Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

DIREITOS DAS COISAS
PROF. GHISLAINE ALVES
CURSO DE FÉRIAS
Recapitulando...
 Efeitos da posse
PERCEPÇÃO DE FRUTOS E PRODUTOS
EFEITOS DA POSSE
RESPONSAB. PERDA E DETERIORAÇÃO 
INDENIZAÇÃO POR BENFEITORIAS
USUCAPIÃO
Recapitulando
 Proteção da posse:
 Art. 1.210 do CC
 Legítima Defesa  turbação
 Desforço imediato  esbulho
Recapitulando...
DIREITOS REAIS
COISA PRÓPRIA
COISA ALHEIA
GARANTIA
À COISA
GOZO/FRUIÇÃO
Propriedade
Penhor
Hipoteca 
Anticrese
Promessa de compra e 
venda
Superfície, servidão, usufruto, uso, habitação, concessão para moradia e de uso, laje
4
Introdução
 Fundamento constitucional:
Art. 5º [...]
XXII - é garantido o direito de propriedade;
XXIII - a propriedade atenderá a sua função social;
Introdução
 Fundamento legal:
Art. 1.228. O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la do poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha.
Introdução
 Fundamento legal:
§ 1 o O direito de propriedade deve ser exercido em consonância com as suas finalidades econômicas e sociais e de modo que sejam preservados, de conformidade com o estabelecido em lei especial, a flora, a fauna, as belezas naturais, o equilíbrio ecológico e o patrimônio histórico e artístico, bem como evitada a poluição do ar e das águas.
Introdução
 Fundamento legal:
§ 2 o São defesos os atos que não trazem ao proprietário qualquer comodidade, ou utilidade, e sejam animados pela intenção de prejudicar outrem.
 É preciso demonstrar o elemento subjetivo?
Introdução
 Má redação do referido dispositivo
 Necessidade de interpretação sistemática
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes.
 Desnecessidade de dolo ou culpa
 Ilicitude objetiva
Introdução
 Propriedade e domínio
 Art. 39
 Art. 98
 Art. 481
 Conclusão?
Introdução
 Propriedade e domínio
 Art. 39
 Art. 98
 Art. 481
 Conclusão? Para a visão moderna, tratam-se de palavras sinônimas
Introdução
 Poderes inerentes à propriedade:
 Usar: é o direito de tirar do bem todos os seus proveitos (usar a propriedade de todas as formas previstas ou não vedadas em lei)
 Gozar: direito de perceber os frutos e produtos da coisa
Introdução
 Poderes inerentes à propriedade:
 Dispor: Prerrogativa de transferir o bem, a qualquer título
 Reaver a coisa: direito que o proprietário tem de buscar o bem de quem injustamente a possua/detenha
Introdução
 O direito de propriedade é:
 Complexo
 Absoluto
 Oponibilidade erga omnes
 Perpétuo
 Exclusivo
 Elástico*
Introdução
A propriedade é elástica porque suas faculdades poderão ser ‘destacadas’, de maneira a formar outros direitos (demais direitos reais)
Introdução
 Extensão:
Art. 1.229. A propriedade do solo abrange a do espaço aéreo e subsolo correspondentes, em altura e profundidade úteis ao seu exercício, não podendo o proprietário opor-se a atividades que sejam realizadas, por terceiros, a uma altura ou profundidade tais, que não tenha ele interesse legítimo em impedi-las.
Introdução
 Extensão:
Art. 1.230. A propriedade do solo não abrange as jazidas, minas e demais recursos minerais, os potenciais de energia hidráulica, os monumentos arqueológicos e outros bens referidos por leis especiais.
Classificação
 Quanto à extensão do direito do titular:
 Propriedade plena
 Propriedade limitada 
Classificação
 Quanto ao alcance temporal:
 Propriedade perpétua
 Propriedade resolúvel
 Condição (evento futuro e incerto)
 Termo (evento futuro e certo) 
Classificação
 Quanto à localização e destinação:
 Propriedade urbana
 Propriedade rural
 OBS: alcance finalístico
Propriedade Fiduciária
 Conceito:
Art. 1.361. Considera-se fiduciária a propriedade resolúvel de coisa móvel infungível que o devedor, com escopo de garantia, transfere ao credor.
Propriedade Fiduciária
 Conceito:
 Fidúcia: confiança
 Propriedade resolúvel: o título aquisitivo (do bem móvel ou imóvel) está subordinado a uma condição resolutiva ou advento do termo. A propriedade deixa de ser plena, passando a ser limitada.
