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MUNDO GREGO, Grécia antiga, clássica e helenística
135 pág.

História Antiga da Civilização Ocidental Universidade da Região de JoinvilleUniversidade da Região de Joinville

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## Resumo sobre o Mundo Grego, Civilização Romana e Mundo Islâmico### Mundo Grego: Da Antiguidade à Era HelenísticaA civilização grega antiga desenvolveu-se em cidades-estados independentes chamadas _pólis_, que funcionavam como pequenos países autônomos. A vida social girava em torno das praças e parques, locais de encontro e debate, enquanto as casas eram geralmente pequenas. A agricultura era a base econômica, e a posse da terra simbolizava prestígio social. A Grécia antiga, situada na bacia do Mar Egeu, foi palco de importantes civilizações pré-helênicas, como a cretense e a micênica, que influenciaram a cultura grega posterior.O período homérico (séculos XII a XI a.C.) é marcado pela organização social gentílica, com reis (basileus) e nobres que controlavam terras e rebanhos, organizados em famílias extensas chamadas _genói_. O _oikos_ era a unidade econômica fundamental, englobando terras, ferramentas e escravos, e buscava a autossuficiência. A guerra era uma atividade central para os nobres, visando a aquisição de escravos e metais. Trabalhadores livres, como ferreiros e médicos, prestavam serviços aos nobres, enquanto os _tetes_ eram homens sem posses que sobreviviam precariamente.Com o desaparecimento da monarquia por volta do século VIII a.C., o poder passou para grupos aristocráticos e magistrados eleitos, dando origem à forma típica da _pólis_. Destacam-se duas cidades-estados com sistemas políticos distintos: Esparta, uma oligarquia militarizada, e Atenas, que evoluiu da oligarquia para a democracia. Esparta era dominada por uma elite de cidadãos esparciatas, que viviam da produção agrícola realizada pelos hilotas, uma classe de servos do Estado. A educação espartana era rigorosamente militar, preparando os cidadãos para a guerra em um sistema de combate hoplítico.Atenas, por sua vez, passou por transformações políticas significativas. Inicialmente governada por uma oligarquia de eupátridas, a cidade enfrentou conflitos sociais que levaram às reformas de Sólon no século VI a.C., que aboliu a escravidão por dívidas e criou uma divisão da população em classes com direitos políticos graduais. Posteriormente, a tirania de Psístrato promoveu reformas agrárias e obras públicas, ampliando o direito à cidadania. A democracia ateniense foi consolidada por Clístenes em 508 a.C., que reorganizou a população em tribos mistas e instituiu o voto secreto, ampliando a participação política. No século V a.C., sob Péricles, Atenas atingiu seu apogeu político e cultural, com a participação direta dos cidadãos na Assembleia Popular e o florescimento das artes, filosofia e ciência, embora a democracia coexistisse com a escravidão, essencial para a manutenção do tempo livre dos cidadãos.O período clássico também foi marcado pelas Guerras Médicas contra o Império Persa, nas quais os gregos, liderados por Atenas e Esparta, defenderam seu território com vitórias decisivas em Maratona, Salamina e Platéia. A rivalidade entre Atenas e Esparta culminou na Guerra do Peloponeso (431-403 a.C.), que enfraqueceu as pólis gregas, facilitando a conquista da Macedônia por Filipe II e, posteriormente, por seu filho Alexandre, que expandiu o domínio grego até a Ásia, iniciando o período helenístico. A colonização grega, motivada pela crise agrária e pela busca por terras férteis, expandiu a cultura helênica pelo Mediterrâneo, promovendo intercâmbio econômico e cultural.