→ α , como 
 
( ) ( ) ( )
( )
( ) ( ) ( )
( )
( ) α














α












α+α











α
π
= ∫ ∫∫
∞
α
∞
∞−
α
∞
∞−
dx senduu senuf x cosduu cosuf 1xf
 
0 
B
 
 
A
 
 444 3444 21444 3444 21
. 
 
3.1 – A integral de Fourier 
 
 A integral de Fourier de uma função f(x) definida no intervalo ( )∞∞− , é dada por 
 
 ( ) ( ) ( ) ( ) ( )[ ] ααααα
π
d x senBx cosA 1xf
 
0 ∫
∞
+= 
 
onde 
 ( ) ( ) ( )dxx cosxf A
 
 
∫
∞
∞−
= αα
 
 e 
 ( ) ( ) ( )dxx senxf B
 
 
∫
∞
∞−
= αα . 
 
 
3.2 – Convergência da integral de Fourier 
 
 Se 
 
 (1) f(x) e f’(x) são seccionalmente contínuas em qualquer intervalo finito e 
 
 (2) ( )dxxf 
 
 
∫
∞
∞−
 converge, isto é, f(x) é absolutamente integrável em ( )∞∞− ,
, 
 
então a integral de Fourier converge para f(x) em um ponto de continuidade e converge para 
( ) ( )
2
xfxf
−+ +
 (média dos limites laterais) em um ponto de descontinuidade. 
 
 
 93 
Demonstração 
 
SPIEGEL, Murray R.; WREDE, Robert C. Cálculo avançado. Porto Alegre: Bookman. 
 
Observação: as condições de convergência da integral de Fourier são suficientes, porém não 
necessárias. 
 
3.2.1 – Convergência absoluta e condicional 
 
 
( )∫
∞ 
a 
dxxf é dita absolutamente convergente se ( )∫
∞ 
a 
dxxf convergir. Se ( )∫
∞ 
a 
dxxf 
convergir mas ( )∫
∞ 
a 
dxxf divergir, então ( )∫
∞ 
a 
dxxf é dita condicionalmente convergente. 
 
Teorema: Se ( )∫
∞ 
a 
dxxf convergir, então ( )∫
∞ 
a 
dxxf converge. 
 
Exemplos 
 
1o) ( )∫
∞
+
 
0 
2 dx1x
xcos
 
 é absolutamente convergente e, portanto, convergente, isto porque 
( ) ∫∫
∞∞
+
≤
+
 
0 
2
 
0 
2 dx1x
1
 dx
1x
xcos
 
 e ∫
∞
+
 
0 
2 dx1x
1
 
 converge. 
 
 
2o) ( ) π=∫
∞
∞−
 
 
dx
x
xsen
 , mas 
( )∫
∞
∞
 
- 
dx
x
xsen
 diverge. Assim, ( )∫
∞
∞
 
- 
dx
x
xsen
 é condicionalmente 
convergente. 
 
 
Exercício 
 
Mostre que ∫
∞
+
 
0 
2 dx1x
1
 
 converge. 
 
3.3 – A integral cosseno de Fourier 
 
 Se f(x) é uma função par no intervalo ( )∞∞− , , temos que: 
 
 94 
 ( ) ( ) ( ) ( ) ( )dxx cosxf 2dxx cosxf A
 
0 
 
 
∫∫
∞∞
∞−
== ααα ; 
 ( ) ( ) ( ) 0dxx senxf B
 
 
== ∫
∞
∞−
αα ; 
 ( ) ( ) ( ) ααα
π
dx cosA 1xf
 
0 ∫
∞
= . Integral cosseno de Fourier 
 
3.4 – A integral seno de Fourier 
 
 Se f(x) é uma função ímpar no intervalo ( )∞∞− , , temos que: 
 
 ( ) ( ) ( ) 0dxx cosxf A
 
 
== ∫
∞
∞−
αα ; 
 ( ) ( ) ( ) ( ) ( )dxx senxf 2dxx senxf B
 
0 
 
 
∫∫
∞∞
∞−
== ααα ; 
 ( ) ( ) ( ) ααα
π
dx senB 1xf
 
0 ∫
∞
= . Integral seno de Fourier 
 
Exercícios 
 
Seja ( )





>
<<
<
=
2 xse 0,
2x0 se 1,
0 xse ,0
xf . 
 
01. Determine a integral de Fourier de f(x). 
 
 R.: ( ) ( ) ( )[ ] α
α
αα
π
d1xcossen2xf
 
0 ∫
∞
−
= 
 
( ) ( )[ ]









==
π
<<
π
><
=α
α
α−α∫
∞
2ou x 0 x,
4
2x0 ,
2
2ou x 0 x,0
d1xcossen 
 
0 
 
 
02. Para quanto a integral de Fourier converge em 0x = e 2x = ? 
 
 
 95 
03. Prove que ( )
2
dsen
 
0 
π
α
α
α
=∫
∞
 e 
( )
π=α
α
α∫
∞
∞−
 
 
dsen . 
 
 
3.5 – Formas equivalentes da integral de Fourier 
 
 (1) 
( ) ( ) ( ) ( ) ( )[ ] ααααα
π
d x senBx cosA 1xf
 
0 ∫
∞
+=
 
( ) ( ) ( )dxx cosxf A
 
 
∫
∞
∞−
= αα
 
( ) ( ) ( )dxx senxf B
 
 
∫
∞
∞−
= αα 
(2)
 
 
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )[ ]
( ) ( ) ( )[ ] α








α−
π
=
α








αα+αα
π
=
α








α








α+α








α
π
=
∫ ∫
∫ ∫
∫ ∫∫
∞ ∞
∞−
∞ ∞
∞−
∞ ∞
∞−
∞
∞−
dduxucosuf 1xf
ddux senu senx cosu cosuf 1xf
dx senduu senuf x cosduu cosuf 1xf
 
0 
 
 
 
0 
 
 
 
0 
 
 
 
 
 
 
 
 
 (3) Forma complexa 
 
 
( ) ( ) ( )[ ] αα
π
dduxucosuf 1xf
 
0 
 
 
∫ ∫
∞ ∞
∞− 







−= 
 
 Como ( ) ( )[ ]αxucosuf − é uma função par em α, temos que 
 
 
( ) ( ) ( )[ ] αα
π
dduxucosuf 
2
1
xf
 
- 
 
 
∫ ∫
∞
∞
∞
∞− 







−= . (3.5.1) 
 
 
 Uma vez que ( ) ( )[ ]αxusenuf − é uma função ímpar em α, o que implica que 
( ) ( )[ ] 0dduxusenuf 
 
- 
 
 
=








−∫ ∫
∞
∞
∞
∞−
αα , podemos escrever (3.5.1) como 
 96 
 
( ) ( ) ( )[ ] ( ) ( )[ ]{ }
( ) ( ) ( )[ ] ( )[ ]{ }
( ) ( ) ( ) α
π
ααα
π
ααα
π
α ddue uf 
2
1
xf
dduxusen ixucosuf 
2
1
xf
dduxusenuf ixucosuf 
2
1
xf
 
- 
 
 
xui
 
- 
 
 
 
- 
 
 
∫ ∫
∫ ∫
∫ ∫
∞
∞
∞
∞−
−
∞
∞
∞
∞−
∞
∞
∞
∞−








=








−+−=








−+−=
 
 
 
( ) ( )
( ) ( )
( )
α












π
=
α








π
=
α−
∞
∞
α
∞
∞−
α
∞
∞
∞
∞−
α−α
∫ ∫
∫ ∫
de due uf 
2
1
xf
dduee uf 
2
1
xf
x i
 
- 
F
 
 
u i
 
- 
 
 
x iu i
44 344 21
 
 
 
( ) ( ) ( ) ( ) dxe xf F onde de F 
2
1
xf x i
 
- 
x i
 
- 
α
∞
∞
α−
∞
∞
∫∫ =αααπ= . 
 
 
Observação: Se em (3.5.1) considerássemos ( )[ ]α− uxcos , teríamos 
 
( ) ( ) de F 
2
1
xf x i
 
- 
αα
π
=
α
∞
∞
∫ com ( ) ( ) dxe xf F x i
 
- 
α−
∞
∞
∫=α . 
 
 
Exercícios 
 
01. Determine a integral de Fourier que representa a função pulso 
 
 
( )




>
<
=
ax se 0,
ax se ,1
xf . (3.5.2) 
 
 R.: ( ) ( ) ( ) α
α
αα
π
d xcosasen2xf
 
0 ∫
∞
=
 
 
 97 
 
( ) ( )







=
π
>
<
π
=α
α
αα∫
∞
ax ,
4
 
ax ,0 
ax ,
2
dx cosasen 
 
0 
 
 
 Observação: Se 1a = , a função (3.5.2) é chamada pulso unitário. 
 
 
02. Represente por uma integral de Fourier as funções a seguir. 
 
 a) ( )




<
>
=
−
0 xse ,e
0x se ,e
xf
x
x
 
R.: ( ) ( ) α
α
α
π
d
1
 xcos2
xf
 
0 
2∫
∞
+
= 
 
 
 b) ( )




<
>
=
−
0 xse ,e-
0x se ,e
xf
x
x
 
R.: ( ) ( ) α
α
αα
π
d
1
 xsen 2
xf
 
0 
2∫
∞
+
= 
 
 
03. Usando a representação integral de Fourier, mostre que: 
 
 a) ( ) ( ) ( )




>
<
=
−∫
∞
π
π
π
α
α
απα
x se ,0 
x se ,xsen2d
1
xsensen
 
0 
2 ; 
 b) 
( ) ( )






>
<
=
−






∫
∞
2
x se ,0 
2
x se ,xcos
2d
1
xcos
2
cos
 
0 
2 π
ππ
α
α
α
πα
. 
 
3.6 – Definição da transformada de Fourier e da transformada inversa de Fourier 
 
 Integral de Fourier: 
 
 
( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( )
( )
 de due uf 
2
1
xf
dxe xf F onde de F 
2
1
xf
x i
F
u i
 
- 
 
- 
x i
 
- 
x i
 
- 
α












π
=
=ααα
π
=
α−
α
α
∞
∞
∞
∞
α
∞
∞
α−
∞
∞
∫∫
∫∫
44 344 21
 
 
 98 
 
 Transformada de Fourier: 
 
 
( ){ } ( ) ( )
( ) ( ) ( )[ ]dx xsen i xcosxf 
 dxe xf Fxf
 
- 
x i
 
- 
αα
α α
+=
==ℑ
∫
∫
∞
∞
∞
∞
 (3.6.1) 
 
 Transformada inversa de Fourier: 
 
 ( ){ } ( ) ( ) de F 
2
1
xfF x i
 
- 
1 αα
π
α α−
∞
∞
− ∫==ℑ (3.6.2) 
 
 
 
 ( )xf ( )αF ( )xf 
 ℑ 1−ℑ 
 
 
 
Figura 45: Transformadas de Fourier. 
 
 Definimos a transformada de Fourier de f como sendo a função F(α) ou 
^
f que associa a cada 
função absolutamente integrável CR:f → a função ( ) 




 →→ CR:f ou CR:F
^
α definida pela 
expressão (3.6.1); a sua inversa, chamada transformada inversa de Fourier, é a função que associa a 
cada função ( ) 




 →→ CR:f ou CR:F
^
α pertencente ao conjunto imagem de ( ){ }xfℑ a função 
absolutamente integrável CR:f → definida pela expressão (3.6.2). 
 
 
( ) ( )α→← F x f 
 
 
 Se f(x) é função par ( ){ } ( ) ( ) ( )dxxcos xf Fxf
 
- 
αα ∫
∞
∞
==ℑ⇒ . (real puro) 
 
 Se f(x) é função ímpar ( ){ } ( ) ( ) ( )dxxsen xf iFxf
 
- 
αα ∫
∞
∞
==ℑ⇒ . (imaginário puro) 
 
 
 
 
 99 
Observações: 
 
1a) A literatura não é unânime quanto à forma para as transformadas (3.6.1) e (3.6.2). Você também 
encontrará os pares de transformadas abaixo. 
 
1. 
( ){ } ( ) ( )
( ){ } ( ) ( ) αα
π
α
α
α
α
de F 
2
1
xfF
 dxe xf Fxf
x i
 
- 
1
x i
 
- 
∫
∫
∞
∞
−
−
∞
∞
==ℑ
==ℑ
 
 
 
 2. 
( ){ } ( ) ( )
( ){ } ( ) ( ) αα
π
α
π
α
α
α
de F 
2
1
xfF
 dxe xf 
2
1Fxf
x i
 
- 
1
x i
 
- 
−
∞
∞
−
∞
∞
∫
∫
==ℑ
==ℑ
 
 
 
 3. 
( ){ } ( ) ( )
( ){ } ( ) ( ) αα
π
α
π
α
α
α
de F 
2
1
xfF
 dxe xf 
2
1Fxf
x i
 
- 
1
x i
 
- 
∫
∫
∞
∞
−
−
∞
∞
==ℑ
==ℑ
 
 
2a) Os pares 2 e 3 constituem a forma simétrica. 
 
3a) Quanto às constantes que multiplicam as integrais nos pares de transformadas, o produto das 
mesmas deve sempre ser igual a 
π2
1
. 
 
4a) A transformada de Fourier é convergente somente para um conjunto muito limitado de funções 
( )xf , isto porque as condições de existência (suficientes, não necessárias) da integral de Fourier são 
bastante restritivas. 
 
3.7 – Transformada cosseno de Fourier e transformada cosseno de Fourier inversa 
 
 f(x) é uma função par no intervalo ( )∞∞− , 
 
Integral cosseno de Fourier: 
 
 100 
 
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( ) ααα
π
ααα
π
αα
dx cosduu cosuf 2xf
dx cosA 1xf
dxx cosxf 2A
 
0 
 
0 
 
0 
 
0 
∫ ∫
∫
∫
∞ ∞
∞
∞








=
=
=
 
 
 Transformada cosseno de Fourier: 
 
 ( ){ } ( ) ( ) ( ) dx xcos xf Fxf
 
0 
CC αα ∫
∞
==ℑ 
 
 Transformada cosseno de Fourier inversa: 
 
 
( ){ } ( ) ( ) ( ) d xcos F 2xfF
 
0 
CC
1
C αααπ
α ∫
∞
−
==ℑ 
 
3.8 – Transformada seno de Fourier e transformada seno de Fourier inversa 
 
 f(x) é uma função ímpar no intervalo ( )∞∞− , 
 
 
 Integral seno de Fourier: 
 
 
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( ) ααα
π
ααα
π
αα
dx sen duu senuf 2xf
dx senB 1xf
dxx senxf 2B
 
0 
 
0 
 
0 
 
0 
∫ ∫
∫
∫
∞ ∞
∞
∞








=
=
=
 
 
 Transformada seno de Fourier: 
 
 ( ){ } ( ) ( ) ( ) dx xsen xf Fxf
 
0 
SS αα ∫
∞
==ℑ
 
 
 Transformada seno de Fourier inversa: 
 
 101 
 ( ){ } ( ) ( ) ( ) d xsen F 2xfF
 
0 
SS
1
S αααπ
α ∫
∞
−
==ℑ
 
 
Exercícios 
 
01. Seja ( ) 1xf = . Calcule ( ){ }xfℑ . 
 
 R.: ( ){ }xfℑ diverge 
 
02. a) Determine a transformada de Fourier de ( )




>
<
=
ax se 0,
ax se ,1
xf . 
 R.: ( ) ( ) ( ) 0 ,asinc a2asen2F ≠αα=
α
α
=α 
 
 ( ) a20F0 =⇒=α 
 
 b) Esboce o gráfico de f(x) e de sua transformada de Fourier para 3a = . 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 (a) (b) 
 
Figura 46: (a) Gráfico de f(x) para 3a = ; (b) gráfico de ( ){ }xfℑ para 3a = (função par). 
 
 
 c) Calcule ( ) ( ) α
α
αα d xcosasen 
 
- 
∫
∞
∞
. 
 
 R.: ( ) ( )







>
=
<
=∫
∞
∞
ax se ,0
ax se ,
2
ax se ,
d xcosasen 
 
- 
π
π
α
α
αα
 
 
 102 
03. Solucione a equação integral ( ) ( ) αα −
∞
=∫ edx xcosxf 
 
0 
. 
 
 R.: ( ) ( ) ( )∫ + −+=
−−
− C
x
xcose
x
xsene
1x
xdxcose 22
2 αα
αα
αα
α
 
 
 ( ) ( )1x
2
xf 2 +
=
π
 
 
04. A transformada de Fourier preserva paridade? 
 
05. a) Determine a transformada cosseno de Fourier de ( )




>
<−
=
1x se 0,
1x se ,x1
xf
2
. 
 R.: ( ) ( ) ( ) 0 ,cos sen2F 3C ≠−= αα
ααα
α 
 
 b) Mostre que ( ) ( )∫
∞
=








 −
 
0 
3 16
3dx
2
x
cos
x
xcos xxsen π
. 
 
 Sugestão: Considere 
2
1
x = em ( ) ( ){ }αFxf 1−ℑ= . 
 
3.9 – Função de Heaviside 
 
 Oliver Heaviside (1850-1925): engenheiro eletrônico inglês. 
 
 A função de Heaviside (ou função unitária de Heaviside) é definida como 
 
 { } R0R:H →− 
 
 



<
>
→
0 x0,
0 x,1
x . (3.9.1) 
 
 
 
 103 
 
 
Figura 47: Função de Heaviside. 
 
 
 A função de Heaviside (3.9.1), também chamada função salto unitário ou função degrau 
unitário, não é definida em 0x = (desnecessário). Alguns autores definem 
( )
2
10H = . 
 Na literatura também é comum encontrar a notação u ( )x para
 
( )xH . 
 A função degrau unitário transladada é definidacomo 
 
 u ( )



<
>
=−
c x0,
c x,1
cx . (3.9.2) 
 
 
 
Figura 48: Função degrau unitário transladada u ( )



<
>
=−
2 x0,
2 x,1
2x . 
 
 
 Quando multiplicada por outra função definida em
 
( )∞∞− , , a função degrau unitário (3.9.2) 
cancela uma porção do gráfico da função. 
 
Exemplo 
 
 Mostre que ℑ{ axe− u ( )x } 0a ,
ia
1
>
α−
= , onde u ( )



<
>
=
0 x0,
0 x1,
x é a função unitária de 
Heaviside. 
 
 104 
 ℑ{ axe− u ( )x } ax
 
 
e −
∞
∞−
∫= u ( ) ( )∫∫
∞
α+−
∞
α−α
==
 
0 
x ia
 
0 
 xiax xi dxe dxee dxex 
 
 
( ) ( ) ( )[ ] b
0
ax
b
b
0
 xiax
b
b
0
x ia
b ia
 xsen i xcoselim
ia
eelim
ia
elim






α+−
α+α
=





α+−
=





α+−
=
−
∞→
α−
∞→
α+−
∞→
 
 
 
( ) ( )[ ]
α−
=
α+−
−=










α+−
−
α+−
α+α
=
>→
−
∞→ ia
1
ia
1
ia
1
ia
b sen ib coselim
0a se 0
ab
b
4444 34444 21
 
 
 
Observação: Se Ca∈ , então ℑ{ axe− u ( )x } ( ) 0aRe ,
ia
1
>
α−
= . 
 
 
3.10 – Espectro, amplitude e fase da transformada de Fourier 
 
 Denomina-se conjunto dos números complexos (C) o conjunto de pares ordenados de números 
reais para os quais estão definidas as seguintes propriedades: 
 
1. igualdade: ( ) ( ) db e cad,cb,a ==⇔= ; 
2. adição: ( ) ( ) ( )dc,bad,cb,a ++=+ ; 
3. multiplicação: ( )( ) ( )bcad,bdacd,c.b,a +−= . 
 
( ) Ry x,,y,xzCz ∈=⇔∈ 
 
Exemplos: ( )3,23i2 =+ , ( ) 0,1i = (imaginário puro), ( )1,01 = (real puro) 
 
Forma algébrica: 1-i ,y ixz =+= 
 
( )( ) ( ) ( ) 10,100,101,0.1,0i.ii2 −=−=+−=== 
 
Conjugado: y ixy ixz −=+= 
 
Plano de Argand-Gauss: 
 
 Im(z) 
 
 y z 
 
 |z| 
 θ 
 x Re(z) 
 105 
 Módulo: ( ) ( )zImzReyxz 2222 +=+= 
 
 ( )( ) ( ) 222222 zyxyxy ixy ixz.z =+=+=−+= 
 
 Forma polar ou trigonométrica: 
 
 θ=⇒=θ coszx
z
x
cos 
 
 θ=⇒=θ senzy
z
y
sen 
 
 [ ] θ=θ+θ=θ+θ=+= ie zsen icoszsenzicoszy ixz 
 
 Argumento: ( )( )




=





=θ⇒=θ
zRe
zIm
arctg
x
y
arctg
x
y
tg 
 
 
 Sabemos que ( ){ } ( )αFxf =ℑ , onde CR:f → e CR:F → . Assim, podemos considerar a 
transformada de Fourier ( )αF como sendo 
 
 ( ) ( ) ( )ααα IR F iFF += (3.10.1) 
 
ou 
 
( ) ( ) θαα ie FF = , (3.10.2) 
 
onde 1i −= , ( )αRF é a parte real de ( )αF , ( )αIF é a parte imaginária de ( )αF , 
 
 ( ) ( ) ( )ααα 2I2R FFF += (3.10.3) 
e 
 
( )
( )




=
α
αθ
R
I
F
F
arctg . (3.10.4) 
 
 A forma (3.10.2) é a forma polar da transformada de Fourier, (3.10.3) é a amplitude da 
transformada de Fourier ou o espectro de amplitude do sinal ( )xf , (3.10.4) é o ângulo de fase da 
transformada de Fourier ou o espectro de fase do sinal ( )xf e 
 
 ( ) ( ) ( ) ( )αααα 2I2R2 FFFP +== (3.10.5) 
 
é o espectro de potência do sinal ( )xf . 
 
 
 106 
Exercícios 
 
Seja ( ) -axe =xf u ( )x , onde u ( )



<
>
=
0 x,0
0 x,1
x é a função unitária de Heaviside e 0a > . Determine: 
 
01. a parte real de ( ){ } ( )αFxf =ℑ ; R.: ( ) 22R a
aF
α
α
+
= 
 
02. a parte imaginária de ( ){ } ( )αFxf =ℑ ; R.: ( ) 22I aF α
α
α
+
= 
 
03. o ângulo de fase de ( ){ } ( )αFxf =ℑ ; R.: 





=
a
arctg αθ 
 
04. a amplitude de ( ){ } ( )αFxf =ℑ ; R.: ( ) 22
22
a
aF
α
α
α
+
+
= 
 
05. o espectro de potência de ( )xf . R.: ( ) 22a
1P
α
α
+
= 
 
3.11 – Propriedades operacionais das transformadas de Fourier 
 
 Funções de decrescimento rápido 
 
 Uma função CR:f → é de decrescimento rápido se ela for infinitamente diferenciável (f é 
∞C ) e se 
( ) 0xfDxlim nm
x
=
∞→
, 
 
ou seja, f(x) e suas derivadas vão mais rapidamente para zero do que as potências mx vão para infinito 
quando ∞→x . 
 
 Exemplo 
 
 ( ) 2xexf −=
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 107 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 (a) (b) (c) 
 
Figura 49: (a) Gráfico de ( ) 3xxf = ; (b) gráfico de ( ) 2xexg −= ; (c) gráfico de ( ) 2x33 ex8xgD −−= . 
 
 
 O conjunto das funções f de classe ( )RC∞ tais que, tanto f como todas as suas derivadas tendem 
a zero quando ∞→x , constituem o espaço de Schwarz, denotado por ( )RS . 
 
1. A função Gaussiana ( ) 2axexf −= , com 0a > , pertence a ( )RS . 
2. O produto de uma função polinomial ( )xpp = pela função Gaussiana é uma função 
( ) ( ) 2axe xpxh −= pertencente a ( )RS . 
3. ( )RS é um espaço vetorial de funções. 
4. Se uma função ( )xf pertence a ( )RS , então sua derivada também pertence a ( )RS . 
5. Se uma função ( )xf pertence a ( )RS , então a transformada de Fourier de ( )xf também 
pertence a ( )RS . 
 
3.11.1 – Comportamento de F(α) quando |α|→∞ 
 
 A transformada de Fourier ( )αF de uma função f(x) absolutamente integrável é uma função 
contínua e que se anula no infinito, isto é, 
 
( ) 0Flim =
±∞→
α
α
. 
 
Exemplo 
 
 A função pulso unitário ( )




>
≤
=
1x se 0,
1x se ,1
xu , cuja transformada de Fourier é 
 
 ( ){ } ( ) ( ) ( ) 20U0 0, ,sen 2Uxu =⇒=≠==ℑ αα
α
α
α . 
 108 
 
Figura 50: Gráfico de ( ){ } ( ) ( ) ( ) 20U0 0, ,sen 2Uxu =⇒=≠==ℑ αα
α
α
α . 
 
Teorema 
 
 Se CR:f →
 
é uma função absolutamente integrável, então sua transformada de Fourier 
( ) CR:F →α (ou CR:f^ → ) é uma função contínua e limitada. Se, além disso, ( )αF (ou ^f ) for 
absolutamente integrável, então f é contínua. 
 
3.11.2 – Linearidade 
 
 Se CR:g,f → são funções absolutamente integráveis e Rb,a ∈ , então 
 
( ) ( ){ } ( ){ } ( ){ } ( ) ( )αα bGaFxgbxfaxbgxaf +=ℑ+ℑ=+ℑ . 
 
 Prova: Segue da definição de transformada de Fourier e da propriedade de linearidade da 
integral. 
 
 
( ) ( ){ } ( ) ( )[ ]
( ) ( ) ( ) ( )αααα
α
bGaFdxexg bdxexf a 
dxexbgxaf xbgxaf
 
 
xi
 
 
xi
 
 
xi
+=+=
+=+ℑ
∫∫
∫
∞
∞−
∞
∞−
∞
∞−
 
 
3.11.3 – Simetria (ou dualidade) 
 
 Se ( ){ } ( )α=ℑ Fxf , então ( ){ } ( )α−π=ℑ f 2xF . 
 
 Prova: 
 
 ( ){ } ( ) ( ) ( ) ( )xf 2de F de F 
2
1
xfF
 
 
 xi-
 
 
 xi-1 π=αα⇒αα
π
==αℑ ∫∫
∞
∞−
α
∞
∞−
α−
 (3.11.3.1) 
 
 Efetuandoas substituições x←α e α−←x em (3.11.3.1), tem-se que 
 109 
 
 ( ) ( ) ( )α−π=∫
∞
∞−
α f 2dxe xF 
 
 
 - xi- ; 
 
 ( ) ( )α−π=∫
∞
∞−
α f 2dxe xF 
 
 
 x i ; 
 
 ( ){ } ( )α−π=ℑ f 2xF . 
 
 
Exemplo 
 
{ } ( )32
2
2x2
4
348xe
+α
α−
=ℑ − 
 
( )
α−α− α
π
=απ=








+
−ℑ 222232
2
e
4
e2
8
1
4x
x34
 
 
3.11.4 – Conjugado 
 
 Se CR:f → é uma função absolutamente integrável, então 
 
 
( ){ } ( )α−=ℑ Fxf , onde ( ) ( ){ }xfF ℑ=α e é o conjugado complexo. 
 
 Prova: 
 
 ( ){ } ( ) ( ) ( ) ( )[ ]∫∫
∞
∞−
∞
∞−
α α+α==ℑ
 
 
 
 
 x i dx xsen i xcos xf dxe xf xf 
 
 ( ) ( )α−== ∫
∞
∞−
α Fdxe xf 
 
 
 x i-
 
 
 Observação: gfgf e g.fg.f +=+= . 
 
3.11.5 – Translação (no tempo) 
 
 Se CR:f → é uma função absolutamente integrável, então 
 
( ){ } ( ) ( ) ( ){ }xfF onde ,Feaxf ai ℑ==−ℑ ααα . 
 
Prova: uax =− 
 110 
 
( ){ } ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( ) ( ){ }xfF onde ,Fedueuf edueeuf 
dueuf dxea-xf axf
ai
 
 
uia i
 
 
uia i
 
 
aui
 
 
x i
ℑ====
==−ℑ
∫∫
∫∫
∞
∞−
∞
∞−
∞
∞−
+
∞
∞−
ααααααα
αα
 
 
 Observação: 
 
 Se ( ){ } ( )∫
∞
∞−
−
=ℑ
 
 
x i dxexf xf α , então ( ){ } ( ) ( ) ( ){ }xfF onde ,Feaxf ai ℑ==−ℑ − ααα . 
 
3.11.6 – Translação (na frequência) 
 
 Se CR:f → é uma função absolutamente integrável, então 
 
( ){ } ( ) ( ) ( ){ }xfF onde ,aFxfeiax ℑ=+=ℑ αα . 
 
Prova: ua =+α 
 
( ){ } ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )aFuFdxexf 
dxexf dxexfe xfe
 
 
iux
 
 
xai
 
 
x ix iax ia
+===
==ℑ
∫
∫∫
∞
∞−
∞
∞−
+
∞
∞−
α
αα
 
 
 Observação: Se ( ){ } ( )∫
∞
∞−
−
=ℑ
 
 
x i dxexf xf α , então ( ){ } ( )aFxfe ai −=ℑ αα . 
 
3.11.7 – Similaridade (ou mudança de escala) e inversão de tempo 
 
 Se CR:f → é uma função absolutamente integrável e 0a ≠ , então 
 
 ( ){ } ( ) ( ){ }xfF onde ,
a
F
a
1
axf ℑ=





=ℑ αα . (3.11.7.1) 
 
Prova: 
 
(1) uax ,0a => ,
 a
u
x = , 
a
dudx = , ∞→⇒∞→ ux , −∞→⇒−∞→ ux 
 
 111 
 
( ){ } ( ) ( )
( ) 





==
==ℑ
∫
∫∫
∞
∞−
∞
∞−
∞
∞−
a
F
a
1dueuf 
a
1
 
dueuf
a
1dxeaxf axf
 
 
a
 iu
 
 
a
u
 i
 
 
x i
αα
α
α
 
 
(2) uax ,0a =< , 
a
u
x = , 
a
dudx = , −∞→⇒∞→ ux , ∞→⇒−∞→ ux 
 
 
( ){ } ( ) ( ) ( )
( ) 





==
−===ℑ
∫
∫∫∫
∞
∞−
∞
∞−
∞
∞
∞
∞−
a
F
a
1dueuf 
a
1
 
dueuf
a
1dueuf
a
1dxeaxf axf
 
 
a
 iu
 
 
a
u
 i
- 
 
a
u
 i
 
 
x i
αα
αα
α
 
 
Observação: Considerando em (3.11.7.1) 1a −= , obtemos ( ){ } ( )α−=−ℑ Fxf . Esta última igualdade é 
conhecida como propriedade da inversão de tempo. 
 
Exercícios 
 
Sabendo que ( ){ } ( )
6i5
iGxg 2 ++−
==ℑ
αα
α
α , calcule: 
 
01. ( ){ }x2gℑ ; R.: ( ){ }
24i10
i
2
G
2
1
x2g 2 ++−
=





=ℑ
αα
αα
 
 
02. ( ){ }2xg −ℑ ; R.: ( ){ } ( )
6i5
i
eGe2xg 2
i2i2
++−
==−ℑ
αα
α
α αα
 
 
03. ( ){ }xge ix100−ℑ . R.: ( ){ } ( ) ( )( ) ( ) 6100i5100
100i100Gxge 2
ix100
+−+−−
−
=−=ℑ −
αα
α
α 
 
3.11.8 – Convolução 
 
 A convolução (ou produto de convolução) de duas funções absolutamente integráveis f e g é 
definida como sendo a função 
 
( )( ) ( ) ( ) ( ) ( )∫∫
∞
∞−
∞
∞−
−=−=∗
 
 
 
 
duuxguf duuguxf xgf . 
 A integral imprópria que define a convolução converge para todo x se as funções f e g, além de 
serem absolutamente integráveis, são também quadrado-integráveis, isto é, seus quadrados também são 
absolutamente integráveis: 
 
 112 
( ) ( ) ∞<∞< ∫∫
∞
∞−
∞
∞−
 
 
2
 
 
2 duug ,duuf . 
 
 A afirmativa anterior pode ser comprovada com o emprego da desigualdade de Schwarz 
 
2
b
2
a
ab
22
+≤ , 
 
válida para todo Rb,a ∈ . 
 
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ∞<+−≤−≤− ∫∫∫∫
∞
∞−
∞
∞−
∞
∞−
∞
∞−
 
 
2
 
 
2
 
 
 
 
duug 
2
1duuxf 
2
1duuguxf duuguxf 
 
 A convolução de funções absolutamente integráveis, quando está definida, é também uma 
função absolutamente integrável. 
 
 Transformada de Fourier de uma convolução 
 
 Se CR:g,f → são funções absolutamente integráveis, então 
 
 ( )( ){ } ( ) ( ) ( ) ( ){ } ( ) ( ){ }xgG e xfF onde ,GFxgf ℑ=ℑ==∗ℑ αααα . 
 
 Prova: 
 
 
{ } ( ) ( ) ( )∫ ∫∫
∞
∞−
∞
∞−
∞
∞− 







−=∗=∗ℑ
 
 
 xi
 
 
 
 
 xi dxeduuxguf dxegf gf αα 
 
 Como ( )uxiu i xi eee −= ααα : 
 
 
{ } ( ) ( ) ( )∫ ∫
∞
∞−
−
∞
∞− 







−=∗ℑ
 
 
uxiu i
 
 
dxeeduuxguf gf αα 
 
 Mudando a ordem de integração: 
 
 
{ } ( ) ( ) ( )∫ ∫
∞
∞−
∞
∞−
−








−=∗ℑ
 
 
u i
 
 
uxi duedxeuxg ufgf αα 
 
 Considerando dvdxvuxvux =⇒+=⇒=− : 
 
 113 
 
{ } ( ) ( )
{ } ( ) { }
{ } { } ( )
{ } { } { }
{ } ( ) ( )αα
α
α
αα
GFgf
fggf
dueuf ggf
dueguf gf
duedvevg ufgf
 
 
u i
 
 
u i
 
 
u i
 
 
 vi
=∗ℑ
ℑℑ=∗ℑ
ℑ=∗ℑ
ℑ=∗ℑ








=∗ℑ
∫
∫
∫ ∫
∞
∞−
∞
∞−
∞
∞−
∞
∞−
 
 
 Propriedades da convolução 
 
 1a) Comutativa fggf ∗=∗ 
 
 2a) Associativa ( ) ( ) hgfhgf ∗∗=∗∗ 
 
 3a) Distributiva ( ) ( ) ( )hfgfhgf ∗+∗=+∗
 
 
 
4a) Elemento nulo 00f =∗ 
 
 5a) Elemento identidade ff =∗δ δ : delta de Dirac (distribuição)
 
 
 
 Modelos matemáticos que envolvem a convolução estão presentes em diferentes ramos do 
conhecimento. A convolução modela distorções em ondas sonoras e luminosas, surge no 
processamento de sinais e na detecção de ondas eletromagnéticas e/ou mecânicas e é também base de 
alguns sistemas de redes neurais de auto-aprendizagem. Na Matemática, a convolução é empregada na 
solução de sistemas lineares de equações diferenciais e na solução de alguns tipos de equações 
integrais. Na Estatística, é usada para calcular funções de densidade de probabilidade. 
 
