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Prof.ª Fabíola Soares 
 
 
 
AULA 05 – TEORIA DA LINGUAGEM 
 
O latim era a língua oficial do antigo Império Romano e possuía duas formas: o latim 
clássico, que era empregado pelas pessoas cultas e pela classe dominante (poetas, filósofos, 
senadores, etc.), e o latim vulgar, que era a língua utilizada pelas pessoas do povo. O 
português originou-se do latim vulgar, que foi introduzido na península Ibérica pelos 
conquistadores romanos. Damos o nome de neolatinas às línguas modernas que provêm do 
latim vulgar. No caso da Península Ibérica, podemos citar o catalão, o castelhano e o galego-
português, do qual resultou a língua portuguesa. 
O domínio cultural e político dos romanos na península Ibérica impôs sua língua, que, 
entretanto, mesclou-se com os substratos linguísticos lá existentes, dando origem a vários 
dialetos, genericamente chamados romanços (do latim romanice, que significa "falar à 
maneira dos romanos"). Esses dialetos foram, com o tempo, modificando-se, até constituírem 
novas línguas. Quando os germânicos, e posteriormente os árabes, invadiram a Península, a 
língua sofreu algumas modificações, porém o idioma falado pelos invasores nunca conseguiu 
se estabelecer totalmente. 
Somente no século XI, quando os cristãos expulsaram os árabes da península, o galego-
português passou a ser falado e escrito na Lusitânia, onde também surgiram dialetos 
originados pelo contato do árabe com o latim. O galego-português, derivado do romanço, 
era um falar geograficamente limitado a toda a faixa ocidental da Península, correspondendo 
aos atuais territórios da Galiza e de Portugal. Em meados do século XIV, evidenciaram-se os 
falares do sul, notadamente da região de Lisboa. Assim, as diferenças entre o galego e o 
português começaram a se acentuar. A consolidação de autonomia política, seguida da 
dilatação do império luso consagrou o português como língua oficial da nação. Enquanto isso, 
o galego se estabeleceu como uma língua variante do espanhol, que ainda é falada na 
Galícia, situada na região norte da Espanha. 
As grandes navegações, a partir do século XV d.C. ampliaram os domínios de Portugal 
e levaram a Língua Portuguesa às novas terras da África (Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, 
São Tomé e Príncipe), ilhas próximas da costa africana (Açores, Madeira), Ásia (Macau, Goa, 
Damão, Diu), Oceania (Timor) e América (Brasil). 
 
A Evolução da Língua Portuguesa 
Destacam-se alguns períodos: 
1) Fase Proto-histórica 
Compreende o período anterior ao século XII, com textos escritos em latim bárbaro (modalidade usada 
apenas em documentos, por esta razão também denominada de latim tabeliônico). 
 
 
 
 
 
 
 
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Prof.ª Fabíola Soares 
 
 
 
AULA 05 – TEORIA DA LINGUAGEM 
 
 
2) Fase do Português Arcaico 
Do século XII ao século XVI, compreendendo dois períodos distintos: 
a) do século XII ao XIV, com textos em galego-português; 
b) do século XIV ao XVI, com a separação entre o galego e o português. 
 
3) Fase do Português Moderno 
Inicia-se a partir do século XVI, quando a língua se uniformiza, adquirindo as características do português 
atual. A literatura renascentista portuguesa, notadamente produzida por Camões, desempenhou papel 
fundamental nesse processo de uniformização. Em 1536, o padre Fernão de Oliveira publicou a primeira 
gramática de Língua Portuguesa, a "Grammatica de Lingoagem Portuguesa". Seu estilo baseava-se no conceito 
clássico de gramática, entendida como "arte de falar e escrever corretamente". 
 
A Formação da Língua Portuguesa no Brasil 
A língua é um organismo vivo que se modifica ao longo do tempo. Palavras novas surgem para expressar 
conceitos igualmente novos; outras deixam de ser utilizadas, sendo substituídas. 
 
 
Na época das grandes navegações, Portugal conquistou inúmeras colônias e o idioma português foi 
influenciado pelas línguas faladas nesses lugares, incorporando termos diferentes como "jangada", de origem 
malaia, e "chá", de origem chinesa. O período renascentista também provocou uma série de modificações na 
língua, que recebeu termos eruditos, especialmente aqueles relacionados à arte. 
 
 
 
 
Os colonizadores portugueses, principalmente os padres jesuítas, difundiram o idioma no Brasil. No 
entanto, diversas palavras indígenas foram incorporadas ao português e, posteriormente, expressões utilizadas 
pelos escravos africanos e imigrantes também foram adotadas. Assim, o idioma português foi se juntando à 
família linguística tupi-guarani, em especial o Tupinambá, um dos dialetos Tupi. Os índios, subjugados ou 
aculturados, ensinaram o dialeto aos europeus que, mais tarde, passaram a se comunicar nessa "língua geral", o 
Tupinambá. Em 1694, a língua geral reinava na então colônia portuguesa, com características de língua literária, 
pois os missionários traduziam peças sacras, orações e hinos, na catequese. 
 
 
 
 
 
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Prof.ª Fabíola Soares 
 
 
 
AULA 05 – TEORIA DA LINGUAGEM 
 
 
 
 
Com a chegada do idioma iorubá (Nigéria) e do quimbundo (Angola), por meio dos escravos trazidos da 
África, e com novos colonizadores, a Corte Portuguesa quis garantir uma maior presença política. Uma das 
primeiras medidas que adotou, então, foi obrigar o ensino da Língua Portuguesa aos índios. 
Desde o século XVI, época da formação do Português moderno, o português falado em portugal 
manteve-se mais impermeável às contribuições linguísticas externas. Já o Brasil, em decorrência do processo de 
formação de sua nacionalidade, esteve mais aberto às contribuições linguísticas de outros povos. 
Ainda hoje o português é constantemente influenciado por outras línguas. É comum surgirem novos 
termos para denominar as novas tecnologias do mundo moderno, além de palavras técnicas em inglês e em 
outros idiomas que se aplicam às descobertas da medicina e da ciência. Assim, o contato com línguas 
estrangeiras faz com que se incorporem ao idioma outros vocábulos, em sua forma original ou aportuguesados. 
Atualmente, existem muitas diferenças entre o português que falamos no Brasil e o que se fala em 
Portugal. Tais diferenças não se limitam apenas à pronúncia das palavras, facilmente notabilizada na linguagem 
oral. Existem também diferenças de vocabulário (só para citar um exemplo, no Brasil dizemos "trem", em Portugal 
se diz "comboio") e de construção gramatical (enquanto no Brasil se utiliza uma construção como "estou 
estudando", em Portugal prefere-se a forma "estou a estudar"). 
Fonte: https://www.soportugues.com.br/secoes/portuguesHistoria.php 
 
3. Linguagem e língua 
 
• A linguagem 
 A linguagem é tudo aquilo que permite a comunicação entre os homens. Expressão dos 
nossos desejos e sentimentos, das nossas ideias e emoções, a linguagem torna-se vital para a 
convivência humana. Não existe sociedade sem comunicação e, por conseguinte, sem 
linguagem. 
 
 
 
Vamos ver exemplos de análise de três tipos de texto por meio de três tipos de 
linguagem: verbal, não verbal e verbal e não verbal (ou híbrido). 
Linguagem é a faculdade que o homem tem de se exprimir e se comunicar por 
meio da fala. 
https://www.soportugues.com.br/secoes/portuguesHistoria.php

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