### Civilização Romana: Da Monarquia à República e ImpérioA origem de Roma está ligada à união de aldeias de pastores na região das sete colinas, com uma organização social baseada em comunidades gentílicas (_gens_), lideradas por patriarcas com amplos poderes. Inicialmente, a terra era comum, mas com o tempo, os patrícios, descendentes dos fundadores, concentraram as melhores terras e o poder político. Os plebeus, compostos por povos indígenas e estrangeiros, foram marginalizados socialmente e politicamente, sem acesso ao exército, cultos religiosos e decisões políticas.Durante o domínio etrusco (século VII a.C.), Roma absorveu avanços técnicos, como o uso da moeda, drenagem de terras e práticas religiosas. Em 509 a.C., os patrícios depuseram o último rei etrusco e instituíram a República, um regime aristocrático onde o poder era exercido pelo Senado e magistrados eleitos, como os cônsules. A participação política era restrita aos patrícios, enquanto os plebeus lutavam por direitos, conquistando gradualmente representação política por meio dos Tribunos da Plebe e da Assembleia da Plebe.Roma expandiu seu território pela península Itálica e além, enfrentando potências como Cartago nas Guerras Púnicas, que garantiram o controle do Mediterrâneo Ocidental. As conquistas trouxeram riquezas e escravos, mas também tensões sociais, com plebeus empobrecidos e conflitos internos. No século I a.C., generais como Mário, Sila, Pompeu, Crasso e Júlio César assumiram papéis políticos decisivos, culminando no fim da República e no início do Império com Otávio Augusto em 31 a.C. O Principado manteve instituições republicanas, mas concentrava o poder no imperador, que controlava o Senado, o exército e a religião.A Pax Romana, período de estabilidade e prosperidade, foi seguida por crises no século III, com o esgotamento das conquistas, diminuição dos escravos e instabilidade política. O surgimento do colonato e a restrição da mobilidade social e profissional indicaram o enrijecimento da estrutura social. A divisão do Império em partes oriental e ocidental enfraqueceu o Ocidente, que sucumbiu às invasões germânicas no século V, marcando o fim da Antiguidade Clássica.### Mundo Islâmico: Origem, Expansão e CulturaO mundo islâmico teve origem na Península Arábica, uma região desértica habitada por tribos semitas divididas entre beduínos nômades e tribos urbanas dedicadas ao comércio. Antes do Islã, predominava o politeísmo, com a Caaba em Meca como centro religioso. Maomé (570-632), membro da tribo coraixita, fundou o Islamismo, pregando o monoteísmo e a submissão a Alá. Perseguido em Meca, fugiu para Medina (Hégira, 622), onde organizou um exército e conquistou Meca, estabelecendo o Islã como religião dominante.O Alcorão, livro sagrado do Islã, fundamenta-se em cinco pilares: fé, oração, caridade, jejum e peregrinação. Após a morte de Maomé, o califado unificou a Arábia e expandiu-se rapidamente, conquistando territórios na Pérsia, Síria, Egito, Norte da África e Península Ibérica. O império islâmico passou por fases de governo, incluindo as dinastias Omíada e Abássida, com Bagdá como centro cultural e político. A expansão foi acompanhada pela assimilação de conhecimentos de outras culturas, especialmente da Grécia, contribuindo para avanços em medicina, matemática, filosofia e arquitetura.A cultura islâmica destacou-se pela construção de palácios e mesquitas decoradas com arabescos, além da literatura, com obras como "As Mil e Uma Noites". A religião islâmica dividiu-se em sunitas e xiitas, com diferenças na sucessão do califa e na autoridade religiosa. O mundo islâmico enfrentou crises internas e externas, além do impacto do colonialismo ocidental, que tentou suprimir a cultura e a língua árabe, impondo valores materialistas e desvalorizando a tradição islâmica.### Destaques- A Grécia antiga desenvolveu a _pólis_, cidades-estados independentes com sistemas políticos variados, culminando na democracia ateniense.- Roma evoluiu de uma monarquia para uma república aristocrática e, finalmente, para um império centralizado sob o Principado.- O mundo islâmico surgiu na Península Arábica com o Islã, expandiu-se rapidamente e assimilou conhecimentos culturais e científicos de diversas civilizações.- A democracia ateniense coexistia com a escravidão, que sustentava a participação política dos cidadãos livres.- A crise do Império Romano e as invasões germânicas levaram à queda do Império Romano do Ocidente, enquanto o mundo islâmico enfrentou desafios internos e externos, incluindo o colonialismo.

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