Exemplo 
 
 Solucione a equação integral 
( ) ( ) ( ) ( )∫
∞
∞−
−+=
 
 
duuxruy xgxy , 
onde g(x) e r(x) são conhecidas. 
 
 114 
 
( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )
( ){ } ( ) ( ){ }
( ){ } ( ){ } { }
( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( )
( )[ ] ( ) ( )
( ) ( )( )α
α
α
ααα
αααα
αααα
R1
GY
GYR1
GRYY
RYGY
ryxgxy
ryxgxy
ryxgxy
duuxruy xgxy
 
 
−
=
=−
=−
+=
∗ℑ+ℑ=ℑ
∗+ℑ=ℑ
∗+=
−+= ∫
∞
∞−
 
 
( ){ } ( )( )
( ) ( )( ) αα
α
π
α
α
α
α de
R1
G
 
2
1
xy
R1
GY
 xi
 
 
11
−
∞
∞−
−−






−
=





−
ℑ=ℑ
∫
 
 
Exercícios 
 
01. Mostre que: 
 
 a) π=∫
∞
∞−
−
 
 
u due 
2
; 
 
 b) ( ) π=−=∗ ∫
∞
∞−
−−
xdueux ex
 
 
ux 22
. 
 
02. Mostre que ( )∗xf u ( ) ( )∫
∞−
κκ=
 x
 
df x , sendo u ( )



<
>
=
0 xse ,0
0 xse ,1
x . 
 
3.11.9 – Multiplicação (Convolução na frequência) 
 
 Se CR:g,f → são funções absolutamente integráveis, então 
 
( ) ( ){ } ( ) ( )α∗α
π
=ℑ GF
2
1
xg.xf , onde ( ) ( ){ }xfF ℑ=α e ( ) ( ){ }xgG ℑ=α . 
 
 Prova: 
 
 ( ) ( ){ } ( ) ( )∫
∞
∞−
α
=ℑ
 
 
 x i dxexgxf xg.xf 
 
 115 
 
( ) ( )∫ ∫
∞
∞−
α
∞
∞−
κ−








κκ
π
=
 
 
 x i
 
 
 x i dxexgdeF 
2
1
 
 
 
( ) ( ) ( )∫ ∫
∞
∞−
∞
∞−
κ−α κ








κ
π
=
 
 
 
 
 xi ddxexg F
2
1
 
 
 ( ) ( )∫
∞
∞−
κκ−ακ
π
=
 
 
dGF 
2
1
 
 
 ( ) ( )α∗α
π
= GF
2
1
 
 
3.11.10 – Transformada de Fourier de derivadas 
 
 Sejam CR:f → uma função diferenciável absolutamente integrável e 'f uma função 
absolutamente integrável. Como ( ) 0xf → quando ±∞→x , então 
 
 ( ){ } ( ) ( ) ( ){ }xfF onde ,F ixf ' ℑ=−=ℑ ααα . 
 
 Sejam CR:f → uma função duas vezes diferenciável absolutamente integrável e 'f e ' 'f 
funções absolutamente integráveis. Como ( ) 0xf ' → quando ±∞→x , então 
 ( ){ } ( ) ( ) ( ){ }xfF onde ,F xf 2" ℑ=−=ℑ ααα . 
 
 Generalizando, sejam CR:f → uma função n vezes diferenciável absolutamente integrável e 
as derivadas até ordem n de f funções absolutamente integráveis. Como ( ) ( ) ( ) ( ) 0xf,,xf,xf 1n"' →−K 
quando ±∞→x , então 
 
 
( ) ( ){ } ( ) ( ) ( ) ( ){ }xfF 1,n Z,n onde ,F ixf nn ℑ=≥∈−=ℑ ααα . 
 
 Prova: 
 
 ( ){ } ( )∫
∞
∞−
=ℑ
 
 
x i'' dxexf xf α 
 ( ){ } ( ) ( )∫∫ ∞→−∞→ +=ℑ
b 
0 
 xi'
b
0 
a 
 xi'
a
' dxexf lim dxexf lim xf αα (3.11.10.1) 
 
 Usando integração por partes: 
 
 ( ) ( )xfvdxxfdv
dxe idueu
'
 xi xi
=⇒=
=⇒= αα α
 
 116 
 ( ) ( ) ( )∫∫ −= dxexfie xfdxexf xi xi xi' ααα α (3.11.10.2) 
 
 Empregando (3.11.10.2) em (3.11.10.1): 
 
( ){ } ( )[ ] ( ) ( )[ ] ( )
( ){ } ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )








−−+








−−=ℑ








−+








−=ℑ
∫∫
∫∫
∞→−∞→
∞→−∞→
b 
0 
 xib i
b
0 
a 
 xia i
a
'
b 
0 
 xib
0
 xi
b
0 
a 
 xi0
a
 xi
a
'
dxexf i0febflimdxexf ieaf0flim xf
dxexf i exflimdxexf i exflim xf
αααα
αααα
αα
αα
 
( ){ } ( )
( ){ } ( ){ } ( )ααα
α α
F ixfixf
dxexf ixf
'
 
- 
 xi'
−=ℑ−=ℑ
−=ℑ ∫
∞
∞
 
 
 Por recursividade: 
 
 ( ){ } ( ){ } ( )( ) ( ){ } ( ){ } ( )αααααα F xf xfiixf ixf 22'" −=ℑ−=ℑ−−=ℑ−=ℑ
 
 
Exercícios 
 
01. Sejam CR:f → uma função diferenciável absolutamente integrável e 'f uma função 
absolutamente integrável. Como ( ) 0xf → quando ±∞→x , mostre que: 
 
 a) ( ){ } ( ){ } ( ) ( ) ( )0fF 0fxf xf SS'C −=−ℑ=ℑ ααα ; 
 
 b) ( ){ } ( ){ } ( )ααα CC'S F xf xf −=ℑ−=ℑ . 
 
Observação: As transformadas seno e cosseno de Fourier não são adequadas para transformar a 
derivada primeira (ou qualquer derivada de ordem ímpar), isto porque a transformada seno (ou 
cosseno) da derivada de f não é expressa em termos da transformada seno (ou cosseno) da função f. 
02. Sejam CR:f → uma função duas vezes diferenciável absolutamente integrável e 'f e ' 'f funções 
absolutamente integráveis. Como ( ) 0xf ' → quando ±∞→x , mostre que: 
 
 a) ( ){ } ( ){ } ( ) ( ) ( )0fF 0fxf xf 'C2'C2"C −−=−ℑ−=ℑ ααα ; 
 b) ( ){ } ( ){ } ( ) ( ) ( )0f F 0f xf xf S2S2"S ααααα +−=+ℑ−=ℑ . 
 
3.11.11 – Derivadas de transformadas de Fourier 
 
 Se CR:f → é uma função absolutamente integrável e ( )xf x também é uma função 
absolutamente integrável, então 
 
 ( ){ } ( ) ( ) ( ){ }xfF onde ,F ixxf ' ℑ=−=ℑ αα . 
 
 117 
 Se CR:f → é uma função absolutamente integrável e ( )xf x 2 também é uma função 
absolutamente integrável, então 
 
 ( ){ } ( ) ( ) ( ){ }xfF onde ,Fxfx "2 ℑ=−=ℑ αα . 
 
 Se CR:f → é uma função absolutamente integrável e ( )xf x n também é uma função 
absolutamente integrável, então 
 
 ( ){ } ( ) ( ) ( ) ( ) ( ){ }xfF onde ,Fixfx nnn ℑ=−=ℑ αα . 
 
Prova: 
 
 
( ) ( ) ( )[ ] ( )
( ) ( )[ ] ( ){ }
( ){ } ( )
( ){ } ( )α
α
α
α
αα
α
α
α
ααα
'
'
 
 
 xi
 
 
 xi
 
 
 xi
 
 
 xi
F ixxf
F
i
1
xxf
xxfidxexfx iF
d
d
dxexfix dxexf dxexf 
d
dF
d
d
−=ℑ
=ℑ
ℑ==
=
∂
∂
==
∫
∫∫∫
∞
∞−
∞
∞−
∞
∞−
∞
∞−
 
 
( ) ( ) ( )[ ] ( )
( ) ( )[ ] ( ){ }
( ){ } ( )α
α
α
αα
α
α
α
ααα
"2
2
 
 
 xi2
2
2
 
 
 xi22
 
 
 xi
2
2
 
 
 xi
2
2
2
2
Fxfx
xfxdxexf x F
d
d
dxexfxi dxexf dxexf 
d
dF
d
d
−=ℑ
−ℑ=−=
=
∂
∂
==
∫
∫∫∫
∞
∞−
∞
∞−
∞
∞−
∞
∞−
 
 
 
Exemplos 
 ( ) ( ){ } ( ){ } ( ){ } ( ){ }
( ) ( ) ( )α+α+α−=
ℑ+ℑ−ℑ=+−ℑ
'''"'
3232
F i 3FF i 2 
 xf x3xf xxf x2xf x3xx2
 
 
 
ℑ{ axxe− u ( )x } ( ) ( )( ) ( )22 ia
1
ia
ii
ia
1
d
di
α−
=
α−
−−
−=



α−α
−= 
 
 ( ) 0aRe > e u ( )



<
>
=
0 x0,
0 x1,
x 
 
 
 118 
ℑ{ ax2ex − u ( )x } ( ) ( )
( )( )
( ) ( )3422
2
2
ia
2
ia
iia2i
ia
1
d
di
ia
1
d
di
α−
=
α−
−α−−
−=





α−α
−=



α−α
−= 
 
 ( ) 0aRe > e u ( )



<
>
=
0 x0,
0 x1,
x 
 
 
ℑ{ ax3ex − u ( )x } ( ) ( ) ( )422
2
3
3
3
ia
6
ia
1
d
d
ia
1
d
di
α−
=





α−α
−=



α−α
−= 
 
 ( ) 0aRe > e u ( )



<
>
=
0 x0,
0 x1,
x 
 
ℑ{ axn ex − u ( )x } ( ) 1nia
!n
+α−
= 
 
 ( ) 0aRe > e u ( )



<
>
=
0 x0,
0 x1,
x 
 
Exercícios 
 
01. Seja ( ) -axe xxf = u ( )x , onde u ( )



<
>
=
0 x,0
0 x,1
x é a função unitária de Heaviside e 0a > . Determine: 
 
 a) a parte real de ( ){ } ( )αFxf =ℑ ; R.: ( ) ( )222
22
R
a
aF
α
α
α
+
−
= 
 
 b) a parte imaginária de ( ){ } ( )αFxf =ℑ ; R.: ( ) ( )222I a
a2F
α
α
α
+
= 
 
 c) o ângulo de fase de ( ){ } ( )αFxf =ℑ ; R.: 





−
= 22a
a2
arctg
α
αθ 
 
 d) a amplitude de ( ){ } ( )αFxf =ℑ ; R.: ( ) 22a
1F
α
α
+
= 
 
 e) o espectro de potência de ( )xf . R.: ( ) ( )222a
1P
α
α
+
= 
 
02. Prove a propriedade da diferenciação na frequência ( ){ } ( )α
α
=ℑ F
d
d
xf x i . 
 119 
3.12 – Resumo: Propriedades operacionais das transformadas de Fourier 
 
1. Linearidade 
 ( ) ( ){} ( ){ } ( ){ } ( ) ( )αα bGaFxgbxfaxbgxaf +=ℑ+ℑ=+ℑ 
2. Simetria 
 Se ( ) ( ){ }xfF ℑ=α , então ( ){ } ( )α−π=ℑ f 2xF . 
3. Conjugado 
 Se ( ) ( ){ }xfF ℑ=α , então ( ){ } ( )α−=ℑ Fxf . 
4. Translação (no tempo) 
 ( ){ } ( ) ( ) ( ){ }xfF onde ,Feaxf ai ℑ==−ℑ ααα 
5. Translação (na freqüência) 
 ( ){ } ( ) ( ) ( ){ }xfF onde ,aFxfeiax ℑ=+=ℑ αα 
6. Dilatação (ou similaridade) 
 ( ){ } ( ) ( ){ }xfF onde ,
a
F
a
1
axf ℑ=





=ℑ αα 
7. Inversão de tempo 
 ( ){ } ( )α−=−ℑ Fxf , onde ( ) ( ){ }xfF ℑ=α 
8. Convolução 
 ( )( ){ } ( ) ( ) ( ) ( ){ } ( ) ( ){ }xgG e xfF onde ,GFxgf ℑ=ℑ==∗ℑ αααα 
9. Multiplicação (convolução na frequência) 
 Se ( ) ( ){ }xfF ℑ=α e ( ) ( ){ }xgG ℑ=α , então ( ) ( ){ } ( ) ( )α∗α
π
=ℑ GF
2
1
xg.xf . 
10. Transformada da derivada primeira 
 ( ){ } ( ) ( ) ( ){ }xfF onde ,F ixf ' ℑ=−=ℑ ααα 
 ( ){ } ( ){ } ( ) ( ) ( )0fF 0fxf xf SS'C −=−ℑ=ℑ ααα 
 ( ){ } ( ){ } ( )ααα CC'S F xf xf −=ℑ−=ℑ 
11. Transformada da derivada segunda 
 ( ){ } ( ) ( ) ( ){ }xfF onde ,F xf 2" ℑ=−=ℑ ααα 
 ( ){ } ( ){ } ( ) ( ) ( )0fF 0fxf xf 'C2'C2"C −−=−ℑ−=ℑ ααα 
 ( ){ } ( ){ } ( ) ( ) ( )0f F 0f xf xf S2S2"S ααααα +−=+ℑ−=ℑ 
12. Transformada de derivadas 
 
( ) ( ){ } ( ) ( ) ( ) ( ){ }xfF 1,n Z,n onde ,F ixf nn ℑ=≥∈−=ℑ ααα 
13. Derivadas de transformadas de Fourier 
 ( ){ } ( ) ( ) ( ){ }xfF onde ,F ixxf ' ℑ=−=ℑ αα 
 ( ){ } ( ) ( ) ( ){ }xfF onde ,Fxfx "2 ℑ=−=ℑ αα 
 ( ){ } ( ) ( ) ( ) ( ) ( ){ }xfF onde ,Fixfx nnn ℑ=−=ℑ αα 
14. Diferenciação na frequência 
 ( ){ } ( )α
α
=ℑ F
d
d
xf x i 
 
Tabela 1: Propriedades das transformadas de Fourier. 
 
 120 
3.13 – Delta de Dirac 
 
 Paul Adrien Maurice Dirac (1902-1984): físico, matemático e engenheiro britânico. Partilhou o 
Nobel de Física de 1933 com Erwin Schrödinger. 
 
Função impulso unitário: 
 
( )






+≥
>+<≤
−<
=−δ
ax x ,0 
 0a axxa-x ,
a2
1
ax x ,0 
xx
0
00
0
0a (3.13.1) 
 
 
 
 
 
a2
1
 
 ( ) 1a2
a2
1A == 
 
 x 
 ax 0 − 0x ax 0 + 
 
 
Figura 51: Função impulso unitário. 
 
 
 A função (3.13.1) pode ser compactada usando-se a função degrau unitário. Assim, 
 
 ( )
a2
1
xx 0a =−δ {u ( )[ ]−−− axx 0 u ( )[ ]axx 0 +− }, 
 
onde 
 
 u ( )[ ]



−<
−>
=−−
ax x,0
ax x,1
axx
0
0
0 e u ( )[ ]



+<
+>
=+−
ax x,0
ax x,1
axx
0
0
0 . 
 
 Considerando 
 
( ) ( )0a0a0 xxlimxx −δ=−δ → , 
 
temos a distribuição delta de Dirac 
 
( )



≠
=∞
=−δ
0
0
0
x xse 0,
x xse ,
xx . (3.13.2) 
 
 121 
 A distribuição (3.13.2) pode ser escrita como ( ) ( )



≠
=∞
=−δ=δ
c xse 0,
c xse ,
cxxc . 
 Quando 0c = , temos que ( )



≠
=∞
=δ
0 xse 0,
0 xse ,
x . 
 
 Fisicamente, o delta de Dirac pode ser interpretado como um impulso de energia em um 
sistema, razão pela qual recebe o nome de função impulso de Dirac. 
 
3.13.1 – Propriedades do delta de Dirac 
 
 A distribuição delta de Dirac ( )xδ=δ apresenta as seguintes propriedades: 
 
1. ( ) 0 xse ,0x ≠=δ ; 
 
2. ( ) ( ) Rx ,xx ∈∀−δ=δ ; 
 
3. ( ) ∞=δ 0 ; 
 
4. ( ) ( ) ( ) ( )x0fxxf δ=δ se ( )xf for contínua em 0x = ; 
 
5. ( ) ( ) ( ) ( )000 xxxfxxxf −δ=−δ se ( )xf for contínua em 0xx = ; 
 
6. ( ) 1dxx 
 
 
=δ∫
∞
∞−
; 
 
7. ( )( ) ( )xfxf =δ∗ , se ( )xf é contínua; 
 
8. ( ) ( ) ( )0fdxxxf 
 
 
=δ∫
∞
∞−
, se ( )xf é contínua em 0x = ; 
 
9. ( )( ) ( )cfxf c =δ∗ , se ( )xf é contínua em cx = ; 
 
10. ( ) =δ x u ( )
dx
d
x
'
= u ( )x , onde u ( )x é a função degrau unitário; 
 
11. ( ) ( )x
a
1
ax δ=δ . 
 
Observação: Mais informações a respeito do delta de Dirac podem ser obtidas em HSU, H.P. 
Sinais e sistemas. Porto Alegre: Bookman. 
 
 122 
3.13.2 – Transformada de Fourier do delta de Dirac 
 
Aplicando a transformada de Fourier à propriedade 7, temos que: 
 
( )( ) ( )xfxf =δ∗ 
 
( )( ){ } ( ){ }xfxf ℑ=δ∗ℑ 
( ){ } ( ){ } ( ){ }xfxxf ℑ=δℑℑ 
 
( ){ } 1x =δℑ 
 
{ } ( )x11 δ=ℑ− 
 
Dessa maneira, podemos escrever o par de transformadas 
 
( ) 1 x →←δ . 
 
3.14 – Métodos para obter a transformada de Fourier 
3.14.1 – Uso da definição 
 
 Mostre que { } ( ) 0aRe ,
a
a2
e 22
xa >
+α
=ℑ − . 
 
 




<
>
=
−
−
0 x,e 
0 x,e
e
ax
ax
xa
 
 
 { } ( ) ( )∫∫∫∫
∞
+−
∞−
+
∞
−
∞−
− +=+=ℑ
 
0 
 xia
0 
 
 xia
 
0 
 xiax
0 
 
 xiaxxa dxe dxe dxee dxee e αααα 
 
 
( ) ( ) 2
2
1
1
k
0
 xia
k
0
k
 xia
k ia
elim
ia
elim 





α+−
+





α+
=
α+−
∞→
α+
−∞→
 
 
 
( ) ( )[ ] ( ) ( )[ ] 2
2
1
1
k
0
ax
k
0
k
ax
k ia
 xsen i xcoselim
ia
 xsen i xcoselim






α+−
α+α
+






α+
α+α
=
−
∞→−∞→
 
 
 123 
 
( ) ( )[ ]
( )
( ) ( )[ ]
( )










α+−
−
α+−
α+α
+
+










α+
α+α
−
α+
=
>→
−
∞→
>→
−∞→
ia
1
ia
k sen ik coselim 
ia
k sen ik cose
ia
1lim
0 aRe se 0
22
ak
k
0 aRe se 0
11
ak
k
2
2
1
1
44444 344444 21
44444 344444 21
 
 
 
( )
( ) 222222 a
a2
a
a2
ai
iaia
ia
1
ia
1
+
=
−−
−
=
−
+−+−
=
+−
−
+
=
ααα
αα
αα
 
 
Exemplo 1 
 
{ } ( )
13
6
32
32
edxe 22
2
x3
 
 
 xi2x3 | =+=ℑ=
=α
−
∞
∞−
+−∫ 
 
Exemplo 2 
 
Seja ( ) xa6exxf/RR:f −=→ . 
 
1. Determine ( ) ( ){ }xfF ℑ=α . 
 
 Lembrando que ( ){ } ( ) ( ) ( ) ( ) ( ){ }xfF ,Fixfx nnn ℑ=αα−=ℑ e que { } 22xa aa2e +α=ℑ − , 0a > , temos 
que: 
 
{ } ( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
( )
( ) ( ) ( )
( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) 





+α
α−α
α
=








+α
α−α
α
=








+α
αα−−+αα−
α
=








+α
α+αα−−+αα−
α
=








+α
α−
α
=








+α
α−+α
α
=








+α
α+αα−+α
α
=








+α
α
α
=








+α
α−
α
−=




+αα
−=



+αα
−=α=ℑ −
422
23
3
3
422
23
3
3
422
2222
3
3
622
22222322
3
3
322
22
4
4
322
222
4
4
422
22222
4
4
2225
5
2225
5
226
6
226
6
6xa6
a
a
d
d
a48 
a
a1212
d
d
a4
a
63aa6
d
d
a4 
a
2a33aa6
d
d
a4
a
3a
d
d
a4 
a
4a
d
d
a4
a
2a2a
d
d
a4 
ad
d
a4
a
2
d
d
a2a
1
d
d
a2
a
a2
d
diF ex
 
 
 124 
( )( ) ( ) ( )
( )
( )( ) ( )
( ) 





+α
αα−α−+α−α
α
=








+α
α+αα−α−+α−α
α
=
522
232222
2
2
822
3222342222
2
2
a
8aaa3
d
d
a48 
a
2a4aaa3
d
d
a48 
 
 
( )
( )
( )
( )( ) ( ) ( )
( )
( )( ) ( )
( )
( )
( ) ( )
( )( ) ( ) ( )
( )
( )( ) ( )
( )
( )
( ) 





+α
α−α+α−
=








+α
+α−α+α−
=








+α
αα+α−α−+α+α−α
=








+α
α+αα+α−α−+α+α−α
=








+α
α+α−α
α
=








+α
α+α−α
α
=








+α
α+α+α−α−α−α+α
α
=








+α
α−α−α−+αα−α
α
=








+α
α+α−α−α−+αα−α
α
=








+α
−α−α
α
=








+α
−α−α
α
=








+α
α+α−−α−α+α
α
=
722
642246
722
624426
722
4325224224
1222
52243256224224
622
4325
622
4325
622
4532325432
622
44222232
1022
422442252232
522
4422
2
2
522
4422
2
2
522
224422224
2
2
a
7a35a21a1440a 
a
a3a63a10521
a480 
a
12a3a103aa3a3015
a480 
a
2a6a3a103aa3a3015
a480 
a
a3a103
d
d
a480
a
a30a10030
d
d
a48 
a
a1050a100a2020a20a20
d
d
a48 
a
10a5a10a20a20
d
d
a48 
a
2a5a5a10a20a20
d
d
a48 
a
a5a10
d
d
a48 
a
a5a10
d
d
a48 
a
a88aaa33
d
d
a48 
 
 
 
{ } ( ) 0a ,a
7a35a21a1440aex 722
642246
xa6 >








+α
α−α+α−
=ℑ − 
 
 (3.14.1.1) 
 
 
 125 
−11 −10 −9 −8 −7 −6 −5 −4 −3 −2 −1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
−7
−6
−5
−4
−3
−2
−1
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
x
y
2. Plote os gráficos de ( )xf e de ( ) ( ){ }xfF ℑ=α para 2a = e comente-os. 
 
 ( ) x26exxf −= 
 ( ) ( ) 





+α
α−α+α−
=α 72
642
4
7140336642880F 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 52: Gráfico de ( ) ( ) 





+α
α−α+α−
=α 72
642
4
7140336642880F (azul) e de ( ) x26exxf −= (vermelho). 
 
Comentários: ( )xf e ( )αF são funções 
1. que se anulam no infinito; 
2. pares; 
3. limitadas; 
4. contínuas; 
5. absolutamente integráveis; 
6. pertencentes ao espaço de Schwarz. 
 
3. Calcule ( ) 







+
−+−ℑ 72
642
1x
x7x35x211
. 
 
 Considerando 1a = em (3.14.1.1), temos que 
 
 126 
 ( ) x6exxf −= e ( ) ( ) 





+α
α−α+α−
=α 72
642
1
7352111440F . 
 
 Propriedade da simetria (dualidade): ( ){ } ( ) ( ){ } ( )α=ℑα−π=ℑ Fxf ,f2xF 
 
 
( ) ( )






<αα
π
>αα
π
=
α
π
=α−
π
=








+
−+−ℑ
α
α−
α−α−−
0 se ,e
720
0 se ,e
720
 
e
720
e
1440
2
1x
x7x35x211
6
6
66
72
642
 
 
3.14.2 – Uso de equações diferenciais 
 
 
Mostre que a22
ax 22
e
a
2
e
απ −−
=








ℑ e, conseqüentemente, 22
x
22
e 2e
α
π
−−
=








ℑ , sendo 
( ) 2axexf −= a função gaussiana e 0a > . 
 
 Seja ( ) 2
ax2
exf
−
= . Então, ( )xf satisfaz à equação diferencial ordinária de primeira ordem 
 
 ( ) ( ) 0xaxfxf ' =+ . (3.14.2.1) 
 
 Aplicando a transformada de Fourier a ambos os lados de (3.14.2.1), obtemos: 
 
 ( ){ } ( ){ } { }0xf xaxf ' ℑ=ℑ+ℑ 
 
 ( ) ( ) ( ) 0F
d
diaF i =−+− α
α
αα 
 
 ( ) ( )ααα
α
F iF
d
di a −= 
 
 ( )
( ) ( )[ ]
a
Fln
d
d
ad
dF
F
1 α
−=α
α
⇒
α
−=
α
α
α
 
 
 ( )[ ] ∫∫ αα−=ααα dadFlndd 
 
 ( ) 1
2
C
2a
1F ln +α−=α 
 127 
 ( ) a2
2
CeF
α
α
−
= (3.14.2.2) 
 
 Aplicando a transformada inversa de Fourier a (3.14.2.2), chegamos a 
 
 ( ) ( ){ } ( ) ∫∫
∞
∞−
α−
α
−
∞
∞−
α−− α
π
=αα
π
=αℑ=
 
 
 xia2
 
 
 xi1 deCe 
2
1deF 
2
1Fxf
2
. (3.14.2.3) 
 
 Considerando 0x = em (3.14.2.3), temos que 
 
 ( )
C
de 
C
2de de 
2
C10f
 
0 
a2
 
 
a2
 
 
a2
222
π
=α⇒
π
=α⇒α
π
== ∫∫∫
∞
α
−
∞
∞−
α
−
∞
∞−
α
−
. (3.14.2.4) 
 
Calculando a integral em (3.14.2.4): 
 
 dua2d ,ua2u
a2
2
2
==⇒= αα
α
 
 
 0a ,u ,0u0 >∞→⇒∞→→⇒→ αα 
 
 
C
due a2dua2e de 
 
0 
u
 
0 
u
 
0 
a2 22
2
π
===α ∫∫∫
∞
−
∞
−
∞
α
−
 (3.14.2.5) 
 
 Calculando a integral em (3.14.2.5): 
 
 dww
2
1
ud ,wwuwu 2
1
2
1
2 −
===⇒= 
 
 ∞→⇒∞→→⇒→ wu ,0w0u 
 
 
22
1
2
1dwew 
2
1dww
2
1
e due 
 
0 
w2
1 
0 
2
1
w
 
0 
u2 π
=




Γ=== ∫∫∫
∞
−
−
∞
−
−
∞
−
 (3.14.2.6) 
 
 Substituindo (3.14.2.6) em (3.14.2.5), obtemos 
 
 
a
2
a2
2C
C2
a2 π
π
πππ
==⇒= . (3.14.2.7) 
 
 Substituindo (3.14.2.7) em (3.14.2.2), temos que 
 
 ( ) a2
2
e
a
2F
απ
α
−
= . (3.14.2.8) 
 128 
 Considerando 1a = em (3.14.2.8), concluímos que 22
x
22
e 2e
α
π
−−
=








ℑ . 
Exemplo 
 
{ }
4
9
2
3
3
x
 
 
 xi3x
e
e
2
2
edxe 
2
22 | π=π=ℑ= −
=α
−
∞
∞−
+−∫ 
 
 
3.14.3 – Decomposição em frações parciais 
 
 
 Seja ( ) ( )
6i8
i410F 2
−+
−
=
αα
α
α . Determine ( ){ }αF1−ℑ . 
 
 ( )i 104i10i4
2
40i806i 82 ±−=±−=−±−=⇒=−+ ααα 
 
 ( ) ( )[ ] ( )[ ]i 104 i 104 i 1040F −−−α+−−α α−=α (3.14.3.1) 
 
 Decompondo (3.14.3.1) em frações parciais, temos que: 
 
 ( ) ( )[ ] ( )[ ] ( ) ( )i 104Bi 104Ai 104 i 104 i 1040F −−−α++−−α=−−−α+−−α α−=α (3.14.3.2) 
 
 ( )[ ] ( )[ ]i 104Bi 104Ai 1040 +−−α+−−−α=α− 
 
 ( ) ( )[ ] ( )αα BAB i 104A i 104i 1040 ++−++=− 
 
 ( ) ( ) i -5B i, 5A40 B i 104A i 104
i 10B A 
=−=⇒



=−++
−=+
 (3.14.3.3) 
 
 Substituindo (3.14.3.3) em (3.14.3.2), obtemos: 
 
 ( ) ( ) ( )i 104 i 5i 104 i 5F −−−−+−−−= ααα 
 
 ( ) ( ) ( )( ) ( ) ( )( )iii 104 i 5iii 104 i5F −−−−+−−−= ααα 
 
 ( ) ( ) ( ) ααα i 104 5 i 104 5F +−−+++−= 
 129 
 
 ( ) ( ) ( ) ααα i 104 5 i 104 5F −+−−−−= (3.14.3.4) 
 
 Sabemos que ℑ{ axe− u ( )x } ( ) 0,aRe ,
 ia
1
>
α−
= u ( )



<
>
=
0 x0,
0 x,1
x . (3.14.3.5) 
 
 Aplicando a transformada inversa de Fourier a (3.14.3.4) e empregando (3.14.3.5), chegamos a 
 
 ( ) ( ){ } ( ) ( )












−+
ℑ−












−−
ℑ−=ℑ=
>
−
>
−−
αα
α
 i 104
 15
 i 104
 15Fxf
0
1
0
11
4342143421
 
 
 
( ) x 104e5 −−−= u ( ) ( ) x 104e5x +−− u ( )x 
 
 5−= u ( ) ( ) ( )[ ]x 104x 104 eex +−−− + 
 
 5−= u ( ) [ ]x 10x 10x4 eeex −− + 
 
 ( )x10coshe10 x4−−= u ( )x . 
 
Exercícios 
 
01. Seja ( ) ( )




π>
π≤
=
 x ,0 
x ,xsen
xf . Determine ( ){ }xfℑ . 
 
 R.: ( ){ } ( )21
sen i2
xf
α
πα
−
=ℑ
 
 
 
02. Use uma transformada de Fourier conhecida e as propriedades operacionais para calcular { }x2ex −ℑ . 
 
 R.: { } ( )( )32
2
x2
1
134
ex
+
−
−=ℑ −
α
α
 
 
 
03. Calcule ( ){ }x2 ex1 −−ℑ . 
 
 R.: ( ){ } ( )
( )
( )32
2
222
x2
1
134
1
i8
1
2
ex1
+
−
−
+
−
+
=−ℑ −
α
α
α
α
α
 
 
 130 
−9 −8 −7 −6 −5 −4 −3 −2 −1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
−3
−2
−1
1
2
3
4
5
6
7
8
x
y
04. Seja ( ) ( ) 0aRe ,
ax
1
xf/CR:f 22 >+
=→ . 
 a) A função ( )xf é absolutamente integrável? Calcule, se possível, ∫
∞
∞−
+
 
 
22 dxax
1
. 
 R.: ( ) 0aRe ,
a
>
π
 
 
 b) Mostre que ( ) 0aRe ,e
aax
1 a
22 >
π
=






+
ℑ α− . 
 
3.15 – Transformada de Fourier de algumas funções 
 
 Discutiremos também a transformada de Fourier de algumas funções que não são absolutamente 
integráveis. 
 
3.15.1 – A função constante unitária 
 
 A função constante unitária pode ser vista como o caso limite da função pulso. 
 
 Função pulso: ( )




>
<
=
ax ,0
ax ,1
xf 
 1 
 ( ) 1xflim
a
=
∞→
 
 -a a x 
 
 
 
{ } ( ){ } ( ){ } ( )
( )
( )απδ=
α
α
π
π=
α
α
=ℑ=ℑ=ℑ
∞→
∞→∞→∞→
2 
asen1lim2 
asen2limxflimxflim1
a
aaa
 
 
 ( ){ } 121 =απδℑ− ( )
α
α4sen
 
 
 ( )απδ→← 2 1 
 
 
 
 
 131 
3.15.2 – A função sinal 
 
 Função sinal: ( )



<−
>
=
0 x,1
0 x,1 
xsgn 1 
 x 
 
 
 -1 
 
A função sinal pode ser expressa pelo limite 
 
( )
0a
limxsgn
→
= [ axe− u ( )x - axe u ( )x− ], 
 
onde u ( )



<
>
=
0 x0,
0 x1,
x e u ( )



>
<
=−
0 x0,
0 x1,
x . 
 
 Assim: 
 
( ){ } ℑ=ℑ xsgn {
0a
lim
→
[ axe− u ( )x - axe u ( )x− ]} 
 
0a
lim
→
= ℑ{[ axe− u ( )x - axe u ( )x− ]} 
 
α
=
α+
α
=




α+
−
α−
=
→
→
i2
a
i2lim
ia
1
ia
1lim
220a
0a
 
( )xsgni21 =






α
ℑ− 
 
( )
α
→
←
i2
 xsgn 
 
Observação: Se ( ){ } ( )∫
∞
∞−
−
=ℑ
 
 
x i dxexf xf α , então ( ){ }
α
−=ℑ i2xsgn . 
 