 Prop. Resolúvel (gênero)  fiduciária (espécie)
Propriedade Fiduciária
 OBS:
 Condição é o acontecimento futuro e incerto que subordina a eficácia jurídica de determinado negócio;
 Termo é o acontecimento futuro e certo que subordina o início ou término da eficácia jurídica de determinado ato negocial.
Propriedade Fiduciária
 Conceito:
 Bem móvel infungível: são os bens móveis que não podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade.
 Escopo de garantia: ofereço o bem em garantia do empréstimo feito.
Propriedade Fiduciária
 Conceito:
“A propriedade resolúvel, ou revogável, é a que, no próprio título da sua constituição, encerra o princípio que a tem de extinguir, realizada a condição resolutória, ou advindo o termo extintivo, seja por força de declaração da vontade, seja por força de lei” Clóvis Beviláqua
Propriedade Fiduciária
 Conceito:
“A propriedade resolúvel, ou revogável, é a que, no próprio título da sua constituição, encerra o princípio que a tem de extinguir, realizada a condição resolutória, ou advindo o termo extintivo, seja por força de declaração da vontade, seja por força de lei” Clóvis Beviláqua
Propriedade Fiduciária
 Legislação:
 Código Civil  Propriedade fiduciária em garantia de bens móveis
 Lei 9.514/1997  Alienação fiduciária em garantia de bens imóveis 
Art. 22. A alienação fiduciária regulada por esta Lei é o negócio jurídico pelo qual o devedor, ou fiduciante, com o escopo de garantia, contrata a transferência ao credor, ou fiduciário, da propriedade resolúvel de coisa imóvel.
Propriedade Fiduciária
 Legislação:
 Código Civil  Propriedade fiduciária em garantia de bens móveis
 Lei 9.514/1997  Alienação fiduciária em garantia de bens imóveis 
Art. 22. A alienação fiduciária regulada por esta Lei é o negócio jurídico pelo qual o devedor, ou fiduciante, com o escopo de garantia, contrata a transferência ao credor, ou fiduciário, da propriedade resolúvel de coisa imóvel.
Alienação Fiduciária em Garantia
 Conceito:
 É um negócio jurídico (fato jurídico, humano e lícito, do qual as partes convergem a sua vontade para a formação de uma relação jurídica negocial). 
Há presença do sinalagma, que é o nexo de causalidade entre as prestações (contrato bilateral). 
 É um escopo de garantia (propriedade fiduciária), é a transferência da propriedade em caráter fiduciário (é uma espécie de propriedade resolúvel, implementando-se a condição, aquela propriedade se extingue).
Alienação Fiduciária em Garantia
 Ex: quero comprar um carro e não tenho o dinheiro todo para pagá-lo à vista. Posso contratar um financiamento junto a uma instituição financeira. Esta pagará ao vendedor, passando a ter a propriedade fiduciária, em caráter resolúvel, até que o devedor pague o valor financiado.
Alienação Fiduciária em Garantia
 Qual a diferença da alienação fiduciária em garantia para o penhor, hipoteca e anticrese (direitos reais de garantia em coisa alheia)?
Alienação Fiduciária em Garantia
 Qual a diferença da alienação fiduciária em garantia para o penhor, hipoteca e anticrese (direitos reais de garantia em coisa alheia)?
 Penhor, hipoteca e anticrese: o titular da garantia tem direito real na coisa alheia (o bem dado em garantia continua no patrimônio do devedor)
 Na AFG o devedor transmite a propriedade do bem garantidor da dívida, embora em caráter resolúvel.
Alienação Fiduciária em Garantia
 Partes:
 Alienante: aquele que venda a coisa
 Devedor Fiduciante: aquele que aliena fiduciariamente a propriedade resolúvel do bem ao credor (permanece na posse direta)
 Credor fiduciário: a quem se transmite, em garantia, a propriedade resolúvel da coisa.
Alienação Fiduciária em Garantia
 Características:
 Bilateral
 Oneroso
 Formal
 Comutativo
 Acessório  visa à garantia de obrigaçõescontraídas em outro contrato (contato, compra e venda, empréstimo etc)
Alienação Fiduciária em Garantia
 Características:
 Inalienabilidade do objeto: ao contituir a alienação fiduciária, o bem é afetado, saindo do mercado, para garantia do crédito;
 Indivisibilidade: o bem dado em garantia torna-se indivisível enquanto não quitada a dívida (art. 1421);
Alienação Fiduciária em Garantia
 Características:
 Procedimento extrajudicial: sua operabilidade se dá na serventia de registro de imóveis;
 Desdobramento da posse (art. 1.361, §2º e art. 23, p. único da Lei 9514/97)
Alienação Fiduciária em Garantia
 OBS:
 Cessão de direitos (art. 29 da Lei 9514/97)
Art. 29. O fiduciante, com anuência expressa do fiduciário, poderá transmitir os direitos de que seja titular sobre o imóvel objeto da alienação fiduciária em garantia, assumindo o adquirente as respectivas obrigações.