Exercício 
 
Mostre que ℑ{ axe u ( )x− } ( ) 0aRe ,
ia
1
>
α+
= , onde u ( )



>
<
=−
0 x0,
0 x1,
x . 
 
 
 132 
3.15.3 – A função degrau 
 
 Função degrau unitário: u ( )



<
>
=
0 x0,
0 x1,
x 
 1 
 
 x 
 
A função degrau unitário pode ser reescrita como 
 
u ( ) ( )[ ]xsgn1
2
1
x += . 
 
 Logo: 
 ℑ{u ( )x } ( ) { } ( ){ }xsgn
2
11
2
1
xsgn
2
1
2
1 ℑ+ℑ=






+ℑ= 
 ( ) ( )
α
+απδ=
α
+απδ= ii2
2
12
2
1
 
 
 ( ) =






α
+απδℑ− i1 u ( )x 
 
 u ( ) ( )
α
+απδ→←
i
 x 
 
 
Observação: Se ( ){ } ( )∫
∞
∞−
−
=ℑ
 
 
x i dxexf xf α , então ℑ{u(x)} ( ) ( )
α
+απδ=
α
−απδ=
i
1i
. 
 
3.15.4 – Exponencial 
 
 Se ( ) ( ) ( )
Tx
TxsenTTxsincTxf
π
=
π
= , então ( ) ( ) ( )x
Tx
TxsenTlimxflim
TT
δ=
π
=
∞→∞→
. 
 
 ( )



≠
=∞
=δ
0 x,0
0 x,
x 
 
 133 
{ } ( )
( )[ ] ( )[ ]{ }
( )[ ] ( )[ ]
( )[ ] ( )( )[ ] ( )[ ]
( )[ ]
( ) ( )[ ] ( )a2Tasinc
Tlim2
Ta
TasenTlim2 
a
Tasenlim2
a
Tasen
a
Tasenlim 
 
a
xasenlimdxxacos lim 
dxxaisenxacos lim 
dxe dxee e
TT
TT
T
T
T
T 
T 
T
T 
T 
T
 
 
xai
 
 
 xi xia xia
|
+απδ=α+
π
π=






α+
α+
π
π=






α+
α+
=






α+
−α+
−
α+
α+
=
α+
α+
=α+=
α++α+=
==ℑ
∞→∞→
∞→∞→
−
∞→
−
∞→
−
∞→
∞
∞−
α+
∞
∞−
α
∫
∫
∫∫
 
 
 
 ( ){ } xia1 ea2 =+απδℑ− 
 
 
 ( )a2 e xia +απδ→← 
 
 
Observação: Se ( ){ } ( )∫
∞
∞−
−
=ℑ
 
 
x i dxexf xf α , então { } ( )a2 e xia −απδ=ℑ . 
 
Exercício 
 
Mostre que { } ( )a2e xia −απδ=ℑ − . 
 
3.15.5 – Função cosseno 
 
 
( ){ } ( ) ( )
∫
∫∫
−
α
−
∞→
−
α
∞→
∞
∞−
α
+
=
==ℑ
T 
T 
 xi
 xia xia
T
T 
T 
 xi
T
 
 
 xi
dxe 
2
eelim 
dxe axcos limdxe axcos axcos
 
 
 134 
 
( ) ( )
( ) ( ){ }
( ) ( ) ( ) ( )[ ]aaaa 
a2a2
2
1
 
dxe dxe lim
2
1
 
T 
T 
xa-i
T 
T 
xai
T
−αδ++αδπ=−απδ++απδ=
−απδ++απδ=








+= ∫∫
−
α+
−
α+
∞→
 
 
 ( ) ( )[ ]{ } ( )axcosaa1 =−αδ++αδπℑ− 
 
 ( ) ( ) ( )[ ]aa axcos −αδ++αδπ→← 
 
 
Exercícios 
 
Mostre que: 
 
01. ( ){ } ( ) ( )[ ]aaiaxsen +αδ−−αδπ=ℑ ; 
 
02. ℑ{ ( )axcos u ( )x } ( ) ( )[ ] 22 a
i
aa
2 −α
α
+−αδ++αδπ= ; 
 
03. ℑ{ ( )axsen u ( )x } ( ) ( )[ ] 22 a
a
aa
2
i
−α
−+αδ−−αδπ= ; 
 
04. ( ) ( ) ( ) ( )
α
α
+αδπ=








κκℑ ∫
∞−
F i0Fdf 
 x
 
, onde ( ) ( ){ }xfF ℑ=α e u ( )



<
>
=
0 xse ,0
0 xse ,1
x . 
 Sugestão: Use ( )∗xf u ( ) ( )∫
∞−
κκ=
 x
 
df x e ( ) ( )( ) ( )x0fxxf δ=δ se ( )xf for contínua em 0x = . 
 
3.16 – Resumo: Transformadas de Fourier de algumas funções 
 
( )xf ( )αF 
( )




>
<
=
ax ,0
ax ,1
xf 
( )
( ) a20F
0 ,
asen2
=
≠α
α
α
 
( ) 0aRe ,e xa >− 
22 a
a2
+α
 
( ) 0aRe ,
ax
1
22 >+
 
α−π a
e
a
 
 135 
xe− ( )
1
1F 2C +
=
α
α
 
( )
1
F 2S +
=
α
α
α 
2
x
2
e
−
 
2
2
e 2
α
π
−
 
0a,e 2
ax2
>
−
 
a2
2
e
a
2 απ −
 
axe− u ( ) ( ) 0,aRe ,x > u ( )



<
>
=−
c x0,
c x,1
cx 
αia
1
−
 
axn ex − u ( ) ( ) 0,aRe ,x > u ( )



<
>
=−
c x0,
c x,1
cx ( ) 1nia
!n
+α−
 
( )



≠
=∞
=
0 x0,
0 x,
xδ
 
 
1
 
( ) ( )




>
≤
==
∞→ ax ,0
ax ,1
xf ,xflim1
a
 
 
( )απδ2
 
( )



<−
>
=
0 x,1
0 x,1 
xsgn 
α
i2
 
u ( )



<
>
=
0 x0,
0 x1,
x ( )
α
+απδ i
 
 e xia ( )a2 +απδ
 ( ) axcos ( ) ( )[ ]aa −αδ++αδπ 
( )axsen ( ) ( )[ ]aai +αδ−−αδπ 
( )axcos u ( )x ( ) ( )[ ] 22 a
i
aa
2 −α
α
+−αδ++αδπ 
( )axsen u ( )x ( ) ( )[ ] 22 a
a
aa
2
i
−α
−+αδ−−αδπ 
( )∫
∞−
κκ
 x
 
df 
 
( ) ( ) ( )
α
α
+αδπ F i0F 
 
Tabela 2: Transformadas de Fourier de algumas funções e distribuições. 
 
 
3.17 – Identidade de Parseval para as integrais de Fourier 
 
( ) ( ) ( ) ( ){ }xfF onde ,dF 
2
1dxxf 
 
 
2
 
 
2 ℑ== ∫∫
∞
∞−
∞
∞−
ααα
π
 
 
 
 
 
 136 
 Prova: 
 
 ( ) ( )yx,v v,yx,uu ,ivuf ==+= 
 ivuf −= 
 
2fff = 
 ( ) ( )xfxf = 
 
 
 ( ) ( ){ } ( ) ( )α∗α
π
=ℑ GF
2
1
xgxf 
 
 ( ) ( ) ( ) ( )∫∫
∞
∞−
∞
∞−
α
−α
π
=
 
 
 
 
 x i duuGuF 
2
1dxe xgxf (3.17.1) 
 
 Considerando 0=α em (3.17.1), obtemos 
 
( ) ( ) ( ) ( )∫∫
∞
∞−
∞
∞−
−
π
=
 
 
 
 
duuGuF 
2
1
xdxgxf . (3.17.2) 
 
 
Assumindo em (3.17.2) ( ) ( )xfxg = e lembrando que ( ){ } ( )α−=ℑ Fxf , temos que 
 
( ) ( )
( ){ } ( ){ }
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )uFuG
FG
:
FG
xfxg
xfxg
=−
α=α−
α−←α
α−=α
ℑ=ℑ
=
 
 
( ) ( ) ( ) ( )∫∫
∞
∞−
∞
∞−
ααα
π
=
 
 
 
 
dFF 
2
1
xdxfxf 
 
 ( ) ( )∫∫
∞
∞−
∞
∞−
=
 
 
2
 
 
2 dF 
2
1dxxf αα
π
 . (3.17.3) 
 
 
 Se f e g são funções pares, podemos reescrever (3.17.1) como 
 
 ( ) ( ) ( ) ( )∫∫
∞∞
=
 
0 
CC
 
0 
 dGF 2dxxgxf ααα
π
. (3.17.4) 
 
 137 
−3 −2 −1 1 2 3 4
−1
1
x
y
 Da mesma forma, quando f e g são funções ímpares reescrevemos (3.17.1) como 
 
 ( ) ( ) ( ) ( )∫∫
∞∞
=
 
0 
SS
 
0 
 dGF 2dxxgxf ααα
π
. (3.17.5) 
 
 Quando ( ) ( )xgxf = , (3.17.4) e (3.17.5) tornam-se, respectivamente, 
 
 ( )[ ] ( )[ ]∫∫
∞∞
=
 
0 
2
C
 
0 
2 dF 2dxxf αα
π
 e ( )[ ] ( )[ ]∫∫
∞∞
=
 
0 
2
S
 
0 
2 dF 2dxxf αα
π
. 
 
 
3.18 – Cálculo de integrais impróprias 
 
 Podemos empregar as transformadas de Fourier ou a Identidade de Parseval para calcular para 
quanto convergem determinadas integrais impróprias. 
 
Exemplo 
 
Seja ( )




>
≤
=→
1x ,0 
1x ,x
xf/RR:f
2
. 
 
1. Plote o gráfico de ( )xf . 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 53: Gráfico de ( )




>
≤
=→
1x ,0 
1x ,x
xf/RR:f
2
. 
 
2. Determine ( ) ( ){ }xfF ℑ=α . 
 
 138 
 
( ) ( ){ } ( )
( ) ( )[ ]
( )∫
∫∫
∫
α=
α+α==
=ℑ=α
−−
α
∞
∞−
α
1 
0 
2
1 
1 
2
1 
1 
 xi2
 
 
 xi
dxxcos x2 
dxxsen ixcos xdxe x 
dxexf xfF
 
 
 Calculando a integral indefinida (integração por partes): 
 
 ( ) ( )
a
axsen
 v,dxaxcosdv
2xdxdu ,xu 2
==
==
 ( ) ( )
a
axcos
 v,dxaxsendv
dxdu ,xu
−==
==
 
 
 
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) C
a
axsen2
a
axcosx2
a
axsenx
 
dxaxcos
a
1
a
axcosx
a
2
a
axsenx
 
dxaxsen x
a
2
a
axsenxdxaxcosx
32
2
2
2
2
+−+=






+−−=
−=
∫
∫∫
 
 
( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) 0 ,cos2sen22 
sen2cos2sen2 
sen2cos2sen2 
xsen2xcosx2xsenx2F
3
2
3
2
32
1
0
32
2
≠α
α
αα+α−α
=
α
α−αα+αα
=




α
α
−
α
α
+
α
α
=






α
α
−
α
α
+
α
α
=α
 
 
 ( ) ( )
3
2
3
x2dx x2dxx.0cos x20F |1
0
31 
0 
2
1 
0 
2
==== ∫∫ 
 
 
( ) ( ) ( ) ( ) 0 ,cos2sen22F 3
2
≠α
α
αα+α−α
=α 
 
 
 
3. Calcule ( ) ( ) ( )[ ]∫
∞
∞−
+−
 
 
6
2 2
dx
x
xcosx2xsen2x
. 
 
 139 
 
 Identidade de Parseval: ( ) ( )∫∫
∞
∞−
∞
∞−
=
 
 
2
 
 
2 dF 
2
1dxxf αα
π
 
 
 
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )[ ]
( ) ( ) ( )[ ]
55
2
2
dcos2sen2
dcos2sen22
5
x2
dcos2sen22
2
1dx x
 
 
6
2 2
 
 
6
2 21
0
5
 
 
2
3
21 
1- 
4
|
π
=




π
=α
α
αα+α−α
α
α
αα+α−α
π
=
α





α
αα+α−α
π
=
∫
∫
∫∫
∞
∞−
∞
∞−
∞
∞−
 
 
( ) ( ) ( )[ ]
5
dx
x
xcosx2xsen2x
 
 
6
2 2 π
=
+−∫
∞
∞−
 
 
Exercícios 
 
01. Seja ( )



≥
<≤
=
1 x0,
1x0 ,1
xf . 
 
 a) Determine a transformada cosseno de Fourier de f(x). 
 
 R.: ( ) ( )
α
α
α
senFC = , 0≠α 
 
 b) Determine a transformada seno de Fourier de f(x). 
 
 R.: ( ) ( )
α
α
α
cos1FS
−
= , 0≠α 
 
 c) Mostre que ( )
2
dx
x
xcos1
 
0 
2
π
=


 −∫
∞
. 
 
 d) Mostre que ( )
2
dx
x
xsen
 
0 
2
2 π
=∫
∞
. 
 
02. Calcular ( )∫
∞
+
 
0 
22 1x
dx
. 
 
 140 
 
( ) ( ) ( ) { } ( )1x
2
exfedx xcosxf 2
1
C
 
0 
+
=ℑ=⇒= −−−
∞
∫ πα αα 
 
 R.: ( )∫
∞
=
+
 
0 
22 41x
dx π
 
 
 
Decorrência: { }
1
1
e 2
x
C
+
=ℑ −
α
 
 
03. Solucione a equação integral ( ) ( ) αα −
∞
=∫ edx xsenxf 
 
0 
. 
 
 R.: ( ) ( )1x
x2
xf 2 +
=
π
 
 
Decorrência: { }
1
e 2
x
S
+
=ℑ −
α
α
 
 
 04. Calcular ( )∫
∞
+
 
0 
22
2
1x
dxx
. 
 
 R.: ( ) 41x
dxx
 
0 
22
2 π
=
+∫
∞
 
 
05. Sejam ( ) ( )xp xxf/RR:f =→ e ( )



>
<
=→
1x ,0
1x ,1
xp/RR:p . 
 
 a) Calcule ( ) ( ){ }xfF ℑ=α . 
 
 R.: ( ) ( ) ( ) ( ) 00F ,cosseni2F 2 =α
αα−α
=α 
 b) Determine para quanto convergem as integrais ( ) ( )∫
∞
∞
−
 
- 
2
 xi
2 dxe
x
xcosxxsen
 e 
 
( ) ( )[ ]∫
∞
∞
−
 
- 
4
2
dx
x
xcosxxsen
. 
 R.: 
2
 i π
 e 
3
π
 
 141 
3.19 – Solução de equações diferenciais 
3.19.1 – Equações diferenciais ordinárias 
 
 Solucionar a equação diferencial ordinária 
 
 ( ) ( ) ( ) ( )xfxy2xy5xy3 '" =++ . (3.19.1.1) 
 
 Seja ( ){ } ( )αYxy =ℑ . Aplicando a transformada de Fourier a cada lado de (3.19.1.1), temos 
que: 
 
 
( ) ( ) ( ){ } ( ){ }
( ){ } ( ){ } ( ){ } ( ){ }
( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )
( ) ( )
( ){ } ( )
( ) ( )∫
∞
∞−
−
−−
+−−
=






+−−
ℑ=ℑ
+−−
=
=+−−
=+−−
ℑ=ℑ+ℑ+ℑ
ℑ=++ℑ
 
 
 xi
2
2
11
2
2
2
'"
'"
de
2i53
F
2
1
xy
2i53
FY
2i53
FY
FY2i53
FY2Yi5Y3
xfxy2xy5xy3
xfxy2xy5xy3
α
αα
α
π
αα
α
α
αα
α
α
αααα
αααααα
α
 
 
Questão 
 
 E se em (3.19.1.1) ( )xf fosse um polinômio definido em ( )∞∞− , ? 
 
Exemplo 
 
 Solucione a EDO de segunda ordem 
 
 ( ) ( ) ( )xQxDx
dx
dD 22
2
δϕκϕ =+− , (3.19.1.2) 
 
onde 0, ,D 2 >κκ e Q são constantes. 
 
 ( ){ } ( )αϕ Ψ=ℑ x 
 
 Aplicando a transformada de Fourier a (3.19.1.2), obtemos: 
 
 ( ) ( ){ } ( ){ }xQxDx
dx
dD 22
2
δϕκϕ ℑ=ℑ+





ℑ− 
 
 ( ) ( ) QDD 22 =Ψ+Ψ ακαα 
 
 142 
 ( ) ( ) QDD 22 =Ψ+ ακα 
 
 ( ) ( )22D
Q
κα
α
+
=Ψ 
 ( ) ( ) 2222
2
D2
Q
2
2
D
Q
κα
κ
κκ
κ
κα
α
+
=
+
=Ψ . (3.19.1.3) 
 
 Aplicando a transformada inversa de Fourier a (3.19.1.3), temos que 
 
 ( ) ( ){ }






+
ℑ=Ψℑ= −− 22
11 2
D2
Q
x
κα
κ
κ
αϕ . (3.19.1.4) 
 
 Lembrando que { } 0,2e 22x >+=ℑ − κκα κκ , podemos escrever (3.19.1.4) como 
 
 ( ) ( ){ } x1 e
D2
Q
x
κ
κ
αϕ −− =Ψℑ= . 
 
3.19.2 – Equações diferenciais parciais 
 
 Derivação sob o sinal de integração – Regra de Leibniz 
 
 Wilhelm Gottfried Leibniz (1646-1716): matemático e filósofo alemão, considerado, 
juntamente com o físico e matemático britânico Isaac Newton (1642-1727), fundador (pai) do cálculo 
diferencial e integral. 
 
 Seja ( ) ( )∫=
2
1
u 
u 
dx,xf ααφ , ba ≤≤ α , 1u e 2u dependentes de α . Então 
 ( ) ( ) ( ) ( ) 1122
u 
u 
u
d
d
,ufu
d
d
,ufdx ,xf
d
d 2
1
α
α
α
αα
α
αφ
α
−+
∂
∂
= ∫ , (3.19.2.1) 
 
se ( )α,xf e ( )α
α
,xf
∂
∂
 são contínuas em x e α em alguma região do plano αx incluindo 
21 uxu ≤≤ e ba ≤≤ α , e se 1u e 2u forem contínuas com derivadas contínuas para ba ≤≤ α . 
 
 Quando 1u e 2u independem de α , podemos reescrever (3.19.2.1) como 
 
 ( ) ( )∫ ∂∂=
2
1
u 
u 
dx ,xf
d
d
α
α
αφ
α
. 
 
 
 143 
 ( )t,xu : função das variáveis 0 t,Rt,x ≥∈ . 
 
 Fixando a variável temporal t, ( )t,xu torna-se uma função apenas da variável espacial x, 
definida na reta. Assim, podemos determinar a transformada de Fourier de ( )t,xu com relação à 
variável x. 
 
 ( ){ } ( ) ( ) ( )t,ut,Udxet,xu t,xu ^
 
 
 xi ααα ===ℑ ∫
∞
∞−
 
 
( ){ } ( ) ( ) ( )
( ){ } ( ) ( ) ( )t,Udxet,xu
dx
d
 t,xu
dx
d
t,xu
t,Uidxet,xu
dx
d
 t,xu
dx
d
t,xu
2
 
 
 xi
2
2
2
2
xx
 
 
 xi
x
αα
αα
α
α
−==





ℑ=ℑ
−==





ℑ=ℑ
∫
∫
∞
∞−
∞
∞−
 (3.19.2.2) 
 
 ( ){ } ( ) ( ) ( ) ( )t,U
dt
ddxet,xu 
dt
ddxet,xu
t
t,xu
t
t,xu
 
 
 xi
 
 
 xi
t α
αα
==
∂
∂
=






∂
∂ℑ=ℑ ∫∫
∞
∞−
∞
∞−
 
 (3.19.2.3) 
 
 Em (3.19.2.2) aplicamos as propriedades da transformada de Fourier sobre derivadas; em 
(3.19.2.3), a derivada temporal é preservada pela transformada de Fourier (derivamos sob o sinal de 
integração utilizando a regra de Leibniz). Dessa forma, quando aplicamos a transformada de Fourier a 
uma equação diferencial parcial em duas variáveis (x e t), as derivadas parciais espaciais ( )xxx u,u 
desaparecem e apenas as derivadas temporais ( )ttt u,u permanecem, ou seja, a transformada de Fourier 
transforma a equação diferencial parcial em uma equação diferencial ordinária em t. 
 
 A resolução de uma equação diferencial parcial pelas transformadas de Fourier pode ser 
resumida às seguintes etapas: 
 
1a) Obtenha a transformada de Fourier das condições iniciais e das condições de contorno (se estas 
existirem); 
 
2a) Aplique a transformada de Fourier à equação diferencial parcial, transformando-a em uma equação 
diferencial ordinária; 
 
3a) Solucione a equação diferencial ordinária, obtendo ( )t,U α ; 
 
4a) Determine as constantes presentes em ( )t,U α usando as condições iniciais e as condições de 
contorno; 
 
5a) Aplique a transformada de Fourier inversa a ( )t,U α para obter a solução ( )t,xu da equação 
diferencial parcial. 
 
 
 
 144 
3.19.2.1 – Equação do calor (EDP parabólica) 
 
 Solucione a equação do calor 
 
 
( ) ( )



∞<<∞=
>∞<<∞
∂
∂
=
∂
∂
x- ,xf0,xu
0 t,x- ,
x
u
t
u
2
2
κ
 (3.19.2.1.1) 
onde κ é a constante de difusibilidade térmica e ( )




>
≤
=
1x se ,0
1x se ,1
xf (função pulso unitário). 
 
 Solucionar (3.19.2.1.1) é resolver o problema de condução de calor em uma barra homogênea, 
isolada termicamente e infinita. O problema de valor inicial (3.19.2.1.1) é o problema de Cauchy. Em 
(3.19.2.1.1), assumimos que a função f(x) é limitada e absolutamente integrável e que ( ) Mt,xu < (a 
solução é limitada para 0t ≥ ). 
 
 Augustin-Louis Cauchy (1789-1857): matemático francês, um dos maiores matemá-ticos do 
século XIX. 
 
 Solução: ( )t,xu 
 
 ( ){ } ( ) ( )t,Udxet,xu t,xu
 
 
 xi αα ==ℑ ∫
∞
∞−
 
 
 ( ){ } ( ){ } ( ) ( ) 0 ,sen20,U0,xuxf ≠==ℑ=ℑ α
α
α
α (3.19.2.1.2) 
 
 Aplicando a transformada de Fourier em (3.19.2.1.1), obtemos 
 
 ( ) ( )






∂
∂ℑ=






∂
∂ℑ t,xu
x
t,xu
t 2
2
κ
 
 
 
( ) ( )t,U
dt
t,dU 2 ακαα −= . (3.19.2.1.3) 
 
 Separando as variáveis em (3.19.2.1.3), chegamos a 
 
 145 
 
( )
( )
( )[ ]
( )[ ]
( ) 12
2
2
2
Ctt,Uln
dtdtt,Uln
dt
d
t,Uln
dt
d
dt
t,dU
t,U
1
+κα−=α
κα−=α
κα−=α
κα−=
α
α
∫∫
 
 
 ( ) t2Cet,U καα −= . (3.19.2.1.4) 
 
 Para determinara constante C em (3.19.2.1.4), usamos a condição inicial (3.19.2.1.2) ( 0t = ) 
 
 ( ) ( )
α
α
α
sen2C0,U == . (3.19.2.1.5) 
 
 Substituindo (3.19.2.1.5) em (3.19.2.1.4), temos que 
 
 ( ) ( ) t2esen2t,U κα
α
α
α
−
= . (3.19.2.1.6) 
 
 Aplicando a transformada inversa de Fourier em (3.19.2.1.6), obtemos a solução procurada. 
 
 
( ){ } ( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( )[ ]
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )∫
∫
∫
∫
∫
∞
∞
∞−
∞
∞−
∞
∞−
−
∞
∞−
−
−−
−
−
−
−
−
−
=
=
−=
=
=





ℑ=ℑ
 
0 
 
 
 
 
 
 
 xi
 
 
 xi
11
dexcossen2t,xu
dexcossen1t,xu
dxsen ixcosesen1t,xu
deesen1t,xu
deesen2
2
1
t,xu
e
sen2
t,U
t2
t2
t2
t2
t2
t2
α
α
αα
π
α
α
αα
π
ααα
α
α
π
α
α
α
π
α
α
α
π
α
α
α
κα
κα
κα
κα
κα
κα
α
α
 
 
 
 
 
 146 
Exercícios 
 
01. Resolva o problema de Cauchy 
 
 ( ) ( )

∞<<∞=
>∞<<∞=
x- ,xf0,xu
0 t,x- ,uu xxt κ
. 
 
 R.: ( ) ( )∫
∞
∞−
−
−
=
 
 
 xi deeF 
2
1
t,xu
t2
αα
π
ακα
 
 
Observação: A solução anterior não é conveniente em certas aplicações práticas, pois a mesma 
depende de ( ) ( ){ }xfF ℑ=α . Podemos expressar essa solução em função de f(x) usando a propriedade 
da convolução em (6). 
 
SPIEGEL, Murray R. Theory and problems of Fourier analysis, p. 93, problem 5.22. 
 
 
02. Solucione o problema 
 
 ( )



∞<<∞=
>∞<<∞=
−
x- ,e0,xu
0 t,x- ,uu
x
xxt κ
. 
 
 R.: ( ) ( ) ( ) ( )∫∫
∞∞
∞−
−−
+
=
+
=
 
0 
2
 
 
2 de1
 xcos2
t,xuou de
1
 xcos1
t,xu
t2t2
α
α
α
π
α
α
α
π
κακα
 
 
3.19.2.2 – Equação da onda (EDP hiperbólica) 
 
 Solucione a equação da onda 
 
 ( ) ( )
( ) ( )








∞<<∞==
∂
∂
∞<<∞=
>∞<<∞
∂
∂
=
∂
∂
=
x- ,xg0,xu
t
u
x- ,xf0,xu
0 t,x- ,
x
u
c
t
u
t
0t
2
2
2
2
2
|
 (3.19.2.2.1) 
onde 2c é a constante relacionada à velocidade de propagação da onda. 
 
 Solucionar (3.19.2.2.1) é resolver o problema das vibrações transversais de uma corda infinita, 
homogênea e de peso desprezível. Em (3.19.2.2.1), assumimos que as funções f(x) e g(x) são limitadas 
e absolutamente integráveis e que ( ) Mt,xu < (a solução é limitada para 0t ≥ ). 
 
 Solução: ( )t,xu 
 
 147 
 ( ){ } ( ) ( )t,Udxet,xu t,xu
 
 
 xi αα ==ℑ ∫
∞
∞−
 
 
 ( ){ } ( ) ( ){ } ( )0,U0,xuFxf αα =ℑ==ℑ (3.19.2.2.2) 
 
 
( ){ } ( ) ( ){ } ( )
dt
0,dU0,xuGxg t
α
α =ℑ==ℑ (3.19.2.2.3) 
 
 Aplicando a transformada de Fourier em (3.19.2.2.1), obtemos 
 
 
( ) ( )






∂
∂ℑ=






∂
∂ℑ t,xu
x
ct,xu
t 2
2
2
2
2
 
 
( ) ( )t,Uc
dt
t,Ud 22
2
2
αα
α
−= 
 
( ) ( ) 0t,Uc
dt
t,Ud 22
2
2
=+ αα
α
. (3.19.2.2.4) 
 
 Família de soluções a dois parâmetros para (3.19.2.2.4): 
 
 ( ) ( ) ( ) tcsenC tccosCt,U 21 ααα += (3.19.2.2.5) 
 
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-. 
 
Exercício 
 
Verifique que (3.19.2.2.5) é solução de (3.19.2.2.4). 
 
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-. 
 
 ( ) ( ) ( )
 tccoscC tcsen cCt,U
dt
d
21 ααααα +−= (3.19.2.2.6) 
 
 Para determinar as constantes 1C e 2C em (3.19.2.2.5), usamos as condições iniciais 
(3.19.2.2.2) e (3.19.2.2.3). 
 
 Considerando 0t = em (3.19.2.2.5) e usando (3.19.2.2.2), obtemos 
 
 ( ) ( )αα FC0,U 1 == . (3.19.2.2.7) 
 
 Considerando 0t = em (3.19.2.2.6) e usando (3.19.2.2.3), obtemos 
 
 ( ) ( ) ( )
α
α
ααα
c
GCGcC0,U
dt
d
22 =⇒== . (3.19.2.2.8) 
 
 Substituindo (3.19.2.2.7) e (3.19.2.2.8) em (3.19.2.2.5), temos que 
 
 148 
 ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
 tcsen
c
G
 tccosFt,U α
α
α
ααα += . (3.19.2.2.9) 
 
 Aplicando a transformada inversa de Fourier em (3.19.2.2.9), obtemos a solução procurada. 
 
 ( ){ } ( ) ( ) ( ) ( )






+ℑ=ℑ −− tcsen
c
G
 tccosFt,U 11 α
α
α
ααα 
 ( ) ( ) ( ) ( ) ( )∫
∞
∞−
−




+=
 
 
 xi de tcsen
c
G
 tccosF
2
1
t,xu αα
α
α
αα
π
α
 (3.19.2.2.10) 
 
 
 Observação: Utilizando a integral de Fourier, podemos mostrar que (3.19.2.2.10) é equivalente 
a 
 
( ) ( ) ( )[ ]ctxfctxf
2
1
t,xu −++= quando ( ) ( ){ } ( ) 0Gxg0xg ==ℑ⇒= α . 
 
 SPIEGEL, Murray R. Theory and problems of Fourier analysis, p. 93, problem 5.23. 
 
Exercício 
 
Resolva o problema 
 
 ( )
( )



∞<<∞=
∞<<∞
+
=
>∞<<∞=
x- ,00,xu
x- ,
1x
10,xu
0 t,x- ,uu
t
2
xxtt
. 
 
 R.: ( ) ( ) ( ) 




+−
+
++
=
1tx
1
1tx
1
2
1
t,xu 22 
 
3.19.2.3 – Equação de Laplace (EDP elíptica) 
 
 A temperatura de estado estacionário em uma chapa semi-infinita é determinada por 
 
 ( ) ( )
( )









<<==
∂
∂
>==
><<=
∂
∂
+
∂
∂
=
Neumann de cc x0 ,00,xu
y
u
 Dirichlet de cc 0y ,ey,u ,0y,0u
0y ,x0 ,0
y
u
x
u
y
0y
y-
2
2
2
2
| π
π
π
. (3.19.2.3.1) 
 
Peter Gustav Lejeune Dirichlet (1805-1859): matemático alemão. 
 
John von Neumann (1903-1957): matemático húngaro. 
 149 
 
 
 
 
 
 
 O domínio da variável y e a condição estabelecida 
 em 0y = indicam que a transformada cosseno de 
 Fourier é adequada para o problema, uma vez que 
 
 ( ){ } ( ) ( )0fFxf 'C2"C −−=ℑ αα . 
 
 
 
Figura 54: Condições de contorno para a equação de Laplace. 
 
 
Solução: ( )y,xu 
 
 Fixando a variável x, temos que: 
 ( ){ } ( ) ( ) ( )αα ,xUdyy cosy,xu y,xu
 
0 
C ==ℑ ∫
∞
 
 
 ( ){ } { } ( ) 0,0U0y,0u CC ==ℑ=ℑ α (3.19.2.3.2) 
 
 ( ){ } { } ( )
1
1
,Uey,u 2
y
cC
+
==ℑ=ℑ −
α
αππ (3.19.2.3.3) 
 
 Aplicando a transformadacosseno de Fourier em (3.19.2.3.1), obtemos 
 
 
( ) ( ) { }
( ) ( )
( ) ( ) ( ) 00,xu
dy
d
,xU
dx
,xUd
0y,xu
y
y,xu
x
0y,xu
y
y,xu
x
2
2
2
2
2
C2
2
C
C2
2
2
2
C
=−−
=






∂
∂ℑ+






∂
∂ℑ
ℑ=






∂
∂
+
∂
∂ℑ
αα
α
 
 
 
( ) ( ) 0,xU
dx
,xUd 2
2
2
=− αα
α
. (3.19.2.3.4) 
 
 Família de soluções (a dois parâmetros) para (3.19.2.3.4): 
 
 ( ) ( ) ( ) xsenhC xcoshC,xU 21 ααα += (3.19.2.3.5) 
ou 
 ( ) x2 x1 eCeC,xU ααα −+= 
 150 
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-. 
 
Exercício 
 
Verifique que (3.19.2.3.5) é solução de (3.19.2.3.4). 
 
Observação: 
( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( )xcoshxsenh
dx
d
 ,xsenhxcosh
dx
d
2
ee
xcosh ,
2
ee
xsenh
 xx xx 
==
+
=
−
=
−− αααα
αα
 
 
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-. 
 
Para determinar as constantes 1C e 2C em (3.19.2.3.5), usamos as condições de contorno 
(3.19.2.3.2) e (3.19.2.3.3). 
 
 Considerando 0x = em (3.19.2.3.5) e usando (3.19.2.3.2), obtemos 
 
 ( ) 0C,0U 1 ==α . (3.19.2.3.6) 
 
 Considerando π=x em (3.19.2.3.5) e usando (3.19.2.3.3) e (3.19.2.3.6), obtemos 
 
 ( ) ( ) ( ) ( )απαααπαπ senh 1
1C
1
1
senhC,U 2222 +
=⇒
+
== . (3.19.2.3.7) 
 
 Substituindo (3.19.2.3.6) e (3.19.2.3.7) em (3.19.2.3.5), temos que 
 
 ( ) ( )( ) ( )απα
α
α
senh 1
 xsenh
,xU 2 +
= . (3.19.2.3.8) 
 
 Aplicando a transformada cosseno de Fourier inversa em (3.19.2.3.8), obtemos a solução 
procurada. 
 
 ( ){ } ( )( ) ( )




+
ℑ=ℑ −−
απα
α
α
senh 1
 xsenh
,xU 2
1
C
1
C 
 ( ) ( )( ) ( ) ( )∫
∞
+
=
 
0 
2 dy cossenh 1
 xsenh2y,xu αα
απα
α
π
 
 
Exercícios 
 
01. Solucione o problema de valor de contorno 
 
 
( )
( ) ( )



>==
<<=
<<>=+
−
 0 x,e,xu ,00,xu
 y 0 ,0y,0u
y 0 0, x ,0uu
x
y
x
yyxx
π
π
π
. 
 151 
 
 R.: ( ) ( )( ) ( ) ( )∫
∞
+
=
 
0 
2 dx coscosh1
ysenh2y,xu αα
απαα
α
π
 
 
 
02. Usando o método das transformadas de Fourier, mostre que a solução da equação de Laplace no 
semiplano superior (problema de Dirichlet) 
 
 ( ) ( )

∞<<∞=
>∞<<∞=+
 x- ,xf0,xu
0y ,x- ,0uu yyxx
 
 
é dada por 
 
 ( ) ( )( )∫
∞
∞
+−
=
 
- 
22
d
yx
Fyy,xu α
α
α
π
. (fórmula integral de Poisson) 
 
Siméon-Denis Poisson (1781-1840): matemático francês. 
 
3.20 – Solução de equações integrais e de equações íntegro-diferenciais 
 
 Solucione a equação integral 
 
 ( ) ( ) ( ) ( )∫
∞
∞−
−
−++−=
 
 
x3 duuxfug xe3xfxf , (3.20.1) 
 
onde ( )




>
≤
=
3,x ,0
3x ,1
xg . 
 
 Notação: ( ){ } { }α=ℑ Fxf 
 
 ( ){ } ( )
α
α
=ℑ 3sen2xg 
 
 Aplicando a transformada de Fourier a (3.20.1), temos que 
 
 ( ){ } ( ){ } { } ( )( ){ }xfgxe3xfxf x3 ∗ℑ+ℑ+−ℑ=ℑ − 
 
 ( ) ( ) ( ) ( )αα+



+αα
−α=α α FG
9
6
d
diFeF 2
 i3
 
 
 ( ) ( ) ( )
( ) ( )α
α
α
+
+α
α
+α=α α F3sen2
9
 i12FeF 22
 i3
 
 152 
 
 
( ) ( ) ( )22
 i3
9
 i12F3sen2e1
+α
α
=α





α
α
−−
α
 
 
 ( ) ( ) ( )α−α−α
α
+α
α
=α
α 3sen2e9
 i12F
 i322
 
 
 ( ) ( ) ( )[ ]α−α−α+α
α
=α
α 3sen2e9
 i12F
 i322
2
. (3.20.2) 
 
 Aplicando a transformada inversa de Fourier a (3.20.2), obtemos a solução procurada. 
 
 
( ) ( ){ } ( ) ( )[ ]∫
∞
∞−
α−
α
− α
α−α−α+α
α
π
=αℑ=
 
 
 xi
 i322
2
1 de
3sen2e9
 i12
2
1Fxf 
 
 
( ) ( ){ } ( ) ( )[ ]∫
∞
∞−
α
α−
− α
α−α−α+α
α
π
=αℑ=
 
 
 i322
 xi2
1 d
3sen2e9
e i6Fxf 
 
Exercícios 
 
01. Considere um sistema estável invariante no tempo, caracterizado pela equação diferencial 
 
( ) ( ) ( )xfxy2xy' =+ , (1) 
 
onde ( ) xe3xf −= u ( )x . Solucione a equação diferencial (1) empregando a transformada de Fourier e 
suas propriedades. 
 
 R.: ( ) ( )x2x ee3xy −− −= u ( )x 
 
02. Utilizando a transformada de Fourier e suas propriedades, solucione a equação diferencial 
( ) ( )
( ) ( )

∞<<∞=
>∞<<∞=
x- xg0,xu
0 t,x- t,xutt,xu xx
2
t
, 
 
onde ( )




>
<
=
2x ,0
2x ,1
xg . 
 
 R.: ( ) ( ) ( )∫
∞ α
−
α
α
αα
π
=
 
0 
3
t
dexcos2sen2t,xu
32
 
 
03. Use as transformadas de Fourier para resolver a equação integral 
 
 153 
( ) ( ) ( )∫
∞
∞−
−−−
−+=
 
 
ux2x duufe a1
2
1
exf , ( ) 0aRe > . 
 R.: xae
a
1
−
 
 
04. Utilizando a transformada de Fourier e suas propriedades, solucione a equação integral 
 
( ) ( ) ( ) ( )∫
∞
∞−
−−
−=+
 
 
u4x4 duuxfuhe xfxhxe3 , ( )



<
>
=
0 x,0
0 x,1
xh . 
 
 R.: ( ) ( ) ( )xhee3xf x3x4 −− −= 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 154 
3.21 – Exercícios resolvidos 
 
01. Seja ( ) x3exxf/RR:f −=→ . 
 
 a) Calcule ( ) ( ){ }xfF ℑ=α . 
 
Lembrando que ( ){ } ( ) ( ) ( ) ( ) ( ){ }xfF ,Fixfx nnn ℑ=αα−=ℑ e que { } 22xa aa2e +α=ℑ − , 0a > , tem-se 
que: 
{ } ( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
( )
( ) ( ) ( )
( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
 
1
i48
1
1212i4 
1
18666i4
1
31616i4 
1
2133116i4
1
31
d
di4 
1
41
d
di4
1
2121
d
di4 
1d
di4
1
2
d
di2 
1
1
d
di2
1
2
d
di ex
42
3
42
3
42
33
42
22
62
22232
32
2
32
22
42
222
222
2
222
2
23
3
23
3
3x3
+α
α−α
−=
+α
α−α
−=
+α
α+α−α−α−
−=








+α
α−α−+αα−
−=








+α
α+αα−−+αα−
−=








+α
α−
α
−=








+α
α−+α
α
−=








+α
α+αα−+α
α
−=








+α
α
α
−=








+α
α−
α
=




+αα
=



+αα
−=ℑ −
 
 
( ){ } ( ) ( )42
3
1
i48Fxf
+α
α−α
−=α=ℑ 
 
 
 b) Determine para quanto converge a integral ( )∫
∞
∞ +
−
 
- 
x i 2
4 2
3
dxe
1x
xx
. 
 
 Propriedade da simetria (dualidade): ( ){ } ( ) ( ){ } ( )α=ℑα−π=ℑ Fxf ,f2xF 
 
 ( ) ( )
α−−
∞
∞
α α−π=+
−
−∫ e2dxe1x xxi48 3
 
- 
x i
4 2
3
 
 
 ( )
α−
∞
∞
α πα−=
+
−
− ∫ e2dxe1x xxi48 3
 
- 
x i
4 2
3
 
 
 155 
 ( )
α−α−
∞
∞
α α
π
−=α
π
=
+
−∫ e24iei24dxe1x xx 33
 
- 
x i
4 2
3
 
 
 ( ) ( ) 2
223
2
42
3 
- 
x i 2
4 2
3
e3
i
e
3
i
e2
24
i
1x
xxdxe
1x
xx | π−=π−=π−= +−ℑ=+− −−=α∞∞∫ 
 
 
 c) Calcule para quanto converge a integral ( )∫
∞
∞
π
+
−
 
- 
x i
4 2
3
dxe
1x4
x2x8
. 
 
 Propriedade da similaridade: ( ){ } ( ){ } ( )α=ℑ




α
=ℑ Fxf ,
a
F
a
1
axf 
 
 ( )
( ) ( )
( )[ ]∫
∞
∞ π=α
π








+
−ℑ=
+
−
 
- 
42
3
x i
4 2
3 |1x2 x2x2dxe1x4 x2x8 
 
 
 ( )
2
3 
- 
x i
4 2
3
e
224
i
2
1dxe
1x4
x2x8 π−
∞
∞
π 




 ππ
−=
+
−∫ 
 
 
 ( ) 2
4
2
4 
- 
x i
4 2
3
e384
i
e
384
idxe
1x4
x2x8
π
π
−
∞
∞
π π
−=
π
−=
+
−∫ 
 
 
 
 
02. Utilizando a transformada de Fourier e suas propriedades, solucione a equação diferencial a seguir. 
 
( ) ( ) x3' ' exy5xy −=− 
 
Notação: ( ){ } ( )α=ℑ Yxy 
 
( ) ( ){ } { }⇒ℑ=−ℑ − x3' ' exy5xy ( ){ } ( ){ } { }x3' ' exy5xy −ℑ=ℑ−ℑ 
 
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
9
6Y5
9
6Y5Y
9
6Y5Yi 2
2
2
2
2
2
+α
=α+α−⇒
+α
=α−αα−⇒
+α
=α−αα− 
 
( ) ( )( ) 5
DC
9
BA
59
6Y 2222 +α
+α
+
+α
+α
=
+α+α
−=α 
 
 156 
( )( ) ( )( )9DC5BA6 22 +α+α++α+α=− 
 
D9DC9CB5BA5A6 2323 +α+α+α++α+α+α=− 
 
( ) ( ) ( ) ( )D9B5C9A5DBCA6 23 ++α++α++α+=− 
 
0CA
0C9A5
0C A 
==⇒



=+
=+
 
2
3D e 
2
3B
6D9B5
0D B 
−==⇒



−=+
=+
 
 
 
( )
5
1
2
3
9
1
2
3Y 22 +α
−
+α
=α 
 
( )
5
52
52
1
2
3
9
6
6
1
2
3Y 22 +α
−
+α
=α 
 
 
Como { } 22xa aa2e +α=ℑ − , 0a > , tem-se que: 
 
 
( ) ( ){ } x5x31 e
20
53
e
4
1Yxy −−− −=αℑ= 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 157 
3.22 – Exercícios complementares 
 
01. Determine as seguintes integrais impróprias: 
 
 a) ∫
∞
∞
 
- 
ixx3- dxee 
 
R.: 
5
3
 
 b) ∫
∞
∞
 
- 
ix22
x
-
dxee 
2
 R.: 2e
2π
 
 
 
02. Calcule: 
 
 a) 








ℑ − 2
x
2
xe R.: 2
-
2
e i 2
α
απ 
 
 b) 








+ℑ −− x22
x
e2e3
2
 R.: 
4
8
e 23 22
-
2
+
+
α
π
α
 
 
 
03. Sabendo que { } ( ) 0aRe ,
a
a2
e 22
xa >
+α
=ℑ − , calcule: 
 
 a) ∫
∞
∞−
−
+
 
 
2
x i
dx
9x
e ε
; R.: επ 3e
3
−
 
 
 b) ( ){ }2x4 xx2e −ℑ − . R.: ( ) ( )32
2
22 16
25648
16
i32
+
−
+
+ α
α
α
α
 
 
 
04. Calcule as seguintes integrais: 
 
 a) ( )∫
∞ 
0 
3x- dxx6cose 
2
 R.: 3e6
3π
 
 
 b) ( )∫
∞
+
 
0 
2 dx9x
x2cos
 
 R.: 6e6
π
 
 
 c) ( )∫
∞
−
 
0 
x 3i210 dxex R.: ( )1111 i2313
!10
+ 
 
 
 158 
05. Calcule: 
 
 a) { }2x3 xe−ℑ R.: ( )32
2
9
36108
+α
α−
 
 
 b) ( ) 







+
−ℑ 32
2
9x
x3
 R.: α−απ 32e
18
 
 
 
06. Seja ( ) x32x3 exe2xf/RR:f −− +=→ u ( )x , sendo u ( )



<
>
=
0 x0,
0 x,1
x a função degrau unitário. 
 
 a) Calcule ( ) ( ){ }xfF ℑ=α . 
 R.: ( )32 i3
2
9
12
α−
+
+α
 
 
 b) Determine ( )αRF . 
 R.: ( )( )32
24
9
1713326
+α
+α+α
 
 
 c) Determine ( )αIF . 
 R.: ( )( )32
2
9
272
+α
α−α
 
 
 d) Calcule ( ) 







+
−−+ℑ 32
32
9x
ix2x18ix5454
. 
 R.: απα 32e2 u ( )



<απα
>α
=α−
α 0,e2
0,0 
32 
 
 
07. Determine as seguintes transformadas: 
 
 a) ( ){ }4x −δℑ R.: αi4e 
 
 b) ( ){ }21xe −−ℑ R.: α α−π 4ie 
 
 c) ℑ{5u ( )−x u ( )5x − } R.: ( ) ( ) 



α
+απδ− α ie5 i5 
 
 d) { }x3x i22ex −ℑ R.: ( )( )[ ]32
2
92
2336
++α
+α−
 
 159 
 
 e) ( )( )[ ] 







++
+−ℑ 3 2
2
92x
2x3
 R.: α−α−απ 3i22e
18
 
 
 
08. Sabendo que { } 2xS 1e α
α
+
=ℑ − , determine ( )∫
∞
+
 
0 
2 dx1x
axxsen
 . 
 
 R.: ae
2
−
π
 
 
 
09. Seja ( ) ( )


 <
=
contrário caso ,0
x se ,xcos
xf
π
. Determine ( ){ }xfℑ . 
 
 R.: ( ){ } ( )21
sen 2
xf
α
παα
−
=ℑ
 
 
 
10. Seja ( ) ( )




<
=
contrário caso ,0
3
x se ,xsen
xf
π
. Determine ( ){ }xfℑ . 
 
 R.: ( ){ } 











−





−
=ℑ
3
sen
3
cos3
1
i
xf 2
απαπ
α
α
 
 
 
11. Resolva a equação integral ( ) ( )



>
<<
=∫
∞
1 0,
10 ,1
dxx cosxf 
 
0 α
α
α . 
 
 R.: ( )
x 
xsen2
π
 
 
 
12. Solucione a equação integral ( ) ( )





≥
<≤
<≤
=∫
∞
2 0,
21 2,
10 ,1
dxxsenxf 
 
0 α
α
α
α . 
 R.: ( ) ( )[ ]x2cos2xcos1
x 
2
−+
π
 
 
 
 160 
13. Seja ( )




>
≤
=
ε
ε
ε
x ,0
x ,
2
1
xf . 
 
 a) Determine a transformada de Fourier de f(x). 
 
 R.: ( ) ( )
αε
αε
α
senF = , ( ) 10F =
 
 
 b) Calcule o limite dessa transformada quando +→ 0ε . 
 
 R.: 1 
 
14. Duas funções muito usadas no estudo de sinais são as funções ( )









<
=
>
=
2
1
x ,1
2
1
x ,
2
1
2
1
x ,0
xrect (função 
retangular) e ( ) ( )
x
xsen
xsinc = . Mostre que ( ){ } 




α
=ℑ
2
sincxrect . 
 
15. Seja ( )




>
<
=
1x ,0
1x ,x
xf . 
 
 a) Esboce o gráfico de ( )xf . 
 b) Calcule ( ){ }xfℑ . 
 
 R.: ( ){ } ( ) ( )[ ]αα−α
α
=ℑ cosseni2xf 2 
 c) Use (b) para calcular ( ) ( )[ ]∫
∞
∞−
−
 
 
4
2
dx
x
xsenxcosx
. 
 R.: 
3
π
 
 
16. Seja ( )




π>
π≤
=
4x 0, 
4x ,
4
x
xf . 
 a) Calcule ( )∫
∞
∞−
 
 
dxxf . 
 
 R.: 24π 
 161 
 
 b) A função ( )xf pode ser representada na forma integral? Justifique. 
 c) Em caso afirmativo, para quanto converge a integral de Fourier de ( )xf ? 
 d) Calcule ( ){ }xfℑ . 
 
 R.: ( ){ } ( ) ( )[ ]παπα−πα
α
=ℑ 4cos44sen
2
i
xf 2 
 
 
17. Seja ( )





>
≤−
=
ax ,0 
ax ,
a
x
1
xf , 0a > . 
 
 a) Esboce o gráfico de ( )xf . 
 b) A função ( )xf é absolutamente integrável?Justifique. 
 c) Calcule ( ){ }xfℑ . 
 
 R.: ( ){ } ( )[ ]α−
α
=ℑ acos1
a
2
xf 2 
 
 d) Use (c) para calcular ( )[ ]∫
∞
∞−
−
 
 
4
2
dx
x
x2cos1
. 
 
 R.: 
3
8π
 
 
 
18. Seja ( ) ( )xcosexf x−= , 0x > . Calcule ( ){ }xfCℑ . 
 
 R.: ( ){ }
4
2
xf 4
2
C
+α
+α
=ℑ 
 
 
19. Calcule ( ) ( )∫
∞
+
+
 
0 
4
2
dx
4x
axcos2x
, 
+∈Ra , { }0w;RwR >∈=+ . 
 
 R.: ( ) 0a,acose
2
a >
π
−
 
 
 
20. Considere um sistema estável invariante no tempo, caracterizado pela equação diferencial 
 
( ) ( ) ( ) ( )xfxy45xy24xy3 '" =++ , (1) 
 162 
 
onde ( ) x4e4xf −= u ( )x . Solucione a equação diferencial (1) empregando as transformadas de Fourier e 
suas propriedades. 
 
 R.: ( )x3x4x5 ee2e
3
2
−−− +− u ( )x 
 
 
21. Usando as transformadas de Fourier, solucione a equação diferencial parcial 
 
( )
( )



=
=
>>=
−x
xxt
e0,xu
0t,0u
0 t0, x,u2u
, 
com ( )t,xu limitada. 
 
 R.: ( ) ( )∫
∞
−
+
=
 
0 
t2
2 de1
x sen 2
t,xu
2
α
α
αα
π
α
 
 
 
22. Utilizando as transformadas de Fourier, solucione a equação diferencial parcial 
0 t,x- ,
x
u9
t
u
2
2
2
2
>∞<<∞
∂
∂
=
∂
∂
, sujeita às condições iniciais ( ) 00,xu t = e ( )




>
<
=
2x ,0
2x ,1
0,xu . 
 R.: ( ) ( ) ( )∫
∞
∞
−
=
 
- 
 xi det 3cos2 sen 1t,xu α
α
αα
π
α ( ) ( ) ( )∫
∞
=
 
0 
d xcos t3cos2sen 2 α
α
ααα
π
 
 
 
23. Empregando as transformadas de Fourier e suas propriedades, solucione o seguinte problema de 
valor inicial: 
 
( )



∞<<∞=
>∞<<∞+=
−
x- ,e0,xu
0 t,x- ,u2u4u
x2
xxxt
. 
 
 R.: ( ) ( )∫
∞
∞
−
−
+
=
 
- 
 xi
2
t i2-4
de
4
e 2
t,xu
2
α
απ
α
αα
 
 
 
24. Empregando as transformadas de Fourier, solucione o problema de vibração na viga infinita. 
 
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )



∞<<∞=
∞<<∞=
>∞<<∞=
x- xg0,xu
x- xf0,xu
0 t,x- t,xuct,xu
t
xxxx
2
tt
 
 
 163 
 R.: ( ) ( ) ( ) ( ) ( )tcsenh
c
G
tccoshFt,U 22
2 α
α
α
+αα=α ( ) ( )∫
∞
∞−
α− αα
π
=
 
 
 xi det,U 
2
1
t,xu 
 
25. Empregando a transformada de Fourier e suas propriedades, solucione o problema de valor inicial 
abaixo. 
( ) ( )
( )
( )








∞<<∞=
∞<<∞=
>∞<<∞
∂
∂
=
∂
∂
−
x- 00,xu
x- e 0,xu
0 t,x- t,xu
x
2t,xu
t
t
x
6
6
2
2
2
 
 
 R.: ( ) ( ) ( )∫
∞ α
ααα
π
π
=
 
0 
34
-
dxcost2coset,xu
2
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 164 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 165 
4. TRANSFORMADAS DE LAPLACE 
 
 Pierre-Simon Marquis de Laplace (1749-1827): matemático, físico e astrônomo francês. 
Embora Laplace tenha usado a transformada integral que recebeu seu nome, é mais provável que essa 
integral tenha sido descoberta por Euler (função gama: ( ) ∫
∞
−−
=Γ
 
0 
x1n dxex n ). 
4.1 – Definição da transformada de Laplace 
4.1.1 – Motivação 
 
 Solução de equações íntegro-diferenciais, como 
 
 
( ) ( ) ( ) ( )tEdi 
C
1
tRiti
dt
dL
t 
0 
=++ ∫ ττ , (4.1) 
 
e de equações diferenciais ordinárias, tais como 
 
 ( ) ( ) ( ) ( )tEtq
C
1
tq
dt
dRtq
dt
dL 2
2
=++ . (4.2) 
 
 Nas equações (4.1) e (4.2) temos que ( )ti é a corrente, ( )tq é a carga instantânea no capacitor e 
( )tE é a força eletromotriz (f.e.m) em um circuito elétrico em série L-R-C, como o representado na 
Figura 55. 
 
 
 
Figura 55: Circuito em série L-R-C – [13]. 
 
 
 A força eletromotriz é muitas vezes seccionalmente contínua, como ilustra a Figura 56. 
 
 
 
 
 
 
 
 166 
 
 
 
 
 
 
 
 (a) (b) 
 
Figura 56: (a) Dente de serra; (b) onda quadrada. – [17] 
 
4.1.2 – Função de Heaviside 
 
 No estudo da transformada de Laplace, definimos u ( )at − para 0t ≥ como 
 
 u ( )



≥
<≤
=−
a tse 1,
at0 se ,0
at , (4.1.2.1) 
 
onde a é uma constante positiva. 
 
 Quando multiplicada por outra função definida para 0t ≥ , a função degrau unitário (4.1.2.1) 
cancela uma porção do gráfico da função. 
 
Exemplo 
 
 ( ) ( )tsentf = u ( ) ( )

≥
<≤
=−
π
π
π
2 tse ,tsen
2t0 se ,0
2t , uma vez que u ( )



≥
<≤
=−
π
π
π
2 tse 1,
2t0 se ,0
2t . 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 (a) (b) 
 
Figura 57: (a) Gráfico de ( ) ( )tsentf = ; (b) gráfico de ( ) ( )tsentf = u ( )π2t − . 
 
 
 167 
 A função degrau unitário (4.1.2.1) pode ser usada para escrever funções definidas por várias 
sentenças em uma forma compacta. 
 
Exemplo 
 
 A voltagem em um circuito é dada por 
 
 ( )



≥
<≤
=
5 tse 0,
5t0 se ,t20
tE . (4.1.2.2) 
 
 Lembrando que u ( )



≥
<≤
=−
5 tse 1,
5t0 se ,0
5t , podemos expressar (4.1.2.2) como 
 
( ) t20t20tE −= u ( )5-t . 
 
 
Exercício 
 
Seja ( )



≥−
<≤
=
2 t,t21
2t0 ,t 
tf . Escreva ( )tf de forma compacta usando a função degrau unitário. 
 
R.: ( ) ( )t31ttf −+= u ( )2t − 
 
4.1.2.1 - Generalização 
 
 
 1. ( ) ( )( ) ( ) ( ) ( )tgtgtf então ,a tse ,th
at0 se ,tg
tf Se −=



≥
<≤
= u ( ) ( )tha-t + u ( )a-t . 
 
 
 2. ( ) ( ) ( ) ( )tgtf então ,
b tse 0,
bta se ,tg
at0 se ,0
tf Se =





≥
<≤
<≤
= [u ( )−a-t u ( )b-t ]. 
 
Exercício 
 
Seja ( )tf a função representada graficamente abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 168 
 f(t) 
 
 
 4 
 
 
 2 
 
 
 t 
 2 5 
 
 
 Expresse ( )tf de forma compacta usando a função degrau unitário. 
 
 R.: ( ) 





+=
3
2t
3
2
tf [u ( )−− 2t u ( )5t − ] 
 
4.1.3 – Transformada de Laplace 
 
 L ( ){ } ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )iyxs onde ,dte tf tH dtee tf tH sFtf
 
 
st
 
 
iytxt +−==== ∫∫
∞
∞−
−
∞
∞− 
(4.1.3.1) 
 
 ( )tf : função original 
 ( )sF : função transformada 
ste− : núcleo da transformação 
CR:f → 
 CC:F → 
 
 Como ( )tH é a função de Heaviside, podemos escrever (4.1.3.1) como 
 
 L ( ){ } ( ) ( )∫
∞
−
==
 
0 
stdte tf sFtf . (4.1.3.2) 
 
 A expressão (4.1.3.2) é chamada transformada de Laplace unilateral1 de ( )tf . A transformada 
existe se a integral imprópria em (4.1.3.2) converge para algum valor de s. 
 
 Notação 
 
 
 L ( ){ } ( )sFtf =
 
L ( ){ } ( )sGtg =
 
L ( ){ } ( )sYty = 
 
1
 A transformada de Laplace bilateral é definida como ( )∫
∞
∞−
−
 
 
stdtetf . 
 169 
Se L ( ){ } ( ) ( )∫
∞
−
==
 
0 
stdte tf sFtf , então L ( ){ } ( ) ( )∫π==− C st1 dse sFi 2
1
tfsF é a transformada de 
Laplace unilateral inversa. 
 
 
 
 
 ( )tf ( )sF ( )tf 
 L L 1− 
 
 
 
Figura 58: Transformadas de Laplace. 
 
 
 
 Podemos estabelecer uma relação entre as transformadas de Fourier e de Laplace. Se na 
transformada de Laplace de ( )tf , ( ) ( )∫
∞
∞−
 
 
iytxt dtee tf tH , considerarmos ( ) ( ) ( ) xte tf tHtg = , teremos 
( )∫
∞
∞−
 
 
iyt dte tg , que nada mais é do que a transformada de Fourier de ( )tg . 
 
 A transformada de Laplace unilateral de uma função CR:f → é uma função CC:F → que 
associa a ( )tf uma função complexa ( ) ( )( )sD
sN
sF = , onde ( )sN e ( )sD são polinômios com coeficientes 
reais. Os valores de s tais que ( ) 0sN = são os zeros da transformada ( )sF ; os valores de s tais que 
( ) 0sD = são os polos da transformada ( )sF . 
 
Exemplo 
 
 Como veremos posteriormente, a transformada de Laplace da função ( ) t2e31tf += , 0t ≥ , é a 
função complexa ( ) ( )( )2ss
1s22
sF
−
−
= , ( ) 2sRe > . 
 Zeros de ( )sF : 
2
1
s = 
 
 Polos de ( )sF : 0s = , 2s = 
 
 
 
 
 
 
 
 
 170 
 Im(s) 
 
 
 
 
 
 2 Re(s) 
 
 
 
 
Figura 59: Polos e região de convergência de ( ) ( )( )2ss
1s22
sF
−
−
= . 
 
Observações 
 
1a) No exemplo, cada polo de ( )sF está associado à uma exponencial da função ( )tf (os polos são os 
coeficientes nos expoentes). 
 
2a) Se ( ) ( )kassD −= , com k inteiro e positivo, as = é um polo de ordem k de ( )sF . No exemplo, 
0s = e 2s = são polos de ordem um (ou polos simples). 
 
Exemplo 1 
 
 Calcular L{ }1 . 
 L{ } ( ) 0sRe ,
s
1
s
1
s
elim
s
elimdte limdte 1
sb
b
b
0
st
b
b 
0 
st
b
 
0 
st >=





+−=





−===
−
∞→
−
∞→
−
∞→
∞
− ∫∫ 
 
 
 Im(s) 
 
 
 
 
 Re(s) 
 0 
 
 
 
 
Figura 60: Polos e região de convergência de ( )
s
1
sF = . 
 
 
 
 
 
 171 
Exemplo 2 
 
 As transformadas L






t
1
 e L{ }2te não existem, ou seja, as integrais impróprias ∫
∞
−
 
0 
st
dt
t
e
 e 
∫
∞
−
 
0 
stt dte 
2
 são divergentes. 
 
 
Exemplo 3 
 
L{ } ( ) ( )∫∫∫ −∞→
∞
−
∞
−
===
b 
0 
tsc
b
 
0 
tsc
 
0 
stctct dte limMdte MdteMe Me 
 
( ) ( ) ( ) csRe ,
cs
M
sc
1
sc
elim
sc
elim 
bsc
b
b
0
tsc
b
>
−
=





−
−
−
=





−
=
−
∞→
−
∞→
 
 
4.2 – Funções de ordem exponencial 
 
 Uma função ( )tf é de ordem exponencial c quando ∞→t se existem constantes reais c, 0M > 
e 0N > tais que 
 
( ) Nt ,Mtfe ct >∀<−
 
 
 
ou 
 
( ) Nt ,Metf ct >∀< . 
 
Exemplos 
 
1. A função ( ) ttf = é de ordem exponencial para 0t > . 
 
0N 1,M 1,c
0 t,et t
===
><
 
 
 172 
 
Figura 61: Gráfico de ( ) tetf = e de ( ) ttf = . 
 
 
2. A função ( ) tetf −= é de ordem exponencial para 0t > . 
 
0N 1,M 1,c
0 t,ee tt
===
><−
 
 
 
Figura 62: Gráfico de ( ) tetf = e de ( ) tetf −= . 
 
 
3. A função ( ) ( )tcos2tf = é de ordem exponencial para 0t > . 
 
( )
0N 2,M 1,c
0 t,e2tcos2 t
===
><
 
 
 
 173 
 
 
Figura 63: Gráfico de ( ) te2tf = e de ( ) ( )tcos2tf = . 
 
 
4. A função ( ) 2tetf = não é de ordem exponencial. 
 
 
Figura 64: Gráfico de ( ) 2tetf = e de ( ) t2etf = . 
 
 
5. Todo polinômio é uma função de ordem exponencial. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 174 
4.3 – Convergência da transformada de Laplace unilateral 
4.3.1 – Convergência absoluta e condicional 
 
 ( )∫
∞ 
a 
dttf é dita absolutamente convergente se ( )∫
∞ 
a 
dttf convergir. Se ( )∫
∞ 
a 
dttf convergir 
mas ( )∫
∞ 
a 
dttf divergir, então ( )∫
∞ 
a 
dttf é dita condicionalmente convergente. 
 
Teorema: Se ( )∫
∞ 
a 
dttf convergir, então ( )∫
∞ 
a 
dttf converge. 
 
4.3.2 - Condições suficientes para a convergência 
 
 Seja ( )tf uma função seccionalmente contínua em todo intervalo finito Nt0 ≤≤ e de ordem 
exponencial c para Nt > . Então, a transformada de Laplace unilateral ( )sF de ( )tf existe para todo
 
( ) csRe > . 
 
 Prova 
 
 L ( ){ } ( )∫
∞
−
=
 
0 
stdtetf tf 
 
 
( ) ( )
44344214434421
II
 
N 
st
I
N 
0 
st dtetf dtetf ∫∫
∞
−− +=
 
 
 I : integral própria (ou uma soma de integrais próprias) 
 II: integral imprópria 
 
 
( ) ( ) ( ) {{
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( ) csRe xse ,
cx
eM
cx
e
cx
elimM 
cx
elimMdte limMdte Mdtee M 
dteMe dtetf dtetf dtetf 
NcxNcxb cx
b
b
N
t cx
b
b 
N 
t cx
b
 
N 
t cx
 
N 
xtct
 
N )2(
xt
)1(
ct
 
N 
st
 
N 
st
 
N 
st
>=
−
=





−
+
−
−=






−
−====
≤≤≤
−−−−−−
∞→
−−
∞→
−−
∞→
∞
−−
∞
−
∞
−
∞
−
∞
−
∞
−
∫∫∫
∫∫∫∫
 
 
 (1): f(t) é de ordem exponencial c 
 
 (2): iyxs += 
 175 
 
( ) ( ) ( )[ ] ( ) ( )
( )[ ] ( )[ ] ( ) ( )
( ) ( )[ ] ( ) xt2xtxt222xt2
2xt22xt22xt2xt
xtxtxtiytxtt iyxst
eeeytsenytcose 
ytseneytcoseytseneytcose 
ytsenieytcoseytisenytcoseeeee
−−−−
−−−−
−−−−−+−−
===+=
+=+=
−=−===
 
 
 
 Como II converge, L ( ){ }tf converge (se
 
( ) csRe > ). 
 
4.4 – Transformada de Laplace unilateral das funçõeselementares 
4.4.1 – f(t) = tn 
 
 L{ } ∫∫ −∞→
∞
−
==
b 
0 
stn
b
 
0 
stnn dte tlimdtet t
 
 
 Integrando ∫ − dtet stn por partes, temos que: 
 
 L{ }








+−= ∫ −−
−
∞→
b 
0 
st1nb
0
stn
b
n dtet 
s
n
s
etlimt 
 
{










+−= ∫ −−
−
∞→
b 
0 
st1n*
sbn
b
dtet 
s
n
s
eb
lim 
 
s
ndtet 
s
n
 
 
0 
st1n
== ∫
∞
−− L{ } ( ) 0sRe ,t 1n >−
 
 
 *: função de decrescimento rápido para ( ) 0sRe > 
 
 L{ }
s
k
t k = L{ }1kt − 
 
 ⇒= 1k L{ }
s
1
t = L{ } ( ) 0sRe ,
s
1
s
1
s
11 2 >== 
 
 ⇒= 2k L{ }
s
2
t 2 = L{ } ( ) 0sRe ,
s
!2
s
1
s
2
t 32 >== 
 
 ⇒= 3k L{ }
s
3
t 3 = L{ } ( ) 0sRe ,
s
!3
s
!2
s
3
t 43
2 >== 
 
 176 
 ⇒= 4k L{ }
s
4
t 4 = L{ } ( ) 0sRe ,
s
!4
s
!3
s
4
t 54
3 >== 
 M 
 
 ⇒= nk L{ }
s
n
t n = L{ } ( ) ( ) 0sRe ,
s
!n
s
!1n
s
n
t 1nn
1n >=
−
=
+
−
 
 
 
 L{ } ( ) ( ) 0sRe ,
s
1n
s
!n
t 1n1n
n >
+Γ
==
++
 
 
 
A função gama 
 
 ( ) ∫
∞
−−
=Γ
 
0 
t1n dtet n 
 
 ( ) =Γ n L{ }1nt − s=1 
 
 
( ) =Γ 2 L{ }t s=1 1
1
1
2 ==
 
 
 
( ) =Γ 4 L{ }3t s=1 6
1
!3
4 == 
 
 ( ) ( ) !nnn1n =Γ=+Γ
 
 
 
( ) ( ) ( ) 1p0 ,psenp1p <<π
π
=−ΓΓ
 
 
 
π=




Γ
2
1
 
 
Referências: SPIEGEL, M.R.; WREDE, R.C. Cálculo avançado. 2a ed. Porto Alegre: 
 Bookman, 2004. 
 
Exercícios 
 
Calcule as integrais: 
 
01. ∫
∞
−
 
0 
t100 dtet R.: !100 
 
 177 
02. ∫
∞
−
 
0 
t23 dtet R.: 
8
3
 
 
4.4.2 – f(t) = eat 
 
 L{ } ( ) ( ) Ra a,sRe ,
as
1dte dtee e
 
0 
tsa
 
0 
statat ∈>
−
=== ∫∫
∞
−
∞
−
 
 
4.4.3 – Transformada de algumas funções elementares 
 
( )tf ( )sF 
1 ( ) 0sRe ,
s
1
> 
ate ( ) asRe ,
as
1
>
−
 
nt ( ) ( ) 0sRe ,
s
1n
s
!n
1n1n >
+Γ
=
++
 
( )atcos ( ) 0sRe ,
as
s
22 >+
 
( )atsen ( ) 0sRe ,
as
a
22 >+
 
 
Tabela 3: Transformada de Laplace unilateral de algumas funções elementares. 
 