Alienação Fiduciária em Garantia
 OBS 2: Alienação Fiduciária x Leasing
AF  Transferência da propriedade em garantia (propriedade fiduciária)
Leasing  Espécie de arrendamento mercantil (aluguel), optando o ‘comprador’ por ficar com a coisa ao final
Alienação Fiduciária em Garantia
 OBS 2: Alienação Fiduciária x Leasing
AF  Ação de Busca e Apreensão
Leasing  Ação de Reintegração de Posse (liminar)
Alienação Fiduciária em Garantia
 CRLV com Alienação Fiduciária:
Alienação Fiduciária em Garantia
 CRLV com Leasing:
Alienação Fiduciária em Garantia
 Purgação da mora:
 Entendimento anterior:
STJ/SÚMULA 284 - A PURGA DA MORA, NOS CONTRATOS DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA, SÓ É PERMITIDA QUANDO JÁ PAGOS PELO MENOS 40% (QUARENTA POR CENTO) DO VALOR FINANCIADO.
Alienação Fiduciária em Garantia
 Atual entendimento (Lei 10.931/2004):
ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA EM GARANTIA. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ART. 543-C DO CPC. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO.
DECRETO-LEI N. 911/1969. ALTERAÇÃO INTRODUZIDA PELA LEI N.10.931/2004. PURGAÇÃO DA MORA. IMPOSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE PAGAMENTO DA INTEGRALIDADE DA DÍVIDA NO PRAZO DE 5 DIAS APÓS A EXECUÇÃO DA LIMINAR.
1. Para fins do art. 543-C do Código de Processo Civil: "Nos contratos firmados na vigência da Lei n. 10.931/2004, compete ao devedor, no prazo de 5 (cinco) dias após a execução da liminar na ação de busca e apreensão, pagar a integralidade da dívida - entendida esta como os valores apresentados e comprovados pelo credor na inicial -, sob pena de consolidação da propriedade do bem móvel objeto de alienação fiduciária".
2. Recurso especial provido.
(REsp 1418593/MS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 14/05/2014, DJe 27/05/2014)
Alienação Fiduciária em Garantia
 Vedação ao pacto comissório:
Art. 1.364. Vencida a dívida, e não paga, fica o credor obrigado a vender, judicial ou extrajudicialmente, a coisa a terceiros, a aplicar o preço no pagamento de seu crédito e das despesas de cobrança, e a entregar o saldo, se houver, ao devedor.
Art. 1.365. É nula a cláusula que autoriza o proprietário fiduciário a ficar com a coisa alienada em garantia, se a dívida não for paga no vencimento.
Alienação Fiduciária em Garantia
 Procedimento de adimplência:
 Havendo o pagamento integral pelo devedor, é expedido um termo de quitação pelo credor em até 30 dias.
 Com o termo de quitação, faz-se a averbação na matrícula.
Alienação Fiduciária em Garantia
 Procedimento de inadimplência:
 O credor faz o requerimento ao oficial de registro de imóveis informando o não pagamento no prazo (pode haver carência), anexando uma relação de valores que são devidos.
Alienação Fiduciária em Garantia
 Procedimento de inadimplência:
 O Oficial de Registro manda notificar pessoalmente o devedor (pode ser feito com aviso de recebimento, por hora certa ou edital)
 Após a notificação: 15 dias para purgar a mora (pagar tudo)
Alienação Fiduciária em Garantia
 Procedimento de inadimplência:
 Sem purgação, o Oficial de Registro certificará a mora (ex tunc) por averbação na matrícula, consolidando a propriedade em nome do credor.
Alienação Fiduciária em Garantia
 Inicia-se a execução extrajudicial  por hasta pública:
1 – intimação dos devedores
2 – primeiro praceamento (30 dias) – valor avaliação ou ITBI
3 – segundo praceamento (15 dias) – valor dívida
Alienação Fiduciária em Garantia
 OBS: até a data do 2º leilão o devedor poderá adquirir o imóvel, com preferência sobre os demais pretendentes, mediante o pagamento da dívida e despesas (art. 27, §2-B).
image1.png
image2.jpeg
image3.jpeg
image4.jpeg

Mais conteúdos dessa disciplina