 
Exercícios 
 
01. Calcule as integrais: 
 
 a) ( )∫
∞
−
 
0 
t3 dte10tsen R.: 
109
10
 
 
 b) ( )∫
∞
−
 
0 
t2 dtetcos R.: 
5
2
 
 
02. Seja ( )



>
≤≤
=
5 tse 1,
5t0 se ,t2
tf . Determine L ( ){ }tf . 
 
 R.: L ( ){ } ( ) s5s52 es
9
e1
s
2
tf −− −−=
 
 
 178 
03. Empregando a definição de transformada de Laplace unilateral, mostre que: 
 
 a) L ( ){ } ( ) 0sRe ,Ra ,
as
s
atcos 22 >∈+
= ; 
 
 b) L ( ){ } ( ) 0sRe ,Ra ,
as
a
atsen 22 >∈+
= . 
 
 
4.5 – Propriedades da transformada de Laplace unilateral 
4.5.1 – Comportamento da transformada de Laplace F(s) quando s→∞ 
 
 Se ( )tf é uma função seccionalmente contínua para [ ]N,0t∈ e de ordem exponencial para 
Nt > , então 
( ) 0sFlim
s
=
∞→
 
 
4.5.2 – Linearidade 
 
 A transformada de Laplace é um operador linear. Assim, se a e b são constantes quaisquer, 
então 
 
 L ( ) ( ){ }=+ tg btf a a L ( ){ }tf + bL ( ){ }tg ( ) ( )sbGsaF += . 
 
 Prova 
 
 Segue da definição de transformada de Laplace e da propriedade de linearidade da integral. 
 
 L ( ) ( ){ } ( ) ( )[ ]∫
∞
−+=+
 
0 
stdte tbgtaf tbgtaf 
 
( ) ( ) ( ) ( )sbGsaFdte tg bdte tf a
 
0 
st
 
0 
st +=+= ∫∫
∞
−
∞
−
 
 
Exemplos 
 
1. L ( ){ }=+− − t2 e5tcos3t4 4L{ }−2t 3L ( ){ }+tcos 5L{ }te− 
 
 
( )
{
( ) ( )
{
( ) 0sRe ,
1s
5
1s
s3
s
8
 
1s
15
1s
s3
s
2!4
23
1sRe0sRe
2
0sRe
3
>
+
+
+
−=
+
+
+
−=
−>>>
321
 
 179 
2. L ( ){ }=tsen 2 L ( ) =





 −
2
t2cos1
2
1 L{ }
2
11 − L ( ){ }t2cos 
 
( )
{
( )
( ) ( ) ( ) ( ) 0sRe ,4ss
2
4ss2
s4s
4s2
s
2s
1
 
4s
s
2
1
s
1
2
1
22
22
2
0sRe
2
0sRe
>
+
=
+
−+
=
+
−=
+
−=
>>
321
 
 
 
3. L ( ){ }=atsenh L
2
1
2
ee atat
=





 − − L{ }
2
1
eat − L{ }ate− 
 
( )
{
( )
{
( )
( ) ( ) ( ) asRe ,as
a
as2
a2
as2
asas
 
as
1
2
1
a-s
1
2
1
222222
asReasRe
>
−
=
−
=
−
−−+
=
+
−=
−>>
 
 
 
4. L ( ){ }=atcosh L
2
1
2
ee atat
=





 + − L{ }
2
1
eat + L{ }ate− 
 
( )
{
( )
{
( )
( ) ( ) ( ) asRe ,as
s
as2
s2
as2
asas
 
as
1
2
1
a-s
1
2
1
222222
asReasRe
>
−
=
−
=
−
−++
=
+
+=
−>>
 
 
 
5. L{ }=iate L ( ) ( ){ }=+ atsen iatcos L ( ){ } iatcos + L ( ){ }atsen 
 
( ) ( )
( )( ) ( ) 0sRe ,ias
1
iasias
ias
as
ias
 
as
ai
as
s
22
0sRe
22
0sRe
22
>
−
=
−+
+
=
+
+
=
+
+
+
=
>>
321321
 
 
 
 Com os últimos exemplos, podemos ampliar a tabela de transformadas de Laplace. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 180 
( )tf ( )sF 
1 ( ) 0sRe ,
s
1
> 
ate ( ) asRe ,
as
1
>
−
 
nt ( ) ( ) 0sRe ,
s
1n
s
!n
1n1n >
+Γ
=
++
 
( )atcos ( ) 0sRe ,
as
s
22 >+
 
( )atsen ( ) 0sRe ,
as
a
22 >+
 
( )atcosh ( ) asRe ,
as
s
22 >
−
 
( )atsenh ( ) asRe ,
as
a
22 >
−
 
iate ( ) 0sRe ,
ias
1
>
−
 
 
Tabela 4: Transformada de Laplace unilateral das funções elementares. 
 
 
Exercícios 
 
Calcule as integrais: 
 
01. ( )∫
∞
−
 
0 
t22 dtetsen R.: 
8
1
 
 
02. ( )∫
∞
−
 
0 
t3 dte2tcosh R.: 
5
3
 
 
03. ( )∫
∞
−
 
0 
t5 dte4tsenh R.: 
9
4
 
 
04. ( )∫
∞
−
 
0 
t102 dtetcos R.: 
520
51
, L ( ){ } ( ) ( ) 0sRe,4ss
2s
tcos 2
2
2 >
+
+
= 
 
 
 
 
 181 
4.5.3 – Primeira propriedade de translação ou deslocamento 
 
 Teorema: Se L ( ){ } ( )sFtf = , então L ( ){ } ( )asFtfeat −= . 
 
 Prova 
 
 L ( ){ } ( ) ( ) ( ) ( )asFdte tf dte tfe tfe
 
0 
t as
 
0 
statat
−=== ∫∫
∞
−−
∞
−
 
 
Exemplo 
 
 L ( ){ }t2cose t− 
 ( ) ( )t2costf = 
 L ( ){ } ( ) ( ) 0sRe ,
4s
s
sFtf 2 >+
== 
 
 L ( ){ } ( ) ( ) 5s2s
1s
41s
1s1sFt2cose 22
t
++
+
=
++
+
=+=− 
 
4.5.4 – Segunda propriedade de translação ou deslocamento 
 
 Teorema: Se L ( ){ } ( )sFtf = e ( ) ( ) ( )atf
a t0, 
a t,atf
tg −=



<
≥−
= u ( )a-t , sendo u ( )a-t a função 
degrau unitário dada por u ( )



≥
<≤
=−
a t1,
at0 ,0
at , então L ( ){ } ( )sFetg as−= . 
 
 Prova 
 
 ∞→⇒∞→→⇒→=+=⇒=− u t0,ua tdu,dt ,autuat 
 
 L ( ){ } ( ) ( )∫∫
∞
−
∞
−
−==
 
a 
t s
 
0 
st dte atf dte tg tg 
 ( ) ( ) ( ) ( ) ( )sFedue uf eduee uf due ufas
 
0 
suas
 
0 
sasu
 
0 
au s −
∞
−−
∞
−−
∞
+−
==== ∫∫∫ 
 
Exemplo 
 
 ( ) ( ) ( )3
3
2t
2t0 0, 
2 t,2t
tg −=



<≤
≥−
= u ( )2-t , u ( )



≥
<≤
=−
2 t1,
2t0 ,0
2t
 
 
 ( ) 2a ,ttf 3 == 
 182 
 L{ } ( ) 0sRe ,
s
6
s
!3
t 44
3 >== 
 
 L ( ){ } 4
s2
4
s2
s
e6
s
6
etg
−
−
== 
 
Exercício 
 
Mostre que L{u ( )at − } 
s
e as−
= , ( ) 0sRe > , onde u ( )



≥
<≤
=−
a t1,
at0 ,0
at . 
 
4.5.5 – Similaridade (ou mudança de escala) 
 
 Teorema: Se L ( ){ } ( )sFtf = , então L ( ){ } 0a ,
a
sF
a
1
atf >





= . 
 
 Prova 
 
 ∞→⇒∞→→⇒→==⇒= u t0,u0 t,
a
dudt ,
a
u
tuat 
 
L ( ){ } ( )∫
∞
−
=
 
0 
stdte atf atf 
 ( ) ( ) 





=== ∫∫
∞
−
∞
−
a
sF
a
1due uf
a
1
a
du
e uf 
 
0 
u
a
s
 
0 
a
u
 s
 
 
Exemplo 
 
 L ( ){ }t3sen 
 
 ( ) ( )tsentf = 
 
 L ( ){ } ( ) ( ) 0sRe ,
1s
1
sFtf 2 >+
== 
 
 L ( ){ }
9s
3
9s
9
3
1
1
3
s
1
3
1
3
sF
3
1
t3sen 222 +
=
+
=
+





=





= 
 
Exercícios 
 
 Determine a transformada de Laplace das funções a seguir, especificando para quais valores de 
s a transformada existe. 
 183 
 
01. L{ }t4e2 R.: ( ) ( ) 4sRe ,
4s
2
sF >
−
= 
 
02. L ( ){ }22 1t + R.: ( ) ( ) 0sRe ,
s
24s4s
sF 5
24
>
++
= 
 
03. L ( ) ( )[ ]{ }2tcostsen − R.: ( ) ( ) ( ) 0sRe ,4ss 4s2ssF 2
2
>
+
+−
= 
 
04. L ( ) ( )[ ]{ }t2cosh5t2senh3e t2 − R.: ( ) ( ) ( ) 4sRe ,4ss
s516
sF >
−
−
= 
 
4.5.6 – Transformada de Laplace unilateral de derivadas 
 
 Teorema 1: Seja L ( ){ } ( )sFtf = . Então 
 
L ( ){ } ( ) ( )0fssFtf ' −= ,
 
0s > 
 
se ( )tf é contínua para Nt0 ≤≤ e de ordem exponencial para Nt > , enquanto ( )tf ' é seccionalmente 
contínua para Nt0 ≤≤ . 
 
Prova 
 
 L ( ){ } ( ) ( )∫∫ −∞→
∞
−
==
b 
0 
st'
b
 
0 
st'' dte tf limdte tf tf
 
 (4.5.6.1) 
 
 Empregando integração por partes em (4.5.6.1), temos que: 
 
 L ( ){ } ( ) ( )








+= ∫ −−∞→
b 
0 
st
b
0
st
b
' dtetf stfelimtf |
 
 
 
( )
( )
( ) ( )
( ) ( )0fssF
dtetf s0fbfelim
b 
0 
st
0sRe se 0
sb
b
−=








+−= ∫ −>→ −∞→ 43421
 
 
 Teorema 2: Se no Teorema 1 ( )tf deixa de ser contínua em 0t = mas ( ) ( )+
→
=
+
0ftflim
0t
 existe 
(mas não é igual a ( )0f , que pode ou não existir), então 
 
 184 
L ( ){ } ( ) ( )+−= 0fssFtf ' . 
 
 Teorema 3: Se no Teorema 1 ( )tf é descontínua em at = , então 
 
L ( ){ } ( ) ( ) ( ) ( )[ ]
−+
−
−−−= afafe0fssFtf as' , 
 
onde ( ) ( )
−+ − afaf é chamado salto na descontinuidade at = . Para mais de uma descontinuidade, 
podemos fazer modificações apropriadas. 
 
 Teorema 4: Seja L ( ){ } ( )sFtf = . Então 
 
L ( ){ } ( ) ( ) ( )0f0sfsFstf '2" −−= 
 
se ( )tf e ( )tf ' são contínuas para Nt0 ≤≤ e de ordem exponencial para Nt > , enquanto ( )tf " é 
seccionalmente contínua para Nt0 ≤≤ . 
 
Prova 
 
 L ( ){ } stf " = L ( ){ } ( )0ftf '' − 
 
( ) ( )[ ] ( )
( ) ( ) ( )0f0sfsFs 
0f0fssFs 
'2
'
−−=
−−=
 
 
Exercício 
 
Mostre, por recursividade, que 
 
L ( ){ } ( ) ( ) ( ) ( )0f0sf0fssFstf '''23''' −−−= . 
 
 
Teorema 5 (generalização): Seja L ( ){ } ( )sFtf = . Então 
 
L ( ) ( ){ } ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )0f0f s0fs0fs0fssFstf 1n2n"3n'2n1nnn −−−−− −−−−−−= L 
 
se ( ) ( ) ( ) ( ) ( )tf, ,tf" ,tf ,tf 1-n' K são contínuas para Nt0 ≤≤ e de ordem exponencial para Nt > , 
enquanto ( ) ( )tf n é seccionalmente contínua para Nt0 ≤≤ . 
 
Exemplo 
 
 Mostrar que L ( ){ } ( ) 0sRe ,
as
a
atsen 22 >+
= . 
 
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )atsena tf
atcosa tf
atsen tf
2"
'
−=
=
=
 
 185 
 L ( ){ }=tf " L ( ){ }atsena 2− 
 ( ) ( ) ( ) =−− 0f0sfsFs '2 L ( ){ }atsena 2−
, 
( ) 0sRe > 
 
2s L ( ){ } ( ) =−− a0satsen L ( ){ }atsena 2− 
 
2s L ( ){ } =− aatsen 2a− L ( ){ }atsen 
 ( )22 as + L ( ){ } aatsen = 
 L ( ){ } 22 as
a
atsen
+
=
 
 
Exercício 
 
Empregando a transformada da derivada, mostre que L ( ){ } ( ) 0sRe ,
as
s
atcos 22 >+
= . 
 
4.5.7 – Transformada de Laplace unilateral de integrais 
 
 Teorema: Seja L ( ){ } ( )sFtf = . Então 
 
L ( ) ( )
s
sFduuf 
t 
0 
=








∫ . 
 
Prova 
 
 
( ) ( ) ( ) ( )
( ) 00g
tftgduuf tg '
 t
0 
=
=⇒= ∫ 
 L ( ){ }=tg ' L ( ){ }tf 
 s L ( ){ } ( ) ( )sF0gtg =− 
 s L ( ){ } ( )sFtg = 
 L ( ){ } ( ) ⇒=
s
sF
tg L ( ) ( )
s
sFduuf 
 t
0 
=








∫ 
 
Exemplo 
 
 L ( ) =








∫
t 
0 
duu2sen L ( ){ }u2sen s÷ ( ) =+=+= 4ss
2
s
4s
2
2
2
L ( ){ }tsen 2 
 
 
 186 
4.5.8 – Derivadas de transformadas de Laplace unilaterais (multiplicação por tn) 
 
 Teorema: Se L ( ){ } ( )sFtf = , então 
 
L ( ){ } ( ) ( ) ( ) ( ) ( )sF1sF
ds
d1tft nn
n
n
nn
−=−= . 
 
 Prova 
 
 ( ) ( )∫
∞
−
=
 
0 
stdte tf sF 
 
 Derivando sob o sinal de integração (regra de Leibniz), obtemos: 
 
 ( ) ( ) ( ) ( )[ ]∫∫
∞
−
∞
−
∂
∂
===
 
0 
st
 
0 
st' dte tf
s
 dte tf 
ds
d
sFsF
ds
d
 
 
( ) ( )[ ] - dtetft dte tft - 
 
0 
st
 
0 
st
=−== ∫∫
∞
−
∞
− L ( ){ }tft 
 L ( ){ } ( ) ( )sFsF
ds
d
tft '−=−=
 
 
 Demonstramos até aqui o teorema para 1n = . Para prová-lo integralmente, usaremos indução 
matemática. 
 
 Suponha que o teorema é verdadeiro para kn = , isto é, 
 
 ( )[ ] ( ) ( ) ( )sF1dte tft kk
 
0 
stk
−=∫
∞
−
. 
 
 Logo: 
 
 ( )[ ] ( ) ( ) ( )[ ]sF1
ds
ddte tft 
ds
d kk
 
0 
stk
−=∫
∞
−
 
 
 
( )[ ] ( ) ( ) ( )
( )[ ] ( ) ( ) ( )sF1dte tft
s
 
sF1dte tft 
ds
d
1kk
 
0 
stk
1kk
 
0 
stk
+
∞
−
+
∞
−
−=
∂
∂
−=
∫
∫
 
 
 187 
 
( )[ ] ( ) ( ) ( )
( )[ ] ( ) ( ) ( )sF1dte tft 
sF1dte tft 
1k1k
 
0 
st1k
1kk
 
0 
st1k
++
∞
−+
+
∞
−+
−=
−=−
∫
∫
 
 
 Assim, mostramos que o teorema também é válido para 1kn += . 
 Como o teorema é válido para 1n = , também o é para 2n = , 3n = e para qualquer valor 
inteiro positivo de n. 
 
Exemplo 
 
 L{ }t22et 
 ( ) t2etf = 
 L ( ){ } ( ) ( ) 2sRe ,
2s
1
sFtf >
−
== 
 L{ } ( )2t2 2s
1
2s
1
ds
d
te
−
=



−
−= 
 L{ } ( ) ( )322
2
t22
2s
2
2s
1
ds
d
2s
1
ds
d
et
−
=




−
−=



−
= 
 
4.5.9 – Integrais de transformadas de Laplace unilaterais (divisão por t) 
 
 Teorema: Se L ( ){ } ( )sFtf = , então 
 
L ( ) ( )∫
∞
=






 
s 
duuF 
t
tf
 desde que ( )
t
tflim
0t +→
 exista. 
 
 Prova 
 
 Seja ( ) ( ) ( ) ( )tg ttf
t
tf
tg =⇒= 
 L ( ){ }=tf L ( ){ }tg t 
 L ( ){ } ( )sG
ds
d
tf −= 
 
( ) ( )
( ) ( )sFsG
ds
d
sG
ds
d
sF
−=
−=
 
 
 Integrando a igualdade anterior, obtemos: 
 188 
 ( ) ( )∫∫
∞∞
−=
 
s 
 
s 
duuF duuG
du
d
 
 
 
 ( ) ( )∫
∞
∞→
−=
 
s 
b
s
b
duuF uGlim | 
 
 ( ) ( )[ ] ( )∫
∞
∞→
−=−
 
s 
b
duuF sGbGlim 
 
 Como ( ) 0bGlim
b
=
∞→
: 
 
 ( ) ( )∫
∞
−=−
 
s 
duuF sG 
 
 ( ) ( )∫
∞
=
 
s 
duuF sG 
 
 L ( ){ }=tg L ( ) ( )∫
∞
=






 
s 
duuF 
t
tf
 
 
Exemplo 
 
 L ( )






t
tsen
 
 Como L ( ){ } ( ) ( ) ∫ =+=>+= +→ :azarctga1az dz e 1t tsenlim 0,sRe ,1s 1tsen 220t2 
 L ( ) ∫∫ +=+= ∞→
∞ b 
s 
2b
 
s 
2 du1u
1limdu
1u
1
 
t
tsen
 
 
 
( )[ ] ( ) ( )[ ]
( ) 





=−=
−==
∞→∞→
s
1
arctgsarctg
2
 
sarctgbarctglim uarctglim
b
b
sb
π
 
 
Exemplo 
 
 Provar que ( ) 





=−
s
1
arctgsarctg
2
π
. 
 189 
 ( )
2s
1
arctgsarctg π=





+
 
 
 Como ( ) ( ) stgsarctg =⇒= αα e ( )
s
1
tg
s
1
arctg =⇒=




 ββ , temos que: 
 
2
πβα =+ 
 
 ( ) 





=+
2
coscos
πβα 
 
 ( ) ( ) ( ) ( ) 0sensencoscos =− βαβα 
 
 ( ) ( ) ( ) ( )βαβα sensencoscos = 
 
 
( )
( )
( )
( )β
β
α
α
cos
sen
sen
cos
= 
 
 ( ) ( )βα tgtg
1
= ⇒
s
1
s
1
=
 
 
4.5.10 – Convolução 
 
 Teorema: Sejam ( )tf e ( )tg funções seccionalmente contínuas em ),0[ ∞ e de ordem 
exponencial. Então 
 
L ( )( ){ }=∗ tgf L ( ){ }tf L ( ){ } ( ) ( )sGsFtg = . 
 
 Prova 
 
 Aqui definimos a convolução como 
 
( )( ) ( ) ( ) ( ) ( )∫∫ −=−=∗
t 
0 
t 
0 
duugutf duutguf tgf . 
 Sejam ( ) =sF L ( ){ } ( )∫
∞
τ− ττ=
 
0 
s def tf e ( ) =sG L ( ){ } ( )∫
∞
β− ββ=
 
0 
s deg tg . 
 
 Assim: 
 
 190 
 
( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )∫ ∫
∫∫
∞ ∞
+
∞
−
∞
−
=
















=
 
0 
 
0 
s-
 
0 
s
 
0 
s
d dgfe 
deg def sGsF
βτβτ
ββττ
βτ
βτ
 
 
 Fixando τ e considerando βτββτ ddt e tt =−=⇒+= , temos que 
 
 
( ) ( ) ( ) ( )∫ ∫
∞ ∞








−=
 
0 
 
0 
st- ddt tge fsGsF τττ . 
 
 Como ( )tf e ( )tg são funções seccionalmente contínuas em ),0[ ∞ e de ordem exponencial, 
podemos inverter a ordem de integração. Dessa forma 
 
 
( ) ( ) ( ) ( )
( )∫
∫ ∫
∞
−
∞
−
∗=








ττ−τ=
 
0 
st
 
0 
 t
0 
st
dtgfe 
dtd tgf esGsF
 
 =L{ }gf ∗ . 
 
Exemplo 
 
 
L ( ) =








−∫
t 
0 
u duutsene L ( ){ }=∗ tsenet L{ }te L ( ){ } ( )( )1s1s
1
1s
1
1s
1
tsen 22 +−
=
+−
= 
 
 
4.5.11 – Valor inicial 
 
 Teorema: Se os limites indicados existem, então 
 
( ) ( )ssFlimtflim
s0t ∞→→
= . 
 
 Prova 
 
 L ( ){ } ( ) ( ) ( )0fssFdtetf tf
 
0 
st''
−== ∫
∞
−
 (4.5.11.1) 
 
 Sabemos que, se ( )tf ' é seccionalmente contínua e de ordem exponencial, então 
 
 191 
∞→s
lim L ( ){ } 0tf ' = . 
 
 Tomando o limite quando ∞→s em (4.5.11.1) e supondo que ( )tf é contínua em 0t = , 
encontramos 
 
 
∞→s
lim L ( ){ } ( ) ( )[ ]0fssFlimtf
s
'
−=
∞→
 
 
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( ).tflimssFlim
0fssFlim
0fssFlim0
0ts
s
s
→∞→
∞→
∞→
=
=
−=
 
 
Exemplo 
 
 ( ) ⇒= − t2e5tf L ( ){ }
2s
5
tf
+
= 
 
 5
2s
s5lime5lim
s
t2
0t
=
+
=
∞→
−
→
 
 
4.5.12 – Valor final 
 
 Teorema: Se os limites indicados existem, então 
 
( ) ( )ssFlimtflim
0st →∞→
= . 
 
Prova 
 
 L ( ){ } ( ) ( ) ( )0fssFdtetf tf
 
0 
st''
−== ∫
∞
−
 (4.5.12.1) 
 
 O limite do lado esquerdo de (4.5.12.1) quando 0s → é: 
 
 
( ) ( ) ( ) ( )[ ] ( ) ( )[ ]
( ) ( )[ ]
( )[ ] ( )0ftflim 
0ftflim 
0fbflim tflimdttf limdttf dtetf lim
t
t
b
b
0b
b 
0 
'
b
 
0 
'
 
0 
st'
0s
−=
−=
−====
∞→
∞→
∞→∞→∞→
∞∞
−
→ ∫∫∫
 
 
 O limite do lado direito de (4.5.12.1) quando 0s → é: 
 
 ( ) ( )[ ] ( )[ ] ( )0fssFlim0fssFlim
0s0s
−=−
→→
 
 
 Logo: 
 192 
 
 
( )[ ] ( ) ( )[ ] ( )
( )[ ] ( )[ ]ssFlimtflim
0fssFlim0ftflim
0st
0st
→∞→
→∞→
=
−=−
 
 
Exemplo 
 
( ) ⇒= − t2e5tf L ( ){ }
2s
5
tf
+
= 
 
 
0
2s
s5lime5lim
0s
t2
t
=
+
=
→
−
∞→
 
 
4.6 – Transformada de Laplace unilateral de funções periódicas 
 
 Teorema: Suponha que ( )tf tem um período 0T > de modo que ( ) ( )tfTtf =+ ( ( )tf é 
periódica de período fundamental T). Então, 
 
L ( ){ } ( )
( )
sT
T 
0 
st
T 
0 
st
sT e1
dtetf 
dtetf 
e1
1
tf
−
−
−
−
−
=
−
=
∫∫ . 
 Prova 
 
 L ( ){ } ( ) ( ) ( ) ( ) K+++== ∫∫∫∫ −−−
∞
−
3T 
2T 
st
2T 
T 
st
T 
0 
st
 
0 
st dte tf dte tf dte tf dte tf tf 
 
 Substituições: 
 
 ut = 1a integral 
 Tut += 2a integral Ttu −=⇒ 
 T2ut += 3a integral T2tu −=⇒ 
 M 
 
 Em todas as substituições temos que dtdu = . 
 Logo: 
 
 L ( ){ } ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) K+++++= ∫∫∫ +−+−−
T 
0 
T2us
T 
0 
Tus
T 
0 
su due T2uf due Tuf due uf tf 
 
 L ( ){ } ( ) ( ) ( ) K+++= ∫∫∫ −−−−−
T 
0 
susT2
T 
0 
susT
T 
0 
su due uf edue uf edue uf tf 
 
 193 
 L ( ){ } ( ) ( )∫ −−−− ++++=
T 
0 
susT3sT2sT due uf eee1tf L 
 
 L ( ){ } ( ) ( )[ ] ( )∫ −−−− ++++=
T 
0 
su3sT2sTsT due uf eee1tf L 
 
 então ,1r se ,
r1
1
rrr1 Como 32 <
−
=++++ L 
 
 L ( ){ } ( )∫ −−−=
T 
0 
su
sT due uf e1
1
tf . 
 
Exemplo 
 
Seja ( ) ( )



π<≤π
π<≤
=
2t 0, 
t0 ,tsen
tf uma função 2π-periódica. Determine L ( ){ }tf
 
. 
 
 
 
 
Figura 65: Curva senoidal com meia onda retificada – [13]. 
 
 
 
L ( ){ } ( )∫
π
−
π−
−
=
 
0 
st
2s dte tsen e1
1
tf (4.6.1) 
 
 Integrando (4.6.1) por partes duas vezes, obtemos: 
 
 L ( ){ } ( ) ( )[ ] |
0
stst
2s 2 tsensetcose1s
1
e1
1
tf
π
−−
π− 





−−
+−
= 
 
 ( )



+
+−
=
π−
π−
1e
1s
1
e1
1
 
s
2s 2 
 194 
 
( )( )( )( )( )
( )( )1se1
1
1se1e1
e1
1se1
e1
 
2s-
2s-s-
s-
2s2
s-
+−
=
+−+
+
=
+−
+
=
π
ππ
π
π−
π
 
 
 
4.7 – Cálculo de integrais impróprias 
 
Exemplos 
 
1o) ( )
25
3
43
3dxe x4cos 22
 
0 
x3
=
+
=∫
∞
−
 
 
2o) ( )∫
∞ 
0 
3t- dttsen te 
 
 L ( ){ }
1s
1
tsen 2 +
= 
 
( ) =∫
∞ 
0 
st- dtet tsen L ( ){ } ( ) ( ) ( )222 1s
s2
1s
1
ds
d
sF
ds
d1ttsen
+
=



+
−=−= 
 ( ) ( )( ) 50
3
100
6
13
32dtet tsen 22
 
0 
3t-
==
+
=∫
∞
 
 
 
3o) ∫
∞
−
−
 
0 
t3-t
dt
t
ee
 
 
 
L{ }
3s
1
1s
1
ee t3t
+
−
+
=−
−−
 
 
 
} [ ] 2e3elim
t
eelim t3t
0t
H'Lt3t
0t
=+−=
−
−−
→
−−
→ ++
 
 
 ∫ ++=+ Cazlnazdz 
 
 195 
 
[ ]
b
s
b
b
sb
b 
s 
b
 
s 
 
0 
st
t3t
3u
1ulnlim3uln1ulnlim 
du
3u
1
1u
1
 limdu
3u
1
1u
1
 dte
t
ee
 






+
+
=+−+=




+
−
+
=



+
−
+
=
−
∞→∞→
∞→
∞∞
−
−−
∫∫∫
 
 
 
 
3s
1sln 
3s
1sln
b
31
b
11
lnlim
3s
1sln
3b
1blnlim 
bb
+
+
−=












+
+
−
+
+
=





+
+
−
+
+
=
∞→∞→
 
 
 
( ) ( ) ( )3ln3ln1ln
3
1lndt
t
ee
 ,Assim
0s quando dt
t
ee
 dte
t
ee
 
 
0 
t3t
 
0 
t3t
 
0 
st
t3t
=+−=





−=
−
→
−
→
−
∫
∫∫
∞
−−
+
∞
−−
∞
−
−−
 
 
 
Exercícios 
 
Nos exercícios a seguir, calcule a transformada de Laplace. 
 
01. L ( ) ( )[ ]{ }t2cos2t2sen3t − R.: ( )22
2
4s
s2s128
+
−+
 
 
02. L ( ){ }tcost 3 R.: ( )42
24
1s
6s36s6
+
+−
 
 
03. L ( ){ }tf onde ( )tf é a função periódica representada graficamente abaixo. 
 
 
Figura 66: Onda quadrada – [17]. 
 
 
 196 
 R.: L ( ){ } ( )ase1s
1
tf
−+
= 
 
 
04. ( )∫
∞
−
 
0 
t
dt
t
tsene
 
 
 R.: 
4
π
 
 
4.8 – Métodos para determinar a transformada de Laplace unilateral 
4.8.1 – Uso da definição 
 
 L ( ){ } ( ) ( )∫
∞
−
==
 
0 
stdte tf sFtf 
 
4.8.2 – Expansão em série de potências 
 
 Se ( )tf tem expansão em série de potências dada por 
 
 ( ) ∑
∞
=
=++++=
0n
n
n
3
3
2
210 tatatataatf K , 
 
então 
 
 L ( ){ } ( ) ∑
∞
=
+
=++++==
0n
1n
n
4
3
3
2
2
10
s
a!n
s
!3a
s
!2a
s
a
s
a
sFtf K . (4.8.2.1) 
 
 A série (4.8.2.1) deve ser convergente para
 
( ) 0sRe > . 
 
 
Exemplo 1 
 
Mostre que ( ) 1x ,x
8.6.4.2
7.5.3.1
x
6.4.2
5.3.1
x
4.2
3.1
x
2
11x1 4322
1
<−+−+−=+ − K . 
 
 ( ) ( ) 21x1xf −+= 
 
 
( ) ( ) ( ) 231 x1
2
1
xf −+−= 
 197 
 
 
( ) ( ) ( ) 252 x1
2.2
3.1
xf −+= 
 
 
( ) ( ) ( ) 273 x1
2.2.2
5.3.1
xf −+−= 
 
 
( ) ( ) ( ) 294 x1
2.2.2.2
7.5.3.1
xf −+= 
 
 M 
 
 Série de Taylor de ( )xf : ( ) ( ) ( ) ( ) ( )∑∑
∞
=
∞
=
−=−=
0n
n
n
0n
n
n cx!n
cf
cxaxf (4.8.2.2) 
 
 Observação: A série (4.8.2.2) é extensível para uma função de variável complexa. 
 
 
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) K+++++=+= − 443322121 x
!4
0f
x
!3
0f
x
!2
0f
x
!1
0f
!0
0f
x1xf 
 
 ( ) ( ) K−+−+−=+= − 43221 x
2.2.2.2!.4
7.5.3.1
x
2.2.2!.3
5.3.1
x
2.2!.2
3.1
x
2
11x1xf 
 
 ( ) ( ) K−+−+−=+= − 43221 x
8.6.4.2
7.5.3.1
x
6.4.2
5.3.1
x
4.2
3.1
x
2
11x1xf (4.8.2.3) 
 
 Região de convergência da série (4.8.2.3): 
 
 
( ) ( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( ) 1ncf
cflim
cf
!1n
!n
cflim
a
a
limR 1n
n
n1n
n
n
1n
n
n
+=
+
==
+
∞→+∞→
+
∞→
 
 
 1n
1n
2
1
n
2
1
2
5
.
2
3
.
2
1
n
2
11n
2
1
2
5
.
2
3
.
2
1
limR
n
+






−−−





−−−−−






−−





+−−−−−
=
∞→
K
K
 
 
 1
1_
n2
3
n
11
lim
n
2
3
1nlim1n
n
2
3
1limR
nnn
=
−
+
=
−−
+
=+
−−
=
∞→∞→∞→
 
 
 
 1x11xRcx <<−⇒<⇒<− 
 198 
Exemplo 2 
 
Sabendo que a função erro (probabilidade) é definida por 
 
( ) ∫ −π=
t 
0 
u due 2terf
2
 
a) calcule L ( ){ }terf ; 
 
 L ( ){ }=terf L








π ∫ −
t 
0 
u due 2
2
 
 
 L ( ){ }=terf L














−+−+−
π ∫
t 
0 
8642
du
!4
u
!3
u
!2
u
!1
u12 K 
 
 L ( ){ }=terf L




















−+−+−
π
K
!4.9
t
!3.7
t
!2.5
t
3
t
t
2 2
9
2
7
2
5
2
3
2
1
 
 
 Como L{ } ( ) 0sRe ,
s
!n
t 1n
n >=
+
: 
 
 L ( ){ } ( ) 0sRe se ,
s!.4.9
2
11
s!.3.7
2
9
s!.2.5
2
7
s.3
2
5
s
2
3
2
terf
2
11
2
9
2
7
2
5
2
3 >












−





Γ
+





Γ
−





Γ
+





Γ
−





Γ
π
= K (4.8.2.4) 
 
 Lembrando que ( ) ( )nn1n Γ=+Γ e π=




Γ
2
1
, podemos calcular (4.8.2.4). 
 
 
22
1
2
1
2
11
2
3 π
=




Γ=





+Γ=




Γ 
 
 22
3
2
3
2
3
2
31
2
5 π
=




Γ=





+Γ=




Γ 
 
 32
5.3
2
5
2
5
2
51
2
7 π
=




Γ=





+Γ=




Γ 
 
 42
7.5.3
2
7
2
7
2
71
2
9 π
=




Γ=





+Γ=




Γ 
 
 199 
 52
9.7.5.3
2
9
2
9
2
91
2
11 π
=




Γ=





+Γ=




Γ 
 
 L ( ){ }








−
π
+
π
−
π
+
π
−
π
π
= K
2
11
52
9
42
7
32
5
22
3
s!.4.2.9
9.7.5.3
s!.3.2.7
7.5.3
s!.2.2.5
5.3
s.2.3
.3
s.2
2
terf 
 
 K−+−+−=
2
11
42
9
32
7
22
5
2
3
s!.4.2.9
9.7.5.3
s!.3.2.7
7.5.3
s!.2.2.5
5.3
s.2.3
3
s
1
 
 
 K−+−+−=
2
11
2
9
2
7
2
5
2
3
s.8.6.4.2
7.5.3.1
s.6.4.2
5.3.1
s.4.2
3.1
s.2
1
s
1
 
 
 





−+−+−= K432
2
3 s
1
8.6.4.2
7.5.3.1
s
1
6.4.2
5.3.1
s
1
4.2
3.1
s
1
2
11
s
1
 (4.8.2.5) 
 
 ( ) ( ) 1s1
s
1
 ,
s
1
8.6.4.2
7.5.3.1
s
1
6.4.2
5.3.1
s
1
4.2
3.1
s
1
2
11s1sF 4322
1
1 >⇒<−+−+−=+=
−
− K (4.8.2.6) 
 
 Utilizando (4.8.2.6) em (4.8.2.5), temos que 
 
 L ( ){ }
1ss
1
1s
s
s
1
s
11
s
1
terf
2
12
3
2
1
2
3 +
=





+
=





+=
−
 
 
 
 L ( ){ } ( )( )1s0sRes se ,
1ss
1
terf >∩>∈
+
= . 
 
 
b) mostre que L ( ) ( )terfe1ss 1 t1 =




−
−
. 
 
Se L ( ) ( )terfe1ss 1 t1 =




−
−
, então L ( ){ } ( )1ss 1terfe t −= . 
 
 Como L ( ){ } ( )asFtfeat −= e L ( ){ }
1ss
1
terf
+
= , temos 
 
L ( ){ } ( ) ( )1ss 111s1s 1terfe t −=+−−= . 
 
 200 
4.8.3 – Uso de equações diferenciais 
 
 Uso de uma equação diferencial ordinária satisfeita por ( )tf e da transformada de Laplace de 
derivadas. 
 
4.8.4 – Outros métodos 
 
 Uso das propriedades da transformada de Laplace. 
 
4.8.5 – Uso de tabelas de transformadas 
 
4.9 – Transformada de Laplace unilateral de algumas funções 
4.9.1 – Função nula 
 
 Se ( ) 0duuN 
 t
0 
=∫ para 0t > , então ( )tN é chamada função nula. 
 
Exemplo 
 
( )







=−
=
=
contrário caso 0, 
1 t,1
2
1
 t,1 
tf é uma função nula. 
 
 Transformada de Laplace da função nula: L ( ){ } 0tN = 
 
4.9.2 – Função degrau unitário 
 
 u
 
( )



≥
<≤
=−
a t1,
at0 ,0
at
 
Transformada de Laplace da função degrau unitário: L{u ( )at − }
s
e as−
= ,
 
( ) 0sRe > . 
 Prova 
 
 Sabemos que L{ ( )atf − u ( )at − } ( )sFe as−= (teorema de translação). (4.9.2.1) 
 
 201 
 Se em (4.9.2.1) considerarmos ( ) ( ) 1atf1tf =−⇒= , então temos que L{ }
s
11 = e 
L{u ( )at − }
s
e as−
= . 
 
4.9.3 – Função impulso unitário 
 
 Usada para representar forças externas de grande amplitude que agem por um curto período de 
tempo. 
 
 ( )






+≥
+<≤
−<≤
=−
 a t t0, 
atta- t,
a2
1
att0 ,0 
tt
0
00
0
0aδ , 0a,0t 0 >>
 
 
 
 
 
 
a2
1
 
 ( ) 1a2
a2
1A == 
 
 t 
 at 0 − 0t at 0 + 
 
 
Figura 67: Função impulso unitário. 
 
 
 ( )
a2
1
tt 0a =−δ {u ( )[ ]−−− att 0 u ( )[ ]att 0 +− } 
 
 Considerando ( ) ( )0a0a0 ttlimtt −=− → δδ , temos o delta de Dirac: 
 
 ( )



≠
=∞
=−
0
0
0 t t,0 
t t,
ttδ
 
 
 Propriedade do delta de Dirac: ( ) 1dttt 
 
0 
0 =−∫
∞
δ 
 
 Transformada de Laplace do delta de Dirac: 
 
L ( ){ } 0st0 ett −=−δ ou
 
L ( ){ } aseat −=−δ . 
 
 
 202 
 Prova 
 
 ( )
a2
1
tt 0a =−δ {u ( )[ ]−−− att 0 u ( )[ ]att 0 +− } 
 L ( ){ }
a2
1
tt 0a =−δ L{u ( )[ ]att 0 −− }
a2
1
− L{u ( )[ ]att 0 +− } 
 
 
 L ( ){ } ( ) ( ) ( )assenh
as
e
as2
ee
e
s
e
s
e
a2
1
tt
0
0
00 stasas
st
satsat
0a
−−
−
+−−−
=




 −
=





−=−δ (4.9.3.1) 
 
 Tomando o limite de (1) quando 0a → , obtemos: 
 
 
0a
lim
→
L ( ){ }=−δ 0a tt L ( ){ }
}
000 st
asas
0a
st
LHasas
0a
st
0 e
s2
seselime
as2
eelimett −
−
→
−
−
→
−
=




 +
=





−
=−δ (4.9.3.2) 
 
 Quando em (4.9.3.2) 0t 0 = , temos que L { }{ } 1t =δ . (4.9.3.3) 
 
 É importante ressaltar que (4.9.3.3) não satisfaz ( ) 0sFlim
s
=
∞→
. 
 
4.9.4 – Algumas funções periódicas 
 
 
( )tf ( )sF 
 
 
 
 
( )as
as
e1s
e1
−
−
+
−
 
 
 
 
 
( )ase1s
1
−+
 
 203 
 
 
 
 






−
−
1e
1
bs
1
s
a
sb 
 
 
 
 
( )s2
s
e1s
e1
−
−
+
−
 
 
 
 
( )( ) 1s
2
sghcot
e11s
e1
2s 2
s 
+






=
−+
+
−
−
π
π
π
 
 
 
 
 
( )( )s -2 e11s
1
π
−+
 
 
Tabela 5: Transformada de Laplace de algumas funções periódicas – [17]. 
 
 
Exercício 
 
Prove as transformadas de Laplace das funções periódicas presentes na Tabela 5. 
 
 204 
4.10 – Métodos para determinar a transformada de Laplace unilateral inversa 
4.10.1 – Completando quadrados 
 
Exemplo 
 
L






++
+
−
13s6s
5s
2
1
 (4.10.1.1) 
 
Polos de ordem um: i23s −−= , i23s +−= 
 
 Completando quadrados em (4.10.1.1), temos que: 
 
 L =






++
+
−
13s6s
5s
2
1
 L ( ) 




++
++
−
43s
23s
2
1
 
 = L ( ) +




++
+
−
43s
3s
2
1
 L ( ) 




++
−
43s
2
2
1
 
 
( ) ( )
( ) ( )[ ]t2sent2cose
t2senet2cose
3t-
t3-3t
+=
+= −
 
 
 No exemplo acima, empregamos a propriedade de linearidade e a propriedade de translação da 
transformada de Laplace unilateral inversa L ( ){ } ( )tfeasF at1 =−− . 
 
4.10.2 – Decomposição em frações parciais 
 
 Qualquer função racional ( )( )sQ
sP
, onde P(s) e Q(s) são polinômios, com o grau de P(s) menor do 
que o grau de Q(s), pode ser escrita como uma soma de funções racionais (chamadas frações parciais), 
tendo a forma 
 
 ( ) ( ) K1,2,3,r ,cbsas
BAs
 ,
bas
A
r2r
=
++
+
+
 
 
 As constantes A, B, C, ..., podem ser determinadas de várias maneiras, como veremos nas 
questões a seguir. Decompondo o quociente ( )( )sQ
sP
 em uma soma de frações parciais, determinamos a 
transformada inversa de Laplace de cada uma dessas frações obtendo L ( )( )




−
sQ
sP1
. 
 
1. ( ) ( ) ( ) 5s
E
4s2s
DCs
4s2s
BAs
5s4s2s
2s4s3
22222
2
−
+
++
+
+
++
+
=
−++
+−
 
 
 205 
2. ( )( ) ( ) ( ) 1s2
D
1s2
C
1s2
B
4s3
A
1s24s3
5s2
233 +
+
+
+
+
+
−
=
+−
−
 
 
 
Exemplo 1 
 
 L






−−
+
−
3s2s
7s3
2
1
 
 
 Polos de ordem um: 1s −= , 3s = 
 
 Primeiro método (completando quadrados) 
 
 L =






−−
+
−
3s2s
7s3
2
1 L ( )( ) 




−−
+−
−
41s
101s3
2
1
 
 = 3L ( ) 




−−
−
−
41s
1s
2
1 +5L ( ) 




−−
−
41s
2
2
1
 
 ( ) ( )t2senhe5t2coshe3 tt += 
 
 




 −
+




 +
=
−−
2
ee
e5
2
ee
e3
t2t2
t
t2t2
t
 
 
 
tt3tt3 e
2
5
e
2
5
e
2
3
e
2
3
−−
−++= 
 
 
tt3 ee4 −−= 
 
 
 Segundo método (decompondo em frações parciais e solucionando o sistema) 
 
 
 ( )( ) 1s
B
3s
A
1s3s
7s3
3s2s
7s3
2 +
+
−
=
+−
+
=
−−
+
 
 
 
( )( )
( ) ( )
( )( )
( ) ( )
( ) ( )
( )
4A-1B-44B
1- 7B3A
3B A
B3As BA7s3
3sB1sA7s3
1s3s
3sB1sA
1s3s
7s3
=⇒=⇒=



×=−
=+−++=+
−++=+
+−
−++
=
+−
+
 
 
 
 206 
 ( )( ) 1s
1
3s
4
1s3s
7s3
3s2s
7s3
2 +
−
−
=
+−
+
=
−−
+
 
 
 L =






−−
+
−
3s2s
7s3
2
1 L ( )( ) =




+−
+
−
1s3s
7s31 L






+
−
−
−
1s
1
3s
41
 
 
 4= L −






−
−
3s
11 L






+
−
1s
11
 
 
 
tt3 ee4 −−= 
 
 Terceiro método (decompondo em frações parciais e calculando os limites; pode ser usado 
sempre que o denominador tem fatores lineares distintos) 
 
 
( )( )
( )( ) ( ) ( ) ( )
( )( ) ( ) ( ) ( )
1BB0
4
4
1s
1s
Blim1s
3s
Alim1s
1s3s
7s3lim
4A0A
4
16
3s
1s
Blim3s
3s
Alim3s
1s3s
7s3lim
1s
B
3s
A
1s3s
7s3
1s1s1s
3s3s3s
−=⇒+=
−
+
+
++
−
=+
+−
+
=⇒+=
−
+
+−
−
=−
+−
+
+
+
−
=
+−
+
−→−→−→
→→→
 
 
 
Exemplo 2 
 
 
 L






−+−
+
−
1sss
1s3
23
1
 
 
 Fatorando o denominador: 1 -1 1 -1 
 
 1 1 0 1 0 
 
 ( )( )1s1s1sss 223 +−=−+− 
 
 Polos de ordem um: 1s = , is = , is −= 
 
 
 207 
 
( )( )
( )( )
( ) ( ) ( )
( )( )
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )CAs CBs BA1s3
1sCssB1sA1s3
1sC1sBs1sA1s3
1s1s
1sC1sBs1sA
1s1s
1s3
1s
C
1s
Bs
1s
A
1s
CBs
1s
A
1s1s
1s3
1sss
1s3
2
22
2
2
2
2
222223
−++−++=+
−+−++=+
−+−++=+
+−
−+−++
=
+−
+
+
+
+
+
−
=
+
+
+
−
=
+−
+
=
−+−
+
 
 
 





=−
=+−
=+
1C A
3CB 
0 BA
 
 2A e 1C2B4B2
1CB
3CB
BA0BA ==⇒−=⇒=−⇒



=−−
=+−
⇒−=⇒=+ 
 
 ( )( ) 1s
1
1s
s2
1s
2
1s1s
1s3
1sss
1s3
22223 +
+
+
−
−
=
+−
+
=
−+−
+
 
 
 L =






−+−
+
−
1sss
1s3
23
1 L ( )( ) =




+−
+
−
1s1s
1s3
2
1 L






+
+
+
−
−
−
1s
1
1s
s2
1s
2
22
1
 
 
 2 = L 2
1s
11-
−






−
L +






+
−
1s
s
2
1 L






+
−
1s
1
2
1
 
 
 ( ) ( )tsentcos22et +−= 
 
 
Exemplo 3 
 
 
 L






−++−
−−
−
8s4s6s5s
11s15s5
234
2
1
 
 
 
 Fatorando o denominador: 1 -5 6 4 -8 
 
 -1 1 -6 12 -8 0 
 2 1 -4 4 0 
 2 1 -2 0 
 2 1 0 
 
 ( )( )3234 2s1s8s4s6s5s −+=−++− 
 
 Polos de ordem um: 1s −= 
 208 
 Polos de ordem três: 2s = 
 
 ( )( ) ( ) ( ) 2s
D
2s
C
2s
B
1s
A
2s1s
11s15s5
8s4s6s5s
11s15s5
233
2
234
2
−
+
−
+
−
+
+
=
−+
−−
=
−++−
−−
 
 
 
( )( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
( )
3
1A000A
27
9
1s
2s
Dlim 
1s
2s
Clim1s
2s
Blim1s
1s
Alim1s
2s1s
11s15s5lim
1s
21s31s1s3
2
1s
−=⇒+++=
−
+
−
+
++
−
++
−
++
+
=+
−+
−−
−→
−→−→−→−→
 
 
( )( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
( )
7
3
21B00B0
3
113020
2s
2s
Dlim 
2s
2s
Clim2s
2s
Blim2s
1s
Alim2s
2s1s
11s15s5lim
3
2s
3
22s
3
32s
3
2s
3
3
2
2s
−=−=⇒+++=
−−
−
−
+
+−
−
+−
−
+−
+
=−
−+
−−
→
→→→→
 
 
( )( ) ( ) ( )
( )( )
( ) ( ) ( )( ) ( )( )
( )( )
( ) ( ) ( ) ( )( )
( ) ( ) ( ) ( )4s3sD2ssC1s78s12s6s
3
111s15s5
4s4s1sD2ssC1s78s12s6s
3
111s15s5
2s1s
2s1sD2s1sC1s72s3
1
2s1s
11s15s5
2s
D
2s
C
2s
7
1s
3
1
2s1s
11s15s5
232232
22232
3
23
3
2
233
2
+−+−−++−−+−−=−−
+−++−−++−−+−−=−−
−+
−++−+++−−−
=
−+
−−
−
+
−
+
−
−
+
−
=
−+
−−
 
 
( ) ( ) 





−++−+−−−++−+





−=−− 7
3
8D4C2s 74Cs 2D3Cs 
3
1D11s15s5 232
 
( ) 1111117
3
8
3
1442117
3
8D4C2
4C1574C
4C52
3
13C52D3C
3
1D0
3
1D
−=−⇒−=−+





+−⇒−=−++−
=⇒−=−−−
=⇒=+





−⇒=+−
=⇒=−
 
 
 L =






−++−
−−
−
8s4s6s5s
11s15s5
234
2
1 L ( )( ) 




−+
−−
−
3
2
1
2s1s
11s15s5
 
 
 209 
 =L ( ) ( ) 




−
+
−
+
−
−
+
−
−
2s
1
3
1
2s
4
2s
7
1s
1
3
1
23
1
 
 
 Como ( )22s
1
2s
1
ds
d
−
−=



−
 e ( )32
2
2s
2
2s
1
ds
d
−
=



−
 temos que 
 
 
 L t2t2t22t234
2
1 e
3
1
te4et
2
7
e
3
1
8s4s6s5s
11s15s5
++−−=






−++−
−−
−−
. 
 
4.10.3 – Expansão em série de potências 
 
 Se ( )sF tem um desenvolvimento em série de potências negativas de s dado por 
 
 ( ) ∑
∞
=
+
=++++=
0n
1n
n
4
3
3
2
2
10
s
a
s
a
s
a
s
a
s
a
sF K , 
 
então podemos inverter termo a termo para obter 
 
 L ( ){ } ( ) ∑
∞
=
−
=++++==
0n
n
n
3
3
2
2
10
1
!n
ta
!3
ta
!2
ta
taatfsF K . 
 
Exemplo 
 
A função de Bessel de ordem zero é definida pela série 
( ) ( ) ( )( )∑
∞
=
−=
0n
n22
n2
n
0 2!n
at1atJ . 
 Mostre que L ( )t2J
s
e
0
s
1
1
=









 −
−
. 
 
 Se L ( )t2J
s
e
0
s
1
1
=









 −
−
, então L ( ){ }
s
e
t2J
s
1
0
−
= . 
 
 210 
 
( ) ( ) ( )( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( ) K+




−





+





−





+





=






−=−= ∑∑
∞
=
∞
=
10
10
2
8
8
2
6
6
2
4
4
2
2
2
0n
n2
n2
2
n
0n
n22
n2
n
0
t
2
a
!5
1
t
2
a
!4
1
t
2
a
!3
1
t
2
a
!2
1
t
2
a
-1 
t
2
a
!n
11
2!n
at1atJ
 
 
 
 
( ) ( ) ( )( ) ( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( ) K+−+−+=
−=





−=−= ∑∑∑
∞
=
∞
=
∞
=
5
2
4
2
3
2
2
2
0n
n
2
n
0n
n2
n2
2
n
0n
n22
n2
n
0
t
!5
1
t
!4
1
t
!3
1
t
!2
1
t-1 
t
!n
11t
2
2
!n
11
2!n
t21t2J
 
 
 Como L{ } ( ) 0sRe ,
s
!n
t 1n
n >=
+
, temos que: 
 
 
 L ( ){ }=t2J0 L ( ) ( ) ( ) ( ) 




+−+−+ K52
4
2
3
2
2
2 t!5
1
t
!4
1
t
!3
1
t
!2
1
t-1 
 
 ( ) ( ) ( ) ( ) K+−+−+−= 625242322 s
!5
!5
1s
!4
!4
1
s
!3
!3
1
s
!2
!2
1
s
1
s
1
 
 
 K+−+−+−= 65432 s
1
!5
1
s
1
!4
1
s
1
!3
1
s
1
!2
1
s
1
s
1
 
 
 
( )∑
∞
=
+
−
=
0n
1n
n
s!n
1
, ( ) 0sRe > 
 
 Expandindo 
1ss
1
ee
−
−
−
= em série de potências: 
 
 
( )
K+−+−+−=
−
=∑
∞
=
−
−
−
5432
0n
n1
s
s
1
!5
1
s
1
!4
1
s
1
!3
1
s
1
!2
1
s
11
!n
s
e
1
 (4.10.3.1) 
 
 Raio de convergência da série (4.10.3.1): 
 
 
( )
( )
∞=+=
+
=
+
==
∞→∞→∞→
+
∞→
1nlim
!n
!1nlim
!1n
1
!n
1
lim
a
alimR
nnn
1n
n
n
 
 
 Assim: 
 211 
 





+−+−+−=
−
K5432
s
1
s
1
!5
1
s
1
!4
1
s
1
!3
1
s
1
!2
1
s
11
s
1
s
e
 
 
 K+−+−+−= 65432 s
1
!5
1
s
1
!4
1
s
1
!3
1
s
1
!2
1
s
1
s
1
 0s = : singularidade essencial 
 
( )∑
∞
=
+
−
=
0n
1n
n
s!n
1
 (4.10.3.2) 
 
 Comparando (4.10.3.1) e (4.10.3.2), concluímos que L ( ){ }
s
e
t2J
s
1
0
−
= . 
 
 
4.10.4 – Uso de tabelas de transformadas de Laplace 
 
4.10.5 – A fórmula de Heaviside 
 
 Sejam P(s) e Q(s) polinômios onde P(s) tem grau menor do que o de Q(s). Suponha que Q(s) 
tem n zeros distintos n,1,2,k ,k K=α . Então 
 
L ( )( )
( )
( )
( )
( )∑∑
=
α
=
α−
α
α
=
α
α
=






n
1k
t
k
k
n
1k
t
k
'
k1 kk e
Q
ds
d
P
eQ
P
sQ
sP
. 
 
Exemplo 
 
 L






−−
+
−
3s2s
7s3
2
1
 
 
 
( )
( ) ( )( )
( ) 2s2sQ
ds
d
1 e 31s3s3s2ssQ
7s3sP
21
2
−=
−=α=α⇒+−=−−=
+=
 
 L ( )( )∑
=
α−
−α
+α
=






−−
+
2
1k
t
k
k
2
1 ke
22
73
3s2s
7s3
 
 
 
( )
( )
( )
( )
t3t
tt3
e4e 
e
212
713
e
232
733
 
−
−
−=
−−
+−
+
−
+
=
 
 
 212 
4.10.6 – A fórmula geral (ou complexa) de inversão 
 
 Também conhecia como fórmula de Bromwich ou fórmula integral de Bromwich. 
 
 Se L ( ){ } ( )sFtf = , então 
 
 L ( ){ } ( ) ( )∫
∞+γ
∞−γ
−
π
==
 i 
 i 
st1 dse sF 
i 2
1
tfsF , 0t > e ( ) 0tf = para 0t < (4.10.6.1) 
ou 
 
 ( ) ( )∫π= C stdse sFi 2
1
tf . 
 
 A integração em (4.10.6.1) deve ser efetuada ao longo de uma reta γ=s no plano complexo, 
onde iyxs += . O número real γ é escolhido de tal forma que γ=s esteja à direita de todas as 
singularidades de ( )sF . 
 
Referência 
 
SPIEGEL, M.R. Transformadas de Laplace. São Paulo: McGraw-Hill. Capítulo 7. 
 
Exercícios 
 
01. L






−−−+
−
−
30s17s3ss
3s
234
2
1
 
 
 R.: ( ) ( ) ( )t2cose
50
1
t2sene
25
9
e
25
1
e
50
3
tf ttt2t3 −−− −+−= 
 
 
02. L






+−
+−−
−
16s8s
36s40s3s3
24
23
1
 
 
 R.: ( ) ( ) t2t2 te2et53tf −+= − 
 
 
 
 
 
 
 
 213 
4.11 – Solução de equações diferenciais 
4.11.1 – Equações diferenciais ordinárias com coeficientes constantes 
 
Exemplo 1 
 
 
( ) ( ) ( )
( )
( )



=
−=
=+−
50y
30y
e4ty2ty3ty
'
t2'"
 (4.11.1.1) 
 
 L ( ){ } ( )sYty = 
 
 Aplicando a transformada de Laplace unilateral à equação diferencial ordinária de segunda 
ordem: 
 
 L ( ){ } 3ty" − L ( ){ } 2ty' + L ( ){ } 4ty = L{ }t2e 
 
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( )
2s
495s3sY2s3s
2s
4
sY20y3ssY30y0sysYs
2
'2
−
=−−++−
−
=++−−−
 
 
( ) ( )
( )( ) ( )
( )( ) ( )
2s
24s20s3
2s
28s14s6s34
sY2s1s
14s3
2s
4
sY2s1s
14s3
2s
4
sY2s3s
22
2
−
−+−
=
−
−++−
=−−
+−
−
=−−
+−
−
=+−
 
 
 ( ) ( )( )2
2
2s1s
24s20s3
sY
−−
−+−
= (4.11.1.2) 
 
 Polos de ordem um: 1s = 
 
 Polos de ordem dois: 2s = 
 
 Decompondo (4.11.1.2) em frações parciais: 
 
 ( )( ) ( ) 2s
C
2s
B
1s
A
2s1s
24s20s3
22
2
−
+
−
+
−
=
−−
−+−
 (4.11.1.3) 
 ( ) ( ) ( )( )2s1sC1sB2sA24s20s3 22 −−+−+−=−+− 
 
 
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )C2BA4s C3BA4s CA24s20s3
2s3sC1sB4s4sA24s20s3
22
222
+−+−+−++=−+−
+−+−++−=−+−
 
 
 214 
 





−=+−
=−+−
−=+
24C2BA4 
20 C3BA4
3 C A 
 (4.11.1.4) 
 
 Calculando limites em (4.11.1.3): 
 
( )( ) ( )
( )( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
( )( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
4B0B04
2s
2s
Clim2s
2s
Blim2s
1s
Alim2s
2s1s
24s20s3lim
7A00A7
1s
2s
Clim1s
2s
Blim1s
1s
Alim1s
2s1s
24s20s3lim
2s
C
2s
B
1s
A
2s1s
24s20s3
2
2s
2
22s
2
2s
2
2
2
2s
1s21s1s2
2
1s
22
2
=⇒++=
−
−
+−
−
+−
−
=−
−−
−+−
−=⇒++=−
−
−
+−
−
+−
−
=−
−−
−+−
−
+
−
+
−
=
−−
−+−
→→→→
→→→→
 
 
 Substituindo os valores de A e B na primeira equação de (4.11.1.4): 
 
 4C3C73CA =⇒−=+−⇒−=+ 
 
 Assim: 
 
 ( ) ( )( ) ( ) 2s
4
2s
4
1s
7
2s1s
24s20s3
sY 22
2
−
+
−
+
−
−=
−−
−+−
= (4.11.1.5) 
 
 Aplicando a transformada de Laplace unilateral inversa a (4.11.1.5): 
 
 L ( ){ } 7sY1 −=− L 4
1s
11 +






−
− L ( ) 42s
1
2
1 +






−
− L






−
−
2s
11
 
 
 L ( ){ } 7sY1 −=− L 4
1s
11 +






−
− L 4
2s
11
−






−
− L ( ) 




−
−
−
2
1
2s
1
 
 
 Como ( )22s
1
2s
1
ds
d
−
−=



−
 
ou L{ } ( )2t2 2s
1
te
−
= e L ( ) ( ){ } ( ) ( )tft1sF nnn1 −=− , temos como 
solução da equação diferencial ordinária de segunda ordem 
 
 ( ) t2t2t te4e4e7ty ++−= . (4.11.1.6) 
 
Exercício 
 
Verifique que (4.11.1.6) é solução de (4.11.1.1). 
 
 
 
 215 
Exemplo 2 
 
 
( ) ( ) ( )
( )

=
=+
00y
tfty2ty '
 (4.11.1.7) 
 
 ( )



≥
<≤
=
1 t0,
1t0 ,t
tf (4.11.1.8) 
 
 L ( ){ } ( )sYty = 
 
 Escrevendo (4.11.1.8) de forma compacta: 
 
( ) tttf −= u ( ),1t − u ( )



≥
<≤
=−
1 t1,
1t0 ,0
1t 
 
 Aplicando a transformada de Laplace unilateral à equação diferencialordinária de primeira 
ordem: 
 
 L ( ){ } 2ty' + L ( ){ }=ty L{ tt − u ( )1t − } 
 
 L ( ){ } 2ty' + L ( ){ }=ty L{ }−t L{ t u ( )1t − } 
 
 Lembrando que L ( ){ } ( ) ( )sF
ds
d1tft
n
n
nn
−= , onde ( ) =sF L ( ){ }tf , e que L{u ( )at − }
s
e as−
= , 
temos que: 
 
 ( ) ( ) ( ) ( ) 





−−=+−
−
s
e
ds
d1
s
1
sY20yssY
s
2 
 
 
( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )2
s
2
s
2
s
e1s
s
1
sY2s
s
e
ds
d1
s
12Y20yssY
−
−
+
−=+






−−=+−
 
 
 ( ) ( ) ( )
s
22 e2ss
1s
2ss
1
sY −
+
+
−
+
= (4.11.1.9) 
 
 Polos de ordem um: 2s −= 
 
 Polos de ordem dois: 0s = 
 
 Decompondo (4.11.1.9) em frações parciais: 
 
 216 
 ( ) 4
1C ,
2
1B ,
4
1A
2s
C
s
BAs
2ss
1
22 ==−=⇒+
+
+
=
+
 
 
 ( ) 4
1C ,
2
1B ,
4
1A
2s
C
s
BAs
2ss
1s
22 −===⇒+
+
+
=
+
+
 
 
 ( ) s2222 e 2s
1
4
1
s
1
2
1
s
s
4
1
2s
1
4
1
s
1
2
1
s
s
4
1
sY −



+
−+−
+
++−= 
 
 ( ) ss2s-2 e 2s
1
4
1
e 
s
1
2
1
e 
s
1
4
1
2s
1
4
1
s
1
2
1
s
1
4
1
sY −−
+
+−−
+
++−= (4.11.1.10) 
 
 Aplicando a transformada de Laplace unilateral inversa a (4.11.1.10): 
 
 L ( ){ }
4
1
sY1 −=− L
2
1
s
11 +






− L
4
1
s
1
2
1 +






− L +






+
−
2s
11
 
 
 
4
1
− L
2
1
e 
s
1 s-1
−






− L
4
1
e 
s
1 s
2
1 +






−− L






+
−− s1 e 
2s
1
 (4.11.1.11) 
 
 
 Lembrando que L ( ){ } ( )atfsFe as1 −=−− u ( )at − , obtemos de (4.11.1.11) a solução da equação 
diferencial ordinária de primeira ordem. 
 
 ( )
4
1
e
4
1
t
2
1
4
1
ty t2 −++−= − u ( ) ( )1t
2
11t −−− u ( ) ( )1t2e
4
11t −−+− u ( )1t − (4.11.1.12) 
 
 
 ( )
2
1
e
4
1
t
2
1
4
1
ty t2 −++−= − u ( )1t − ( ) 



−−+ −− 1t2e
2
11t
2
1
 
 
( )
2
1
e
4
1
t
2
1
4
1
ty t2 −++−= − u ( )1t − ( ) 



−+− −− 1t2e
2
1
t
2
1
 
 
( )






≥+
<≤++−
=
+−−
−
1 t ,e
4
1
e
4
1
1t0 ,e
4
1
t
2
1
4
1
ty
2t2t2
t2
 
 
Exercício 
 
Verifique que (4.11.1.12) é solução de (4.11.1.7). 
 
 
 
 217 
Exemplo 3 
 
 A equação diferencial para a carga ( )tq em um capacitor em um circuito em série R-C é 
 
( ) ( ) ( )tEtq
C
1
tq
dt
dR =+ , 
 
onde R é a resistência, C é a capacitância e ( )tE é a força eletromotriz (f.e.m). 
 Use as transformadas de Laplace para determinar a carga no capacitor em um circuito em série 
R-C se ( ) farad 0,08C ohms, 2,5R ,00q === e ( )tE é dada pelo gráfico da Figura 68. 
 
 
 
Figura 68: Força eletromotriz – [17]. 
 
 
L ( ){ } ( )sQtq = 
 
 Escrevendo ( )tE de uma maneira compacta: 
 
 ( )



≥
<≤
=
3 t5,
3t0 ,0
tE 
 
 u ( )



≥
<≤
=−
3 t,1
3t0 ,0
3t 
 
 ( ) 5tE = u ( )3t − 
 
 Aplicando a transformada de Laplace unilateral à equação diferencial ordinária de primeira 
ordem: 
 
 0 ( ) ( ) 5tq
2
25
tq
dt
d5,2 =+ u ( )3t − (4.11.1.13) 
 
 L ( ) ( ) =






+ tq5,12tq
dt
d5,2 L{5u ( )3t − } 
 
 218 
 5,2 L ( ) 5,12tq
dt
d
+





 L ( ){ } 5tq = L{u ( )3t − } 
 ( ) ( ) ( )
s
e5sQ5,120q5,2ssQ5,2
s3−
=+− 
 ( ) ( )
s
e5sQ5,12s5,2
s3−
=+ 
 
 ( ) ( ) ( ) ( )5ss
e2
5ss5,2
e5
5,12s5,2s
e5
sQ
s3s3s3
+
=
+
=
+
=
−−−
 (4.11.1.14) 
 
 Polos de ordem um: 5s −= , 0s = 
 
 Decompondo (4.11.1.14) em frações parciais: 
 
 ( ) 5
1
-B ,
5
1A
5s
B
s
A
5ss
1
==⇒
+
+=
+
 
 
 ( ) 3s-e 
5s
1
5
1
s
1
5
12sQ 



+
−= (4.11.1.15) 
 
 Aplicando a transformada de Laplace unilateral inversa a (4.11.1.15): 
 
 L ( ){ }=− sQ1 L










+
−
− 3s-1 e 
5s
1
5
1
s
1
5
12 
 
 L ( ){ }
5
2
sQ1 =− L
5
2
e
s
1 3s-1
−






− L






+
− 3s-1 e
5s
1
 (4.11.1.16) 
 
 Usando em (4.11.1.16) a propriedade L ( ){ } ( )atfsFe as1 −=−− u ( )at − , obtemos a solução da 
equação diferencial ordinária de primeira ordem. 
 
 ( )
5
2
tq = u ( )
5
23t −− u ( ) ( )3t5e3t −−− (4.11.1.17) 
 ( )
5
2
tq = u ( ) ( )[ ]3t5e13t −−−− 
 
 ( ) ( )[ ]



≥−
<≤
=
−− 3 t ,e1
5
2
3t0 ,0 
tq 3t5 
 
Exercício 
 
Verifique que (4.11.1.17) é solução de (4.11.1.13). 
 
 
 219 
4.11.2 – Equações diferenciais ordinárias com coeficientes variáveis 
 
Exemplo 
 
 
( ) ( ) ( ) ( )
( )
( )



=
=
=−−+
20y
10y
0ty2tyt21tty
'
'"
 (4.11.2.1) 
 
 L ( ){ } ( )sYty = 
 
 Aplicando a transformada de Laplace unilateral à equação diferencial ordinária de segunda 
ordem, obtemos: 
 
 
L ( ){ }+tty" L ( ){ } 2ty' − L ( ){ } 2tty' − L ( ){ }=ty L{ }0 (4.11.2.2) 
 
 Devemos lembrar que: 
 
 L ( ){ } ( )sF
ds
d
ttf −= 
 
 L ( ){ } ( ) ( ) ( ) ( ) 2ssYs0y0sysYsty 2'2" −−=−−= 
 
 L ( ){ } ( )[ ] ( ) ( ) ( ) ( ) 1sY
ds
d
sssY21sY
ds
d
sssY22ssYs
ds
d
tty 222" +−−=



−+−=−−−= 
 
 L ( ){ } ( ) ( ) ( ) 1ssY0yssYty' −=−= 
 
 L ( ){ } ( )[ ] ( ) ( ) ( ) ( )sY
ds
d
ssYsY
ds
d
ssY1ssY
ds
d
tty ' −−=



+−=−−= 
 
 Voltando a (4.11.2.2): 
 
 
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) 0ssYsY
ds
d2ss
0ssYsY
ds
d
s2s
0sY2sY
ds
d
s2sY21ssY1sY
ds
d
sssY2
2
2
=−−−
=−+−
=−++−++−−
 
 
 ( ) ( ) ( ) 0ssYsY
ds
d2ss =+− EDO linear de primeira ordem homogênea (4.11.2.3) 
 
 Separando variáveis em (4.11.2.3), chegamos a: 
 
 220 
 
( ) ( )
( ) ( )
( )
2s
1
ds
sdY
sY
1
2ss
ssY
ds
sdY
−
−=⇒
−
−= 
 
 ( )[ ]
2s
1
sYln
ds
d
−
−= (4.11.2.4) 
 
 Integrando (4.11.2.4), temos que: 
 
 ( ) ( ) 1C2slnsYln +−−= 
 
 ( ) ( ) 1C2slnesY +−−= 
 ( ) ( ) ( )
2s
C2sCeesY 12slnC
1
1
−
=−==
−
−
−
 (4.11.2.5) 
 
 Polos de ordem um: 2s = 
 
 Aplicando a transformada de Laplace unilateral inversa a (4.11.2.5): 
 
 L ( ){ }=− sY1 L






−
−
2s
C1
 
 
 ( ) Cty = L t21 Ce
2s
1
=






−
−(4.11.2.6) 
 
 Para determinar a constante C em (4.11.2.6) usamos a condição inicial ( ) 10y = : 
 
 ( ) ( ) 1C1Ce0y 02 =⇒== (4.11.2.7) 
 
 Substituindo (4.11.2.7) em (4.11.2.6), obtemos a solução da equação diferencial ordinária. 
 
 
 ( ) t2ety = (4.11.2.8) 
 
Exercício 
 
Verifique que (4.11.2.8) é solução de (4.11.2.1). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 221 
4.11.3 – Equações diferenciais ordinárias simultâneas 
 
Exemplo 
 
 
( ) ( )
( ) ( )
( )
( )
( )







=
−=
=
=−
=+
−
00y
20x
30x
etytx
ttytx
'
t"
''
 (4.11.3.1) 
 
 L ( ){ } ( )sXtx = , L ( ){ } ( )sYty = 
 
 Aplicando a transformada de Laplace unilateral à primeira equação diferencial ordinária: 
 
 L ( ){ }+tx ' L ( ){ }=ty ' L{ }t 
 
 
( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) 2
2
s
1
ssY3ssX
s
10yssY0xssX
=+−
=−+−
 
 
 ( ) ( ) 3
s
1
ssYssX 2 +=+ (4.11.3.2) 
 
 Aplicando a transformada de Laplace unilateral à segunda equação diferencial ordinária: 
 
 L ( ){ }−tx" L ( ){ }=ty L{ }te− 
 
( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( )
1s
1
sY2s3sXs
1s
1
sY0x0sxsXs
2
'2
+
=−+−
+
=−−−
 
 
 ( ) ( ) 2s3
1s
1
sYsXs2 −+
+
=− (4.11.3.3) 
 
 Solucionando o sistema composto pelas equações (4.11.3.2) e (4.11.3.3): 
 
 
( ) ( )
( ) ( )



−+
+
=−
+=+
2s3
1s
1
sYsXs
3
s
1
ssYssX
2
2
 
 
 Multiplicando (4.11.3.2) por (-s) e somando o produto a (4.11.3.3): 
 
 222 
 ( ) ( ) s3
s
12s3
1s
1
sY1s2 −−−+
+
=+− 
 
 ( ) ( ) ( )( ) 1s
2
1s1s
1
1ss
1
sY 222 +
+
++
−
+
= (4.11.3.4) 
 
 Polos de ordem um: 1s −= , 0s = , is = , is −= 
 
 Decompondo (4.11.3.4) em frações parciais: 
 
 ( ) 0C -1,B ,1A1s
CBs
s
A
1ss
1
22 ===⇒+
+
+=
+
 
 
 ( )( ) 2
1F ,
2
1E ,
2
1D
1s
FEs
1s
D
1s1s
1
22 −==−=⇒+
+
+
+
=
++
− 
 ( )
1s
2
1s
1
2
1
1s
s
2
1
1s
1
2
1
1s
s
s
1
sY 2222 +
+
+
−
+
+
+
−
+
−= 
 
 ( )
1s
s
2
1
1s
1
2
3
1s
1
2
1
s
1
sY 22 +
−
+
+
+
−= (4.11.3.5) 
 
 Aplicando a transformada de Laplace unilateral inversa a (4.11.3.5): 
 
 L ( ){ }=− sY1 L






+
−
+
+
+
−
−
1s
s
2
1
1s
1
2
3
1s
1
2
1
s
1
22
1
 
 
 L ( ){ }=− sY1 L
2
1
s
11
−






− L
2
3
1s
11 +






+
− L
2
1
1s
1
2
1
−






+
− L






+
−
1s
s
2
1
 
 
 ( ) ( ) ( )tcos
2
1
tsen
2
3
e
2
11ty t −+−= − 
 
 Usando as equações (4.11.3.2) e (4.11.3.5) para determinar ( )sX : 
 
 
( ) ( )
( ) ( )
s
3
s
1
sYsX
3
s
1
ssYssX
3
2
++−=
++−=
 
 
 ( )
s
3
s
1
1s
s
2
1
1s
1
2
3
1s
1
2
1
s
1
sX 322 +++
+
+
−
+
+−= 
 
 ( )
1s
s
2
1
1s
1
2
3
1s
1
2
1
s
1
s
2
sX 223 +
+
+
−
+
++= (4.11.3.6) 
 
 Polos de ordem um: 1s −= , is = , is −= 
 223 
 
 Polos de ordem três: 0s = 
 
 Aplicando a transformada de Laplace unilateral inversa a (4.11.3.6): 
 
 L ( ){ }=− sX1 L






+
+
+
−
+
++−
1s
s
2
1
1s
1
2
3
1s
1
2
1
s
1
s
2
223
1
 
 
 L ( ){ } 2sX1 =− L +






−
s
11 L
2
1
s
1
3
1 +






− L
2
3
1s
11
−






+
− L
2
1
1s
1
2
1 +






+
− L






+
−
1s
s
2
1
 
 
 ( ) ( ) ( )tcos
2
1
tsen
2
3
e
2
1
t
2
12tx t2 +−++= − 
 
 Assim, a solução do sistema de equações diferenciais ordinárias é dada por: 
 
( ) ( ) ( )tcos
2
1
tsen
2
3
e
2
1
t
2
12tx t2 +−++= − (4.11.3.7) 
 
 ( ) ( ) ( )tcos
2
1
tsen
2
3
e
2
11ty t −+−= − (4.11.3.8) 
 
 
Exercício 
 
Verifique que (4.11.3.7) e (4.11.3.8) satisfazem (4.11.3.1). 
 
4.11.4 – Equações diferenciais parciais 
 
 Dada ( )t,xu , fixamos a variável x e deixamos a variável t livre. Dessa forma: 
 
 L ( ){ } ( ) ( )s,xUdte t,xu t,xu
 
0 
st-
== ∫
∞
 
 
 L ( ) =






∂
∂
t,xu
t
L ( ) ( ) ( )0,xus,xsUt,xu
dt
d
−=






 
 
 L ( ) =






∂
∂
t,xu
t 2
2
L ( ) ( ) ( ) ( )0,xu0,xsus,xUst,xu
dt
d
t
2
2
2
−−=






 
 
 L ( ) ( )s,xU
dx
d
t,xu
x
=






∂
∂
 (4.11.4.1) 
 
 224 
L ( ) ( )s,xU
dx
d
t,xu
x
2
2
2
2
=






∂
∂
 (4.11.4.2) 
 
 Obtemos (4.11.4.1) e (4.11.4.2) derivando sob o sinal de integração (regra de Leibniz). 
 
Exemplo 1 
 
 
( ) ( )
( )
( )




>=
>=
<<=
><<=
0t 0 t1,u
0t 0 t0,u
1x0 x 2sen3x,0u
0 t1,x0 uu xxt
π
 (4.11.4.3) 
 
 L ( ){ } ( )s,xUt,xu = 
 
 L ( ){ } ( ) 0s,0Ut,0u == 
 
 L ( ){ } ( ) 0s,1Ut,1u == 
 
 Aplicando a transformada de Laplace unilateral à equação diferencial parcial (equação do 
calor): 
 
 L ( ){ }=t,xu t L ( ){ }t,xuxx 
 
 ( ) ( ) ( )2
2
dx
s,xUd0,xus,xsU =− 
 
 ( ) ( ) ( )2
2
dx
s,xUd
 x2sen3s,xsU =π− 
 
 
( ) ( ) ( )
 x2sen3s,xsU
dx
s,xUd
2
2
π−=− EDO linear de segunda 
 ordem não homogênea (4.11.4.4) 
 
 Família de soluções a dois parâmetros para a edo (4.11.4.4): 
 
 ( ) ( )
4342144 344 21
particular
3
ogêneahom
xs
2
xs
1 x2senCeCeCs,xU π++=
−
 
 (4.11.4.5) 
 
 ( ) ( )
 x2cosC2esCesCs,xU
dx
d
3
xs
2
xs
1 ππ+−=
−
 
 
 ( ) ( )
 x2senC4seCseCs,xU
dx
d
3
2xs
2
xs
12
2
ππ−+= − (4.11.4.6) 
 
 225 
 Substituindo (4.11.4.5) e (4.11.4.6) em (4.11.4.4), obtemos: 
 
 
( ) ( ) ( )
( )
23
3
2
33
2
4s
3C
3Cs4
 x2sen3 x2sensC x2senC4
π+
=
−=−π−
π−=π−ππ−
 
 
 Logo: 
 
 ( ) ( )
 x2sen
4s
3
eCeCs,xU 2
xs
2
xs
1 π
π+
++= −(4.11.4.7) 
 
 Determinando as constantes 1C e 2C por intermédio das condições de contorno: 
 
 ( ) 2121 CC0CCs0,U (5) em 0x −=⇒=+=⇒= (4.11.4.8) 
 
 ( ) 0eCeCs1,U (5) em 1x s2s1 =+=⇒= − (4.11.4.9) 
 
 Substituindo (4.11.4.8) em (4.11.4.9), obtemos: 
 
 ( )
0C0C
0C
e
e10Cee
0eCeC
1
0s
2
2s
s2
2
ss
s
2
s
2
=⇒=
=







−
⇒=+−
=+−
≠
−
−
321
 
 
 Assim: 
 
 ( ) ( )
 x2sen
4s
3
s,xU 2 ππ+
= (4.11.4.10) 
 
 Polos de ordem um: 24s π−= 
 
 Aplicando a transformada de Laplace unilateral inversa a (4.11.4.10): 
 
 L ( ){ } ( ) x2sens,xU1 π=− L






π+
−
2
1
4s
3
 
 
 L ( ){ } ( ) x2sen3s,xU1 π=− L ( )




π−−
−
2
1
4s
1
 
 
 ( ) ( ) t4 2e x2sen3t,xu π−π= (4.11.4.11) 
 
 
 226 
Exercício 
 
Verifique que (4.11.4.11) é solução de (4.11.4.3). 
 
Exemplo 2 
 
 
 
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( ) ( )
( )




<<=
<<π−π=
>==
><<=
2x0 00,xu
2x0 x6sen12x4sen8x,0u
0 t 0t,2ut0,u
0 t2,x0 t,xu4t,xu
t
xxtt
 
 
Condições de contorno: 
 
 L ( ){ } ( ) == s,0Ut,0u L{ } 00 = (4.11.4.12) 
 L ( ){ } ( ) == s,2Ut,2u L{ } 00 = (4.11.4.13) 
 
 Equação diferencial parcial: 
 
 L ( ){ }=t,xu tt L ( ){ }t,xu4 xx 
 
 ( ) ( ) ( ) ( )s,xU
dx
d40,xu0,xsus,xUs 2t
2
=−− 
 
 ( ) ( ) ( ) ( )[ ]x6sen12x4sen8ss,xUss,xU
dx
d4 22 π−π−=− 
 
 ( ) ( ) ( ) ( )x6sen s3x4sen s2s,xU
4
s
s,xU
dx
d 2
2 π+π−=− (4.11.4.14) 
 
 Família de soluções da equação diferencial ordinária (4.11.4.14): 
 
 ( ) ( ) ( )
4444 34444 2144 344 21
particular solução
43
homogênea solução
x 
2
s
2
x 
2
s
1 x6senCx4senCeCeCs,xU π+π++=
−
 (4.11.4.15) 
 
 ( ) ( ) ( )x6cosC6x4cosC4eC
2
s
eC
2
s
s,xU
dx
d
43
x 
2
s
2
x 
2
s
1 ππ+ππ+−=
−
 
 
 ( ) ( ) ( )x6senC36x4senC16eC
4
s
eC
4
s
s,xU
dx
d
4
2
3
2x 2
s
2
2
x 
2
s
1
2
2
2
ππ−ππ−+=
−
 (4.11.4.16) 
 
 Substituindo (4.11.4.15) e (4.11.4.16) em (4.11.4.14), temos que: 
 
 227 
 
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )x6sen s3x4sen s2x6sen
4
sC
x4sen
4
sCx6senC36x4senC16
2
4
2
34
2
3
2
π+π−=π−
+π−ππ−ππ−
 
 
 
( ) ( ) ( ) ( )x6sen s3x4sen s2x6senC
4
s36x4senC
4
s16 4
2
2
3
2
2 π+π−=π





−π−+π





−π− (4.11.4.17) 
 
 Comparando os “lados” de (4.11.4.17), concluímos que: 
 
 2233
2
2
64s
s8C s2C
4
s16
π+
=⇒−=





−π− (4.11.4.18) 
 
 
 2244
2
2
144s
s12C s3C
4
s36
π+
−=⇒=





−π− (4.11.4.19) 
 
 Substituindo (4.11.4.18) e (4.11.4.19) em (4.11.4.15): 
 
 ( ) ( ) ( )x6sen
144s
s12
x4sen
64s
s8
eCeCs,xU 2222
x 
2
s
2
x 
2
s
1 π
π+
−π
π+
++=
−
 (4.11.4.20) 
 
 Calculando as constantes 1C e 2C : 
 
1. Considerando 0x = em (4.11.4.20) e utilizando (4.11.4.12): 
 
 ( ) 2121 CC0CCs,0U −=⇒=+= (4.11.4.21) 
 
2. Considerando 2x = em (4.11.4.20) e utilizando (4.11.4.13): 
 
( ) 0eCeCs,2U s2s1 =+= − (4.11.4.22) 
 
Substituindo (4.11.4.21) em (4.11.4.22): 
 
( ) ( )0s 0C0e1C0e
e
1C0eCeC 2
s2
2
s
s2
s
2
s
2 ≠=⇒=−⇒=





−⇒=+− − 
 
0C0C 12 =⇒= (4.11.4.23) 
 
Substituindo (4.11.4.23) em (4.11.4.20), temos a solução da EDO. 
 
( ) ( ) ( )x6sen
144s
s12
x4sen
64s
s8
s,xU 2222 ππ+
−π
π+
= 
 
L ( ){ } ( )t,xus,xU1 =− 
 228 
( ) ( )x4sen8t,xu π= L






π+
−
22
1
64s
s ( )x6sen12 π− L






π+
−
22
1
144s
s
 
 
 
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) t12cosx6sen12 t8cosx4sen8t,xu ππ−ππ= (4.11.4.24) 
 
 
 Verificando que a solução (4.11.4.24) satisfaz de fato o problema de valor inicial e de contorno: 
 
 Equação diferencial parcial: 
 
 ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) t12senx6sen144 t8senx4sen64t,xu t πππ+πππ−= (4.11.4.25) 
 
 ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) t12cosx6sen1728 t8cosx4sen512t,xu 22tt πππ+πππ−= 
 
 ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) t12cosx6cos72 t8cosx4cos32t,xu x πππ−πππ= 
 
 ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) t12cosx6sen432 t8cosx4sen128t,xu 22xx πππ+πππ−= 
 
 ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) t12cosx6sen1728 t8cosx4sen512t,xu4 22xx πππ+πππ−= 
 
 Logo, ( ) ( )t,xu4t,xu xxtt = . 
 
 Condições de contorno: 
 
 Considerando 0x = e 2x = em (4.11.4.24): 
 
 ( ) ( ) 0t,2ut,0u == 
 
 Condições iniciais: 
 
 Considerando 0t = em (4.11.4.24) e (4.11.4.25): 
 
 ( ) ( ) ( )x6sen12x4sen80,xu π−π= 
 
 ( ) 00,xu t = 
 
 Gráfico da superfície que define a solução (4.11.4.24): 
 229 
 
 
Figura 69: Gráfico de ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
 t12cos x6sen12t 8cosx4sen8xf ππ−ππ= , 2x0 << , 10t0 << . 
 
4.12 – Solução de equações íntegro-diferenciais 
 
Exemplo 
 
( ) ( ) ( ) ( )
( )



=
−=+ ∫∫
10y
du utcosuy tydu uy 4
t 
0 
'
t 
0 
 (4.12.1)
 
 
L ( ){ } ( )sYty = 
 
( ) ( ) ( ) ( )tcostytydu uy 4 '
t 
0 
∗=+∫ (4.12.2) 
 
Aplicando a transformada de Laplace unilateral à equação íntegro-diferencial (4.12.2): 
 
L ( ) ( ) =








+∫ tydu uy 4 '
t 
0 
L ( ) ( ){ }tcosty ∗ 
 
4L ( )








∫
t 
0 
du uy + L ( ){ }=ty ' L ( ) ( ){ }tcosty ∗ 
 
( ) ( ) ( ) ( )
1s
s
sY0yssY
s
sY4 2 +
=−+ 
 230 
( ) 1sY
1s
s
s
s
4
2 =




+
−+ 
 
( ) ( ) 1sY1ss
sss4s4
2
2242
=
+
−+++
 
 
( )
( ) ( ) 1sY1ss
2s
2
22
=
+
+
 
 
( ) ( )( )22
2
2s
1ss
sY
+
+
= (4.12.3) 
 
Polos de ordem dois: i 2s −= , i 2s = 
 
Decompondo (4.12.3) em frações parciais: 
 
( )
( ) ( ) 2s
DCs
2s
BAs
2s
1s
s
sY
22222
2
+
+
+
+
+
=
+
+
= (4.12.4)( ) ( )2sDs2sCBAs1s 232 +++++=+ 
 
( ) ( )D2BsC2ADsCs1s 232 +++++=+ 
 
 
 -1B12DB 0A02CA 1D 0C =⇒=+=⇒=+== 
 
 Voltando a (4.12.4): 
 
 
( )
( ) 2s
1
2s
1
s
sY
222 +
+
+
−= 
 
 ( ) ( ) 2s
s
2s
s
sY 222 +
+
+
−= (4.12.5) 
 
 Aplicando a transformada de Laplace unilateral inversa a (4.12.5): 
 
 L ( ){ }=− sY1 L ( ) +







+
−
−
22
1
2s
s L






+
−
2s
s
2
1
 
 
 Como ( )222 2s
s2
2s
1
ds
d
+
−=



+
, L ( ){ }
2s
s
t2cos 2 +
= , L ( ){ }
2s
2
t2sen 2 +
= e 
L ( ) ( ){ } ( ) ( )tft1sF nnn1 −=− , temos como solução da equação íntegro-diferencial 
 
 231 
 ( ) ( ) ( )t2cost2sen t
22
1
ty +−= 
 
 ( ) ( ) ( )t2sen t
4
2
t2costy −= . (4.12.6) 
 
Exercícios 
 
01. Verifique que (4.12.6) é solução de (4.12.1). 
 
02. Empregando as transformadas de Laplace, solucione o seguinte problema de valor inicial: 
 
 
( ) ( ) ( )
( )
( )



−=
=
+=+− −
10y
60y
e12t4ty2ty3ty
'
t'"
 
 
 R.: ( ) tt2t e23t2e2e3ty −+++−= 
 
03. Usando as transformadas de Laplace, solucione o sistema de equações diferenciais 
 
( ) ( ) ( )
( ) ( )



=++
=+−−
0xty2tx
tseny2x2tytx
'"
''
 
 
sujeitas às condições iniciais ( ) ( ) ( ) 00y0x0x ' === . 
 
 R.: ( ) ( ) ( ) ( ) t2tttt2t e
9
1
e
9
1
te
3
1
ty e tcos
5
1
tsen
5
2
te
3
1
e
45
4
e
9
1
tx −+=−−++= −−−− 
 
04. A carga instantânea ( )tq no capacitor em um circuito em série L-C-R (indutor-capacitor-resistor) é 
dada pela equação diferencial ordinária de segunda ordem 
 
( ) ( ) ( ) ( )tEtq
C
1
dt
tdqR
dt
tqdL 2
2
=++ , 
 
onde ( )tE é força eletromotriz. 
 
 Use as transformadas de Laplace para determinar a carga ( )tq e a corrente ( )ti em um circuito em 
série no qual henry1L = , ohms20R = , farad01,0C = , ( ) ( )t10sen120tE = , ( ) 00q = e ( ) 00i = . Qual é 
a corrente estacionária? 
 
 R.: ( ) ( )t10cos
5
3
te6e
5
3
tq t10t10 −+= −− 
 ( ) ( )t10sen6te60ti t10 +−= − 
 corrente estacionária: ( )10t6sen 
 232 
4.13 – Exercícios resolvidos 
 
01. Um determinado sistema é regido pela equação diferencial 
 
( ) ( ) ( ) ( )tgty4ty3ty ''' =+− , 
 
sujeita às condições iniciais ( ) 10y = e ( ) 50y ' = . Empregando a transformada de Laplace unilateral e 
suas propriedades, determine a resposta ( )ty desse sistema quando ( ) ttg = , 0t > . 
 
Notação: L ( ){ } ( )sYty = 
 
Aplicando a transformada de Laplace unilateral à equação diferencial ordinária, linear, de segunda 
ordem, não homogênea: 
 
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 2'2 s
1
sY40y3ssY30y0sysYs =++−−− 
 
( ) ( ) 2
23
2
2
s
s2s135s
s
1
sY4s3s ++=−++=+− 
 
( ) ( ) 4s3s
DCs
s
B
s
A
4s3ss
1s2s
sY 2222
23
+−
+
++=
+−
++
= (4.13.1) 
 
( )( )
4
1As1.13.4lim 2
0s
=⇒
→
 
 
( )
( ) ( ) ( )
( )4s3ss
sDCs4s3sBs4s3s
4
1
4s3s
DCs
s
B
s
1
4
1
4s3ss
1s2s
22
222
2222
23
+−
+++−++−
=
+−
+
++=
+−
++
 
 
( ) ( ) ( )2323223 DsCss4s3sB4s3s
4
11s2s +++−++−=++ 
 
( ) 1sB4
4
3
sDB3
4
1
sCB1s2s 2323 +





+−+





+−++=++ 
 
16
3B
4
3B40B4
4
3
=⇒=⇒=+− 
 
16
37D
16
9432D
16
9
4
12D2DB3
4
1
=⇒
+−
=⇒+−=⇒=+− 
 
16
13C
16
31C1CB =⇒−=⇒=+ 
 
 233 
Retornando a (4.13.1): 
 
( )
4s3s
1
16
37
4s3s
s
16
13
s
1
16
3
s
1
4
1
sY 222 +−
+
+−
++= (4.13.2) 
 
Completando quadrados na equação (4.13.2) tem-se que: 
 
( )
4
7
2
3
s
1
16
37
4
7
2
3
s
2
3
2
3
s
16
13
s
1
16
3
s
1
4
1
sY 222
+





−
+
+





−
+−
++= 
 
( )
4
7
2
3
s
1
32
39
4
7
2
3
s
1
16
37
4
7
2
3
s
2
3
s
16
13
s
1
16
3
s
1
4
1
sY 2222
+





−
+
+





−
+
+





−
−
++= 
 
( )
4
7
2
3
s
2
7
7
2
32
113
4
7
2
3
s
2
3
s
16
13
s
1
16
3
s
1
4
1
sY 222
+





−
+
+





−
−
++= 
 
Como ( ) =ty L ( ){ }sY1− e L ( ){ } ( )sYetye asat −= , tem-se que: 
 
 
( ) 





+





++= t
2
7
sene
112
7113
t
2
7
cose
16
13
t
4
1
16
3
ty
t
2
3
t
2
3
 
 
 
02. Solucione a equação integral de Volterra abaixo empregando a transformada de Laplace unilateral e 
suas propriedades. 
 
( ) ( ) ( ) ( )∫ θθ−+θ+−=
t 
0 
dty1 tsenh1ty 
 
Notação: L ( ){ } ( )sYty = 
 
( ) ( ) ( ) ( )ty1ttsenh1ty ∗++−= 
 
Aplicando a transformada de Laplace unilateral à equação integral: 
 
( ) ( )sY
s
1
s
1
1s
1
s
1
sY 22 




++
−
−= 
 234 
( )
1s
1
s
1
sY
s
1
s
11 22
−
−=





−− 
 
( ) ( )1ss
s1s
sY
s
s1s
2
2
2
2
−
−−
=
−−
 
 
( ) ( ) 1s
s
s1s
s
1ss
s1s
sY 22
2
2
2
−
=
−−−
−−
= 
 
Como ( ) =ty L ( ){ }sY1− , tem-se que: 
 
 
( ) ( )tcoshty = 
 
 
 
03. Solucione a equação integral abaixo empregando a transformada de Laplace unilateral e suas 
propriedades. 
 
( ) ( ) ( )( )∫ θθ−θ+++=
t 
0 
dty 1tt2costy 
 
Notação: L ( ){ } ( )sYty = 
 
( ) ( ) ( ) tty1tt2costy ∗+++= 
 
Aplicando a transformada de Laplace unilateral à equação integral: 
 
( ) ( ) 222 s
1
sY
s
1
s
1
4s
s
sY +++
+
= 
 
( )
s
1
s
1
4s
s
sY
s
11 222 +++
=





− 
 
( )
s
1
s
1
4s
s
sY
s
1s
222
2
++
+
=
−
 
 
( ) ( )( ) 1s
s
1s
1
4s1s
s
sY 2222
3
−
+
−
+
+−
= (4.13.3) 
 
Decompondo em frações parciais: 
 
( )( ) 4s
DCs
1s
BAs
4s1s
s
2222
3
+
+
+
−
+
=
+−
 
 235 
 
( )( ) ( )( )1sDCs4sBAss 223 −++++= 
 
DDsCsCsB4BsAs4Ass 23233 −+−++++= 
 
( ) ( ) ( ) ( )DB4sCA4sDBsCAs 233 −+−++++= 
 
5
4C
5
1A
0CA4
1CA 
=⇒=⇒



=−
=+
 
 
0D0B
0DB4
0DB 
=⇒=⇒



=−
=+
 
 
Retornando à equação (4.13.3): 
 
( )
1s
s
1s
1
4s
s
5
4
1s
s
5
1
sY 2222
−
+
−
+
+
+
−
= 
 
( )
1s
1
4s
s
5
4
1s
s
5
6
sY 222
−
+
+
+
−
= 
 
Como ( ) =ty L ( ){ }sY1− , tem-se que: 
 
 
( ) ( ) ( ) ( )tsenht2cos
5
4
tcosh
5
6
ty ++= 
 
 
 
04. Uma partícula se move ao longo de uma linha de modo que seu afastamento x de um ponto fixo 0 
em um tempo qualquer t seja dado por 
 
( ) ( ) ( ) ( )t2sen30tx3tx3tx '" =++ . 
 
 a) Se em 0t = a partícula está em repouso em 0x = , determine seu afastamento ( )tx em um 
tempo qualquer 0t > empregando a transformadade Laplace unilateral e suas propriedades. 
 
( ) ( ) ( ) ( )
( )
( )



=
=
=++
00x
00x
t2sen30tx3tx3tx
'
'"
 
 
Aplicando a transformada de Laplace unilateral à equação diferencial ordinária tem-se que: 
 
L ( ) ( ) ( ){ }=++ tx3tx3tx '" L ( ){ }2t30sen 
 
 236 
Notação: L ( ){ } ( )sXtx = 
 
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
4s
230sX30x3ssX30x0sxsXs 2
'2
+
=+−+−− 
 
( ) ( )
4s
60
sX3s3s 2
2
+
=++ 
 
( ) ( )( ) 3s3s
DCs
4s
BAs
3s3s4s
60
sX 2222 ++
+
+
+
+
=
+++
= (4.13.4) 
 
( )( ) ( )( )4sDCs3s3sBAs60 22 ++++++= 
 
D4DsCs4CsB3Bs3BsAs3As3As60 23223 +++++++++= 
( ) ( ) ( ) ( )D4B3sC4B3A3s DBA3sCA60 23 +++++++++= 
 







=+
=++
=++
=+
60D4B3 
0 C4B3A3
0 D B A3
0 C A 
 
 












−
−












−












60|1900
0|31000
0|1310
0|0101
~
60|4030
0|0130
0|1310
0|0101
~
60|4030
0|0433
0|1013
0|0101
 
 
















−
−














−
−
60|
10
37000
0|
10
3100
0|1310
0|0101
~
60|1900
0|
10
3100
0|1310
0|0101
 
 
37
600D60D
10
37
=⇒= 
 
37
180C0
37
600
10
3C0D
10
3C =⇒=−⇒=− 
 
37
60B0
37
600
37
1803B0DC3B −=⇒=+−⇒=+− 
 
 237 
37
180A0
37
180A0CA −=⇒=+⇒=+ 
 
Voltando a (4.13.4): 
 
( )
3s3s
1
37
600
3s3s
s
37
180
4s
1
37
60
4s
s
37
180
sX 2222 ++
+
++
+
+
−
+
−= 
 
Completando quadrados: 
4
3
2
3
s3s3s
2
2 +





+=++ 
 
( )
4
3
2
3
s
1
37
600
4
3
2
3
s
s
37
180
4s
2
37
30
4s
s
37
180
sX 2222
+





+
+
+





+
+
+
−
+
−= 
 
( )
4
3
2
3
s
1
37
600
4
3
2
3
s
2
3
2
3
s
37
180
4s
2
37
30
4s
s
37
180
sX 2222
+





+
+
+





+
−+
+
+
−
+
−= 
 
( )
4
3
2
3
s
1
37
600
 
4
3
2
3
s
1
37
270
4
3
2
3
s
2
3
s
37
180
4s
2
37
30
4s
s
37
180
sX
2
2222
+





+
+
+
+





+
−
+





+
+
+
+
−
+
−=
 
 
( )
4
3
2
3
s
1
37
330
4
3
2
3
s
2
3
s
37
180
4s
2
37
30
4s
s
37
180
sX 2222
+





+
+
+





+
+
+
+
−
+
−= 
 
( )
4
3
2
3
s
2
3
3
2
37
330
4
3
2
3
s
2
3
s
37
180
4s
2
37
30
4s
s
37
180
sX 2222
+





+
+
+





+
+
+
+
−
+
−= 
 
 238 
( )
4
3
2
3
s
2
3
37
3220
4
3
2
3
s
2
3
s
37
180
4s
2
37
30
4s
s
37
180
sX 2222
+





+
+
+





+
+
+
+
−
+
−= 
 
Lembrando que L ( ){ } ( )asXtxeat −= , tem-se que: 
 
L ( ){ } ( ) ( ) 





+





+−−=
−−
− t
2
3
sene
37
3220
t
2
3
cose
37
180
t2sen
37
30
t2cos
37
180
sX
t
2
3
 t
2
3
 1 
 
( ) ( ) ( )[ ]














+





++−=
−
t
2
3
sen311t
2
3
cos9e
37
20
t2sent2cos6
37
30
tx
t
2
3
 
 
 b) Plote o gráfico da função ( )tx , identificando o termo transitório e o termo de regime 
permanente. Faça comentários pertinentes. 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
x
y
 
Figura 70: Gráfico de 
( ) ( ) ( )[ ]














+





++−=
−
t
2
3
sen311t
2
3
cos9e
37
20
t2sent2cos6
37
30
tx
t
2
3
 
, [ ]20,0t∈ . 
 
 Termo transiente: 














+




−
t
2
3
sen311t
2
3
cos9e
37
20 t2
3
 
 
 
 Termo de regime permanente: ( ) ( )[ ]t2sent2cos6
37
30
+− 
 239 
 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
x
y
 
Figura 71: Gráfico do termo transiente 














+




−
t
2
3
sen311t
2
3
cos9e
37
20 t2
3
 
, [ ]20,0t∈ . 
 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
x
y
 
Figura 72: Gráfico do termo de regime permanente ( ) ( )[ ]t2sent2cos6
37
30
+− , [ ]20,0t∈ . 
 
 Comentários: Percebe-se, pela Figura 71, que o termo transiente “contribui” para a solução até 
3t ≈ . Após, a solução é dada pelo termo de regime permanente, como ilustram as Figuras 70 e 72. 
 
 
 240 
4.14 – Exercícios complementares 
 
01. Determine o valor das seguintes integrais impróprias: 
 
 a) ∫
∞
−
 
0 
x24 dxex b) ( )∫
∞
−
 
0 
x
2
7
dx x3senhe c) ∫
∞
−−
−
 
0 
t10t2
dt
t
ee
 
 
 R.: 
4
3
 R.: 
13
12
 R.: ( )5ln
 
 
02. Calcule as seguintes integrais impróprias: 
 
 a) ∫
∞
−−
−
 
0 
t6t3
dt
t
ee
 b) ( ) ( )∫
∞
−
 
0 
dt
t
t4cost6cos
 
 R.: ( )2ln R.: 





3
2ln 
 
03. Empregando a transformada de Laplace e suas propriedades, calcule a integral abaixo. 
 
 
( )∫
∞
−
 
0 
t 3
3
dte
t5
tsen
 R.: 
120
π
 
 
 
04. Empregando a transformada de Laplace e suas propriedades, mostre que 
 
( ) ( )
8
dt
t
tsentsenhe
 
0 
t 2 π
=∫
∞
−
. 
 
 
05. Calcular: 
 
 a) L ( ){ }t2coshe t4− R.: ( )
12s8s
4s
sF 2 ++
+
= 
 
 b) L






+
−
−
9s
5s2
2
1
 R.: ( ) ( ) ( )t3sen
3
5
t3cos2tf −= 
 
 c) L






++
−
−
2s3s
se
2
s2
1
 R.: ( ) ( ) ( ){ } ( )2tuee2tf 2t2t2 −−= −−−− 
 
 
 
 
 
 241 
06. Calcule a transformada de Laplace da função representada graficamente abaixo. 
 
 
 
 f(t) 
 
 2 
 
 1 
 
 t 
 
 2 4 
 
 R.: L ( ){ } 





−−+= −
−
s4
s2
e4
s
e
s
12
s2
1
tf 
 
 
07. Calcule a transformada de Laplace da função representada graficamente abaixo. 
 
 
 f(t) 
 
 
 2 
 
 t2 4 
 
 
 R.: L ( ){ } ( )s2ee
s
1
tf s2s42 +−=
−−
 
 
08. Determine a transformada de Laplace da função representada graficamente na Figura 73. 
 
 
Figura 73: Função periódica – [13]. 
 
 
 R.: L ( ){ } ( ) ( )0as2
asas
tg
e1s
asee1
tf θ
−
−−
=
−
−−
 
 
 242 
09. Seja ( )tf a função representada graficamente abaixo. 
 
 
 f(t) 
 
 
 5 
 
 
 
 
 2 
 
 t 
 3 7 
 
 
 a) Expresse ( )tf de forma compacta usando a função degrau unitário. 
 
 R.: ( ) 





+−=
4
29
t
4
3
tf [u ( )−− 3t u ( )7t − ] 
 
 b) Usando o item anterior, calcule L ( ){ }tf . 
 
 R.: L s7s3 e 
s4
32
s
1
e 
s4
35
s
1
−− 





−−





− 
 
 
10. Seja ( ) ( ) ( ) 0 t,tcostsenetf 2t2 >= − . 
 a) Determine ( ) =sF L ( ){ }tf e identifique as singularidades de ( )sF . 
 
 R.: ( ) ( ) ( ) 92S
2s
4
1
12s
2s
4
1
sF 22 ++
+
−
++
+
= 
 
 Singularidades: i32 ,i2 ±−±− 
 
 b) Represente geometricamente a região de convergência de ( ) =sF L ( ) ( ){ }tcostsen 2 . 
 
 
11. Sabendo que ( ) ( )( )∑
∞
=
−
=
0n
n2n
!n2
t1
tcos , ( ) ( ) !nnn1n =Γ=+Γ e π=




Γ
2
1
, determine L ( )






t
tcos
e 
sua respectiva região de convergência. 
 
 R.: ( ) 0sRe ,e
s
s4
1
>
π −
 
 243 
12. Sabendo que ( ) ( )( )∑
∞
=
+
+
−
=
0n
1n2n
!1n2
t1
tsen , ( ) ( ) !nnn1n =Γ=+Γ e π=




Γ
2
1
, determine L ( ){ }tsen e 
sua respectiva região de convergência. 
 
 R.: ( ) 0sRe ,e
s2
s4
1
2
3 >
π −
 
 
13. Calcule L






−+−
++−
−
16s16s4s
4s56s47s11
34
23
1
. 
 
 R.: ( ) ( ) t22t2 e65tt2etf −++−= 
 
 
14. Determine L






−−++
+++
−
39s12s10s4s
9s13ss
234
23
1
. 
 
 R.: ( ) ( ) ( )t3senet3coshtf t2−−=
 
 
 
15. Use as transformadas de Laplace para solucionar as seguintes equações: 
 
 a) 
( ) ( ) ( )
( )
( )



−=
=
=+
10y
10y
tcos8tyty
'
"
 R.: ( ) ( ) ( ) ( )ttsen4tsentcosty +−= 
 
 b) ( ) ( ) ( )
( )



=
−−= ∫
00y
duuy tsen1ty
t 
o 
'
 
R.: ( ) ( ) ( )ttsen
2
1
tsenty −= 
 
 c) ( )
( )
( ) ( )






<<π=
>=
>=
><<
∂
∂
=
∂
∂
5x0 x4sen10x,0u
0 t 0t5,u
0 t 0t,0u
0 t5,x0 
x
u2
t
u
2
2
 
 
 R.: ( ) ( )
( ) ( ) t32
2
x 
2
s
2
x 
2
s
1
2
ex4sen10t,xu
x 4sen
32s
10
eCeCs,xU
ππ
π
π
−
−
=
+
++=
 
 
 
 244 
16. Usando as transformadas de Laplace e suas propriedades, determine a solução do seguinte 
problema de valor inicial: 
 
 
( ) ( ) ( )
( )
( )



=
=
=−−
20y
10y
e tty2tyty
'
t'"
 
 
 R.: ( ) tttt2 e
4
1
te
2
1
e
12
1
e
3
4
ty −−−= −
 
 
 
17. Empregando as transformadas de Laplace, determine a solução do seguinte problema de valor 
inicial: 
 
 
( ) ( ) ( ) ( )
( )
( )



=
=
=−+ −
30y
00y
et4coshtyty6ty
'
t3'"
 
 
 R.: ( ) ( ) ( ) ( )





+−= − t10senh
10
103
t10cosh
6
1
t4cosh
6
1
ety t3
 
 
18. Usando as transformadas de Laplace e suas propriedades, resolva o seguinte problema de valor 
inicial (PVI): 
 
 
( ) ( ) ( ) ( )
( )
( )



−=
=
+=++ −
10y
00y
t3cose3t2ty13ty4ty
'
t2'"
 
 
 R.: ( ) ( ) ( ) ( )t3sente
2
1
t3sene
507
179
t3cose
169
8
t
13
2
169
8
ty t2t2t2 −−− +−++−=
 
 
 
19. Empregando as transformadas de Laplace e suas propriedades, solucione a equação íntegro-
diferencial 
 
( ) ( ) ( ) ( )tfdu uy 40ty4ty
10
1
t 
0 
'
=++ ∫ , 
 
sendo ( )tf a função representada graficamente abaixo e ( ) 00y = . 
 
 
 
 
 
 245 
 f(t) 
 
 
 10 
 
 
 t 
 10 
 
 
 R.: ( ) ( ) ( )10t20t20 e10t100te100ty −−− −+= u ( )10t − 
 
 
20. Usando as transformadas de Laplace e suas propriedades, determine a solução do problema de valor 
inicial 
 
 
( ) ( ) ( ) ( )
( )
( )



=
=
=−+
20y
10y
tfty2tyty
'
'"
, sendo ( )tf a função representada graficamente abaixo. 
 f(t) 
 
 
 4 
 
 
 t 
 2 
 
 
 R.: ( ) 2e
3
1
e
3
82ty t2t +++−= − u ( ) 2te
3
42t −−− u ( ) ( )2t2e
3
22t −−−− u ( )2t −
 
 
 
21. Empregando as transformadas de Laplace e suas propriedades, determine a solução geral da 
equação diferencial ordinária com coeficientes variáveis 
 
( ) ( ) ( ) ( ) 1tty3ty 2tty t '" −=++− , 
 
sujeita à condição inicial ( ) 00y = . 
 
 R.: ( ) t
2
1Ctty 3 += 
 
22. Empregando as transformadas de Laplace e suas propriedades, solucione a equação íntegro-
diferencial 
 
 246 
( ) ( ) ( ) ( )tcoshedue uy ty t
t 
0 
ut2"
=+∫ − , 
 
sujeita às condições iniciais ( ) 30y = e ( ) 30y' −= . 
 
 R.: ( ) 





−





+−= t
2
5
senhe52t
2
5
coshe41ty 2
t
2
t
 
 
23. Usando as transformadas de Laplace e suas propriedades, solucione e equação diferencial parcial: 
 
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )
( ) ( )



>==
<<−=
><<−=
0 t 0t,ut,0u
x0 x2sen4xsen60,xu
0 t,x0 t,xu4t,xut,xu xxt
π
π
π
. 
 
 R.: ( ) ( ) ( )x2sene4xsene6t,xu t8t5 −− −= 
 
24. Empregando a transformada de Laplace unilateral e suas propriedades, solucione a equação 
diferencial parcial a seguir. 
 
 ( ) ( ) 0 t1,x0 e1t,xut,xu ttx ><<−=− − 
 ( ) 1x0 x0,xu <<= 
 
 R.: ( ) te1xt,xu −−+= 
 
 
25. Um indutor de 3 henrys está em série com um resistor de 30 ohms e com uma f.e.m. dada por 
( )t20sen150 . Supondo que em 0t = a corrente é nula, use as transformadas de Laplace para determinar 
a corrente num tempo 0t > qualquer. 
 
 R.: ( ) ( ) ( ) t10e2t20cos2t20senti −+−=
 
 
 
26. Um determinado sistema é regido pela equação diferencial( ) ( ) ( ) ( )tgty14ty8ty '" =++ , 
 
onde as condições iniciais são ( ) 10y = e ( ) 40y' −= . 
 Empregando as transformadas de Laplace, determine a resposta ( )ty desse sistema quando o 
mesmo é excitado por um degrau de amplitude sete, ou seja, ( ) 7tg = u ( )t . 
 
 R.: ( ) ( ) ( )[ ]t2senh22t2coshe
2
1
2
1
ty t4 −+= − 
 
 247 
 
27. Uma partícula se move ao longo de uma linha de modo que seu afastamento x de um ponto fixo 0 
em um tempo qualquer t seja dado por 
 
( ) ( ) ( ) ( )t5sen80tx5tx4tx '" =++ . 
 
 a) Se em 0t = a partícula está em repouso em 0x = , determine seu afastamento em um tempo 
qualquer 0t > usando as transformadas de Laplace e suas propriedades. 
 
 R.: ( ) ( ) ( )[ ] ( ) ( )[ ]t5sent5cos2tsen7tcose2tx t2 +−+= − 
 
 b) Determine a amplitude, o período e a freqüência do movimento após um longo tempo. 
 R.: Período: 
5
2P π= Freqüência: 
π2
5
P
1
= Amplitude: 22 (quando 
20
t 
π
= ) 
 
 c) No resultado obtido no item (a), qual é o termo de regime transitório e qual é o termo de regime 
permanente? 
 
 R.: Regime transitório: ( ) ( )[ ]tsen7tcose2 t2 +− 
 Regime permanente: ( ) ( )[ ]t5sent5cos2 +−
 
 
 
28. Em engenharia, um problema importante é determinar a deflexão estática de uma viga elástica 
causada por seu peso ou por uma carga externa. Essa deformação (deflexão) ( )xy é descrita pela 
equação diferencial ordinária de quarta ordem 
 
 ( ) ( )xWxy
dx
dEI 4
4
= , (1) 
 
onde E é o módulo de elasticidade de Young relacionado com o material da viga, I é o momento de 
inércia de uma secção transversal da viga (em relação a um eixo conhecido como eixo neutro ou linha 
neutra), o produto EI é a rigidez defletora da viga e ( )xW é a carga por unidade de comprimento. 
 Uma viga engastada (fixa) em uma extremidade e solta na outra é chamada de cantiléver ou 
viga em balanço ou viga cantoneira. Um trampolim, um braço estendido, a asa de um avião e um 
arranha-céu são exemplos de tais vigas. 
 Para uma viga de comprimento l em balanço engastada à esquerda, além de satisfazer (1), a 
deflexão ( )xy deve satisfazer as seguintes condições nas extremidades da viga (condições de 
contorno): 
• ( ) 00y = , pois não há deflexão no extremo esquerdo engastado; 
• ( ) 00y' = , pois a curva de deflexão é tangente ao eixo x na extremidade esquerda; 
• ( ) 0y" =l , pois o momento defletor (fletor) é nulo no extremo livre; 
• ( ) 0y"' =l , pois a força de espoliação (cisalhamento) é zero na extremidade livre. A força de 
espoliação é dada pela função ( ) ( )xy
dx
dEIxF 3
3
= . 
 
 248 
 Assim, mostre que a deflexão em uma viga cantoneira, engastada em 0x = e livre em l=x e 
que suporta uma carga uniforme 0W por unidade de comprimento, é dada por 
 
( ) ( )2220 6x4xx
EI24
W
xy ll +−= . 
 
 
29. Em um circuito elétrico simples em série L-C-R (indutor-capacitor-resistor), a corrente i satisfaz a 
equação íntegro-diferencial 
 
( ) ( )tEdi 
C
1Ri
dt
diL
t 
0 
=++ ∫ ττ , 
 
onde L é a indutância, R é a resistência, C é a capacitância e ( )tE é a força eletromotriz (f.e.m). Para o 
mesmo circuito, a carga instantânea ( )tq no capacitor satisfaz a equação diferencial ordinária de 
segunda ordem 
 
( ) ( ) ( ) ( )tEtq
C
1
tq
dt
dRtq
dt
dL 2
2
=++ . 
 
 Dessa forma, use as transformadas de Laplace e suas propriedades para determinar a carga ( )tq 
no capacitor e a corrente ( )ti em um circuito em série L-C-R no qual henry 1L
1
= , ohms 20R = , 
farad 01,0C = , ( ) 00q = , ( ) 00i = e ( )tE é dada pela Figura 18. 
 
 
Figura 74: Força eletromotriz – [17]. 
 
 
 R.: ( ) ( )1t120t120tE −−= u ( ) 1201t −− u ( )1t − 
 ( ) 120tq = [
125
1
te
100
1
e
500
1
t
100
1
500
1 t10t10
−+++− −− u ( ) ( )1t
100
11t −−− u ( )+−1t 
 
( )1t10e
125
1
−−+ u ( ) ( ) ( )1t10e1t
100
91t −−−+− u ( )1t − ] 
 
 249 
 ( ) ( ) 120tq
dt
d
ti == [
100
1
te
10
1
e
100
1
100
1 t10t10
−−−
−− u ( ) ( )1t10e
100
11t −−+− u ( )+−1t 
 ( ) ( )1t10e1t
10
9
−−
−− u ( )1t − ] 
 
 
30. Um resistor de R ohms e um capacitor de C farads são ligados em série com um gerador fornecendo 
E volts, como ilustra a Figura 19. 
 
 
Figura 75: Circuito em série R-C – [13]. 
 
 a) Seja 0Q a carga inicial no capacitor e ( )wtsenEE 0= . Mostre, usando as transformadas de 
Laplace e suas propriedades, que a carga no capacitor em um tempo 0t > qualquer é dada por 
( ) ( ) ( )



−−





+= wtsen
RC
1
wtcos w
aR
E
e 
aR
wEQtq 0RC
t
 -0
0 , 
sendo 22
2
CR
1
wa += . 
 
 b) Determine a corrente ( )ti . 
 
 R.: ( ) ( ) ( )



+−





+−= wtcos
RC
1
wtsen w
aR
wE
e 
aR
wEQ
RC
1
ti 0RC
t
 -0
0 
 
 
 
31. No circuito elétrico representado na figura abaixo 
 
 
 
 250 
temos que ( )t10sen500E = , ohms 10R1 = , ohms 10R 2 = , henry 1L = e farad 01,0C = . Empregando 
as transformadas de Laplace e suas propriedades, determine: 
 
1. a carga no capacitor em um tempo 0t > qualquer; 
 
R.: ( ) ( ) ( ) ( ) ( )[ ]t10cos2t10senet10cos2t10sentq t10 ++−= − 
 
2. as correntes 1I e 2I em um tempo 0t > qualquer. 
 
R.: ( ) ( ) ( ) ( ) ( )[ ]t10cost10sen2e10t10cos10t10sen30tI t101 −−−= − 
 ( ) ( ) ( ) ( ) ( )[ ]t10sent10cos2e10t10cos20t10sen10tI t102 ++−= − 
 
Sabemos que a carga no capacitor e as correntes 1I e 2I são nulas em 0t = . Esboce o gráfico 
simultâneo da carga e das correntes para 0t > . 
 
Observação: Equacionamento: 






=−
=−−−
0IR
C
q
0IRI
dt
dL
C
qE
22
11
 
 
32. Prove que L ( ){ } ( ) ( )[ ]sln1
s
1
tln ' −Γ= , onde ( ) ∫
∞
−−
=Γ
 
0 
t1n dtet n é a função gama. 
 
33. Prove que L ( ){ } ( ) 





=



−
π
=
s
1
arctg
s
1
sarctg
2s
1
tSi , onde ( ) ( )∫=
 t
0 
du
u
usen
 tSi é a integral seno. 
 
 
34. Empregando a transformada de Laplace unilateral e suas propriedades, calcule a integral a seguir. 
 
 ( )∫
∞ 
0 
2 dxxsen 
 
 R.: 
4
2π
 
 
Sugestão: Considere ( ) ( )∫
∞
=
 
0 
2 dxx tsen tg e calcule a transformada de Laplace de ( )tg . 
 
 
 
 
 
 
 251 
5. TRANSFORMADAS ZZZZ 
 
 
 
 
 f(t) h(t) 
 S 
 
 
Figura 76: “Ação” da transformada. 
 
 f(t): sinal de entrada 
 h(t): sinal de saída 
 S: sistema que transforma o sinal de entrada no sinal de saída 
 
 
SINAIS 
 
a) Contínuos 
 
 Funções de uma variável contínua. 
 
! Transformada de Fourier ( ){ } ( ) ( )∫
∞
∞−
α
=α=ℑ
 
 
 xi dxexf Fxf 
! Transformada de Laplace unilateral L ( ){ } ( ) ( )∫
∞
−
==
 
0 
stdtetf sFtf 
 
b) Discretos 
 
 Funções de uma variável discreta – sequências. 
 
! Transformada discreta de Fourier 
! Transformada discreta de Laplace 
! Transformada Z 
 
 
 
 
 
 
 
 
 252 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 (a) (b) 
 
Figura 77:(a) Função contínua: ( ) [ ]10,0t ,etf t ∈= − ; (b) Função discreta: ( ) 10,,2,1,0n ,enf n K== − . 
 
 
 Um sinal discreto é descrito por uma sequência. 
 
 { } { }KK ,f,f,f,f,f,f 21012n −−= 
 
 nf : n-ésimo termo da sequência 
 
5.1 – Definição da transformada ZZZZ unilateral 
 
 Z{ } ( ) K+++++=== −−−−
∞
=
−∑ 443322110
0n
n
nn zfzfzfzffzfzFf 
 K+++++= 4
4
3
3
2
21
0
z
f
z
f
z
f
z
ff (5.1.1) 
 
onde ibaz += (ou iyxz += ou β+α= jz ) é um número complexo e K,f,f,f,f 3210 são os 
coeficientes da série, os quais representam os valores que o sinal assume nos diversos instantes 
discretos de tempo. 
 
 Uma seqüência nf é Z transformável se a série (5.1.1) é convergente para pelos menos um 
complexo z. 
 
 Outras notações empregadas na definição da transformada Z unilateral: 
 
 Z ( )[ ] ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) K++++=== −−−
∞
=
−∑ 321
0k
k
zT3xzT2xzTx0xzkTxzXkTx 
 253 
 Z ( )[ ] ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) K+++++=== −−−−
∞
=
−∑ 4321
0n
n
z4xz3xz2xz1x0xznxzXnx 
 
 
Exemplo 
 
 Seja o sinal dado por ( )











=
=
=
=
=
=
=
contrário caso 0, 
5n 3,-
4n 3, 
3n 2,-
2n 1, 
1n 1,-
0n ,2 
nx . 
 
 Z ( )[ ] ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) K+++++=== −−−−
∞
=
−∑ 4321
0n
n
z4xz3xz2xz1x0xznxzXnx 
 
5432
54321
z
3
z
3
z
2
z
1
z
1
-2
z3z3z2zz-2
−+−+=
−+−+= −−−−−
 
 
5.2 – Transformada ZZZZ unilateral de algumas sequências 
5.2.1 – Versão discreta da função delta de Dirac 
 
 
 



≠
=
=
0n ,0
0n ,1
f n ou ( )



≠
=
=δ
0n ,0
0n ,1
n
 
 
 
 Z{ } 1ff 0n == ou Z ( ){ } ( ) 10n =δ=δ
 
 
5.2.2 – Sequência unitária ou passo discreto unitário 
 
 0n 1f n ≥∀= 
 
 Z{ } =nf Z{ } K++++==∑
∞
=
−
32
0n
n
z
1
z
1
z
11z1 (5.2.2.1) 
 
 A série (5.2.2.1) é uma série geométrica. Esta série converge se: 
 254 
 
 1yx1yxiyx1z1
z
1 2222 >+⇒>+=+⇒>⇒< 
 
 
 y=Im(z) 
 
 
 
 
 
 x=Re(z) 
 1 
 
 
 
 
 
 
Figura 78: 1yx1z 22 >+⇒> . 
 
 
 Logo, Z{ } 1z ,
1z
z
z
11
1
z1
0n
n >
−
=
−
==∑
∞
=
−
. 
 
5.2.3 – Exponencial 
 
 
an
n ef = , a constante e 0n ≥ 
 
 Z{ } K+++++=





== ∑∑
∞
=
∞
=
−
4
a4
3
a3
2
a2a
0n
n
a
0n
nanan
z
e
z
e
z
e
z
e1
z
e
zee (5.2.3.1) 
 
 A série (5.2.3.1) é uma série geométrica. Esta série converge se: 
 
 
2
a22a22a
a
eyxeyxiyxez1
z
e
>+⇒>+=+⇒>⇒< . 
 
 
 
 
 
 
 
 
 255 
 
 y=Im(z) 
 
 
 
 
 
 
 x=Re(z) 
 |ea| 
 
 
 
 
 
Figura 79: 
2
a22a eyxez >+⇒> . 
 
 
 Assim, Z{ } a
aa
0n
n
a
an ez ,
ez
z
z
e1
1
z
e
e >
−
=
−
=





=∑
∞
=
. 
 
5.2.4 – Potência 
 
 
n
n af = , a constante e 0n ≥ 
 
 Z{ } K+++++=





== ∑∑
∞
=
∞
=
−
4
4
3
3
2
2
0n
n
0n
nnn
z
a
z
a
z
a
z
a1
z
a
zaa (5.2.4.1) 
 
 
 A série (5.2.4.1) é uma série geométrica. Esta série converge se: 
 
 
 
22222 ayxayxiyxaz1
z
a
>+⇒>+=+⇒>⇒< . 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 256 
 
 y=Im(z) 
 
 
 
 
 
 
 x=Re(z) 
 |a| 
 
 
 
 
 
Figura 80: 222 ayxaz >+⇒> . 
 
 
 Dessa forma, Z{ } az ,
az
z
z
a1
1
z
a
a
0n
n
n >
−
=
−
=





=∑
∞
=
. 
 
Resumo 
 
nf ( )zF 
( )



≠
=
=δ
0n ,0
0n ,1
n 
 
1 
 
1 1z ,1z
z
>
−
 
ane a
a
ez ,
ez
z
>
−
 
na 
az ,
az
z
>
−
 
 
Tabela 6: Algumas transformadas Z unilaterais. 
 
5.3 – Séries de potências: definição, raio de convergência 
 
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) K+−+−+−+−+=−∑
∞
=
4
4
3
3
2
210
0n
n
n czaczaczaczaacza 
 
 z: variável complexa 
 K,a,a,a 210 : coeficientes da série 
 c: centro da série (número complexo) 
 257 
 R: raio de convergência da série ( )∞≤≤ R0 
 
1n
n
n a
a
limR
+
∞→
= ou 
n
1
n
n
a
1limR
∞→
= 
 
 
Convergência da série de potências de (z-c) (Teorema de Cauchy-Hadamard) 
 
1. R = 0 
 
A série converge somente para cz = . 
 
2. 0 < R < ∞ 
 
A série converge absolutamente para todo Rczz <−∈ e diverge para todo Rczz >−∈ . 
 
( ) ( ) ( ) ( ) ( )22 byaxbyiaxibaiyxcz
ibac
iyxz
−+−=−+−=+−+=−
++
+=
 
 
3. R = ∞ 
 
A série converge absolutamente para todo z. 
 
Exemplo 
 
K+++++=∑
∞
=
5
z
4
z
3
z
2
z
z
n
z
5432
1n
n
 (5.3.1) 
 
 
( )
1
n
11lim
n
1nlim
1n
1
n
1
lim
a
a
limR
nnn
1n
n
n
=





+=
+
=
+
==
∞→∞→∞→
+
∞→
 
 
 A série converge em 1z < e diverge em 1z > . 
 
 1z = : testar a convergência absoluta 
 
 K+++++=== ∑∑∑
∞
=
∞
=
∞
=
5
1
4
1
3
1
2
11
n
1
n
z
n
z
1n1n
n
1n
n
 (5.3.2) 
 
A série (5.3.2) é a série harmônica, uma série divergente. 
 
 Logo, podemos afirmar que a série (5.3.1) converge em 1yx1z 22 <+⇒< . 
 
 258 
 
 y=Im(z) 
 
 
 
 
 
 x=Re(z) 
 1 
 
 
 
 
 
Figura 81: 1yx1z 22 <+⇒< . 
 
5.4 – Existência e domínio de definição da transformada ZZZZ unilateral 
 
Z{ } ( ) ∑∑∑
∞
=
∞
=
∞
=
− 





−=





===
0n
n
n
0n
n
n
0n
n
nn 0
z
1f
z
1fzfzFf 
 
R
1
zR
z
1
>⇒< 
 
A série converge em 
R
1
z > . 
 
A série diverge em 
R
1
z < . 
 
Exemplo 
 
n
n af = , a constante e 0n ≥ 
 
 
a
1
alimalim
a
a
lim
a
a
limR 1
n
1
n1n
n
n
1n
n
n
=====−
∞→
−
∞→+∞→
+
∞→
 
 
 
 Convergência: az
R
1
z >⇒> 
 
 
 
 
 
 259 
Teorema 1 
 
 Seja a série ( ) ∑
∞
=
−
=
0n
n
n zfzF , convergente em todo ponto 0zo ≠ . Então, a série converge 
absolutamente em ozz > e converge uniformemente em toda região zRz 'o ≤< . 
 
Definição 
 
 Uma sequência é do tipo exponencial se existem 0M > , 0s0 ≥ e 0n 0 ≥ tais que 
 
ns
n
0Mef < 
 
para todo 0nn ≥ . 
 
Teorema 2 
 
 Toda sequência do tipo exponencial é Z transformável. 
 
Teorema 3 
 
 Para que uma sequência { }nf seja Z transformável é necessário que ela seja do tipo 
exponencial. 
 
Teorema 4 
 
 Se a série ( ) ∑
∞
=
−
=
0n
n
n zfzF converge em R
1
z > , então ( )zF é uma função analítica (ou regular 
ou holomorfa) nessa região e é a única transformada da sequência { }nf . 
 
 
Teorema 5 
 
 Seja ( )zF uma função analítica na região 
R
1
z > . Então existe uma seqüência { }nf para a qual 
Z{ } ( )zFfn = . 
 
Demonstrações: VICH, R. Z transform theory and applications. Dordrecht: SNTL – Publishers of 
 Technical Literature. 
 
 
Funções analíticas 
 
 Se a derivada ( )zf ' existe em todos os pontos z de uma região 'R do plano complexo, então 
( )zf é dita analítica (ou regular ou holomorfa) em 'R . Uma função ( )zf é dita inteira quando for 
analítica em C . 
 260 
 Uma função ( )zf é analítica em um ponto oz se existir 0>δ tal que ( )zf ' exista para todo z 
em δ<− 0zz . 
 
Equações de Cauchy-Riemann 
 
 Uma condição necessária para que ( ) ( ) ( )y,xv iy,xuzfw +== seja analítica em uma região 
'R do plano complexo é que u e v satisfaçam em 'R as equações de Cauchy-Riemann: 
 
 
x
v
y
u
y
v
x
u
∂
∂
−=
∂
∂
∂
∂
=
∂
∂
 (5.4.1) 
 
 Se as derivadas parciais de ( )zf são contínuas em 'R , então as equações de Cauchy-Riemann 
(5.4.1) são condições necessárias e suficientes para garantir a analiticidade de ( )zf em 'R . 
 
Demonstração: SPIEGEL, Murray R. Variáveis complexas. São Paulo: McGraw-Hill. 
 Problema 5, página 107. 
 
5.5 – Propriedades da transformada ZZZZ unilateral 
5.5.1 – Linearidade 
 
 Teorema: Sejam lK,0,1,2,i ,ci = , números complexos dados. Se as transformadas 
Z{ } ( )zFf in,i = existem, com raio de convergência 0R i > para lK,0,1,2,i = ( l finito), então também 
existe a transformada 
 
Z ( )∑∑
==
=







 ll
0i
ii
0i
n,ii zFcfc . 
 
Exemplos 
 
1o) Z ( ){ }nsen β , onde β é uma constante (real puro). 
 
 Lembrar que ( )
i2
ee
zsen
iziz −
−
= e Z{ } a
a
an ez,
ez
z
e >
−
= . 
 
 Z ( ){ }=βnsen Z





 − β−β
i2
ee nini
 
 



−
−
−
= β−β ii ez
z
ez
z
i2
1
 
 
 261 
 
( ) ( )
( )
( )
( )
( )
( )
( )
( ) 1cosz2z
zsen
1cosz2z
izsen2
i2
1
1cosz2z
eez
i2
1
1eezz
zezzez
i2
1
1zezez
ezzezz
i2
1
2
2
2
ii
ii2
i2i2
ii2
ii
+β−
β
=
+β−
β
=
+β−
−
=
++−
+−−
=
+−−
−−−
=
β−β
β−β
ββ−
ββ−
ββ−
 
 
 ( )nsenfn β= é Z transformável para 
 
( ) ( ) ( ) ( ) 1sencossenicosez 22i =β+β=β+β=> β . 
 
 ( ) =zF Z ( ){ }nsen β é analítica em todo plano complexo, exceto em β= iez e β−= iez . 
 
 
2o) Z
 
( ){ }ncos β , onde β é uma constante (real puro). 
 
 Lembrar que ( )
2
ee
zcos
iziz −+
= e Z{ } a
a
an ez,
ez
z
e >
−
= . 
 
 Z ( ){ }=βncos Z





 + β−β
2
ee nini
 
 
( ) ( )
( )
( )
( )
( )
( )
( )[ ]
( )
( )[ ]
( ) 1cosz2z
coszz
1cosz2z
coszz2
2
1
1cosz2z
cosz2z2
2
1
1cosz2z
eezz2
2
1
1eezz
zezzez
2
1
1zezez
ezzezz
2
1
ez
z
ez
z
2
1
2
2
2
2
2
ii2
ii2
i2i2
ii2
ii
ii
+β−
β−
=
+β−
β−
=
+β−
β−
=
+β−
+−
=
++−
−+−
=
+−−
−+−
=




−
+
−
=
β−β
β−β
ββ−
ββ−
ββ−
β−β
 
 
 262 
 ( )ncosfn β= é Z transformável para 
 
( ) ( ) ( ) ( ) 1sencossenicosez 22i =β+β=β+β=> β . 
 
 ( ) =zF Z ( ){ }ncos β é analítica em todo plano complexo, exceto em β= iez e β−= iez . 
 
 
3o) Z ( ){ }nsenh β , onde β é uma constante (real puro). 
 
 Lembrar que ( )
2
ee
zsenh
zz −
−
= e Z{ } a
a
an ez,
ez
z
e >
−
= . 
 
 Z ( ){ }=βnsenh Z





 − β−β
2
ee nn
 
 
( ) ( )
( )
( )
( )
( )
( )
( )
( ) 1coshz2z
zsenh
 
1cosz2z
zsenh2
2
1
 
1coshz2z
eez
2
1
 
1eezz
zezzez
2
1
 
1zezez
ezzezz
2
1
 
ez
z
ez
z
2
1
 
2
2
2
2
22
2
+β−
β
=
+β−
β
=
+β−
−
=
++−
+−−
=
+−−
−−−
=




−
−
−
=
β−β
β−β
ββ−
ββ−
ββ−
β−β
 
 
 ( )nsenhfn β= Z é transformável para todo
 
( )β−β> e,emaxz . 
 
 ( ) =zF Z ( ){ }nsenh β é analítica em todo plano complexo, exceto em β= ez e β−= ez . 
 
 
4o) Z ( ){ }ncosh β , onde β é uma constante (real puro). 
 
 Lembrar que ( )
2
ee
zcosh
zz −+
= e Z{ } a
a
an ez,
ez
z
e >
−
= . 
 
 Z ( ){ }=βncosh Z





 + β−β
2
ee nn
 
 263 
 
( ) ( )
( ) 1eezz
zezzez
2
1
 
1zezez
ezzezz
2
1
 
ez
z
ez
z
2
1
 
2
22
2
++−
−+−
=
+−−
−+−
=




−
+
−
=
β−β
ββ−
ββ−
ββ−
β−β
 
 
( )
( ) 1coshz2z
eezz2
2
1
2
2
+β−
+−
=
β−β
 
 
( )
( )
( )[ ]
( )
( )[ ]
( ) 1coshz2z
coshzz
 
1coshz2z
coshzz2
2
1
 
1coshz2z
coshz2z2
2
1
 
2
2
2
2
+β−
β−
=
+β−
β−
=
+β−
β−
=
 
 
 
( )ncoshfn β= Z é transformável para todo ( )β−β> e,emaxz . 
 
 ( ) =zF Z ( ){ }ncosh β é analítica em todo plano complexo, exceto em β= ez e β−= ez . 
 
 
Resumo 
 
nf ( )zF 
( )



≠
=
=δ
0n ,0
0n ,1
n 
 
1 
 
1 1z ,1z
z
>
−
 
ane a
a
ez ,
ez
z
>
−
 
na 
az ,
az
z
>
−
 
 
( )nsen β 
( )
( ) 1z ,1cosz2z
senz
2 >+β−
β
 
 
( )ncos β 
( )[ ]
( ) 1z ,1cosz2z
coszz
2 >+β−
β−
 
 
( )nsenh β 
( )
( ) ( )β−β>+β−
β
e,emaxz ,
1coshz2z
zsenh
2 
 
( )ncosh β 
( )[ ]
( ) ( )β−β>+β−
β−
e,emaxz ,
1coshz2z
coshzz
2 
 
Tabela 7: Transformada Z unilateral de algumas funções discretas elementares. 
 
 264 
5.5.2 – Translação (ou deslocamento) 
 
 Teorema: Seja k um inteiro positivo. Se a transformada Z{ } ( )zFfn = existe para R
1
z > , então 
também existem as transformadas Z{ }knf + e Z{ }knf − (esta para kn ≥ ). Para R
1
z > temos que 
 
 Z{ } ( )








−= ∑
−
=
−
+
1k
0n
n
n
k
kn zfzFzf e Z{ } ( ) ( )kkkn z

Mais conteúdos dessa disciplina